Os sete fatos da Euro Sub-21

Já havia feito um “Top 7” pros títulos alemão do Borussia Dortmund e italiano do Milan, agora é a vez de fazer um igual, só que para um torneio inteiro, no caso, a Euro Sub-21, que teve sua final disputada ontem.

7 – Dinamarca

Pretendido por vários clubes, Eriksen decepcionou no Sub-21 (Getty Images)

Por jogarem em casa, era de se esperar algo mais da Dinamarca. O que se viu foi um time pressionado e pouco criativo. Os dinamarqueses contavam com jogadores como Eriksen do Ajax e Jorgensen do Leverkusen. Isso não foi capaz de tornar a Dinamarca em um time sólido. Foram somente três pontos, mas que vieram no sufoco, no 2×1 sobre a Bielorrússia. Os donos da casa caíram na primeira fase.

6 – República Tcheca

Os tchecos, desde a era da Tchecoslováquia, se acostumaram a ter times fortes na base, principalmente na última decada, quando a República Tcheca chegou a duas finais de Euro Sub-21 e uma final de Mundial Sub-20, tendo vencido um torneio de atletas de até 21 anos em seu continente. Mas o time que disputou a Euro Sub-21 que se acabou ontem, não lembra em nada os bons times que a República Tcheca teve. Foi o 4º time que menos acertou o gol em suas finalizações e a segunda que mais finalizou pra fora, não chegou a ter média de um gol por jogo e teve a segunda pior defesa. Os piores números certamente foram das 125 faltas cometidas, líder nesse quesito, 16 cartões amarelos, segunda equipe e ter Lukas Vacha com cinco cartões amarelos em 5 jogos, o jogador que mais levou cartão no torneio. Na disputa do terceiro lugar, a República Tcheca perdeu pra Bielorrússia e não jogará as Olímpiadas de Londres. O que será que jogadores como Nedved e Poborský pensam disso?

5 – Yann Sommer

Sommer sofreu dois gols no torneio inteiro

O goleiro suíço talvez tenha sido o melhor de sua posição na competição. Sommer passou a primeira fase inteira sem sofrer nenhum gol e mais os 120 minutos da semifinal contra a República Tcheca, que foi para o tempo extra. Números expressivos do arqueiro do Basel. Porém, ele veio sofrer dois gols justamente na final e na opinião do blogueiro, em duas falhas. No gol de Herrera, achei desnecessária sua saída do gol, enquanto no tento genial de Thiago Alcântara, ele claramente estava desatento. Nada que mude sua grande campanha no torneio.

4 – Adrián López

O atacante do Deportivo La Coruña chegou de forma contestada na Seleção Espanhola Sub-21, mas calou seus críticos. Foram apenas 8 gols na temporada inteira, mas na Euro ele se superou. Foram cinco tentos, incluindo os dois decisivos diante da Bielorrússia na semifinal vencida pelos espanhóis por 3×1. Adrián levou a chuteira de ouro como artilheiro do torneio.

3 – Inglaterra

Jones irá pro Manchester United... Smalling já está lá.

Com certeza a grande decepção do torneio foi a Inglaterra. Claro que podemos destacar seleções como França, Alemanha e Itália que nem na fase final chegaram, mas os ingleses vieram com um time recheado de jogadores renomados, que estão encabeçando listas de transferências dos principais clubes do país e de alguns que já estão nesses clubes. Era de se esperar no mínimo as semifinais, mas a Inglaterra deixou o torneio somente com dois pontos e dois gols marcados. Um verdadeiro fiasco a eliminação na primeira fase.

2 – Suíça

Belo trabalho de base que os suíços tem feito. Recentemente, a Suíça conquistou o Mundial Sub-17 e vem dando sequencia a esse trabalho até agora bem feito. O time suíço mostrou nessa Euro Sub-21 uma boa base defensiva e um ataque envolvente, com bom toque de bola e paciente. Mehmedi, com três gols, foi o artilheiro do time, mas quem mais me chamou a atenção nesta equipe foi Shaqiri. O meio campista do Basel mostrou muita técnica e habilidade. Ele também foi o jogador que mais sofreu faltas no torneio, foram 24 no total. Após esse torneio, quem sabe, ele arranje um contrato em uma equipe de um torneio mais forte. Se depender deste time, essa história de “ferrolho suíço” vai pro espaço.

1 – Espanha

Javi Martínez ergueu o troféu de campeões europeus! (Getty Images)

Título mais do que merecido. Embora considerasse a Inglaterra como uma das favoritas, era de conhecimento de todos que o elenco espanhol era melhor. No time titular, viamos Thiago, Mata, Javi Martínez, Vila, Adrián, Botía, De Gea e por aí vai. E ainda olhávamos o banco e encontrávamos Jéffren, Bojan, Capel e Azpilicueta. Era um elenco forte e que soube jogar muito bem, seguindo o já costumeiro jeito de jogar, com toques pacientes, posse de bola e envolvimento do adversário. Isso sim é um trabalho bem feito. Vai dos profissionais até a base. É um ciclo, difícil de acabar. Sobre os reservas, eles mostram seu valor na semifinal, quando Jeffrén fez um gol e deu uma assistência, assim como Capel, que também deu uma assistência. Isso é para provar que mesmo em torneios de tiro curto, um elenco vasto de boas opções é importante.

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