Dinastia Barcelonista sem data para o fim

A Dinastia Barcelonista? (AP)

O Barcelona confirmou no meio dessa semana seu tri-campeonato espanhol, 20º em sua história e 10º nos últimos 20 anos. O Barça começa a criar uma dinastia no futebol espanhol.

Desses dez títulos nos últimos vinte anos, o Barça conseguiu um tetra-campeonato – 1990/1991 até 1994/1995 –  e o atual time do Barcelona já conseguiu um tri campeonato e pelo andar da carruagem, o recorde dos anos 90 não será apenas igualado, como tem tudo para ser superado e aumentado.

O Barcelona hoje tem um treinador jovem. Josep Guardiola, ainda com 40 anos, ainda tem muita lenha para queimar e se tornar um dos grandes, se não o maior treinador da história do clube. Tá certo que trabalhar com um time que tem Messi, Xavi, Iniesta (…) é fácil, mas ele tem seus méritos. Não à toa desde sua chegada, ele mexeu bastante no time.

Outro fator que me faz pensar que o Barcelona pode realmente criar uma dinastia no futebol espanhol é o fato de seu elenco ser jovem e quando parece envelhecer, logo surge um jogador das categorias de base para me desmentir. A média de idade do time catalão é de 24,5 anos!

Jogadores como Xavi, Puyol e Abidal, são só exemplos de atletas do clube que já ultrapassaram os 30 anos e que parecem ter um prazo de validade, mas como já é de conhecimento de todos, o Barcelona tem uma forte categoria de base. Fontàs, Muniesa, Bartra, Sergi Roberto, Thiago Alcântara e Jonathan são só alguns exemplos de garotos promissores que você pouco ouve falar, porque são lançados aos poucos. Mas certamente você já ouviu falar de Xavi, Iniesta, Messi, Bojan, Pedro e Jeffren. Todos são crias da base e enquanto o rival de Madrid vai esbanjando dinheiro, o clube da Catalunha vai formando atletas.

Quando Guardiola assumiu o Barcelona, ele já usava Messi, Xavi, Iniesta, Puyol (…), o tempo foi passando e jogadores como Pedro, Busquets e Jeffren começaram a ganhar mais chances. E assim vai. Guardiola vai rodando o elenco de ano pra ano.

Messi é a grande estrela do Barça

Aos poucos, Guardiola deve ir preparando esses garotos, que hoje são coadjuvantes, para logo serem sucessores dos grandes personagens atuais. Se hoje, Messi é a estrela da companhia, daqui há vários anos, com a carreira já bem desenhada e consagrada, ele pode vir a ser mais um e “se rebaixar” a um outro grande jogador, que pode vir a ser cria do Barcelona.

Vasculhando o elenco do Barça, nota-se que apenas dez jogadores não são cria ou não jogaram nos times de base do Barça. Num elenco de 35 jogadores e levando em conta que desses dez, quatro atletas, no máximo cinco jogam com frequência, é muito pouca coisa. Mas o que o Barcelona quer mesmo é armar uma dinastia. O Barça quer ter o domínio total do futebol espanhol com sua categoria de base, com a implantação de seu já característico jogo, com paciente toque de bola e muita ocupação de espaço. É assim que o Barcelona joga, é assim que eles aprendem desde garotos!

É um contraste com o Real Madrid, que com seus investimentos malucos, com a vinda de jogadores atrás de jogadores, com garotos da base sendo dispensados a cada momento – é só vasculhar os elencos dos times da Liga BBVA que tu encontra centenas de crias do Real Madrid –  e acumulando uma escassez de títulos. O Real vai virando freguês do Barcelona, seja na Espanha, seja na Europa.

Quem quer dinheiro?

Seria um modo errado de pensar futebol de Florentino Pérez? Talvéz não. Os Merengues tem dinheiro, podem investir e montar elencos caros. Isso não é um erro, é até normal. O problema é o modo de como esse dinheiro é investido. O Real tem um time diferente a cada ano. Basta olhar o elenco dessa temporada. Ricardo Carvalho, Özil, Dí María e Khedira não estavam na temporada anterior e são peças importantes de José Mourinho, que nem era técnico do Real Madrid. Levando em conta que um time pode levar, dois, três meses para se entrosar e somar mais uns três ou quatro para beirar o limite de seu potencial, pode-se dizer que é um crime o que o Real faz ao montar vários times diferentes em anos diferentes.

Times são montados para curto prazo, para ganhar torneios de tiro curto, elencos são montados para ganhar os grandes campeonatos, as ligas de maiores importâncias e sempre acabam rendendo frutos, como o aumento da receita, um número maior de torcedores e de garotos torcedores, o que pode promover um aumento nas categorias de base.

Enfim, enquanto o Real Madrid vai com o simplório pensamento de que com dinheiro tudo pode e que assim os títulos virão, o Barcelona vai investindo na base, fazendo somente em contratações cirúrgicas e vai criando uma dinastia no futebol espanhol, que pelo que parece, vai se expandir pela Europa inteira…

Parabéns ao Barcelona! Não só pelo título espanhol, como também por recuperar um pouquinho desse charme do futebol, que é a criação de atletas!

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