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Esse (não) é o Schalke que eu conheço!

6 de abril de 2011

Em pouco tempo, Ralf Rangnick já tem influência esse time do Schalke

Os jogos de ida da fase de quartas-de-final da Uefa Champions League já acabaram e a grande surpresa certamente foi o Schalke 04. Os Azuis Reais foram ao Giuseppe Meazza e simplesmente acabaram com a Internazionale.

Aliás, foi uma atuação que me deixou de queixo caído. Há tempos – levando em conta também os bons anos na metade da última decada – eu não via o Schalke jogar assim. Jogadores outrora chamados de medíocres, como Jurado e Edú, tiveram bela atuação. O time acostumado a cautela de Félix Magath, jogou solto agora no comando de Ralf Rangnick.

Mas só pra constar, foi um partidaço. Com 25 segundos de jogo, Stankovic acertou um petardo do círculo central e marcou o primeiro gol, isso porque Neuer havia saído para afastar uma bola e não voltou em tempo. O Schalke absorveu bem o gol. O time trocava passes com calma e também com extrema facilidade. A marcação interista era frágil e estava toda recuada.

Algo que percebi é que o time alemão havia feito pelo menos uns dois levantamentos para a grande área e tinha ganho todos. Pois é, em uma cobrança de escanteio, Papadopoulos teve liberdade pra cabecear e Matip marcou no rebote de Júlio César.

Porém, o Schalke se acomodou na vantagem e acabou recuando. A Inter não conseguia trabalhar tantas jogadas, por isso apostava muito nas bolas longas, porém, obtinha sucesso nessas jogadas. Quando trabalhou a bola, voltou a frente. Sneijder lançou Cambiasso, que escorou para Milito marcar.

O Schalke havia acordado, mas não mantinha o mesmo ritmo dos minutos iniciais.

Só que em boa jogada de Baumjohann, Edú marcou após finalizar duas vezes.

Edú jogando muito bem...coisa rara!

Baumjohann, aliás, é um dos “ressucitados” de Ralf Rangnick. O ganês Sarpei, por exemplo, que era reserva do reserva, do reserva (…) no Schalke, passou a ocupar a posição de titular, antes ocupada por Lukasz Schmitz. Kluge, peça importante do antigo esquema de Magath, foi barrado. Edú pode ser considerado um “ressucitado” de Rangnick também. Ele até jogava com frequencia com o Mago, mas como meia direita, mas Ralf Rangnick recolocou o brasileiro em sua verdadeira posição, o ataque.

O torcedor da Inter já não gostou muito da primeira etapa de seu time. Os Nerazzurri só encontravam jogo na bola longa e jogadores como Eto’o e Sneijder estavam muito mal e ainda tiveram de ver um Schalke menos tímido que o normal. Mas como eu disse, “se o torcedor da Inter já não gostou muito do primeiro tempo”, deve ter sentido vontade de pedir o seu dinheiro de volta

O que se viu foi uma Inter entregue, sem ação nem reação. Após um começo de segundo tempo razoavelmente bom, falhas defensivas resultaram no gol da virada, anotado por Raúl – aproveitando a bobeira de Zanetti, que parou na área e deu condição pro espanhol -, o quarto gol, que foi contra de Ranocchia – de novo no cantinho esquerdo, de Zanetti e Chivu, esse último com atuação lamentável -, uma expulsão de Chivu e o quinto gol, anotado por Edú – num lance esquisito, onde a regra parecia ser: “A bola fica na defesa”.

Sobre a Inter: atuação ridícula e vexatória. O time estava desorganizado no meio campo, falhou demais na defesa e seus principais homens ofensivos não jogaram.

Jurado é outro que teve grande atuação. Raúl fez o de sempre (gols na UCL)

Sobre o Schalke: atuação maravilhosa. A melhor do time na temporada. Os Azuis Reais se defenderam bem, tinham calma na saída de jogo e tinham mais calma ainda para trocar passes no ataque. E de lambuja, contou com uma grande atuação de jogadores de nível duvidoso, como Jurado e Edú. O meia espanhol deitou e rolou no meio campo, se movimentou com muita liberdade e distribuiu muito bem o jogo. Já o brasileiro foi uma ótima opção de ataque, fazendo o pivô, se movimentando e principalmente, aproveitando as brechas na defesa interista.

Para resumir essa atuação do time alemão, dá para dizer que não foi o Schalke que eu conheço. E no bom sentido. O time não teve aquele futebol insonso dos tempos de Magath e sim um futebol vistoso e ofensivo, dos tempos de Rangnick no Hoffenheim. É só não cair no oba-oba que administra o placar com tranquilidade. Lembrando que o Schalke tem que perder por 4 gols de diferença para cair fora.

Para fechar sobre a Inter, o texto fica à cargo de Michel Costa

Barcelona praticamente classificado

Já a dupla espanhola encaminhou bem a classificação. O Real Madrid finalizou mais de 20 vezes e sofreu menos 5 arremates do Tottenham, não à toa meteu 4×0 no time londrino. Dificilmente os Merengues sofrerão uma derrota parecida. Se os Spurs quiserem ir à Wembley, só pelas arquibancadas. Se nas oitavas de final o Barcelona perdeu o jogo de ida pro Arsenal, nas quartas-de-final a história foi diferente. 5×1 pra cima do Shakhtar em um jogo muito movimentado. Pelo andar da carruagem, teremos um Superclasico em uma das semifinais.

No duelo inglês das quartas-de-final, o Manchester United bateu o Chelsea por 1×0 no Stamford Bridge, gol de Rooney e vai jogar pelo empate no Old Trafford. O jogo foi ruim, mas o time londrino foi prejudicado pela arbitragem. No fim do jogo, Ramires foi derrubado escandalosamente por Evrá dentro da área, mas Undiano Malenco não deu nada. Mas mesmo assim, o Manchester mereceu vencer. Jogou bola, já os Blues abusaram do jogo no modo “abafa”.

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