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Gangorra

23 de novembro de 2012

Os alemães estão tomando o lugar dos ingleses?

Durante a última década, nos acostumamos a ver times ingleses nas semifinais da UEFA Champions League. Não à toa, quando faltaram britânicos nesta fase na edição 2009/10, chegaram a falar em declínio da Premier League, mas preferimos tratar o caso como temporada de exceção. Na última edição do torneio, a dupla de Manchester caiu na fase de grupos, sendo que esses mesmos times foram os dois líderes do Inglês ao término da temporada. Queda? Ainda deixamos essa hipótese de lado, principalmente com o Chelsea conseguindo o almejado título europeu.

Nesta nova temporada, corre-se o risco de avançarmos para a fase mata-mata, novamente, com apenas dois ingleses. O Manchester City, atual campeão nacional, parece que ainda não aprendeu a jogar a Champions League e já está eliminado com uma rodada de antecedência. Já o Chelsea precisa de um milagre para evitar o vexame de ser o primeiro campeão europeu eliminado ainda na fase de grupos.

Em outro canto da Europa, a história é completamente oposta. Mesmo perdendo o Borussia Mönchengladbach na fase prévia da competição, a Alemanha tem seus demais representantes classificados, com o Dortmund tendo assegurado a ponta do temido “Grupo da Morte”. Enquanto isso, Schalke e Bayern dependem de seus esforços para confirmar a primeira colocação de suas chaves.

Os parágrafos anteriores demonstram uma significativa mudança no cenário europeu. Os ingleses, outrora clubes dominantes do continente, não conseguem impor internacionalmente a força vista nos campeonatos domésticos, enquanto a Alemanha, antes resumida, em cenário europeu, ao Bayern, enxerga muito mais do que resultados, mas também, bom futebol.

No Borussia Dortmund, impressiona a frieza de Marco Reus nessa primeira fase de Champions League. O garoto estreou em um torneio continental nesta temporada e não sentiu nenhum peso, chegando a marcar um gol no vislumbrante Santiago Bernabéu. O Schalke 04 está bem mais amadurecido em relação o time que chegou nas semifinais da temporada retrasada e salve um equívoco ou outro do técnico Huub Stevens, tem tudo para surpreender no torneio.

O Bayern dispensa maiores apresentações e não é exagero algum colocá-lo como um dos principais favoritos ao caneco. A campanha na Bundesliga beira a perfeição, o ataque ganhou nova movimentação com o croata Mandžukić e a defesa já não é mais o grande problema, tendo sofrido poucos gols na temporada. Acima do Barcelona no ranking de favoritos? Exagero. Mas os bávaros, se não estão acima, pelo menos estão em patamar igual ao do Real Madrid.

Deposito parte considerável desse sucesso a divisão de forças dos principais times alemães. Manuel Neuer foi o único exemplo recente de jogador que trocou uma equipe de porte por outra. No restante, os clubes buscam se reforçar com atletas de equipes menores ou então revelar jogadores. É o caso de Schalke e Dortmund, que contam com nomes do calibre de Füchs, Neustadter, Draxler, Reus, Götze, Lewandowski e Gündoğan. Todos estes citados são crias dos times citados ou foram trazidos de clubes menores da Alemanha e outros países.

O Bayern, por ser um clube mais rico, se dá ao luxo de buscar jogadores renomados internacionalmente, como foi, recentemente, com Arjen Robben e Javi Martínez. Porém, o clube bávaro tem seguido as ações dos adversários e buscou novos talentos em equipes menores, caso de Dante, Mandžukić e Luiz Gustavo.

Em contrapartida, as equipes inglesas não estão tendo a capacidade de se “reforçar mutuamente”. Basta olhar o seguinte exemplo: Liverpool e Arsenal não estão brigando por títulos, logo, seus destaques trocam de clube por esse motivo. O pior disto tudo é que esses jogadores reforçam os rivais, ou seja, entre as equipes de porte do país, um perde, outro ganha. Os principais atletas ficam concentrados nos mesmos times e a circulação de bons jogadores fica menor.

Isso indica declínio da Premier League? Eu ainda prefiro esperar antes de dar uma opinião final. Se fosse para dar uma resposta agora, diria que não, mas fica aquela pontinha de desconfiança se essa opção de buscar reforços no rival é uma boa em âmbito geral. O adversário forte lhe obriga a ser mais poderoso ainda. Se você enfraquece o rival, pode lhe causar acomodação. Se isso vier acontecer, aí sim poderemos apontar uma decadência da Liga Inglesa… Decadência mental!

Mas ainda é cedo para chegarmos a uma conclusão. Na temporada passada, vimos o campeão alemão cair na fase de grupos e outro time do país chegando na final, assim como notamos a dupla mais forte da Inglaterra afundar cedo e um desacreditado Chelsea ganhando a competição. São times que adoram brincar de gangorra quando o assunto é torneios UEFA e como toda gangorra, tem o momento que desce e o momento que sobe.

*Crédito da imagem: Getty Images

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Às avessas

16 de agosto de 2012

Agüero proporcionou uma das cenas mais marcantes de 2012

Desde que foi comprado pelo sheik Mansour bin Zayed Al Nahyan, a rotina do Manchester City é ir à forra e gastar pra valer. Segundo o site “Transfermarkt”, o clube inglês gastou 94 milhões de euros em 2011/12, 182 milhões em 2010/11, 147 milhões em 2009/10 e 157 milhões de euros em 2008/09, totalizando quase 600 milhões em quatro anos.

Se na última temporada o dinheiro investido já havia sido mais “modesto”, comparado com valores de temporadas passadas, você nem imagina o quanto que o City gastou para a edição 2012/13 da Barclays Premier League. Os campeões ingleses gastaram apenas 15 milhões de euros e em apenas um jogador, Jack Rodwell.

Caiu a ficha do sheik Mansour e de todos no Manchester City de que “gastar por gastar” não adianta muita coisa. O clube fará barulho, chamará a atenção da mídia e dos torcedores, mas criará uma pressão monstruosa sobre todos que participam deste projeto. Gastando com inteligência e com precisão cirúrgica, tudo pode dar certo.

Afinal de contas, o Manchester City foi campeão inglês, não havia muito para o que mexer. A não ser que Mansour queira, desesperadamente e a qualquer custo, vencer a UEFA Champions League, fazendo com que não meça esforços para chegar a tal objetivo. O título ele quer – quem não quer? -, mas tentando seguir a linha de raciocínio traçada na última temporada.

De que adianta a vinda de Rodwell? Simples! Yaya Touré, peça importantíssima da conquista nacional jogando como meia-armador, teve de jogar várias vezes como volante – sua posição original – para qualificar a saída de bola, que é uma pequena deficiência de Gareth Barry e Nigel De Jong. Rodwell atua nessa faixa central, fazendo o que os ingleses costumam chamar de “box-to-box”, com isso, Touré pode ser efetivado como um meia-ofensivo.

Mesmo com um único reforço, o Manchester City segue muito forte, já que não perdeu ninguém importante e mantém a espinha-dorsal, formada por Joe Hart, Vincent Kompany, Yaya Touré, David Silva e Agüero.

Além disso, o argentino Carlos Tévez tem se redimido de seus atos indisciplinares no passado e tem conquistado a confiança de Roberto Mancini. O treinador italiano já chegou a afirmar que “se tiver vontade de jogar, Tévez é um dos melhores”.

Com esses acréscimos todos, os adversários é que passaram a abrir o bolso para tentar desbancar o City. Até mesmo o vizinho United decidiu mexer-se da cadeira para contratar. Às vésperas do início da Premier League, os Red Devils investiram 30 milhões de euros em Robin van Persie, principal jogador do Arsenal. O holandês se juntará ao também recém chegado Shinji Kagawa, destaque do Borussia Dortmund.

O problema para Alex Ferguson será encaixar essa dupla com Wayne Rooney. No esquema que Fergie costuma utilizar, só caberiam dois deles, no caso, um homem de área e um segundo atacante. Fica a dúvida se o escocês colocará Kagawa como winger ou box-to-box, já que os atacantes deverão ser Rooney e van Persie.

Eden Hazard irá se aventurar em Londres

O time que mais fez apostas interessantes na hora de gastar sua grana foi o Chelsea. Os campeões europeus decidiram reforçar o setor que passava por maior instabilidade: a armação. Caracterizada como uma equipe veloz e de contra-ataque, Roman Abramovich decidiu investir em atletas dotados de maior técnica, como Oscar e Eden Hazard, ambos contratados por mais de 30 milhões de euros.

Mesmo com esses reforços vindo a peso de ouro, a maior esperança dos londrinos está depositada em Fernando “Niño” Torres. O espanhol, contratado por quase 60 milhões de euros em 2011, ainda não decolou em Stamford Bridge e com a saída de Didier Drogba, a diretoria decidiu fazer valer toda a grana investida e dar um voto de confiança a Torres.

Acredito que esse trio deverá brigar pelo título inglês. Foram os que mais investiram nas últimas temporadas e os que possuem elencos mais fortes e competitivos. Chegam forte não só para a Premier League, como para a UEFA Champions League.

A Premier League continuará com seu alto nível. Nos últimos anos, a edição que está para começar é a que tem os favoritos em maior força. O City tem a base campeã, o United se reforçou com o artilheiro da última temporada e o Chelsea trouxe dois brilhantes atletas da nova geração mundial.

É certeza de grandes jogos e emoção até o último minuto!

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Entre surpresas e imprevisibilidades

7 de dezembro de 2011

Vexame de Manchester (Getty Images)

E teve encerramento na tarde/noite desta quarta-feira a fase de grupos da Uefa Champions Leeague. Esta fase do maior torneio da Europa ficará marcada por dois motivos:

- Surpresas: Quem poderia imaginar que times como APOEL e Basel se classificariam para o mata-mata? E quem poderia imaginar que campeões nacionais como Lille e Dortmund seriam tragicamente eliminados na fase inicial, sem pegar nem Liga Europa?

- Imprevisibilidade: Na maioria dos casos, ser primeiro colocado é vantagem, mas será tanta vantagem assim se você pegar um Milan ou um Napoli logo nas oitavas-de-final? E ser segundo colocado é muita desvantagem se você pode pegar um APOEL da vida? O sorteio da fase mata-mata será um dia tenso por causa disso.

Sem perder muito tempo, vamos dar uma passada geral nos grupos e comparar os palpites feitos antes do início dos jogos com os resultados:

GRUPO A

O Bayern sobrou. Quatro vitórias, um empate e uma derrota quando jogou com time misto. Os bávaros mostraram mesmo ter uma equipe forte e capaz de conquistar a Europa. O grupo era equilibrado, mas já era esperado esse domínio do Bayern.

O segundo colocado foi o Napoli, que fez uma campanha correta. Bateu o adversário mais fraco do grupo – duas vitórias sobre o Villarreal -, arrancou pontos do time mais forte – empatou com o Bayern – e não perdeu nenhum confronto direto – somou 4 pontos diante do Manchester City. O time de Walter Mazzarri está bem armado e chega no mata-mata como franco atirador. Com a queda de algumas forças, não seria exagero dizer que o Napoli pode surpreender.

O Manchester City, de Agüero, deixa a Liga na fase de grupos (AP)

A decepção foi o Manchester City. O time, instituição, clube, como queira, não tem o costume de jogar a Champions League, mas jogadores como Yaya Touré, Kun Agüero e Samir Nasri já estão cansados de jogar torneios do tipo. Ou seja, não dá pra jogar tudo em cima da inexperiência. Faltou mesmo percepção de que em torneios de tiro curto, os confrontos diretos precisam ser vencidos e os dois tropeços diante do Napoli pesaram muito na eliminação.

Como esperado, o Villarreal foi mesmo a equipe mais fraca do grupo. Talvez não fosse esperado que a equipe espanhola se tornasse o saco de pancadas do grupo, mas que era o time mais fraco, isso ninguém questiona. Seis derrotas em seis jogos.

Neste grupo, inverti as posições de City e Napoli. Apostei que os ingleses passariam de fase e os italianos ficariam na Europa League. Aconteceu o inverso.

GRUPO B

Esse foi o grupo mais maluco de todos.

A Internazionale confirmou o favoritismo e ficou com a ponta do grupo. Mas como previ, o time italiano sofreu alguns tropeços meio inexplicáveis, como as derrotas em casa para Trabzonspor e CSKA Moscow. O que salvou foram os jogos fora: duas vitórias e um empate. Claudio Ranieri tem até fevereiro para ajeitar o desarrumado time que tem em mãos.

O CSKA Moscow ficou com a segunda colocação muito por causa da incompetência do Lille. O time francês somou dois de nove pontos disputados em casa. O 2×2 diante do CSKA foi o mais doído, pois o LOSC abriu 2×0, deu um banho nos russos e em dois vacilos, cedeu o empate. O 0×0 com o Trabzonspor foi vexatório, vide que a vitória lhe qualificaria.

O CSKA, que perdeu por 2×0 pro Lille na Rússia e deu a impressão de que cairia na fase de grupos, conseguiu uma improvável vitória por 2×1 sobre a Inter e se qualificou.

Os turcos do Trabzonspor caíram de pára-quedas na UCL – o time ocupou o lugar do excluído Fenerbahçe – e fez campanha digna. O time turco sai do torneio com apenas uma derrota e com uma histórica vitória sobre a Inter por 1×0. O Trabzonspor terá a chance de continuar trilhando campos continentais na Europa League.

Errei tudo neste grupo. Lille em primeiro, Inter em segundo, CSKA em terceiro e o Trabzonspor na lanterninha.

GRUPO C

Quando fiz a prévia da Champions League, disse que Manchester United e Benfica receberam o grupo que pediram aos céus. Mas após o dia de hoje, somente os portugueses pensam assim.

Com uma campanha correta, o Benfica conseguiu com méritos a liderança do grupo. Os Encarnados não perderam pra equipe mais forte do grupo, tendo dois empates diante do Manchester. Aliás, o time português não perdeu nenhum jogo. Campanha quase perfeita, com os resultado obtidos em casa sendo satisfatórios e com alguns pontos arrancados fora do Estádio da Luz.

Marco Streller (direita) ajudou a eliminar o Man. Utd (Reuters)

O Manchester protagonizou a maior zebra do torneio, com uma irregularidade tremenda, o time inglês caiu ainda na fase de grupos. No Old Trafford, os Devils venceram um jogo e empataram outros dois. Fora do Teatro dos Sonhos, uma vitória, um empate e uma derrota. O revés veio justo no confronto direto diante do Basel na última rodada.

Já o Basel fez uma campanha muito boa. Liquidou o Otelul Galati. Arrancou um ponto do Benfica e não perdeu pro Manchester, tendo empatado por 3×3 no Old Trafford e vencido no St. Jakob Park. O time suíço só comprova como a nova geração de jogadores do país é forte. O grande xodó da equipe, por exemplo, é Xherdan Shaqiri, de apenas 20 anos.

Se há um time que pode ser chamado de “culpado” pela presença dos dois times de Manchester na Europa League, esse time é o Basel!

O Otelul Galati não fez mais do que o esperado: caiu na fase de grupos, ocupando a lanterna do grupo.

No Grupo B, só pra variar, errei. United seria o líder, Benfica o vice, Basel o terceiro e o Otelul seria o lanterna. Só nos romenos que acertei.

GRUPO D

No quarto grupo a ser visto, como esperado, o Real Madrid sobrou. Seis jogos, seis vitórias, 19 gols marcados e só 2 sofridos – por incrível que pareça, os dois gols sofridos foram do lanterninha Dínamo Zagreb. Prova de que o Real de Mourinho não é só um time que faz muitos gols, mas é também um time que se defende bem.

Os irregulares Lyon e Ajax brigaram até o fim pela segunda vaga. Franceses e holandeses terminaram com campanhas iguais: duas vitórias, dois empates e duas derrotas. As duas vitórias foram em cima do Zagreb, as duas derrotas diante do Real e os dois empates foram entre si. O que decidiu foi o saldo de gols.

O inacreditável aconteceu. O Lyon, com -4 de saldo, precisava tirar os 3 positivos do Ajax… E conseguiu. O time francês venceu o Dínamo de Zagreb por 7×1 – Gomis fez 4 gols e se juntou a Van Basten, Messi, Prso e Simone Inzaghi como maior recordista de gols em um só jogo de Liga dos Campeões – e o time holandês tomou 3×0 do Real Madrid. O Lyon terminou a rodada com 2 gols positivos de saldo e o Ajax acabou com 0 e os franceses passaram de fase.

Com seis derrotas em seis jogos, além de ter sofrido 22 gols, o Dínamo de Zagreb deixou o torneio na lanterninha.

Assim como no Grupo A, inverti o 2º com o 3º colocado. Para mim, o Ajax passaria de fase.

GRUPO E

Neste grupo, o Leverkusen confirmou sua fama de amarelão. Conseguiu a vaga com antecedência, ao bater o Chelsea na BayArena por 2×1, mas na última rodada perdeu a chance de ficar com a liderança do grupo ao empatar com o lanterna Genk. O que salvou a equipe alemã foram os jogos em casa. Três vitórias em três jogos na BayArena. Fora de casa, nenhuma vitória, mas não comprometeram muito.

Ao empatar com o Genk e perder pro Leverkusen em seguida, o Chelsea chegou a ver a sua vaga para o mata-mata ameaçada, mas no decisivo jogo diante do Valencia, mostrou sua superioridade e com o 3×0 – e grande atuação de Drogba – classificou-se.

Pro Valencia faltaram os melhores resultados fora de casa. Um empate e duas derrotas. Em fases de grupos, é essencial, que além dos bons resultados como mandantes – coisas que o Valencia conseguiu – pelo menos um bom resultado fora de casa seja obtido e isso o time espanhol não conseguiu.

O Genk só conseguiu uma coisa: atrapalhar os três rivais nos jogos na KRC Genk Arena. Foram três jogos lá e três empates.

Esse foi o primeiro grupo que acabei acertando todos os resultados!

GRUPO F

Outro grupo maluco. O Arsenal, humilhado por todos e criticado por todos os lados, não só foi o único inglês a se classificar por antecedência, como terminou em primeiro no grupo. Os Gunners fizeram a famosa campanha de “time copeiro”. 7 dos 11 pontos conquistados pelo time londrino foram no Emirates Stadium. O resto, por eliminação, foram arrancados longe da Inglaterra.

Marseille conseguiu inacreditável virada no Signal Iduna Park (AFP)

O Olympique de Marseille deu alguns sustinhos, mas passou de fase. As derrotas no Vélodrome para Arsenal e Olympiacos poderiam ter sido evitadas – principalmente a diante dos gregos, onde o Marseille poderia se classificar antecipadamente. O susto maior foi no último jogo, onde o time francês fez um primeiro tempo horrível diante do Borussia Dortmund e achou um gol com Rémy, indo pro intervalo com 2×1 contra. Na etapa final, jogo morno, mas a ruindade do Dortmund na partida foi “mais ruim” que a ruindade do Marseille, que com dois gols – fortuitos – no final, arrancou a virada e a classificação.

O Olympiacos surpreendeu. Começou a temporada “atrasado” – seu primeiro jogo na temporada foi justamente na estreia da Liga dos Campeões, diante do Marseille – e fez uma campanha digna, estando perto de se classificar. A vaga na Liga Europa foi um prêmio.

Já o Borussia Dortmund, junto com Manchester City, United e Lille foi uma decepção. Tá certo que o time é jovem e de experiência quase zero em competições internacionais, mas as atuações do BVB na Liga beiraram o ridículo. Fica o aprendizado para edições futuras.

Errei tudo neste grupo: O Dortmund passaria em primeiro, o Arsenal em segundo, o Marseille em terceiro e o Olympiacos em último.

GRUPO G

Este grupo também era equilibrado, mas todos viam o Porto como o mais forte do grupo. O time, agora sem André Villas-Boas, mexeu pouco nos jogadores. Era esperado mais do time campeão da Europa League 2010/11, mas foi visto apenas um vexatório 3º lugar.

Quem realmente surpreendeu foi o APOEL. O time cipriota, cheio de refugos brasileiros, bateu em seu país times favoritos, como Porto e Zenit e fora de casa arrancou três empates. Sabe Deus até onde este time pode ir!

Com campanha fraca fora de casa, o Zenit conseguiu se salvar graças a sua boa campanha em St. Petesburgo. Lá, somou 7 dos nove pontos que lhes qualificaram para a fase seguinte.

O Shakhtar Donetsk, de uma das grandes surpresas da última edição da Liga dos Campeões, passou de vexame nesta atual edição. O time ucraniano conseguiu apenas uma vitória e esta só veio quando já estava eliminado. Os cinco pontos conquistados traduzem bem como foi decepcionante a campanha do brasileiro time da Ucrânia.

Para entender meu erro de palpite neste grupo, é só colocar os dois primeiros como dois últimos e os dois últimos como dois primeiros. Sacou?

GRUPO H

Grupo mais previsível de todos e pouparei minhas palavras.

O Barcelona sobrou e como esperado, se saiu melhor no confronto direto diante do Milan. Assim como na definição do líder do grupo, a definição do terceiro colocado também saiu no confronto direto e o Plsen venceu na Bielorrússia o BATE Borisov e ficou a vaga na Liga Europa.

Segundo e último grupo que acertei todas as colocações.

SOMA DOS PALPITES = 13 colocações certas de 32 (pra ver como eu entendo do assunto, rs)

Como citado antes, os resultados da fase de grupos da Uefa Champions League tornaram as colocações finais como “falsas vantagens”. Afinal, seria vantajoso terminar em primeiro e pegar um Milan logo de cara? E terminar em segundo e pegar o APOEL, seria uma desvantagem?

O sorteio das oitavas de final reserva grandes surpresas. Poderemos ver um Real Madrid x Milan ou um APOEL x Basel…

Só esperando o dia do sorteio…

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