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Por que Lucas pode fazer sucesso na Europa?

2 de janeiro de 2013
Lucas foi apresentado no PSG direto do Qatar(Foto: PSG.fr)

Lucas foi apresentado no PSG direto do Qatar
(Foto: PSG.fr)

Tenho de admitir: quando o Paris Saint-Germain anunciou a compra de Lucas Moura por 40 milhões de euros, torci o nariz. Fiz isso porque não enxergava nele potencial que fizesse valer esse investimento todo. Porém, assistindo a mais jogos do garoto com a camisa do São Paulo e analisando o contexto com qual se desenvolveu a negociação, observo que foi uma boa para os dois lados.

Para o Paris Saint-Germain, é uma nítida demonstração de força vinda do Qatar. Lucas era observado por equipes mais tradicionais e tão fortes economicamente quanto o clube francês. Talvez jogar em grande centro fosse até mais sedutor ao brasileiro, mas os franceses, com o “combustível” árabe, desbancaram os rivais e trouxe o rapaz. Além disso, o clube passa a ter em mãos um jogador que, se ver a liga francesa crescer, poderá ficar por diversos anos defendendo sua camisa. Como disse o técnico Carlo Ancelotti, “Lucas é o futuro do Paris Saint-Germain”.

Olhando pelo lado do Lucas, podemos ter duas óticas favoráveis a essa contratação: a história e seu estilo de jogo.

Historicamente, jovens brasileiros que se aventuraram no Velho Continente em ligas de menor porte, se deram bem no futuro. O PSV trouxe Ronaldo e Romário com 18 e 22 anos respectivamente, enquanto Ronaldinho foi comprado pelo PSG quando tinha 21 anos. Lucas, que fará os mesmos 21 anos de Ronaldinho em agosto de 2013, vai jogar em um país onde o futebol não está tão qualificado como na Alemanha e Inglaterra e isso, por incrível que pareça, deve ser bom.

Embora a Ligue 1 não seja a “menina dos olhos” dos fãs de futebol, não é nenhum campeonato obscuro, muito pelo contrário. Mas a visibilidade não é o principal ponto de se jogar em uma liga menor. Imagina o tamanho da pressão que sobrecarregaria Lucas se ele fosse jogar em um Real Madrid, por exemplo? Espanhóis e brasileiros iriam esperar que ele se tornasse o salvador da pátria, sem se importar com o fato de ter apenas 20 anos. Robinho vivenciou algo parecido e se vê renegado a um retorno ao futebol brasileiro após fracasso em terras espanholas, inglesas e temporadas de figuração no Milan.

O Campeonato Francês tem demonstrado através dos anos que não é um torneio que exija de seus times ter jogadores prontos. Basta notar a quantidade de atletas que brilharam por lá e até hoje não explodiram. Gourcuff, Gervinho e Benzema – falem o que quiser, mas ele segue irregular no Real Madrid e é uma decepção na seleção – são os exemplos mais claros. Lucas chegará sendo uma espécie de “universitário” na França, pois estará em um país que tem uma liga qualificadora. Mantendo a linha de raciocínio, quando chegar aos times mais poderosos do continente, poderemos dizer que o brasileiro concluiu sua graduação e ingressou no mercado de trabalho.

Na França, o ex-são-paulino ainda terá dois “escudos” dentro de campo: Zlatan Ibrahimović e Thiago Silva, jogadores que tem, por obrigação, liderar o PSG dentro de campo e de serem os responsáveis por conduzir os franceses ao status que tanto almejam. É esse tipo de ação que alivia o peso sobre o brasileiro.

Lucas chegou falando em ser o melhor do mundo(Foto: PSG.fr)

Lucas chegou falando em ser o melhor do mundo
(Foto: PSG.fr)

Quanto ao estilo de jogo de Lucas, fica nítido, pelo menos a mim, que ele tem o jeito do futebol europeu. O brasileiro consegue unir velocidade, habilidade e objetividade para um atleta que atua pelo lado do campo. Já é mais recurso que Pastore e Lavezzi, opções de Ancelotti para a função, apresentam. O Paris Saint-Germain tem atuado no 4-4-2, no melhor estilo britânico, então, o brasileiro cabe tanto no flanco direito, quanto no esquerdo. Se o italiano conseguir implantar a tão temida, por muitos de nossos compatriotas, “consciência tática”, será um dos melhores wingers do planeta, talvez o melhor.

Se o dinheiro dos catarinos foi primordial na escolha do brasileiro pelo PSG não dá para saber, só perguntando a ele mesmo, mas é fato que na França, Lucas poderá se desenvolver mais do que em uma liga mais forte. Em outras palavras, disputar a Ligue 1 é uma boa pedida quando se pensa na evolução futura da carreira.

One comment

  1. […] expectativa de ver como o brasileiro Lucas Moura irá se sair em terras parisienses. Recentemente, falei de como ele pode fazer sucesso na Europa, triunfo esse que virá com o tempo, talvez não agora, nem em 2014, mas nos anos seguintes, após […]



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