Arquivo da categoria ‘Futebol Inglês com Gabriel Seixas’

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Aviso aos internautas

19 de abril de 2011

Amigos que frequetam o Europa Football, tenho um aviso importante para dar.

Desde janeiro, vocês se acostumaram a acompanhar nas terças-feiras a coluna de Gabriel Seixas sobre o Futebol Inglês. Pois é, o colunista no blog está com mais compromissos e com a vida mais puxada. Então, ele teve de infelizmente largar a coluna.

É uma pena, mas são ossos do ofício chamado vida!

Já deixo aqui em aberto a vaga de colunista do futebol inglês. Quem quiser se candidatar, é só deixar um comentário no blog, me dar um toque no twitter – @eduardojr_ef – ou então enviar um e-mail para eduardomtjunior@terra.com.br com o seguinte título: “NOVO COLUNISTA”. Dependendo do apelo, pode ser que a coluna seja dividida entre várias pessoas, ou somente um faça a coluna. A oportunidade está aí!

PS: A coluna do Willian Kressin sobre futebol francês segue, até que não se prove o contrário.

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Exemplo de longevidade e tradição

22 de março de 2011

Texto de: Gabriel Seixas

Happy birthday to you...

Um dos clubes mais antigos da Premier League completou mais um ano de vida neste mês de março. É o Aston Villa, que agora carrega exatos 137 anos de história. A atual situação dos Leões no Campeonato Inglês – 14º lugar – esconde um passado vitorioso do clube, possivelmente um dos mais bem sucedidos da Terra da Rainha.

Fundado em 1874 pelos ‘Four Founding Fathers’ (Jack Hughes, Frederick Matthews, Walter Price e Willian Scattergood), o Villa conquistou seu primeiro título na temporada 1886/87, vencendo o West Bromwich na final da FA Cup por 2 a 0 diante de 15 mil pessoas. O clube também esteve entre os doze que fundaram a Football League, idealizada por um diretor do Villa, o escocês William McGregor.

Entre 1894 e 1900, foram cinco conquistas da Football League e três da FA Cup, estabelecendo-se como um dos gigantes do país. A título de curiosidade, daí em diante o time passou a vestir as cores vinho e azul, que posteriormente, influenciaram equipes como West Ham e Burnley.

Após alcançar o hexa do Campeonato Inglês em 1910 e da FA Cup em 1920, o Aston Villa entrou num jejum incômodo de títulos. Em contrapartida, o clube ganhou uma nova casa: o Villa Park, que hoje comporta pouco mais de 43 mil torcedores – a capacidade será ampliada para 50 mil para as Olimpíadas de 2012 – e é considerado um estádio 4 estrelas pela UEFA.

FA Cup champions!

Em 1957, um gol de Houghton recolocou o Aston Villa nas manchetes, garantindo o título da FA Cup sobre o poderoso Manchester United de Bobby Charlton e Duncan Edwards. O clube também entrou pra história como o primeiro vencedor da Copa da Liga Inglesa, em 1962, batendo o Rotherham Utd na final.

Depois de uma década de 70 turbulenta, amargando fortíssima crise financeira e até um inédito rebaixamento para a terceira divisão, o Villa experimentou novamente das glórias na década de 80, uma das mais memoráveis de sua história. Os Leões conquistaram o Campeonato Inglês em 1980/81 utilizando apenas 14 jogadores em 42 jogos (impossível nos dias atuais) e, consequentemente, garantindo vaga para a Liga dos Campeões.

Era o início de uma grande história. Mas como nem tudo que reluz é ouro, o time começou muito mal a temporada seguinte e o técnico Ron Saunders acabou demitido. O substituto foi o seu assistente Tony Barton, que sem muita experiência, recebeu a missão de dirigir a equipe na competição mais importante do continente. Passando por cima de vários prognósticos, o Villa eliminou equipes como Dynamo de Kiev e Anderlecht e chegou à inédita final contra o Bayern de Munique, de Breitner, Hoeness, Rummenigge e Cia.

Withe fez o gol do título europeu

Inesperadamente, o gol de Peter Withe colocou o Aston Villa no topo da Europa pela primeira e única vez na história. Apenas quatro equipes inglesas desfrutaram dessa conquista até hoje. Outro heroi do caneco foi o goleiro Nigel Spink, que substituiu o experiente Jimmy Rimmer no decorrer do jogo e fez grandes defesas. Detalhe: era apenas o segundo jogo de Spink como profissional. Certamente o mais importante de toda sua carreira.

A vitória sobre o Barcelona na Supercopa Europeia coroou uma temporada irretocável. Mas o clube logo entrou em crise e experimentou da segunda divisão em 1896/87, porém retornou e fez parte da temporada inaugural da Premier League em 1992, conquistando o vice-campeonato. Na elite do Campeonato Inglês, apenas o Everton disputou mais partidas que o Villa na história.

Atualmente o Villa não desfruta de um bom momento, sobretudo após a saída do técnico Martin O’Neill no início da temporada. Dirigido pelo francês Gérard Houllier – a contragosto da torcida – e com jogadores como Friedel, Ashley Young e Bent no elenco, a equipe luta contra o rebaixamento, assim como os rivais Birmingham e West Bromwich. Faltando oito rodadas para o fim, a mobilização é tão grande que Houllier já declarou que serão oito partidas da importância de uma Champions League – até mesmo aquela de 1981-82.

Nada que ameace apagar a história desse gigantesco clube. O quinto maior vencedor do país também faz parte da história da seleção inglesa, sendo o Aston Villa o clube que mais produziu jogadores para o English Team. Em menor proporção, esta tradição é mantida até hoje. Na vitória por 2 a 1 sobre a Dinamarca num amistoso realizado no mês passado, os gols ingleses foram marcados por dois villans: Young e Bent.

Em meio a um processo de reestruturação, os Leões ainda sonham em retomar as conquistas que o consagraram como um dos grandes no futebol nacional. Um clube que parece ter perdido o rumo diante das dificuldades, mas que conta com uma ótima estrutura, uma torcida fanática e uma história riquíssima e vitoriosa. Parabéns, Aston Villa!

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Improvável, mas não impossível

8 de março de 2011

Texto de: Gabriel Seixas

"Quero ouvir que não dá..." (Reuters)

Temos um campeonato! Os dois tropeços consecutivos do outrora invicto Manchester United colocaram fogo na briga pelo título da Premier League. E o Chelsea foi um dos responsáveis diretos por essa reviravolta. Mais do que vencer os Red Devils na última terça-feira, os Blues agora também se permitem sonhar alto. A distância para a liderança, que há menos de uma semana era de 15 pontos, hoje é de nove.

Frank Lampard declarou que a equipe tem chances de brigar pelo título. De fato, o cenário ficou menos desfavorável, mesmo porque o Chelsea tem um jogo a menos que o United. Mas fica difícil crer no poder de fogo de uma equipe inconstante ao longo de todo o campeonato. Dentre outros motivos, a irregularidade de seus principais jogadores é um dos fatores que contribuem pra isso.

Torres ainda não desencantou com a camisa do Chelsea

Lampard desfalcou o time em diversas oportunidades. Essien, outra peça-chave no esquema de Ancelotti, possivelmente faz a sua pior temporada com a camisa dos Blues. Drogba, artilheiro e líder de assistências do time na Premier League, hoje amarga o banco de reservas. Fernando Torres foi contratado para jogar ao seu lado, mas Ancelotti ainda não encontrou a formação ideal para encaixá-los no onze inicial – e tem sacrificado o marfinense. Melhor para Anelka, que por sua vez, faz atuações muito mais convincentes na Champions do que na EPL.

O todo poderoso Roman Abramovich trouxe reforços na janela de transferências, mas pecou ao demitir Ray Wilkins no fim do ano passado. E para tumultuar ainda mais o ambiente, Ashley Cole foi pivô de uma grande polêmica na última semana, quando atingiu acidentalmente um estagiário do clube com uma espingarda de ar comprimido.

David Luíz se entrosando bem no Chelsea

Mas claro que não é só de turbulência que vive o Chelsea. David Luiz chegou e se encaixou perfeitamente na defesa também menos vazada da Premier League, além de ter marcado seu primeiro gol com a camisa do clube antes de Torres, contratado no mesmo dia que o brasileiro. Falando em brazuca, Ramires também tem evoluído bastante a cada jogo, provando que as atuações medianas em sua entrada no time eram consequência de seu processo de adaptação à Inglaterra.

Sonhar com o título não é nenhum absurdo, mas o Chelsea precisa concentrar seus esforços, primeiramente, em assegurar sua vaga na próxima Champions League (a diferença para o quinto colocado Tottenham é de apenas três pontos). Sendo assim, naturalmente a distância para o primeiro posto tende a diminuir cada vez mais. Criar expectativas em demasia, como no início da temporada, pode provocar uma nova tragédia. E ela será ainda mais cruel.

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