Superclásico: A História

 

El Clásico

Cá estou eu para começar a criar a expectativa pro grande jogo da primeira metade da temporada 2010/2011 na Europa. O Superclásico, Barcelona x Real Madrid. O jogo será realizado na próxima segunda-feira no estádio Camp Nou e o blog Europa Football prepara tudo para este grande jogo. De um lado, os comandados de José Mourinho do Real Madrid, com Dí Maria, Özil, Higuaín, Marcelo e principalmente ele, a estrela da companhia, Cristiano Ronaldo, do outro lado, Pep Guardiola e seus pupilos, Villa, Xavi, Iniesta, Pedro, Dani Alves e o melhor do mundo Lionel Messi. Começamos falando da história do jogo:

Real Madrid e Barcelona, também conhecido como El Clásico e Superclásico, ultrapassa as quatro linhas do gramado e chega há varios níveis. O time Merengue representa a realeza e o poder de Madrid, enquanto o Barça representa a cultura e um povo que tem como desejo a independência, a Cataluña. Diferentemente de outros países da Europa, o maior clássico da Espanha envolve duas equipes de cidades diferentes. Você certamente já ouviu falar de Rangers x Celtic (times de Glasgow), Sevilla x Bétis (times da cidade de Sevilla), Milan x Inter (times de Milão) e Sporting x Benfica (times de Lisboa), todos são clássicos locais, de uma mesma cidade, mas Real x Barça ultrapassa o limite de cidades diferentes, e para quem já esteve lá, pode-se dizer que é um clássico internacional, pois muitos espanhóis não consideram a Cataluña “como Espanha”, e muitos catalães não se consideram espanhóis. Dando aí um contraste, que pode gerar até uma vontade à mais dentro de campo.

 

Dí Stéfano: Lenda que virou a casaca

Polêmicas não faltam a este clássico. Por exemplo, o ditador Francisco Franco não tolerava as manifestações pró-Cataluña feita em jogos do Barcelona (durante os jogos do time, o hino da Cataluña era tocado, além de várias bandeiras catalãs que se espalhavam pelo estádio, isso porque nas ruas, era dificil conter os manifestantes).  O clima entre as duas equipes ficava mais acirrados, quando Alfredo Dí Stéfano tomou uma decisão que mudou sua vida e aumentou o clima de rivalidade entre as duas equipes e as duas torcidas. Contratado em 1953 pelo Barcelona, Dí Stéfano trocou a equipe catalã pelo Real Madrid. Por lá, conquistou vários títulos e virou uma lenda.

  • PRIMEIRO JOGO

O dia 13 de maio de 1902 está marcado por ter sido o dia onde Real Madrid e Barcelona se enfretaram pela primeira vez. A partida foi válida pelas semi-finais da antiga Copa de la Coronación (hoje Copa do Rei). Os catalães se saíram melhor, venceram por 3×1.

Na temporada1928/1929, as duas equipes se enfrentaram pela primeira vez, só que pela Liga Espanhola. Novamente o Barcelona venceu, 2×1.

  • POLÊMICAS DENTRO DE CAMPO

Figo foi hostilizado em 2000

Aquela velha história de que o “europeu é educado e certinho” é jogada fora quando se trata Real Madrid x Barcelona. No ano de 1968 em uma final de Copa no Santiago Bernabéu, em que o Barcelona venceu o Real Madrid por 1×0, houveram muitas reclamações de um pênalti à favor do Madrid não marcado. O público não ficou contente e muitos torcedores arremessaram garrafas e outros objetos no gramado, causando um grande tumulto. Desde então foi proibida a venda de garrafas em estádios espanhóis.

Se com a arbitragem já foi assim, você imagina de um jogador que trocou um rival pelo outro? E ainda se fosse um jogador que foi ídolo em seu time e foi pro rival? Isso aconteceu. Em 2000, o português Luís Figo, que já havia jogado no Barcelona, fez grandes atuações e virou um ídolo da torcida catalã. Só que em 2000, essa idolatria virou ódio. Figo se transferiu justo para quem? Real Madrid. Ele retornou ao Camp Nou para enfrentar sua ex-equipe em 2000 e foi muito hostilizado. O estádio Camp Nou estava repleto de faixas com palavras de baixo escalão (que não cabe a mim ficar digitando aqui, pois o blog é de respeito), de ódio ao jogador e muitas, mas muitas mensagens chamando Figo de mercenário. Na entrada do Real Madrid, as vaias foram maiores que o normal, notas de dinheiro foram jogadas ao ar, fora os gestos obsenos. O Barcelona venceu por 2×0, mas o que ficou marcado foram os protestos contra Luís Figo (Veja o vídeo abaixo).

  • OS ‘VIRA-CASACA’

Aqui no Brasil hoje em dia, está ficando comum um jogador jogar por dois rivais, isso sem o remorso e nem raiva da torcida adversário. Mas no caso de Real x Barça a história é diferente. Cerca de 34 jogadores já jogaram pelas duas equipes. É muita coisa, mas cada um desses atletas terá de segurar a raiva e a ira da torcida adversária. Vou listar alguns desses atletas. Mais detalhes deles estarão em outro post.

Ricard Zamora
Alfredo Dí Stéfano
Evaristo de Macedo
Bernd Schuster
Gheorghe  Hagi
Michael Laudrup
Luis Enrique
Luís Figo
Ronaldo
Samuel Eto’o
Javier Saviola

  • NÚMEROS E MAIS NÚMEROS

Títulos

Real Madrid Barcelona
Camp. Espanhol 31 20
Copa do Rei 17 25
Supercopa Espanhola 8 9
Liga dos Campeões 9 3
Copa da Uefa 2 3
Recopa 0 4
Supercopa da Uefa 1 3
Mundial de Clubes 3 1

Comparações inúteis

Real Madrid Barcelona
Sócios Mais de 90 mil Mais de 160 mil
Capacidade do Estádio 80.534 (Santiago Bernabéu) 98.772 (Camp Nou)
Receita em 2009 401,4 milhões de euros 365,9 milhões de euros
Temporadas na 1ª divisão 78 (todas) 78 (todas)
2º lugar no Camp. Espanhol 19 vezes 22 vezes
Pior campanha 11º (1948) 12º (1942)
Recorde de gols no Camp. Espanhol 107 (1990) 105 (2009)
Recorde de pontos* 85 (2008) 87 (2009)

*Levando em conta 38 rodadas

Goleadas no Santiago Bernabéu

Real Madrid 8×2 Barcelona (1935)
Real Madrid 2×6 Barcelona (2009)

Realmente... Histórico (2:6)

 

Goleadas no Camp Nou

Barcelona 7×1 Real Madrid (1951)
Barcelona 1×5 Real Madrid (1963)

*Números do blog do Rodolfo Rodrigues (Futebol em Números)

Uma resposta em “Superclásico: A História

  1. Excelente material sobre o Superclásico, Eduardo. Sobretudo pela lembrança daqueles que já estiveram dos dois lados. Quanto as estatísticas informadas neste post, uma pequena correção: Na última temporada, tanto o Barça (99 pontos) quanto o Real Madrid (96) quebraram seus recordes em campeonatos de 38 rodadas. Algo que, infelizmente, escancara o abismo financeiro e técnico que hoje caracteriza La Liga.

    Grande abraço e parabéns pelo trabalho.

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