Estabilidade e instabilidade

"Faça sua festa, torcedor do BVB" (Dpa)

80.720 torcedores foram nesta sexta-feira ao Signal Iduna Park. O popular Westfalenstadion comporta um pouco mais de 80 mil pessoas, sendo sentadas ou em pé, sentadas somente 65 mil. Estes milhares de torcedores foram ao estádio ver seu time, o Borussia Dortmund, time estável, líder da Bundesliga, que apresenta um bom futebol, me arrisco a dizer que hoje é um dos melhores da Europa. Outros torcedores, só que em menor número foram ver o Hamburgo, time instável, que ora tem atuações de se tirar o chapéu, ora tem atuações lamentáveis, abaixo do esperado. Deu o óbvio. Mesmo sendo um jogo de equipes muito tradicionais na Alemanha, a equipe mais estável venceu.

Nomes em amarelo: Dortmund; Nomes em preto: Hamburgo

O Borussia mostrava sua estabilidade desde o inicio, com uma equipe bem montada, bem distribuída e que principalmente, ocupa bem o campo. O quarteto defensivo (Piszczek, Subotic, Hummels e Schmelzer) sabe bem fixar sua posição e saber a hora de subir. Os volantes Bender e Sahin ocupam a faixa central com maestria, armando quase um bloqueio. Mais à frente, Kagawa, Götze e Grosskreutz se mexem bastante. Dizer que qualquer um dos três tem uma determinada posição fixa pode ser considerado um erro, pois se mexem muito. No comando do ataque, Barrios, que sempre saia para jogar com qualidade.

Se o Dortmund mostrava o porque de sua estabilidade, o Hamburgo mostrava o porque de sua instabilidade. No quarteto defensivo, Demel se mandava pro meio e deixava a defensiva aberta, enquanto o improvisado Zé Roberto, era um ala. Com isso, Mathjisen e Westermann foram sacrificados, tendo que cobrir os laterais e ao mesmo tempo ter de ocupar suas posições. No meio-campo do Hamburgo, Jarolim foi o que mais ocupou espaços, Kacar, no pouco tempo em campo, não saiu da meia-direita, seu substituto, Rincón, entrou perdido, enquanto Trochowski se limitou a ficar no lado esquerdo. Pitroipa e Guerrero mais à frente até invertiam de posição, mas o burquinês fez mais uma de suas partidas inertes, enquanto o peruano mostra que não pode ser aproveitado como jogador de lado de campo. Na frente, Petric ficou isolado, e quando saia para buscar o jogo, não tinha com quem jogar.

Bender e Petric disputam a Torfabrik (Dpa)

A primeira etapa foi muito disputada, poucas chances de gol. O Borussia Dortmund foi melhor, buscou mais o jogo. Com a pouca aparição de seus meias, os laterais Piszczek e Schmelzer eram muito acionados. A principal chance do BVB na primeira etapa começou com um dos laterais, quando Schmelzer cruzou, Götze meio que se assustou e perdeu o gol. O Hamburgo estava meio perdido. Não criava e errava muitos passes. No final da primeira etapa, o Borussia Dortmund deu uma apertada no ritmo, mas chance de gol que é bom, nada. O BVB ia para o intervalo com a impressão de que se o ritmo fosse só mais um pouquinho aumentado, sairia o gol. O Hamburgo teria de melhorar muito, principalmente na criação, pois Petric estava completamente isolado.

Kagawa abriu o placar (Dpa)

E o BVB voltou com tudo na etapa final. Não deixava o Hamburgo jogar e abriu o placar com Kagawa. Bender deu belo passe a Piszczek, nas costas de Zé Roberto, ele chegou a linha de fundo e tocou para trás, onde o japonês completou de pé direito. Nesse lance, é claro que Zé Roberto falhou, mas ele havia saído “a caça de seu marcador”, obviamente alguém teria de cobrir. No replay do lance, você vê que quem estava acompanhando o Piszczek era Guerrero. O HSV sentiu o gol, seguia com uma partida inerte, até que aos 20 minutos, Rincón deixou o campo para a entrada de Son. O sul-coreano entrou muito bem, dando trabalho a defesa do Borussia, caindo nas costas de Piszczek. Ele estava criando algumas chances de gol, mas uma bela jogada trabalhada do BVB mataria os Hamburgo. Götze foi lançado em profundidade, chegou na cara de Drobný e deu um leve toque por cobertura, a bola iria fora, mas Grosskreutz evitou a saída com um belo toque de calcanhar, que sobrou para o oportunista Barrios, que fechou a conta. Mais um lance nas costas de Zé Roberto. Dessa vez, Götze deixou o brasileiro comendo poeira, sem grandes desculpas. O gol matou de vez o Hamburgo, até o Son desapareceu.

O Borussia Dortmund chega a 31 pontos em 36 disputados, é a melhor campanha do BVB em toda a sua história. Aos aurinegros tem sete pontos de vantagem pro Mainz, só que é claro, com uma partida à mais.  Hamburgo estaciona na insonsa 7ª colocação, com 18 pontos e pode ser ultrapassado por Bayern de Munich e Hannover.

12ª Rodada – Próximos Jogos

13.11.10 12:30 SV Werder Bremen : Eintracht Frankfurt
13.11.10 12:30 VfL Wolfsburg : FC Schalke 04
13.11.10 12:30 1. FC Köln : Borussia M’gladbach
13.11.10 12:30 1. FC Kaiserslautern : VfB Stuttgart
13.11.10 12:30 FC St. Pauli : Bayer 04 Leverkusen
13.11.10 15:30 1. FSV Mainz 05 : Hannover 96
14.11.10 12:30 1899 Hoffenheim : SC Freiburg
14.11.10 14:30 FC Bayern München : 1. FC Nürnberg

 

Heja BVB (Reuters)

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