O imparável Borussia Dortmund

 

Jurgen Klopp e sua esquadra invencível (Dpa)

Está cada vez mais difícil parar a equipe do Borussia Dortmund. Neste sábado, o BVB passou por cima do Monchengladbach. Foi o segundo jogo consecutivo que o líder da Bundesliga saiu atrás do marcador e foi buscar o resultado.

 

Kagawa voltando a se destacar (Getty Images)

O Borussia Monchengladbach veio com a proposta de neutralizar o jogo do Dortmund, com isso Michael Frontzeck montou um ferrolho, com duas linhas de quatro e deixando Igor e Idrissou numa ilha isolada, chamada “ataque”. Esse 4-4-2 realmente neutralizou o jogo do BVB, que com seu 4-2-3-1 viu um meio-campo congestionado e com pouco espaço de jogo. O lateral direito Piszczek foi pouco utilizado. Deveria ser mais acionado. Ele avança muito e o lado esquerdo de defesa do Gladbach é uma vergonha. Mesmo assim, o Dortmund criou pouco e o pouco que criou parava nas mãos de Heimeroth. Em um único chute, o Monchengladbach conseguiu o gol. Reus recebeu, não foi combatido e finalizou de fora da área, belo gol. Neste gol, houve uma falha de zaga. Quando Reus pegou a bola, ninguém foi em cima dele, ele estava cercado por três adversários, detalhe era que deu para ver no replay o Piszczek apontando para Subotic e o contrário também, claramente “um deixando por outro e outro deixando por um”. Só que Subotic se redimiu. Na última bola do primeiro tempo, Götze cobrou escanteio na área e o sérvio foi no terceiro andar mandar de cabeça pro fundo das redes. Na etapa final, o Monchengladbach foi um pouquinho mais ousado, apertando a saída de bola, acontece que a sua defesa é uma negação e o lado esquerdo simplesmente não existe e em bolas enfiadas em profundidade, o Borussia goleou. Primeiro Götze deu belo passe em profundidade para Kagawa, que driblou Heimeroth e mandou pro fundo das redes. O japonês estava posicionado entre Calssen-Bracker e Daems, zagueiro esquerdo e lateral-esquerdo respectivamente. Mais tarde, Götze desviou de cabeça e Barrios tocou de calcanhar para Grosskreutz, que tocou na saída do goleiro, belo gol. Jogada toda ela trabalhada no lado esquerdo de defesa adversária. Para fechar, o brasileiro Antonio da Silva deu longo e belo lançamento para Barrios, que cara-a-cara com Heimeroth não perdoou e fechou a conta. Embora Barrios estivesse posicionado entre os zagueiros, essa dá para dar um desconto pro “lado esquerdo”, pois enquanto três defensores estavam alinhados, Levels dava condição ao paraguaio pela direita. Vitória incontestável do BVB. Jogou melhor e agora lidera a Bundesliga com 37 pontos, sete pontos a mais que o vice-líder Mainz. O tradicional Monchengladbach está na lanterna do Campeonato Alemão, com 10 pontos.

 

Sam (esq.) jogando muito (Getty Images)

O Bayer Leverkusen deixou os rivais encostarem, graças a mais um tropeço. Os comandados de Jupp Heynckes venciam o Hoffenheim fora de casa até o finalzinho do jogo, mas acabaram sofrendo um gol e cedeu o empate. Uma das grandes contratações dos times alemães foi realmente a aquisição do Leverkusen em Sam. O garoto é veloz, habilidoso e tem feito golaços. Hoje fez mais um. Ele driblou dois marcadores e mandou um belo chute colocado de pé esquerdo, sem chances algumas para Haas (embora estivesse um pouquinho adiantado). Só que a malandragem brasileira foi decisiva. Renato Augusto roubou a bola, entrou na área, levou um toque de Vukcevic e… caiu. Eu não daria, acho que muita gente daria, mas para mim, foi o famoso pênalti “à brasileira”. O chileno Vidal cobrou bem e converteu. Só que erro pra um lado, erro pro outro. Thörsten Kinhofer, que deu um pênalti inexistente pro Leverkusen, ajudou o Hoffenheim. Beck tentava um passe, Vidal estava a menos um metro de distância e a bola bateu em sua braço, falta marcada. Detalhe, Vidal estava de costas. O lance foi próximo à linha lateral, por isso foi um lance mais pro assistente, que aliás, estava tão próximo do lance como Vidal estava próximo de Beck. Acontece que Salihovic foi pra bola e cruzou, a bola raspou na cabeça de Ibisevic e entrou. Ai, a arbitragem… sem comentários! Na etapa final só deu Hoffenheim. Os Hoffes acuaram o Leverkusen, que para ajudar, foi recuando. O gol ia ficando maduro e ele veio aos 43 minutos. Castro entrou solando dentro da área, pênalti. É um lance discutível, acho que esse pênalti houve. Sigurdsson cobrou e fechou a conta em 2×2. O Leverkusen chega a 26 pontos e fica estacionado na terceira colocação, vendo os adversários encostar. Diga-se de passagem, esse é o segundo empate consecutivo do Bayer e dá para botar um pouquinho de culpa no Jupp Heynckes. Tanto contra o Bayern, tanto contra o Hoffenheim, o experiente treinador recuou demais a equipe. O Hoffenheim caiu para a 6ª colocação com 22 pontos.

 

Müller vibra seu gol com Ribéry (Dpa)

Duas das equipes que encostaram no Leverkusen foram Hannover e Bayern. Falamos primeiro dos Vermelhos, que venceram o Freiburg e também porque estão à frente na tabela de classificação. Os Brasileiros de Breisgau erravam muitos passes no meio-campo e um desses erros, Konan serviu Schlaudraff que marcou. Na etapa final, a tabelinha retornou só que de Schlaudraff para Konan marcar. Aliás, o autor do segundo gol teve atuação memorável, tacou o terror na zaga adversária. Konan ainda deu uma “assistência sem querer” para Hanke fechar em 3×0. O Hannover está na 3ª colocação com 25 pontos, enquanto o Freiburg é o 8º com 21 pontos. Já o Bayern de Munich bateu o Eintracht Frankfurt na Alianz Arena. Na primeira etapa, os bávaros pressionaram e saíram na frente com Tymoshchuk, mas os adversários empataram com o artilheiro Gekas. Na etapa final, o Bayern foi o único que jogou e com gols de Müller, Gómez e Tymoshchuk matou em 4×1. O Bayern está agora na 5ª colocação com 23 pontos, enquanto o Frankfurt segue em queda, agora na 9ª colocação, com 20 pontos.

Ah, se não fosse a vaga nas oitavas de final da Champions, né Magath?

Menção Honrosa! Schalke e Stuttgart foram humilhados fora de casa. Os Azuis Reais foram arrasados pelo Kaiserslautern: 5×0, com dois gols de Lakic e um de Amedick, Ilicevic e Moravek. O Schalke tem 13 pontos e está na 15ª colocação, uma posição acima da zona de rebaixamento. Já o Stuttgart foi derrotado fora de casa pelo Hamburgo, 4×2. Os Die Roten até incomodaram o HSV, mas viu Trochowski, Pitroipa, Petric e Van Nistelrooy marcarem quatro. Boka e Gentner descontaram. O Stuttgart está na zona de repescagem.

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