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A turnê pela América mantém Deschamps com dúvidas

9 de junho de 2013
Benzema segue com sua terrível fase (France Football)

Benzema segue com sua terrível fase
(France Football)

Antes de começarmos a destrinchar a atual situação da seleção francesa, é importante frisar que os amistosos diante de Uruguai e Brasil serviam mais para os sul-americanos que disputam competições oficiais nas próximas semanas do que para os europeus que vieram desfalcados e doidos para descansar. Mas também se deve destacar que isso não pode ser usado como muleta para justificar os dois tropeços. A França jogou mal e só mostrou bom futebol no primeiro tempo diante da seleção celeste, só, nada mais.

O fato é que o técnico Didier Deschamps retorna para a França com dúvidas de como levar esse time para frente. Poupando os titulares Franck Ribéry e Patrice Evra, que nem convocados foram, e desfalcados de Paul Pogba (a serviço da seleção sub-20) e Raphaël Varane (contundido), o comandante Bleu se deu ao luxo de testar alguns jogadores que não vinham sendo convocados. O polêmico meia Samir Nasri seria um dos testados, mas foi cortado de última hora.

Os principais testes foram do meio-campo para o ataque. Deschamps utilizou 12 jogadores nas seis posições reservadas aos atletas de meio e ataque. Por fim, o comandante francês não sanou suas dúvidas.

Começando pelo esquema: 4-4-2 contra os uruguaios e 4-3-3 contra os brasileiros. De igual entre as duas pelejas foram as participações de Blaise Matuidi, Mathieu Valbuena e Dimitri Payet. O último, aliás, deu uma dorzinha de cabeça a Deschamps, pois foi o principal atleta nas duas partidas, embora seja, teoricamente, reserva. No 4-4-2 é inviável que seja titular, mas caso o 4-2-3-1 seja adotado, ele pode ser um dos homens dos flancos junto com Ribéry e Valbuena.

As novidades entre os dois jogos: contra o Uruguai, Gourcuff; contra o Brasil, Guilavogui. O meio-campista do Lyon, que já não fazia por merecer uma convocação, fez valer as críticas e foi peça nula em campo. Já o garoto do Saint-Étienne foi um dos grandes valores positivos da turnê sul-americana da França. Guilavogui não sentiu o peso da camisa e mostrou a Deschamps que tem tudo para brigar por uma vaga entre os 23 que irão para a Copa do Mundo – caso a classificação venha mesmo.

O zagueiro Mamadou Sakho também teve boa participação contra o Brasil e ganhou pontos na concorrida luta por uma vaga entre os titulares. Teoricamente, ele, Koscielny e Varane lutam pelas duas vagas. Adil Rami corre por fora.

Quem saiu em baixa foi Mathieu Debuchy. O lateral do Newcastle teve participação terrível na partida realizada na Arena do Grêmio, errando muito no ataque e mostrando muita precipitação na marcação. A tendência é que Deschamps passe a utilizar mais Bacary Sagna, embora eu o considere abaixo de Debuchy.

No lado oposto é até difícil avaliar. Jérémy Mathieu e Benoît Trémoulinas são, indiscutivelmente, bons laterais, mas Gaël Clichy e Patrice Evra estão, pelo menos na cabeça do técnico, acima. A convocação da dupla serviu mais como preenchimento do elenco do que para outra coisa.

No ataque segue o drama de Karim Benzema que, novamente, saiu de campo sem balançar as redes. Já passou da hora de Deschamps procurar uma alternativa diferente e não digo utilizar Giroud ou Gomis, substitutos imediatos da posição – ou até apostar em Aliadière, centroavante de características diferentes e que fez ótima temporada – mas sim apostar em um esquema novo, talvez até utilizando Payet ou Ribéry como homens de frente. Não é o ideal, mas o momento não é bom dos centroavantes franceses.

Uma ideia que pode ser útil na seleção é a inserção de Alexandre Lacazette no time titular e como homem centralizado. Apesar de ser jogador de lado, Remi Garde já o utilizou como centroavante no Lyon e pode ser uma alternativa. Vale ressaltar que tanto Lacazette como seu companheiro Clément Grenier receberam chances nesses amistosos, mas merecem ser mais observados por terem futuros brilhantes pela frente.

FUTURO

A França ainda fará quatro jogos em 2013 – amistoso contra a Bélgica (14/agosto) e jogos das eliminatórias contra Geórgia (06/setembro), Bielorrússia (10/setembro) e Finlândia (15/outubro) – sem contar os possíveis confrontos pela repescagem que acontecem em novembro. A esperança de Deschamps fica em cima de alguns nomes que estarão de volta, como Ribéry e Evra.

Tratando como base o seu trabalho desde o término da Eurocopa de 2012, tentei traçar o que seria seu possível time titular nos próximos jogos. Confira:

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Algumas considerações sobre essa escalação:

1) Sempre fiquei com a sensação de que Deschamps confia mais em Sagna do que em Debuchy, depois dessa excursão pela América do Sul essa sensação deve ficar mais nítida com a péssima atuação do jogador do Newcastle contra o Brasil;

2) A boa partida de Sakho contra a seleção brasileira me faz crer que será titular, mas sua briga é com Koscielny. Considero o jogador do PSG melhor, mas não confio em nenhum dos dois. Varane é o único que sobra, mas lhe falta experiência;

3) No meio campo optei por Capoue, mas nada impede que Moussa Sissoko ou Maxime Gonalons sejam os cães de guarda da defesa. Quem sabe até o próprio Joshua Guilavogui ganhe espaço após os amistosos na América. O fato é que essa posição está aberta, podendo até ser ocupada por um meia-atacante caso Deschamps opte por mexer no esquema;

4) Não escalei Paul Pogba da Juventus muito pela expulsão contra a Espanha. Deschamps frisou muito que falta maturidade ao garoto, logo, passo a acreditar que sua inclusão no time titular vai tardar um pouco;

5) Samir Nasri tem tudo para ser titular do time de Deschamps, mas, hoje, não é. A convocação para as partidas frente Brasil e Uruguai foi a primeira após a Eurocopa e isso se deve muito a seu temperamento explosivo. Em uma seleção com histórico recente de problemas, o técnico tem também que priorizar esse quesito e por isso Nasri não é presença certa;

6) Deschamps tem apostado muito no 4-3-3, por isso o esquema em minha prévia, mas os amistosos na América do Sul mostraram que ele não está tão seguro dessa decisão. Portanto, esse esquema não é definitivo;

E vocês? O que acharam da França? E pro futuro da seleção, o que imaginam? Estabeleçam o debate na caixa de comentários!

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Le Podcast du Foot #33

30 de maio de 2013
PSG saiu da fila ao ganhar o caneco da Ligue 1 (PSG.fr)

PSG saiu da fila ao ganhar o caneco da Ligue 1
(PSG.fr)

O Campeonato Francês chegou ao fim no último domingo e como não poderíamos deixar passar a oportunidade, Le Podcast du Foot chega nesta semana com um balanço de tudo que aconteceu na temporada. O campeão PSG, os times qualificados para a Liga dos Campeões e Liga Europa, as decepções e os rebaixados, todos estiveram na pauta do programa. Além disso, Eduardo Junior, Filipe Papini e Vinícius Ramos montaram suas seleções com os principais jogadores e com as decepções do campeonato.

Quer saber de tudo isso? É só dar play abaixo.

Ouça também no MixCloud

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Boateng, Oliver Kahn tem nojo de você

29 de maio de 2013

ATENÇÃO: Este post contém altas doses de parcialidade, rancor e revolta, além de não possuir nada, realmente nada de vergonha na cara e nenhum fim jornalístico. Se você não entendeu a motivação, favor ler o post anterior; se você entendeu e se indignou, só lamento, eu tentei avisar.

Em 2001, Oliver Kahn mostrou que até o mais feroz dos titãs pode ter seu lado sensível…

Kahn ganhou o prêmio Fair Play pelo consolo ao derrotado Cañizares

Kahn ganhou o prêmio Fair Play da Uefa pelo consolo ao derrotado Cañizares

… em 2013, Jérôme Boateng mostrou que a inteligência é limitada e a imbecilidade não tem fim.

Boateng repetiu a provocação de Subotic do ano anterior

Boateng repetiu a provocação de Subotic do ano anterior

Esse parágrafo pode beirar a hipocrisia, mas a provocação do Subotić foi diferente a qual sofreu. Quando o sérvio praticamente invocou todos os espíritos malignos de Mun-Ha para cima de Robben, após o holandês perder um pênalti, ainda havia jogo, ou seja, o Bayern poderia empatar. Além disso, o campeonato teria sequência, alguém poderia fazer lavagem cerebral em todo elenco do Dortmund e eles perderem todos os jogos e o caneco parar na Baviera.

Já Boateng parou de fazer festa só para tirar onda com Subotić, tudo estava acabado, a festa era deles e poderia ter passado sem essa.

Não creio que Oliver Kahn tenha gostado disso.

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