Superclásico: Vira-casaca

 

El Clásico

O que seria de um grande clássico sem uma polêmica? Nada, não concorda? Polêmicas sempre ocorreram no Superclásico, o “estilo polêmico” que será citado neste segundo post de esquenta para o jogo fala dos jogadores que viraram a casaca no Superclásico. Não foram poucos. 34 jogadores já jogaram nas duas equipes, vou falar de alguns deles abaixo.

  • Ricardo Zamora

 

Ricardo Zamora e seu tradicional 'bonézinho'

Ricardo Zamora é considerado um dos maiores goleiros de todos os tempos. Dizem ser um dos poucos que competia ferozmente com Yashin pelo posto de melhor de todos. Zamora jogou de 1919 até 1922 no Barcelona, conquistando duas Copas do Rei e após passagem pelo Espanyol, se transferiu pro Real Madrid, onde realmente fez história. Reza a lenda que os Merengues gastaram cerca de 150 mil pesetas para tirá-lo do Espanyol. Detalhe: na época, com esse valor, era possível comprar 5 times de futebol. Em 32 e 33, o Real Madrid conquistou seus primeiros títulos nacionais… com Zamora no gol.

  • Alfredo Dí Stéfano

 

Alfredo Dí Stéfano: De esperança catalã a ídolo merengue

Dí Stéfano é um dos grandes jogadores de todos os tempos. Há quem diga que ele foi maior que Pelé e Maradona. Quando jogava pelo Millonarios da Colombia, foi ao Santiago Bernabéu enfrentar o Real Madrid em um amistoso. O time colombiano venceu por 4×2 e Dí Stéfano fez dois gols. Imediatamente foi contratado pelo Barcelona. Até que houve uma pequena confusão. O time catalão negociou o passe de Dí Stéfano com o River Plate, donos dos direitos do jogador, já o Real Madrid foi negociar com os Millonarios e passou a se considerar dono da joia rara. O argentino chegou a jogar alguns amistosos pelo Barça, até que o ministro dos esportes General Moscardo sugeriu que Dí Stéfano jogasse quatro temporadas alternadas por cada clube. O Barcelona não gostou e ele foi pro time de Madrid. Isso acirrou os animos. O Barça se sentiu traído e a rivalidade começou a ganhar nova cara.

  • Evaristo de Macedo

 

Evaristo: Ídolo das duas torcidas

O brasileiro Evaristo de Macedo conseguiu um grande feito, coisa de poucos mesmo. Os dois jogadores citados ácima fizeram história somente no Real Madrid. Zamora não deixou saudades no Barça e Dí Stéfano saiu pela porta dos fundos do time catalão. Já Evaristo, considerado um dos melhores jogadores brasileiros de todos os tempos, conseguiu ser ídolo pelas duas equipes. No Barcelona conquistou títulos, como o Campeonato Espanhol e a Copa da Uefa e se tornou o maior artilheiro brasileiro da história do Barça, com 78 gols. No Real Madrid, seguiu conquistando títulos, como o tri-campeonato espanhol. Para fechar o assunto sobre o Evaristo, vai uma frase de Roberto Dinamite:

O torcedor brasileiro não tem idéia de como o Evaristo de Macedo é idolatrado na Espanha. Foi, sem dúvida, um dos maiores jogadores do mundo em todos os tempos

  • Bernd Schuster

 

Bernd Schuster: Saiu brigado dos dois rivais

O alemão Bernd Schuster foi talvés o grande ídolo do Barcelona no anos 80. Ele surgiu logo novo no Colônia e na temporada 80/81 migrou para a Cataluña. Em oito temporadas foi ídolo pelo bom futebol, pois se dependesse dos títulos… somente um campeonato espanhol, além de uma zebra, a perda da Champions League pro Steaua. Após algumas brigas que até lhe fez abdicar de jogar na Seleção da Alemanha com 24 anos, Schuster também brigou com Josep Lluís Nuñez, então presidente do Barcelona e acabou deixando a equipe, com 63 gols em 170 jogos. Para se vingar ou não, Schuster se transferiu pro Real Madrid. Lá conquistou títulos, como o bi-espanhol e fez história, como o garçom de Butrageño e Míchel. Novos desentendimentos com a diretoria lhe fizeram deixar o Real e se transferir pro rival Atlético.

  • Michael Laudrup

 

Laudrup: De ídolo à Judas

Após duas temporadas na Juventus, o dinamarquês Michael Laudrup assumiu um duro desafio: ir para o decadente e desacreditado Barcelona, que vivia um jejum de títulos. Com a batuta de Johan Cruijff e jogando ao lado de Koeman e Stoichkov, o time decolou. Foram quatro títulos espanhóis consecutivos e um inédito título da Champions League. Só que houve uma pequena insatisfação decisiva em sua saída do clube catalão. Na época, apenas três jogadores estrangeiros eram permitidos em cada equipe. Laudrup, Koeman e Stoichkov jogavam, mas em 1993, chegou Romário e esses quatro acabavam se alternando. Até que na decisão da Champions League de 1994, Laudrup não foi escalado, seu time perdeu pro Milan por 4×0 e de  vingança, o dinamarquês se mudou pro Real Madrid. A primeira temporada no time da capital foi boa, com o título espanhol e um 5×0 aplicado no ex-clube. Na temporadas seguintes, Laudrup declinou e não manteve sua sequencia. Abaixo, vai uma frase do então técnico do Real Madrid, Jorge Valdano, após a vitória por 5×0 sobre o grande rival:

Hoje percebi o quanto eles te adoravam por perceber o quanto eles te odeiam agora

  • Ronaldo

 

Ronaldo: Sem perdão ao ex-clube

Ronaldo se destacava no PSV Eindhoven na temporada 95/96, até que no meio daquela temporada, por 20 milhões de euros, o brasileiro foi pro Barcelona. Dinheiro bem gasto, já que em 20 jogos, foram 17 gols, que lhe renderam o apelido de Fenômeno. Na temporada seguinte, retrospecto ainda melhor: 34 gols em 37 jogos, idolatria na certa, só que os empresários brasileiros já eram gananciosos naquela época. Eles pediam que o salário de Ronaldo fosse aumentado, nada feito, ele se transferiu para a Internazionale, causando espanto geral. Após uma série de lesões na Inter e uma insatisfação com o técnico Héctor Cuper, Ronaldo começou a forçar a sua saída, se ofereceu para jogar no Barça, que sem dinheiro, não pode contratá-lo, até que o Real Madrid o trouxe por 35 milhões de euros. No Real, sua passagem não foi tão feliz assim. O Fenômeno começou sendo vaiado, pois não conseguia uma sequencia de jogos com gols, mas essas vaias acabaram após um jogo contra o Manchester em Old Trafford pela Champions League, onde marcou três vezes na derrota por 4×3, mas que classificou o Real. Com o tempo, Ronaldo foi perdendo espaço e com a chegada de Van Nistelrooy e ainda as duras críticas por conta de seu peso, lhe fizeram mudar de ares e jogar no Milan.

  • Luís Figo

 

Figo: Virou mercenário, segundo catalães

Luís Figo deixei por último, por ter sido um dos mais odiados pela torcida catalã. Em 1995, após grandes temporadas pelo Sporting Club, Figo foi contratado pelo Barcelona. Por lá conquistou um bi-campeonato espanhol e após 172 jogos e 30 gols, veio a grande decepção do torcedor catalão: Figo estava se transferindo pro Real Madrid por 60 milhões de euros. Suas partidas contra o Barcelona no Camp Nou eram hostis, com muitos objetos sendo arremessados em campo, como o caso de 2003, quando até cabeças de galo e porco assados foram jogados ao gramado. Foram 165 jogos e 36 gols pelos Merengues.

E esses foram apenas alguns os jogadores. Abaixo, farei uma “prévia virtual”, com jogos das duas equipes no “fabuloso mundo dos video-games”.

*Começamos com esse jogo pelo Pro Evolution Soccer 2011. O duelo virtual pode representar o jogo de segunda-feira. Tirando os jogadores virtuais, que representam muito bem os jogadores, o Barcelona teve mais a bola, mas em dois ataques, o Real Madrid definiu a parada.

*Neste segundo vídeo, mostro um jogo do FIFA 11, porém, um jogo mais equilibrado e emocionante.

*No terceiro vídeo, pelo PES 2010, jogo equilibrado, mas que um “tal português” decidiu.

*Para fechar, vídeo do FIFA 11, jogo equilibrado e decidido pelas estrelas

Menção Honrosa! Vale destacar este link do site do Marca, com os escudos de Real e Barça através dos anos

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