É a eficiência vencendo

 

Robinho 'jogou' só os 15 minutos iniciais (Reuters)

Neste sábado, Milan e Roma se enfrentaram no San Siro. O jogo foi praticamente todo ele controlado pelo Rossonero. Porém, em seus bons momentos, não foi capaz de criar chances que lhe resultassem em gols, já os Gialorrossi aproveitaram um de seus poucos bons momentos na partida para vencer a peleja.

Adriano esteve em campo (Getty Images)

O jogo começou nem um pouquinho equilibrado. O Milan começou pressionando a Roma e ficando com a bola no campo de ataque. Robinho, inclusive, teve uma grande chance em seus pés, após receber na esquerda, pedalar na frente de Mexès, deixá-lo caído, mas na finalização, a bola tirou tinta da trave. Aliás, esse foi o pouco que Robinho produziu nesta partida. Ele ficou muito preso no lado direito, onde na partida, claramente podia se perceber que o melhor lado pra ataque era o esquerdo. Mas os 15 minutos do Milan, se não foram avassaladores, foram muito melhores que os quinze da Roma, que encontrava enormes dificuldades para sair jogando e seus três homens mais avançados (Menéz, Borriello e Adriano) estavam muito isolados, praticamente em uma ilha. Aos poucos o time da capital começava a se acertar, mas o time de Milão permanecia mais no campo de ataque, mesmo perdendo um dos principais jogadores, Pirlo, em uma entrada que para falar a verdade, nem me pareceu falta, mas mesmo assim ele saiu contundido. Escrevendo certo por linhas tortas o primeiro tempo, tivemos um Milan com a ‘falsa pressão’, pois tinha a bola, mas teve poucas chances de gol e uma Roma com dificuldades em trocar passes e recuada, onde muitas vezes tivemos de ver Adriano e Borriello voltando para buscar jogo. Aliás, o Adriano estava jogando e o Totti…no banco, isso mesmo. Soa até meio estranho. Na semana do “fico” do Imperador ele simplesmente iniciar como titular num jogo importante. Não duvido que tenha tido alguma influência de cartola, presidenta ou sei lá mais o quê.

Borriello marcou contra seu ex-time (Reuters)

Na etapa final, o Milan deu uma acomodada e a Roma começou a se soltar mais. Chegava mais ao campo de ataque e o Milan encontrava muitas dificuldades em seu jogo. Ibrahimovic, grande destaque do time na temporada, parava mais em impedimento do que com a bola no pé e também fazia péssima partida, tendo na etapa inicial, perdido um gol que ele normalmente não perde (cara-a-cara com Doni, ele perdeu o tempo da bola e chutou fraco). A Roma se soltava e a sorte ajudava. Com sorte, fez o gol. Menéz fez boa jogada pela direita e cruzou, quando a bola chegaria em Adriano, Abate tentou afastar, chutou em cima de Borriello e entrou. Pros Gialorrossi, sorte, pois o defensor jogou em cima de seu atacante e a bola entrou, pros Rossoneros, não é azar, é incopetência e ruindade de Abate. Não olhou para onde ia chutar e também estava chutando pro meio da pequena área, que defensor em sã consciência faz isso? O Milan estava mal e Massimo Allegri também contribuiu para isso. Não sou um daqueles grandes defensores do Ronaldinho. Acho que ele amarga o banco por culpa sua, não joga bem já faz algum tempo. Mas com o time perdendo desde os 24 minutos e jogando com três volantes sem grande técnica (Prince, Gattuso e Ambrosini), Ronaldinho só veio aos 40 minutos, no lugar de Boateng. Ele até fez uma boa jogada, tentando um gol por cobertura, mas não deu pro Milan. Os Rossoneros tiveram o controle do jogo por boa parte da peleja e não souberam aproveitar os momentos, a Roma soube. Seu melhor momento foi do início para a metade do segundo tempo, período do gol.

Sobre os brasileiros, no Milan, Robinho jogou só quinze minutos, porque os outros 75 eu não vi ele, Ronaldinho entrou aos 40′ da etapa final, até tentou, mas entrou no nervosismo do resto do time. Na Roma, Adriano até que jogou bem. Para um cara do ‘tamanho dele’, ele se movimentou bastante, buscou o jogo e era uma peça importante nas disputas de bola no alto no meio-campo.

O Milan permanece mais essa rodada na liderança do Calcio, com 36 pontos, enquanto a Roma está na 5ª colocação, com 29 pontos, próximo do G4.

Ainda neste sábado, o Cesena bateu o Cagliari por 1×0.

Puygrenier assustou o PSG

O Paris Saint-Germain, jogando de baixo de muita neve, deu uma tremenda bobeira no Parc des Princes. Vencia o ameaçado Mônaco, de virada, mas cedeu o empate, não assume a ponta e agora pode ser ultrapassado.

Ão, ão, ão, Nenê é seleção (Reuters)

Algo que deu uma frustrada no Paris Saint Germain por não ter vencido, é o fato de poder acabar o fim de semana na liderança. Isso porque o jogo do Lille contra o Nancy, que seria realizado no domingo, foi adiado por causa da neve. Lens e Caen também foi adiado. A principal dificuldade das duas equipes foi o gramado, repleto de neve e que atrapalhou muitos jogadores. Esse foi um dos jogos que corria o risco de ser adiado. Se com a bola no chão não tava dando certo, o Mônaco usou do artifício da bola aérea. Após levantamento na grande, o zagueiro Puygrenier testou firme, no alto e contando com uma forcinha do mal colocado, Edel. Eu sou uma dos grandes críticos desse goleiro e pra quem, como ele, tem 1,84m (baixo para um goleiro), não pode ficar tão mal posicionado. Me arrisco a dizer que Coupet, na posição onde Edel estava, pegaria a bola, porque foi completamente defensável. O PSG teve de sair pro jogo e conseguiu o empate num belo gol de Nenê. O brasileiro acertou um lindo sem-pulo de fora da área. Outra bola que acho que o goleiro poderia ter defendido. Acredito que o chute pegou Ruffier de surpresa, mas ele foi com o braço meio curto.

Parc des Princes lotado de neve

Na etapa final, Nenê apareceu de novo. Ele driblou Park e acertou um belo chute, na gaveta, virando a partida. Nenê empatou em 13 gols com Sow na artilharia e não é por nada não, mas: “Ão, ão, ão, Nenê é seleção”. Ele tem jogado muita bola desde os tempos de Mônaco, merece uma chance. Só que o Mônaco foi buscar o empate no finalzinho do jogo, com Niculae. Os jogadores do PSG ficaram reclamando, porque no início da jogada, ouve uma disputa de bola, onde Sessegnon ficou caído e o time visitante não jogou a bola para fora. Honestamente, reclamação sem sentido, porque Fair-Play não é regra, é orientação, o time não era obrigado a jogar a bola pra fora.

Com o tropeço, o PSG fica na vice liderança, com os mesmos 31 pontos do Lille, mas com um gol de saldo à mais, o LOSC lidera. O Mônaco segue em posição de risco. É o 17º, com 16 pontos. Está uma posição e um ponto acima da zona de rebaixamento.

Kana-Biyik salvando o Rennes nos acréscimos

O Rennes segue com sua consistente campanha. Os Rubro-Negros venceram em casa e seguem com uma das melhores campanhas do campeonato. A vitória sobre o Valenciennes foi conquistada no sufoco, na bacia das almas, aos 48 minutos do segundo tempo. Era escanteio pro Rennes e após bola na muvuca, Jean Amel Kana-Biyik subiu sozinho e cabeceou pro gol. Que sufoco! Os Rubro-Negros estão agora na 3ª colocação da Ligue One, com 31 pontos, enquanto o Valenciennes está agora na 16ª colocação, com 19 pontos e é uma das equipes ameaçadas de rebaixamento.

ASSE afundando mais ainda o Arles (AFP)

O Saint-Etienne venceu em seus domínios e já está sem perder à seis rodadas (mesmo que em seis jogos, foram quatro empates). O ASSE venceu neste sábado o lanterninha Arles-Avignon em menos de três minutos. Primeiro, aos 6 minutos da etapa final, Riviere fez jogada pela direita e cruzou para a finalização de Batles, abrindo o placar. No minuto seguinte, lançamento pro campo de ataque, Mejia e o goleiro Merville se atrapalharam e Riviere, com a trave aberta mandou para as redes, lavando a alma do atacante, que teve um gol anulado e ainda perdeu dois gols feitos. A situação do Arles se complicou mais ainda quando Piocelle deu uma dura solada em Batles e foi expulso. O Saint-Etienne está na 5ª colocação, com 28 pontos e agora seca Marseille e Bordeaux, que podem lhe ultrapassar. O Arles está na lanterna da Ligue One, com 7 pontos e é o grande favorito ‘a se classificar para a Ligue 2’.

Ainda no sábado, o Montpellier deu bobeira e ficou no 1×1 com Auxerre, perdendo a chance de encostar na parte de cima. O Brest também tropeçou, também 1×1, só que contra o Nice. O Toulouse passou sem grandes dificuldades pelo Lorient, 3×0.

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