Ruim com um, pior com outro

Demitido enquanto líder, Kombouaré é tratado como injustiçado, meses após sua saída (Reuters)

Antoine Kombouaré foi demitido do Paris Saint-Germain no final de 2011, quando o time parisiense liderava o Campeonato Francês. Na época, a vantagem pro vice-líder Montpellier era de três pontos, por isso a demissão soava estranho pra quem via a Ligue 1 à distância. Quem acompanhava o torneio sabia que o temperamental Kombouaré não tinha condições de cumprir todas as metas ambicionadas pelos novos donos.

O tempo passou, Carlo Ancelotti assumiu o cargo e o PSG chegou há ficar três meses sem perder, mas agora a história tem nova cara e o mundo está vendo o nanico Montpellier se encaminhar ao primeiro título de sua história.

Justamente agora, surgem na França pessoas questionando a demissão de Antoine Kombouaré em dezembro. Não existe outro nome para esses cidadãos a não ser oportunistas. Os mesmos que agora fazem o antigo treinador do PSG um rei, antes atiravam pedras e espinhos em qualquer respiro dele. Na ocasião da mudança de técnico, chegaram a considerá-la justa. É certo isso?

Admito que nunca gostei de Kombouaré. Técnico previsível, às vezes cauteloso demais e com pecado de não fazer boas alterações. Sempre entendi que Nasser Al-Khelaifi e Leonardo deveriam ter iniciado seu milionário projeto no PSG com um comandante novo, de mais experiência e pulso firme, pra evitar a gastança. Só que quando Kombouaré foi demitido e Ancelotti chegou, todos jogaram confetes e serpentinas, agora que o título vai se aproximando do Montpellier, o ex-treinador parisiense virou Deus!

O fato é que o Paris Saint-Germain piorou com o comandante italiano. Sirigu, Alex, Nenê e Ménez são os únicos que tem se salvado neste atual PSG. A grande característica do time tem sido a marcação frouxa no meio campo e laterais, além da imprecisão ofensiva. Mas não chega a ser motivo para se aproveitar do momento e expor uma opinião completamente contrária a emitida em dezembro.

Experiente, Ancelotti não tem obtido os resultados em Paris (PSG.fr)

Acredito que se o treinador ainda fosse Kombouaré, o Paris teria tantos problemas como está tendo atualmente com Ancelotti. Talvez não as mesmas dificuldades, mas as teria da mesma maneira. A grande diferença é que agora, com um comandante renomado, percebeu-se que as contratações parisienses não foram lá essas coisas. Isso proporciona uma espécie de blindagem ao treinador italiano, que vem errando jogo após jogo, seja com escalações estranhas ou mexidas equivocadas.

A impressão de momento é que o Paris Saint-Germain contratou Ancelotti só para criar uma imagem de clube vencedor e não para realmente se tornar um clube vitorioso. O comandante italiano me parece perdido, faz sempre as mesmas coisas, não busca novas alternativas e vai sendo engolido pelos adversários.

Caso o Paris termine a temporada de mãos abanando, a saída mais simples seria a demissão de Ancelotti, que até mesmo na época invicta parisiense não fez o time jogar bem. A outra opção é mantê-lo, mas essa alternativa pode guiar o clube para dois caminhos:

1)    Com tempo para arrumar a casa, o italiano pode organizar a gastança desenfreada e fazer os dirigentes do PSG a gastar de forma mais racional, para aí sim formar um elenco sólido;

2)    Porém, Ancelotti tem o costume de trazer jogadores de idade elevada e o PSG, que já tem um elenco com média de idade alta, pode ter na próxima temporada um time mais envelhecido ainda;

Cabe ao brasileiro Leonardo tomar a melhor atitude e saber contornar este percurso árduo. Ele está no lado dos bastidores atualmente, mas já esteve na posição de Ancelotti e tem ciência dos problemas e dificuldades que um treinador passa. Mais do que ninguém, Leonardo sabe – ou deveria saber – o que fazer!

Já cheguei a dizer anteriormente que não é nenhuma vergonha o Paris Saint-Germain não conquistar a Ligue 1, mas é a imposição do time nas partidas que beira o vergonhoso. O PSG tem de mostrar nas rodadas finais que aqueles que colocaram Kombouaré no lixo e agora lhe dão o status de rei não tem nenhuma razão.

Incontestable

Ayew e Amalfitano vibram com o gol (EQ)

Após uma semana de espera, finalmente rolou o duelo entre Olympique de Marseille e Paris Saint-Germain. O time comandado por Didier Deschamps venceu por 3×0 e como diz o título acima, a vitória foi “incontestável”.

Pela primeira etapa, daria até pra dizer que a vitória foi um exagero. O PSG teve mais posse de bola, mesmo criando pouco. O Marseille percebia a fragilidade dos laterais adversários, mas não forçava tanto o jogo por lá. Outro ponto que decidiu o jogo à favor do time dono da casa foi a má atuação da dupla Matuidi e Sissoko. Além de pecarem na saida de bola e marcarem mal, ambos davam pouco apoio aos laterais na marcação.

Essa falta de apoio resultou no primeiro gol do Marseille. O lateral-direito Azpilicueta subiu sozinho. Sylvain Armand, ocupado com Ayew que caia em suas costas, não pôde avançar para marcar o espanhol. Pelo menos um dos volantes deveria ir para a faixa lateral e marcá-lo, mas tanto Sissoko, quanto Matuidi seguiram correndo vagarosamente na intermediária e deram todo o espaço para Azpilicueta cruzar na cabeça de Rémy, que abriu o placar com uma impiedosa cabeçada no contrapé de Sirigu.

O gol anotado por Loic Rémy foi o 100º gol do Olympique de Marseille em Le Classique.

O Paris Saint-Germain, outrora dono da partida e da bola, não conseguia mais controlar o jogo e seu trio ofensivo formado por Nenê, Ménez e Pastore era sumariamente eliminado por Diarra e M’Bia. Tá certo que na maioria das vezes, a dupla do Marseille chegava duro – Diarra, por exemplo, cometeu algumas faltas desleais e saiu sem nenhum amarelo – mas ambos fizeram um trabalho muito mais eficiente que a dupla de volantes parisiense.

Mas na etapa final… nessa sim deu pra dizer que a vitória do Marseille foi justa. Há tempos que eu não via um Paris Saint-Germain tão desorganizado.

Bom negócio? (PSG.fr)

Jallet virou mesmo um meio-campista, estava totalmente perdido na lateral-direita. Diego Lugano foi outro a ter atuação ruim. Parte da imprensa francesa questiona o motivo de sua contratação, vide a sua inexperiência em ligas maiores. Sylvain Armand, aos 31 anos, não tem mais pernas para jogar na lateral. Cansei de ver Nenê o cobrindo em lances desnecessários. Na cabeça de área, como já destacado, Sissoko e Matuidi foram muito mal em todos os sentidos.

Matuidi, aliás, que vinha fazendo partidas corretas, foi o grande responsável pelo segundo gol do Olympique de Marseille. Ele perdeu a bola para Amalfitano no meio-campo, que acabou tabelando com André Ayew e em um tiro cruzado, fez o gol de número 101 do Marseille em clássicos contra o Paris Saint-Germain.

O grande quarteto parisiense não fez absolutamente nada. Pastore não produziu nada e errou tudo que tentou. Nenê esteve completamente alheio a partida. Na frente, Gameiro não recebeu nenhuma “bola redonda”. Ménez foi o único que tentou alguma coisa. Ele correu, buscou jogo e apanhou um bocado.

Ah, não podemos esquecer da cereja do bolo: Antoine Kombouaré. Uma verdadeira tragédia!

Kombouaré por um fio (EQ)

Ele já escalou o time errado. Jallet já é muito mais um meio-campista do que um lateral, assim como Armand, que é um zagueiro praticamente. E eles foram os laterais do Paris Saint-Germain na partida. Foram dois pontos fracos do time. Sem Tiéné, era plausível a entrada de Armand… mas eu ainda assim improvisaria Ceará na lateral-esquerda.

Só que as alterações foram piores ainda. Pastore estava errando tudo que tentava, até por isso Kombouaré o sacou para colocar Bodmer. O time piorou. O camiseta número 12 é mais um apoiador do que armador. Resultado, jogou praticamente junto aos volantes e a criatividade, que já era pouco, se apagou. E tem outra: os diretores do Paris Saint-Germain não devem ter gastado mais de 40 milhões de euros para trazer Pastore e vê-lo sair no meio de um clássico. Estava mal? Estava! Mas poderia decidir o jogo.

Kévin Gameiro, que não recebeu nenhum bom passe, foi substituído pelo fraquíssimo Mevlut Erding. O turco, obviamente, nada fez além de ficar em impedimento.

Minutos mais tarde, Kombouaré fechou com chave de lata a sua jornada com a colocação de Ceará no lugar de Matuidi…

Antoine Kombouaré está ameaçado no cargo do Paris Saint-Germain, mas não me estenderei muito no assunto, até porque tudo que eu tinha para falar pode ser visto em meu último texto no site Os Geraldinos.

Azpilicueta foi um dos melhores em campo em Le Classique (PSG.fr)

Já o Olympique de Marseille teve uma partida muito correta. Na defesa, muita segurança. Steve Mandanda nem precisou trabalhar. Tanto a dupla de zaga, Diawara e Nkoulou, quanto a dupla de volantes, M’Bia e Diarra, se manteram firmes durante o jogo inteiro. Morel não deu sustos e Azpilicueta sempre subiu na boa, tendo sido um dos melhores em campo. Lucho González teve atuação discreta, mas quando preciso, soube cadenciar bem a pelota.

Do trio de frente, nenhum grande destaque, mas os irmãos André e Jordan Ayew foram bem. Podem jogar mais, só que contra um bagunçado Paris Saint-Germain, não precisaram de mais. André foi premiado com o gol no final da partida, completando cruzamento de Amalfitano.

O Marseille não foi brilhante, mas o Paris foi terrível. Não dá para contestar a vitória.

Os 3 pontos conquistados no clássico de certa forma escondem o momento de turbulência que vivia o Marseille. Tudo por causa da discussão entre André-Pierre Gignac e Didier Deschamps. O treinador falou pouco sobre o assunto na coletiva, enquanto os jogadores foram vetados de dar entrevistas, tudo para evitar o tema. A vitória esconde um pouquinho esse problema…

Já no Paris Saint-Germain, críticas atrás de críticas. Ninguém tem sido aliviado e a coisa vai ficando feia para Antoine Kombouaré. Se Nasser Al-Khelaifi for como a maioria dos trilionários donos de clubes europeus, certamente Kombouaré cairá. Leonardo terá de contornar tudo isso…

É hoje o dia!

Enfim chegou o grande dia! Após uma semana de ansiedade e muita espera, finalmente chega o grande dia onde Olympique de Marseille e Paris Saint-Germain irão duelar no Stade Vélodrome em busca dos valiosos três pontos.

Pela situação das duas equipes na tabela de classificação da Ligue 1, ninguém pode pensar em tropeçar neste duelo. O Olympique de Marseille, que havia iniciado mal a temporada, conseguiu engrenar uma série de jogos sem derrota – sete jogos, mais precisamente -, mas na última rodada acabou perdendo essa invencibilidade para a grande pedra no sapato das duas equipes, o Montpellier. O time comandado por Didier Deschamps caiu diante do MHSC no Stade de la Mosson, 1×0, gol contra de Diawara.

Já o Paris Saint-Germain também vinha de uma grande invencibilidade que durava desde a primeira rodada, quando o time comandado por Antoine Kombouaré caira diante do Lorient. Na última rodada, o PSG perdeu pro Nancy por 1×0 e viu o Montpellier também se tornar uma pedra no sapato. Se no caso do OM, o time comandado por René Girard só lhe tirou a invencibilidade de sete jogos, no caso parisiense, houve a aproximação do Montpellier e no último sábado (26), a ultrapassagem na tabela de classificação. Com três gols de Olivier Giroud – artilheiro da Ligue 1, com 11 gols -, o MHSC derrotou o Sochaux por 3×1 e chegou a 33 pontos, abrindo três para o PSG.

O placar de certa forma alargado conseguido pelo Montpellier, atrapalhou um pouco a vida do Paris Saint-Germain. Se o time parisiense vencer por um gol de diferença, não assumirá a liderança, pois empatará no saldo e o ataque do Paris é pior que o ataque do Montpellier – 32 gols à 26 pro Montpellier. Ou seja, se o PSG quer voltar a ponta da competição, que vença por dois gols de diferença.

Engana-se quem pensa que a vitória não importa tanto para o Olympique de Marseille. O OM viu neste sábado times como Lille, Rennes e Toulouse vencerem e abrirem uma distância cada vez maior para os atuais vice-campeões franceses. O LOSC e o SRFC tem 28 pontos, já o TFC tem 26 e eles ocupam, respectivamente, a 3ª, 4ª e 5ª colocação da Ligue 1. O Olympique está lá atrás, na 10ª colocação, com 18 pontos. Ou seja, se Didier Deschamps quer levar o seu time para mais uma edição da Uefa Champions League, precisa parar de perder pontos e tratar de iniciar uma arrancada mais consistente que a última. Daqueles sete jogos invictos, foram 4 vitórias e 3 empates.

OLYMPIQUE DE MARSEILLE

Tudo são rosas para o Marseille na Liga dos Campeões. O time depende de si para conquistar uma vaga nas oitavas de final da maior competição de clubes da Europa. Mas o mesmo não pode ser dito da equipe na Ligue 1.

O Marseille ocupa a 10ª colocação com 18 pontos e não está perto de nada. Nem tão perto da zona de rebaixamento e nem um pouquinho perto da zona de classificação para as competições européias. Até por isso, o técnico Didier Deschamps é muito questionado nos arredores do Vélodrome.

Ele já sairia no final da temporada passada graças a série de tropeços no momento final do campeonato, que acabaram dando o título ao Lille, além do normal desgaste. Foi convencido a ficar e o time tem feito bonito fora da França, mas feio dentro de seu próprio país.

Gignac e Deschamps bateram boca após a derrota pro Olympiacos

Ao que me parece, o time já está desgastado. Alguns jogadores já não rendem mais como rendiam temporadas atrás, outros mostram vontade de sair e mais alguns outros ainda nem mostraram pra que vieram pro clube, não é Gignac? Só pra constar, o atacante sempre está contundido e nunca está em sua melhor condição física. Resultado, Deschamps chutou o balde contra Gignac. Ambos discutiram e dificilmente o jogador voltará a vestir a camisa do Marseille.

Após essa briga, a diretoria do Marseille decidiu que nenhum jogador iria para a entrevista coletiva na sexta-feira. Decisão normal, não era o melhor momento para entrevistas. As perguntas seriam muito mais voltadas para a briga de Gignac com Deschamps do quê para a derrota pro Olympiacos ou o duelo diante do PSG. Talvez não seja o caso de largar de vez a temporada e pensar em uma reformulação para a temporada seguinte, mas há casos que devem ser repensados no clube.

O único desfalque na equipe do Olympique de Marseille segue sendo Rod Fanni, que está sem jogar desde a 12ª rodada da Ligue 1. O defensor está com uma lesão no dedo do pé e Jérémy Morel seguirá jogando em seu lugar.

O Olympique de Marseille também vive a expectativa de marcar o gol 100 em Le Classique. Em toda a história do duelo, o OM anotou 99 gols em cima do PSG, sendo o primeiro gol de Bernard Bosquier e o 50º de Basile Boli.

As duas equipes estão em situações delicadas neste momento. Não pela situação de tabela, mas sim pelas crises internas e a crise do Marseille me parece ser pior que a do Paris Saint-Germain. A briga de Deschamps e Gignac pode desencadear outros conflitos que talvez estejam escondidos da mídia. Pelo clima tenso que vive o Olympique, coloco o Paris como favorito no duelo.

O CARA

Neste momento conturbado do Olympique de Marseille, o peso da responsabilidade estar caindo sobre as costas de jogadores rodados, como Lucho, Diarra e Mandanda, mas ele está caindo sobre o jovem Loic Rémy, de 24 anos. O ex-atacante do Olympique Lyonnais é o artilheiro do OM com 6 gols na Ligue 1. Ele costuma se dar bem quando joga no Stade Vélodrome, já que 4 dos seus 6 gols foram anotados no estádio do Marseille.

É, Rémy! A responsabilidade agora é tua

Rémy não é um jogador brilhante, longe disso, mas faz sua parte. Não à toa esteve nas últimas convocações da Seleção Francesa. Boa parte desse sucesso se rende a seu novo posicionamento. Durante boa parte de seu carreira, ele se notabilizou como um segundo atacante muito bom. Nítidamente era um homem de lado de campo e de muita movimentação. Mas desde que chegou ao Marseille, Rémy tem sido utilizado como centro-avante. Outro motivo deste sucesso é ocasionado pelo fracasso de Gignac, que chegou cheio de pompa do Toulouse e não jogou 10% do que jogou nos seus tempos de TFC.

Por ser um jogador leve e de bastante movimentação, Rémy conseguiu sucesso como centro-avante também porque costuma trocar bastante de posição com os atacantes de lado de campo, Valbuena e André Ayew. Isso confunde a marcação e amplia a variação de jogadas do Marseille.

Rémy pode ser chamado de “herói”. O Marseille tem jogadores como Lucho González, Mandanda, Alou Diarra e Mathieu Valbuena, mas ele, Rémy, que atrás de todas essas polêmicas conseguiu sucesso e é a grande esperança de gols do Marseille.

Provável escalação (4-3-3): Mandanda; Azpilicueta, Diawara, Nkoulou e Morel; Diarra, Cheyrou e Valbuena; Amalfitano, Rémy e André Ayew (Treinador: Didier Deschamps)

PARIS SAINT-GERMAIN

Para o jogo desta tarde – noite na França – o técnico do Paris Saint-Germain, Antoine Kombouaré tem apenas uma dúvida: quem jogará ao lado de Mamadou Sakho na zaga? Milan Bisevac ou Zoumana Camará? Além desta dúvida, Antoine Kombouaré não poderá contar com seu lateral-esquerdo titular, Tiéné, que está com uma lesão no quadril e nem foi convocado para a partida. Sylvain Armand deverá ser seu substituto. Mas caso aconteça uma derrota, não será nem pela dúvida, nem pelo desfalque que Kombouaré será criticado.

Desde o empate diante de Girondins de Bordeaux, a equipe do Paris Saint-Germain tem sido muito criticada e todas as críticas pesam em cima de Kombouaré, que tem um grande elenco a disposição, mas não faz com que o time renda o esperado pela torcida e principalmente pelos qatarianos que compraram o clube recentemente. Novos nomes de técnicos surgem no Parc des Princes e embora alguns jogadores já declarem seu apoio a Kombouaré, isso parece não ser o bastante para uma permanência no comando técnico após uma nova derrota.

Kombouaré está ameaçado no comando do PSG

Me parecerá precipitado. Sempre critiquei muito o atual técnico do Paris Saint-Germain. Kombouaré sempre apostou em jogadores de nível técnico duvidoso, além de nos jogos em que uma mexida tática ou técnica se via necessária, ele estragava o time. Mas na atual temporada ele tem feito o simples e sempre manda a campo o que tem de melhor. Por ter à disposição um trio formado por Ménez-Pastore-Nenê, suas mexidas durante a partida não se viam necessárias e por isso não atrapalhava tanto o time (caso queiram ler um texto maior sobre o caso Kombouaré, acessem Os Geraldinos, onde escrevi um texto sobre o tema). Porém, Kombouaré gosta de desafios e sabe que este é o melhor momento para enfrentar o Marseille. Isso tudo para o PSG pegar confiança com uma eventual vitória.

A última vitória do Paris Saint-Germain diante do Olympique de Marseille foi ainda na temporada passada, 2×1 no Parc des Princes. Não é nenhum tabú, mas o tempo sem vitória do time parisiense em cima do grande rival em Marseille já é um pouquinho mais extenso. Foi no dia 28 de outubro de 2008. Após estar perdendo por 2×1, o PSG buscou a virada e venceu o Marseille no Stade Vélodrome por 4×2. O homem do jogo foi Guillaume Hoarau, autor de dois gols.

O CARA

Para poder quebrar este pequeno tabú de três anos sem vencer o Olympique de Marseille no campo adversário, o Paris Saint-Germain conta com Javier Pastore, maior contratação da história da Ligue 1 – 42 milhões de euros. Mesmo tendo números satisfatórios – 6 gols, 2 assistências e 35 finalizações na L1 -, o argentino tem sido muito criticado nas últimas rodadas. O PSG tem atuado abaixo do esperado nas últimas rodadas e o peso desses atuações ruins tem caído em cima de Pastore, que também está indo mal, sendo apenas sombra do enorme investimento feito em sua contratação. Porém, a decisão é unânime: Pastore está cansado!

Cansado, Pastore?

O ex-jogador e campeão mundial de 1998, Emmanuel Petit, o meio-campista do Saint Etienne e ex-jogador do Marseille, Laurent Battles e o também meio-campista Tino Costa, hoje no Valencia e que jogou no Montpellier, foram bem claros quando perguntados pela France Football: a longa sequencia de jogos somadas as viagens para a América do Sul por jogos da Seleção Argentina cansaram Pastore. Além dos jogos pela seleção “hermana”, o camiseta número 27 do PSG tem 12 jogos pela Ligue 1 e 1011 minutos jogados.

É claro que é muita coisa, mas fica também a atenção de como deve estar a forma física de Pastore. O também argentino Lionel Messi tem números mais assustadores de jogos na temporada, nem por isso mostra sentir um eventual cansasso. Claro que há a diferença técnica e de preparação física entre ambos, mas fica o detalhe.

Cansaço à parte, o Paris Saint-Germain tem motivos de sobra para depositar em Pastore toda a sua confiança para a conquista dos três pontos. Ele tem sido decisivo, isso ninguém pode negar! Seu primeiro gol com a camisa parisiense foi no apertado 1×0 diante do Stade Brestois. No confronto direto diante do Montpellier, Pastore marcou dois dos três gols do time na vitória por 3×0. Sem falar do duelo contra o Lyon, onde seu gol abriu o caminho para a vitória por 2×0.

O cara pode estar cansado e isso pode pesar contra o PSG, mas Pastore é um jogador acima da média e é quem pode decidir para o time parisiense.

Provável escalação (4-2-3-1): Sirigu; Ceará, Camará (ou Bisevac), Sakho e Armand; Matuidi e Sissoko; Ménez, Pastore e Nenê; Gameiro (Treinador: Antoine Kombouaré)