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Onde Lucas entra?

9 de janeiro de 2013
Lucas poderá estrear oficialmente na sexta-feira(Foto: Getty Images)

Lucas poderá estrear oficialmente na sexta-feira
(Foto: Getty Images)

Neste fim de semana, o Campeonato Francês será reiniciado. Junto com as partidas, chega à expectativa de ver como o brasileiro Lucas Moura irá se sair em terras parisienses. Recentemente, falei de como ele pode fazer sucesso na Europa, triunfo esse que virá com o tempo, talvez não agora, nem em 2014, mas nos anos seguintes, após muito esforço dentro e fora de campo.

Mas olhando para os próximos meses da vida esportiva de Lucas, fica a questão de como ele irá se encaixar nesse time do Paris Saint-Germain. Antes de esmiuçar tudo que pode acontecer, cabe esclarecer o seguinte. Carlo Ancelotti não tem escalado seu time no esquema “árvore de natal” (4-3-2-1) e nem no 4-2-3-1, tática sugestiva ao elenco que possui. O PSG vem jogando no 4-4-2 no famoso estilo britânico. Claro que com a movimentação dos meio-campistas ofensivos, esse esquema varia em boa parte dos jogos, mas, basicamente, o time joga com duas linhas de quatro e com uma dupla de homens de ataque.

Lucas é um jogador de lado de campo, mais notabilizado no Brasil por atuar na ponta-direita, ainda assim, já afirmou que não teria problema algum em jogar no flanco oposto. Casando com o sistema tático do PSG, também pode ser encaixado como um segundo atacante, jogando atrás de Ibrahimović, hipótese que Ancelotti já levantou.

Para se tornar titular em Paris, Lucas terá de desbancar um dos três citados: Javier Pastore, Ezequiel Lavezzi ou Jérémy Ménez. Nos parágrafos abaixo, descreverei qual a função de cada um e como Lucas poderia entrar.

Time do PSG na partida contra o Brest(Foto: L'Equipe)

Time do PSG na partida contra o Brest
(Foto: L’Equipe)

Javier Pastore se encontrou na nova função: aberto na direita. Quando foi trazido do Palermo da Itália, sabia-se de sua qualidade como meia armador, atuando mais centralizado. Nessa função, o argentino não emplacou na França e apresentou futebol muito burocrático. No turbulento início de dezembro, Ancelotti mexeu no esquema e no posicionamento de Pastore, o deslocando para a ponta direita. A mudança surtiu grande efeito e o argentino passou a decidir jogos com muitas assistências e intensa participação na armação de jogadas.

Por atuar na direita, Pastore seria a primeira opção de saída, caso Ancelotti opte por escalar Lucas, mas o encontro do bom futebol do argentino torna essa mudança inviável e injusta com o atleta.

Ezequiel Lavezzi alterna sua posição com Jérémy Ménez. Originalmente, o argentino atua como segundo atacante, mas em diversos momentos, desloca-se para a ponta-esquerda, com o francês ocupando seu espaço no ataque. El Pocho demorou a encontrar seu lugar no time de Ancelotti, mas já tem sido muito mais participativo e decisivo na Ligue 1 e também na Champions League.

Já Ménez não tem sido tão importante como foi na temporada passada, onde fez dupla infernal com o brasileiro Nenê, mas não é um jogador que possa ser desprezado. O meia-atacante francês é importante nas jogadas de contra-ataque, já que é veloz e tem bom controle de bola, além de criar muitos lances de perigo. Porém, Ménez se vê em desvantagem, se comparado aos argentinos, na questão da finalização. Esse nunca foi seu forte, não à toa, segundo estatística fornecida pelo site da Ligue 1, o francês, que tem apenas um gol no campeonato, finalizou 29 vezes e apenas 12 de seus chutes foram na direção da meta. Lavezzi finalizou menos – embora tenha menos partidas – mas tem um índice de acertos maior, 9 de 17.

Cabe a Ancelotti entender qual a melhor escolha para ser titular entre Ménez e Lavezzi: o italiano deve optar por um criador de jogadas, mas mal finalizador ou escolher um jogador que sabe fazer gols, mas que não deverá criar tanto quanto o outro?

Logo, se fosse apostar meu dinheiro em quem deixaria o time para a entrada de Lucas, seria em Ménez, pela menor importância que tem representado nesta temporada. Além do mais, com Lucas e Pastore no time, Lavezzi e Ibrahimović serão bem abastecidos, tornando a presença de Ménez um mero luxo.

Acredito, também, que caso deixe o francês de fora, o brasileiro atuaria mais avançado, fazendo companhia a Ibrahimovic. Claro que na ponta-esquerda seria até mais fácil de se adaptar, mas existem motivos para me levar a crer em tal mexida. Pastore, mesmo na ponta-direita, desloca-se muito para o centro, fazendo em alguns momentos a função de armador. Quando faz isso, o argentino abre espaços para Ménez ocupar o lado direito, deixando o PSG em um 4-2-3-1. Pastore, diferentemente do francês quando há essa rotação, fica mais distante de Ibrahimović, fazendo mesmo uma função de criação no meio-campo. Lucas poderia ocupar a faixa direita nessa rotação com mais efetividade que Ménez.

Mas como foi frisado diversas vezes no “Le Podcast du Foot”, o brasileiro vai entrar aos poucos no time do titular do PSG. Nos primeiros jogos, possivelmente entrará no rodízio do elenco de Ancelotti, salvo alguma demora a adaptação ao futebol europeu, poderá se tornar titular absoluto entre março e abril.

Qualquer outro posicionamento de Lucas no Paris Saint-Germain, será novidade para mim. Aliás, jogar fora do flanco direito já será algo novo para o brasileiro, mas, certamente, importante para sua evolução como jogador.

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