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O time que parou o Barcelona

22 de fevereiro de 2011

Texto de: Gabriel Seixas

Bela festa dos Gunners

Em se tratando de futebol, a cidade de Londres viveu um momento especial na última semana. Além da vitória com autoridade do Tottenham sobre o Milan em pleno San Siro, o Arsenal conseguiu aquilo que parecia no mínimo improvável: vencer o Barcelona. Os catalães haviam perdido apenas duas vezes na temporada: Hércules pela Liga – com Xavi, Daniel Alves e Busquets no banco de reservas – e Bétis pela Copa do Rei – também com um time misto.

O fato é que derrotar o time dirigido por Pep Guardiola é tarefa para poucos. Pouquíssimos. Talvez maturidade possa ser a palavra que defina o time do Arsenal neste duelo no Emirates Stadium. Arsène Wenger e seus comandados aprenderam a lição da última Champions League, onde acabaram eliminados pelo próprio Barça. Em suma, compreenderam que para enfrentar uma equipe tecnicamente superior e com um estilo de jogo semelhante ao seu, seria necessário mudar a postura.

Foi um duelo fascinante tanto no aspecto tático, quanto no técnico. Mesmo diante de alguns sustos, do nervosismo e da menor posse de bola, os ingleses conseguiram imprimir uma forte marcação e jogaram de igual pra igual. Wilshere, Song e Walcott bateram na mesma tecla nas entrevistas pré-jogo: seria necessário pressionar o Barcelona o máximo possível. Mas como neutralizar o time blaugrana parece uma missão impossível, os visitantes foram para o intervalo vencendo por 1 a 0 e com 69% de posse de bola. Números que acabavam mascarando a ótima atuação dos Gunners até então.

Esse foi o ponto alto da decepcionante temporada de Arshavin

A partir daí, desenhou-se um novo duelo: Wenger x Guardiola. No momento em que o francês decidiu expor seu time colocando Arshavin na vaga de Song, o espanhol optou por Keita na vaga de Villa, deslocando Iniesta para o ataque. Não foi uma decisão feliz, é bem verdade. Mas o xeque-mate de Wenger foi à entrada de Bendtner na vaga do apagado Walcott. Com van Persie recuado para a armação e Nasri deslocado para o flanco direito, atuando nas costas de Maxwell, o time controlou a partida.

E a qualidade de Fabregas, Nasri e principalmente Wilshere – o homem do jogo – no meio-campo foi decisiva. Robin van Persie empatou, e em jogada de Nasri, Arshavin selou o triunfo dos donos da casa. Além de contar com a sorte, os Gunners também provaram que estão no mais alto nível nesta temporada. Pode não ser o suficiente para garantir a classificação, mas que foi uma façanha e tanto, isso foi.

E por mais curioso que seja o time que parou o Barcelona acabou empacando no modestíssimo Leyton Orient, neste domingo, pela FA Cup. Tudo bem que Wenger lançou um time inteiramente reserva, mas pouca gente apostava num tropeço do vice-líder da Premier League na temporada contra o 11º colocado da League One, que corresponde à terceira divisão do futebol inglês. Coisas do futebol. Além do mais, quem se importa? Jogadores, comissão técnica e torcedores estão com a cabeça na UCL.

Curtinhas: Nesta semana, Manchester United e Chelsea também entrarão em campo pela Champions. Os Red Devils visitam o Marseille no Vélodrome na quarta, enquanto os Blues encaram hoje o FC Copenhagen, na Dinamarca. Mesmo atuando fora de casa, não seria exagero dizer que ambos são favoritos em seus respectivos confrontos. Na Liga Europa, o Manchester City, único time inglês na competição, encara os gregos do Aris na quinta precisando vencer para continuar no torneio – e devem confirmar o favoritismo. Vamos acompanhar.

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