Lisandro López precisa se reinventar

Lisandro faz temporada abaixo do esperado (Foto: Fred Tanneau/AFP-Getty Images)

Lisandro faz temporada abaixo do esperado
(Foto: Fred Tanneau/AFP-Getty Images)

O atacante do Lyon, Lisandro López, dispensa grandes apresentações e é, reconhecidamente, um jogador de muita qualidade. Mas, apesar de seus 10 gols marcados no Campeonato Francês, a impressão que o argentino passa nessa reta final de temporada é que necessita se reinventar na carreira.

O esquema tático que o técnico Rémi Garde adota é o 4-2-3-1 – variando para o 4-1-4-1 – e Lisandro é encaixado como um meia-atacante de lado de campo. O motivo disso é a insistência de Garde em tentar manter o argentino com Bafetimbi Gomis, artilheiro do elenco, no time titular. Como o Predador não é tão versátil sobra para Lisandro a dura tarefa de cumprir uma função que não exerce com maestria.

Porém, o desempenho do argentino como jogador de lado de campo tem sido muito ruim e a justificativa é lógica: ele não sabe desempenhar tal função no sistema tático do Lyon. Garde, vendo que essa maneira de jogar estava refletindo no restante da equipe, parou com a teimosia e começou a revezar Gomis com Lisandro na função de centroavante.

No último fim de semana, por exemplo, o argentino iniciou como titular na partida contra o Nancy, mas após pouco tocar na bola na etapa inicial, foi trocado por Gomis e o francês foi decisivo ao marcar dois dos três gols do Lyon.

Mal comparando, suas características táticas lembram as de Kléber “Gladiador”, atacante que defendeu o Dynamo de Kiev na Ucrânia e hoje veste a camisa do Grêmio. Não enxergo nos dois atletas aquele típico centroavante de área, trombador e empurrador de bola para as redes – como é ‘Bafé’ Gomis – assim como não os vejo cumprindo funções de lado de campo. Basicamente, Kléber e Lisandro são segundo-atacantes, são auxiliares do centroavante, não jogam dentro da área, mas não se afastam dela. Logo, o esquema ideal para ambos seria o 4-4-2 ou o 4-3-1-2 que os possibilitaria uma movimentação mais ampla e sem deixar a grande área vazia.

No caso de Lisandro, onde Rémi Garde não parece querer abrir mão do 4-2-3-1, o ideal seria se encaixar como o homem centralizado da linha de três que se posiciona atrás do centroavante. Porém, Clément Grenier vem despontando como um dos grandes jogadores do Lyon para as próximas temporadas. Desbanca-lo é uma missão árdua, pra não dizer impossível de ser concretizada.

A reinvenção de Lisandro pode passar por uma transferência. A Juventus já demonstrou interesse em seu futebol na metade da atual temporada, mas será que a Vecchia Senhora permanece com essa disposição em contratá-lo? Acredito que não.

O argentino ainda tem lenha para queimar no próprio Lyon, mas essa permanência só será efetivada – entenda-se jogando bem mesmo – se ele colocar a mão na própria consciência e notar o que está fazendo de errado e onde pode evoluir. A função que cumpre dentro de campo é muito específica e poucos times podem fazer com ela faça valer, mas Lisandro não é nenhum craque que possa obrigar técnicos e dirigentes a abrir mão de suas convicções para trazê-lo e montar um novo time.

Caso queira mesmo permanecer no Lyon, clube onde tem uma torcida que o adora, Lisandro López precisa sair da mesmice, trocar experiências até mesmo com os jovens jogadores do elenco e tentar se fixar no time titular da melhor maneira possível, onde não só contribua para o conjunto, mas cresça individualmente também. Essa deve ser a busca do argentino para se reinventar no Lyon.

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