TOP 7: Os quinze campeões (Parte 2)

Dando sequência à série com os quinze treinadores europeus que venceram torneios nacionais, continentais e mundiais, passo hoje os últimos sete nomes desta lista. Nesta segunda parte, teremos duas faixas bônus, sendo um técnico europeu e outro sul-americano, mas que obteve tal feito por um clube europeu.

Confira a parte final desta lista abaixo:

Faixa Bônus1 – Helenio Herrera – Internazionale

Está certo que Helenio Herrera é argentino, mas ele tem traços franceses e fortes relações com os italianos, então vale essa menção honrosa. Herrera ganhou quatro campeonatos espanhóis, dois pelo Barcelona e dois pelo Atlético de Madrid. Porém, Milão foi o local onde concluiu a trinca de títulos. Foi pela Inter que venceu o Campeonato Italiano em 1962/63 e a Liga dos Campeões na temporada seguinte – curiosamente, vitória sobre o Real Madrid, seu rival em tempos de Espanha. No Mundial Interclubes, os nerazzurri reverteram a vantagem do Independiente da Argentina em três jogos e venceram o torneio. No ano seguinte, novo título europeu para Herrera, esse sobre o Benfica e mais um título mundial em cima do Independiente.

7) Marcelo Lippi – Juventus

Lippi fez a trinca na Juventus

Lippi fez a trinca na Juventus

O italiano Marcelo Lippi passou por uma penca de times em sua carreira, mas suas conquistas mais gloriosas foram na Juventus – além de vencer a Copa de 2006 pela Itália. Foram treze títulos na equipe de Turim. A primeira vez que conquistou o Campeonato Italiano foi na temporada 1994/95. No ano seguinte, veio o título europeu conquistado em cima do Ajax na disputa por pênaltis.

Em dezembro de 1996, a Juventus deu de cara com o River Plate na final do Mundial Interclubes. Em jogo muito disputado, a decisão veio dos pés de Del Piero, que aos 36 minutos da etapa complementar, fez o gol que valeu o título mundial ao time de Lippi.

A Juve quase repetiu este feito em outras oportunidades. O título italiano veio mais quatro vezes, mas a Liga dos Campeões bateu na trave três vezes. Em 1997 contra o Borussia Dortmund, 1998 diante do Real Madrid e em 2003 contra o rival Milan.

Faixa Bônus2 – Guus Hiddink – PSV Eindhoven e Real Madrid

Conhecido por seus trabalhos em seleções, o holandês Guus Hiddink também botou suas manguinhas de fora nos clubes em que passou. Pelo PSV, foram duas passagens, ambas somando títulos. Entre 1987 e 1990, foram três conquistas do Campeonato Holandês e duas da Copa da Holanda. A temporada 1987/88 foi a mais marcante de Hiddink em Eindhoven. O título holandês veio graças ao ataque avassalador de 117 gols e em seguida, veio o título europeu. Diferentemente do torneio doméstico, a campanha continental não foi das melhores – três vitórias, cinco empates e uma derrota -, mas ainda assim veio o título nos pênaltis diante do Benfica.

No Mundial Interclubes não deu outra: novo empate, desta vez, em 2×2 com o Nacional do Uruguai. Na decisão por pênaltis, vitória dos sul-americanos. Hiddink só completou a série de títulos dez anos depois treinando o Real Madrid. Na final, os madridistas bateram o Vasco da Gama.

Em sua segunda passagem pelo PSV, já nos anos 2000, conquistou três vezes o Holandês.

6) Ottmar Hitzfeld – Dortmund e Bayern

A primeira Champions League de Hitzfeld foi no Dortmund

A primeira Champions League de Hitzfeld foi no Dortmund

O suíço Ottmar Hitzfeld está no seleto grupo de técnicos que conquistaram a UEFA Champions League por duas equipes diferentes, primeiro pelo Borussia Dortmund em 1997 e depois pelo Bayern em 2001. Curiosamente, antes de conquistar a Europa por esses times, ele já acumulava dois títulos alemães por cada clube. A grande diferença é que Hitzfeld parou nesses dois com os aurinegros, mas com os bávaros vieram mais três conquistas.

Também foi com o time da Baviera que veio seu título mundial. Em 2001, Samuel Kuffour salvou o Bayern na prorrogação contra o Boca Juniors e os alemães levaram o caneco. Hitzfeld só não fez isso pelo Borussia Dortmund por ter deixado o clube após o título europeu.

5) Vicente Del Bosque – Real Madrid

Del Bosque fez história no Real Madrid e na seleção espanhola

Del Bosque fez história no Real Madrid e na seleção espanhola

Vicente Del Bosque está próximo de completar 62 anos e se, hipoteticamente, decidir se aposentar, vai poder dizer, com o maior orgulho, que ganhou praticamente tudo que disputou. Antes mesmo de conquistar o Campeonato Espanhol, o Real Madrid de Del Bosque já havia ganhado a “orelhuda” na final espanhola diante do Valencia em 2000. Porém, os espanhóis pararam no Boca Juniors de Riquelme e Palermo e não se sagraram campeões mundiais.

Na temporada seguinte, o Real Madrid voltou vencer o Campeonato Espanhol após três anos. No ano posterior, não veio o bicampeonato nacional, mas veio outro título europeu, conquistado graças a maestria de Zidane. No final do ano, os merengues foram à forra e conquistaram o mundo ao bater o Olímpia do Paraguai por 2×0.

Anos mais tarde, Del Bosque completou sua sala de troféus, simplesmente, com a Eurocopa e a Copa do Mundo.

4) Carlo Ancelotti – Milan

Ancelotti ganhou duas finais de Champions League das três que disputou

Ancelotti ganhou duas finais de Champions League das três que disputou

Foram oito anos vitoriosos de Carlo Ancelotti no Milan, onde ganhou muita coisa e se fixou como um dos grandes técnicos do continente. Assim como o comandante citado anteriormente, o italiano ganhou primeiro o título europeu. A conquista veio em 2003, na disputa de pênaltis vencida diante da Juventus. Nos pênaltis também veio a derrota no Mundial Interclubes para o Boca Juniors. No ano seguinte, os rossoneros conquistaram seu 17° scudetto na Itália, primeiro de Ancelotti.

Após perder uma Champions League de forma inacreditável para o Liverpool em 2005, o Milan retornou a final do torneio em 2007 e se vingou do time inglês ao vencer por 2×1. A outra vingança veio no final do ano contra o mesmo Boca Juniors na decisão do Mundial de Clubes.

Carlo Ancelotti ainda acumulou um título do Campeonato Inglês, mas as conquistas internacionais pararam com o Mundial de 2007.

3) Alex Ferguson – Manchester United

Ferguson posou com a "orelhuda" em 1999

Ferguson posou com a “orelhuda” em 1999

Alex Ferguson é outro que pode se gabar de ter ganhado praticamente tudo na carreira, desde os tempos longínquos no Aberdeen e agora no Manchester United. Seus primeiros títulos nacionais foram na Escócia em 1979/80, 1983/84 e 1984/85. Nos Red Devils, o primeiro Campeonato Inglês veio em 1992/93 e juntaram-se a esse título mais onze.

Em 1998/99 e 2007/08, anos em que conquistou o principal campeonato do país, o Manchester de Ferguson também ganhou a Europa e o mundo. Juventus e Chelsea pagaram caríssimos preços em âmbito europeu com dolorosas derrotas, enquanto Arsenal e o próprio Chelsea viram o United ganhar a Premier League por uma diferença curta de pontos.

Em 1999, os ingleses bateram o Palmeiras no Mundial Interclubes, na histórica falha do goleiro Marcos aproveitada por Roy Keane. Em 2008, os derrotados da vez foram os equatorianos da LDU com nova vitória por placar mínimo, desta vez, com gol de Rooney.

2) Rafael Benítez – Valencia, Liverpool e Internazionale

Benítez fez a trinca por três times diferentes

Benítez fez a trinca por três times diferentes

O espanhol Rafa Benítez fez uma “escadinha” pra obter o feito supracitado nesta matéria. Seus únicos títulos de campeonatos nacionais foram na Espanha com o Valencia. Essas conquistas vieram nas temporadas 2001/02 e 2003/04, onde desbancou Barcelona, Real Madrid e, o na época forte, Deportivo La Coruña.

Ao se transferir para a Inglaterra, Rafa venceu de forma heroica a Champions League de 2005 com o Liverpool. Os ingleses foram para o intervalo perdendo por 3×0 e arrancaram o empate no tempo normal e a vitória nos pênaltis. No Mundial de Clubes, os Reds não furaram a barreira armada pelo São Paulo e ficaram com o segundo lugar.

Em passagem nada marcante pela Internazionale, Rafa Benítez ao menos deixou sua marca e bateu o surpreendente Mazembe do Congo na decisão do Mundial de Clubes, completando a trinca de títulos. O espanhol poderá se tornar bicampeão mundial treinando o Chelsea neste ano.

1) Josep Guardiola – Barcelona

Guardiola ganhou tudo e é um dos técnicos mais cobiçados do mundo

Guardiola ganhou tudo e é um dos técnicos mais cobiçados do mundo

Pep Guardiola é o técnico mais desejado do momento, principalmente dos times que possuem donos milionários dispostos a abrir o cofre para trazê-lo a seu clube. Tal obsessão não existe em vão. O catalão ganhou de tudo no Barcelona. Guardiola disputou quatro edições do Campeonato Espanhol e ganhou três, sendo essas consecutivas.

Já na Liga dos Campeões, o Barça estabeleceu uma freguesia com o Manchester United de Alex Ferguson. Foram duas finais, em 2009 e 2011, e duas vitórias. No Mundial de Clubes, sem grandes decepções. Vitórias sobre Estudiantes e Santos. Se contarmos sua passagem pelo time B do Barcelona, Guardiola acumula quinze títulos em cinco anos de carreira.

*Crédito das imagens: Getty Images

TOP 7: Os quinze campeões

Assistindo a uma reportagem do programa “Loucos Por Futebol” da ESPN Brasil, tive minha curiosidade atiçada. A matéria em questão fala do seleto grupo de cinco técnicos brasileiros que conquistaram o Brasileirão, a Copa Libertadores e o Mundial de Clubes. Decidi, então, vasculhar as fichas com os técnicos europeus que também venceram torneios nacionais, continentais e mundiais.

O que para nós é um grupo pequeno, no Velho Continente é uma singela lista composta por quinze treinadores. Aproveitando a proximidade da disputa do Mundial de Clubes da FIFA, trago essa lista em um Top 7 – que terá uma “faixa bônus” – dividido em duas partes. Hoje, trago os primeiros treinadores que venceram campeonatos nacionais, Liga dos Campeões e Mundial Interclubes:

7) Miguel Muñoz – Real Madrid

Miguel Muñoz foi o primeiro europeu "campeão de tudo"

Miguel Muñoz foi o primeiro europeu “campeão de tudo”

Técnico do Real Madrid por catorze anos, Miguel Muñoz teve longa carreira como técnico, mas só ergueu troféus na capital espanhola. Logo de cara, seu primeiro título foi a Liga dos Campeões de 1960, onde teve campanha praticamente perfeita – com apenas uma derrota – e com Puskás e Di Stéfano decidindo a final contra o Eintracht Frankfurt. No mesmo ano, o Real Madrid se sagrou campeão da primeira edição do Mundial Interclubes ao derrotar o Peñarol – 0x0 na ida e 5×1 na volta.

Ainda em 1960/61, o Real Madrid de Muñoz venceu a Liga Espanhola e criou uma longa hegemonia que durou até a temporada 1964/65. Após essa quina de títulos, o treinador conseguiu vencer mais quatro edições do torneio nacional.

6) Nereo Rocco – Milan

Rocco (direita) iniciou a série de conquistas europeias do Milan

Rocco (direita) iniciou a série de conquistas europeias do Milan

Assim como Muñoz, Nereo Rocco passou por diversas equipes, mas suas conquistas vieram com uma única equipe, o Milan. Foi em sua primeira passagem pelo clube rossonero que venceu o Campeonato Italiano na temporada 1961/62. No ano seguinte, os italianos fizeram excelente campanha na Liga dos Campeões e venceram o Benfica na final, com dois gols de Altafini. Sem Rocco no comando técnico, o Milan parou no brilhante Santos dos anos 60 no Mundial Interclubes.

Em 1967, ele voltou para conquistar mais títulos em Milão. Logo em sua temporada de retorno, ergueu a taça do Campeonato Italiano. No ano seguinte, veio o bi da Liga dos Campeões, com o tradicional drama italiano, mas com a forra na final: goleada por 4×1, com três gols de Pierino Prati.

Desta vez, o Milan contou com Nereo Rocco no Mundial Interclubes e a história foi escrita de forma diferente. Na ida, contra os argentinos do Estudiantes, categórica vitória por 3×0. Na volta, na Bombonera, os italianos foram para o intervalo perdendo por 2×1. O placar foi mantido, mas se não fossem as expulsões de Manera e Suárez na etapa final, o título talvez não ficasse com o Milan.

5) Ernst Happel – Feyenoord

Happel quase repetiu a trinca de títulos pelo Hamburgo

Happel quase repetiu a trinca de títulos pelo Hamburgo

Um trecho de um post desses é muito pouco para valorizar a gloriosa carreira de Ernst Happel, um dos técnicos mais vitoriosos da história do futebol. Mas para não deixar esse espaço em branco na matéria, vou falar de sua passagem pelo Feyenoord. Happel chegou ao clube de Rotterdam com a fama de ter feito boas campanhas pelo ADO Den Haag. E as conquistas foram se sucedendo: na temporada 1968/69, veio o título do Campeonato Holandês, em 1969/70, veio o título da Liga dos Campeões sobre o Celtic e mais tarde, título mundial, também sobre o Estudiantes.

Anos mais tarde, Happel quase repetiu o feito pelo Hamburgo. No comando do austríaco, o HSV conquistou dois títulos do Campeonato Alemão e mais a Liga dos Campeões de 1982/83. Porém, se não fosse o Grêmio de Renato Gaúcho, Happel repetiria a trinca de títulos.

4) Ştefan Kovács – Ajax

Kovács ganhou praticamente tudo pelo Ajax

Kovács ganhou praticamente tudo pelo Ajax

Assim como Ernst Happel, o romeno Ştefan Kovács conseguiu todas essas conquistas por uma equipe holandesa, o Ajax. Antes disso, ele havia erguido as taças de campeão romeno e da Copa da Romênia com o Steaua Bucareste.

Kovács ficou três anos em Amsterdã e ganhou quase tudo que disputou, a começar pelo Campeonato Holandês de 1971/72, com uma campanha de 30 vitórias em 34 jogos. No mesmo ano, veio a copa holandesa e a maior conquista, a Liga dos Campeões, que veio de forma invicta. Na decisão disputada contra a Inter, o Ajax venceu por 2×0, com dois gols de Cruijff. No Mundial Interclubes, a equipe holandesa permaneceu com a sina europeia – só quebrada anteriormente por Santos e Peñarol – de segurar o resultado na América do Sul e fazer a festa na Europa. Foi 1×1 com o Independiente na Argentina e 3×0 na Holanda.

Antes de trocar o Ajax pela seleção francesa, Kovács venceu mais um Campeonato Holandês, a Supercopa Europeia e outra Liga dos Campeões. O Ajax abdicou da disputa do Mundial Interclubes de 1973 e o Velho Continente foi representado pela Juventus, vice-campeã europeia.

3) Giovanni Trapattoni – Juventus

Trapattoni segue com sua carreira até hoje

Trapattoni segue com sua carreira até hoje

Sim, o atual técnico da seleção irlandesa já se aventurava como técnico no princípio dos anos 70. Giovanni Trapattoni se aposentou em 1972 e dois anos depois já era treinador do Milan. Não deu muito certo por lá e foi parar na Juventus em 1975. Podemos dizer que ali começou pra valer sua carreira como técnico. Em sua segunda temporada em Turim, veio o título italiano, com um ponto de vantagem para o Torino. Essa foi a primeira de sete conquistas do campeonato nacional, sendo seis pela Juve.

Curiosamente, o título europeu veio quase dez anos depois de seu “batismo” como treinador. Foi na temporada 1984/85, quando Trap contou com a maestria de Michel Platini, autor de sete gols durante o torneio – artilheiro ao lado do sueco Nilsson, do Göteborg -, anotando um na final contra o Liverpool. No final do ano, em Tokyo, a Juventus “suou sangue” para conquistar o Mundial. Após 2×2 no tempo normal contra o Argentinos Juniors, o caneco veio na disputa por pênaltis.

Trapattoni ainda conquistou títulos nacionais por Internazionale, Bayern, Benfica e Red Bull Salzburg, mas a Liga dos Campeões foi um feito único de sua interminável carreira como técnico – lembrando que, como jogador, ganhou o torneio duas vezes pelo Milan.

2) Arrigo Sacchi – Milan

Arrigo Sacchi conseguiu ser bicampeão europeu e mundial

Arrigo Sacchi conseguiu ser bicampeão europeu e mundial

O próximo italiano da lista é Arrigo Sacchi. O histórico técnico do Milan conseguiu um feito para poucos: ele conquistou mais títulos continentais e mundiais do que nacionais. Seu único título italiano foi na temporada 1987/88, ao encerrar a Série A com 45 pontos, três de vantagem para o Napoli.

Nos anos seguintes, Sacchi e o Milan ergueram seus troféus internacionais. Em 1988/89, os Rossoneros conquistaram a Europa de forma invicta. Um dos pontos altos da campanha de Rijkaard, Gullit, van Basten e companhia foi a goleada por 5×0 no Real Madrid na fase semifinal. Essa trajetória foi coroada com o título diante do Steaua. No final do ano, os italianos passaram sufoco para bater os colombianos do Atlético Nacional. A vitória veio na prorrogação, gol de Alberigo Evani.

Na temporada seguinte, o Milan retornou a final da Liga dos Campeões, dessa vez, carregando duas derrotas no caminho. Os holandeses decidiram de novo e com gol de Rijkaard, os Rossoneros bateram o Benfica na decisão. O mesmo Rijkaard foi decisivo na decisão de Tokyo, anotando dois gols na partida que valeu o título mundial diante do Olímpia.

1) Louis van Gaal – Ajax

Julgando a foto, a comemoração do título europeu de van Gaal foi longa

Julgando a foto, a comemoração do título europeu de van Gaal foi longa

Reclame do que quiser de Louis van Gaal, só não diga que não é vencedor. Após alguns anos como assistente técnico para adquirir experiência, o holandês assumiu o Ajax em 1991 para iniciar sua série de conquistas. Em 1993/94, veio o primeiro título holandês – sendo que já havia ganhado a Copa UEFA anos antes – de van Gaal.

Na temporada seguinte, o Ajax emendou o bicampeonato nacional, sendo esse invicto, com 27 vitórias, sete empates e mais de cem gols. O prêmio maior veio mais tarde, com o título, também invicto, da UEFA Champions League. Na decisão diante do Milan, vitória pelo placar mínimo, gol de Kluivert. No final do ano, o time holandês passou trabalho com o Grêmio de Luiz Felipe Scolari, mas conquistou o mundial na disputa de pênaltis. Louis van Gaal ainda têm títulos nacionais por Barcelona, AZ Alkmaar e Bayern.

*Antes de me xingarem por botar “treinador A” antes ou depois do “treinador B”, só quero dizer que essa lista é cronológica;

 *Crédito das imagens: Getty Images

Zebra? O que é isso?

 

Xiii, deu zebra

Na terça-feira, pelo Mundial de Clubes, o Internacional foi surpreendido pelo Todo Poderoso Mazembe.

Resultado: Na quarta-feira, sinal de alerta aceso para a Inter, que pegaria o Seongnam da Coreia, time que dizem ser melhor que o próprio Mazembe. Mas acontece que nada disso aconteceu. Mesmo passando problemas com jogadores, os Nerazzurri não tiveram problemas no jogo em si.

Muitos esperavam ver uma zebra, e essa esperança só aumentou quando com um minuto, Sneijder sentiu uma lesão na coxa e teve de ser substituído. Sem Sneijder, será que a Inter teria forças para se classificar? A resposta veio rápido.

Zebra? Só conheço algumas na África (Reuters)

Com três minutos de jogo, Stankovic invadiu a área, olhou pro goleiro e bateu no cantinho. Faltou isso pro Inter ontem. Sóbis, no início de jogo contra o Mazembe, recebeu cruzamento preciso de Alecsandro, era só fazer, ele finalizou em cima de Kidiaba.

A Inter conseguiu dar aquela acalmada. Seja no seu próprio time e no time adversário. Logo, veio o segundo gol.

Zanetti soltou pra Milito, que de calcanhar devolveu pra capitão, que tocou na saída do goleiro coreano, belo gol italiano.

Vou tentar fazer isso mais vezes, mostrar a movimentação dos jogadores em certos gols. Veja abaixo a movimentação de Zanetti e Milito no segundo gol.

A seta azul indica para onde a bola vai. A seta branca indica a movimentação dos jogadores. Perceba que ao receber a bola, Milito se movimenta para um espaço vazio e Zanetti vai para o antigo espaço de Milito (Reprodução: Sportv)

Perceba que ao ocupar o então espaço de Milito, Zanetti recebe a bola em condições de finalizar. Concretizando assim a triangulação

E aí veio o segundo gol italiano

A vaga estava encaminhada, enquanto o Seongnam tentava dar algumas pontadas, a Inter liquidou de vez o jogo na etapa final.

Samuel Eto’o recebeu na esquerda e bateu cruzado, o goleiro deu rebote e Diego Milito mandou para as redes, liquidando em 3×0.

A Internazionale espantou a zebra, não passou sufoco e mostrou que o Mazembe pode até encomodar, mas eles que terão de se virar. Após o jogo, o zagueiro Lúcio aproveitou para “cutucar” o Inter, seu ex-clube, ao dizer que o clube brasileiro se preparou mal, ao fazer uma festa ao sair do Brasil e garantir para a torcida o título. Sobre o que ele disse, nada à mais a declarar, foi perfeito.

Júlio César e Maicon não cutucaram o Inter, mas falaram sobre o adversário da final, o Mazembe.

O goleiro, por exemplo, se sentiu encomodado com as “dancinhas do goleiro” Kidiaba, pois ao saber que ele quicava daquele jeito porque fazia abdominais, Júlio disse que o goleiro só queria aparecer.

Maicon levou na esportiva e disse que achava engraçado e que o futebol africano tem essas coisas.

Peço desculpa por não falar muito do jogo, mas eu não assisti a partida.