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Bombardeando os anos 70

28 de abril de 2012 Deixe um comentário

Ser campeão europeu já é um enorme feito para qualquer seleção, vide o fato de termos oito campeões diferentes, representando que a seqüência de conquistas é um feito difícil de conseguir. Mas levar os troféus da Europa e do Mundo em seguida é muito mais complicado ainda. Conheça agora a história de um dos times que conseguiu isto.

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Após a Copa do Mundo de 1970 o planeta ficou encantado com o Brasil de Pelé, Carlos Alberto Torres, Jairzinho, Rivelino e outros. Sem boa parte desta trupe após o tri-campeonato, a vaga de “melhor seleção do mundo” parecia estar em aberto.

A grande favorita a tomar esse espaço era a Alemanha Ocidental de Helmut Schön. Eliminados na Copa de 70 no “Jogo do Século” – Itália 4×3 Alemanha, na semifinal -, os alemães vinham anos férteis na Bundesliga. Bayern de Munich e Borussia Mönchengladbach viviam grandes momentos e duelavam ponto a ponto pelos títulos nacionais.

Grande mentor daquele time, Helmut Schön conversa com Beckenbauer

Como não poderia deixar de ser, a base da seleção era justamente a dupla que dominava o futebol do país. Apenas Michael Bella, Horst-Dieter Hötges, Horst Köppel, Jürgen Grabowski, Erwin Kremers e Hannes Löhr não jogavam no Gladbach ou no Bayern. Vindo da dupla, tínhamos nomes como Franz Beckenbauer, Paul Breitner, Uli Hoeness, Jupp Heynckes e Gerd Müller. Helmut Schön possuía um grande time em mãos!

A UEFA Euro de 1972 seria disputada na Bélgica e dava para dizer que isto era um problema para as outras três seleções da fase final – sempre lembrando que na época havia uma fase de qualificação que resultava em quatro times, desse quarteto era escolhido o país sede. Os belgas fizeram uma fase de classificação quase impecável.

Atuando no mesmo grupo de escoceses, dinamarqueses e portugueses, os belgas venceram seus quatro primeiros jogos sem nem ter sofrido gols nos três duelos iniciais. A derrota para a Escócia e o empate diante de Portugal nem prejudicou tanto a Bélgica, que venceu o grupo 5 e partiu para o confronto contra a Itália no mata-mata, definindo a vaga para a fase final. Os belgas seguraram o 0×0 no San Siro lotado – mais de 63 mil pessoas – e mataram a Azzurra no Émile Versé, 2×1.

Conter a Bélgica empolgada e com apoio do torcedor seria a primeira tarefa alemã na Euro de 72. Com treze gols marcados e três sofridos na fase de classificação, o favoritismo era todo da Alemanha Ocidental, mas jogar contra uma seleção em ótima forma e atuando em casa seria um duro desafio.

A partida chamou a atenção de toda a Europa e parou a Bélgica. Cerca de 55 mil pessoas foram ao Bosuilstadion – atualmente, o estádio não acomoda nem 17 mil espectadores – acompanhar belgas e alemães, já em Hungria e União Soviética, outra semifinal e que era realizada no mesmo horário, menos de 18 mil pessoas foram acompanhar a peleja.

A Bélgica parou para acompanhar a partida, mas principalmente, parou para ver e admirar “O Bombardeiro” Gerd Müller. O artilheiro do Bayern balançou as redes em seis oportunidades na fase classificatória e mais uma vez no mata-mata contra a Inglaterra. Müller vivia o auge de sua carreira e decidiu provar isto na semifinal, balançando as redes em duas oportunidades. O gol de Odilon Polleunis não foi o suficiente para colocar a Bélgica em uma final de Eurocopa.

Teríamos um campeão invicto! A União Soviética chegou à final da competição sem ser derrotada. Foram cinco vitórias e três empates na fase qualificatória – contando com o mata-mata – e no duelo eliminatório contra a rival Iugoslávia, veio uma sonora vitória por 3×0 no placar agregado. Nas semifinais, os soviéticos bateram a Hungria de Flórián Albert por 1×0, gol de Konkov.

A Europa inteira tinha a impressão de que a União Soviética era a única seleção capaz de parar a Alemanha Ocidental em uma partida de futebol. Sem a mesma qualidade técnica, experiência e conjunto, mas com muita dedicação e com algo já explicado no nome do país, a “União” das potências locais. Se hoje Dynamo de Kiev, Shakhtar Donetsk, Dynamo e Spartak Moscow se enfrentam raramente, naquela época faziam parte da mesma nação e sempre se confrontavam. Estes times formavam a base da seleção soviética.

Só que assim como no confronto diante da Bélgica, a Alemanha jogou todas as esperanças adversárias ralo abaixo. Foi uma partida de um time só e uma das maiores atuações da seleção considerada por muitos como a maior da história do país.

O Kaiser Beckenbauer mostrou como um líbero deve jogar e ocupou os espaços como poucos, na lateral, Paul Breitner era rígido na marcação e eficiente no ataque, enquanto Uli Hoeness e Günter Netzer davam solidez ao meio-campo.

Com quatro gols, Müller foi o artilheiro da Eurocopa de 1972

Para tornar tudo perfeito, Gerd Müller estava no ataque para seguir mandando bolas pra dentro. Depois de dois gols na semifinal, “O Bombardeiro” anotou mais dois tentos na decisão e se tornou o grande destaque da competição. Ainda na mesma temporada, Müller recebeu o “European Golden Shoe”, prêmio entregue ao maior artilheiro da Europa e na ocasião, o alemão havia marcado 40 gols. Até hoje, Gerd Müller é o único alemão a ganhar o prêmio e também o único atuando na Bundesliga.

Era o auge da carreira do atacante bávaro e também da seleção alemã, que dois anos depois receberia a Copa do Mundo e mostraria que realmente era uma das maiores seleções da história. Na grande final contra a Laranja Mecânica Holandesa de Cruyff e Rinus Michels, a Alemanha Ocidental venceu por 2×1 e Gerd Müller novamente marcou no jogo decisivo. No caso, o gol do artilheiro foi o da virada.

O feito dos alemães é tão grande que somente em 2008-2010 uma seleção foi repetir tal conquista. A Espanha curou a fama de amarelona e venceu de forma consecutiva a Eurocopa e a Copa do Mundo.

Este talvez tenha sido um dos últimos “Contos da Euro” originalmente meus. A partir da próxima semana, teremos novidades na série. Aguardem!

Contos da Euro – A Terra do Espetáculo: Varsóvia e Wroclaw

23 de março de 2012 1 comentário

Dando seqüência aos “Contos da Euro”, seguimos com a caminhada pela Polônia. Desta vez, conheceremos um pouco de Varsóvia e Wroclaw, as duas últimas cidades polonesas que receberão a Eurocopa.

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Este é o Castelo Real de Varsóvia (Reuters)

Varsóvia, capital polonesa, tem como lema “desafiar as tempestades” e durante sua história representou bem este lema. A cidade ficou completamente destruída após a II Guerra Mundial. Os nazistas comandaram o local por cerca de seis anos. Duas rebeliões aconteceram, mas os invasores não tiveram dó e aniquilaram boa parte da população. Varsóvia conseguiu ser libertada pelos tanques soviéticos e desde lá segue sua reconstrução.

Até mesmo os lugares destruídos durante a guerra estão sendo remodelados. O Castelo Real, outrora lar de duques e czares, além de presidentes, atualmente é reconstruído e se tornou ponto de visita para milhares de turistas. Mas não é somente o Castelo Real que está sendo reconstruído. A Cidade Velha é considerada pela UNESCO como patrimônio mundial e tem ajudado a reformá-la após o envelhecimento de alguns locais e da destruição de outros.

Mas um ponto interessante sobre a cidade é que seu símbolo é uma sereia. E o detalhe é que Varsóvia situa-se a 300 km do mar. A lenda é que duas filhas do Deus grego Triton fizeram uma viagem ao fundo do mar, uma delas decidiu parar na Dinamarca, a outra ficou em Varsóvia, onde acabou sendo aprisionada por uma mercador local.

No mundo futebolístico, dois clubes se destacam nos arredores de Varsóvia: o Legia e o Polônia, ambos carregando a cidade como segundo nome.

O mais tradicional deles é o Legia Varsóvia, que foi nove vezes campeão nacional, porém, a última conquista aconteceu apenas em 2006. Porém, o clube carrega a fama de maior campeão da Copa da Polônia. São catorze títulos e outras seis finais. Em nível continental, os Legionários já chegaram a uma semifinal de Liga dos Campeões em 1970, mas após eliminarem o Arad da Moldávia, o Saint-Étienne e o Galatasaray, acabaram caindo diante do Feyenoord, futuro campeão.

O Legia também tem como origem a legião polaca na I Guerra Mundial, até por isso, o clube esteve ligado ao exército até os anos 90.

Já o Polônia Varsóvia possui mais de cem anos de historia, porém, conquista títulos de forma esporádica. Foram duas conquistas do Campeonato Polonês, em 1946 e 2000 e duas Copas da Polônia, em 1952 – mesmo ano em que foi rebaixado, permanecendo quatro temporadas fora da elite – e 2001.

Uma das grandes histórias recentes do derby de Varsóvia foi em 2010. O Polônia, lutando contra o rebaixamento e na ocasião, há dez anos sem vencer o Legia, pegava o grande rival na penúltima rodada. Os Camisas Negras venceram por 1×0, evitaram o rebaixamento e encerraram o tabu de 10 anos sem vitórias no derby.

ESTÁDIO NACIONAL

O Estádio Nacional de Varsóvia foi construído em 2009, no lugar do Estádio do Décimo Aniversário, que existia desde 1955. A cobertura tem uma estrutura de 240x270cm e tem o desenho de uma cruz em aço assentado em uma espiral gigante, suspensa a 30 metros de altura sobre o centro do gramado.

O estádio pode receber 50 mil pessoas e foi inaugurado no mês de fevereiro de 2012, no amistoso sem gols entre a Seleção Polonesa contra a de Portugal. Mas você se cansará de ver o Estádio Nacional de Varsóvia durante a Euro. Ele será palco do jogo de abertura entre Polônia x Grécia, além do segundo duelo dos anfitriões contra a Rússia. Gregos e russos também se enfrentarão neste local. O confronto entre o líder do Grupo A e o segundo colocado do Grupo B também será realizado lá.

Antes de estar pronto, o Municipal de Varsóvia já mostrava sua imponência (Reuters)

Migramos agora para Wroclaw, cidade que sua reconstrução no pós-guerra serviu de inspiração para Pablo Picasso. Para muitos, isso chega a ser normal, já que a cidade foi fundada em uma ilha. Atualmente, houve um crescimento para onze ilhas, que se unem por uma rede de 112 pontes.

A cidade tem um grande histórico de reconstruções. Durante a II Guerra Mundial, Wroclaw foi um entreposto comercial do Oriente e a cidade acabou se tornando um complexo fortificado nas fases finais da guerra. O preço pago foi enorme e mais da metade da população acabou morrendo. A Conferência de Potsdam acabou determinando que Wroclaw fosse território polonês. A cidade seguiu se reconstruindo até 1997, quando uma enorme enchente inundou mais de um terço da cidade, provocando grandes estragos.

Se você por acaso for visitar Wroclaw, trate de conhecer o Rynek, que é a segunda maior praça da Polônia. Conheça também a Câmara Municipal, que é gigantesca, tendo três ruas em seu interior. Ela levou quase 200 anos para ser construída.

Um dos grandes orgulhos da cidade é a Racławicka Panorama, que é uma pintura que retrata a batalha de 1794, na aldeia de Raclawicka. Naquela ocasião, os camponeses polacos derrotaram o poderoso exército da Rússia.

Não falo com 100% de certeza, por não conhecer o local, mas para quem gosta de história, de lugares antigos e de lembranças culturais de um povo, Wroclaw deve ser uma ótima cidade para se conhecer.

No mundo futebolístico, o grande clube da cidade é o WKS Śląsk Wrocław. Sua fundação foi em 1947, com a fusão das escolas militares de Pionier e Podchorazak. Além do Śląsk, o KS Ślęza Wrocław, o WKP Odra Wrocław, o KS Polonia Wrocław e o Polar Wrocław foram outros clubes a surgirem na cidade naquela época, que recém se tornava território polaco.

O auge do Śląsk foi em 1977, quando veio a conquista do título nacional. Foi o primeiro e único do clube. De lá pra cá, o time alterna bons e maus momentos, mas nos últimos anos tem conseguido se recuperar. Os Militares foram vice-campeões da Copa da Polônia em 2009 e vice-campeões do Campeonato Polonês em 2011.

Além do título nacional, o Śląsk ainda conquistou duas copas da Polônia. Porém, o time masculino ficou um tanto quanto escondido pelo time feminino, o KŚ AZS Wrocław, que na última década conquistou oito títulos nacionais consecutivos.

ESTÁDIO MUNICIPAL DE WROCLAW

Wroclaw será a casa da República Tcheca na Eurocopa (Reuters)

Inaugurado em setembro de 2011, o Estádio Municipal de Wroclaw já teve de tudo um pouco: sua inauguração foi em um show de George Michael e ainda houve o duelo entre Vitaliy Klitschko e Tomasz Adamek, valendo o título dos pesos pesados do boxe.

Mas o estádio foi construído próximo ao Rio Sleza e está ligado por uma nova linha elétrica. Se por acaso você der uma passadinha por lá, saiba que o estádio abriga escritórios, salas de imprensa, ginásio, cassino, além do museu do Śląsk.

Dados interessantes: o primeiro gol marcado no estádio foi de Johan Voskamp, na vitória do Śląsk sobre o Lechia Gdásnk, 1×0. Esse jogo teve lotação máxima, 42.771 espectadores, recorde da Liga Polonesa na era Ekstraklasa – 2005/06. Já os tentos iniciais em um jogo internacional foram marcados pelos italianos Mário Balotelli e Giampaolo Pazzini.

O Estádio Municipal de Wroclaw será a casa da República Tcheca na Eurocopa. Os três duelos dos tchecos – contra Rússia, Grécia e Polônia – serão realizados lá.

Na próxima semana, iniciaremos o passeio pela Ucrânia, segundo país-sede da competição.

Renovação eficaz

12 de outubro de 2011 1 comentário

Desde 2006, a palavra mais vezes dita envolvendo a Seleção Brasileira é “renovação”. Mas de todos esses anos, a palavra foi só dita mesmo, porque foi pouco aplicada. Não à toa, na ausência de Paulo Henrique Ganso, o técnico do Brasil, Mano Menezes, se viu obrigado a ressucitar Ronaldinho Gaúcho para a equipe ter um pouco de cadência no meio-campo. Isso pode ter acontecido por falta de peças ou por puro e simples medo de ver as derrotas e não saber compreender que derrotas fazem parte do processo de amadurecimento de um jovem elenco.

Mas o fato é que já fazem mais de 5 anos que a Copa de 2006 acabou e a renovação da Seleção Brasileira tem sido muito lenta. O contrário deve ser dito da França.

França se renovando após vexame em terras africanas (AFP)

O time que entrou em campo na última terça feira para pegar a Bósnia no decisivo jogo que valia vaga direta na Eurocopa tinha média de idade de 26,4 anos de idade. Não chega a ser uma média muito baixa, mas alta não é!

A França deverá levar basicamente o time que enfrentou a Bósnia para a Eurocopa – mais Benzema e Ribéry – e daí não custará lembrar que a média de idade da Seleção Brasileira na Copa América e nos amistosos seguintes foi de quase 28 anos.

Tá certo que na boa atuação do Brasil contra o México a média de idade era mais baixa, mas isso acontece com mais de um ano de um novo trabalho.

Enquanto isso, Laurent Blanc já está na Seleção Francesa praticamente na mesma quantidade de tempo de Mano Menezes e já está com mais de 15 jogos sem derrota. A última vez que a França terminou o 2º tempo atrás no marcador foi no dia 3 de setembro de 2010, quando perdeu em casa para a Bielorrússia por 1×0. De lá para cá, foram 17 jogos (9 da Euro e 8 amistosos) com 12 vitórias e 5 empates.

É um claro sinal de que a renovação está sendo feita e está sendo bem feita, o que é um ótimo sinal. Mas quem viu os últimos jogos dos Bleus ficou com a sensação de que faltava algo. O time ciscava, ciscava e ciscava mas não conseguia criar. Há quem defende a tese de que “a França sente falta de Zidane e desde que ele saiu, o time virou um nada”. Não é pra tanto. É claro que Zizou foi um mestre, mas se formos levar por esse lado, só a Argentina com Messi não sente falta de nada no mundo inteiro.

Para este blogueiro, faltava uma referência. Não uma referência no ataque, o famoso centro-avante, mas sim uma referência dentro de campo, um cara que botasse a bola debaixo do braço e mostrasse quem mandava no time. O jogo contra a Bósnia mostrou isso muito bem. Os Bleus começaram sendo pressionados e mal passavam de seu campo defensivo. Ou seja, ali já faltava um cara um pouquinho mais cerebral, que recuasse um pouco pra desafogar o time. Na etapa final, já com o 0-1 contra, a França foi pro ataque e contou com o precipitado recuo bósnio para aumentar sua força ofensiva, mas com o citado acima, “cisca, cisca, cisca” e nada. Até que num erro do zagueiro Spahic, o suspiro de “responsabilidade” apareceu. Nasri brigou até o fim e sofreu o pênalti. Logo, o meio-campista do Manchester City saiu correndo para pegar a bola e cobrar a penalidade. Ele converteu e classificou a França diretamente para a Euro.

Vai chamar a 'responsa', Nasri? (EQ)

Foi um ato pequeno, mas que já mostra que Nasri pode vir a ser esse homem que chamará a responsabilidade e recolocará a França em seu verdadeiro lugar. Agora basta ele tomar atitudes como essa com a bola rolando, seja pedindo jogo, buscando a bola ou soltando um canudo do nada pra mostrar vontade. Nasri pode ser o “cara” do time.

Eu ainda acho que Franck Ribéry é mais jogador que Nasri – aliás, muito mais jogador – mas o meia do Bayern se contunde muito. Por exemplo, ele desfalcou a França nas últimas partidas da Euro, justamente neste estágio de temporada, onde ele começou voando pelo Bayern e tem sido o melhor jogador da Bundesliga.

Mas voltando ao papo da renovação, é certo que a França no momento pensa à curto prazo, em outras palavras, pensa na Euro 2012. Até por isso, contar com jogadores mais rodados como Abidal e Evrá torna-se indispensável, mas será que durarão até a Copa do Mundo de 2014?

Na Ligue 1, sempre surge um zagueiro de bom nível, enquanto pra lateral-esquerda, Blanc tem opções como Mathieu, que tem feito boas temporadas pelo Valencia.

Blanc ainda encontra o "cara" do time (EQ)

Cabe ao ex-técnico do Bordeaux saber administrar e perceber quando é atraso e quando é necessidade convocar esses jogadores mais experientes. Mas talvéz Blanc ainda nem esteja pensando nisso…

A Euro vem aí e mesmo com essa série invicta, a França não enche os olhos com o seu bom futebol e sempre se vê prejudicada por lesões de seus principais jogadores. Les Bleus não são favoritos ao título, mas com ajustes aqui e acolá, podem ser zebras. Material humano Blanc tem, agora basta que ele faça desse material um produto de qualidade e comprove que sua renovação tem sido bem feita.

Curtas da Euro 2012

>> Rússia, França, Suécia, Grécia e Dinamarca conquistaram na terça-feira os resultados que precisavam e se juntaram a Polônia e Ucrânia, países sede, e com os antecipadamente classificados, Alemanha, Itália, Holanda, Inglaterra e Espanha como classificados para a fase final da Euro;

>> Turquia, Irlanda, Estônia, Bósnia, Croácia, Montenegro, Portugal e República Tcheca terminaram na segunda colocação de seus respectivos grupos e terão de disputar a repescagem;

>> No pote 1 estão: Croácia, Portugal, Irlanda e República Tcheca. No pote 2, encontram-se: Turquia, Bósnia, Montenegro e Estônia;

>> Os jogos de ida serão nos dias 11 e 12 de novembro e os jogos de volta serão todos no dia 15 do mesmo mês;

>> Nesta quinta (8) será realizado o sorteio dos jogos;

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