Seleção do primeiro turno

O primeiro turno da Bundesliga chegou ao seu final com o Bayern muito próximo do título. Apesar das dezoito rodadas que ainda faltam ser disputadas, o time bávaro lidera a competição com nove pontos de vantagem para o vice-líder, Bayer Leverkusen, e mais doze em relação com o bicampeão Borussia Dortmund. Além do mais, os comandados de Jupp Heynckes possuem o ataque mais produtivo, com 44 gols, e a defesa menos vazada, com apenas sete gols sofridos.

Apesar de ser líder absoluto, o Bayern não foi completamente dominante na seleção do primeiro turno armada pelo blog “Europa Football”. Nomes de destaque dos surpreendentes Bayer Leverkusen e Eintracht Frankfurt também figuram na lista.

Confira abaixo, os onze jogadores que fazem parte desta seleção, com alguns acréscimos abaixo:

Os onze melhores do primeiro turno da Bundesliga

Os onze melhores do primeiro turno da Bundesliga

1 – Kevin Trapp – Eintracht Frankfurt

Com a queda do Kaiserslautern para a segunda divisão, Kevin Trapp arrumou suas malas e foi pra Frankfurt defender o Eintracht. Sem grandes dificuldades, assumiu a titularidade do time de Armin Veh e se tornou um dos grandes nomes desse primeiro turno de Bundesliga com importantes defesas, sendo o homem chave da defesa. O goleiro de 22 anos atuou em todas as partidas do Frankfurt, deixando o veterano Oka Nikolov no banco. Trapp ainda não é especulado na seleção alemã, muito pela enorme concorrência, mas fica o registro de suas excelentes atuações pelo Eintracht.

2 – Daniel Carvajal – Bayer Leverkusen

Os antigos problemas nas laterais do Leverkusen foram solucionados com a contratação de Daniel Carvajal, de 22 anos. O espanhol é cria do Real Madrid e obteve destaque atuando no time B dos Merengues. Os alemães optaram por apostar no garoto e se deram muito bem. Carvajal não passa apuros defensivos e tem sido uma excelente arma ofensiva. Neste primeiro turno, o lateral-direito marcou um gol e deu cinco assistências.

3 – Philipp Wollscheid – Bayer Leverkusen

O Bayer Leverkusen também tinha problemas no miolo de zaga. Muita gente passou por lá, ninguém resolveu. Sem medo de desafios, Philipp Wollscheid chegou do Nürnberg e assumiu a titularidade com personalidade. O alemão de 23 anos participou de quase todos os jogos do Leverkusen e conseguiu manter a regularidade, tornando a defesa, antigo problema, um dos setores mais fortes do time. O Leverkusen sofreu somente 22 gols no primeiro turno, tendo a quarta melhor defesa. Além disso, Wollscheid concluiu quase 90% de seus passes neste primeiro turno.

4 – Dante – Bayern

A zaga do Bayern de Munique nunca foi aquele “senhor problema” que muitos saíram pregando na última temporada. O problema estava no fato de Boateng e Badstuber serem instáveis, mas se entendiam bem. Para dar uma sustentação maior na defesa, os bávaros foram atrás do brasileiro Dante, que vinha de excelentes temporadas pelo Borussia Mönchengladbach. Escolha perfeita! Perto dos trinta anos, Dante vive a melhor fase da carreira e se tornou titular do time com muita tranquilidade, virando peça de confiança de Jupp Heynckes. O brasileiro tem mostrado segurança e enorme frieza ao vestir a pesada camisa bávara, fazendo por merecer uma chance na seleção brasileira.

6 – Bastian Oczipka – Eintracht Frankfurt

O nome é complicado de falar e escrever, mas a participação de Bastian Oczipka neste primeiro turno de Bundesliga descomplicou a vida de seu time. Após algumas temporadas sendo emprestado de time em time pelo Bayer Leverkusen, o jogador de 23 anos se tornou titular do Eintracht Frankfurt e foi uma das principais peças ofensivas do time de Armin Veh. Além de participar de todas as partidas das Águias, Oczipka deu oito assistências, número extraordinário para um lateral-esquerdo.

5 – Pirmin Schwegler – Eintracht Frankfurt

Parte da boa campanha do Frankfurt neste primeiro turno não se deve apenas aos já citados Trapp e Oczipka, mas também passa pelos pés do volante e capitão Pirmin Schwegler. Capaz de marcar firme, o suíço tem se notabilizado pelos passes. Segundo o site oficial da Bundesliga, Schwegler tem 82% de passes completados e já tem duas assistências. Além disso, o volante ajudou o Frankfurt nas goleadas sobre Werder Bremen e Hoffenheim, marcando um gol em cada jogo.

8 – Toni Kroos – Bayern

Sou fã do estilo de jogo de Toni Kroos. Meia técnico, de bom passe, ótima visão de jogo, chegada a área e finalização. É o que chamamos de “jogador moderno”, cumpre bem suas funções defensivas e ofensivas, se tornando uma peça que qualquer técnico gostaria de ter em seu time. Sorte de Jupp Heynckes que viu Kroos marcar seis gols e dar cinco assistências nesse primeiro turno. Na opinião deste humilde blogueiro, o 39 bávaro foi o melhor jogador da Bundesliga depois de Ribéry.

9 – Thomas Müller – Bayern

Quem diria que o garoto que há um ano se prendia ao time titular do Bayern pelo simples motivo de ter sido a revelação da Copa de 2010, hoje seria um dos principais nomes da Bundesliga? Essa é a história de Thomas Müller. O meia-atacante de 23 anos se deu muito bem nesse Bayern com mais mobilidade e viu seu jogo encaixar com o novo centroavante Mandžukić. Müller deixou o primeiro turno com nove gols e nove assistências.

10 – Mario Götze – Borussia Dortmund

Livre das lesões que o atormentaram no segundo turno da temporada passada, a jovem estrela do Dortmund, Mario Götze, pôde mostrar o seu melhor futebol a Alemanha. Sem encontrar problemas para se adaptar ao time com o novo contratado Marco Reus, o camisa 10 do Borussia Dortmund fez excelente primeiro turno, onde marcou seis gols e deu quatro assistências. O tento mais importante foi contra o Bayern na Allianz Arena, onde evitou a derrota para o time bávaro.

7 – Franck Ribéry – Bayern

Dos 17 jogos do Bayern neste primeiro turno de Campeonato Alemão, o francês Franck Ribéry participou de apenas 12, número suficiente para entrar na seleção do torneio e ainda se tornar o principal nome do turno. Foram sete assistências distribuídas durante a dúzia de jogos, além de outros quatro gols marcados. Segundo a lenda bávara, Paul Breitner, que recentemente esteve no Brasil, Ribéry é o melhor jogador da Bundesliga e um dos melhores do mundo. Não consigo discordar dessa afirmação.

11 – Stefan Kiessling – Bayer Leverkusen

Stefan Kiessling começa a dar novos rumos a sua inconstante carreira. Após idas e vindas que foram marcadas por participação em Copa do Mundo e a amargura do banco de reservas no Leverkusen, o centroavante de 1,91m vai curtir suas férias como artilheiro do Campeonato Alemão. Autor de 12 gols e quatro assistências em 17 jogos, Kiessling deixa uma pulga atrás da orelha de Löw, afinal, a Alemanha tem apenas Klose e Gomez pro ataque. Será que o desajeitado atacante do Leverkusen volta a seleção?

Menções honrosas: ter Stegen (Gladbach), Klose (Nürnberg), Luiz Gustavo (Bayern), Diego (Wolfsburg), Huzti (Hannover), Juan Arango (Gladbach), Meier (Frankfurt), Holtby (Schalke) Lewandowski (Dortmund)

A afirmação de Castro

Gonzalo Castro se tornou titular absoluto do Leverkusen

Não parece, mas Gonzalo Castro surgiu na mesma safra de Manuel Neuer, Mesut Özil, Mats Hummels e Sami Khedira. O jogador do Bayer Leverkusen fez parte do time que conquistou o torneio europeu sub-21 em 2009, na final disputada e vencida sobre a Inglaterra, em noite mágica do possante Sandro Wagner.

Boa parte dos jogadores que citei no início do último parágrafo estão desenvolvendo a carreira, com boas funções em seus clubes – alguns até no exterior – e com participações importantes na seleção alemã de Jögi Löw. A exceção é Castro, que teve escassas oportunidades na seleção – nenhuma depois da Euro Sub-21 – e só agora começou a se firmar no Leverkusen.

A justificativa para esse contraste entre Castro e os demais jogadores da geração é simples: faltava identidade dentro de campo para o atleta. Ora escalado na lateral, ora escalado no meio-campo, Castro não criava raízes no time. Não que ser polivalente seja algo ruim, mas isso estava estragando o atleta do Leverkusen. Ele atuava em diversas posições e nem sabia dizer qual era sua verdadeira função dentro da equipe.

Eis que a diretoria do clube resolveu agir. A primeira atitude foi feita no final da última temporada. O confuso Robin Dutt foi mandado embora e o cargo de técnico passou a ser ocupado pela dupla Sascha Lewandowski e Sami Hyypiä, ambos, funcionários do clube há um bom tempo, sendo o último citado, jogador do time até o ano anterior.

Além disso, o clube alemão foi buscar na base do Real Madrid, Daniel Carvajal, lateral-direito de imenso futuro e com passagens nas seleções de base da Espanha. Estava resolvida a situação do lado mais problemático da defesa do Leverkusen, afinal, o espanhol se adaptou rapidamente ao fussball. E Castro? O que seria feito com ele? Lewandowski e Hyypiä encontraram a solução: efetivaram-no de vez no setor de criação do time.

Castro, além de lateral-direito, já havia atuado na lateral oposta, de volante e na armação do time, seja pelo flanco, seja pelo centro. Colocá-lo pra valer em um local onde pode atacar sem deixar brechas, como fazia na defesa, era primordial para a conquista de confiança do jogador. O resultado é visto em campo.

Após a goleada aplicada sobre o Werder Bremen nesta quarta-feira, Castro completou seu 13° jogo seguido como titular do Leverkusen, todos atuando no setor ofensivo, seja no meio-campo, seja no ataque. Contra o Bremen, Castro marcou dois gols e chegou à marca de cinco na Bundesliga, sendo que já tinha contabilizado dois na Europa League. Além disso, o personagem desta matéria já deu duas assistências no Campeonato Alemão e é, ao lado de Stefan Kiessling e André Schürrle, o único a participar de todas as 14 partidas do time no torneio nacional.

Foram precisos alguns anos de atraso para Castro conseguir se firmar e torna isso possível usando as características que não lhe davam boa notoriedade na lateral, como conduzir a bola com liberdade sem se preocupar com suas costas e partir pra cima dos adversários, buscando driblar em velocidade. Castro era um “lateral Sorín”, mas fazia o Leverkusen pagar um preço caríssimo por isso. Fora desta posição, o preço quem acaba pagando são seus adversários.

Castro deixou sua marca em duas oportunidades contra o Werder Bremen

Só porque Castro está, finalmente, se firmando no Bayer Leverkusen, não quer dizer que ele já merece uma vaga na seleção alemã. Se tivesse se fixado na lateral, poderia até sonhar em ocupar a reserva de Lahm, mas já que suas características não permitiram isso, terá de disputar posição com Reus, Götze, Özil, Podolski, Schürrle, Müller… Um pouco complicado, não?

Mas já anima vê-lo bem no Leverkusen. A Alemanha, como não é segredo para ninguém, tem revelado excelentes atletas nos anos recentes e notar que um não está vingando, é ruim pro atleta e pra imagem do clube formador. Cabe valorizarmos a sensibilidade da excelente dupla Lewandowski e Hyypiä, que perceberam a necessidade de fixá-lo em uma função mais clara.

*Crédito das imagens: Getty Images

Guia da Bundesliga

Entre todos os campeonatos nacionais da Europa, a Bundesliga é o que mais me identifico. Estádios lotados, bons jogos, valorização do jogador do próprio país e um futebol de ótima qualidade, tudo isso me fascina. Por acompanhar bastante e estar antenado sobre tudo que rola no país do chucrute, decidi preparar este guia especial sobre o Campeonato Alemão. Confira abaixo a análise dos dezoito times:

BAYERN

Nome: Fußball-Club Bayern, München e. V
Site oficial: http://fcbayern.de/
Técnico: Jupp Heynckes
Títulos alemães: 22
Time base: Manuel Neuer – Philipp Lahm, Jêrome Boateng (Dante), Holger Badstuber e David Alaba – Luís Gustavo, Bastian Schweinsteiger – Arjen Robben, Toni Kroos (Thomas Müller) e Franck Ribéry – Mário Gomez

Após uma trinca de vice-campeonatos na última temporada – DFB Pokal, Bundesliga e UEFA Champions League -, o Bayern chega disposto a recuperar a hegemonia nacional. Com nove títulos de 1997 até 2010, os bávaros se acostumaram a falar a frase: “ano sim, ano não, o Bayern é campeão”, mas atualmente, o clube vive a sombra do Borussia Dortmund, que tem feito de freguês a equipe da Baviera.

Para quebrar essa estigma de derrotas, Uli Hoeness decidiu tornar o elenco maior. Um dos defeitos na última temporada foi a magreza do plantel, onde havia poucos atletas e muitas improvisações eram feitas. Para esta temporada, o técnico Jupp Heynckes terá as opções de Mario Mandžukić e Claudio Pizarro para substituir Mario Gomez, caso ele não vá bem. Os meias bávaros também terão a sombra da joia suíça, Xherdan Shaqiri, contratado ainda no início de 2012.

Dante será o reforço para a zaga e deverá disputar posição com Boateng. É uma aposta interessante, já que o brasileiro fez boas temporadas pelo Borussia Mönchengladbach. Seu principal desafio será ajudar na solidificação da defesa bávara, que até se ajeitou na última temporada, mas que falhou em horas cruciais.

Na pré-temporada, o Bayern sofreu apenas duas derrotas, mas o que preocupa é que esses tropeços foram para equipes qualificadas, Napoli e Werder Bremen. O que acabou compensando foi o título da Supercopa Alemã, conquistado em cima do Borussia Dortmund.

Como foi dito acima, os reforços são para compor o elenco, fazendo com que a base do time seja a mesma da temporada anterior. A expectativa do blogueiro é a de que o Bayern brigue pelo título, o que é chover no molhado, diga-se de passagem.

BORUSSIA DORTMUND

Nome: Ballspielverein Borussia 09 e. V.Dortmund
Site oficial: http://bvb.de/
Técnico: Jurgen Klopp
Títulos alemães: 8
Time base: Roman Weidenfeller – Lukasz Piszczek, Neven Subotic, Mats Hummels e Marcel Schmelzer – Sebastian Kehl (Sven Bender), Ilkay Gündogan – Mário Götze (Kuba), Marco Reus e Kevin Grosskreutz – Roberto Lewandowski

O Borussia Dortmund é o time a ser batido na Alemanha. Atual bi-campeão alemão, o elenco é basicamente o mesmo das conquistas anteriores, com os acréscimos e decréscimos de alguns nomes. A grande ausência para este ano será Shinji Kagawa, que não renovou seu contrato e acabou sendo comprado por 16 milhões de euros pelo Manchester United.

Em compensação, o BVB se reforçou com uma das grandes estrelas da atual geração alemã, Marco Reus. O meia-atacante despertou a atenção do Bayern em seus tempos de Borussia Mönchengladbach, mas numa tacada de mestre, o Dortmund trouxe o garoto. A expectativa em torno da dupla Reus e Götze cresce de forma assustadora. Garotos habilidosos, velozes e de técnica primorosa, ambos tem tudo para engrenarem e formarem uma das duplas mais impressionantes da história recente da Bundesliga.

A preocupação em torno de Götze fica por conta de suas lesões. Uma delas o tirou de metade da última temporada. Porém, foi neste momento que o polonês Kuba cresceu e mostrou ter capacidade de ser titular do time. Não seria surpresa nenhuma se Jurgen Klopp deixasse Götze no banco nas partidas iniciais.

Para fechar o ciclo de contratações, o Dortmund trouxe Julian Schieber, um dos destaques do Stuttgart, Oliver Kirch, ex-Kaiserslautern e o brasileiro Leonardo Bittencourt, que defendia o Energie Cottbus.

A expectativa do blogueiro é de briga pelo título nos lados do Signal Iduna Park, é o time a ser batido na Alemanha.

SCHALKE 04

Nome: FC Gelsenkirchen-Schalke 04 e. V.
Site oficial: http://schalke04.de/
Técnico: Huub Stevens
Títulos alemães: 7
Time base: Lars Unnerstall (Ralf Fährmann) – Atsuto Uchida, Benedikt Höwedes, Kyriakos Papadopoulos e Christian Fuchs – Jefferson Farfán, Roman Neustädter, Lewis Holtby (Tranquilo Barnetta) e Julian Draxler – Teemu Pukki e Klaas-Jan Huntelaar

Em uma fila de quase 55 anos no Campeonato Alemão, o Schalke 04 entra para uma nova temporada querendo encerrar esse jejum pra lá de incômodo. Para obter tal feito, o técnico Huub Stevens não terá o espanhol Raúl a sua disposição, que se transferiu para o Al-Sadd (Qatar). A diretoria azul real decidiu não buscar um substituto para o espanhol e apostar nas peças que tem. Uma dessas opções é Teemu Pukki, que foi o queridinho da torcida na última temporada e deverá ganhar mais minutos em 2012/2013.

Na lista de contratações, a mais interessante foi a de Roman Neustädter. O volante estava no Borussia Mönchengladbach e chega para dominar a cabeça de área do Schalke. Outro nome interessante é o de Tranquilo Barnetta. O suíço é uma boa opção para o jogo pelos flancos e é um bom chutador. Seu problema é físico, já que praticamente nem jogou na última temporada pelo Bayer Leverkusen.

O nigeriano Chinedu Obasi foi contratado em definitivo pelo time de Gelsenkirchen. O meia atacante estava por empréstimo do Hoffenheim e acabou agradando, fazendo com que fosse comprado pelos Azuis Reais.

A expectativa do blogueiro é de ver o Schalke correndo por fora na briga pelo título. Se quiser mesmo encerrar esse jejum, precisará se impor nos jogos grandes, diferente do que aconteceu na última temporada, onde perdeu uma partida para o Mönchengladbach e duas cada para Dortmund e Bayern. Isso pesa demais em torneios equilibrados, como a Bundesliga.

WOLFSBURG

Nome: Verein für Leibesübungen Wolfsburg e. V.
Site oficial: http://vfl-wolfsburg.de/
Técnico: Félix Magath
Títulos alemães: 1
Time base: Diego Benaglio – Fagner, Emanuel Pogatetz, Naldo (Felipe Lopes) e Ricardo Rodríguez – Josué (Makoto Hasebe), Christian Träsch – Ashkan Dejagah, Václav Pilař (Diego) e Petr Jiráček (Marcel Schäfer) – Patrick Helmes (Ivica Oliċ)

A história tem se repetido: o Wolfsburg investe demais, visa grandes conquistas, mas tropeça nas próprias pernas. O objetivo desta temporada é quebrar essa rotina e tentar recolocar os Lobos no caminho das vitórias. Para isso, o veterano Félix Magath acabou gastando de forma mais “moderada” e também inteligente, buscando reforçar a defesa, problema antigo do time.

Para se juntar a revelação brasileira Felipe Lopes, o Mago contará com Emanuel Pogatetz, ex-Hannover e com o ex-defensor do Werder Bremen, Naldo. Fagner foi mais um brasileiro a reforçar a defesa do Wolfsburg e torna as laterais do time pra lá de interessantes, já que do outro lado, Ricardo Rodríguez também desempenha bom papel.

Mas o jogador que mais fez barulho é um velho conhecido do torcedor alemão: Diego. O brasileiro estava emprestado ao Atlético de Madrid e fez temporada primorosa, porém, o retorno para terras germânicas foi contra sua vontade e parecia ser contra a vontade de Magath também. Após algumas idas e vindas e muitas polêmicas, ficou decidido que Diego não só ficará no Wolfsburg, como vestirá a camisa 10.

Os Lobos também poderão contar com uma dupla que fez sucesso na UEFA Euro 2012: Václav Pilař e Petr Jiráček. Os atletas tiveram destaque na surpreendente campanha da República Tcheca no torneio e poderão tentar re-editar o sucesso na Alemanha. Não custa lembrar que Jiráček já estava no Wolfsburg na última temporada.

A expectativa do blogueiro é que o time de Magath possa honrar pelo menos 5% do que é investido e brigar por uma vaga na UEFA Europa League. Tem time pra mais que isso, mas não inspira tanta evolução assim.

BAYER LEVERKUSEN

Nome: Bayer 04 Leverkusen Fußball GmbH
Site oficial: http://bayer04.de/
Técnicos: Sascha Lewandowski e Sami Hyypiä
Títulos alemães: Nenhum
Time base: Bernd Leno – Daniel Schwaab, Philipp Wollscheid, Ömer Toprak (Manuel Friedrich) e Michal Kadlec – Simon Rolfes (Stefan Reinartz), Lars Bender – Sidney Sam, Renato Augusto e André Schürrle – Stefan Kiessling

Depois de temporada 2011/2012 decepcionante, o Bayer Leverkusen chega para esta nova edição da Bundesliga com elenco semelhante ao de temporadas anteriores. A principal mudança foi a saída de Michael Ballack, que deixou o clube após o termino de seu contrato. Esse adeus do camisa 13 deve aliviar o ambiente do time do Rio Reno. Quem acabou tomando o mesmo rumo de Ballack foram René Adler, Tranquilo Barnetta e Eren Derdyiok, atletas de muitos minutos em temporadas anteriores, mas que acabaram deixando a equipe.

Em termos de contratações, o Leverkusen optou por trazer atletas jovens, como o chileno Júnior Fernandes de 23 anos e o espanhol Daniel Carvajal de 20 anos. A principal contratação do time veio para tentar consertar a problemática defesa: Philipp Wollscheid, ex-Nürnberg e que também é jovem, 23 anos.

Pela segunda temporada seguida, o Leverkusen iniciará a Bundesliga com uma aposta no comando técnico, ou melhor, duas apostas. Sascha Lewandowski e Sami Hyypiä foram mantidos como comandantes da equipe após conduzirem os Aspirinas a Liga Europa na última temporada. Em 2011/2012, a aposta foi em Robin Dutt e o resultado foi pouco agradável.

A expectativa do blogueiro é que o Bayer Leverkusen brigue no máximo por uma vaga na UEFA Europa League, mesmo tendo em seu plantel atletas interessantes, como Schürrle, Bender, Sam e Leno.

STUTTGART

Nome: Verein für Bewegungsspiele Stuttgart 1893 e. V.
Site oficial: http://vfb.de/
Técnico: Bruno Labbadia
Títulos alemães: 5
Time base: Sven Ulreich – Gotoku Sakai, Serdar Tasci, Maza Rodríguez e Cristian Molinaro – Willian Kvist, Zdravko Kuzmanovic (Christian Gentner) – Martin Harnik, Tamas Hajnal e Shinji Okazaki – Vedad Ibisevic (Cacau)

O Stuttgart decidiu apostar na fórmula que deu certo na última temporada. Após lutar contra o rebaixamento na temporada 2010/2011, o time se re-encontrou na última edição da Bundesliga e cavou uma vaga na UEFA Europa League. O elenco é basicamente o mesmo, mas com uma perda importante. Julian Schieber, meia-atacante que fez gols decisivos, acabou sendo contratado pelo Borussia Dortmund. A expectativa da torcida vermelha fica no fato do time ter várias opções para a posição, embora poucos deles tenham agradado. Fica o alento de que o próprio Schieber demorou a engrenar nos Suábios.

As mudanças no elenco do Stuttgart foram poucas e o clube investiu pouco também. Tunay Torun veio de graça do Hertha Berlin, enquanto Tim Hoogland chegou por empréstimo do Schalke 04. O técnico Bruno Labbadia também aproveitou para efetivar alguns garotos da base que já vinham jogando anteriormente.

O Stuttgart aproveitou-se para se livrar de alguns jogadores que já estavam há algum tempo no elenco, como Timo Gebhart, contratado pelo Nürnberg e o trio de defensores Boulahrouz, Delpierre e Celozzi, que não tiveram seus contratos renovados e se transferiram para Sporting, Hoffenheim e Frankfurt, respectivamente.

A expectativa do blogueiro é que o Stuttgart lute por uma vaga na Liga Europa. O time é o mesmo da temporada passada e a tendência é que o futebol apresentado também seja semelhante, ou seja, deveremos ver um time que tem enormes dificuldades de se impor em campo, esperando lances fortuitos para se aproveitar.

BORUSSIA MÖNCHENGLADBACH

Nome: Borussia VfL 1900 Mönchengladbach e. V.
Site oficial: http://borussia.de/
Técnico: Lucien Favre
Títulos alemães: 5
Time base: Marc-André ter Stegen – Tony Jantschke, Martin Stranzl (Roel Brouwers), Álvaro Domínguez e Filip Daems – Havard Nordtveit, Granit Xhaka – Juan Arango e Patrick Herrmann – Igor de Camargo (Luuk De Jong) e Mike Hanke

Surpresa da última temporada alemã, o Borussia Mönchengladbach não sofreu o desmanche que muitos acreditavam que aconteceria. Claro que a equipe teve perdas importantes, mas conseguiu repor bem e chega com um time forte para esta nova temporada.

A saída mais sentida é a de Marco Reus, que já estava contratado pelo Borussia Dortmund em janeiro. Para substituí-lo, os Potros buscaram o holandês Luuk De Jong, ex-Twente. Para o lugar de Neustädter, contratado pelo Schalke, o Gladbach trouxe Granit Xhaka, uma das grandes revelações do futebol suíço. Esta mudança, acredito eu, foi um ganho de qualidade para o time alemão. Para o lugar de Dante, que foi comprado pelo Bayern, veio o espanhol Álvaro Domínguez, que estava fazendo temporadas regulares no Atlético de Madrid.

A permanência de Lucien Favre também é um ganho para o Mönchengladbach. O treinador foi o responsável pelo resgate do time na trágica temporada 2010/2011 e pela ressurreição na temporada seguinte. Poderá faltar experiência para administrar as disputas simultâneas na Alemanha e no continente, mas ele conhece esse elenco como ninguém. Elenco esse que, diga-se de passagem, segue minguado, como na temporada passada. As peças foram bem repostas, mas o plantel segue curto.

Na pré-temporada, o Gladbach fez testes com equipes de primeira divisão de outras ligas, como Sevilla e Norwich e saiu invicto destes duelos. Dos sete jogos, foram quatro vitórias e dois empates.

A expectativa do blogueiro é a de que o Gladbach brigue por uma vaga na próxima UEFA Champions League. O seu futuro no torneio europeu também definirá com que força disputará a Bundesliga e se poderá chegar mais longe em território nacional.

HOFFENHEIM

Nome: Turn- und Sportgemeinschaft 1899 Hoffenheim e. V.
Site oficial: http://www.achtzehn99.de/
Técnico: Markus Babbel
Títulos alemães: Nenhum
Time base: Tim Wiese – Andreas Beck, Mathieu Delpierre (Marvin Compper) e Stefan Thesker (Edson Brrafheid) – Sebastian Rudy, Tobias Weis e Sejad Salihovic – Roberto Firmino, Eren Derdyiok e Ryan Babel

Assim como o Wolfsburg, o Hoffenheim tem a característica de gastar bastante, mas produzir pouco em campo. Nada muda nesta temporada, onde o clube trouxe oito novos jogadores, entre eles, os conhecidos Eren Derdyiok, Tim Wiese e Takashi Usami.

Derdyiok chega para tentar solucionar o problema do ataque, que não funciona há tempos. Já Wiese buscava novos planos na carreira e com a iminente saída de Tom Starke para o Bayern, acabou sendo contratado pelo Hoffenheim. Já Usami recebe nova chance no futebol alemão após fracassar no Bayern.

Além de Starke, existem outras ausências a serem sentidas, como Peniel Mlapa, contratado pelo Borussia Mönchengladbach e a dupla Gylfi Sigurdsson e Chinedu Obasi, que estavam emprestados a outros clubes, mas nem voltaram por terem sido contratados em definitivo.

Foi notado também a preocupação do técnico Markus Babbel em consertar a defesa. Dentre os novos contratados, Stephan Schröck, Mathieu Delpierre e o brasileiro Chris são defensores.

A expectativa do blogueiro é que o Hoffenheim fique no meio da tabela. O elenco é mediano e Markus Babbel não é nenhum santo milagreiro. A vexatória eliminação para o Berliner AK na Copa da Alemanha – goleada por 4×0 – só alimentam essa impressão.

WERDER BREMEN

Nome: Sport-Verein Werder von 1899 e. V.
Site oficial: http://www.werder.de/
Técnico: Thomas Schaaf
Títulos alemães: 4
Time base: Sebastian Mielitz – Aleksandr Ignjovski, Sokratis, François Affolter (Sebastian Prödl) e Theodor Gebre Selassie – Clemens Fritz, Kevin de Bruyne (Philipp Bargfrede) – Zlatko Junuzovic, Aaron Hunt (Mehmet Ekici) e Eljero Elia – Nils Petersen (Marko Arnautovic)

A temporada do Werder Bremen é resumida em apostas. Boa parte do jovem elenco da temporada passada foi mantido e os acréscimos são de atletas que não se sabe o quanto poderão render. É o caso de Eljero Elia, que foi uma enorme decepção na Juventus. Kevin de Bruyne. Raphael Wolf, Strebinger, Lukimya e Nils Petersen são outras apostas para esta temporada. O mesmo caso vive Gebre Selassie, que fez excelente Eurocopa pela República Tcheca e agora terá a grande chance de sua carreira na Alemanha.

Mas a grande questão é: como o Bremen vai se virar sem Cláudio Pizarro? O peruano se transferiu para o Bayern e deixou o time verde sem uma referência ofensiva. Até mesmo o oscilante Markus Rosenberg deixou a equipe, assim como Marko Marín. O peso vai cair sobre Nils Petersen e Marko Arnautovic e duvido muito que um dos dois possa assumir toda a responsabilidade.

Para contribuir com o rejuvenescimento do elenco do Bremen, alguns atletas de rodagem no clube foram embora, como Tim Wiese, Tim Borowski, Sebastian Boesnich, Mikaël Silvestre e o brasileiro Naldo. Só quem segue rodando por lá é o treinador Thomas Schaaf, desde 1999 treinando a equipe.

A pré-temporada demonstra como esse time do Werder Bremen deverá oscilar. A equipe conseguiu resultados interessantes na LIGA Total! Cup, onde enfrentou Bayern e Dortmund, mas acumulou tropeços contra Padeborn e Energie Cottbus.

A expectativa do blogueiro não é das melhores para o Werder Bremen. Elenco jovem e somado com perdas importantes não deve dar um bom resultado. Acredito que fiquem no meio da tabela, mas não me surpreenderia se ‘namorassem’ com a zona de rebaixamento.

HANNOVER

Nome: Hannoverscher Sportverein von 1896 e. V.
Site oficial:
http://hannover96.de/
Técnico: Mirko Slomka
Títulos alemães: 2
Time base: Ron-Robert Zieler – Steven Cherundolo (Hiroki Sakai), Mario Eggimann, Karim Haggui (Felipe) e Christian Schulz – Sérgio Pinto, Manuel Schmiedebach – Lars Stindl, Szabolcs Huzti (Jan Schlaudraff) e Christian Pander (Konstantin Rausch) – Mohamed Abdellaoue (Didier Ya Konan)

O entrosado time do Hannover chega para mais uma temporada na Bundesliga visando à parte alta da tabela, sem ser a surpresa que foi em épocas atrás. A base do time se mantém e o clube tem perdido poucos jogadores importantes. Além disso, Mirko Slomka tem o time em mãos e sabe bem o que fazer com as peças que tem.

A saída mais importante desta temporada foi do zagueiro Emanuel Pogatetz, que se transferiu para o Wolfsburg. Para o seu lugar, o Hannover buscou o zagueiro brasileiro Felipe, ex-Coritiba e que estava no Standard Liège da Bélgica. Outro reforço para a zaga é Hiroki Sakai, japonês que defendia o Kashiwa Reysol. O lateral ficou conhecido por disputar o Mundial de Clubes de 2011 e despertar o interesse do Santos. Após quase acertar com o Borussia Dortmund, Sakai acabou se transferindo para o Hannover.

Para o meio campo, veio Szabolcs Huzsti, que estava no Zenit da Rússia. Ele deverá dar mais esforço a Schlaudraff, que tinha vida fácil naquela posição. Nos outros setores do meio-campo, tudo permanece igual, principalmente com a permanência de Stindl, que era pretendido pelo Gladbach. Devemos ficar de olho também na meia esquerda, onde disputam a posição Pander e Rausch. Dependendo da visão de Slomka, os dois podem atuar juntos, com o primeiro retornando a lateral-esquerda, sua posição de origem.

A expectativa do blogueiro é que o Hannover brigue por uma vaga na Liga dos Campeões. É um time, que pelo elenco, não assustará, mas conta com um longo entrosamento e jogadores decisivos como Abdellaoue e Konan. Pode voltar a incomodar nesta temporada.

HAMBURG

Nome: Hamburger Sport-Verein e. V.
Site oficial:
http://hsv.de/
Técnico: Thorsten Fink
Títulos alemães: 6
Time base: René Adler – Dennis Diekmeier, Jeffrey Bruma, Slobodan Rajkovic e Dennis Aogo – Heiko Westermann (Ivo Ilicevic), Per Skjelbred (Thomas Rincón) – Jacopo Sala, Artjoms Rudnevs e Marcell Jansen – Marcus Berg

Após temporada pra lá de ruim, onde quase perdeu o status de único clube alemão a não ser rebaixado, o Hamburg quer redimir sua torcida com uma campanha mais digna, conseguindo ao menos uma vaga na Liga Europa. Para isso, o diretor esportivo Frank Arnesen parou de trazer seus pupilos do Chelsea e tentou consertar o time. Ainda assim, ele não resistiu e trouxe um atleta da Premier League: Paul Scharner, ex-West Bromwich.

A principal contratação veio para a meta. René Adler tentará voltará à velha forma no Hamburg e se livrar de vez das lesões, que o tiraram do Leverkusen e da Seleção Alemã. Para a linha, o principal reforço foi Rudnevs, que estava no Lech Poznan da Polônia.

Em termos de saída, houve uma pequena limpa no elenco hamburguês. Paolo Guerrero, Mickaël Tavares, David Jarolim, Romeo Castelen e Mladen Petric, que já figuravam a algum tempo no time, foram embora, assim como Gökhan Töre, principal jogador do time na última temporada e que irá se esconder no Rubin Kazan. Uma pena, o turco é muito bom de bola e era a grande atração do Hamburg.

Durante a pré-temporada, o HSV enfrentou equipes como Barcelona, Dortmund e Bayern, mas perdeu para todos. Ficou o alento de ter conquistado a Copa da Paz, disputada na Coreia do Sul.

O blogueiro espera que o Hamburg possa fazer uma campanha digna, mas pouco gloriosa. Ficar na parte intermediária da tabela é o máximo que enxergo no time, que além de mediano, adora um empate…

FREIBURG

Nome: Sport-Club Freiburg e. V.
Site oficial:
http://www.scfreiburg.com/
Técnico: Christian Streich
Títulos alemães: Nenhum
Time base: Oliver Baumann – Meusur Mujdza, Mathias Ginter (Pavel Krmas), Fallou Diagne e Oliver Sorg – Johannes Flum (Julian Schuster), Cédric Makiadi, Jonathan Schmid, Jan Rosenthal e Max Kruse – Ivan Santini (Garra Dembélé)

Christian Streich foi heróico na temporada passada. Pegou um time destruído, com um pé na segunda divisão e sem Demba Cissé, e acabou conseguindo reconstruir todo o elenco e fugir do rebaixamento. Para esta nova temporada, o treinador tentará repetir o feito, já que o elenco pouco foi modificado.

A principal contratação do time de Breisgau para esta temporada foi o espanhol Ezequiel Calvente, que veio por empréstimo do Real Bétis. Ele é meia-atacante e deverá formar uma interessante dupla com o também meia Jonathan Schmid, que é apenas um ano mais velho.

Em termos de saída, o Freiburg acabou perdendo Oliver Barth e Stefan Reisinger. Nada muito prejudicial e só ajudou a rejuvenescer o elenco, já que eles têm 32 e 30 anos, respectivamente. Falando na idade do time, o Freiburg tem a quarta menor média de idade da Bundesliga, com 24 anos. Abaixo dele, apenas Hoffenheim, Leverkusen e Bremen.

A expectativa do blogueiro é a de que o Freiburg fique na parte debaixo da tabela. Tem um time jovem e muito batalhador, mas não creio que seja isso que vá os levar para longe na tabela de classificação. Acredito que possam permanecer na elite alemã, mas passando muito trabalho.

EINTRACHT FRANKFURT

Nome: Eintracht Frankfurt e. V.
Site oficial:
http://www.eintracht.de/
Técnico: Armin Veh
Títulos alemães: 1
Time base: Kevin Trapp – Sebastian Jung (Stefano Celozzi), Vadim Demidov, Anderson e Bastian Oczipka (Constant Djakpa) – Sebastian Rode, Pirmin Schwegler (Martin Lanig) – Stefan Aigner, Alexander Meier e Takashi Inui (Benjamin Köhler) – Olivier Occéan

De volta à primeira divisão, o Eintracht Frankfurt apresenta um elenco bastante mudado para esta nova temporada. O que não muda é o comando técnico, com Armin Veh, campeão alemão com o Stuttgart e que parece reencontrar os rumos da carreira no Frankfurt.

O principal trunfo de Veh será contar com os dois artilheiros máximos da segunda divisão alemã da última temporada: Alexander Meier e Olivier Occéan. Cada um marcou 17 gols na 2.Bundesliga, Meier pelo próprio Frankfurt e Occéan pelo Greuther Fürth. São jogadores experientes e que poderão formar uma dupla interessante. Mohamadou Idrissou, que fez 14 gols pelo Eintracht na última temporada, não ficou e acabou se transferindo para o Kaiserslautern. Outro titular que tomou outros rumos foi o zagueiro Schildenfeld, contratado pelo Dynamo de Moscou.

A principal contratação da equipe foi o goleiro Kevin Trapp, que vinha fazendo ótimas temporadas pelo Kaiserslautern. O arqueiro era pretendido por outras equipes, mas como jogadores dessa posição não são problemas na Alemanha e o principal goleiro do Frankfurt é o quase quarentão Nikolov, optou-se pela contratação do ótimo Trapp.

Entre as demais contratações, o Frankfurt acabou se reforçando com atletas de outras equipes da segunda divisão, além de ‘refugiados’ de times maiores, como foi o caso de Celozzi e Oczipka.

O blogueiro espera que o Eintracht Frankfurt possa fazer uma campanha boa para quem volta da segunda divisão. A base do time é a mesma que subiu, mas com alguns retoques. Acredito que não cai, mas ficará da intermediária para baixo na tabela de classificação.

MAINZ

Nome: 1. Fußball- und Sportverein Mainz 05 e. V.
Site oficial:
http://www.mainz05.de/
Técnico: Thomas Tuchel
Títulos alemães: Nenhum
Time base: Christian Wetklo (Heinz Müller) – Niko Bungert, Jan Kirchhoff (Bo Svensson), Nikolce Noveski e Marco Caligiuri – Julian Baumgartlinger (Eugen Polanski), Elkin Soto e Andreas Ivanschitz – Ádám Szalai, Nicolai Müller (Marcel Riisse) e Eric Maxim Choupo-Moting

O Mainz está se desmanchando. O quarteto formado por Lewis Holtby, André Schürrle, Sami Allagui e Ádám Szalai, que encantou a Alemanha a duas temporadas, está desfeito. Desses quatro, apenas o húngaro Szalai permanece no elenco, ainda assim, tentando vencer a incontável série de lesões que tem sofrido nos anos recentes. O último do quarteto que deixou o clube foi Allagui, que se mudou para a capital, onde defenderá o Hertha.

Em contrapartida, o grande mentor daquele time, o técnico Thomas Tuchel, permanece por lá e deverá ser o grande trunfo determinador de uma boa ou ruim campanha da equipe.

O Mainz se reforçou pouco, apenas trouxe Júnior Díaz do Club Brügge e Chinedu Ede do Union Berlin. Com essa estagnação no elenco, a tendência é que o jogo do time continue focado nos meias Elkin Soto e Andreas Ivanschitz, além da esperança de que Szalai possa vencer as lesões e formar uma boa dupla ofensiva com Moting.

O blogueiro espera pouco desse nada mudado Mainz. O time enfraqueceu demais nos últimos anos e os aponto como um dos principais candidatos ao rebaixamento nesta temporada.

AUGSBURG

Nome: Fußball-Club Augsburg 1907 e. V.
Site oficial
: http://www.fcaugsburg.de/
Técnico: Markus Weinzierl
Títulos alemães: Nenhum
Time base: Simon Jentzsch – Paul Verhaegh, Gibril Sankoh, Sebastian Langkamp e Matthias Ostrzolek – Daniel Baier, Andreas Ottl (Jan-Ignwer Callsen-Bracker) – Knowledge Musona, Stephan Hain (Koo Ja-Cheol) e Tobias Werner – Aristide Bancé (Sascha Mölders)

Caçula na última temporada, o Augsburg conseguiu se manter na primeira divisão, muito por Jos Luhukay, técnico que levou o time bávaro para a elite alemã e ajudou mantê-lo por lá. Mesmo com contrato até 2015, o holandês optou por deixar o cargo e abriu-se um vazio no setor de liderança da equipe. O novo comandante da equipe será Markus Weinzierl, que estava no Jahn Regensburg e trouxe consigo o assistente técnico Wolfgang Beller e o preparador físico Thomas Barth.

O clube adotou a postura da cautela na hora das contratações. Embora existam muitos novos atletas, foram todos investimentos baratos, sendo que as contratações mais caras foram as de Jan Morávek e Kevin Vogt, ambos contratados por 600 mil euros. O principal reforço é Aristide Bancé, ex-atacante do Mainz e que estava jogando no Al-Ahli de Dubai. O burquinense chega para solucionar os problemas ofensivos da equipe e deverá fazer uma sombra para o instável Sascha Mölders.

Nos amistosos de pré-temporada, deu pra notar que a equipe continua “cascuda”. Times como Glasgow Celtic, Bayer Leverkusen e Queens Park Rangers pararam na equipe bávara. Aliás, dos nove amistosos realizados, o Augsburg perdeu apenas dois – para Heidenheim e Kaiserslautern.

A expectativa do blogueiro é que o Augsburg não vá longe nesta temporada, mas com Weinzierl dando sequencia ao trabalho de Luhukay, acredito que possa permanecer na primeira divisão com tranquilidade.

NÜRNBERG

Nome: 1. Fußball-Club Nürnberg Verein für Leibesübungen e. V.
Site oficial:
http://fcn.de/
Técnico: Dieter Hecking
Títulos alemães: 9
Time base: Raphael Schäfer – Timothy Chandler, Timm Klose, Marcos Antônio (Per Nilsson) e Javier Pinola (Marvin Plattenhardt) – Hanno Ballitsch (Almog Cohen), Timmy Simons – Mike Frantz (Adam Hlousek), Timo Gebhart e Alexandr Esswein – Sebastian Polter (Tomás Pekhart)

Em uma fila de quase quarenta e cinco anos sem títulos da primeira divisão alemã, o Nürnberg chega a mais uma temporada da Bundesliga com aspirações bem modestas. Se o fato de quase ter chegado a Liga Europa duas temporadas atrás já foi um feito em tanto, a luta contra o rebaixamento na temporada seguinte mostrou que algo precisava ser mudado. Porém, a permanência de Dieter Hecking no comando técnico era algo necessário e ele segue no clube até hoje.

Porém, o experiente treinador não poderá contar com alguns atletas importantes, como Philipp Wollscheid, Christian Eigler, Dominic Maroh e o predestinado, porém, inconstante Albert Bunjaku. Como principais reforços chegaram o meia Timo Gebhart, ex-Stuttgart e o atacante de 1,92 de altura, Sebastian Polter. O brasileiro Marcos Antônio veio do Rapid Bucareste e com as ausências na defesa, pode surgir como titular nesta temporada.

O Nürnberg também iniciará a temporada com apenas uma derrota na pré-temporada, que foi no último amistoso diante do Real Bétis. Nos demais nove confrontos, foram seis vitórias – incluindo um surpreendente 4×2 pra cima do campeão alemão, Borussia Dortmund – e três empates.

O blogueiro espera que o Nürnberg fique na parte baixa da tabela e que dificilmente repetirá a campanha de duas temporadas atrás. Mas ter Dieter Hecking no comando técnico é um diferencial e isso, provavelmente, fará com que a equipe da Baviera se mantenha na primeira divisão.

GREUTHER FÜRTH

Nome: Spielvereinigung Greuther Fürth e.V.
Site oficial:
http://www.greuther-fuerth.de/
Técnico: Michael Buskens
Títulos alemães: 3
Time base: Max Grün – Bernd Nehrig, Thomas Kleine, Mergim Mavraj e Edgar Prib (Heinrich Schmidtgal) – Stephan Fürstner, Sebastian Tyrala (Thanos Petsos) – Sercan Sararer (Tayfun Pektürk) e Tobias Mikkelsen – Gerald Asamoah e Christopher Nothe

Grande rival do Nürnberg, o Greuther Fürth retorna a primeira divisão, mas participará pela primeira vez do Campeonato Alemão com o nome Bundesliga – que existe desde 1963/1964. Esse acesso já vinha batendo na trave há algum tempo, já que o time bávaro, que estava desde 1997/98 na segunda divisão, terminou oito vezes entre os cinco primeiros da 2.Bundesliga. Apenas na última temporada a sina foi quebrada e o time foi campeão.

Para este novo ano, o Greuther Fürth não contará com o seu principal jogador no acesso: o canadense Olivier Occéan, que se transferiu para o Eintracht Frankfurt. O defensor Stephan Schröck, que jogou com regularidade na última temporada, também deixou a equipe.

Em questão de reforços, o clube bávaro gastou pouco. No total, foram quase 2,5 milhões de euros gastos, sendo que o reforço mais caro foi Zoltán Stieber, que estava no Mainz e foi comprado pela bagatela de 900 mil euros. Outra contratação interessante foi Tobias Mikkelsen, meia que defendeu a Dinamarca na última Eurocopa.

Durante a pré-temporada, o Greuther Fürth fez uma série de quinze amistosos, totalizando treze vitórias. Porém, muitos desses jogos nem serviram de parâmetro para algo, como Könisberg, Burgfarrnbach, Sylvia Ebersdorf e Bergrheinfeld, todos eles sofrendo pelo menos dez gols.

O blogueiro espera que o Greuther Fürth lute contra o rebaixamento e acredito que dificilmente vencerá essa luta. Posso me enganar, como as edições passadas da Bundesliga têm mostrado, mas não deposito grandes esperanças.

FORTUNA DÜSSELDORF

Nome: Düsseldorfer Turn- und Sportverein Fortuna 1895 e. V.
Site oficial:
http://f95.de/
Técnico: Norbert Meier
Títulos alemães: 1
Time base: Fabian Giefer – Tobias Levels, Stellos Malezas, Jens Langeneke e Johannes van den Bergh – Oliver Fink (Adam Bodzek), Andreas Lambertz – Robbie Kruse e Axel Bellinghausen – Andriy Voronin e Stefan Reisinger

De volta à elite do futebol alemão, após dezesseis temporadas, o Fortuna Düsseldorf precisou suar sangue para conseguir tal feito. O conturbado duelo contra o Hertha Berlin pela repescagem só teve notas finais no tribunal, quando sua vitória foi assegurada.

O técnico da equipe ainda é Norbert Meier, que comanda o time desde a temporada 2008/2009, quando o Fortuna aparecia na terceira divisão. Agora, na elite, Meier não terá a disposição o artilheiro do time na segunda divisão, Sascha Rösler, que se transferiu para o Alemannia Aachen. O xerife da zaga, Lukimya-Mulongoti também deixou a equipe e reforçou o Werder Bremen.

Em termos de reforços, muita gente nova e barata. Entre os mais conhecidos, o sul-coreano Cha Du-Ri e o ucraniano Andriy Voronin, ambos com experiência na Bundesliga, mas que no momento, atuavam fora da Alemanha. Axel Bellinghausen é outro que acrescentará em experiência, pois ajudou o Augsburg a evitar o descenso na última temporada.

A presença de Voronin talvez alivie um pouco o trabalho do zagueiro Jens Legeneke, que na última temporada anotou nove gols, mais do que todos os atacantes do time.

A expectativa do blogueiro é de que o Fortuna Düsseldorf lute contra o rebaixamento. O elenco está enfraquecido e a vinda de atletas mais experientes, como Voronin e Du-Ri talvez não sejam primordiais para a permanência do time na elite alemã.

Azar total!

A UEFA Champions League retorna no meio desta semana com quatro jogos que abrirão a fase de oitavas-de-final da competição. Como não poderia de ser, vocês poderão ler abaixo uma prévia dos duelos que serão realizados nesta semana!

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Azar. Esta palavra pode definir bem o Bayer Leverkusen. Segundo colocado no grupo que tinha Chelsea, Valencia e Genk, os comandados de Robin Dutt terminaram na segunda colocação, quando poderiam terminar na ponta caso vencessem o time belga. Para a maioria, pareceu um absurdo o Leverkusen não vencer o Genk, mas não custa reforçar que o representante da Bélgica não perdeu para ninguém jogando em casa.

Porém, o time alemão pagou um preço caro por não vencer o Genk e como segundo colocado, irá pegar o Barcelona, atual campeão europeu e mundial. O sorteio por si só já é algo que demonstre certo azar dos Aspirinas, mas acontece que o time catalão não vive seu melhor momento. O time de Guardiola tropeçou em muitos jogos na Liga BBVA e já estão bem atrás do Real Madrid na briga pelo título nacional. Sorte dos alemães? Nada disso!

Ballack acumula confusões desde que retornou ao Leverkusen (Foto: Andreas Pohl)

O início de 2012 tem sido muito conturbado nos lados de Leverkusen. Um dos grandes responsáveis é Michael Ballack, que no duelo contra o Mainz – que o Leverkusen venceu por 3×2 – foi substituído quando a partida estava empatada, não gostou nada disso e criou um grande mal-estar envolvendo ele, seu empresário, a comissão técnica, os diretores e até o presidente Wolfgang Holzhauzer. Rudi Völler, diretor esportivo do clube, já disse que se o meio-campista aprontar outra dessas, não pisa mais na BayArena. Ballack está contundido e não pega o Barça, mas mesmo inteiro, não sei se jogaria…

Para completar, Sidney Sam e Eren Derdyiok, duas peças importantes do time de Dutt se contundiram. O primeiro chegou a voltar de lesão contra o Stuttgart, mas com menos de 10 minutos em campo, sofreu uma lesão muscular e ficará um bom tempo fora. Já o suíço se cortou em seu banheiro e será mais um a ficar longe dos gramados.

A boa notícia para Robin Dutt é que Renato Augusto está de volta e nos dois jogos anteriores – Stuttgart e Dortmund – que entrou no decorrer da partida, o brasileiro esteve bem e se o treinador assim quiser, pode utilizá-lo já como titular.

Enquanto isso na Bundesliga o time não vai bem. A vaga para a próxima Champions League está muito distante e no momento, a Liga Europa é a realidade. Até agora, em 2012, foram dois empates, uma derrota e uma vitória.

O problema do Barcelona já é diferente do problema alemão. O time simplesmente parou com a mágica. No último domingo, os Blaugranas perderam fora de casa para o Osasuna, 3×2 e já estão dez pontos atrás do líder Real Madrid.

O antes incessante e mágico toque de bola, se tornou um não menos incessante, porém, sonolento toque de bola. Está faltando objetividade!

É nisso que o Leverkusen terá de se agarrar no confronto de ida. Apostar em mais uma atuação ruim do Barcelona e se superar dentro de campo. Os problemas precisarão ser deixados de lado e a eficiência tem de ser o ponto alvo, já que é quase impossível jogar “por uma bola” contra o time catalão. O Leverkusen pode até conseguir essa bola, mas fatalmente sofrerá mais gols.

Assim como os alemães, o Barcelona precisa jogar os problemas de lado e ter o espírito de Champions League, que é algo que não falta aos comandados de Pep Guardiola.

Para essa partida de ida, aposto no 1×1.

CORAGEM, GARDE!

Rémi Garde precisa pedalar firme para conquistar a vaga nas quartas-de-final (Reuters)

Rémi Garde está em sua primeira temporada como técnico, mas já mostra seus valores comandando o Lyon. Inteligente taticamente, bom nas alterações e não cede as pressões. Julgando seu currículo, era de se esperar que alguma hora, Yoann Gourcuff seria titular absoluto do time, mesmo sendo um flop do clube. Garde não é assim e o aspirante a seleção francesa é banco e há jogos que nem pisa dentro do gramado.

Beleza, isto é um ato corajoso! Mas a coragem que cobro do treinador do Lyon está na questão de postura do time. Les Gones são muito acomodados em confrontos diretos. Vide o duelo contra o Marseille, a duas semanas atrás. O Lyon saiu perdendo por 2×0 e antes do intervalo buscou o empate. Só que na etapa final desistiu do jogo e se contentou com a igualdade no marcador. Na Liga dos Campeões foi a mesma história. O Lyon não precisaria ter ido a Zagreb meter 7×1 no Dínamo se tivesse tido uma postura corajosa diante do Ajax no Gerland, tentando evitar o placar zerado.

Jogando em casa, contra a zebra APOEL, o time francês tem a responsabilidade de ir para cima desde o início e conseguir uma vantagem confortável já neste jogo de ida. O Lyon é mais time, joga uma liga mais forte e tem costume de disputar a Liga dos Campeões, tudo conspira a seu favor.

Se Garde for corajoso e mandar seu time para frente, o Lyon não precisará reerguer a fama de “Time da Virada” – já temos alguns exemplos na temporada do time francês conseguindo viradas improváveis.

O APOEL já chegou longe, surpreendendo muita gente. Mas não é um time bobo. O time titular inteiro é praticamente formado por estrangeiros, contando com um enorme número de brasileiros, que mesmo desconhecidos, vão se destacando na maior competição interclubes do mundo.

Porém, o grande nome da equipe é do próprio Chipre. Konstantinos Charalambidis, de 30 anos, veste a camisa 10 do time e é a cabeça pensante do meio-campo do APOEL.

Para muitos, é um confronto equilibrado, mas para mim, o Lyon tem obrigação de se impor neste duelo. É mais time, tem mais história e melhores jogadores. Rémi Garde, se não for covarde, coloca seu time pra frente e leva o duelo já na ida. Meu palpite: 2×0 pro Lyon.

O CALENDÁRIO DESEQUILIBRA

O calendário do futebol russo é igual ao calendário brasileiro, é anual. Porém, haverá uma mudança e o calendário será adaptado ao do resto da Europa. Enquanto isto não acontece, os times do país seguiram prejudicados por causa disso.

O Zenit irá pegar o Benfica, mas será seu primeiro jogo oficial em 2012. Nessa horas, o fato de ter um bom time, um técnico de alto nível e um entrosamento adquirido após anos de jogos em conjunto de pouco adiantará. Será que eles terão pernas para correr 90 minutos na fria Rússia? Acho que não!

O que piora a situação do Zenit é a lesão do português Danny, um dos grandes nomes do time. Eu até entendo quem diz que ele é “supervalorizado” – também acho que Danny joga menos do que se fala sobre ele -, mas mesmo assim, ele é uma peça importante do time de Luciano Spaletti. Sem o português, a responsabilidade cairá sobre os experientes Kerzhakov e Bukharov.

Aliás, falar de “jogadores experientes” beira a redundância, já que a média de idade do Zenit é de quase 27 anos.

O brasileiro Bruno César tem sido um dos destaques da invicta campanha encarnada (Reuters)

Se o time russo vem sem ritmo pela pausa de inverno, a história é diferente nos lados do Benfica. São oito vitórias consecutivas na liga portuguesa e os comandados de Jorge Jesus seguem invictos no campeonato nacional. O melhor de tudo está no fato dos Encarnados ocuparem a parte mais alta da tabela de classificação, com oito pontos de vantagem para o vice-líder Porto.

O times são equilibrados, são forças de suas ligas nacionais e fatalmente levarão os títulos, cada um em seu país, mas para mim, o ritmo de jogo vai desequilibrar a favor dos portugueses.

Se o Benfica jogar de forma inteligente, com a bola no pé, forçando o Zenit a correr atrás da bola e cozinhando a partida para matar na hora certa, tem tudo para vencer. Não acredito que o time russo vá ter um “prazo de validade físico” tão grande assim…

Aposto em 1×0 pros portugueses.

OS TRAUMATIZADOS

De um lado, o Milan, acostumado a ser eliminado nas oitavas-de-final da Champions League por clubes ingleses; do outro, o Arsenal, equipe que tem o hábito de se dar mal em sorteios da UEFA. Alguém quebrará este trauma!

Mesmo alcançando a liderança da Serie A – com a Juventus tendo dois jogos por fazer -, o Milan vive um momento que precisa provar do que é capaz. Ibrahimovic foi suspenso na Itália, Prince Boateng e Pato estão voltando lentamente, Cassano está fora, e ainda há a instabilidade nas laterais. É o momento de Massimo Allegri provar do que é capaz, fugir do já tradicional e imutável 4-3-1-2 e mostrar que o Milan pode sim jogar de outros modos.

Falta a Champions para Ibra... (Reuters)

Além do técnico Rossonero, outro que precisa provar algo é o sueco Zlatan Ibrahimovic. Campeão das ligas nacionais desde a temporada 2003/04, o atacante ainda não conseguiu conquistar uma UEFA Champions League. E o pior, sempre some nos jogos mais importantes da competição. O motivo disto? Só Ibra sabe…

É o momento do sueco mostrar que pode ser decisivo em campos internacionais, não só com as habituais assistências – sim, mesmo sendo centro-avante, Ibra tem se destacado na atual temporada pelos passes para gols – mas também fazendo a rede balançar!

Já no caso do Arsenal, a fase do “pé atrás” já se foi. Antigamente, sempre ficava a esperança de ver um “algo mais” do clube londrino, que se notabilizava por jogar um futebol muito técnico, mas que falhava na hora decisiva.

A história é diferente nos dias atuais. Os Gunners dependem demais de Robin van Persie, que é o faz tudo do time. Marca gols, arma as jogadas, cobra faltas, escanteios… Enfim, o holandês é o coração do Arsenal.

O time londrino ainda contará com a despedida de Thierry Henry, que fará sua última partida pelo clube inglês contra o Milan. O francês, que neste retorno ao futebol inglês mostrou ainda ter estrela, irá retornar para o New York Red Bulls e jogará a Major League Soccer. Mas nada impede Henry de decidir a partida de ida.

Outro fator positivo do Arsenal é o garoto Oxlade-Chamberlain, contratado nesta temporada. O rapaz de 18 anos, que deveria apenas adquirir experiência em sua primeira jornada longa no clube, hoje se vê como peça importante de Wenger, que conta com Walcott com uma irregularidade tremenda e Arshavin confirmando o seu fracasso.

O problema do Arsenal, só pra variar, são as lesões. Depois de Jack Wilshere – e mais um time inteiro -, o zagueiro Per Mertesacker se reúne a infinita lista de jogadores machucados do clube. Uma pena, já que o alemão, acostumado com as lesões, estava inteiro desde que chegou a Inglaterra, mas desfalcará o time por um bom tempo.

O jogo tem tudo para ser muito bom, mas meu palpite é 2×1 pro Milan.

Na próxima semana, analiso os outros quatro jogos da Champions League. Até!

Pobre Adler

As lesões vão atrapalhando a carreira de René Adler (Reuters)

No dia 4 de maio de 2010, houve o anúncio que devido a uma lesão na costela, o goleiro do Bayer Leverkusen, René Adler, ficaria de fora da Copa do Mundo que seria disputada naquele mesmo ano, na África do Sul. O arqueiro do Leverkusen já havia sido escolhido pelo treinador Jogi Löw como titular da Nationalelf na Copa do Mundo. Segundo o próprio Adler, a decisão de não jogar o torneio foi “uma das mais difíceis de sua vida”.

De lá pra cá, sua carreira passou por muitos altos e baixos… Mais baixos do que altos.

Na temporada passada, dá até para dizer que o saldo foi positivo. Adler atuou na maioria das partidas do Bayer Leverkusen, mas sem mostrar o brilhantismo de outrora. Ele foi bem, mas poderia ter jogado melhor.

Na atual temporada, tudo foi por água abaixo. Adler já começou machucado e com o Leverkusen sem goleiros – Fabian Giefer e David Yelldell também estavam contundidos -, um novo jogador para a posição precisou ser contratado. A solução foi Bernd Leno, jovem de 19 anos e que estava no time B do Stuttgart.

Por incrível que pareça, Leno teve grandes atuações e foi um dos poucos que se salvou no início confuso do Bayer Leverkusen. O presidente, Wolfgang Holzhäuzer e o diretor esportivo, Rudi Völler tentaram de todos os jeitos trazer Leno em definitivo. O Stuttgart batia o pé e não cedia. O diretor de futebol dos Suábios, Fredi Bobic chegou a dizer após a primeira proposta do Leverkusen que era “uma oferta que não merecia ser mencionada”. Eis que nesta quarta-feira (30), o Leverkusen anunciou que comprou os direitos de Bernd Leno por 7,5 milhões de euros.

Enquanto isso, no estaleiro do próprio Leverkusen, René Adler fica esquecido…

Leno é Leverkusen! (Bayer04.de)

Não dá para criticar a diretoria do Bayer Leverkusen, que mesmo tendo um grande goleiro como Adler, foi atrás de uma jóia como Leno. Adler tem um histórico preocupante de lesões. Não me surpreenderia se daqui à alguns anos, ele anunciasse uma precoce aposentadoria. O Leverkusen fez bem em ir atrás de Leno.

A preocupação fica com René Adler. O que será de seu futuro?

Dúvido que ele tenha um “poder” parecido com o de Michael Ballack, que “force” Robin Dutt a escalá-lo. Adler também não tem este estilo autoritário.

Já chegaram a cogitar sua ida para o Schalke…

Quem sabe saia da Alemanha….

É um mistério!

Se pudesse fazer uma aposta em seu futuro, não daria mais de um ano de Adler no Leverkusen. Talvez não saia na janela de transferência no meio de temporada, mas ficará difícil ele permanecer nos Aspirinas para a próxima temporada. A não ser que Adler ponha fé em seu taco, confiando de que poderá tirar Leno dos 11 preferidos de Robin Dutt. Isso é muito difícil. Mais do que todos, o goleiro precisa de ritmo de jogo, adaptação, tempo de bola, enfim, precisa ter um costume com a posição. E pra isso, o goleiro precisa jogar.

Chegará um determinado momento em que René Adler terá de decidir entre ficar no Leverkusen e brigar por posição ou ir para um outro clube e já chegar como titular. É uma decisão que ficará interligada com seu futuro na Seleção Alemã. Sua série de lesões surge no exato momento em que goleiros como Zieler, ter Stegen e o próprio Leno começam a garimpar espaço na Nationalelf.

Outro detalhe que me faz crer que René Adler sairá do Bayer Leverkusen é seu contrato. Ele irá se expirar no dia 30 de junho de 2012. Ou os Aspirinas o liberam de graça na próxima temporada ou arranjam uns “cascalhos” agora, vendo Adler. Acho muito difícil que seu contrato seja renovado.

Adler tem um árduo caminho para frente, mas terá de dar um passo de cada vez e o primeiro desses passos é se recuperar completamente da lesão.

Pássaro novo na Renânia do Norte-Vestfália

Não! Não é um post ecológico que vai defender o habitat natural de aves da região alemã. Por incrível que pareça, falo de futebol.

É que recentemente, migrou para a cidade de Leverkusen um tal de pardal. Dizem que ele é professor e que descolou um emprego de treinador do time da região que disputa a primeira divisão da Bundesliga.

É, pard... ops, Dutt! (Reuters)

Antes de me esquecer, chamam esse pardal de Robin Dutt!

Já faz algumas rodadas que fiquei com essa impressão do pobre cidadão, mas antes de acusá-lo injustamente, decidi ter calma, pois ele quase levou o Freiburg para a Europa League na última temporada, era início de trabalho no Leverkusen e se ele fez um time como o Freiburg, com poucos investimentos e jogadores bem limitados, quase ir para a Europa League, por que ele não conseguiria com um time de maior investimento e de jogadores renomados como o Leverkusen?

Não acusei nada, não quis me precipitar, mas acho que este é o momento certo para botar a boca no trombone: Robin Dutt é sim um professor pardal!

A prova final veio hoje. O Leverkusen vencia o Hamburgo na BayArena por 2×0 e cedeu o empate ao HSV. Se eu pudesse escolher um único culpado, seria Dutt.

Na primeira etapa, o Leverkusen estava armado num interessante 4-3-3, com Rolfes jogando centralizado, protegendo a defesa e com a dupla Bender e Ballack saindo pro jogo. Mais na frente, Sam e Schürrle jogavam abertos, com Stefan Kiessling na referência. Esse esquema deu certo. Até sair o primeiro gol, o Leverkusen não deixou o Hamburgo jogar. Depois que o primeiro zero saiu do marcador, a deficiência do adversário permitiu um domínio maior dos Aspirinas.

A saída de bola do Hamburgo era muito lenta e feita somente de toques de lado. O time não avançava com a pelota! O Leverkusen nem fazia força pra roubá-la, pois sabia que uma hora ou outra, o HSV erraria um passe. O segundo gol, marcado por Lars Bender foi de total merecimento, não só pro Leverkusen como pro jogador. O irmão de Sven – jogador do Dortmund – era o condutor do time. Fez sua parte na defesa e controlava o ritmo ofensivo da equipe. Foi o melhor em campo na etapa inicial.

O gol que o Leverkusen sofreu no final da primeira etapa foi só uma repetição de jogos passados: bola na área, surge alguém livre e manda pras redes. Esse “alguém” no caso foi o zagueiro Heikko Westemann.

Não era pro Leverkusen sofrer tanto por um gol bobo… mas sofreu demais e agradeceu aos céus quando ouviu o último apito de Knut Kircher.

Era só botar a cabeça no lugar e voltar pra etapa final… assim como era pro Leverkusen seguir tranquilo após o gol sofrido…

Se vira, Reinartz (Reuters)

Robin Dutt resolveu agir e tirou de campo Sidney Sam para colocar Reinartz. Pra quem não acompanha a Bundesliga, Sam é meia/atacante, enquanto Reinartz é zagueiro, mas sabe Deus porque, Dutt o colocou como volante. Deu tudo errado! Ele mexeu na estrutura do meio campo e o time morreu.

Rolfes passou a jogar atrás de uma linha de quatro formada por Schürrle, Reinartz, Ballack e Bender, pelo menos eu acho que era isso, pois o time de desestruturou. Um negócio escroto e sem noção que o nobre pardal armou. Dutt acabou com seu meio campo, viu o Hamburgo pressionar e empatar, com Jansen.

Dutt percebeu a besteira que havia feito e tirou de campo Rolfes e colocou Derdyiok. O esquema ficou semelhante ao original, mas o atacante suíço não tem a agilidade de Sam – que estava muito mal na partida, diga-se de passagem – e por isso tornava o esquema apenas “semelhante”.

A grande mudança que esse esquema causou foi no surgimento de Castro. Reconhecidamente um lateral ofensivo, o camisa 27 ficou muito preso, porque Reinartz “inteliJentemente” subia junto com ele e ficava um enorme buraco na direita. Até que chegou o momento que Castro se tocou que era pra ficar atrás… Quando Derdyiok entrou e Reinartz virou o primeiro volante, Gonzalo Castro pôde avançar com mais tranquilidade.

"Eu mal tenho condições de jogar, vou ter mesmo de decidir..." Deve ter pensado o mascarado Ballack

Nada disso adiantou pra tirar o 2×2 do placar.

Dediquem esse marcador a Robin Dutt, que destruiu o time do Leverkusen. Tinha uma equipe muito bem armada na primeira etapa, desarrumou, sabe-se lá porque tirou Bender da faixa central e abriu na esquerda, colocou um zagueiro de volante, prendeu seus dois laterais – que tem boas qualidades ofensivas – e fica achando que Ballack, jogando o que está jogando, será a solução de seus problemas. Pobre coitado…

…e o Hamburgo!

Já vejo evoluções no time. Claro que táticamente fica difícil notar alguma grande mudança nesse início de trabalho de Thornsten Fink, mas a grande dessarrumação vista anteriormente sumiu. Os laterais sobem alternadamente, Marcell Jansen já vem entendendo o que significa jogar no meio campo e parou de ficar sempre esperando que alguém de trás venha salvar sua vida, percebendo que ele é que tem de salvar a vida de quem está à sua frente.

Também está nítido que a posição de Gokhän Töre é mesmo aberto na direita. Antes do início da temporada, falei que a técnica deste garoto me chamou a atenção e centralizado ele não conseguia mostrar o que tinha de melhor. Pelo flanco direito, Töre consegue criar jogadas mais agudas, vide o lance do segundo gol do Hamburgo, onde ele veio por dentro e deu belo passe por elevação para Jansen, que concluiu para as redes.

…e a arbitragem!

Está uma lástima nesta rodada! Na sexta, o senhor Guido Wilkmann deu um pênalti absurdo em Nicolai Müller do Mainz e estragou o jogo. Na ocasião, o time da Renânia Palatinado virou o jogo e deixou o time do Stuttgart nervoso em campo. O Mainz venceu por 3×1.

Em outro jogo da rodada que vi – que por acaso foi o supracitado Leverkusen x HSV -, o árbitro Knut Kircher anulou um gol muito esquisito do Hamburgo, onde não ficou claro se ele assinalou toque de mão de Jansen – que não houve – ou falta de Guerrero em Friedrich – não vi falta no lance. Mais tarde, ele deixou de marcar um pênalti de Töre em Bender. Em outras palavras, prejudicou os dois times.

Não vi os outros jogos – exceto Dortmund x Wolfsburg, onde nada de anormal aconteceu – pra saber se aconteceram irregularidades, apenas pênaltis em Bremen x Colônia e Nüremberg x Freiburg. QUERO IBAGENS!

De novo, Leverkusen?

Um dos pontos mais baixos do Bayer Leverkusen na última temporada foi no dia 29 de agosto de 2010.

O time na época treinado por Jupp Heynckes recebia o Borussia Monchengladbach pela segunda rodada da Bundesliga. O Leverkusen era amplo favorito, por jogar em casa, ter mais time e por enfrentar um cadidato ao descenso. Porém, os Aspirinas sucumbiram a Reus e Hermann e sofreram um inesperado 6×3 em sua casa.

Certamente foi o ponto mais baixo daquela temporada pro Leverkusen, que resultou em mais um vice-campeonato do Neverkusen.

Ontem, o Leverkusen passou por mais uma “vergonheira” diante de seu torcedor. Em jogo válido pela 6ª rodada da Bundesliga, o Leverkusen, 4º colocado e em franca ascensão na temporada, recebeu o Colônia, 15º colocado, uma posição acima da zona de rebaixamento, com apenas 4 pontos.

Resultado: À partir do final da primeira etapa, Lukas Podolski decidiu jogar e anotou dois gols e deu duas assistências pra gols. O Colônia venceu soberanamente por 4×1.

E aí? A história se repetirá?