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Muita calma nessa hora

8 de setembro de 2011

Com Leonardo como dirigente e com o dinheiro da Qatar Sports Investments, o PSG visa os títulos

Quando um time é comprado por algum milionário das arábias ou por um magnata russo, a grande intenção desse maluco, além de salvar o clube das dívidas, é levar esse mesmo clube a glória. Para conseguir isso, esse cidadão endinheirado tentará levar de todas as formas para o seu clube os jogadores de maior renome internacional. A maioria consegue trazer esses jogadores, mas nem sempre conquista a glória imediata.

O Paris Saint-Germain, por exemplo, foi comprado pela Qatar Sports Investments e gastou mais de 85 milhões de euros em contratações na última janela de transferências. Dinheiro esse que seria capaz de montar uma dúzia de bons times de meio de tabela da Ligue 1. Imagina esse dinheiro todo em um time só? Coisa de louco!

Mas aí que vem a grande questão: será certo exigir títulos e mais títulos logo nessa primeira temporada como “rico” do PSG?

Penso eu que não… mas há dois pontos de vista.

O ponto de vista que não bate com o meu é até meio simplório: gastou demais, ou seja, tem obrigação de fazer esse investimento valer à pena conquistando títulos.

É uma análise simples, porém coerente. Difícil imaginar que um clube vá ao mercado, gaste uma fortuna, traga uma centena de jogadores e se contente com uma posição intermediária em seu campeonato nacional. Grandes investimentos sempre visam grandes ambições e conquistas.

Conversando com alguns amigos que acompanham da Ligue 1, percebo que todos eles tem mesmo essa expectativa de título do Paris, não só pelos loucos investimentos do time da capital francesa, mas também pelo pouco barulho feito pelas demais equipes candidatas ao título francês. Para alguns amigos, já podemos até dizer que “já podem entregar a taça pro PSG!”.

Talvez até nadando contra a corrente, eu tenho uma visão um pouco – ou muito – contrária a citada acima. Não acho que diretoria, comissão técnica e jogadores do PSG devam ser cobrados por uma eventual ausência de título logo em sua primeira temporada como milionários. Basta olhar outros exemplos do gênero.

Roman Abramovic comprou o Chelsea em 2003 e na sua primeira temporada como “milionário”, os Blues terminaram com o vice-campeonato inglês, ficando com 79 pontos, 11 atrás do Invicible Arsenal. Nas duas temporadas seguintes veio o bi-campeonato nacional do time.

O outro exemplo vem também da Inglaterra: em setembro de 2008, o grupo United Abu Dhabi comprou o Manchester City e fez os Citizens contratarem Deus e o mundo para seu time, mas só agora, na temporada 11/12, os investimentos parecem surtir efeito, fazendo com que o City seja considerado um dos favoritos ao título inglês.

Repito: é coerente exigir de um time de grandes investimentos que conquiste os grandes títulos de seu país, mas discordo do imediatismo nesses casos.

Acredito que o Paris Saint-Germain deva seguir o mesmo caminho percorrido por Blues e Citizens.

Pastore foi o grande negócio do PSG

Primeiro de tudo: o PSG pode não ganhar a Ligue 1 nesta temporada por causa de seu treinador, Antoine Kombouaré. Ele pode armar uma zaga com Sakho e Lugano, pode também escolher entre Matuidi, Sissoko e Bodmer para armar uma boa dupla de volantes, além de ter um forte trio de meias com Mènez, Nenê e Pastore, e opções como Hoarau e Gameiro pro ataque. Só que Kombouaré é temperamental. A qualquer momento ele pode brigar com algum desses jogadores e desarrumar um time aparentemente “auto-ajustado”. Acreditem, não será a primeira vez que ele fará isso.

E segundo: esse “auto-ajustado” não é garantia de ajuste mesmo. Tá certo que as contratações foram feitas na medida certa, para as posições carentes, visando armar um 11 inicial forte, mas pode ser que os jogadores não se acertem e a bola saia “quadrada”. Para isso, nem sempre é culpa do técnico. Muitas vezes, jogadores de talento, quando encontram-se juntos em um time, simplesmente não se encontram.

Como foi citado antes no caso do Manchester City, eles precisaram contratar jogadores da Europa inteira para poder “regular” os níveis de contratação e perceber que esse não era o modo de se montar um time vencedor. Não é só “contratar por contratar” ou “contratar porque é um nome da moda”. Tem que trazer jogadores para as posições carentes, montar um elenco forte e apostar no investimento. Não é certo gastar milhões de euros em dois ou três jogadores e desperdiçar este investimento por causa de alguns jogos ruins.

O início de temporada do PSG é animador. São 7 pontos em 12 disputados. Se depender do início do time, o maluco aqui será eu, e não o pessoal da Qatar Sports Investiments, que estará botando dinheiro num time vencedor. Mas vale citar que o time de Paris sofreu gols em todos os quatro jogos e enquanto a bola entrar mais no gol adversário do que no seu próprio gol, estará tudo ótimo, mas só espera pela hora em que a bola do Paris parar de entrar para ver a tensão que causará…

Para fechar e resumir também: sigo achando que não será “vexame e vergonha do século” se o Paris Saint-Germain não conquistar a Ligue 1. “O futebol é uma caixinha de surpresas” e nada impede que o bolo parisiense não cresça logo de cara, assim como nada impede que um time de menor investimento vá lá, cale a boca de todos e ganhe o Francesão. Claro que espero grandes coisas do PSG, mas é preciso ter calma!

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