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Bayern x Dortmund – Perfil dos elencos

20 de maio de 2013

A grande semana da temporada 2012/13 na Europa chegou. No próximo sábado (25), Bayern de Munique e Borussia Dortmund irão se enfrentar no estádio Wembley, em Londres, valendo o título máximo de clubes do continente.

Como não poderia deixar de ser, o Futebol Europeu Online preparou uma série de posts especiais para a grande decisão do sábado. Para dar o pontapé inicial, você confere o perfil dos prováveis 22 jogadores titulares da partida com a análise deste blogueiro que vos escreve.

Confira:

Bayern x BVB - Goleiros

“Todo bom time começa com um bom goleiro”, essa frase antiga deve ser usada para descrever Bayern e Dortmund – e para a maioria dos times alemães. No lado bávaro, Manuel Neuer veste a camisa 1 e também é o titular da seleção alemã, no lado borussiano, quem ocupa o mesmo status é Roman Weidenfeller, dois goleiros de alto nível.

Neuer é o tão esperado substituto de Oliver Kahn. Os bávaros apostavam suas fichas em Rensing, que hoje é reserva do Bayer Leverkusen, depois em Thomas Kraft, titular do Hertha Berlin, mas nenhum dos dois vingou. A alternativa foi Neuer, goleiro do Schalke, que finalmente trouxe segurança a meta bávara quebrando vários recordes e justificando o alto investimento.

Já Weidenfeller foi ensinado na tradicional escola de goleiros do Kaiserslautern e já está há mais de dez anos no Borussia Dortmund. Ele já disputou mais de 250 partidas pelo clube e é sinônimo de segurança na meta. Com um time muito ofensivo, muitas vezes a bomba explode na defesa e sua participação tem sido muito importante.

Não ouso dizer quem é melhor, não escondo meu gosto pela técnica e segurança de Weidenfeller, apesar de não ser goleiro de seleção como Neuer. Os dois times estão bem servidos na função, isso é fato.

Bayern x BVB - LD

Em minha visão, a final da Uefa Champions League colocará frente-a-frente os dois melhores laterais-direito do mundo. Philipp Lahm é mais completo, marca e ataca com extrema eficiência, apesar de ter vivido momento de instabilidade na temporada passada, já o polonês Piszczek não é tão firme defensivamente, mas é uma flecha no ataque, se tornando uma ótima opção ofensiva ao lado do compatriota Kuba.

Geralmente as laterais dos dois times servem como “válvulas de escape”, mas essa final será muito estudada e de poucos espaços. Lahm deverá estar ocupado com Reus e Götze que deverão agir em seu lado, assim como Piszczek terá enormes preocupações com a dupla Ribéry e Alaba. Creio que suas participações mais efetivas serão defensivas.

Bayern x BVB - Z1

Nessa disputa, não há dúvidas que Subotić leva vantagem. O sérvio é mais técnico, mas não teme em dar chutões quando necessário. É um ponto de equilíbrio na defesa do Borussia Dortmund e se completa com Hummels.

Daniel van Buyten não é o zagueiro dos sonhos, mas não o considero tão ruim como muitos pregam. Apesar da altura, o belga tem alguma desenvoltura com a bola no pé e amadureceu com o tempo, comprometendo menos. Além disso, seus quase dois metros de altura lhe dão muita vantagem na bola aérea. O que pode pesar é o trauma da final de 2010, onde ficou marcado por ser entortado pelo argentino Diego Milito na final do Santiago Bernabéu. Até por isso, não seria nenhuma surpresa a entrada de Jérôme Boateng em seu lugar.

Bayern x BVB - Z2

Dante e Hummels são os principais jogadores da defesa de seus times. O brasileiro mostrou enorme personalidade ao vestir a camisa do Bayern após vários anos em clubes que até possuíam tradição, mas que não almejavam do status bávaro. Ele é titular absoluto e conseguiu seu espaço na seleção brasileira.

Já Hummels é cria do próprio Bayern, mas não foi aproveitado. O Dortmund sentiu a oportunidade e, hoje, conta com o principal zagueiro do país. Apesar disso, sua temporada não foi das melhores. Além de algumas lesões que o tiraram de diversos jogos, o jovem defensor cometeu algumas falhas grotescas durante a temporada, o que só reforça a minha teoria de que Hummels não comete erros isolados, se ele falhar, pode ter certeza que ele irá repetir o erro durante a partida.

Por esse fator, creio que Dante leva ligeira vantagem. É óbvio que Hummels é um zagueiro de maior qualidade, mas o brasileiro parece ter mais sangue frio e isso pesa.

Bayern x BVB - LE

Outra disputa boa, mas de jogadores com características diferentes. David Alaba, apesar de ter surgido mesmo como lateral, já foi aproveitado no meio campo e sempre mostrou ótimas qualidades ofensivas. O austríaco possui mais técnica e consegue “casar” bem seu estilo com o francês Franck Ribéry que atua em seu lado.

Marcel Schmelzer é um lateral à moda antiga. Seus avanços ao ataque são mais eficazes e menos cadenciados. O alemão tem bom chute de esquerda e faz valer também em seus cruzamentos. Nesta temporada, cresceu de rendimento defensivamente porque Grosskreutz perdeu espaço para Reus, diminuindo o auxílio que vinha do camisa 19.

Nesta final, nenhum dos dois leva vantagem em minha visão. Alaba terá que parar a forte dupla Kuba e Piszczek, enquanto Schmelzer terá de segurar Robben – querendo tirar a fama de pipoqueiro – e o eficiente Lahm. Missão dura para ambos.

Bayern x BVB - V1

Tudo que você já ouviu de “volante moderno” pode ser integrado nas duas duplas de volantes. Começando pelos responsáveis pelo trabalho sujo no meio-campo. No Bayern, esse cara é Javí Martínez, contratação cara e que desbancou Luiz Gustavo na cabeça de área. Apesar de jogar mais avançado que Schweinsteiger, o espanhol acaba pegando mais firme na marcação, não à toa tem quatro cartões amarelos na Liga dos Campeões. Isso não o impede de chegar forte no ataque, demonstrar eficiência na bola aérea e nos chutes de média distância.

Sven Bender assumiu a titularidade no Dortmund apenas na reta final de temporada. O experiente Sebastian Kehl era o titular na função e o camisa 6 só conseguiu tomar a posição nos jogos decisivos da Liga dos Campeões. Bender é dinâmico e tem excelente passe, não desempenha a liderança de Kehl, mas tem mais vigor.

Bayern x BVB - V2

Chegamos agora em Schweinsteiger e Gündoğan, dois volantes de características semelhantes: dois meias que aos poucos adequaram seus estilos às funções defensivas. Schweini chegou a atuar como ponteiro no início da carreira, hoje é o volante mais recuado do Bayern, armando o jogo da cabeça de área. Já Gündoğan sempre atuou pela faixa mais central, ora como meia, ora como volante. O jogador de origens turcas sempre se incorpora a linha de três meias do Dortmund e demonstra várias qualidades na distribuição de jogo e na condução de bola.

Schweinsteiger talvez seja o principal jogador da Liga dos Campeões e nisso leva vantagem, mas sendo um dos jogadores que passou pelos dramas dos vices recentes do clube, pode sentir a partida, coisa que tem sido rotineira em jogadores de sua geração.

Bayern x BVB - MD

A faixa direita do gramado dos dois times possui jogadores de qualidades e características diferentes. Robben é mais habilidoso, técnico e tem um preciso chute de perna esquerda, enquanto Kuba é muito voluntarioso, tem bom controle de bola, finaliza bem e pode desempenhar mais de uma função.

Nesse caso, apesar da vantagem técnica do holandês, atribuo a vantagem no confronto ao polonês. Para começo de conversa, Robben só ganhou a posição de titular com a lesão de Toni Kroos, além disso, ficou marcado por erros em momentos decisivos por Bayern e seleção holandesa. Não creio que sejam casos isolados, Robben tem um lado pipoqueiro e muitas vezes ele fala mais alto.

Bayern x BVB - ME

Disputa altamente equilibrada entre Ribéry e Reus. O francês está há um bom tempo no Bayern e sempre foi um jogador decisivo, porém, baterá de frente com a dupla Kuba e Piszczek que tem lhe causado inúmeros problemas nos embates recentes.

Marco Reus chegou nesta temporada ao Dortmund, mas parece estar há anos no clube. Apesar da idade, o meia nunca tremeu nas horas decisivas e marcou em partidas importantes da Liga dos Campeões como contra o Manchester City e o Málaga.

Difícil apontar quem leva vantagem neste duelo, a única coisa certa é que os laterais adversários terão dificuldades na marcação, principalmente quando tiveram que subir ao ataque.

Bayern x BVB - MA

Junto com Reus, citado anteriormente, Müller e Götze formam o trio de ouro do futebol alemão. Além de atuarem juntos na seleção alemã, os dois estarão juntos em 2013/14 no Bayern, já que o borussiano reforçará o time bávaro. A situação de enfrentar um futuro clube pode não pesar – isso é normal na Alemanha – mas a pressão em cima de um rapaz que tem apenas 20 anos pode complicar. É nesse ponto que Jürgen Klopp deve se concentrar no trabalho psicológico com Götze.

É por isso que considero Müller como uma peça mais decisiva na partida. Ele pode não ter a habilidade e nem a técnica do adversário, mas possui uma estrela enorme. Além dos gols contra o Barcelona na semifinal, o meia-atacante fez o gol bávaro na última final europeia.

Bayern x BVB - CA

Mandžukić e Lewandowski possuem características semelhantes, mas elas são exploradas de formas diferentes em seus times. Ambos podem atuar fora da área como armadores, mas são empurrados para o ataque. Essa função é explorada no croata com a troca de posição com Müller, movimentação essa que provoca confusão nas defesas adversárias. Já Lewandowski não sai tanto da área, mas quando a deixa é para fazer tabelas rápidas que deixam os três meias próximos do gol.

Difícil apontar uma vantagem nessa situação. Lewandowski é mais atacante, seus dez gols contra dois do croata mostram isso, mas suas funções táticas são de extrema importância para a participação dos meias no ataque. Dou um voto de confiança para o polonês pela sua capacidade técnica.

Bayern x BVB - DT

Duelo antagônico entre os técnicos. Josef “Jupp” Heynckes já está em sua terceira passagem pelo Bayern, nono clube de seu currículo, e busca também o nono título de sua carreira, segundo de Liga dos Campeões da Europa. Klopp é 22 anos mais novo, mas já é um dos técnicos mais reconhecidos na Europa.

O título passa pelos dois. Bayern e Dortmund se conhecem muito bem, assim como os treinadores sabem das possíveis cartas nas mangas que o oponente pode ter. Nisso Heynckes leva vantagem. Além de ter um elenco maior, ele já demonstrou saber alterar melhor durante os jogos. Klopp até consegue explorar ao máximo seu plantel, mas nunca fui um grande “alterador”.

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Os onze gols que a Alemanha precisava

3 de maio de 2013
A final da Liga dos Campeões será alemã (Franck Fife - AFP/Getty Images)

A final da Liga dos Campeões será alemã
(Franck Fife – AFP/Getty Images)

Bayern de Munique x Borussia Dortmund é a final de Liga dos Campeões da Europa que o futebol alemão tanto aguardava. De um jeito ou de outro o campeão será germânico e isso por si só será um alívio para todos que trabalham com o futebol no país. Desde o título europeu e mundial do Bayern em 2001, os clubes alemães e também a seleção têm acumulado decepções em momentos decisivos.

Desde 2001, Borussia Dortmund e Werder Bremen foram vice-campeões da Copa da Uefa, o Bayern ficou com o segundo lugar da Liga dos Campeões em duas oportunidades e a seleção alemã teve de se contentar com um vice-campeonato e o terceiro lugar da Copa do Mundo em duas oportunidades, além de um vice-campeonato europeu e uma inesperada eliminação na semifinal da edição de 2012.

Vale salientar que, tirando o vice-campeonato do Borussia Dortmund na Copa da Uefa e da Alemanha na Copa do Mundo, ambos em 2002, todos os outros tropeços foram depois de 2006, quando novas gerações de jogadores passaram a vestir as camisas dos grandes clubes do país, além, é claro, da seleção.

Bastian Schweinsteiger, Manuel Neuer e Phillip Lahm são apenas alguns dos que já vem desde a geração de 2006 – apesar do goleiro não ter disputado a Copa daquele ano – outros como Mário Götze, Marco Reus, Mesut Özil e Toni Kroos surgiram mais recentemente, mas todos eles sofrem até hoje com o estigma de serem ótimos jogadores, formarem times condizentes com suas qualidades individuais, mas que pecam na hora da decisão.

Os onze gols que Bayern e Dortmund marcaram contra a poderosa dupla Barcelona e Real Madrid se tornou o momento chave da afirmação da força do futebol no país. Futebol envolvente, toques rápidos e nenhum medo do rival. Essas foram as características que colocaram a Alemanha, pelo menos nesta temporada, no topo do futebol europeu.

No fundo, a decisão que será realizada no Wembley será um grande teste para o futuro da seleção alemã. No dia 25 de maio, Joachim Löw poderá observar nos dois times quem são os “caras”, quem não treme e pode ser decisivo para tirar a Alemanha da fila que será de 18 anos sem título em 2014.

Thomas Müller marcou nos dois jogos diante do Barcelona (Quique Garcia - AFP/Getty Images)

Thomas Müller marcou nos dois jogos diante do Barcelona
(Quique Garcia – AFP/Getty Images)

No momento, o grande nome é Thomas Müller. Apesar de Reus e Götze pintarem como futuras estrelas da seleção, o meia-atacante bávaro voltou a jogar bem após acumular atuações fracas depois da Copa do Mundo de 2010. Müller é peça fundamental do time de Jupp Heynckes e o período em que colocou Arjen Robben no banco foi primordial para seu amadurecimento.

O momento ruim do holandês proporcionou a Müller a vaga no time titular em sua melhor função: a ponta direita e por ali voltou a mostrar o bom futebol que lhe rendeu vários elogios durante a última Copa.

O amadurecimento se mostrou nítido após a lesão de Toni Kroos, ainda nas quartas-de-final da Liga dos Campeões. Robben entrou no time, o que forçou um deslocamento de Müller para a faixa central na linha de três meias do Bayern e ele, diferente de temporadas anteriores, apresentou um bom futebol e marcou três dos sete gols de seu time na massacrante série sobre o Barcelona nas semifinais.

Falta esse amadurecimento pegar em outros atletas do time. Thomas Müller é ótimo jogador, mas não chega a ser um grande craque. Como citado anteriormente, Mário Götze e Marco Reus se aproximam mais dessa alcunha e essa final de 2013 marca o ponto de ebulição para, no mínimo, o início do amadurecimento desses atletas. Enquanto isso, para Schweinsteiger, Lahm, Weidenfeller e outros será a caminhada final rumo à consagração máxima que suas carreiras necessitam.

Mas, acima de todo amadurecimento e quebra do jejum de títulos, a final da Liga dos Campeões de 2013 será o momento em que a supremacia alemã será sentida. Desde 2010 fala-se nisso. Desde 2010 fala-se da nova geração. Desde 2010 fala-se do novo estilo de jogo do país. E, principalmente, desde 2001 fala-se do tão almejado título internacional.

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TOP 7 – Momentos chave das oitavas-de-final

14 de março de 2013

Barcelona, Bayern, Borussia Dortmund, Galatasaray, Juventus, Málaga, Paris Saint-Germain, Real Madrid são os grandes vencedores da fase de oitavas-de-final da UEFA Champions League. Os oito times citados estarão envolvidos no sorteio da sexta-feira que irá encadear os caminhos de cada um na próxima fase da competição.

Para valorizar cada feito, o Europa Football selecionou sete momentos chave das oitavas-de-final. Confira:

7 – O gol de Claudio Marchisio

Celtic x Juventus em Glasgow foi uma partida interessante de assistir. Os italianos foram eficazes e converteram em gol um terço de suas finalizações, enquanto os escoceses finalizaram 17 vezes e não balançaram as redes. Mas a partida em si foi tensa, afinal, o Celtic usou e abusou da bola aérea e do jogo físico, causando alguns apuros para a Vecchia Senhora.

Só que aos 33 minutos da etapa complementar, o meia juventino Claudio Marchisio fez belo gol e deixou a partida em 2×0. O tento italiano derrubou o Celtic que não teve mais forças para atacar e ainda sofreu o terceiro gol. Marchisio acabou trazendo toda tranquilidade que a Juve necessitaria para o restante do jogo, que com 1×0 seria tenso, e para a partida de volta em Turim.

6 – Primeiro tempo

Em Londres, o Bayern se sentiu em casa(Getty Images)

Em Londres, o Bayern se sentiu em casa
(Getty Images)

Tanto Bayern quanto Paris Saint-Germain passaram sufoco em seus jogos em casa para garantirem acesso as quartas-de-final da Liga dos Campeões. O que foi preponderante para a afirmação da vaga de ambos, porém, foi o primeiro dos quatro tempos disputados nos dois jogos.

Os bávaros massacraram o Arsenal no Emirates Stadium e levaram o 2×0 para o intervalo, complicando a missão inglesa. O placar final foi 3×1 para o Bayern, o que deu uma margem para uma – exagerada – acomodação no duelo de volta, vencido pelos Gunners por 2×0, mas que valeu a qualificação alemã.

Já o Paris Saint-Germain fez primeiro tempo primoroso contra o Valencia no Mestalla e, assim como o Bayern, foi para os vestiários com dois gols de vantagem e com a sensação de que poderia ter sido melhor. O 2×1 apontado ao término do jogo possibilitou ao PSG o empate obtido no duelo de volta, que lhe garantiu nas quartas-de-final.

Isso só aumenta minha teoria de que o jogo mais importante de um mata-mata é o de ida, pois é onde o confronto está aberto e seu time pode abrir vantagem. Paris Saint-Germain e Valencia aproveitaram bem esse fator, diferentemente do Porto…

5 – Antigas convicções deixadas de lado

Terim cumprimenta suas duas principais estrelas

Terim cumprimenta suas duas principais estrelas

Mircea Lucescu e Fatih Terim, técnicos de Shakhtar Donetsk e Galatasaray, respectivamente, foram duas figuras que abriram mão de suas convicções nas oitavas-de-final da Liga dos Campeões. Como o futebol não é uma ciência exata, ucranianos e turcos seguiram caminhos contrários.

O Shakhtar era um time caracterizado por um jogo imponente, de marcação por todo o campo e constante avanço de “homens surpresas”, como Fernandinho e Srna, porém, no duelo de volta contra o Borussia Dortmund, mesmo precisando do gol, os ucranianos decidiram esperar a equipe alemã na defesa e caíram do cavalo. O Shakhtar foi para o intervalo com 2×0 de desvantagem. No 2º tempo, com menos de cinco minutos, o time de Lucescu, mais ousado, fez mais do que toda etapa inicial, mas já era tarde e a eliminação não foi evitada.

Já Fatih Terim, mesmo com Didier Drogba e Wesley Sneijder reforçando seu time, não abriu mão de seu 4-4-2, mesmo deslocando o holandês para o lado esquerdo. Ao ver que o sistema tático não estava funcionando, Terim escalou seu time no 4-3-1-2 na volta contra o Schalke em Gelsenkirchen. Sneijder, outrora sumido, teve atuação destacável como armador e foi um dos responsáveis, ao lado de Yilmaz e Terim, pela classificação turca.

4 – Olho neles

Isco ajudou o Málaga na virada sobre o Porto(Getty Images)

Isco ajudou o Málaga na virada sobre o Porto
(Getty Images)

Durante a fase de grupos da competição, dois jogadores chamaram a atenção sem estar nos times considerados favoritos: Isco do Málaga e Burak Yilmaz do Galatasaray. Na fase de mata-mata, onde seria normal que sentissem a pressão de serem os grandes nomes de seus times, corresponderam à altura.

O espanhol Isco participou dos dois gols do Málaga na vitória sobre o Porto que lhe garantiu na fase seguinte do torneio. O meia abriu o placar com um belo chute de fora da área e deu o passe para Santa Cruz anotar o tento de qualificação. Já Yilmaz manteve a escrita de marcar desde a terceira rodada da fase de grupos e balançou as redes nos dois duelos contra o Schalke, acumulando oito dos onze gols do Galatasaray e lhe deixando com a artilharia da Liga dos Campeões ao lado de Cristiano Ronaldo.

3 – A expulsão de Nani

A partida entre Manchester United e Real Madrid ganhava contornos dramáticos. Os ingleses venciam por 1×0 e garantiam a classificação, enquanto os espanhóis precisavam do empate para forçar a prorrogação. Parecia que teríamos um restante de partida movimentado e tenso, porém, o árbitro chamou a atenção para si.

Aos 11 minutos da etapa final, após bola rebatida da entrada da área do Manchester, Nani estava soberano e tentou dominar com o pé no ar. Observando apenas a bola, o português não viu a chegada de Arbeloa e atingiu o adversário. Lance acidental, talvez para cartão amarelo, mas o rigoroso Cüneyt Çakir decidiu expulsar Nani.

A exclusão do jogador português mudou os rumos da partida. O Manchester, que já marcava mais do que atacava, teve de recuar por completo, enquanto o Real Madrid se mandou para o ataque e conseguiu o resultado que desejava, a virada. Parte da classificação deve ser colocada na conta de Çakir e na expulsão de Nani.

2 – Bola na trave de Niang

A tônica de Barcelona x Milan no Camp Nou era previsível: catalães no ataque e italianos se defendendo, esperando uma mísera chance para marcar o gol que complicaria a vida do adversário. Com o Barcelona vencendo pela placar mínimo, o que ainda era favorável ao Milan, veio a grande chance aos 37 minutos da etapa inicial. Após falha de Mascherano, o jovem M’Baye Niang escapou com liberdade e ficou cara-a-cara com Victor Valdés. O francês de 18 anos sentiu a pressão e acertou a trave. Foi a grande chance do Milan na partida toda. Para piorar, menos de dois minutos depois, Messi fez o segundo gol do Barcelona e deu sequência a goleada catalã.

O possível gol de Niang daria ares dramáticos a partida, afinal de contas, o empate milanista obrigaria o adversário a fazer três gols para se classificar para fase seguinte.

1 – Fazendo jus ao nome

Messi abriu caminho para a virada do Barcelona(Getty Images)

Messi abriu caminho para a virada do Barcelona
(Getty Images)

Cristiano Ronaldo e Messi são, indiscutivelmente, os melhores jogadores da atualidade. Na fase de oitavas-de-final do torneio eles fizeram jus a tal status e ajudaram a dupla Barça-Madrid a conquistar a classificação.

O gajo português evitou a derrota madridista na ida ao marcar um gol de cabeça semelhante ao feito na final da competição em 2008, quando defendia justamente o Manchester United. No duelo de volta, em Old Trafford, Cristiano Ronaldo, mais apagado que o normal, apareceu na hora certa e anotou o segundo tento do Real Madrid, classificando seu time para a próxima fase.

Enquanto isso, seu “rival” Messi, após nem aparecer na ida em San Siro, foi um dos grandes responsáveis pela virada no duelo de volta, quando fez os dois primeiros gols do Barcelona na goleada por 4×0 sobre o Milan.

Não bastou ter o status, mas eles fizeram justiça a tal alcunha.

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