Le Podcast du Foot #88 | As variadas emoções na rodada da Champions

Foi dada a largada para a fase de grupos da Uefa Champions League e para os três representantes da França, somente um misto de emoções pode resumir o pontapé inicial no principal torneio continental da Europa.

O Paris Saint-Germain, por exemplo, foi da frustração a euforia e terminou decepcionado com a derrota por 3 a 2 diante do Liverpool, atual vice-campeão. Mais do que o revés, a forma como o time jogou deixou um recado bem claro de que a diretoria tem muito o que fazer para não repetir os fiascos recentes.

Já o Monaco, com elenco enfraquecido e temporada incerta, alimentou o sonho de uma vitória sobre o poderoso Atlético de Madrid, mas terminou triste e conformado com uma derrota de virada por 2 a 1.

Quem se sobressaiu foi o Lyon, que surpreendeu a Europa ao bater o campeão inglês, Manchester City em solo britânico. O triunfo por 2 a 1, coroado por grande atuação de Nabil Fekir – autor de um gol e uma assistência – deixa o time de Bruno Génésio na liderança do grupo que ainda tem Shakhtar Donetsk e Hoffenheim – que empataram em 2 a 2.

O misto de emoções nas estreias dos times franceses pautou a edição #88 de Le Podcast du Foot. Eduardo Madeira e Renato Gomes analisaram os confrontos e contaram com as participações de Vinícius Ramos, do Ici c’est Paris, e Pedro Henrique Natario, do AS Monaco Brasil, que comentaram sobre seus respectivos times.

Ouça abaixo o podcast completo:

Le Podcast du Foot #77 | OM em busca da taça

O dia 16 de maio de 2018 é um dos mais importantes da história recente do Olympique de Marseille. Diante do Atlético de Madrid, o OM tenta erguer a taça de campeão da Liga Europa pela primeira vez na história.

Mais do que o título em si, a conquista traz outros contornos, como a possibilidade de festejar na casa de um dos rivais – o Groupama Stadium, casa do Lyon, é palco da final – e a chance de tripudiar outro, o PSG, que gastou tufos de grana para morrer nas oitavas-de-final da Liga dos Campeões.

E o que esperar desse jogo? Na edição #77 de Le Podcast du Foot, Eduardo Madeira, do Europa Football, Renato Gomes, do Footure, e o convidado especial Gabriel da Cruz, do perfil OM Brasil, no Twitter, se reuniram e projetaram o confronto.

A grande novidade é que a partir desta edição, Le Podcast du Foot será hospedado no Soundcloud e compartilhado também no iTunes. Portanto, siga nosso programa, assine o feed nas plataformas e fique por dentro das próximas edições:

A redenção de Diego

Líder em assistências na UEL, Diego conquista a Europa League (Getty Images)

O meio-campista Diego era o grande nome do Werder Bremen na temporada 2008/09. Maestro em campo, o brasileiro foi o principal condutor do time alemão em direção a final da antiga UEFA Cup, hoje, UEFA Europa League.

Suspenso, Diego não pôde disputar a decisão realizada em Istanbul. Jogando sem o astro da companhia, o Bremen sucumbiu à esquadra brasileira do Shakhtar Donetsk na prorrogação. O gosto da derrota ficou ainda mais amargo porque dias depois, Diego se despedira em direção de Turim, onde jogaria – e fracassaria – na Juventus.

Mas o vice-campeonato não foi bem digerido, já que durante muito tempo foi falado no tal “se”. SE o Diego tivesse jogado… SE o Diego não estivesse suspenso… Se isso, se aquilo, mas no geral, todos imaginavam que com o brasileiro em campo a história teria sido diferente, já que ele era o artilheiro do Werder Bremen na competição com seis gols.

Entendo que a revelação do Santos não tenha se abalado com todos esses acontecimentos aglomerados. Diego era jogador de nível internacional e tinha tudo para brilhar no calcio, mas não deu certo e voltou para a Alemanha e defender o Wolfsburg, onde mesmo tendo boas atuações – isso é por minha conta, não acho que tenha fracassado por completo – pôs tudo a perder com uma briga com Félix Magath na última rodada da Bundesliga de 2011.

O Mago não queria ter Diego no elenco dos Lobos e o brasileiro foi parar na Espanha, mais especificamente no Atlético de Madrid. Sem os investimentos astronômicos do rival da cidade, Real Madrid, o Atleti conseguiu remodelar seu time. Miranda, Arda Turan, Courtois e Falcão García se juntaram a Diego na nova empreitada.

Diego anotou o gol que confirmou o título do Atlético

O prêmio veio nesta quarta-feira, com a conquista da UEFA Europa League em Bucareste. O grande jogador da partida foi o Mr. Europa League, Falcão García, autor de dois gols, mas Diego também foi peça importante ao anotar o terceiro gol, o que sacramentou a conquista. Na comemoração, o brasileiro se ajoelhou e foi às lágrimas. Certamente, as lembranças e expectativas de 2009 vieram a sua mente, mas que só na Espanha ele pôde realizar. Foi sua redenção, sem dúvida alguma!

Não estou dizendo que ele voltará à seleção, que será um grande craque e concorrerá a Bola de Ouro no fim do ano, mas Diego conseguiu, com três anos de atraso, saber o que é jogar e conquistar uma Liga Europa – ou Copa da UEFA. Foi um peso tirado de suas costas e ele teve méritos com suas sete assistências pra gols, líder no quesito no torneio europeu.

Jogando em um time de ambições menores, Diego pôde voltar a apresentar um futebol convincente. A falta de obrigação em ser o astro do time – cargo dado a Falcão García – “libertou” a técnica e habilidade presa em seus tempos de Juventus e Wolfsburg – dois clubes com grandes metas e apostando alto em Diego.

A consolidação da temporada do brasileiro pode ser concluída no próximo fim de semana com uma vaga na próxima UEFA Champions League. Emprestado pelos Lobos até 2014 ao Atlético de Madrid, Diego teria a maior competição interclubes do mundo para mostrar que pode ser decisivo e tendo a batuta em mãos, orquestrando a sinfonia colchonera.