Improvável, mas não impossível

Texto de: Gabriel Seixas

"Quero ouvir que não dá..." (Reuters)

Temos um campeonato! Os dois tropeços consecutivos do outrora invicto Manchester United colocaram fogo na briga pelo título da Premier League. E o Chelsea foi um dos responsáveis diretos por essa reviravolta. Mais do que vencer os Red Devils na última terça-feira, os Blues agora também se permitem sonhar alto. A distância para a liderança, que há menos de uma semana era de 15 pontos, hoje é de nove.

Frank Lampard declarou que a equipe tem chances de brigar pelo título. De fato, o cenário ficou menos desfavorável, mesmo porque o Chelsea tem um jogo a menos que o United. Mas fica difícil crer no poder de fogo de uma equipe inconstante ao longo de todo o campeonato. Dentre outros motivos, a irregularidade de seus principais jogadores é um dos fatores que contribuem pra isso.

Torres ainda não desencantou com a camisa do Chelsea

Lampard desfalcou o time em diversas oportunidades. Essien, outra peça-chave no esquema de Ancelotti, possivelmente faz a sua pior temporada com a camisa dos Blues. Drogba, artilheiro e líder de assistências do time na Premier League, hoje amarga o banco de reservas. Fernando Torres foi contratado para jogar ao seu lado, mas Ancelotti ainda não encontrou a formação ideal para encaixá-los no onze inicial – e tem sacrificado o marfinense. Melhor para Anelka, que por sua vez, faz atuações muito mais convincentes na Champions do que na EPL.

O todo poderoso Roman Abramovich trouxe reforços na janela de transferências, mas pecou ao demitir Ray Wilkins no fim do ano passado. E para tumultuar ainda mais o ambiente, Ashley Cole foi pivô de uma grande polêmica na última semana, quando atingiu acidentalmente um estagiário do clube com uma espingarda de ar comprimido.

David Luíz se entrosando bem no Chelsea

Mas claro que não é só de turbulência que vive o Chelsea. David Luiz chegou e se encaixou perfeitamente na defesa também menos vazada da Premier League, além de ter marcado seu primeiro gol com a camisa do clube antes de Torres, contratado no mesmo dia que o brasileiro. Falando em brazuca, Ramires também tem evoluído bastante a cada jogo, provando que as atuações medianas em sua entrada no time eram consequência de seu processo de adaptação à Inglaterra.

Sonhar com o título não é nenhum absurdo, mas o Chelsea precisa concentrar seus esforços, primeiramente, em assegurar sua vaga na próxima Champions League (a diferença para o quinto colocado Tottenham é de apenas três pontos). Sendo assim, naturalmente a distância para o primeiro posto tende a diminuir cada vez mais. Criar expectativas em demasia, como no início da temporada, pode provocar uma nova tragédia. E ela será ainda mais cruel.

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