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Maratona de jogos decisiva na Premier League

28 de dezembro de 2010

 

Nem na neve a bola pára de rolar

Nestas semanas comemorativas de fim de ano (coincidindo com o inverno europeu), muitos campeonatos do Velho Continente dão uma parada e retornam apenas no início do ano seguinte. No Brasil, inclusive, a temporada já termina no início de dezembro. Enquanto em boa parte do mundo da bola este período significa descanso, o que se vê na Premier League é uma verdadeira maratona de jogos, que começa a indicar os postulantes a título, competições européias e descenso.

Contando a partir do “Boxing Day”, acreditem, serão quatro rodadas disputadas em apenas 12 dias. A primeira se encerrou nesta segunda, com a vitória do Arsenal sobre o Chelsea. Por sinal, dentre os sete primeiros na tabela, os Blues foram os únicos que não venceram na rodada. Um dos fatores que explicam essa queda de rendimento é a demissão do assistente técnico Ray Wilkins, ainda no mês passado.

Desde que esse homem aí saiu, o Chelsea entrou em declínio

Desde a sua saída, o Chelsea disputou seis partidas e não venceu nenhuma – três empates e três derrotas. Carlo Ancelotti balança no cargo e a distância para a liderança já é de 6 pontos. Os dois próximos confrontos serão em casa (Bolton e Aston Villa), mas nada que pareça suficiente para aumentar a confiança dos torcedores.

A maratona do líder Manchester United promete ser complicada, visto que os próximos adversários, Birmingham e West Brom, costumam dar trabalho quando atuam em casa. O Arsenal também visitará o Birmingham, mas antes encara o Wigan, também fora de casa. Possivelmente, Arsène Wenger opte por escalar reservas em algum destes jogos – o que deve ser rotina na maioria dos clubes –, haja vista que está marcado pro dia 5 de janeiro um duelo decisivo contra o Manchester City, no Emirates Stadium.

Nem sempre a ideia de poupar titulares é vista com tanta naturalidade. Na temporada passada, por exemplo, o Wolves protagonizou uma situação bizarra: para o duelo contra o Manchester United, em pleno Old Trafford, escalou nada menos do que dez reservas com o objetivo de poupar energias para uma sequência de jogos semelhante a esta, indicando que treinador e jogadores do Wolves consideravam o jogo contra os Red Devils praticamente perdido. Resultado: multa de US$ 39 mil aplicada pela Premier League. Algum time se arrisca a repetir a estratégia?

Longe da liderança da EPL há 81 anos, os jogos em casa contra Aston Villa e Blackpool surgem como boa alternativa para o City alcançar o primeiro posto – contando com tropeços dos adversários, claro. Por fim, chegamos ao Tottenham, que dificilmente brigará pelo título (7 pontos a menos e um jogo a mais que o United), mas certamente se manterá nas primeiras posições. Os próximos dois confrontos serão em casa, contra Newcastle e Fulham, o que pode reaproximar o Spurs dos quatro primeiros.

Para ter de exemplo, o Newcastle meteu três no Liverpool

Na contramão destes cinco, outras equipes tradicionais atravessam uma fase complicada. O Liverpool consegue fazer uma campanha pior do que a da temporada passada (na qual ficou em sétimo), ocupando momentaneamente o 10º lugar. O Everton, nove vezes campeão nacional (quarto maior vencedor da EPL), é apenas o 14º. O Aston Villa está uma posição atrás e também atravessa uma fase complicada. A tendência é que ela piore, pois os próximos dois duelos são contra nada menos do que Manchester City e Chelsea, ambos como visitante.

O Fulham, vice-campeão da última Liga Europa, vive uma situação ainda mais dramática. É o primeiro time da zona de rebaixamento, com apenas 16 pontos. Também é o que menos venceu no torneio: apenas duas vezes. O último triunfo foi no dia 30 de outubro – 2 a 0 sobre o Wigan. O West Ham, que também soma 16 pontos e aparece atrás dos Cottagers pelos critérios de desempate, venceu o próprio Fulham na última rodada e dá indícios de recuperação. Nos dois próximos confrontos, frente a Everton e Wolves, ambos em casa, a obrigação é vencer.

Esta não é apenas a reta mais desgastante da competição. Também é a mais imprevisível. O condicionamento físico das equipes é colocado em xeque, assim como a qualidade de seus respectivos elencos – afinal, disputar 4 jogos em 10 dias com os mesmos jogadores parece praticamente impossível. A partir da 22ª rodada, quando a “maratona” estiver encerrada, possivelmente as pretensões de cada equipe na tabela estarão bem definidas. Façam suas apostas.

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