Tabús

 

Gomez ajudou a manter o tabú (Reuters)

Ah, esses tabus! Uns ficam, outros vão embora. Começamos na Alemanha. Você sabe quando foi a última vez que o Bayer Leverkusen venceu o Bayern pela Bundesliga? Foi no dia 24 de agosto de 2004. O Leverkusen, de França e Berbatov, aplicou um impiedoso 4×1. Abaixo, veja o vídeo com lances deste jogo.

Passaram seis anos e o Leverkusen segue sem vencer o Bayern. Para falar a verdade, no jogo de hoje, eu botava fé no Werkself, mas não foi dessa vez. Eram quatro vitórias consecutivas e jogando na Bay Arena, contra um Bayern, que estava há cinco jogos sem perder, mas sem uma sequencia de vitórias, por isso, botava fé no Leverkusen.

 

Vidal empatou a partida (Getty Images)

As duas equipes tinham esquemas espelhados, o 4-2-3-1. O Leverkusen jogava com Adler no gol; depois Schwaab, Hyypiä, Friedrich e Kadlec; Vidal e Rolfes; Sam na direita, Barnetta na esquerda e Renato Augusto por dentro e mais à frente, Derdyiok. O Bayern jogava com Butt; Lahm, Van Buyten, Breno e Pranjic; Tymoshchuk e Öttl; Müller na direita, Kroos na esquerda e por dentro Schweinsteiger e no ataque, Mário Gómez. O Leverkusen pressionou durante a primeira etapa inteira. O Bayern estava mal, em outro planeta, mesmo assim, conseguiu o gol. Schweinsteiger tabelou com Müller e cruzou na cabeça de Mário Gómez, que não perdoou. O Bayern não jogava nada, era pressionado e empurrado na defesa, mesmo assim, tirou um zero do marcador. No fim da primeira etapa, o Leverkusen foi premiado pela pressão exercida. Sam foi derrubado por Pranjic, dentro da área, pênalti. O lance gerou certa discussão, sobre ser ou não dentro da área, mas foi dentro sim. O chileno Arturo Vidal cobrou bem e deixou tudo igual. Na etapa final, tivemos um jogo aberto. As duas equipes foram para cima, os dois técnicos começaram a mexer ofensivamente. Por exemplo, Jupp Heynckes trocou o defensivo lateral Schwaab pelo ofensivo Castro, vendo que Pranjic não estava dando conta de Sam, com a ajuda de Castro, complicaria a vida do lateral-esquerdo adversário. Já Van Gaal, tirou Tymoshchuk e colocou Ribéry, colocando Schweinsteiger e sua melhor posição, segundo volante, reposicionando também Kroos. Só que com o tempo, isso passou, Heynckes passou a fechar o Leverkusen e Van Gaal não fez a mínima de adiantar seu time. Por fim, 1×1. O Leverkusen está na 3ª colocação, com 25 pontos, nove atrás do líder, enquanto o Bayern é o 8º com 20, catorze atrás do líder. E o tabú permanece, seis anos do Leverkusen sem vencer o Bayern.

 

Grande virada do BVB (Witters)

Quem consegue parar o Borussia Dortmund? O BVB conseguiu mais uma grande vitória, de virada, fora de casa e diante de uma das surpreendentes equipes da Bundesliga, o Freiburg. Os Brasileiros de Breisgau entraram no 4-1-4-1. No gol Baumann; na defesa, Mujdza, Barth, Toprak e Bastians; à frente da zaga, Schuster; mais à frente, Putsila, Rosenthal, Makiadi e Abdessadki; mais à frente o artilheiro Cissé. O Dortmund entrou com seu tradicional 4-2-3-1. Weidenfeller no gol; Piszczek, Hummels, Subotic e Schmelzer; Bender e Sahin; Götze pela direita, Grosskreutz na esquerda e Kagawa por dentro; Barrios é o centro-avante. Na etapa inicial, poucos lances de emoção, somente um gol esquisito, mas que foi irregular. Na falta, que originou o gol, Rosenthal ganhou de Grosskreutz e levou um puxão muito, mas muito sutil e seguiu na jogada, deu um drible da vaca no outro marcador, se desequilibrou e caiu, falta anotada. No levantamento, veio a esquisitisse. Weidenfeller saiu e disputou com Cissé, a bola foi espirrada para trás, Subotic foi tirar de quase dentro do gol, mas chutou em cima de Hummels e entrou. O goleiro do BVB reclamou muito de falta, mas eu não vi, embora não tenha ficado muito claro. Na etapa final, o Borussia foi com tudo para cima, encurralou o Freiburg, chegou a ter um gol anulado (bem anulado, pois Barrios tirou a bola da mão do goleiro) e conseguiu a virada. De cabeça, Lewandowski empatou e em uma boa subida de Piszczek, ele cruzou para Mujdza marcar contra. O BVB teve os contra-ataques, e em um deles, Kuba perdeu o gol mais feito da história do clube: Lewandowski disputou com o zagueiro, o goleiro estava junto e a bola sobrou para Kuba, que correu alguns metros, ficou próximo a pequena área, com a trave aberta e… mandou por cima. Esse erro quase teve consequencias maiores, pois o Freiburg chegou a meter uma bola na trave, mas tudo acabou bem, 2×1. O Borussia Dortmund é líder, com 34 pontos, sete pontos à frente do vice-líder, enquanto o Freiburg é o 6º com 21 pontos.

 

Thomas Tuchel vibra com seu "time zumbi" (Getty Images)

E o Mainz ressurgiu! Após um período sem vitórias, somente com derrotas, o 05 tinha tudo para perder pro Monchengladbach. Esteve duas vezes atrás do marcador e conseguiu virar a partida. O Mainz não está com sorte no assunto “goleiro”. Müller, que foi especulado na seleção alemã, está machucado e ainda nem estreou na temporada. Seu reserva imediato, Wetklo, vinha bem, mas se contundiu nesse jogo contra o Gladbach. O terceiro goleiro, Pieckenhagen entrou no meio da etapa inicial. Na primeira etapa, jogo aberto, chances dos dois lados, mas nenhum gol. Na etapa final, poucas chances, muitos gols e gols bonitos. O Gladbach abriu o placar com um belo chute cruzado de Reus e o Mainz empatou com Schürrle, foram os “gols feios”, mas depois… Reus pegou a bola no meio campo, carregou até a entrada da área e soltou para Bobadilla, que devolveu com precisão, o garoto tocou na saída do goleiro e fez o segundo. Allagui entrou aos 30 minutos da etapa final, aos 31′, ele meteu um belo sem pulo e empatou. Poucos minutos depois, Fuchs deu um longo lançamento para quem? Allagui, que chapelou o goleiro Heimeroth e mandou para as redes, golaço, de placa. O Mainz se recuperou e é o vice-líder, com 27 pontos, enquanto o Gladbach é o vice-lanterna com 10.

– O resultado que mais me surpreendeu nesta rodada foi a derrota do Eintracht Frankfurt. As Águias foram atropeladas pelo Hoffenheim, um inexperado 4×1. Os Hoffes foram eficientes. Não deram tantos chutes à gol, mas fizeram quatro. Ibisevic fez dois, Vukcevic fez um, assim como Mlapa, que protagonizou uma cena lamentável. Não tive precisão do lance, mas ele deu uma entrada duríssima, se eu não me engano, em Occhs, porém, por reclamação, o jogador do Frankfurt levou amarelo, mas após o gol, Mlapa foi provocar Occhs, levou amarelo, bem feito! O Hoffenheim chega a 21 pontos, na 5ª colocação, enquanto o Eintracht Frankfurt, cai para a 7ª colocação, com 20 pontos.

Menção Honrosa! Esse quadro estreia agora e o “Menção Honrosa” do dia na Bundesliga vai pro Schalke, que atropelou o apático Werder Bremen, 4×0. E esse é o Raúl que eu conheço, ele fez três dos quatro gols, o outro gol foi de Metzelder.

Ainda neste sábado…

Hannover 3×2 Hamburgo
Nüremberg 1×3 Kaiserslautern

E amanhã…

Stuttgart x Colônia
St. Pauli x Wolfsburg

 

Van der Vaart empatou a peleja (PA)

Vamos ao tabú inglês, esse sim foi quebrado. Tottenham x Arsenal é a maior rivalidade de Londres, porém, os Spurs estavam há 17 anos sem vencer os Gunners no campo deles, seja no Highbury ou no Emirates Stadium. Só que hoje, os comandados de Harry Redknaap quebraram esse incomodo jejum.

 

Kaboul fezs esse gol aí (Getty Images)

No duelo que foi realizado no Emirates Stadium, o Arsenal entrou no seu 4-2-3-1. Fabianski; Sagna, Koscielny, Squillaci e Clichy; no meio campo, Denílson e Song Bilong; Fábregas por dentro, na direita Nasri e na esquerda Arshavin; Chamakh era o centro-avante. O Tottenham estava no seu 4-4-1-1. Gomes no gol; Hutton, Gallas, Kaboul e Ekoto formavam o quarteto defensivo; no meio campo, Jenas e Modric no miolo, na direita Lennon e na esquerda Bale; Van der Vaart um pouquinho mais atrás do centro-avante Pavlyuchenko. Na primeira etapa, o Tottenham foi engolido pelo Arsenal. Marcava mal, criava pouco e principalmente, dava muitos espaços. Em dois desses espaços, 2×0. No primeiro, Nasri foi lançado, driblou Gomes e mandou pro gol. Mais tarde, Arshavin cruzou e Chamakh marcou. O Arsenal teve mais chances, mas bobeou e foi punido. Na etapa final, o Tottenham voltou com tudo e conseguiu o que esperava. Primeiro, Gareth Bale que recebeu livre, na desarrumada zaga dos Gunners, e de pé esquerdo marcou. Você olha pro atual time do Arsenal, e pensa: que jogador é o mais diferenciado? Fábregas. Justo ele cometeu um dos pênaltis mais infantis do ano. Em cobrança de falta pro Tottenham, ele inclinou o braço descaradamente, estando dentro da área, pênalti. Van der Vaart converteu, empatando tudo. O gol abalou o Arsenal, que acabou levando a virada. De cabeça, Kaboul fez o gol da vitória dos Spurs. Não tiro os méritos do Tottenham, que realmente se superou neste jogo, mas não me muda o fato de que os Gunners deram uma popular… amarelada. O Tottenham tem 22 pontos e é o 6º colocado, enquanto o Arsenal, tem 26, e é o 3º colocado, poderia ter assumido a liderança, se tivesse vencido.

 

Bowyer foi o único a finalizar no time do Birmingham (Reuters)

O Chelsea começa a declinar na tabela do Campeonato Inglês. Os Blues tropeçaram fora de casa e já vêm o Manchester United no cangote. No papel, os times foram opostos. O Birmingham entrou com um time defensivo, 4-3-1-2, enquanto o Chelsea, veio com um time agressivo, 4-3-3, com um meio campo que tinha Ramires e Malouda. Por falar no francês, ele foi muito sacrificado no meio campo, não é sua melhor posição. Por fim, essa estratégia dos Blues “deu certo”. A equipe de Londres deu nada mais, nada menos que 25 chutes, 10 foram à gol, 15 não, enquanto o Birmingham deu singelo 1 chute à gol durante a partida inteira e foi o gol. Jerome escorou de cabeça e Bowyer completou pro fundo das redes. Bobeira de Mikel. Alex havia saído para marcar e o nigeriano estava de olho em Bowyer, do nada largou a marcação e aí veio o gol. Depois só deu Chelsea e… Ben Foster. Goleiro muito criticado por este que vos tecla, pegou o que podia e o que não podia, fez milagres, principalmente Drogba e Kalou, que perderam vários gols. O ex-goleiro do Manchester United foi sem dúvida o melhor em campo. O Birmingham deixa a zona de rebaixamento, chegando a 13ª colocação, com 16 pontos, enquanto o Chelsea permanece líder, com 28 pontos, mas vê os adversários encostarem.

– O Manchester United continua sem convencer, encantar e deslanchar, mas consegue seus pontinhos que lhe rendem a disputa pela ponta. Hoje, os Red Devils venceram o Wigan em Old Trafford. Os dois gols da vitória saíram em cruzamentos para a grande área. De Park para Patrice Evrá (quem diria?! O lateral esquerdo apareceu como centro avante) e de Rafael para Chicharito. Outros dois pontos à destacar: No intervalo entre o primeiro e o segundo gol, o Wigan perdeu dois jogadores expulsos: Alcaráz e Rodallega; Wayne Rooney, aos 11′ da etapa final entrou no lugar de Park, voltando ao time do MUFC, após lesões e confusões com Alex Ferguson e renovação de contrato. O Manchester ultrapassa o Arsenal e é o vice-líder, com 28 pontos, enquanto o Wigan é o 18º com 14 pontos, dentro da zona de rebaixamento.

Menção Honrosa! do sábado na Premier League vai pro Bolton. No duelo direto contra o Newcastle, os Trotters aplicaram uma impiedosa goleada, 5×1. Lee foi o único do Bolton a fazer só um gol, já que Davies e Elmander fizeram dois cada. Nos Magpies, o artilheiro Carroll descontou. O Bolton entrou no G4. 4ª colocação, com 22 pontos, poucos apostariam isso. O Newcastle tem 18 pontos e está em 10º lugar.

Ainda no sábado…

Blackpool 2×1 Wolverhampton
Liverpool 3×0 West Ham
West Brom 0x3 Stoke

E no domingo…

Blackburn x Aston Villa
Fulham x Manchester City

E na segunda…

Sunderland x Everton

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