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Eu vi na Champions

14 de setembro de 2011

É muito bacana lembrar que mesmo não tendo tantos anos de vida, já “presenciei” – à distância – tanta coisa bacana na Champions League.

Dos quatro títulos europeus do Barcelona, vi três deles.

No título da temporada 2005/2006, matei aula só pra ver a final inteira diante do Arsenal.

Com o Barcelona, vi Ronaldinho humilhar. Vi Eto’o balançar as redes até cansar. Vi Messi surgir, assim como vi o menos badalado Henrik Larsson ser uma “esperança que vem do banco” catalão.

Ainda vi Iniesta fazer nos acréscimos do jogo contra o Chelsea um gol espetacular em um dos jogos mais polêmicos da história do torneio.

E hoje vejo Messi arrebentar nos campos europeus.

Mas não é só do Barcelona que guardo lembranças.

Guardo lembranças do Milan da dupla Shevchenko e Crespo e de como fiquei decepcionado ao ver aquele timaço ceder o empate por 3×3 ao Liverpool naquela magnífica final de 2005.

Naquela mesma edição, vi um marcante Milan x Internazionale nas quartas de final.

Lembro do sinalizador que foi atirado no goleiro brasileiro Dida. Havia ficado preocupado.

Ainda na marcante edição de 2004/2005, vi o eternamente polêmico gol de Luís García, na semifinal entre Liverpool x Chelsea. Afinal: a bola entrou ou não? Lembro de meu pai e eu tentanto de todas as formas descobrir se o gol era legal ou não.

E na edição de 2004?

Me lembro de Kaká tacando o terror no La Coruña em San Siro e na volta, ver seu Milan ser tragicamente eliminado.

Lembro de ver o marcante time do Monaco calando a tudo e a todos, eliminando Chelsea e Real Madrid e chegando a final da competição.

E é claro, lembro do Porto do novato José Mourinho, vibrando feito uma criança após a histórica classificação sobre o Manchester United no Old Trafford.

Me lembro também de aquela ser a primeira final de Champions League que vi inteira.

O medo do furacão que estava em Santa Catarina fez as aulas da minha escola serem canceladas. Fiquei em casa e triste, pois desde aquela época, já mostrava afeição pelos times franceses e vi o Monaco perder a final.

Só porque a final de 2003 foi a minha primeira final completa, não significa que eu não tenha outras lembranças da Champions League.

Me lembro de quando gurizinho, voltava da escola com meu pai e a gente sempre parava no bar para ver os momentos finais dos jogos da Champions.

Tenho pequenas lembranças de ter visto aquele mágico gol de Zidane contra o Leverkusen.

Me lembro da época em que não tinha TV fechada e que só o jogo de quarta-feira era transmitido.

Cara, como isso me irritava…

Me irritava mais ainda quando o jogo que era transmitido, não era o que eu gostaria de assistir.

E como era decepcionante chegar da escola e ver que já havia saído gol no jogo da Champions.

Ficava aquele sentimento de: “Puxa, eu podia ter corrido mais rápido depois do fim da aula”, ou “por que eu fiquei conversando com a gurizada ao invés de vir embora?”.

Já deixei de passar algumas divertidas horas com meus amigos, só para assistir a um jogo da Champions League.

Com esses mesmos amigos, nos aventuramos debaixo de uma chuva torrencial, só para poder chegar em casa e ver o monumental gol de Juninho Pernambucano sobre Casillas em 2005.

Esses amigos e eu, costumávamos, quando mais guris, a se juntar na casa de alguém para assistir a Champions League.

Como era bacana a gente palpitando no que iria acontecer…

Junto com esses amigos, ficamos a ponto de explodir com uma catequista, que enrolou a catequese por meia hora e impediu que assistissemos a final da Champions League entre Inter x Bayern.

Me lembro de não poder ter visto John Terry, grande ídolo do Chelsea, perder o pênalti que renderia o maior título da história de seu clube (maldita aula de natação).

Chelsea que protagonizou vários duelos com o Liverpool pela Champions League.

Lembro de quase pirar com o 4×4 de 08/09.

Me lembro de uniformes.

Me lembro de jogadores.

Me lembro de gols.

De estádios.

De marcantes narrações.

De torcidas.

De confusões e celebrações.

E o principal: me lembro de fatos que aconteceram no torneio e que no futuro poderão ser compartilhados com guris mais novos.

É…

A Champions League é marcante!

É o melhor campeonato de clubes do mundo!

São tantas lembranças que fico com medo de ter esquecido algo importante.

Tenho lembranças raras, lembranças velhas, lembranças recentes e lembranças que acabam de sair do forno, como o gol de relâmpago de Alexandre Pato, aos 24 segundos de jogo, calando o Camp Nou.

E isso foi ontem.

Talvez daqui a dez anos, ainda me lembre disso.

A nova temporada Champions League se iniciou e as lembranças serão aumentadas.

Champions League, seja bem vinda… de novo!

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