Apáticos

O Hertha calou o Signal Iduna Park (AFP)

O título acima resume bem como é o início de temporada do Borussia Dortmund: apático. Mas duvido que alguém esperava isso do BVB!

O time comandado por Jurgen Klopp é o atual campeão alemão e durante a última temporada apresentou o futebol mais vistoso da Alemanha, um dos mais vistosos da Europa. Mário Götze, Nuri Sahin, Shinji Kagawa e Lucas Barrios formaram um quarteto poderoso, que conquistou a Alemanha e chamou a atenção da Europa inteira. Sem falar de jogadores como Piszczeck, Schmelzer e Bender, que sem fazer muito barulho, também tiveram papel importante na conquista. O princípio da atual temporada também foi animador. O time conquistou a Liga TOTAL Cup e mesmo perdendo a Supercopa da Alemanha – nos pênaltis e tendo massacrado o Schalke durante 90 minutos -, o BVB começou a Bundesliga com uma grande vitória por 3×1 sobre o Hamburgo, onde Mário Götze acabou com o jogo.

De lá pra cá, a maionese desandou, com tropeços, jogos ruins e com seus principais jogadores atuando abaixo da média. Para completar, nas duas últimas rodadas, os aurinegros tiveram 0x0 com o Leverkusen na BayArena e uma surpreendente derrota pro Hertha Berlin, no Signal Iduna Park.

Tá bom, empatar com o Leverkusen na BayArena é normal, mas o modo como aconteceu é que não foi legal. O Borussia fez um primeiro tempo abaixo de suas capacidades, com um jogo muito preso, deixando pra atacar somente na segunda etapa, mas tudo foi por água abaixo com a – pra mim injusta – expulsão de Mário Götze. Ele foi tentar se desvencilhar de Ballitsch com um chute, mas errou. Mesmo que pegasse, seria um “chutinho de nada”. Nada mais que um amarelo, mas Götze foi expulso. O garoto foi suspenso por dois jogos, junto com Sebastian Kehl, que no desespero de entrar em campo, deu um empurrão no quarto árbitro nesse mesmo jogo.

Raffael deixou Hummels sem pai nem mãe (Dpad)

No jogo contra o Hertha, o Borussia falsamente pressionou na etapa inicial. Tinha a bola no campo ofensivo, rodava bem, mas criava pouco. Porém, desde o primeiro tempo, o brasileiro Raffael havia recuado um pouco da linha de três meias do Hertha para poder puxar alguns contra-ataques. Era nítido que ele tinha espaço pra isso. Na etapa final, com o desespero borussiano, ele teve mais espaço ainda e acabou com o jogo, tendo anotado o primeiro dos dois gols do Hertha.

Mas o que realmente preocupa é a apatia do Dortmund. Até na sua vitória sobre o Nüremberg, o BVB não esteve bem em campo e o time bávaro merecia pelo menos o empate, graças ao enorme número de chances criadas. E o principal motivo desse mal futebol está no desempenho ruim de alguns jogadores.

Kagawa não é sombra do que era na temporada passada. Não se movimenta como outrora e poucas vezes dá sequencia a seus ataques. Ouso a dizer que o melhor agora seria tirá-lo do time para voltar a formação que deu certo na segunda metade da última temporada, com Kuba pela direita e Götze na armação central, quem sabe até com a entrada de Perisic ao invés do polonês. O fato é que algo precisa mexer com Kagawa, um “chá de banco”, um papo “de homem pra homem”, que seja, algo deve ser feito, senão o BVB ficará muito atrás do trator Bayern de Munich, que tem passado por cima de todo mundo.

Acorda Kagawa!

Diga-se de passagem, o início de Mário Götze também não é dos melhores, mas ao contrário de Kagawa, ele pelo menos dá sequencia a algumas jogadas. Já fez mais que o japonês. Mas ainda é pouco pra quem vem pleiteando um vaga de titular na Seleção Alemã.

A ausência de Lucas Barrios também é um fator importante para essa queda de rendimento do Borussia Dortmund. O paraguaio é acostumado a receber as bolas pra finalizar, já seu substituto, o polonês Lewandowski, por ser mais um segundo atacante, acaba tabelando mais com os meio-campistas e as penetrações na grande área acontecem em menor número.

É nítida também a falta que Nuri Sahin faz. O turco, que se transferiu pro Real Madrid, ditava o ritmo do meio campo borussiano, e uma partida ruim de Sahin, representava uma partida ruim do Dortmund. Ilkay Gündogan, seu substituto, ainda não conseguiu se adaptar e tem feito partidas apagadas. Tão apagadas, que no sábado, Jurgen Klopp o sacou no intervalo para colocar o brasileiro Antônio da Silva. Foi um “seis por meia dúzia” levado ao pé da letra, porque não mudou nada, nem em posicionamento – só quando Bender saiu e da Silva ficou como único volante -, nem em rendimento.

E amanhã pela Liga dos Campeões, teremos o “duelo dos apáticos”. O Borussia Dortmund, dos ainda abaixo do esperado Kagawa e Götze, contra o Arsenal, do sempre apático Arshavin e do oscilante Walcott.

É uma boa hora para os aurinegros acordarem e jogarem bola!

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