Ajustes aqui e acolá

Mário Götze quer cavar sua vaguinha no time de Löw (Dpad)

A menos de um ano para o início da Eurocopa, as seleções européias vão se ajeitando para o grande torneio do continente, mesmo havendo as eliminatórias a serem disputadas. Olhando a classificação de todos os grupos, fica difícil imaginar que aconteça alguma zebra.

Levando pra esse lado, já podemos começar a projetar o torneio que se iniciará daqui a 302 dias.

Uma dessas projeções que podemos fazer é de que a Alemanha virá com um time fortíssimo. O modo como venceu o Brasil hoje só provou isso. Não custa lembrar que em seu grupo nas Eliminatórias da Euro, a Nationalelf venceu sete jogos de sete disputados.

Não custa lembrar também que o time que venceu sem grandes dificuldades a seleção brasileira estava desfalcada. Em tese, Mertesacker e Friedrich formam a dupla de zaga titular, assim como Lahm assumiria a lateral-direita. Meio nervosos e até desentrosados, Hummels e Badstuber formaram a dupla titular nesta tarde e passaram algum aperto. Nada de outro mundo. Lahm teve bela atuação… só que jogando pela esquerda. Novo reforço do Wolfsburg, Träsch jogou pela direita e pode-se dizer que em alguns momentos anulou Neymar.

Khedira e Özil ficaram de fora desse jogo por motivos ainda não muito claros, mas nada que os tire de jogos futuros.

Ou seja, Jögi Löw mandou a campo um time alternativo, vide seu meio campo.

Schweinsteiger, Kroos, Götze, Podolski e Müller não é exatamente um meio campo marcador. Todos os cinco tem características ofensivas, de bom toque de bola e muito deslocamento.

Toni Kroos, aliás, está virando um daqueles casos de jogadores que se destacam na Seleção mas não no seu clube. Dá pra contar nos dedos as atuações convincentes do meio campista com a camisa do Bayern, porém, na Seleção Alemã, mesmo sendo “reserva”, Kroos sempre entra para decidir. Não à toa no jogo de hoje, sofreu o pênalti – que pra muitos não houve, mas que eu achei que foi – do primeiro gol e deu a assistência pro gol de Gôtze.

Schweini marcou contra o Brasil (Getty Images)

Assim como no Bayern, Schweinsteiger é membro vitalício dos 11 titulares da Alemanha. Löw não seria capaz de tirá-lo do time para colocar Kroos, até porque Schweini não joga com o nome. Mas seria capaz de tirar Khedira e armar um meio campo bem mais leve? Não duvido…

Embora no jogo de hoje tenha faltado um pouco de proteção a defesa, o meio campo alemão que foi a campo contra o Brasil mostrou ter uma enorme capacidade de prender a bola e envolver o adversário. Khedira não tem essa qualidade tanto quanto Kroos e Schweinsteiger.

Na linha de frente, Podolski parece querer se tornar mais um membro vitalício do time titular, mas diferentemente de Schweinteiger, Poldi não mostra em campo um bom futebol e vem perdendo espaço para o novato André Schürrle. Na partida de hoje, Podolski ficou muito preso na esquerda e pouco tocou na bola. Schürrle, que entrou na etapa final, se deslocou bastante, participou ativamente da peleja e anotou um gol.

Podolski terá que dividir mais bolas para se dar bem (Witters)

Outro que pode perder espaço é Özil. Não que na seleção ele não jogue nada, mas uma hora Jogi Löw terá de escolher entre ele e o garoto bom de bola Mário Götze. Dá até para tirar Podolski do time para encaixar a dupla Özil-Götze. Bastaria tirar o camisa 10, inverter Müller para a esquerda e fazer com que a dupla supracitada fique invertendo o posicionamento entre a direita e o centro. Ambos sabem fazer isso.

No ataque, a briga é boa: Mário Gomez contra Miroslav Klose. A fase de Gomez é melhor, mas Miro sabe como balançar as redes vestindo a camisa alemã.

Digamos que esses são os bons problemas para Löw. São problemas “fáceis” de resolver. Basta escolher entre jogador de grande qualidade, sempre sabendo que a opção escolhida irá corresponder. Mas o grande problema está nas laterais.

Lahm é outro membro vitalício dos titulares alemães. Joga na direita e na esquerda. Não há motivo para tirá-lo do time. O problema é decidir onde colocá-lo e o pior: quem colocar no lado oposto.

Träsch quer a titularidade (Reuters)

Contra o Brasil, Lahm teve grande atuação pela faixa esquerda, com Träsch pela direita. O novo jogador do Wolfsburg foi bem, mas não sei se será a peça ideal… mas olhando por outro lado, qual o outro lateral direito disponível? Por isso que defendo a ideia de que Lahm deveria jogar na direita, e Löw deveria insistir com Schmelzer e Aogo.

O lateral do BVB teve grande temporada em 10/11, mas por algum mistério da natureza não consegue engrenar na seleção. Já Aogo mostra ter potencial e mesmo caindo diversas vezes no marasmo hamburguês, ele consegue ter algum destaque. Para mim, Schmelzer é a melhor opção.

É claro que Joachim Löw não tem o time definido ainda. Tem a base – do Bayern, diga-se de passagem – mas precisa de ajustes e do saneamento de algumas dúvidas. Os quatro defensores precisam ser definidos, assim como os meio campistas e o centro avante…

Falando assim, parece que estou destacando um time que está aos pedaços e sem chão, mas quem conhece, sabe que estou falando de uma seleção que tem uma safra impressionante, que até em meio as dúvidas, consegue ter um time forte.

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