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Entre surpresas e imprevisibilidades

7 de dezembro de 2011 Deixe um comentário

Vexame de Manchester (Getty Images)

E teve encerramento na tarde/noite desta quarta-feira a fase de grupos da Uefa Champions Leeague. Esta fase do maior torneio da Europa ficará marcada por dois motivos:

- Surpresas: Quem poderia imaginar que times como APOEL e Basel se classificariam para o mata-mata? E quem poderia imaginar que campeões nacionais como Lille e Dortmund seriam tragicamente eliminados na fase inicial, sem pegar nem Liga Europa?

- Imprevisibilidade: Na maioria dos casos, ser primeiro colocado é vantagem, mas será tanta vantagem assim se você pegar um Milan ou um Napoli logo nas oitavas-de-final? E ser segundo colocado é muita desvantagem se você pode pegar um APOEL da vida? O sorteio da fase mata-mata será um dia tenso por causa disso.

Sem perder muito tempo, vamos dar uma passada geral nos grupos e comparar os palpites feitos antes do início dos jogos com os resultados:

GRUPO A

O Bayern sobrou. Quatro vitórias, um empate e uma derrota quando jogou com time misto. Os bávaros mostraram mesmo ter uma equipe forte e capaz de conquistar a Europa. O grupo era equilibrado, mas já era esperado esse domínio do Bayern.

O segundo colocado foi o Napoli, que fez uma campanha correta. Bateu o adversário mais fraco do grupo – duas vitórias sobre o Villarreal -, arrancou pontos do time mais forte – empatou com o Bayern – e não perdeu nenhum confronto direto – somou 4 pontos diante do Manchester City. O time de Walter Mazzarri está bem armado e chega no mata-mata como franco atirador. Com a queda de algumas forças, não seria exagero dizer que o Napoli pode surpreender.

O Manchester City, de Agüero, deixa a Liga na fase de grupos (AP)

A decepção foi o Manchester City. O time, instituição, clube, como queira, não tem o costume de jogar a Champions League, mas jogadores como Yaya Touré, Kun Agüero e Samir Nasri já estão cansados de jogar torneios do tipo. Ou seja, não dá pra jogar tudo em cima da inexperiência. Faltou mesmo percepção de que em torneios de tiro curto, os confrontos diretos precisam ser vencidos e os dois tropeços diante do Napoli pesaram muito na eliminação.

Como esperado, o Villarreal foi mesmo a equipe mais fraca do grupo. Talvez não fosse esperado que a equipe espanhola se tornasse o saco de pancadas do grupo, mas que era o time mais fraco, isso ninguém questiona. Seis derrotas em seis jogos.

Neste grupo, inverti as posições de City e Napoli. Apostei que os ingleses passariam de fase e os italianos ficariam na Europa League. Aconteceu o inverso.

GRUPO B

Esse foi o grupo mais maluco de todos.

A Internazionale confirmou o favoritismo e ficou com a ponta do grupo. Mas como previ, o time italiano sofreu alguns tropeços meio inexplicáveis, como as derrotas em casa para Trabzonspor e CSKA Moscow. O que salvou foram os jogos fora: duas vitórias e um empate. Claudio Ranieri tem até fevereiro para ajeitar o desarrumado time que tem em mãos.

O CSKA Moscow ficou com a segunda colocação muito por causa da incompetência do Lille. O time francês somou dois de nove pontos disputados em casa. O 2×2 diante do CSKA foi o mais doído, pois o LOSC abriu 2×0, deu um banho nos russos e em dois vacilos, cedeu o empate. O 0×0 com o Trabzonspor foi vexatório, vide que a vitória lhe qualificaria.

O CSKA, que perdeu por 2×0 pro Lille na Rússia e deu a impressão de que cairia na fase de grupos, conseguiu uma improvável vitória por 2×1 sobre a Inter e se qualificou.

Os turcos do Trabzonspor caíram de pára-quedas na UCL – o time ocupou o lugar do excluído Fenerbahçe – e fez campanha digna. O time turco sai do torneio com apenas uma derrota e com uma histórica vitória sobre a Inter por 1×0. O Trabzonspor terá a chance de continuar trilhando campos continentais na Europa League.

Errei tudo neste grupo. Lille em primeiro, Inter em segundo, CSKA em terceiro e o Trabzonspor na lanterninha.

GRUPO C

Quando fiz a prévia da Champions League, disse que Manchester United e Benfica receberam o grupo que pediram aos céus. Mas após o dia de hoje, somente os portugueses pensam assim.

Com uma campanha correta, o Benfica conseguiu com méritos a liderança do grupo. Os Encarnados não perderam pra equipe mais forte do grupo, tendo dois empates diante do Manchester. Aliás, o time português não perdeu nenhum jogo. Campanha quase perfeita, com os resultado obtidos em casa sendo satisfatórios e com alguns pontos arrancados fora do Estádio da Luz.

Marco Streller (direita) ajudou a eliminar o Man. Utd (Reuters)

O Manchester protagonizou a maior zebra do torneio, com uma irregularidade tremenda, o time inglês caiu ainda na fase de grupos. No Old Trafford, os Devils venceram um jogo e empataram outros dois. Fora do Teatro dos Sonhos, uma vitória, um empate e uma derrota. O revés veio justo no confronto direto diante do Basel na última rodada.

Já o Basel fez uma campanha muito boa. Liquidou o Otelul Galati. Arrancou um ponto do Benfica e não perdeu pro Manchester, tendo empatado por 3×3 no Old Trafford e vencido no St. Jakob Park. O time suíço só comprova como a nova geração de jogadores do país é forte. O grande xodó da equipe, por exemplo, é Xherdan Shaqiri, de apenas 20 anos.

Se há um time que pode ser chamado de “culpado” pela presença dos dois times de Manchester na Europa League, esse time é o Basel!

O Otelul Galati não fez mais do que o esperado: caiu na fase de grupos, ocupando a lanterna do grupo.

No Grupo B, só pra variar, errei. United seria o líder, Benfica o vice, Basel o terceiro e o Otelul seria o lanterna. Só nos romenos que acertei.

GRUPO D

No quarto grupo a ser visto, como esperado, o Real Madrid sobrou. Seis jogos, seis vitórias, 19 gols marcados e só 2 sofridos – por incrível que pareça, os dois gols sofridos foram do lanterninha Dínamo Zagreb. Prova de que o Real de Mourinho não é só um time que faz muitos gols, mas é também um time que se defende bem.

Os irregulares Lyon e Ajax brigaram até o fim pela segunda vaga. Franceses e holandeses terminaram com campanhas iguais: duas vitórias, dois empates e duas derrotas. As duas vitórias foram em cima do Zagreb, as duas derrotas diante do Real e os dois empates foram entre si. O que decidiu foi o saldo de gols.

O inacreditável aconteceu. O Lyon, com -4 de saldo, precisava tirar os 3 positivos do Ajax… E conseguiu. O time francês venceu o Dínamo de Zagreb por 7×1 – Gomis fez 4 gols e se juntou a Van Basten, Messi, Prso e Simone Inzaghi como maior recordista de gols em um só jogo de Liga dos Campeões – e o time holandês tomou 3×0 do Real Madrid. O Lyon terminou a rodada com 2 gols positivos de saldo e o Ajax acabou com 0 e os franceses passaram de fase.

Com seis derrotas em seis jogos, além de ter sofrido 22 gols, o Dínamo de Zagreb deixou o torneio na lanterninha.

Assim como no Grupo A, inverti o 2º com o 3º colocado. Para mim, o Ajax passaria de fase.

GRUPO E

Neste grupo, o Leverkusen confirmou sua fama de amarelão. Conseguiu a vaga com antecedência, ao bater o Chelsea na BayArena por 2×1, mas na última rodada perdeu a chance de ficar com a liderança do grupo ao empatar com o lanterna Genk. O que salvou a equipe alemã foram os jogos em casa. Três vitórias em três jogos na BayArena. Fora de casa, nenhuma vitória, mas não comprometeram muito.

Ao empatar com o Genk e perder pro Leverkusen em seguida, o Chelsea chegou a ver a sua vaga para o mata-mata ameaçada, mas no decisivo jogo diante do Valencia, mostrou sua superioridade e com o 3×0 – e grande atuação de Drogba – classificou-se.

Pro Valencia faltaram os melhores resultados fora de casa. Um empate e duas derrotas. Em fases de grupos, é essencial, que além dos bons resultados como mandantes – coisas que o Valencia conseguiu – pelo menos um bom resultado fora de casa seja obtido e isso o time espanhol não conseguiu.

O Genk só conseguiu uma coisa: atrapalhar os três rivais nos jogos na KRC Genk Arena. Foram três jogos lá e três empates.

Esse foi o primeiro grupo que acabei acertando todos os resultados!

GRUPO F

Outro grupo maluco. O Arsenal, humilhado por todos e criticado por todos os lados, não só foi o único inglês a se classificar por antecedência, como terminou em primeiro no grupo. Os Gunners fizeram a famosa campanha de “time copeiro”. 7 dos 11 pontos conquistados pelo time londrino foram no Emirates Stadium. O resto, por eliminação, foram arrancados longe da Inglaterra.

Marseille conseguiu inacreditável virada no Signal Iduna Park (AFP)

O Olympique de Marseille deu alguns sustinhos, mas passou de fase. As derrotas no Vélodrome para Arsenal e Olympiacos poderiam ter sido evitadas – principalmente a diante dos gregos, onde o Marseille poderia se classificar antecipadamente. O susto maior foi no último jogo, onde o time francês fez um primeiro tempo horrível diante do Borussia Dortmund e achou um gol com Rémy, indo pro intervalo com 2×1 contra. Na etapa final, jogo morno, mas a ruindade do Dortmund na partida foi “mais ruim” que a ruindade do Marseille, que com dois gols – fortuitos – no final, arrancou a virada e a classificação.

O Olympiacos surpreendeu. Começou a temporada “atrasado” – seu primeiro jogo na temporada foi justamente na estreia da Liga dos Campeões, diante do Marseille – e fez uma campanha digna, estando perto de se classificar. A vaga na Liga Europa foi um prêmio.

Já o Borussia Dortmund, junto com Manchester City, United e Lille foi uma decepção. Tá certo que o time é jovem e de experiência quase zero em competições internacionais, mas as atuações do BVB na Liga beiraram o ridículo. Fica o aprendizado para edições futuras.

Errei tudo neste grupo: O Dortmund passaria em primeiro, o Arsenal em segundo, o Marseille em terceiro e o Olympiacos em último.

GRUPO G

Este grupo também era equilibrado, mas todos viam o Porto como o mais forte do grupo. O time, agora sem André Villas-Boas, mexeu pouco nos jogadores. Era esperado mais do time campeão da Europa League 2010/11, mas foi visto apenas um vexatório 3º lugar.

Quem realmente surpreendeu foi o APOEL. O time cipriota, cheio de refugos brasileiros, bateu em seu país times favoritos, como Porto e Zenit e fora de casa arrancou três empates. Sabe Deus até onde este time pode ir!

Com campanha fraca fora de casa, o Zenit conseguiu se salvar graças a sua boa campanha em St. Petesburgo. Lá, somou 7 dos nove pontos que lhes qualificaram para a fase seguinte.

O Shakhtar Donetsk, de uma das grandes surpresas da última edição da Liga dos Campeões, passou de vexame nesta atual edição. O time ucraniano conseguiu apenas uma vitória e esta só veio quando já estava eliminado. Os cinco pontos conquistados traduzem bem como foi decepcionante a campanha do brasileiro time da Ucrânia.

Para entender meu erro de palpite neste grupo, é só colocar os dois primeiros como dois últimos e os dois últimos como dois primeiros. Sacou?

GRUPO H

Grupo mais previsível de todos e pouparei minhas palavras.

O Barcelona sobrou e como esperado, se saiu melhor no confronto direto diante do Milan. Assim como na definição do líder do grupo, a definição do terceiro colocado também saiu no confronto direto e o Plsen venceu na Bielorrússia o BATE Borisov e ficou a vaga na Liga Europa.

Segundo e último grupo que acertei todas as colocações.

SOMA DOS PALPITES = 13 colocações certas de 32 (pra ver como eu entendo do assunto, rs)

Como citado antes, os resultados da fase de grupos da Uefa Champions League tornaram as colocações finais como “falsas vantagens”. Afinal, seria vantajoso terminar em primeiro e pegar um Milan logo de cara? E terminar em segundo e pegar o APOEL, seria uma desvantagem?

O sorteio das oitavas de final reserva grandes surpresas. Poderemos ver um Real Madrid x Milan ou um APOEL x Basel…

Só esperando o dia do sorteio…

Contra-ataque: nova arma do Real Madrid

4 de outubro de 2011 Deixe um comentário

Texto de: Romário Henderson

Geralmente, os clubes grandes sempre se impõem perante os adversários. Com o Real Madrid não é diferente. Mas, após a aparição de Kaká, a equipe de José Mourinho ficou muito veloz e letal na retomada da bola. O primeiro gol contra o Ajax, pela Champions League, de Cristiano Ronaldo, evidencia a nova arma dos “blancos”.

Voando nos contra-ataques (Reuters)

Com Cristiano pela esquerda e Kaká no centro na linha 3 do 4-2-3-1, o Real ficou muito mais forte, pois as atenções serão divididas entre o português e o brasileiro, que tem trocado bons passes, fazendo soberbas tabelas. É lógico que Ozil, Xabi Alonso e Marcelo, por exemplo, preocupam os rivais, porém, Cristiano Ronaldo e Kaká são aqueles com maior capacidade de decisão.

Diferentemente do rival Barcelona, o Real Madrid não fica muito tempo com a bola nos pés, ou seja, proporciona o adversário ter a dita cuja e, numa marcação infalível, tenta retomá-la e sair rapidamente no contra-ataque.

Neste fim de semana, contra o Espanyol, o Real goleou os oponentes por 4×0, sendo que dois dos gols merengues foram em contra-ataques. Devido a isso, houve momentos na partida em que o Real Madrid, propositadamente, deu campo ao adversário, justamente para que deixassem espaço para os contragolpes.

Kaká vai voltando aos bons tempos (Reuters)

Não há o que discutir a qualidade do Real, e com a presença de Kaká, enfim recuperado clínica e fisicamente, se torna ainda mais forte, afinal, o brasileiro tem uma técnica soberba, uma explosão física irretocável e uma visão de jogo plausível. Mourinho o escalou nos dois últimos jogos do Real Madrid centralizado na linha 3, deslocando Ozil para a direita.

Agora, além da imposição, os merengues tornam-se também fortes no contragolpe. Sem dúvida, José Mourinho vem fazendo trabalho de força e velocidade nos contra-ataques, pois para ser letal como vem sendo os “blancos”, é necessário um excelente trabalho físico e de força.

Tévez "pedindo" pra sair do City (Reuters)

Caso Tevez – É inadmissível um profissional recusar-se a entrar em campo. O argentino não queria jogar no Manchester City nesta temporada, e está forçando a barra para poder sair. Como o City não facilitou sua saída, o guerreiro e ótimo jogador, contudo péssimo profissional, está fazendo de tudo, literalmente, para ser dispensado.

O técnico da equipe, Roberto Mancini, já disse que Tevez não joga mais nos Sky blues. Momentaneamente, o jogador está afastado. Mas, qual será a decisão da direção do City? Vai simplesmente liberá-lo? E o investimento feito no jogador não será recompensado? O fato é que creio que Tevez não mais vestirá a camisa do Manchester City, mas só sairá se pintar uma proposta financeira conveniente. A direção não cederá à sua vontade de sair e irá liberá-lo mediante alto pagamento, o que, cá entre nós, deve acontecer, já que alguns clubes, inclusive o Real Madrid, estão dispostos a desembolsar uma alta quantia.

Chance de ouro

26 de setembro de 2011 Deixe um comentário

O Lyon terminou a temporada 2010/11 aos frangalhos.

Claude Puel era criticado; jogadores do próprio elenco criticavam o técnico; haviam até casos de atletas que saiam no braço com torcedores, graças a má campanha da equipe; contratações como a de Yoann Gourcuff se tornaram verdadeiros fracassos; e a vaga para os playoffs da Uefa Champions League foi conquistada muito mais pelos vários vacilos do Paris Saint-Germain do que por seus próprios méritos.

Era normal então que os torcedores do Lyon não tivessem grandes ambições para a temporada seguinte.

Rémi Garde feliz da vida com o bom início do Lyon

A grande alegria dos torcedores foi a saída de Claude Puel. Porém, no lugar do controverso treinador, chegou o inexperiente Rémi Garde. “Patrimônio” do Lyon – Garde é cria do clube e jogou no OL de 1987 até 1993 -, Garde teria no OL seu primeiro desafio profissional como técnico. Anteriormente, ele havia sido assistente técnico de Paul Le Guen e Gérard Houllier quando estes passaram pelo Lyon. De lá pra cá, virou dirigente e mais tarde treinador dos times de base do OL.

Somada a essa inexperiência, poucos reforços chegaram para Garde, que teve que se virar basicamente com o que Puel também tinha.

Era esperado um início turbulento no Campeonato Francês, sem esquecer da Champions League. O Lyon havia caído num complicado grupo, onde bateria de frente com equipes como Real Madrid e Ajax.

Mas o início de temporada do Lyon foi totalmente diferente do que os torcedores poderiam imaginar.

Nas primeiras seis rodadas da Ligue 1, Les Gones permaneceram imbatíveis. Apenas na 7ª rodada o Lyon veio a perder – 1×0 diante do Caen. Hoje, os comandados de Rémi Garde tem 17 pontos e dividem com Paris Saint-Germain e Toulouse a liderança da liga após 8 jogos.

Não eram só os resultados que chamavam a atenção, mas também o modo como a equipe jogava e se portava dentro das quatro linhas. Era uma atitude bem diferente da vista nos tempos de Puel.

Já na Champions League, o Lyon terá nesta terça-feira uma chance de ouro de começar a encaminhar a vaga para as oitavas-de-final do torneio.

Ajax e Lyon ficaram no zero (Reuters)

Após interessante 0×0 contra o Ajax em Amsterdã, o OL receberá no Gerland a equipe mais fraca do grupo, o Dínamo de Zagreb. Chance de ouro pro Lyon vencer – e vencer bem para fazer saldo – e ir tranquilo pros dois jogos seguidos diante do Real Madrid.

O Lyon tem se mostrado uma equipe bem equilibrada. Lovren e Koné tem estado firmes na marcação, sempre contando com a segurança de Hugo Lloris na meta. No meio campo, Gonalons tem jogado muito bem e feito a torcida do Lyon esquecer Toulalan, enquanto Källstrom segue sendo o maestro da “meiuca”. Mais à frente, o brasileiro Michel Bastos e o francês Gomis tem mostrado bom entrosamento e sempre são a válvula de escape do time. A velocidade de Bastos somada com a presença de área de Gomis são fatores que contribuem para uma maior combinação entre ambos, e consequentemente, no entrosamento e evolução do time.

Jogando em casa, o Lyon tem a obrigação de bater o Dínamo de Zagreb, pois se não conseguir isso, o 0×0 conquistado na Amsterdã ArenA de nada servirá. Uma boa vitória sobre os croatas deixará o time francês mais leve e tranquilo para enfrentar o Real Madrid por duas vezes seguidas. Essas características são boas, pois tornam o Lyon um franco-atirador nesses duelos, podendo partir para cima sem aquele temor de sofrer gols nos contra-ataques.

Outro motivo para tornar a vitória sobre o Dínamo de Zagreb obrigatória. Pegar o Real Madrid por duas vezes seguidas, tendo como obrigação vencer pelo menos um dos dois jogos é difícil. Os jogadores não ficam só pressionados, como ficam também com medo de partir pra cima e estragar tudo lá atrás.

É a chance do Lyon começar a encaminhar a vaga no enroscado Grupo D!

Curtinhas da rodada:

Jupp Heynckes prepara o Bayern pra pegar o City

- O grande jogo da rodada acontecerá na Alianz Arena, Bayern x Manchester City. Os Citizens entrarão na partida com a obrigação de vencer, já que empataram na 1ª rodada. Tarefa complicada, já que os bávaros sofreram somente um gol na temporada. O Napoli receberá o Villarreal e tem tudo para vencer e começar a complicar a vida do Manchester City no grupo;

- No Grupo B, Inter e Lille jogarão fora de seus domínios, mas ambos tem a obrigação de vencer. Os italianos perderam em casa pro Trabzonspor e agora não podem pensar nem em empatar com o perigoso CSKA na Rússia. Já o Lille deixou a vitória escapar contra os russos e agora tem de perder a ingenuidade e partir pra cima do Trabzonspor;

- Rodada importante para Leverkusen e Valencia no Grupo E. Os alemães pegam o Genk e os espanhóis o Chelsea. Ambos jogam em casa e nenhum dos dois pode pensar em perder pontos antes dos confrontos diretos nas rodadas 3 e 4;

- Jogo dos renascidos no Vélodrome: O Marseille, que finalmente venceu na Ligue 1, contra o Borussia Dortmund, que voltou a vencer na Bundesliga. Os franceses podem até especular com o empate, mas o BVB nem tanto, já que empatou no primeiro jogo;

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