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Não pode agarrar

15 de abril de 2012 1 comentário

"Barça com ajuda", diz o Gazzetta dello Sport

Há alguns dias atrás, um lance chamou a atenção do Brasil inteiro – colocaria Mundo, mas pra mim ficou nítido que debateram a jogada mais aqui do que no resto do planeta -, o pênalti de Alessandro Nesta em Sergio Busquets no duelo de volta das quartas-de-final da UEFA Champions League, entre Barcelona x Milan. No caso, houve uma cobrança de escanteio na grande área, Busquets foi segurado por Nesta e o árbitro assinalou pênalti. Messi cobrou e deu seqüencia a vitória catalã por 3×1.

Debate à parte, uma coisa pôde ser notada daquele dia em diante: todo e qualquer agarrão na grande área virou falta e/ou pênalti, não só para analistas e torcedores, mas também pros homens do apito. Obviamente, esses lances estão causando polêmica mundo afora.

Tornou-se rotineiro ver o árbitro alertar os atletas sobre os puxões e agarrões, mas também virou normal ver um corneteiro falar: “Pra quê avisar? Vai e marca o pênalti!”. Desta “tese” eu discordo totalmente. Ao mesmo tempo em que o defensor do time A derruba o atacante do time B, há um jogador do time B que está puxando um adversário. Ou seja, existem faltas de ataque e de defesa num mesmo lance. Não adianta o árbitro simplesmente escolher um lado e marcar, ele estará prejudicando alguém do mesmo jeito. Sem falar da dificuldade humana de notar todos os puxões. Então o bom é nem marcar nada, no fundo é o melhor a se fazer.

Mas também não sou daqueles que acha que os jogadores podem se matar na área e quem fizer o gol que saia feliz. Se for algo acintoso, o árbitro tem de marcar, não tem jeito. E esse não foi o caso do lance de Nesta em Busquets. O puxão só se “consumou” quando Puyol colocou seu corpo na frente do zagueiro italiano, impedindo sua movimentação.

A questão é: como chegar a uma solução dos problemas de levantamentos na área? Pode apostar que marcar tudo não vai adiantar. O caso citado acima de ter faltas pros dois lados em todos os lances vai gerar reclamação sempre. Ou será que alguém acha que o time com um pênalti contra si ficará satisfeito ao saber que um de seus jogadores também foi puxado na grande área? Óbvio que não! E eu acredito que mesmo marcando todo e qualquer tipo de puxão esse “estilo de jogo” não será extinto. Os jogadores continuarão se agarrando nas bolas aéreas, não tem jeito.

Sem o auxílio necessário, os árbitros ficam expostos aos erros primários

Para mim, deve existir uma espécie de orientação aos árbitros, seja ela da FIFA ou das confederações ao quais os árbitros pertencem. Assim como no caso dos goleiros que se adiantam em pênaltis, tem de haver certa tolerância, não pode sair por aí achando que tudo é irregular, assim como não deve liberar geral. Repito o que foi escrito anteriormente, o puxão acintoso tem sim de ser marcado, mas todos não, porque são vários que existem na área e para todos os lados.

O problema é, parece que os grandes executivos do futebol não estão interessados em melhorar a arbitragem. Sou a favor da tecnologia no esporte, mas também sou favorável a uma qualificação dos juízes, principalmente porque para mim, a tecnologia deve ser usada em poucos lances – se a bola entrou, por exemplo -, já que boa parte das ações do jogo necessita da intervenção humana imediata.

O tal auxiliar que se posiciona no lado da trave poderia ajudar o árbitro nesses lances, só que ninguém sabe a função daquele ser humano. Poucas vezes os vi agindo em partidas de futebol, seja assinalando um pênalti, um impedimento ou qualquer tipo de irregularidade. São meros espectadores!

Mas são lances complicados. Os homens do apito precisam ter pulso firme e saberem a hora que devem ou não anotar a infração. Não são todos os lances que a falta deve ser marcada, também não se deve ignorar tudo. O critério é que tem importância! O grande problema é que o meu critério não é o seu critério, ou seja, vale tudo para uns, não vale nada para outros.

Esse é só um dos vários defeitos da arbitragem mundial. Por isso, acredito eu, que antes do auxílio tecnológico, os árbitros têm de ser aperfeiçoados na questão técnica para evitar erros primários – como impedimentos, por exemplo – e interpretativos – embora as interpretações mudem de pessoa para pessoa, no futebol, existem várias ocasiões em que o entendimento da jogada seja unânime -, aí sim eles poderiam receber o apoio de computadores e câmeras.

Admito que peguei um mero assunto para puxar um tema mais amplo, mas eu realmente não gosto de ver um juiz estragando uma partida de futebol, principalmente nestes puxa-puxa dos escanteios, onde o juiz geralmente fecha os olhos e escolhe um lado para anotar a infração. Pode soar estranho para você, mas para mim, no caso supracitado, marcar tudo é burrice e não marcar nada tem um ponto de inteligência.

Trauma superado… pelo menos por uma noite

15 de fevereiro de 2012 Deixe um comentário

Ibra e Robinho deixam o Milan com os dois pés na próxima fase (Dpa)

Zlatan Ibrahimovic e Robinho: estão aí dois jogadores que nós poderíamos chamar de “pipoqueiros” em disputas de UEFA Champions League.

O sueco é campeão das ligas nacionais que disputa desde 2004. E isso não é mero acaso, já que Ibracadabra foi peça chave na maioria destas conquistas. Porém, quando o assunto se expandia para o continente, ele se tornava um mero coadjuvante, quando um “algo mais” era esperado.

Robinho é outro. Postulante a craque, o brasileiro veio cedo para o futebol europeu e mostrou não estar pronto para tal desafio. Fez figuração em Real Madrid e Manchester City quando era apontado como estrela. Pelos Merengues, disputou a Champions League por mais de uma oportunidade e não vingou. Após passagem pelo futebol brasileiro, o “pequeno Róbson” retornou ao velho continente, desta vez para o Milan, mas em sua primeira temporada na Bota, também fracassou na UCL.

Como citei no post onde analisei os confrontos das oitavas-de-final da Champions, era a hora de Ibrahimovic mostrar para que veio ao mundo do futebol e mostrar no torneio de maior importância o motivo de receber tanta fama e elogios. Não englobei Robinho nesta lista. É fato que no Milan ele cresceu demais. O brasileiro achou seu posicionamento ideal – segundo atacante, no máximo um meia e não como um winger, como jogava na Inglaterra, muito distante da área -, passou a ser peça de confiança de Massimiliano Allegri, mas como ajudante e não como estrela, algo que seu início fantástico no Santos sugeria, por isso não o citei na então relação.

No jogo de ida contra o Arsenal pelas oitavas-de-final da Champions League, Ibra e Robinho parecem ter superado o trauma de disputar a estrelada competição. A esmagadora goleada por 4×0 sobre os londrinos deve ser colocada muito na conta da dupla, que soube aproveitar muito bem a fraca marcação no meio campo e a desajustada defesa Gunner.

Será que agora, Ibra justifica na UCL toda sua fama? (acmilan.com)

Zlatan Ibrahimovic também comprovou hoje não merecer mais a fama de “egoísta” que adquiriu através de sua carreira. O sueco, conhecido pelos vários gols e algumas obras primas, tem se notabilizado na atual temporada pelas assistências. Seja seu parceiro de ataque Pato ou Robinho, ele tem se entendido bem com o companheiro, seja quem for. A prova disso foi o segundo gol contra o Arsenal, quando Ibra criou a jogada na ponta direita e fez o passe para Robinho completar em gol como um centro-avante.

O sueco ainda distribuiu bem o jogo, criou algumas chances de gol, construiu a jogada do terceiro tento milanista – o segundo de Robinho -, conseguiu um pênalti e o converteu. Ibracadabra deu um show! Comandou o Milan nesta estupenda vitória sobre o Arsenal e mostrou que talvez tenha superado o trauma da Champions.

Agora falamos de Robinho…

O brasileiro não teve uma brilhante atuação como Ibrahimovic. Na primeira etapa, por exemplo, o camisa 70 abusava de errar passes. No 2º tempo, esses números diminuíram, graças a exposição dos ingleses, que precisavam de qualquer maneira diminuir a desvantagem.

Só que Robinho foi decisivo. É isso que se espera de um craque! Ele não é isso, mas quando surgiu para o futebol, esperava ser craque e demonstrou que poderia ser sim! Hoje, como um simples “operário”, o brasileiro vai encontrando seu caminho e mostrou que pode ser mais ao mostrar sua capacidade de decisão. Robinho anotou dois gols e por isso foi um dos grandes jogadores em campo.

Se os dois superaram o trauma da Champions definitivamente é outra história, mas que tanto Ibrahimovic quanto Robinho, deram uma demonstração de que esse problema pode ser passageiro, isso é inegável.

NÃO PENSEM QUE FORAM SÓ OS DOIS

Anteriormente, disse que a categórica vitória milanista – usei quantos adjetivos diferentes para descrever este resultado? – teve grande responsabilidade dos dois jogadores supracitados nos parágrafos anteriores. Mas não pensem que Ibra e Robinho carregaram o Milan nas costas, porque não foi bem assim.

Na defesa, muita solidez e o principal, Thiago Silva monstrando o porque de ser chamado de “Monstro”. O brasileiro teve um momento de instabilidade no 2º tempo, porém, foi perfeito em 90% da partida. Abbiati não foi muito acionado, mas quando precisou trabalhar, foi impecável. O arqueiro de 34 anos vai me provando que “goleiro bom é goleiro velho”. Incrível como jogadores desta posição acabam se tornando mais seguros com o passar dos anos!

Boateng abriu o placar com este petardo de direita (Dpa)

No meio-campo, a marcação não era das mais fortes, mas bem encaixada, o que dificultou o desenvolvimento do jogo do Arsenal. E o Milan ainda teve Prince Boateng em uma boa jornada, tendo marcado um belo gol. Admito que o ganês tem me surpreendido a cada partida que passa. Sempre achei ele voluntarioso, esforçado, mas que não era nada disso. Porém, nesta temporada, Prince tem sido decisivo, vem marcando golaços e tem grande entrosamento com os atacantes.

Allegri, outro cobrado por mim para tomar uma atitude e tentar achar novas alternativas para o imutável 4-3-1-2, chegou a deixar o Milan atuando com duas linhas de quatro, tudo para marcar bem as investidas de Chamberlain pela direita.

Sobre o Arsenal, pouco a se dizer. Um primeiro tempo completamente desligado, os Gunners pareciam em uma sintonia diferente do Milan. Na etapa final, com a vaca se dirigindo pro brejo, a coisa foi mais desanimadora. Até Henry, que entrara para fazer sua última partida em seu retorno ao futebol inglês, pouco fez.

A nota negativa vai pra Wenger, que a meu ver, errou ao não colocar Chamberlain desde o início ou então no intervalo. O garoto vive fase muito melhor do que Theo Walcott, que pouco tocou na bola.

NOS OUTROS JOGOS

Na terça-feira, o Barcelona demonstrou sua força, mas também a instabilidade que tem sido característico em jogos recentes. Com 1×0 de vantagem, os catalães chegaram a ceder o empate e  quase sofreram a virada do Leverkusen. O 3×1 representou bem o jogo, embora o time alemão tenha feito um jogo corajoso e explorando bastante uma das fraquezas do Barça, as bolas longas. Tanto defesa-ataque quanto bolas alçadas na área, é duro dos comandados de Guardiola vencerem uma.

Menção honrosa para Robin Dutt, que outrora criticado por este blogueiro de “medroso” e coisas do tipo, ousou contra o time blaugrana e mesmo com poucas peças ofensivas no banco – vide aos inúmeros desfalques – fez um jogo corajoso. Dutt ganhou pontos comigo depois deste duelo.

Já o Lyon decepcionou. Não consegui acompanhar a peleja, mas relatos de alguns amigos que assistiram era de que o jogo foi horrível. Na etapa inicial, o OL teve o famoso “domínio estéril”, mas mesmo finalizando bastante – foram 13 tiros -, não conseguia ameaçar a meta do APOEL. O gol de Lacazette foi de méritos totais do jovem, que vinha sendo o grande nome do Lyon na peleja.

Placar magro, hein Garde! (olweb.fr)

Assim como previ no último post, Garde foi medroso. Começou com Gomis no banco e não colocou o atacante durante a partida. Para completar, fez somente duas alterações, todas “seis por meia dúzia”. Segundo o site da UEFA, o APOEL teve 37% de posse de bola e finalizou somente uma vez. Custava soltar o time e ir pra cima, Garde? O Lyon pode pagar um preço caro por isso!

Para fechar, falo do disputado jogo na gelada St. Petersburgo. A partida não primou pela técnica e por isso venceu quem menos errou. A zaga do Benfica falhou em três oportunidades cruciais – posicionamento, afobação, erros técnicos e por aí vai – e tomou três gols do Zenit. Já os russos erraram somente duas vezes… Deixa eu corrigir a frase: o goleiro Zhevnov errou duas vezes. O substituto do contundido e titular absoluto Malafeev largou bolas fáceis nos dois gols portugueses.

Assim como nos dois tópicos anteriores, destacarei um técnico, desta vez, Luciano Spalletti. O italiano colocou Semak e Bystrov. Pois é, Bystrov deu a assistência para Semak marcar um gol de calcanhar. Mandou bem ou não? Não há dúvidas da resposta correta!

Até!

Azar total!

13 de fevereiro de 2012 Deixe um comentário

A UEFA Champions League retorna no meio desta semana com quatro jogos que abrirão a fase de oitavas-de-final da competição. Como não poderia de ser, vocês poderão ler abaixo uma prévia dos duelos que serão realizados nesta semana!

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Azar. Esta palavra pode definir bem o Bayer Leverkusen. Segundo colocado no grupo que tinha Chelsea, Valencia e Genk, os comandados de Robin Dutt terminaram na segunda colocação, quando poderiam terminar na ponta caso vencessem o time belga. Para a maioria, pareceu um absurdo o Leverkusen não vencer o Genk, mas não custa reforçar que o representante da Bélgica não perdeu para ninguém jogando em casa.

Porém, o time alemão pagou um preço caro por não vencer o Genk e como segundo colocado, irá pegar o Barcelona, atual campeão europeu e mundial. O sorteio por si só já é algo que demonstre certo azar dos Aspirinas, mas acontece que o time catalão não vive seu melhor momento. O time de Guardiola tropeçou em muitos jogos na Liga BBVA e já estão bem atrás do Real Madrid na briga pelo título nacional. Sorte dos alemães? Nada disso!

Ballack acumula confusões desde que retornou ao Leverkusen (Foto: Andreas Pohl)

O início de 2012 tem sido muito conturbado nos lados de Leverkusen. Um dos grandes responsáveis é Michael Ballack, que no duelo contra o Mainz – que o Leverkusen venceu por 3×2 – foi substituído quando a partida estava empatada, não gostou nada disso e criou um grande mal-estar envolvendo ele, seu empresário, a comissão técnica, os diretores e até o presidente Wolfgang Holzhauzer. Rudi Völler, diretor esportivo do clube, já disse que se o meio-campista aprontar outra dessas, não pisa mais na BayArena. Ballack está contundido e não pega o Barça, mas mesmo inteiro, não sei se jogaria…

Para completar, Sidney Sam e Eren Derdyiok, duas peças importantes do time de Dutt se contundiram. O primeiro chegou a voltar de lesão contra o Stuttgart, mas com menos de 10 minutos em campo, sofreu uma lesão muscular e ficará um bom tempo fora. Já o suíço se cortou em seu banheiro e será mais um a ficar longe dos gramados.

A boa notícia para Robin Dutt é que Renato Augusto está de volta e nos dois jogos anteriores – Stuttgart e Dortmund – que entrou no decorrer da partida, o brasileiro esteve bem e se o treinador assim quiser, pode utilizá-lo já como titular.

Enquanto isso na Bundesliga o time não vai bem. A vaga para a próxima Champions League está muito distante e no momento, a Liga Europa é a realidade. Até agora, em 2012, foram dois empates, uma derrota e uma vitória.

O problema do Barcelona já é diferente do problema alemão. O time simplesmente parou com a mágica. No último domingo, os Blaugranas perderam fora de casa para o Osasuna, 3×2 e já estão dez pontos atrás do líder Real Madrid.

O antes incessante e mágico toque de bola, se tornou um não menos incessante, porém, sonolento toque de bola. Está faltando objetividade!

É nisso que o Leverkusen terá de se agarrar no confronto de ida. Apostar em mais uma atuação ruim do Barcelona e se superar dentro de campo. Os problemas precisarão ser deixados de lado e a eficiência tem de ser o ponto alvo, já que é quase impossível jogar “por uma bola” contra o time catalão. O Leverkusen pode até conseguir essa bola, mas fatalmente sofrerá mais gols.

Assim como os alemães, o Barcelona precisa jogar os problemas de lado e ter o espírito de Champions League, que é algo que não falta aos comandados de Pep Guardiola.

Para essa partida de ida, aposto no 1×1.

CORAGEM, GARDE!

Rémi Garde precisa pedalar firme para conquistar a vaga nas quartas-de-final (Reuters)

Rémi Garde está em sua primeira temporada como técnico, mas já mostra seus valores comandando o Lyon. Inteligente taticamente, bom nas alterações e não cede as pressões. Julgando seu currículo, era de se esperar que alguma hora, Yoann Gourcuff seria titular absoluto do time, mesmo sendo um flop do clube. Garde não é assim e o aspirante a seleção francesa é banco e há jogos que nem pisa dentro do gramado.

Beleza, isto é um ato corajoso! Mas a coragem que cobro do treinador do Lyon está na questão de postura do time. Les Gones são muito acomodados em confrontos diretos. Vide o duelo contra o Marseille, a duas semanas atrás. O Lyon saiu perdendo por 2×0 e antes do intervalo buscou o empate. Só que na etapa final desistiu do jogo e se contentou com a igualdade no marcador. Na Liga dos Campeões foi a mesma história. O Lyon não precisaria ter ido a Zagreb meter 7×1 no Dínamo se tivesse tido uma postura corajosa diante do Ajax no Gerland, tentando evitar o placar zerado.

Jogando em casa, contra a zebra APOEL, o time francês tem a responsabilidade de ir para cima desde o início e conseguir uma vantagem confortável já neste jogo de ida. O Lyon é mais time, joga uma liga mais forte e tem costume de disputar a Liga dos Campeões, tudo conspira a seu favor.

Se Garde for corajoso e mandar seu time para frente, o Lyon não precisará reerguer a fama de “Time da Virada” – já temos alguns exemplos na temporada do time francês conseguindo viradas improváveis.

O APOEL já chegou longe, surpreendendo muita gente. Mas não é um time bobo. O time titular inteiro é praticamente formado por estrangeiros, contando com um enorme número de brasileiros, que mesmo desconhecidos, vão se destacando na maior competição interclubes do mundo.

Porém, o grande nome da equipe é do próprio Chipre. Konstantinos Charalambidis, de 30 anos, veste a camisa 10 do time e é a cabeça pensante do meio-campo do APOEL.

Para muitos, é um confronto equilibrado, mas para mim, o Lyon tem obrigação de se impor neste duelo. É mais time, tem mais história e melhores jogadores. Rémi Garde, se não for covarde, coloca seu time pra frente e leva o duelo já na ida. Meu palpite: 2×0 pro Lyon.

O CALENDÁRIO DESEQUILIBRA

O calendário do futebol russo é igual ao calendário brasileiro, é anual. Porém, haverá uma mudança e o calendário será adaptado ao do resto da Europa. Enquanto isto não acontece, os times do país seguiram prejudicados por causa disso.

O Zenit irá pegar o Benfica, mas será seu primeiro jogo oficial em 2012. Nessa horas, o fato de ter um bom time, um técnico de alto nível e um entrosamento adquirido após anos de jogos em conjunto de pouco adiantará. Será que eles terão pernas para correr 90 minutos na fria Rússia? Acho que não!

O que piora a situação do Zenit é a lesão do português Danny, um dos grandes nomes do time. Eu até entendo quem diz que ele é “supervalorizado” – também acho que Danny joga menos do que se fala sobre ele -, mas mesmo assim, ele é uma peça importante do time de Luciano Spaletti. Sem o português, a responsabilidade cairá sobre os experientes Kerzhakov e Bukharov.

Aliás, falar de “jogadores experientes” beira a redundância, já que a média de idade do Zenit é de quase 27 anos.

O brasileiro Bruno César tem sido um dos destaques da invicta campanha encarnada (Reuters)

Se o time russo vem sem ritmo pela pausa de inverno, a história é diferente nos lados do Benfica. São oito vitórias consecutivas na liga portuguesa e os comandados de Jorge Jesus seguem invictos no campeonato nacional. O melhor de tudo está no fato dos Encarnados ocuparem a parte mais alta da tabela de classificação, com oito pontos de vantagem para o vice-líder Porto.

O times são equilibrados, são forças de suas ligas nacionais e fatalmente levarão os títulos, cada um em seu país, mas para mim, o ritmo de jogo vai desequilibrar a favor dos portugueses.

Se o Benfica jogar de forma inteligente, com a bola no pé, forçando o Zenit a correr atrás da bola e cozinhando a partida para matar na hora certa, tem tudo para vencer. Não acredito que o time russo vá ter um “prazo de validade físico” tão grande assim…

Aposto em 1×0 pros portugueses.

OS TRAUMATIZADOS

De um lado, o Milan, acostumado a ser eliminado nas oitavas-de-final da Champions League por clubes ingleses; do outro, o Arsenal, equipe que tem o hábito de se dar mal em sorteios da UEFA. Alguém quebrará este trauma!

Mesmo alcançando a liderança da Serie A – com a Juventus tendo dois jogos por fazer -, o Milan vive um momento que precisa provar do que é capaz. Ibrahimovic foi suspenso na Itália, Prince Boateng e Pato estão voltando lentamente, Cassano está fora, e ainda há a instabilidade nas laterais. É o momento de Massimo Allegri provar do que é capaz, fugir do já tradicional e imutável 4-3-1-2 e mostrar que o Milan pode sim jogar de outros modos.

Falta a Champions para Ibra... (Reuters)

Além do técnico Rossonero, outro que precisa provar algo é o sueco Zlatan Ibrahimovic. Campeão das ligas nacionais desde a temporada 2003/04, o atacante ainda não conseguiu conquistar uma UEFA Champions League. E o pior, sempre some nos jogos mais importantes da competição. O motivo disto? Só Ibra sabe…

É o momento do sueco mostrar que pode ser decisivo em campos internacionais, não só com as habituais assistências – sim, mesmo sendo centro-avante, Ibra tem se destacado na atual temporada pelos passes para gols – mas também fazendo a rede balançar!

Já no caso do Arsenal, a fase do “pé atrás” já se foi. Antigamente, sempre ficava a esperança de ver um “algo mais” do clube londrino, que se notabilizava por jogar um futebol muito técnico, mas que falhava na hora decisiva.

A história é diferente nos dias atuais. Os Gunners dependem demais de Robin van Persie, que é o faz tudo do time. Marca gols, arma as jogadas, cobra faltas, escanteios… Enfim, o holandês é o coração do Arsenal.

O time londrino ainda contará com a despedida de Thierry Henry, que fará sua última partida pelo clube inglês contra o Milan. O francês, que neste retorno ao futebol inglês mostrou ainda ter estrela, irá retornar para o New York Red Bulls e jogará a Major League Soccer. Mas nada impede Henry de decidir a partida de ida.

Outro fator positivo do Arsenal é o garoto Oxlade-Chamberlain, contratado nesta temporada. O rapaz de 18 anos, que deveria apenas adquirir experiência em sua primeira jornada longa no clube, hoje se vê como peça importante de Wenger, que conta com Walcott com uma irregularidade tremenda e Arshavin confirmando o seu fracasso.

O problema do Arsenal, só pra variar, são as lesões. Depois de Jack Wilshere – e mais um time inteiro -, o zagueiro Per Mertesacker se reúne a infinita lista de jogadores machucados do clube. Uma pena, já que o alemão, acostumado com as lesões, estava inteiro desde que chegou a Inglaterra, mas desfalcará o time por um bom tempo.

O jogo tem tudo para ser muito bom, mas meu palpite é 2×1 pro Milan.

Na próxima semana, analiso os outros quatro jogos da Champions League. Até!

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