Sem sentido

Lewandowski no Manchester: tem sentido?(Foto: Getty Images)

Lewandowski no Manchester: tem sentido?
(Foto: Getty Images)

Nunca foi de meu feitio comentar as especulações que tanto aparecem na mídia. A maioria é rasa em informações e feita apenas para vender mais jornais e ganhar mais cliques em portais na internet. Mas uma das mais comentadas atualmente me soa tão absurda, porém, possível que seja concretizada, que me senti obrigado a abrir o blog pra comentar. O rumor em questão envolve o atacante do Borussia Dortmund, Robert Lewandowski, que estaria migrando para o Manchester United.

Mas o que o polonês deseja fazer em Manchester? Pegar chuva? Pergunto isso porque jogar não me parece ser um dos principais objetivos com uma eventual mudança. Ainda assim, muitos veículos de imprensa falam com tanta clareza que essa transferência pode ser efetuada, que me soa absurdamente estúpido – dos dois lados – que isso aconteça.

Um primeiro ponto de estupidez seria pela grana gasta pelo Manchester United em um curto espaço de tempo para jogadores de funções semelhantes. Robin van Persie foi comprado por 30 milhões de euros no começo da temporada e segundo a imprensa inglesa, a contratação de Lewandowski superaria a marca dos 20 milhões. Gastar mais de 50 milhões em menos de seis meses para dois atacantes não é uma das ideias mais sensatas que se pode ter.

Essa contratação teria sentido maior se o Manchester United tivesse a pretensão de formar uma dupla de ataque com van Persie e Lewandowski, não me parece ser esse o caso. Alex Ferguson ainda tem a disposição Wayne Rooney, que, convenhamos, não é um atacante que possa ser desprezado. Além disso, o mexicano e pouco badalado Chicharito Hernández vem fazendo seus gols e tem se tornado uma espécie de talismã do técnico escocês.

E com a Premier League virando uma espécie de passatempo para o Manchester – principalmente se passarem “ilesos” dessa incontável série de jogos entre o fim de 2012 e início de 2013 –, a UEFA Champions League vai se tornar o sonho principal do time e Lewandowski não poderia disputar a competição por já ter jogado pelo Dortmund.

Jornais ingleses afirmam categoricamente que Lewandowski jogará no time de Ferguson

Jornais ingleses afirmam categoricamente que Lewandowski jogará no time de Ferguson

Veículos de imprensa da Inglaterra defendem a ideia de que o polonês sairá da Alemanha por ainda não ter renovado seu contrato. Detalhe: seu vínculo com o clube do Vale do Ruhr vai até o meio de 2014, ou seja, o fato de ter rejeitado uma renovação no passado, não significa que não possa mudar de ideia nos próximos 18 meses.

Honestamente, ninguém sairá ganhando com essa troca. Olhando pela ótica do Lewandowski, ele sairá de um clube onde é titular absoluto e que fará muita falta – ainda me explicarão o que Julian Schieber faz em Dortmund – para disputar posição com dois dos melhores atacantes do mundo e com um jovem confiante e que vem sendo lapidado por Ferguson. Enquanto o Manchester United gastará demais em um setor bem abastecido de jogadores e nem poderá utilizar o polonês na Liga dos Campeões. É claro que tanto Rooney quanto van Persie podem atuar em outras posições, mas não vão render o máximo e nem fazer os gols que tanto esperam que façam. Além do mais, Chicharito deverá perder espaço e ganhar novo status em outra equipe, possivelmente, em um rival do United.

Nada faz sentido nessa especulação. O dinheiro não seria gasto conscientemente pelo Manchester, Lewandowski não teria a mesma estabilidade que tem em Dortmund e o clube alemão ficaria órfão de seu principal artilheiro. Pode ter coelho nesse mato – alguém conseguirá tirar Rooney da Inglaterra? – mas enquanto não surgir algo mais concreto, não darei tanta ênfase a essa especulação. Se todas as afirmações categóricas da imprensa inglesa forem confirmadas, poderemos soar as cornetas, pois essa transferência só tem lógica pra quem quer vender jornal, mas no campo, nada.

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TOP 7: Os quinze campeões (Parte 2)

Dando sequência à série com os quinze treinadores europeus que venceram torneios nacionais, continentais e mundiais, passo hoje os últimos sete nomes desta lista. Nesta segunda parte, teremos duas faixas bônus, sendo um técnico europeu e outro sul-americano, mas que obteve tal feito por um clube europeu.

Confira a parte final desta lista abaixo:

Faixa Bônus1 – Helenio Herrera – Internazionale

Está certo que Helenio Herrera é argentino, mas ele tem traços franceses e fortes relações com os italianos, então vale essa menção honrosa. Herrera ganhou quatro campeonatos espanhóis, dois pelo Barcelona e dois pelo Atlético de Madrid. Porém, Milão foi o local onde concluiu a trinca de títulos. Foi pela Inter que venceu o Campeonato Italiano em 1962/63 e a Liga dos Campeões na temporada seguinte – curiosamente, vitória sobre o Real Madrid, seu rival em tempos de Espanha. No Mundial Interclubes, os nerazzurri reverteram a vantagem do Independiente da Argentina em três jogos e venceram o torneio. No ano seguinte, novo título europeu para Herrera, esse sobre o Benfica e mais um título mundial em cima do Independiente.

7) Marcelo Lippi – Juventus

Lippi fez a trinca na Juventus

Lippi fez a trinca na Juventus

O italiano Marcelo Lippi passou por uma penca de times em sua carreira, mas suas conquistas mais gloriosas foram na Juventus – além de vencer a Copa de 2006 pela Itália. Foram treze títulos na equipe de Turim. A primeira vez que conquistou o Campeonato Italiano foi na temporada 1994/95. No ano seguinte, veio o título europeu conquistado em cima do Ajax na disputa por pênaltis.

Em dezembro de 1996, a Juventus deu de cara com o River Plate na final do Mundial Interclubes. Em jogo muito disputado, a decisão veio dos pés de Del Piero, que aos 36 minutos da etapa complementar, fez o gol que valeu o título mundial ao time de Lippi.

A Juve quase repetiu este feito em outras oportunidades. O título italiano veio mais quatro vezes, mas a Liga dos Campeões bateu na trave três vezes. Em 1997 contra o Borussia Dortmund, 1998 diante do Real Madrid e em 2003 contra o rival Milan.

Faixa Bônus2 – Guus Hiddink – PSV Eindhoven e Real Madrid

Conhecido por seus trabalhos em seleções, o holandês Guus Hiddink também botou suas manguinhas de fora nos clubes em que passou. Pelo PSV, foram duas passagens, ambas somando títulos. Entre 1987 e 1990, foram três conquistas do Campeonato Holandês e duas da Copa da Holanda. A temporada 1987/88 foi a mais marcante de Hiddink em Eindhoven. O título holandês veio graças ao ataque avassalador de 117 gols e em seguida, veio o título europeu. Diferentemente do torneio doméstico, a campanha continental não foi das melhores – três vitórias, cinco empates e uma derrota -, mas ainda assim veio o título nos pênaltis diante do Benfica.

No Mundial Interclubes não deu outra: novo empate, desta vez, em 2×2 com o Nacional do Uruguai. Na decisão por pênaltis, vitória dos sul-americanos. Hiddink só completou a série de títulos dez anos depois treinando o Real Madrid. Na final, os madridistas bateram o Vasco da Gama.

Em sua segunda passagem pelo PSV, já nos anos 2000, conquistou três vezes o Holandês.

6) Ottmar Hitzfeld – Dortmund e Bayern

A primeira Champions League de Hitzfeld foi no Dortmund

A primeira Champions League de Hitzfeld foi no Dortmund

O suíço Ottmar Hitzfeld está no seleto grupo de técnicos que conquistaram a UEFA Champions League por duas equipes diferentes, primeiro pelo Borussia Dortmund em 1997 e depois pelo Bayern em 2001. Curiosamente, antes de conquistar a Europa por esses times, ele já acumulava dois títulos alemães por cada clube. A grande diferença é que Hitzfeld parou nesses dois com os aurinegros, mas com os bávaros vieram mais três conquistas.

Também foi com o time da Baviera que veio seu título mundial. Em 2001, Samuel Kuffour salvou o Bayern na prorrogação contra o Boca Juniors e os alemães levaram o caneco. Hitzfeld só não fez isso pelo Borussia Dortmund por ter deixado o clube após o título europeu.

5) Vicente Del Bosque – Real Madrid

Del Bosque fez história no Real Madrid e na seleção espanhola

Del Bosque fez história no Real Madrid e na seleção espanhola

Vicente Del Bosque está próximo de completar 62 anos e se, hipoteticamente, decidir se aposentar, vai poder dizer, com o maior orgulho, que ganhou praticamente tudo que disputou. Antes mesmo de conquistar o Campeonato Espanhol, o Real Madrid de Del Bosque já havia ganhado a “orelhuda” na final espanhola diante do Valencia em 2000. Porém, os espanhóis pararam no Boca Juniors de Riquelme e Palermo e não se sagraram campeões mundiais.

Na temporada seguinte, o Real Madrid voltou vencer o Campeonato Espanhol após três anos. No ano posterior, não veio o bicampeonato nacional, mas veio outro título europeu, conquistado graças a maestria de Zidane. No final do ano, os merengues foram à forra e conquistaram o mundo ao bater o Olímpia do Paraguai por 2×0.

Anos mais tarde, Del Bosque completou sua sala de troféus, simplesmente, com a Eurocopa e a Copa do Mundo.

4) Carlo Ancelotti – Milan

Ancelotti ganhou duas finais de Champions League das três que disputou

Ancelotti ganhou duas finais de Champions League das três que disputou

Foram oito anos vitoriosos de Carlo Ancelotti no Milan, onde ganhou muita coisa e se fixou como um dos grandes técnicos do continente. Assim como o comandante citado anteriormente, o italiano ganhou primeiro o título europeu. A conquista veio em 2003, na disputa de pênaltis vencida diante da Juventus. Nos pênaltis também veio a derrota no Mundial Interclubes para o Boca Juniors. No ano seguinte, os rossoneros conquistaram seu 17° scudetto na Itália, primeiro de Ancelotti.

Após perder uma Champions League de forma inacreditável para o Liverpool em 2005, o Milan retornou a final do torneio em 2007 e se vingou do time inglês ao vencer por 2×1. A outra vingança veio no final do ano contra o mesmo Boca Juniors na decisão do Mundial de Clubes.

Carlo Ancelotti ainda acumulou um título do Campeonato Inglês, mas as conquistas internacionais pararam com o Mundial de 2007.

3) Alex Ferguson – Manchester United

Ferguson posou com a "orelhuda" em 1999

Ferguson posou com a “orelhuda” em 1999

Alex Ferguson é outro que pode se gabar de ter ganhado praticamente tudo na carreira, desde os tempos longínquos no Aberdeen e agora no Manchester United. Seus primeiros títulos nacionais foram na Escócia em 1979/80, 1983/84 e 1984/85. Nos Red Devils, o primeiro Campeonato Inglês veio em 1992/93 e juntaram-se a esse título mais onze.

Em 1998/99 e 2007/08, anos em que conquistou o principal campeonato do país, o Manchester de Ferguson também ganhou a Europa e o mundo. Juventus e Chelsea pagaram caríssimos preços em âmbito europeu com dolorosas derrotas, enquanto Arsenal e o próprio Chelsea viram o United ganhar a Premier League por uma diferença curta de pontos.

Em 1999, os ingleses bateram o Palmeiras no Mundial Interclubes, na histórica falha do goleiro Marcos aproveitada por Roy Keane. Em 2008, os derrotados da vez foram os equatorianos da LDU com nova vitória por placar mínimo, desta vez, com gol de Rooney.

2) Rafael Benítez – Valencia, Liverpool e Internazionale

Benítez fez a trinca por três times diferentes

Benítez fez a trinca por três times diferentes

O espanhol Rafa Benítez fez uma “escadinha” pra obter o feito supracitado nesta matéria. Seus únicos títulos de campeonatos nacionais foram na Espanha com o Valencia. Essas conquistas vieram nas temporadas 2001/02 e 2003/04, onde desbancou Barcelona, Real Madrid e, o na época forte, Deportivo La Coruña.

Ao se transferir para a Inglaterra, Rafa venceu de forma heroica a Champions League de 2005 com o Liverpool. Os ingleses foram para o intervalo perdendo por 3×0 e arrancaram o empate no tempo normal e a vitória nos pênaltis. No Mundial de Clubes, os Reds não furaram a barreira armada pelo São Paulo e ficaram com o segundo lugar.

Em passagem nada marcante pela Internazionale, Rafa Benítez ao menos deixou sua marca e bateu o surpreendente Mazembe do Congo na decisão do Mundial de Clubes, completando a trinca de títulos. O espanhol poderá se tornar bicampeão mundial treinando o Chelsea neste ano.

1) Josep Guardiola – Barcelona

Guardiola ganhou tudo e é um dos técnicos mais cobiçados do mundo

Guardiola ganhou tudo e é um dos técnicos mais cobiçados do mundo

Pep Guardiola é o técnico mais desejado do momento, principalmente dos times que possuem donos milionários dispostos a abrir o cofre para trazê-lo a seu clube. Tal obsessão não existe em vão. O catalão ganhou de tudo no Barcelona. Guardiola disputou quatro edições do Campeonato Espanhol e ganhou três, sendo essas consecutivas.

Já na Liga dos Campeões, o Barça estabeleceu uma freguesia com o Manchester United de Alex Ferguson. Foram duas finais, em 2009 e 2011, e duas vitórias. No Mundial de Clubes, sem grandes decepções. Vitórias sobre Estudiantes e Santos. Se contarmos sua passagem pelo time B do Barcelona, Guardiola acumula quinze títulos em cinco anos de carreira.

*Crédito das imagens: Getty Images

Garotos experientes

Manchester United 8×2 Arsenal

MUFC: De Gea; Smalling, Jones, Evans e Evrá; Nani, Cleverley, Anderson e Young; Rooney e Welbeck. (Média de idade = 23 anos)

ARS: Sczesny; Jenkinson, Djourou, Koscielny e Traoré; Ramsey, Coquelin e Rosicky; Walcott, Arshavin e van Persie. (Média de idade = 23,6 anos)

A desculpa de que o time do Arsenal é muito jovem não cola mais. Os Gunners tinham um time com a mesma média de idade que o Manchester United no duelo do último domingo.

Mas você pode me perguntar: então por que esse placar elástico e humilhante?

A parte primordial e que ninguém discordará é: o time do Manchester United é melhor e as peças individuais dos Red Devils também são melhores que do rival londrino.

O United tem o conjunto da temporada passada e o dedo de Ferguson, que consegue mexer nas 11 peças titulares temporada após temporada – não seria exagero dizer “jogo após jogo” – e fazer com que seu time siga forte. Enquanto Wenger após em garotos de nível duvidoso e perde seus principais jogadores por lesão e também para outros clubes.

Mas há outro ponto importante que deve ser tocado: mesmo jovens, alguns jogadores que desempenham funções importantes no Manchester United são mais experientes, enquanto os garotos do Arsenal são jogados em uma fogueira que está acesa desde 2005 (ano do último título do clube).

É só fazer uma simples comparação:

Gente da pesada joga ao lado de Smalling!

Chris Smalling, zagueiro, mas que tem atuado (bem) como lateral direito neste início de temporada, tem apenas 21 anos. Ele é cria do Maidstone United e logo cedo se transferiu pro Fulham. No pequeno clube londrino, jogou por duas temporadas. Na sua última temporada pelso Cottagers, a temporada 09/10, fez 17 jogos, 9 como titular – 4 vezes na grande campanha do vice-campeonato na Europa League – e só levou um único cartão amarelo nesses 17 jogos. Isso chamou a atenção de Alex Ferguson, que o levou para o Manchester.

Em sua primeira temporada no United, disputou quase o dobro de jogos que fez pelo Fulham, – 30 partidas – mas apenas 11 como titular. Pode-se dizer então que a temporada 10/11 serviu de experiência para Smalling, que pôde jogar ao lado de jogadores experientes, como Ferdinand, Scholles e Giggs, e hoje pode ser chamado de peça importante pro United.

Agora vamos pro lateral-direito do Arsenal, Carl Jenkinson. Ele é dois anos mais novo que Smalling e é cria do Charlton, além de ter experiências por Welling United e Eastbourne Borough. Diferentemente do defensor Red Devil, Jenkinson nem chegou a disputar a primeira divisão inglesa e já entrou numa fria. Ele estreou aos 11 minutos do segundo tempo do jogo contra a Udinese, pelos playoffs da Champions League. O Arsenal levava um sufoco do time italiano e lá ia o moleque de 19 anos entrando na lateral-esquerda. Sim, na esquerda, pois o Arsenal não tinha um jogador da posição disponível.

De lá para cá, Jenkinson está no meio dessa fogueira do Arsenal. No clássico contra o United, foi expulso.

Welbeck marcou um gol contra o Arsenal

E esse é só um exemplo de muitos, como Cleverley e Welbeck, que passaram a vida sendo emprestados para outras equipes e hoje deixam nomes de peso, como Giggs e Berbatov no banco vermelho. Assim como nos Gunners há o exemplo de Ramsey e Coquelin, que andaram sendo emprestados para equipes que estão longe de um torneio forte e hoje estão tendo que entrar às pressas no time titular.

Esses garotos podem sim virar grandes jogadores, mas colocá-los numa fria dessas… É isso tipo de coisa que deixa alguns jogadores com medo, sem personalidade. Não são todos que são como Jack Wilshere, o único respiro de alívio do Arsenal. Ele passou uma boa temporada no Bolton, jogando a Premier League e hoje é tido como a salvação do clube, que já perdeu Fàbregas e Nasri. Na sua primeira temporada nos Gunners – a temporada 10/11 – Wilshere honrou a camisa vermelha e branca do Arsenal, chamando a atenção de muita gente, até de Fábio Capello, que o levou para a Seleção Inglesa.

Foto que resume bem os últimos dias de Wenger

Esses fatos também mostram duas diferenças nos longos trabalhos de Alex Ferguson e Arsene Wenger. Fergie busca seus garotos na base ou em clubes menores, coloca-os no time principal, mas vai os testando pouco a pouco, enquanto Wenger busca garotos em times pequenos e principalmente de divisões inferiores da Inglaterra e é obrigado a colocá-los como titulares. A obrigação não vem da diretoria ou de outro poderoso membro do clube, mas vem de si próprio, que não traz “gente grande” pra este time de garotos.

O Arsenal que se prepare! Pelo andar da carruagem, esse 8×2 sofrido no duelo contra o United não foi mero acaso ou apenas um dia ruim, mas sim a verdadeira realidade.

Não parecia um clássico e sim um duelo de um grande contra um pequeno!

Ferguson quer Wesley Sneijder

Texto de: Romário Henderson

Sneijder está indeciso sobre seu futuro

Com a aposentadoria do elegante Paul Scholes na última temporada, o Manchester United até agora assinou com o goleiro De Gea, o zagueiro Phil Jones e o meia-atacante Ashley Young, e o manager quer fechar com um meia armador, e sugeriu o holandês Sneijder, que afirmou estar feliz na Inter, mas que tudo poderia acontecer.

A necessidade de uma meia para jogar centralizado é evidente. Ferguson, que adota diversas formações, tem em mente o 4-3-1-2, com Sneijder sendo o “1” da formação, incumbido de ser a cabeça pensante dos diabos vermelhos, atuais campeões da Premier League.

Sneijder tem o bom chute como grande característica

A multa rescisória de Sneijder é de 35 milhões de euros, e seu salário semanal gira em torno de 250.000,00 euros. Maximo Moratti, presidente da Inter, admitiu que o clube não está nadando em dinheiro e, inclusive, iria propor uma redução salarial ao holandês, situação na qual poderia constranger Sneijder, obrigando-o a procurar outro clube.

Se o Manchester United conseguir contratá-lo, não tenho dúvidas que será uma belíssima aquisição, já que Sneijder é bastante técnico, disciplinado taticamente e exímio nas bolas paradas. Coordenar o meio-campo dos diabos não seria tão dificultoso, pois estaria jogando à frente de Carrick, Flechter e Anderson, atletas de ótima qualidade de passe e de chegada; e atrás de Rooney e Hernandez, dois jogadores que se movimentam bastante, tanto abrindo espaço para sua infiltração quanto se projetando para receber o passe.

Hulk quer o Chelsea-> Embora tenha acabado de renovar contrato com o Porto, que aproveitou para aumentar consideravelmente sua multa rescisória para 100 milhões de euros, o brasileiro Hulk mostrou-se interessado numa possível ida para o Chelsea. “Se Abramovich chegar com o dinheiro, seria positivo para o Porto FC”, explicou Hulk. André Villas-Boas, técnico dos Blues, quer fazer o que José Mourinho fez em sua vinda para o clube londrino. Na oportunidade, Mourinho levou Ricardo Carvalho, Paulo Ferreira e Tiago. Villas-Boas está interessado em Hulk, João Moutinho e Falcão

Tévez sem noção

Ao que tudo indica, o argentino Carlos Tévez não jogará a próxima temporada pelo Manchester City. Bastaria saber seu novo clube. A Internazionale é a grande interessada em seu futebol, mas do nada, surgiu uma surpreendente oferta de 40 milhões de euros feita pelo Corinthians. Oferta essa que foi rejeitada pelo clube inglês, mesmo sabendo que o argentino quer voltar pro Brasil.

Para este blogueiro que vos fala, Tévez não passa de um sem noção. Claro, acho ele um atacante de muito bom nível, mas a cabecinha é meio fraca.

Já não é de hoje que Tévez se diz descontente com isso, triste com aquilo e que quer ser feliz em outro lugar.

Tirando o West Ham, em todos os times que Tévez passou, saiu de forma confusa.

Tévez foi vencedor no Boca Juniors... mas saiu armando confusão

No Boca Juniors, trocava concentrações e ganhava folgas para passar algumas horas com sua namorada, gerando a ira de ídolos do clube, como Barros Schelotto e Palermo.

Carlitos deixou o Corinthians sem a Libertadores. Isso é motivo de sobra pra gerar a ira dos obsessivos corintianos. Por fim, saiu brigado com o então técnico Emerson Leão.

Após passagem pelo West Ham, onde salvou o time do descenso com gols importantes, Tévez chegava ao Manchester United e alimentava sua fama de sem noção. Após um primeiro ano bom, acabou sendo banco de Berbatov no segundo ano. Mesmo assim, ele tinha moral com a torcida. Podemos dizer que Carlitos foi um dos poucos jogadores que conseguiu fazer com que os fãs Red Devils ficassem contrariados com Sir Alex Ferguson em sua opção de deixar Tévez no banco. Isso é um feito e tanto.

Agora no rival do United, o City, Tévez demonstra mais níveis de estupidez. Já é pelo menos a segunda vez que o argentino diz estar “triste, descontente e querendo voltar”.

"Ai! Fiz m"

O “engraçado” dessa história é que diferente de outras do gênero, Tévez não fracassou em campos europeus. Foram 154 jogos entre West Ham, Manchester United e City e 69 gols pelos três times. Números expressivos.

Outra parte “engraçada” bate de frente com aquele discurso padrão de todo jogador. Duvido que algum atleta não queira ser ídolo de um clube. Por quanto maior que seja esse clube, sempre é bom ser adorado por milhares de fãs e ter seu nome gritado por vários locais do mundo. Essa tem sido a relação de Tévez com o futebol inglês.

Alguém acha que os torcedores do West Ham não gostam de Tévez graças ao milagroso gol que salvou o time do descenso na temporada 06/07? Alguém também acha que os torcedores do Manchester United preferem Berbatov a Tévez? A mesma coisa será da torcida do Manchester City. Eles amam o argentino!

Se Carlitos for ver as besteiras que tem feito através dos anos de sua carreira, vai perceber que o melhor pra sua carreira é permanecer nos Sky Blues, onde é ídolo, a estrela do time e peça primordial do ambicioso plano de subida do clube.

Tévez quer voltar a sorrir

Reconheço que é direito de toda pessoa querer trabalhar onde bem entender e onde for bem aceito. No caso de Tévez, seja aqui no Brasil ou na Inglaterra, ele será bem aceito. Mas o que questiono é o modo como o argentino tem trocado de equipes. Na maioria das vezes foram por motivos banais e ocasionados por ele mesmo, como tristeza, saudade da terra natal, falta de felicidade e coisas do tipo. Pode ser que eu esteja falando a maior besteira do mundo por achar que isso tudo é balela pra conseguir quem sabe um salariozinho maior, um carinho maior da torcida e da comissão técnica e por aí vai, mas isso que Tévez diz lhe atrapalhar são sentimentos e isso só ele sabe.

Mas pra resumir tudo: pra mim, Tévez estará errado ao trocar o Manchester City por qualquer clube. Lá é ídolo, capitão, líder, jogará nada mais nada menos do que uma Premier League e ainda tem a chance de disputar uma Champions League. Na Inter terá de recomeçar do zero e no Corinthians pode acabar reencontrando tudo aquele que diz faltar na Inglaterra, mas sem a evolução de sua carreira.

Pode ser que eu esteja enganado, mas “só o tempo dirá”.

Ergam uma estátua para Messi!

Melhor time que já vi! (Getty Images)

Enfim pudemos acompanhar a final da Uefa Champions League jogada no Wembley e presenciamos também mais um título de certamente mais um dos grandes times da história do futebol.

Guardiola e sua terceira Champions League. Segunda como treinador.

Não adianta empurrar pra debaixo do tapete e dizer que ainda falta muito. Isso é levar longe demais a visão saudosista do futebol, como se não fosse possível surgir um time que no duro e físico futebol moderno, pudesse jogar bonito, jogar simples, jogar enchendo os olhos de quem o assiste.

O Barcelona, de Guardiola é sim um dos maiores times de todos os tempos!

Talvez Pep não tenha tantos méritos, apenas sorte por treinar um time sensacional, mas não custa lembrar que foi ele quem resgatou Busquets e Pedro nas canteras do clube. Não custa lembrar também que foi ele quem tirou Messi da ponta direita e o colocou centralizado, mais precisamente atrás dos volantes. Ele tem sim seus méritos, mas o que me agrada é que não estão enchendo a bola de Guardiola, assim como ele não pede para que levantem sua moral com o público. Todos vangloriam o time do Barcelona, o estilo de jogo e o modo como dominam as partidas e encantam seus fãs.

A cereja desse delicioso bolo barcelonista é Lionel Messi!

Messi vibrou muito! Olhem a cara do Vidic lá atrás....

Ele não destruiu simplesmente a partida disputada no Wembley. Messi acabou com o torneio. Pela terceira vez consecutiva ele se sagrou artilheiro da competição. Nos três anos em que ‘Lio’ foi o goleador máximo da Champions League, ele somou 29 gols.

Não sei se chega a ser um exagero deste blogueiro, mas o que vimos neste sábado foi uma das maiores atuações de um time em uma final de Champions League!

Faltava pegada ao meio campo inglês. Aliás, faltava uma clareza maior ao time do Manchester. Quando vi a escalação, logo pensei que Park era quem tentaria conter as subidas de Daniel Alves. Foi isso que aconteceu nos 10 minutos iniciais, onde o United marcou pressão e foi melhor, mas nos 80 minutos restantes, o que vi foi um Park tonto no meio campo e experiente Giggs parado na faixa esquerda do campo, tentando conter as subidas de um veloz Dani Alves. O brasileiro ficou diversas vezes livre, mas pouco recebeu a bola.

Mas durante o jogo, o Barça teve dois tipos de domínio de jogo. Na etapa inicial, “dominou” o jogo. Tinha mais a bola, Messi sempre conseguia uma escapada ou outra e o lado de Evrá era o ponto onde o Barça encontrava mais espaços. Foi por lá que Pedro se enfiou para abrir o marcador. Aliás, dá para citar uma série de lances de ataque do Barça que foram por lá. Não foi culpa só de Evrá, e sim falta de alguém que lhe auxilia-se na marcação.

Um dos últimos suspiros de bom futebol do United foi aos 34 minutos, quando Rooney tabelou com Giggs e fez um golaço de pé direito. Mesmo assim, o Barça “dominou” o jogo.

Messi acabou com o segundo tempo (AP)

Na etapa final, aconteceu o segundo tipo de domínio: o DOMÍNIO. As palavras são as mesmas, mas eu quero dizer uma coisa mais ampla. O Barcelona seguiu jogando pelo lado direito de ataque, mas com ataques mais incisivos, encurralando o United. Dani Alves, antes esquecido, passou a ser mais acionado e Messi, que já vinha fazendo uma partida muito boa, chamando o jogo, deixando a marcação para trás e servindo seus companheiros, decidiu mostrar mais.

No segundo gol catalão, o argentino acertou um petardo de canhota. Dava para Van der Sar pegar? Para mim, não. A curva da bola tirou seu alcance e o holandês estava encoberto. No terceiro gol, ele deixou dois marcadores para trás e após bate e rebate, viu Villa fazer um golaço de pé direito.

Foi mágico! O Barcelona triturou o Manchester em poucos minutos. O time catalão fez o United parecer um time ruim!

Não foram dois gols que saíram por acaso, foram gols que saíram por seus méritos, pressionando e mostrando que não queriam prorrogação. Aliás, se os dois gols saíssem por acaso, acho que o United teria forças para empatar, mas os dois gols, do jeito que saíram, abalariam qualquer um.

Ferguson até escalou mal o time, mas mesmo que escalasse bem, a frase de Van der Sar define bem o Barcelona e define que mesmo bem escalado, talvez fosse difícil pro United vencer:

Eles são bons demais

Até Alex Ferguson reconheceu…

Fomos superados por um time fantástico, o melhor que já enfrentamos desde que estou à frente do Manchester. Eles mesmerizam você com suas trocas de passe e nós nunca conseguimos controlar Messi. Quando você enfrenta times que alcançam níveis como esses, fica difícil. Grandes times funcionam em ciclos e o ciclo do Barcelona neste momento é o melhor da Europa, não há dúvidas sobre isso

Messi e seus poderes alienígenas acionaram a drenagem (AP)

Deve ter batido aquela sensação que por quanto mais que tu tentasse, nada poderia fazer para bater o Barcelona. Os caras são demais! É de longe, o melhor time que vi jogar e Messi é o maior que já vi jogar.

O que esse cidadão tem feito desde que chegou ao Barcelona é algo de outro mundo, como diz o título do post, devem erguer uma estátua para esse alienígena que vive em nosso planeta!

Tenho medo de Messi. É verdade, medo. O que será desse rapaz aos 30 anos? Ele tem só 23 e joga isso tudo. Se Deus quiser, algum dia verei esse cidadão ‘in loco’. Seja na Catalunha, aqui no Brasil ou no Iraque em meio a uma guerra, ainda verei esse cara jogar em alto nível no estádio. Sem falar que em 2014 teremos (???) Copa do Mundo aqui no Brasil e durante algum tempo, eu lia piadinhas de que Messi calaria o Maracanã na final da Copa em Argentina x Brasil. Eu achava que era mais provocação e hoje acho que isso pode mesmo acontecer.

Aliás, procure outro jogador além de Messi que conseguiu dar uma caneta em Nemanja Vidic. Se encontrar, me avise, porque eu não me lembro de nenhum!

Não adianta vir com aquele papinho que a imprensa brasileira é puxa-saco do Barcelona. Não tem como não babar por esse time. O Marca, jornal tipicamente madridista colocou na home de seu site: “Um Barça de Sonhos”. O Olé da Argentina escreveu: “Deus salve o rei!”. Mas nenhuma ganha do site oficial do Manchester United:

Às vezes você tem que apenas levantar as mãos e admitir a derrota. Em Wembley, na noite de sábado, o Barcelona mostrou por que é considerado por muita gente o melhor time de futebol do planeta

Se quiserem também botar nesta estátua uma menção honrosa para Puyol, será justo também. Foi um ato muito nobre da parte dele deixar Abidal erguer a taça, depois do sofrimento que o francês deve ter passado.

Título mais do que merecido para um dos maiores times da história, que DOMINOU a partida taticamente e técnicamente. Parabéns Barcelona!

Experiência acima de tudo

O Barcelona jogará a final no Wembley para não criar a estigma de time que joga bonito e perde no fim, já o Manchester United jogará a peleja sem grandes pressões do gênero que deverá sentir o Barça. É um time rodado e muito experiente. É assim que vão os Red Devils. É o segundo post do aquecimento pra final de amanhã.
 

Juntos, Giggs e Van der Sar somam 77 anos

Pra vocês, amigos internautas: qual a diferença entre velhice e experiência?

Para este blogueiro, “velhice” se refere a algo gasto demais, algo antigo e obsoleto, ou seja, que teve sua função, já a cumpriu e hoje pode ser chamado de “inútil” em seu meio, enquanto “experiência” se refere a algo que se adquire com muita prática, com muita rodagem e com tempo de aprendizagem. Quando quero me referir ao Manchester United, quero também me referir a experiência.

Se você olhar Van der Sar, que tem 40 anos e Giggs, de 37, pode me chamar de louco por considerar os dois peças fundamentais do time inglês. Você pode imaginar: “Como dois caras que tendo suas idades somadas, tem 77 anos podem ser peças fundamentais de um time finalista do maior torneio de clubes do mundo?”. Talvez não haja um explicação lógica, e sim o simples e rude “eles são peças importantes e ponto”.

Van der Sar catou este pênalti e o United se sagrou campeão europeu de 2008

Mas o fato é que Van der Sar, que chega a sua 5ª final de Champions League – venceu uma pelo Ajax e uma pelo Manchester e perdeu uma de cada lado – parece ser como o vinho: vai melhorando com o passar dos anos. O holandês fará amanhã seu último jogo como profissional, deixando pros fãs de futebol aquele gostinho de quero mais, só que há certas horas que um homem precisa deixar o emprego de lado e tomar as rédeas da família. É o que Van der Sar fará. Sua mulher, Anne-Marie van Kesteren, teve derrame cerebral em 2009 e o arqueiro holandês chegou a perder alguns jogos daquela temporada para cuidar da mulher. Embora ele possa deixar muitos fãs com saudades de suas defesas, o melhor para Edwin é cuidar de sua mulher e filhos.

Pode-se dizer que Ryan Giggs surpreendeu nesta temporada. O galês jogou durante sua vida inteira como um winger – um ponta, como queira – e com a renovação do elenco, Giggs perdeu um pouco do espaço para jovens, como Nani e Valencia. Mas com as inúmeras lesões de Fletcher e a instabilidade de Paul Scholes, fez com que Giggs conseguisse espaço como segundo volante. O meia galês se deu muito bem nesta nova função e se tornou um meio campista completo.

Giggs chegou a jogar com Solskjaer, Yorke e Stam

Se Van der Sar se encaminha para a quinta final de Champions em sua carreira, mas atuando por dois clubes diferentes, a final que será disputada no Wembley será a quarta de Ryan Giggs, todas pelo Manchester e no momento, ele “vence” por 2×1.

Engana-se quem pensa que a experiência que há no time do Manchester United se resuma a Giggs e Van der Sar. No quarteto defensivo, por exemplo, Ferdinand, Vidic e Evrá participarão da terceira final de Champions League pelo Manchester United, sem falar que o lateral-esquerdo francês já jogou uma final de Champions pelo Mônaco. Carrick, Nani e Rooney engrossam a lista de atletas que jogarão sua terceira final de Champions League pelo United – mas leva-se em conta que Nani ficou no banco e não participou da final de 2009.

No banco de reservas do Manchester United ainda haverá a “bola de segurança” chamada Paul Scholes, que pode ser acionado para solucionar alguma instabilidade no meio campo.

Ferguson pode erguer a orelhuda pela terceira vez.

Mas em termos de experiência, nada no United se compara a Alexander Chapman Ferguson, ou simplesmente Fergie. Ele está no clube desde a temporada 86/87 e de lá para cá foram 12 títulos do Campeonato Inglês, cinco copas da Inglaterra, quatro copas da liga, dois mundiais e dois troféus da Champions League.

Experiência pouca é bobagem. Aliás, experiência talvez seja pouco para explicar Alex Ferguson. Ele simplesmente é um técnico de quase 70 anos, que está no ramo de treinadores desde os anos 70 – ele iniciou no escocês St. Mirren, em 74/75 – e não parou no tempo, está evoluindo junto com o futebol e me arrisco a dizer que ele é um dos extra-séries que não evolui junto com o esporte e sim que faz o esporte evoluir.

Sua bagagem, sua representatividade pro elenco do Manchester e sua postura nos jogos, me fazem crer que em jogos como esse, não basta só ter o melhor conjunto ou o craque da atualidade, mas basta ter é um treinador capaz de equilibrar o time e fazê-lo realmente jogar.

Se o Barcelona tem o futebol bonito e envolvente, o Manchester tem a experiência de quem já fez filas e mais filas de títulos na Inglaterra, além da sabedoria de que talvez não seja preciso mudar para bater o aparentemente imbatível adversário catalão, mas que seja melhor jogar pura e simplesmente do seu jeito.

– A Última Bola é Nele

Assim como fiz no post sobre o Barcelona, com o Manchester farei o mesmo esquema de mostrar a minha aposta para decidir amanhã.

Não sei se será este cara que decidirá. Tenho várias impressões pra partida de amanhã. Acho por exemplo, que se Giggs não precisar “se matar” pra marcar, tem tudo para ser decisivo, mas se precisar se esforçar mais marcando, não sei se terá condições físicas para poder decidir. Entendo eu também que Nani, às costas de Dani Alves pode ser uma peça chave para uma eventual vitória inglesa. Chicharito pode decidir também, como tem feito muito nesta segunda metade de temporada. Mas se fosse basquete e o Manchester precisasse de pontos para vencer faltando poucos segundos, a bola iria em Wayne Rooney.

Gol do renascimento de Rooney

O Shrek tem crescido no momento certo. Ele iniciou a temporada de forma ruim, ameaçando deixar o Manchester e demorou para engrenar, mas o dia 12 de fevereiro de 2011 ficou marcado como “o ressurgimento de Rooney”. No duro duelo contra o Manchester City, ele fez um fantástico gol de bicicleta, aos 33 minutos da etapa final, quando a partida estava empatada em 1×1. Aquele foi apenas o 6º gol de Rooney na temporada e de lá para cá, ele fez mais 9 gols, incluindo um hat-trick contra o West Ham, dois gols em dois jogos duros contra o Chelsea e um contra o Arsenal. O Rooney voltou!

Por isso entendo eu que se a coisa estiver feia e a vaca já estiver comprando a passagem pro brejo mais próximo, a bola vai na Wayne Rooney, nem que seja para dar um lançamento, fazer um drible no meio campo, cobrar um lateral e quem sabe, um memorável gol que valesse o título.

– Provável Escalação

Edwin Van der Sar; Fábio da Silva, Nemanja Vidic, Rio Ferdinand e Patrice Evrá; Antônio Valencia, Michael Carrick, Ryan Giggs e Luís Nani; Wayne Rooney; Javier “Chicharito” Hernández. 4-4-1-1.

Nenhuma grande surpresa na escalação do Manchester. Ferguson, que tinha muito o costume de preservar Rafael de jogos grandes, devido a sua inexperiência, não faz isso com o irmão do garoto e Fábio, lateral-esquerdo destro, jogará como titular na lateral-direita, deixando seu irmão, antigo titular, na reserva. Fergie faz bem em explorar este bom momento vivido pelo defensor brasileiro e quem sabe não chame a atenção de Mano Menezes, que estará no Wembley. Só se lembre, Fábio, se por acaso você se machucar, quebre a perna para que Mano acredite que você tenha se machucado. Marcelo não fez isso e está de fora da seleção…