Dinheiro divino

A situação do Monaco não é nada boa. O time terminou o primeiro turno da Ligue 2 na lanterna, com apenas 13 pontos e somente uma vitória. Para poder evitar o descenso, a diretoria decidiu apostar na geração de 1992, criada pelo clube, somada a presença de alguns jogadores de maior experiência e a manutenção do técnico Laurent Banide. Nada disso deu certo.

Não tínhamos nem dez rodadas disputadas e o Monaco já acumulara tropeços, o time mostrava pouco conjunto, Laurent Banide era demitido, os garotos da base sentiam o peso da responsabilidade, enquanto os veteranos se arrastavam em campo. Marco Simone chegou para o lugar de Banide e a tônica foi a mesma.

Eysseric tem sido um dos grandes destaques do Monaco

Mas sempre há exceções. Nesse caso, as exceções são Valère Germain e Valentin Eysseric. Os jovens de 21 e 19 anos, respectivamente, foram os principais jogadores do Monaco no 1º turno da segundona. Dos dois, o que mais chamou a atenção do blogueiro foi Eysseric. Jogador muito habilidoso e inteligente com a bola nos pés.

Mas não adianta ter Germain e Eysseric em grande forma se você tem Hansson, Helstad e Giuly, veteranos que poderiam acrescentar ao jovem time, se arrastando em campo.

Mas na última sexta-feira (23/12), a história do Monaco ganhou um novo capítulo. Dmitri Rybolovlev, 93º na lista de bilionário da Forbes, se tornou o maior acionista do clube francês. Essa possível compra já era especulada durante um bom tempo, mas na antevéspera do natal, o negócio se confirmou. Rybolovlev e sua empresa – Monaco Sport Invest – prometeu investir cerca de 100 milhões em quatro anos no Monaco.

A princípio, o clube deve trazer alguns jogadores para evitar o descenso. O acesso é quase impossível, já que a diferença de pontos do clube do principado pro Bastia, 3º colocado, é de 27 pontos. Mas para se salvar, não é nada impossível. O Le Mans, primeira equipe fora da zona de rebaixamento, tem 16 pontos, somente três a mais que o Monaco. É claro que se em algum momento da temporada for visto que dá para subir, Marco Simone – se permanecer como técnico do time – deve arriscar, mas isso é muito difícil.

O Monaco deve contratar jogadores para reforçar seu jovem elenco e poder substituir os veteranos que pouco estão acrescentando. Se o time permanecer na Ligue 2, aí sim o investimento feito poderá ser maior, visando o acesso tranqüilo para a Ligue 1.

93º na lista da Forbes, Dmitry Rybolovlev se tornou o maior acionista do Monaco

Antes que apareça alguém dizendo que o dinheiro de Rybolovlev é “sujo”, só quero acrescentar que não encontrei nada na internet dizendo que o russo está envolvido em corrupção, esquemas de apostas ou qualquer coisa parecida. “Apenas” uma prisão por suspeita de assassinato, mas logo o culpado veio a confessar o crime. O assunto mais “exótico” que encontrei foi que ele comprou por 88 milhões de dólares, o apartamento mais caro de Nova York, além de anos antes ter desembolsado 95 milhões de dólares para comprar do empresário Donald Tramp sua mansão em Palm Beach, na Flórida. Mas é aquela história, esses negócios são obscuros, pode ser que uma hora ou outra a sujeira que possa existir em torno do nome de Dmitri Rybolovlev venha à tona e o Monaco se dê mal.

O próximo passo que poderá ser dado pela diretoria monegasca está envolvido com as posições de diretor esportivo e treinador. Youri Djorkaeff pode se tornar o diretor do clube, enquanto Marcelo Gallardo pode virar o treinador da equipe. Os dois já tiveram passagens pelo Monaco quando jogavam profissionalmente.

É esperar pra ver. Até a Ligue 2 retornar pro Monaco no dia 14 de janeiro, muita coisa pode acontecer nos lados do principado. Claro que não haverão especulações do “nível PSG” – Kaká, Hulk, Damião, Beckham… -, mas certamente o elenco será reforçado e o time monegasco poderá ter grandes chances de escapar de um novo rebaixamento.

Essa grana que será injetada no clube pode ser a salvação do Monaco, que se encontra com um elenco jovem, desanimado e com muita gente “de nome” se arrastando dentro das quatro linhas.

Admito que torço pra isso. Como fã do futebol francês, foi muito bacana ver o Monaco chegar a uma final de Liga dos Campeões. Foi o segundo time do país conseguir isso e o único que pude ver. Se os endinheirados que andam por Monaco em seus luxuosos carros e iates não dão valor pra isso, eu dou esse valor.

Como diria o outro, “Vamú subi, Monacooo! Vamú subi, Monacooo!”.

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Uma resposta em “Dinheiro divino

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