Arquivo da categoria ‘Coupe de France’

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Um domingo como nenhum outro

7 de janeiro de 2013
Épinal fazendo história(Foto: Getty Images)

Épinal fazendo história
(Foto: Getty Images)

Não foi um domingo normal. Eu deveria ter percebido isso logo após acordar. Também pudera, pulei da cama antes das nove horas, coisa rara se tratando de um ser preguiçoso somado há um dia em que, geralmente, “fazer nada” é a obrigação principal. Mas nem percebi e segui o domingo como se fosse qualquer outro.

Mero engano, não era um domingo qualquer.

Rodeado pelo tédio da manhã, me deparei com uma partida que, assim como todo o domingo, seria previsível. De um lado, o Épinal, clube da Lorena, escondido atrás do sofá do maior time da região, o Nancy. Como grandes feitos, o Épinal tem dez participações na segunda divisão. No outro canto, estava o imponente e multicampeão Lyon, que ainda vinha com a fama de ser o grande perseguidor do milionário Paris Saint-Germain em solo nacional – porque, convenhamos, o Olympique de Marseille não tem bola pra brigar pelo caneco. Não restavam dúvidas, eu iria assistir ao uma partida de um único time. Bastava ver o primeiro tempo, almoçar e tirar o merecido cochilo da digestão.

Os indícios de uma vitória do Lyon tão tranquila como devorar aquela macarronada do domingo – é nisso que dá falar de um jogo da hora do almoço – estavam tão claros que o Épinal nem usava seu uniforme. A Federação Francesa de Futebol não é tão organizada quanto a Liga de Futebol Profissional da França, mas eles levam suas frescuras ao ponto de ebulição para tudo dar certo. Na Copa da França, os times não usam a numeração fixa dos campeonatos que disputam semanalmente e, sim, a tradicional numeração de 1 a 11. Além disso, as marcas estampadas na camisa de cada time são de patrocinadores do torneio, ou seja, a camisa usada na Copa da França é totalmente diferente da usada nos jogos de campeonato. Diversos clubes não têm condições financeiras de atender a todas essas frescuras exigências e recebem uma mão da FFF, ganhando o uniforme da federação. Era essa a situação vivida pelo Épinal.

Mas voltando ao jogo, quem, em sã consciência, apostaria que um time, pelo menos no momento, rebaixado à quarta divisão francesa e sem uniforme próprio, bateria o vice-líder do Campeonato Francês? Não me venham com o papo de “é copa, é jogo único”, quem diz isso só está tentando mostrar alguma imparcialidade, mas, no fundo, sabe (?) qual vai ser o resultado final do jogo.

Mas então, voltamos às primeiras palavras do texto: “não foi um domingo normal”. Não fazia nem quinze minutos que a bola estava rolando no Estádio de la Colombière e o placar apontava 2×0 para o Épinal. Na hora, fiquei sem saber se estava tendo ilusões causadas pela fome gerada pelo fantástico cheiro de comida que vinha da cozinha ou se era real mesmo. Precisei entrar em alguns sites especializados para confirmar e sim, o pequeno time da Lorena batia o gigante Lyon com dois tentos de vantagem.

A história parecia tão absurda que os gols foram marcados por Tristan Boubaya, um rapaz de 23 anos que ainda não havia marcado pelo clube da Lorena. O conto foi se tornando ainda mais absurdo! Aquele inexplicável triunfo do Épinal sobre o Lyon era o primeiro em casa desde agosto de 2012.

Mas “quem avisa amigo é”, diria aquele amigo imaginário que sempre surge na hora em que é tomada uma atitude contrária a pensada por esse cidadão. Antes mesmo de saborear meu almoço, a partida já estava empatada em 2×2. Era óbvio que voltaríamos ao tradicional marasmo dominical e acompanharíamos a mais uma vitória do Lyon. Mas os visitantes estavam com calma. Eles até esperaram eu almoçar para dar o rumo normal de meu dia. O tento da virada saiu aos 18 minutos da etapa final em um pênalti cobrado por Lisandro López.

Acabou. Era só deitar, relaxar e cochilar na frente da TV, afinal, o Lyon confirmou a vitória…

Mas o Épinal empatou. Sim! Os mandantes conseguiram igualar o marcador com Valentin Focki. E eu voltava a questionar se realmente estava acordado, já que, assim como Boubaya, Focki não marcava há um bom tempo, desde fevereiro de 2012, mais precisamente. Alguma coisa estava errada!

Rémi Garde, técnico do Lyon, talvez estivesse dizendo o mesmo quando via seu zagueiro, Bakary Koné, ter atuação terrível. Possivelmente, um daqueles indiscretos bonecos de posto, se remexendo de um lado para o outro na defesa, teria uma participação mais segura que o burquinense.

Mas não era um domingo normal (seria mais anormal se um boneco de posto estivesse jogando mesmo)…

Fomos para o tempo extra e o Épinal, por incrível que pareça, encontrou a fraqueza de seu oponente: a bola aérea. Bastava jogar a redondinha na grande área que era perigo na certa. Já havia saído dois gols assim, por que não o terceiro? Talvez o boneco de posto, citado no parágrafo anterior, ganhasse mais bolas no alto do que Koné.

O Épinal cansou. Fazer três gols no Lyon é um trabalho árduo, ainda mais quando se é um dos fortes candidatos a disputar a quarta divisão do país. No outro lado, Garde fez uma mísera alteração, mas os dez guerreiros que correram por mais de 100 minutos pareciam crianças em um parque de diversões, corriam como nunca. Corriam para vencer, corriam para evitar o vexame.

Correram em vão.

Ter de passar de fase contra o Épinal na disputa de pênaltis já era vexatório o bastante para o Lyon. Poderiam, tranquilamente, pegar suas coisas e voltar para casa sem nem passar pela marca fatal. Não fariam, ficaria mais feio ainda.

Àquela altura, já era torcedor desde criança do Épinal. Não fazia ideia se era sonho ou se estava acontecendo mesmo, mas queria muito que o time da terceira divisão passasse de fase e escrevesse seu nome na história das zebras da Copa da França.

Olivier Robin: Nome de herói, agindo como herói(Foto: Getty Images)

Olivier Robin: Nome de herói, atitude de herói
(Foto: Getty Images)

Todo o feito dependeria de um herói. Para o goleiro do Épinal, isso já era meio caminho andado, pois, nome de herói ele já tem. Olivier Robin criou carreira própria, deixou Gothan City de lado e se aventurou como goleiro na França. Era o momento ideal para mostrar a Batman e ao mundo todo que fez a escolha certa ao se mudar para a Europa e largar a carreira de super-herói.

Ele, mais do que ninguém, sabe o que é mais perigoso: ser herói ou goleiro.

O heroísmo de Robin começou logo na segunda cobrança, quando defendeu o tiro de Fofana. Em seguida, pressionado pelo erro do companheiro Do, o goleiro do Épinal bateu de frente com o Coringa. Durante a partida, Koné fez todos rirem com suas pixotadas para dar o golpe de misericórdia na disputa de pênaltis. “Daria”, eu quis dizer. Os vilões nunca vencem, contam as histórias, e Koné mandou a bola na lua e voltou a dar alegrias a Robin.

Nas duas cobranças seguintes do Épinal, somente acertos. Isso significava que o nanico time da Lorena, vice-lanterna da terceira divisão e que nem tinha condições de organizar o uniforme para a peleja, estava eliminando o Lyon, um dos grandes postulantes ao título da Ligue 1.

Isso seria um sonho (pesadelo para os torcedores do Lyon)? Acredito que sim. Há mais indícios. Na mesma Copa da França, o SC Bastia foi eliminado por um adversário local, o CA Bastia, também da terceira divisão. Sem falar do PSG, que quase se complicou diante do Arras da quinta divisão.

Bom, se essa ladainha toda não foi em momento algum real, talvez ninguém esteja lendo esse texto. Talvez passemos a acreditar que o nosso querido esporte bretão “não é uma caixinha de surpresas” e que “tem muito bobo no futebol”. Talvez devamos extinguir todas as copas, afinal, não tem como um time praticamente amador bater um grande clube do país.

Mas é viagem minha, ignorem tudo isso. Aconteceu, não foi um domingo qualquer. Ainda bem que existe o futebol para imortalizar dias como esse.

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A ascensão e queda do Quevilly

27 de dezembro de 2012
Após vice da Copa da França, Quevilly se vê próximo do rebaixamento(Foto: Getty Images)

Após vice da Copa da França, Quevilly se vê próximo do rebaixamento
(Foto: Getty Images)

Um time encantou a França em 2012. Não foi o milionário Paris Saint-Germain, nem o renovado Lyon, muito menos alguma das surpresas da atual edição do Campeonato Francês, como Valenciennes e Stade Rennais. Esse time foi o pequenino Union Sportive Quevilly, clube amador das divisões inferiores do país. A equipe da Alta Normandia chegou a final da última edição da Copa da França, sendo que, na época, disputava a quarta divisão francesa.

Durante o trajeto para o Stade de France, o Quevilly deixou times do cacife de Rennes e Olympique de Marseille pelo caminho e deu novo rumo à história que tentou escrever dois anos antes, quando parou no Paris Saint-Germain na fase semifinal. Na decisão, o adversário foi o poderoso Lyon e desta vez não deu para a zebra. Les Gones venceram pelo placar mínimo e deixaram o Quevilly sem o troféu.

Mas nem todo o caminho percorrido no ano foi traçado em vão. O time treinado por Régis Brouard liderou sua chave na quarta divisão e obteve o acesso a terceira divisão do Campeonato Francês. O vice da Copa da França não foi uma mera lágrima no meio de um mar e sim um reflexo de um ótimo trabalho que já vinha tendo resultados satisfatórios em anos anteriores.

Além da semifinal da copa citada anteriormente, o Quevilly sempre havia terminado entre os cinco primeiros da quarta divisão com Brouard no comando técnico. O único ponto negativo era que apenas o líder subia. Quando os canários pararam de bater na trave e finalmente alcançaram seu objetivo, uma debandada aconteceu, a começar pelo próprio Régis Brouard, que se transferiu para o Clermont, time da segunda divisão francesa. Como se perder o mentor já não fosse o bastante, dos onze titulares da final contra o Lyon, apenas Weis, Beaugard – conhecido por ter levantado a taça junto com Cris –, Vanoukia e Diarra permanecem no elenco atual. O detalhe é que poucos se mudaram para clubes de divisões superiores – o que daria a entender que jogar em um clube profissional era uma tentação –, só retratando a dura realidade vivida pelos times amadores.

Agora na terceira divisão, o Quevilly teve um turno para ser esquecido, marcado por difícil adaptação e péssimos resultados. Das 18 partidas disputadas pelos Canários no primeiro turno, nenhuma vitória foi conquistada. Foram 12 derrotas, seis empates e a lanterna do campeonato, sendo que o time mais próximo, o Epinal, está oito pontos na frente.

Régis Brouard deixou o Quevilly e se aventura na Ligue 2(Foto: Getty Images)

Régis Brouard deixou o Quevilly e se aventura na Ligue 2
(Foto: Getty Images)

Além disso, falta comando técnico ao time. O substituto de Brouard foi Laurent Hatton, técnico que conseguiu levar o Pacy Ménilles Racing Club, outra equipe pequena da Alta Normandia, para a terceira divisão. Em quatro meses, Hatton treinou o Quevilly em doze jogos, sendo oito derrotas e quatro empates. Com um início tão ruim, a troca no comando foi inevitável e Farid Fouzari, um treinador de primeira viagem, foi chamado. Antes dessa aventura, ele havia sido auxiliar técnico no Sedan e no Paris FC. Por fim, a mudança não surtiu grande efeito e só piorou a situação do time. Com Fouzari no comando, foram quatro derrotas e dois empates.

Além disso, o Quevilly tem o quarto pior ataque da competição, com apenas 15 gols e a pior defesa, com 32 tentos sofridos. É muito difícil imaginar que saiam desta situação. Boa parte do elenco é formado por atletas amadores da Alta Normandia. Está certo que a terceira divisão não é 100% profissional, mas quem não é capaz de fazer investimentos decentes para sobreviver no campeonato, sofre e é o caso do Quevilly, que além de ter um grupo de jogadores amadores, tenta se virar com um técnico sem experiência.

É triste. Meio ano atrás, nos encantávamos ao ver aquele aguerrido time em campo, o mesmo time que fora de seu estádio – nas fases agudas, precisou jogar no Michel-d’Ornano, estádio do Caen – levava grande público e via seu torcedor empurrá-lo até os últimos respiros. Vale a pena torcer para que o Quevilly permaneça, milagrosamente, na terceira divisão? Será? Será que é certo esperar que se mantenha e sofra mais tempo por lá? Espero que me convençam que seu lugar não é na quarta divisão.

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Le Classique em copas

25 de novembro de 2011

PSG já conquistou a Coupe de France em cima do Marseille

Claro que os clássicos em campeonatos de pontos corridos são bons. Viver aquela expectativa durante uma semana, fazer projeções com possíveis resultados, além de ver se pode indiretamente prejudicar a caminhada de um outro rival. Isso cria um clima interessante para um grande clássico.

Mas talvez esses jogos não tenham o brio de um clássico em um mata-mata. A necessidade absoluta da vitória e a possibilidade de conquistar viradas heróicas acaba se sobressaindo a um jogo de pontos corridos, onde você pode jogar por um empate e pior, dependendo do resultado, pode ajudar uma equipe alheia ao clássico.. Em um mata-mata, o resultado da partida beneficiará e atrapalhará somente quem está envolvido com o jogo.

O duelo de domingo entre Olympique de Marseille e Paris Saint-Germain marcará o 77º duelo entre ambas as equipes. Dos 76 jogos já disputados, 11 foram disputados em copas, fora um que decidiu a Supercopa da França, vencida pelo Olympique de Marseille em 2011.

Mesmo que o duelo de domingo seja disputado pelo Campeonato Francês, pontos corridos, não custa repassar alguns duelos marcantes de mata-mata de Le Classique. E não foram poucos!

O PRIMEIRO

Os duelos de número 5 e 6 da história de Le Classique ficaram reservados para as quartas de final da Copa da França da temporada 1974/75.

O confronto valia mais para o Paris Saint-Germain, que não almejava muita coisa na Ligue 1, a não ser evitar o descenso. O Marseille lutava pelo troféu do maior torneio de clubes franceses. Mas nada disso evitou que tivessemos dois jogos épicos.

Um dos grandes artilheiros do PSG, M'Pelé já balançou as redes do Marseille

Naquela época, a Copa da França ainda era disputada em jogos de ida e volta, e logo na ida vimos uma grande reação parisiense. Em um intervalo de dois minutos, o Marseille abria 2×0 com Georges Bereta e Jaizinho – o Furacão da Copa - e construia boa vantagem tendo ainda mais 35 minutos de jogo. Só que quando chegaram os 25 minutos de partida na etapa final no Vélodrome, o artilheiro François M’Pelé já havia marcado dois gols e deixado tudo igual.

O congolês M’Pelé anotou 97 gols em toda a sua carreira no Paris Saint-Germain e é o quarto maior artilheiro do clube, atrás apenas de Pauleta, Dominique Rocheteau e Mustapha Dahleb.

No jogo da volta, foi só o Paris Saint-Germain fechar a conta com o 2×0, gols de Louis Floch e Jacky Laposte. 46,471 pessoas presenciaram a primeira vitória do PSG sobre o Olympique de Marseille em toda a história do maior clássico da França. Até aquela ocasião, haviam acontecido quatro jogos, com duas vitórias do OM e dois empates.

FREGUÊS

Cinco temporadas depois as duas equipes viriam a se reencontrar em uma Copa da França. Além do reencontro após sete anos na competição, a partida também ficou marcada pelo reencontro entre os dois times após três anos. Aconteceu que naquela ocasião, o Olympique de Marseille estava na segunda divisão e por isso houve esse pequeno distanciamento dos duelos.

Porém, o que aconteceu na temporada 1981/82 foi somente a confirmação da freguesia imposta pelo Paris Saint-Germain no Olympique de Marseille em copas. Logo na partida de ida, Luis Fernández fez o gol da vitória parisiense. Na partida de volta, vitória tranquila do Paris por 3×1 e o Marseille era novamente eliminado da Copa da França pelo PSG. Futuramente o time parisiense bateria o Saint Etienne nos pênaltis e conquistaria a Copa da França.

Era o quarto jogo entre PSG e Marseille em copas e o Olympique não havia conseguido vencer nenhum jogo sequer.

TABÚ QUEBRADO

Quase dez anos depois, finalmente o Olympique de Marseille conseguiria vencer o Paris Saint-Germain em uma copa francesa. Assim como no último confronto entre os dois pela Copa da França, PSG e OM se pegaram nas oitavas-de-final. A diferença é que em 1990/91, a principal copa do país já era disputada em jogos únicos.

Jogando no Parc des Princes, o Marseille não se intimidou e com gols de Laurent Fournier e Jean-Pierre Papin derrotou o Paris por 2×0. O PSG não conseguiu repetir o feito de 1975 ao empatar o jogo em 2×2 após sair perdendo por 2×0. Por causa do regulamento, o Paris caia fora da competição.

O Olympique de Marseille passou aquela temporada inteira sem perder pro Paris Saint-Germain. Além do confronto citado acima, o OM venceu por 2×1 e 1×0 os dois duelos do Campeonato Francês. A próxima vitória do PSG sobre o Marseille em qualquer confronto só viria acontecer em 1995, justamente em uma Copa da França. O time parisiense venceu por 2×0, gols de Ricardo Gomes e George Weah.

E a freguesia voltava…

SÓ EMOÇÃO… E FREGUESIA

Ronaldinho já disputou "Le Classique"

Os últimos cinco confrontos entre as duas equipes em copas foram de enorme emoção, sempre envolvendo prorrogação, placares apertados e coração na boca dos torcedores.

O primeiro desses cinco duelos aconteceu no dia 10 de fevereiro de 2002, em jogo válido pelas oitavas de final da Copa da França da temporada 2001/02. No tempo normal, 1×1, com gols somente de zagueiros: Heinze pro PSG e Van Buyten pro Marseille. Com esse resultado, tivemos prorrogação, que acabou com o mesmo resultado. Na disputa de pênaltis, o goleiro do Paris Saint-Germain, Jerôme Alonzo catou três cobranças, inclusive a de Van Buyten, já na série alternadas, dando a vaga para o time parisiense com a apertada vitória por 7×6 nos penais.

Na temporada seguinte, as duas equipes voltaram a se encontrar pela Copa da França, desta vez na fase 16avos de final. Assim como na temporada anterior, o tempo normal da partida acabou em 1×1, a diferença é que e 2003 houve vencedor na prorrogação e novamente foi o PSG, com um gol anotado por Fiorèse.

Mais uma temporada, mais um jogo pela mesma fase da Copa da França e mais uma vitória parisiense na prorrogação. Na temporada 2003/04, as 53 mil pessoas que foram ao Vélodrome viram o tempo normal acabar em 1×1 e na prorrogação, também viram o “verdadeiro Sorín” decidir o jogo para o PSG. O “lateral” argentino surgiu na pequena área para completar cruzamento de Reinaldo – aquele mesmo, ex-São Paulo, Flamengo e que hoje está no Bahia – e classificar o Paris para a fase seguinte.

O confronto da temporada seguinte não foi pela Copa da França, mas sim pela Copa da Liga. Foi o único confronto entre as duas equipes que aconteceu por este torneio, porém, foi um duelo marcante. Com 41 minutos de jogo o Olympique de Marseille vencia o PSG por 2×0 e com menos de dez na etapa final já via a partida empatada em 2×2, graças a dois gols de Boskovic. No último minuto de jogo, a zaga do Marseille falhou feio e Mendy virou pro Paris Saint-Germain.

A fraguesia era mantida…

Dhorasoo fez o gol do título parisiense em 2006

Mas a “mãe de todos os jogos” em copas de Le Classique foi no dia 29 de abril de 2006. Paris Saint-Germain e Olympique de Marseille se enfrentaram em um dos palcos sagrados do futebol francês: o Stade de France. Naquela ocasião, as duas equipes iriam se pegar na grande final da Copa da França. E só pra variar, tivemos um jogaço.

A partida foi cercada de nervosismo, entradas duras e algumas confusões entre os jogadores. Com a bola no pé, Bonaventure Kalou abriu o placar para o Paris Saint-Germain. Na etapa final, Vikash Dhorasoo acertou um chutaço à 25 metros de distância do gol e fez o tento que deixava o Paris perto do título. Segundo o próprio meio campista, foi o gol de maior distância que marcou em sua carreira. Maoulida ainda descontou, mas não evitou que o Paris Saint-Germain conquistasse o seu sétimo de oito títulos da Copa da França.

ESTATÍSTICAS

Em jogos de copas – sejam elas a Coupe de France ou a Coupe de La Ligue – tivemos 11 confrontos entre Paris Saint-Germain contra Olympique de Marseille. O time parisiense venceu 9 jogos – estou contando a vitória nos pênaltis da temporada 2001/02 – e anotou 20 gols, enquanto o Marseille teve mísera uma vitória e marcou 11 gols. Tivemos um empate, esse ainda na época dos jogos de ida e volta.

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