Já chegaram lá, agora é o título

Dando sequencia aos posts de aquecimento para a final da próxima Uefa Champions League, o Europa Football enfim abre espaço para os dois times finalistas e falará de como ambos chegarão para a final do Wembley. Para darmos o pontapé inicial, falo do Barcelona.
 

Perdeu? Jogasse bonito? Então (deve) está explicado!

Quantas vezes você já ouviu que “tal time joga bonito, tem um futebol alegre, vence jogos, mas na hora H falha“? Certamente não foi uma vez e nem duas. Foram diversas vezes.

Mas muitas vezes, na hora de se montar um time vencedor, os dirigentes e a comissão técnica ficam em um dilema. Montam um time jovem e cheio de garotos técnicos, porém, inexperientes e que fatalmente sentirão o peso de um jogo decisivo, ou montam uma equipe de jogadores com a idade um tanto quanto avançada, mas que na hora do ‘vamú vê’ não cedem as pressões contrárias e erguem o caneco. É uma dúvida cruel e nem sempre é capaz fazer uma boa mescla. Há por aí vários times que tem números de jovens e veteranos equilibrados, mas às vezes esse garotos acabam não tendo boa formação e se tornam atletas de nível duvidoso, assim como podem faltar pernas aos veteranos, ou simplesmente são velhos decadentes e que pouco contribuem.

Pep Guardiola mesclou bem o time do Barça

Só que o Barcelona acabou por conseguir fazer uma boa mescla.

As reconhecidas canteras do Barça sempre revelam grandes atletas. Do provável time titular que Pep Guardiola mandará a campo no Wembley, somente Dani Alves, Mascherano e Villa não são cria do clube catalão. Mesmo assim, esses três homens incorporaram o espírito barcelonista, de pacientes toques de bola, ocupação de espaço e algo que chega até a ser chato, que é a ‘finalização com liberação por escritoda prefeitura’. Essa demora para finalizar incomoda, mas é o estilo deles, é assim que eles aprenderam e ai de quem tentar mudar esse estilo.

Os times do Barcelona que conquistaram a Europa tinham um futebol simpático. Não cheguei a ver o time de 1992, mas só por ter o nome de Dream Team já dá uma noção da sua representatividade. Outra coisa que admito é que comecei a gostar do futebol europeu após ver o Barcelona de Rijkaard, campeão em 2006. O quarteto formado por Deco, Giuly, Eto’o e é claro, Ronaldinho Gaúcho, me enchia os olhos. O time campeão em 2009 também me encantou, mais pela história de sua formação. Frank Rijkaard deixava o clube aos pedaços, sem Ronaldinho, sem Deco e com Eto’o ameaçando deixar o clube. Pep Guardiola chegou cercado de desconfianças e começou a dar sua cara ao time. Busquets e Pedro, garotos que foram de certa forma renegados pelo clube, ganharam mais espaço – mais espaço para Busquets do que para Pedro. Messi ganhou papel de maior destaque, Henry, com as “sandálias da humildade”, esteve jogando muita bola e o “brigão” Eto’o estava sendo decisivo.

Mas já há muita gente dando conta que o atual Barcelona é o melhor de todos os tempos. O Dream Team de 92, que tinha Koeman, Stoichkov, Laudrup e Guardiola era considerado o maior Barcelona de todos os tempos, mas já há jogadores daquela geração que colocam o atual Barça como o melhor. Modéstia? À princípio não!

Quer eles em seu time?

Tá certo que é exaustivo e que vocês já devem ter ouvido falar disso 784 vezes, mas o atual Barcelona é um time com excelente toque de bola, mantém uma fantasmagórica posse de bola, não dá balões pro ar, envolve o time adversário com extrema facilidade e que tem Xavi, Iniesta e Messi, que são os diferenciais da equipe.

Se é o melhor Barcelona de todos os tempos, só o tempo dirá!

Se o time azul-grená vier a perder essa Champions League, pode até não pegar fama de amarelão, – até porque o Barcelona já é tri-campeão espanhol e já ganhou a Copa do Rei da temporada passada – mas perderá com aquele gostinho de quero mais, como na temporada anterior, onde obrigou a Inter a se retrancar todinha e o Barça ficou por um gol da final.

O Barcelona precisará conviver com as adversidades. Já consegue fazer um time se retrair quando está empatando ou com o placar a seu favor, imagino quando estiver perdendo…

Para fechar, não digo que o Barcelona chega para quebrar a estigma daqueles times que jogam bonito e perdem, – até porque, como disse acima, o Barça é bi-campeão espanhol – mas joga para não fazer isso realmente virar uma estigma e também para não se tornar uma equipe caseira, ou seja, um time que só vence um campeonato que tem dois times – Barça e Real – e no grande torneio, a Champions League, vai ficando no quase.

– A Última Bola é Nele!

Messi comemorou assim seu gol na final da UCL 08/09

Costumo muito acompanhar basquete. Sempre que faltam poucos segundos pro fim do jogo, o placar está apertado e o time que está perdendo tem a posse de bola, a ‘laranjinha’ acaba indo pro craque do quinteto, justamente para decidir. No futebol não há isso, até porque não há o tanto de paralisações que há no basquete e diferentemente do esporte norte-americano, qualquer maluco pode decidir uma partida de futebol, mas não custa usar o termo basqueteiro no futebol. E no Barcelona, a última bola vai para Messi!

O argentino, cria do Barcelona tem feito uma temporada sensacional. Messi foi vice artilheiro da Liga BBVA com 31 gols e além de fazer dois gols na mesma partida sete vezes e mais duas vezes fez três gols na mesma peleja. Já na Champions League, o argentino tem 11 gols e em quatro oportunidades fez dois gols na mesma partida.

Nas últimas rodadas, Messi tem caído de produção, talvez sentindo o cansaço de vários jogos, Copa do Mundo no meio do ano passado, marcação dura e lá vai… Seu último gol foi marcado há praticamente um mês atrás, diante do Real Madrid!

Mas Guardiola tem poupado o argentino e ele já fez gol em final de Champions League, em 2009, justamente contra o Manchester United. ‘Lio’ não deverá sentir o peso da peleja e por isso, entendo eu – e entende a maioria, diga-se de passagem – que a última bola do jogo tem de ser nele.

– Provável Escalação:

Victor Valdés; Daniel Alves, Gerard Piqué, Javier Mascherano e Carles Puyol; Sergio Busquets, Xavi Hernández e Andrés Iniesta; Pedro Rodríguez, Lionel Messi e David Villa. 4-3-3

Foi a escalação do Barcelona nos dois jogos contra o Real Madrid nas semifinais da Liga dos Campeões e de certa forma surpreende. Era esperada a volta de Puyol à zaga central, com a saída de Mascherano. Assim, Adriano ou Abidal entrariam na lateral esquerda. Mas pelo jeito, o Barça deve jogar com Mascherano na zaga e Puyol na esquerda. Pode ser bom, pois o capitão azul-grená pode inibir os avanços de Valencia por seu setor, mas pode ser ruim, pois Mascherano tem 1,74 de altura e será um ponto frágil nas bolas aéreas. Talvez, ele se revese com Busquets.

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