Guia da Bundesliga

Entre todos os campeonatos nacionais da Europa, a Bundesliga é o que mais me identifico. Estádios lotados, bons jogos, valorização do jogador do próprio país e um futebol de ótima qualidade, tudo isso me fascina. Por acompanhar bastante e estar antenado sobre tudo que rola no país do chucrute, decidi preparar este guia especial sobre o Campeonato Alemão. Confira abaixo a análise dos dezoito times:

BAYERN

Nome: Fußball-Club Bayern, München e. V
Site oficial: http://fcbayern.de/
Técnico: Jupp Heynckes
Títulos alemães: 22
Time base: Manuel Neuer – Philipp Lahm, Jêrome Boateng (Dante), Holger Badstuber e David Alaba – Luís Gustavo, Bastian Schweinsteiger – Arjen Robben, Toni Kroos (Thomas Müller) e Franck Ribéry – Mário Gomez

Após uma trinca de vice-campeonatos na última temporada – DFB Pokal, Bundesliga e UEFA Champions League -, o Bayern chega disposto a recuperar a hegemonia nacional. Com nove títulos de 1997 até 2010, os bávaros se acostumaram a falar a frase: “ano sim, ano não, o Bayern é campeão”, mas atualmente, o clube vive a sombra do Borussia Dortmund, que tem feito de freguês a equipe da Baviera.

Para quebrar essa estigma de derrotas, Uli Hoeness decidiu tornar o elenco maior. Um dos defeitos na última temporada foi a magreza do plantel, onde havia poucos atletas e muitas improvisações eram feitas. Para esta temporada, o técnico Jupp Heynckes terá as opções de Mario Mandžukić e Claudio Pizarro para substituir Mario Gomez, caso ele não vá bem. Os meias bávaros também terão a sombra da joia suíça, Xherdan Shaqiri, contratado ainda no início de 2012.

Dante será o reforço para a zaga e deverá disputar posição com Boateng. É uma aposta interessante, já que o brasileiro fez boas temporadas pelo Borussia Mönchengladbach. Seu principal desafio será ajudar na solidificação da defesa bávara, que até se ajeitou na última temporada, mas que falhou em horas cruciais.

Na pré-temporada, o Bayern sofreu apenas duas derrotas, mas o que preocupa é que esses tropeços foram para equipes qualificadas, Napoli e Werder Bremen. O que acabou compensando foi o título da Supercopa Alemã, conquistado em cima do Borussia Dortmund.

Como foi dito acima, os reforços são para compor o elenco, fazendo com que a base do time seja a mesma da temporada anterior. A expectativa do blogueiro é a de que o Bayern brigue pelo título, o que é chover no molhado, diga-se de passagem.

BORUSSIA DORTMUND

Nome: Ballspielverein Borussia 09 e. V.Dortmund
Site oficial: http://bvb.de/
Técnico: Jurgen Klopp
Títulos alemães: 8
Time base: Roman Weidenfeller – Lukasz Piszczek, Neven Subotic, Mats Hummels e Marcel Schmelzer – Sebastian Kehl (Sven Bender), Ilkay Gündogan – Mário Götze (Kuba), Marco Reus e Kevin Grosskreutz – Roberto Lewandowski

O Borussia Dortmund é o time a ser batido na Alemanha. Atual bi-campeão alemão, o elenco é basicamente o mesmo das conquistas anteriores, com os acréscimos e decréscimos de alguns nomes. A grande ausência para este ano será Shinji Kagawa, que não renovou seu contrato e acabou sendo comprado por 16 milhões de euros pelo Manchester United.

Em compensação, o BVB se reforçou com uma das grandes estrelas da atual geração alemã, Marco Reus. O meia-atacante despertou a atenção do Bayern em seus tempos de Borussia Mönchengladbach, mas numa tacada de mestre, o Dortmund trouxe o garoto. A expectativa em torno da dupla Reus e Götze cresce de forma assustadora. Garotos habilidosos, velozes e de técnica primorosa, ambos tem tudo para engrenarem e formarem uma das duplas mais impressionantes da história recente da Bundesliga.

A preocupação em torno de Götze fica por conta de suas lesões. Uma delas o tirou de metade da última temporada. Porém, foi neste momento que o polonês Kuba cresceu e mostrou ter capacidade de ser titular do time. Não seria surpresa nenhuma se Jurgen Klopp deixasse Götze no banco nas partidas iniciais.

Para fechar o ciclo de contratações, o Dortmund trouxe Julian Schieber, um dos destaques do Stuttgart, Oliver Kirch, ex-Kaiserslautern e o brasileiro Leonardo Bittencourt, que defendia o Energie Cottbus.

A expectativa do blogueiro é de briga pelo título nos lados do Signal Iduna Park, é o time a ser batido na Alemanha.

SCHALKE 04

Nome: FC Gelsenkirchen-Schalke 04 e. V.
Site oficial: http://schalke04.de/
Técnico: Huub Stevens
Títulos alemães: 7
Time base: Lars Unnerstall (Ralf Fährmann) – Atsuto Uchida, Benedikt Höwedes, Kyriakos Papadopoulos e Christian Fuchs – Jefferson Farfán, Roman Neustädter, Lewis Holtby (Tranquilo Barnetta) e Julian Draxler – Teemu Pukki e Klaas-Jan Huntelaar

Em uma fila de quase 55 anos no Campeonato Alemão, o Schalke 04 entra para uma nova temporada querendo encerrar esse jejum pra lá de incômodo. Para obter tal feito, o técnico Huub Stevens não terá o espanhol Raúl a sua disposição, que se transferiu para o Al-Sadd (Qatar). A diretoria azul real decidiu não buscar um substituto para o espanhol e apostar nas peças que tem. Uma dessas opções é Teemu Pukki, que foi o queridinho da torcida na última temporada e deverá ganhar mais minutos em 2012/2013.

Na lista de contratações, a mais interessante foi a de Roman Neustädter. O volante estava no Borussia Mönchengladbach e chega para dominar a cabeça de área do Schalke. Outro nome interessante é o de Tranquilo Barnetta. O suíço é uma boa opção para o jogo pelos flancos e é um bom chutador. Seu problema é físico, já que praticamente nem jogou na última temporada pelo Bayer Leverkusen.

O nigeriano Chinedu Obasi foi contratado em definitivo pelo time de Gelsenkirchen. O meia atacante estava por empréstimo do Hoffenheim e acabou agradando, fazendo com que fosse comprado pelos Azuis Reais.

A expectativa do blogueiro é de ver o Schalke correndo por fora na briga pelo título. Se quiser mesmo encerrar esse jejum, precisará se impor nos jogos grandes, diferente do que aconteceu na última temporada, onde perdeu uma partida para o Mönchengladbach e duas cada para Dortmund e Bayern. Isso pesa demais em torneios equilibrados, como a Bundesliga.

WOLFSBURG

Nome: Verein für Leibesübungen Wolfsburg e. V.
Site oficial: http://vfl-wolfsburg.de/
Técnico: Félix Magath
Títulos alemães: 1
Time base: Diego Benaglio – Fagner, Emanuel Pogatetz, Naldo (Felipe Lopes) e Ricardo Rodríguez – Josué (Makoto Hasebe), Christian Träsch – Ashkan Dejagah, Václav Pilař (Diego) e Petr Jiráček (Marcel Schäfer) – Patrick Helmes (Ivica Oliċ)

A história tem se repetido: o Wolfsburg investe demais, visa grandes conquistas, mas tropeça nas próprias pernas. O objetivo desta temporada é quebrar essa rotina e tentar recolocar os Lobos no caminho das vitórias. Para isso, o veterano Félix Magath acabou gastando de forma mais “moderada” e também inteligente, buscando reforçar a defesa, problema antigo do time.

Para se juntar a revelação brasileira Felipe Lopes, o Mago contará com Emanuel Pogatetz, ex-Hannover e com o ex-defensor do Werder Bremen, Naldo. Fagner foi mais um brasileiro a reforçar a defesa do Wolfsburg e torna as laterais do time pra lá de interessantes, já que do outro lado, Ricardo Rodríguez também desempenha bom papel.

Mas o jogador que mais fez barulho é um velho conhecido do torcedor alemão: Diego. O brasileiro estava emprestado ao Atlético de Madrid e fez temporada primorosa, porém, o retorno para terras germânicas foi contra sua vontade e parecia ser contra a vontade de Magath também. Após algumas idas e vindas e muitas polêmicas, ficou decidido que Diego não só ficará no Wolfsburg, como vestirá a camisa 10.

Os Lobos também poderão contar com uma dupla que fez sucesso na UEFA Euro 2012: Václav Pilař e Petr Jiráček. Os atletas tiveram destaque na surpreendente campanha da República Tcheca no torneio e poderão tentar re-editar o sucesso na Alemanha. Não custa lembrar que Jiráček já estava no Wolfsburg na última temporada.

A expectativa do blogueiro é que o time de Magath possa honrar pelo menos 5% do que é investido e brigar por uma vaga na UEFA Europa League. Tem time pra mais que isso, mas não inspira tanta evolução assim.

BAYER LEVERKUSEN

Nome: Bayer 04 Leverkusen Fußball GmbH
Site oficial: http://bayer04.de/
Técnicos: Sascha Lewandowski e Sami Hyypiä
Títulos alemães: Nenhum
Time base: Bernd Leno – Daniel Schwaab, Philipp Wollscheid, Ömer Toprak (Manuel Friedrich) e Michal Kadlec – Simon Rolfes (Stefan Reinartz), Lars Bender – Sidney Sam, Renato Augusto e André Schürrle – Stefan Kiessling

Depois de temporada 2011/2012 decepcionante, o Bayer Leverkusen chega para esta nova edição da Bundesliga com elenco semelhante ao de temporadas anteriores. A principal mudança foi a saída de Michael Ballack, que deixou o clube após o termino de seu contrato. Esse adeus do camisa 13 deve aliviar o ambiente do time do Rio Reno. Quem acabou tomando o mesmo rumo de Ballack foram René Adler, Tranquilo Barnetta e Eren Derdyiok, atletas de muitos minutos em temporadas anteriores, mas que acabaram deixando a equipe.

Em termos de contratações, o Leverkusen optou por trazer atletas jovens, como o chileno Júnior Fernandes de 23 anos e o espanhol Daniel Carvajal de 20 anos. A principal contratação do time veio para tentar consertar a problemática defesa: Philipp Wollscheid, ex-Nürnberg e que também é jovem, 23 anos.

Pela segunda temporada seguida, o Leverkusen iniciará a Bundesliga com uma aposta no comando técnico, ou melhor, duas apostas. Sascha Lewandowski e Sami Hyypiä foram mantidos como comandantes da equipe após conduzirem os Aspirinas a Liga Europa na última temporada. Em 2011/2012, a aposta foi em Robin Dutt e o resultado foi pouco agradável.

A expectativa do blogueiro é que o Bayer Leverkusen brigue no máximo por uma vaga na UEFA Europa League, mesmo tendo em seu plantel atletas interessantes, como Schürrle, Bender, Sam e Leno.

STUTTGART

Nome: Verein für Bewegungsspiele Stuttgart 1893 e. V.
Site oficial: http://vfb.de/
Técnico: Bruno Labbadia
Títulos alemães: 5
Time base: Sven Ulreich – Gotoku Sakai, Serdar Tasci, Maza Rodríguez e Cristian Molinaro – Willian Kvist, Zdravko Kuzmanovic (Christian Gentner) – Martin Harnik, Tamas Hajnal e Shinji Okazaki – Vedad Ibisevic (Cacau)

O Stuttgart decidiu apostar na fórmula que deu certo na última temporada. Após lutar contra o rebaixamento na temporada 2010/2011, o time se re-encontrou na última edição da Bundesliga e cavou uma vaga na UEFA Europa League. O elenco é basicamente o mesmo, mas com uma perda importante. Julian Schieber, meia-atacante que fez gols decisivos, acabou sendo contratado pelo Borussia Dortmund. A expectativa da torcida vermelha fica no fato do time ter várias opções para a posição, embora poucos deles tenham agradado. Fica o alento de que o próprio Schieber demorou a engrenar nos Suábios.

As mudanças no elenco do Stuttgart foram poucas e o clube investiu pouco também. Tunay Torun veio de graça do Hertha Berlin, enquanto Tim Hoogland chegou por empréstimo do Schalke 04. O técnico Bruno Labbadia também aproveitou para efetivar alguns garotos da base que já vinham jogando anteriormente.

O Stuttgart aproveitou-se para se livrar de alguns jogadores que já estavam há algum tempo no elenco, como Timo Gebhart, contratado pelo Nürnberg e o trio de defensores Boulahrouz, Delpierre e Celozzi, que não tiveram seus contratos renovados e se transferiram para Sporting, Hoffenheim e Frankfurt, respectivamente.

A expectativa do blogueiro é que o Stuttgart lute por uma vaga na Liga Europa. O time é o mesmo da temporada passada e a tendência é que o futebol apresentado também seja semelhante, ou seja, deveremos ver um time que tem enormes dificuldades de se impor em campo, esperando lances fortuitos para se aproveitar.

BORUSSIA MÖNCHENGLADBACH

Nome: Borussia VfL 1900 Mönchengladbach e. V.
Site oficial: http://borussia.de/
Técnico: Lucien Favre
Títulos alemães: 5
Time base: Marc-André ter Stegen – Tony Jantschke, Martin Stranzl (Roel Brouwers), Álvaro Domínguez e Filip Daems – Havard Nordtveit, Granit Xhaka – Juan Arango e Patrick Herrmann – Igor de Camargo (Luuk De Jong) e Mike Hanke

Surpresa da última temporada alemã, o Borussia Mönchengladbach não sofreu o desmanche que muitos acreditavam que aconteceria. Claro que a equipe teve perdas importantes, mas conseguiu repor bem e chega com um time forte para esta nova temporada.

A saída mais sentida é a de Marco Reus, que já estava contratado pelo Borussia Dortmund em janeiro. Para substituí-lo, os Potros buscaram o holandês Luuk De Jong, ex-Twente. Para o lugar de Neustädter, contratado pelo Schalke, o Gladbach trouxe Granit Xhaka, uma das grandes revelações do futebol suíço. Esta mudança, acredito eu, foi um ganho de qualidade para o time alemão. Para o lugar de Dante, que foi comprado pelo Bayern, veio o espanhol Álvaro Domínguez, que estava fazendo temporadas regulares no Atlético de Madrid.

A permanência de Lucien Favre também é um ganho para o Mönchengladbach. O treinador foi o responsável pelo resgate do time na trágica temporada 2010/2011 e pela ressurreição na temporada seguinte. Poderá faltar experiência para administrar as disputas simultâneas na Alemanha e no continente, mas ele conhece esse elenco como ninguém. Elenco esse que, diga-se de passagem, segue minguado, como na temporada passada. As peças foram bem repostas, mas o plantel segue curto.

Na pré-temporada, o Gladbach fez testes com equipes de primeira divisão de outras ligas, como Sevilla e Norwich e saiu invicto destes duelos. Dos sete jogos, foram quatro vitórias e dois empates.

A expectativa do blogueiro é a de que o Gladbach brigue por uma vaga na próxima UEFA Champions League. O seu futuro no torneio europeu também definirá com que força disputará a Bundesliga e se poderá chegar mais longe em território nacional.

HOFFENHEIM

Nome: Turn- und Sportgemeinschaft 1899 Hoffenheim e. V.
Site oficial: http://www.achtzehn99.de/
Técnico: Markus Babbel
Títulos alemães: Nenhum
Time base: Tim Wiese – Andreas Beck, Mathieu Delpierre (Marvin Compper) e Stefan Thesker (Edson Brrafheid) – Sebastian Rudy, Tobias Weis e Sejad Salihovic – Roberto Firmino, Eren Derdyiok e Ryan Babel

Assim como o Wolfsburg, o Hoffenheim tem a característica de gastar bastante, mas produzir pouco em campo. Nada muda nesta temporada, onde o clube trouxe oito novos jogadores, entre eles, os conhecidos Eren Derdyiok, Tim Wiese e Takashi Usami.

Derdyiok chega para tentar solucionar o problema do ataque, que não funciona há tempos. Já Wiese buscava novos planos na carreira e com a iminente saída de Tom Starke para o Bayern, acabou sendo contratado pelo Hoffenheim. Já Usami recebe nova chance no futebol alemão após fracassar no Bayern.

Além de Starke, existem outras ausências a serem sentidas, como Peniel Mlapa, contratado pelo Borussia Mönchengladbach e a dupla Gylfi Sigurdsson e Chinedu Obasi, que estavam emprestados a outros clubes, mas nem voltaram por terem sido contratados em definitivo.

Foi notado também a preocupação do técnico Markus Babbel em consertar a defesa. Dentre os novos contratados, Stephan Schröck, Mathieu Delpierre e o brasileiro Chris são defensores.

A expectativa do blogueiro é que o Hoffenheim fique no meio da tabela. O elenco é mediano e Markus Babbel não é nenhum santo milagreiro. A vexatória eliminação para o Berliner AK na Copa da Alemanha – goleada por 4×0 – só alimentam essa impressão.

WERDER BREMEN

Nome: Sport-Verein Werder von 1899 e. V.
Site oficial: http://www.werder.de/
Técnico: Thomas Schaaf
Títulos alemães: 4
Time base: Sebastian Mielitz – Aleksandr Ignjovski, Sokratis, François Affolter (Sebastian Prödl) e Theodor Gebre Selassie – Clemens Fritz, Kevin de Bruyne (Philipp Bargfrede) – Zlatko Junuzovic, Aaron Hunt (Mehmet Ekici) e Eljero Elia – Nils Petersen (Marko Arnautovic)

A temporada do Werder Bremen é resumida em apostas. Boa parte do jovem elenco da temporada passada foi mantido e os acréscimos são de atletas que não se sabe o quanto poderão render. É o caso de Eljero Elia, que foi uma enorme decepção na Juventus. Kevin de Bruyne. Raphael Wolf, Strebinger, Lukimya e Nils Petersen são outras apostas para esta temporada. O mesmo caso vive Gebre Selassie, que fez excelente Eurocopa pela República Tcheca e agora terá a grande chance de sua carreira na Alemanha.

Mas a grande questão é: como o Bremen vai se virar sem Cláudio Pizarro? O peruano se transferiu para o Bayern e deixou o time verde sem uma referência ofensiva. Até mesmo o oscilante Markus Rosenberg deixou a equipe, assim como Marko Marín. O peso vai cair sobre Nils Petersen e Marko Arnautovic e duvido muito que um dos dois possa assumir toda a responsabilidade.

Para contribuir com o rejuvenescimento do elenco do Bremen, alguns atletas de rodagem no clube foram embora, como Tim Wiese, Tim Borowski, Sebastian Boesnich, Mikaël Silvestre e o brasileiro Naldo. Só quem segue rodando por lá é o treinador Thomas Schaaf, desde 1999 treinando a equipe.

A pré-temporada demonstra como esse time do Werder Bremen deverá oscilar. A equipe conseguiu resultados interessantes na LIGA Total! Cup, onde enfrentou Bayern e Dortmund, mas acumulou tropeços contra Padeborn e Energie Cottbus.

A expectativa do blogueiro não é das melhores para o Werder Bremen. Elenco jovem e somado com perdas importantes não deve dar um bom resultado. Acredito que fiquem no meio da tabela, mas não me surpreenderia se ‘namorassem’ com a zona de rebaixamento.

HANNOVER

Nome: Hannoverscher Sportverein von 1896 e. V.
Site oficial:
http://hannover96.de/
Técnico: Mirko Slomka
Títulos alemães: 2
Time base: Ron-Robert Zieler – Steven Cherundolo (Hiroki Sakai), Mario Eggimann, Karim Haggui (Felipe) e Christian Schulz – Sérgio Pinto, Manuel Schmiedebach – Lars Stindl, Szabolcs Huzti (Jan Schlaudraff) e Christian Pander (Konstantin Rausch) – Mohamed Abdellaoue (Didier Ya Konan)

O entrosado time do Hannover chega para mais uma temporada na Bundesliga visando à parte alta da tabela, sem ser a surpresa que foi em épocas atrás. A base do time se mantém e o clube tem perdido poucos jogadores importantes. Além disso, Mirko Slomka tem o time em mãos e sabe bem o que fazer com as peças que tem.

A saída mais importante desta temporada foi do zagueiro Emanuel Pogatetz, que se transferiu para o Wolfsburg. Para o seu lugar, o Hannover buscou o zagueiro brasileiro Felipe, ex-Coritiba e que estava no Standard Liège da Bélgica. Outro reforço para a zaga é Hiroki Sakai, japonês que defendia o Kashiwa Reysol. O lateral ficou conhecido por disputar o Mundial de Clubes de 2011 e despertar o interesse do Santos. Após quase acertar com o Borussia Dortmund, Sakai acabou se transferindo para o Hannover.

Para o meio campo, veio Szabolcs Huzsti, que estava no Zenit da Rússia. Ele deverá dar mais esforço a Schlaudraff, que tinha vida fácil naquela posição. Nos outros setores do meio-campo, tudo permanece igual, principalmente com a permanência de Stindl, que era pretendido pelo Gladbach. Devemos ficar de olho também na meia esquerda, onde disputam a posição Pander e Rausch. Dependendo da visão de Slomka, os dois podem atuar juntos, com o primeiro retornando a lateral-esquerda, sua posição de origem.

A expectativa do blogueiro é que o Hannover brigue por uma vaga na Liga dos Campeões. É um time, que pelo elenco, não assustará, mas conta com um longo entrosamento e jogadores decisivos como Abdellaoue e Konan. Pode voltar a incomodar nesta temporada.

HAMBURG

Nome: Hamburger Sport-Verein e. V.
Site oficial:
http://hsv.de/
Técnico: Thorsten Fink
Títulos alemães: 6
Time base: René Adler – Dennis Diekmeier, Jeffrey Bruma, Slobodan Rajkovic e Dennis Aogo – Heiko Westermann (Ivo Ilicevic), Per Skjelbred (Thomas Rincón) – Jacopo Sala, Artjoms Rudnevs e Marcell Jansen – Marcus Berg

Após temporada pra lá de ruim, onde quase perdeu o status de único clube alemão a não ser rebaixado, o Hamburg quer redimir sua torcida com uma campanha mais digna, conseguindo ao menos uma vaga na Liga Europa. Para isso, o diretor esportivo Frank Arnesen parou de trazer seus pupilos do Chelsea e tentou consertar o time. Ainda assim, ele não resistiu e trouxe um atleta da Premier League: Paul Scharner, ex-West Bromwich.

A principal contratação veio para a meta. René Adler tentará voltará à velha forma no Hamburg e se livrar de vez das lesões, que o tiraram do Leverkusen e da Seleção Alemã. Para a linha, o principal reforço foi Rudnevs, que estava no Lech Poznan da Polônia.

Em termos de saída, houve uma pequena limpa no elenco hamburguês. Paolo Guerrero, Mickaël Tavares, David Jarolim, Romeo Castelen e Mladen Petric, que já figuravam a algum tempo no time, foram embora, assim como Gökhan Töre, principal jogador do time na última temporada e que irá se esconder no Rubin Kazan. Uma pena, o turco é muito bom de bola e era a grande atração do Hamburg.

Durante a pré-temporada, o HSV enfrentou equipes como Barcelona, Dortmund e Bayern, mas perdeu para todos. Ficou o alento de ter conquistado a Copa da Paz, disputada na Coreia do Sul.

O blogueiro espera que o Hamburg possa fazer uma campanha digna, mas pouco gloriosa. Ficar na parte intermediária da tabela é o máximo que enxergo no time, que além de mediano, adora um empate…

FREIBURG

Nome: Sport-Club Freiburg e. V.
Site oficial:
http://www.scfreiburg.com/
Técnico: Christian Streich
Títulos alemães: Nenhum
Time base: Oliver Baumann – Meusur Mujdza, Mathias Ginter (Pavel Krmas), Fallou Diagne e Oliver Sorg – Johannes Flum (Julian Schuster), Cédric Makiadi, Jonathan Schmid, Jan Rosenthal e Max Kruse – Ivan Santini (Garra Dembélé)

Christian Streich foi heróico na temporada passada. Pegou um time destruído, com um pé na segunda divisão e sem Demba Cissé, e acabou conseguindo reconstruir todo o elenco e fugir do rebaixamento. Para esta nova temporada, o treinador tentará repetir o feito, já que o elenco pouco foi modificado.

A principal contratação do time de Breisgau para esta temporada foi o espanhol Ezequiel Calvente, que veio por empréstimo do Real Bétis. Ele é meia-atacante e deverá formar uma interessante dupla com o também meia Jonathan Schmid, que é apenas um ano mais velho.

Em termos de saída, o Freiburg acabou perdendo Oliver Barth e Stefan Reisinger. Nada muito prejudicial e só ajudou a rejuvenescer o elenco, já que eles têm 32 e 30 anos, respectivamente. Falando na idade do time, o Freiburg tem a quarta menor média de idade da Bundesliga, com 24 anos. Abaixo dele, apenas Hoffenheim, Leverkusen e Bremen.

A expectativa do blogueiro é a de que o Freiburg fique na parte debaixo da tabela. Tem um time jovem e muito batalhador, mas não creio que seja isso que vá os levar para longe na tabela de classificação. Acredito que possam permanecer na elite alemã, mas passando muito trabalho.

EINTRACHT FRANKFURT

Nome: Eintracht Frankfurt e. V.
Site oficial:
http://www.eintracht.de/
Técnico: Armin Veh
Títulos alemães: 1
Time base: Kevin Trapp – Sebastian Jung (Stefano Celozzi), Vadim Demidov, Anderson e Bastian Oczipka (Constant Djakpa) – Sebastian Rode, Pirmin Schwegler (Martin Lanig) – Stefan Aigner, Alexander Meier e Takashi Inui (Benjamin Köhler) – Olivier Occéan

De volta à primeira divisão, o Eintracht Frankfurt apresenta um elenco bastante mudado para esta nova temporada. O que não muda é o comando técnico, com Armin Veh, campeão alemão com o Stuttgart e que parece reencontrar os rumos da carreira no Frankfurt.

O principal trunfo de Veh será contar com os dois artilheiros máximos da segunda divisão alemã da última temporada: Alexander Meier e Olivier Occéan. Cada um marcou 17 gols na 2.Bundesliga, Meier pelo próprio Frankfurt e Occéan pelo Greuther Fürth. São jogadores experientes e que poderão formar uma dupla interessante. Mohamadou Idrissou, que fez 14 gols pelo Eintracht na última temporada, não ficou e acabou se transferindo para o Kaiserslautern. Outro titular que tomou outros rumos foi o zagueiro Schildenfeld, contratado pelo Dynamo de Moscou.

A principal contratação da equipe foi o goleiro Kevin Trapp, que vinha fazendo ótimas temporadas pelo Kaiserslautern. O arqueiro era pretendido por outras equipes, mas como jogadores dessa posição não são problemas na Alemanha e o principal goleiro do Frankfurt é o quase quarentão Nikolov, optou-se pela contratação do ótimo Trapp.

Entre as demais contratações, o Frankfurt acabou se reforçando com atletas de outras equipes da segunda divisão, além de ‘refugiados’ de times maiores, como foi o caso de Celozzi e Oczipka.

O blogueiro espera que o Eintracht Frankfurt possa fazer uma campanha boa para quem volta da segunda divisão. A base do time é a mesma que subiu, mas com alguns retoques. Acredito que não cai, mas ficará da intermediária para baixo na tabela de classificação.

MAINZ

Nome: 1. Fußball- und Sportverein Mainz 05 e. V.
Site oficial:
http://www.mainz05.de/
Técnico: Thomas Tuchel
Títulos alemães: Nenhum
Time base: Christian Wetklo (Heinz Müller) – Niko Bungert, Jan Kirchhoff (Bo Svensson), Nikolce Noveski e Marco Caligiuri – Julian Baumgartlinger (Eugen Polanski), Elkin Soto e Andreas Ivanschitz – Ádám Szalai, Nicolai Müller (Marcel Riisse) e Eric Maxim Choupo-Moting

O Mainz está se desmanchando. O quarteto formado por Lewis Holtby, André Schürrle, Sami Allagui e Ádám Szalai, que encantou a Alemanha a duas temporadas, está desfeito. Desses quatro, apenas o húngaro Szalai permanece no elenco, ainda assim, tentando vencer a incontável série de lesões que tem sofrido nos anos recentes. O último do quarteto que deixou o clube foi Allagui, que se mudou para a capital, onde defenderá o Hertha.

Em contrapartida, o grande mentor daquele time, o técnico Thomas Tuchel, permanece por lá e deverá ser o grande trunfo determinador de uma boa ou ruim campanha da equipe.

O Mainz se reforçou pouco, apenas trouxe Júnior Díaz do Club Brügge e Chinedu Ede do Union Berlin. Com essa estagnação no elenco, a tendência é que o jogo do time continue focado nos meias Elkin Soto e Andreas Ivanschitz, além da esperança de que Szalai possa vencer as lesões e formar uma boa dupla ofensiva com Moting.

O blogueiro espera pouco desse nada mudado Mainz. O time enfraqueceu demais nos últimos anos e os aponto como um dos principais candidatos ao rebaixamento nesta temporada.

AUGSBURG

Nome: Fußball-Club Augsburg 1907 e. V.
Site oficial
: http://www.fcaugsburg.de/
Técnico: Markus Weinzierl
Títulos alemães: Nenhum
Time base: Simon Jentzsch – Paul Verhaegh, Gibril Sankoh, Sebastian Langkamp e Matthias Ostrzolek – Daniel Baier, Andreas Ottl (Jan-Ignwer Callsen-Bracker) – Knowledge Musona, Stephan Hain (Koo Ja-Cheol) e Tobias Werner – Aristide Bancé (Sascha Mölders)

Caçula na última temporada, o Augsburg conseguiu se manter na primeira divisão, muito por Jos Luhukay, técnico que levou o time bávaro para a elite alemã e ajudou mantê-lo por lá. Mesmo com contrato até 2015, o holandês optou por deixar o cargo e abriu-se um vazio no setor de liderança da equipe. O novo comandante da equipe será Markus Weinzierl, que estava no Jahn Regensburg e trouxe consigo o assistente técnico Wolfgang Beller e o preparador físico Thomas Barth.

O clube adotou a postura da cautela na hora das contratações. Embora existam muitos novos atletas, foram todos investimentos baratos, sendo que as contratações mais caras foram as de Jan Morávek e Kevin Vogt, ambos contratados por 600 mil euros. O principal reforço é Aristide Bancé, ex-atacante do Mainz e que estava jogando no Al-Ahli de Dubai. O burquinense chega para solucionar os problemas ofensivos da equipe e deverá fazer uma sombra para o instável Sascha Mölders.

Nos amistosos de pré-temporada, deu pra notar que a equipe continua “cascuda”. Times como Glasgow Celtic, Bayer Leverkusen e Queens Park Rangers pararam na equipe bávara. Aliás, dos nove amistosos realizados, o Augsburg perdeu apenas dois – para Heidenheim e Kaiserslautern.

A expectativa do blogueiro é que o Augsburg não vá longe nesta temporada, mas com Weinzierl dando sequencia ao trabalho de Luhukay, acredito que possa permanecer na primeira divisão com tranquilidade.

NÜRNBERG

Nome: 1. Fußball-Club Nürnberg Verein für Leibesübungen e. V.
Site oficial:
http://fcn.de/
Técnico: Dieter Hecking
Títulos alemães: 9
Time base: Raphael Schäfer – Timothy Chandler, Timm Klose, Marcos Antônio (Per Nilsson) e Javier Pinola (Marvin Plattenhardt) – Hanno Ballitsch (Almog Cohen), Timmy Simons – Mike Frantz (Adam Hlousek), Timo Gebhart e Alexandr Esswein – Sebastian Polter (Tomás Pekhart)

Em uma fila de quase quarenta e cinco anos sem títulos da primeira divisão alemã, o Nürnberg chega a mais uma temporada da Bundesliga com aspirações bem modestas. Se o fato de quase ter chegado a Liga Europa duas temporadas atrás já foi um feito em tanto, a luta contra o rebaixamento na temporada seguinte mostrou que algo precisava ser mudado. Porém, a permanência de Dieter Hecking no comando técnico era algo necessário e ele segue no clube até hoje.

Porém, o experiente treinador não poderá contar com alguns atletas importantes, como Philipp Wollscheid, Christian Eigler, Dominic Maroh e o predestinado, porém, inconstante Albert Bunjaku. Como principais reforços chegaram o meia Timo Gebhart, ex-Stuttgart e o atacante de 1,92 de altura, Sebastian Polter. O brasileiro Marcos Antônio veio do Rapid Bucareste e com as ausências na defesa, pode surgir como titular nesta temporada.

O Nürnberg também iniciará a temporada com apenas uma derrota na pré-temporada, que foi no último amistoso diante do Real Bétis. Nos demais nove confrontos, foram seis vitórias – incluindo um surpreendente 4×2 pra cima do campeão alemão, Borussia Dortmund – e três empates.

O blogueiro espera que o Nürnberg fique na parte baixa da tabela e que dificilmente repetirá a campanha de duas temporadas atrás. Mas ter Dieter Hecking no comando técnico é um diferencial e isso, provavelmente, fará com que a equipe da Baviera se mantenha na primeira divisão.

GREUTHER FÜRTH

Nome: Spielvereinigung Greuther Fürth e.V.
Site oficial:
http://www.greuther-fuerth.de/
Técnico: Michael Buskens
Títulos alemães: 3
Time base: Max Grün – Bernd Nehrig, Thomas Kleine, Mergim Mavraj e Edgar Prib (Heinrich Schmidtgal) – Stephan Fürstner, Sebastian Tyrala (Thanos Petsos) – Sercan Sararer (Tayfun Pektürk) e Tobias Mikkelsen – Gerald Asamoah e Christopher Nothe

Grande rival do Nürnberg, o Greuther Fürth retorna a primeira divisão, mas participará pela primeira vez do Campeonato Alemão com o nome Bundesliga – que existe desde 1963/1964. Esse acesso já vinha batendo na trave há algum tempo, já que o time bávaro, que estava desde 1997/98 na segunda divisão, terminou oito vezes entre os cinco primeiros da 2.Bundesliga. Apenas na última temporada a sina foi quebrada e o time foi campeão.

Para este novo ano, o Greuther Fürth não contará com o seu principal jogador no acesso: o canadense Olivier Occéan, que se transferiu para o Eintracht Frankfurt. O defensor Stephan Schröck, que jogou com regularidade na última temporada, também deixou a equipe.

Em questão de reforços, o clube bávaro gastou pouco. No total, foram quase 2,5 milhões de euros gastos, sendo que o reforço mais caro foi Zoltán Stieber, que estava no Mainz e foi comprado pela bagatela de 900 mil euros. Outra contratação interessante foi Tobias Mikkelsen, meia que defendeu a Dinamarca na última Eurocopa.

Durante a pré-temporada, o Greuther Fürth fez uma série de quinze amistosos, totalizando treze vitórias. Porém, muitos desses jogos nem serviram de parâmetro para algo, como Könisberg, Burgfarrnbach, Sylvia Ebersdorf e Bergrheinfeld, todos eles sofrendo pelo menos dez gols.

O blogueiro espera que o Greuther Fürth lute contra o rebaixamento e acredito que dificilmente vencerá essa luta. Posso me enganar, como as edições passadas da Bundesliga têm mostrado, mas não deposito grandes esperanças.

FORTUNA DÜSSELDORF

Nome: Düsseldorfer Turn- und Sportverein Fortuna 1895 e. V.
Site oficial:
http://f95.de/
Técnico: Norbert Meier
Títulos alemães: 1
Time base: Fabian Giefer – Tobias Levels, Stellos Malezas, Jens Langeneke e Johannes van den Bergh – Oliver Fink (Adam Bodzek), Andreas Lambertz – Robbie Kruse e Axel Bellinghausen – Andriy Voronin e Stefan Reisinger

De volta à elite do futebol alemão, após dezesseis temporadas, o Fortuna Düsseldorf precisou suar sangue para conseguir tal feito. O conturbado duelo contra o Hertha Berlin pela repescagem só teve notas finais no tribunal, quando sua vitória foi assegurada.

O técnico da equipe ainda é Norbert Meier, que comanda o time desde a temporada 2008/2009, quando o Fortuna aparecia na terceira divisão. Agora, na elite, Meier não terá a disposição o artilheiro do time na segunda divisão, Sascha Rösler, que se transferiu para o Alemannia Aachen. O xerife da zaga, Lukimya-Mulongoti também deixou a equipe e reforçou o Werder Bremen.

Em termos de reforços, muita gente nova e barata. Entre os mais conhecidos, o sul-coreano Cha Du-Ri e o ucraniano Andriy Voronin, ambos com experiência na Bundesliga, mas que no momento, atuavam fora da Alemanha. Axel Bellinghausen é outro que acrescentará em experiência, pois ajudou o Augsburg a evitar o descenso na última temporada.

A presença de Voronin talvez alivie um pouco o trabalho do zagueiro Jens Legeneke, que na última temporada anotou nove gols, mais do que todos os atacantes do time.

A expectativa do blogueiro é de que o Fortuna Düsseldorf lute contra o rebaixamento. O elenco está enfraquecido e a vinda de atletas mais experientes, como Voronin e Du-Ri talvez não sejam primordiais para a permanência do time na elite alemã.

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Gladbach x Bayern – A hegemonia dos anos 70

A Bundesliga será reiniciada nesta sexta-feira. E logo de cara, um jogaço: Borussia Monchengladbach x Bayern. Ambas as equipes estão na parte de cima da tabela e procuram começar bem o 2º turno para manterem o sonho de erguer a Salva de Prata.

Mas ao ver o Gladbach lutando pelo título alemão, não tem como fazer surgir na cabeça dos mais antigos torcedores do clube, as lembranças da época em que os Potros lutavam pela hegemonia nacional. Isso foi nos anos 70!

Aliás, naquela década, após cada início de temporada, uma coisa era certa: o título ficaria com o Gladbach ou com o Bayern. Da temporada 1969/70 até a temporada 1979/80, nove títulos foram divididos entre Potros e Bávaros.

Aproveitando que o jogo desta sexta-feira trará um flashback aos torcedores, decidi “desenterrar” um jogo histórico entre essas duas equipes e que provavelmente decidiu a Bundesliga daquela temporada.

A temporada em questão é a 1970/71. Bayern e Gladbach disputavam ponto a ponto o título alemão. Antes da realização da 27ª rodada, Bávaros e Potros dividiam a liderança do campeonato com 34 pontos, mas o Bayern – com uma partida a menos – levava vantagem nos critérios de desempate. O Gladbach precisava vencer não só para abrir dois pontos – na época, vitória valia apenas dois pontos -, mas também precisava derrotar o Bayern pra ficar com a “liderança real”, que no caso, valeria quando os Bávaros fizessem seu jogo a menos.

O jogo realizado no Bökelbergstadion – válido pela 23ª rodada, mas removido para ser disputado na mesma época da 27ª rodada – foi completamente decisivo para o andamento do campeonato. O Gladbach venceu por 3×1, com gols de Netzer, le Frevre e Laumen e graças ao tropeço que o Bayern já sofrera dias antes diante do Kaiserslautern, assumia a ponta da tabela com 36 pontos, dois de vantagem pros Bávaros.

Pra serviço de informação, o Gladbach seguiu na liderança, viu o Bayern empatar em pontos e ultrapassar no saldo na penúltima rodada. Só que no último jogo do campeonato, os Bávaros perderam fora de casa para o Duisburg, enquanto os Potros derrotaram o Eintracht Frankfurt e se sagraram bi-campeões alemães.

Golpe de estado

Era quarta-feira, quarto dia do ano de 2012. Eu estava num “aquecimento” pra assistir Paris Saint-Germain x Milan – ô joguinho chato, diga-se de passagem – e antes de rumar para o sofá da sala, decidi dar uma navegada por sites alemães e conferir as novidades do futebol local.

O primeiro site que decido entrar é o polêmico diário Bild. Logo na página inicial do portal está a notícia de que Marco Reus seria o novo reforço do Borussia Dortmund. Bom, pra estar na capa do Bild – não na capa de esportes, e sim na principal – é porque eles botavam fé na informação ou queriam mesmo é receber mais acessos.

Decidi dar meu clique e ver o que estava rolando. Na notícia constava que por 17,5 milhões de euros, a jóia do Borussia Monchengladbach reforçaria o time que defendeu dos 7 aos 17 anos até 2017.

Levei um pouco de fé na notícia, mas me lembrei que na semana anterior, o próprio Bild, jornal que adora uma especulação, havia divulgado que o mesmo Reus recebera uma grande proposta do Real Madrid. Se recebeu a proposta do clube espanhol, poucos sabem, mas se realmente houve, Reus não aceitou.

Decidi então entrar no site da conceituada revista Kicker. Nada marcava lá. Se fosse uma mera especulação, até estaria na página, mas ficaria em um cantinho obscuro, de pouco destaque.

Então, deixei a notícia de lado…

Passa um tempo… pequeno tempo, diga-se de passagem, nem cinco minutos, alguém me alerta no twitter – eu já havia twittado minutos antes da notícia publicada no Bild – que o Borussia Monchengladbach confirmara a venda de Marco Reus para o Borussia Dortmund.

Vou correndo pro site da Kicker e já estava na capa do site uma foto enorme de Reus, já anunciando sua venda. Decido então entrar no site do Borussia Dortmund. Dito e feito! Lá também estava o anúncio de sua contratação e todo aquele “blá, blá, blá” de dirigentes felizes com a vinda do novo jogador. Faltava entrar no site do Gladbach, mas o número de acessos era tanto, que o portal dos Potros saiu do ar.

Mas voltando ao portal Kicker, o que realmente me chamou a atenção foi a manchete do site: “Golpe de estado: Dortmund leva Reus”. “Golpe de estado”, não há melhor definição para o assunto.

Todos esperavam ansiosamente por uma proposta do Bayern de Munich. Os mais otimistas, aguardavam até propostas de times de fora da Alemanha, como Arsenal e Real Madrid. E do nada, “Buuuum!”, explode a bomba, Reus é do Dortmund.

Como quem não queria nada, o BVB, clube que rejeitou Reus quando ele tinha 18 anos, traz o garoto de volta. Foi um trabalho bem feito, ágil e eficiente, que deixou o Bayern chupando dedo como criança que fica sem o colo da mãe.

Marco Reus se tornou a 7ª contratação mais cara da história do futebol alemão!

O que será dessa dupla em Dortmund? (bvb.de)

Logo após o anúncio, um turbilhão de mensagens surgiu, todos imaginando como será a dupla Marco Reus-Mario Götze. Admito que também imaginei, assim como pensei que Jurgen Klopp é um privilegiado ao ter a disposição quatro meias de enorme qualidade. Além de Reus e Götze, o técnico aurinegro têm Grosskreutz e Kagawa.

Com todos inteiros, Klopp pode optar por formar um trio mais técnico, colocando Götze na direita, Kagawa pelo centro e Reus na esquerda, sacando Grosskreutz. Se o treinador atual campeão alemão decidir ter um pouquinho mais de velocidade, o japonês seria sacado, com Götze indo pro centro e Reus invertendo de lado, para Grosskreutz atuar na esquerda.

Klopp terá pelo menos até o dia 1º de julho para decidir. A não ser que…

Alguém seja vendido! Fica difícil imaginar que o Borussia Dortmund, clube que até a metade da última década sofria com problemas financeiros, quisesse gastar quase 20 milhões em um jogador que o time não precisava. Os rumores das saídas ou de Götze ou de Kagawa deverão ser levados mais à sério.

Michael Zorc, diretor esportivo do Borussia Dortmund, já havia dito semanas atrás que o BVB “está bem financeiramente, que Götze tem contrato até 2014, então não há motivos para vendê-lo”. Zorc até tem razão ao dizer isso, mas meio mundo que a jóia borussiana, então, é bom ficarmos atentos. Só o tempo nos trará essa resposta.

Por enquanto, nos basta sonhar em ver em campo jovens talentosos como Götze e Reus juntos em um clube, algo diário, jogos todas as semanas, jogos de alto nível e não jogos de seleções, que até são de alto nível, mas são raros.

PÍLULAS DO TEMA

>Será normal no segundo turno da Bundesliga o Borussia Monchengladbach cair de produção. O time titular é até bom, mas o elenco nem tanto. Se somarmos essa provável queda de rendimento com a paixão de torcedor, pelo menos eu, cheguei a conclusão de que a pressão cairá em cima de Reus, naquele papo de “já está vendido e não quer mais jogar aqui”. Será essa a reação da torcida ou o ídolo se sobressairá nessa?

>As 10 contratações mais caras da história da Bundesliga

  1. Mario Gómez (2009) – Do Stuttgart pro Bayern – 30 milhões de euros
  2. Franck Ribéry (2007) – Do Marseille pro Bayern – 25 milhões
  3. Amoroso (2001) – Do Parma pro Dortmund – 25 milhões
  4. Arjen Robben (2009) – Do Real Madrid pro Bayern – 24 milhões
  5. Manuel Neuer (2011) – Do Schalke pro Bayern – 22 milhões
  6. Roy Makaay (2003) – Do La Coruña pro Bayern – 19 milhões
  7. Marco Reus (2012) – Do M’Gladbach pro Dortmund – 17,5 milhões
  8. Luíz Gustavo (2011) – Do Hoffenheim pro Bayern – 17 milhões
  9. Miroslav Klose (2007) – Do Werder pro Bayern – 15 milhões
  10. Tomás Rosicky (2001) – Do Sparta Praga pro Dortmund – 14,5 milhões

De novo, Leverkusen?

Um dos pontos mais baixos do Bayer Leverkusen na última temporada foi no dia 29 de agosto de 2010.

O time na época treinado por Jupp Heynckes recebia o Borussia Monchengladbach pela segunda rodada da Bundesliga. O Leverkusen era amplo favorito, por jogar em casa, ter mais time e por enfrentar um cadidato ao descenso. Porém, os Aspirinas sucumbiram a Reus e Hermann e sofreram um inesperado 6×3 em sua casa.

Certamente foi o ponto mais baixo daquela temporada pro Leverkusen, que resultou em mais um vice-campeonato do Neverkusen.

Ontem, o Leverkusen passou por mais uma “vergonheira” diante de seu torcedor. Em jogo válido pela 6ª rodada da Bundesliga, o Leverkusen, 4º colocado e em franca ascensão na temporada, recebeu o Colônia, 15º colocado, uma posição acima da zona de rebaixamento, com apenas 4 pontos.

Resultado: À partir do final da primeira etapa, Lukas Podolski decidiu jogar e anotou dois gols e deu duas assistências pra gols. O Colônia venceu soberanamente por 4×1.

E aí? A história se repetirá?

Será que não sou tão louco assim?

Quando fiz minha prévia da nova temporada da Bundesliga, fiz uma aposta arriscada para surpresa do campeonato: o Borussia Monchengladbach.

Era uma aposta arriscada, pois os Potros só se salvaram do rebaixamento na última temporada via repescagem. Sem falar que o Gladbach teve a segunda pior da defesa da última Bundesliga, com uma retaguarda horrorosa, que deixaria um cego com orgulho de não enxergar aquilo.

Lucien Favre ajudou a salvar o Gladbach (Dpad)

Mesmo assim, o bom trabalho feito pro Lucien Favre fez a equipe conquistar vários pontos importantes, que evitaram o descenso.

Mas que pessoa em sã consciência apostaria como surpresa do campeonato, uma equipe que se salvou do rebaixamento na repescagem e teve a segunda pior defesa do torneio anterior?

Talvéz eu seja louco…

Ou como diria o outro, “ou não”.

O Gladbach terminou a temporada passada em alto astral. Os resultados vieram, a torcida que já havia largado mão do time, voltou a comparecer no Borussia Park, jogadores como Igor de Camargo e Marco Reus passaram a decidir jogos, como era esperado e a recompensa foi a permanência na primeira divisão alemã.

O alto astral de fim de temporada não acabou nas férias. O Monchengladbach só perdeu dois jogos na pré-temporada e acumulou resultados como um 0x0 com o Porto e um 5×2 no Aberdeen. Mas o resultado que me chamou a atenção e me fez fazer esta aposta arriscada foi no dia 29 de julho: Jahn Regensburg 1×3 Gladbach, em jogo válido pela DFB Pokal. Por quanto mais que o adversário da 3ª divisão fosse um time frágil, gostei do modo como os Potros jogaram. Vi um futebol mais leve, de toques de bola e muita participação de Igor e Reus.

Naquele mesmo post, falei que o problema para a concretização dessa aposta no meu modo de ver era a fragilidade defensiva do Gladbach. De nada adiantava ter nomes fortes no ataque e sofrer 65 gols em 34 jogos. Esperava que com tempo para treinar durante a pré-temporada, Lucien Favre pudesse dar uma ajeitada na defesa.

Dito e feito!

Assisti aos três jogos do Gladbach nesse início de temporada e gostei da postura defensiva do time. Os laterais Jantschke e Daems dão poucas brechas na defesa, sendo que o segundo citado ainda tem qualidades ofensivas. Já na faixa central da defesa, Brouwers e Dante vem atuando bem e mostrando entrosamento. Somado a isso, ainda dá para ver uma outra linha de quatro bem firme, com Reus e Arango ajudando a marcar pelas pontas, e com Nordveit e Neustädter fazendo bem a proteção a defesa.

Mas como faz goleiro bom a tal da Alemanha! (Getty Images)

Ah, sem falar do jovem e muito promissor goleiro Marc-André ter Stegen. Descoberta de Lucien Favre! Ele era reserva de Heimeroth e Baily, mas ambos falhavam constantemente, e ter Stegen surgiu do nada e causou barulho no fim da última temporada. O jovem de 19 anos foi importante na escapada do descenso.

E na atual temporada, ter Stegen começou muito bem. Catou tudo contra o Bayern, foi seguro diante do Stuttgart e nem foi exigido pelo Wolfsburg. Para este blogueiro, é o grande nome das rodadas iniciais da Bundesliga.

E como disse no supracitado post, bastava ajeitar a defesa. No ataque, tudo resolvido.

Na primeira rodada, o brasileiro Igor de Camargo calou a Alianz Arena, ao marcar o gol solitário da vitória sobre o Bayern. Na segunda rodada, Reus sofreu o pênalti que resultou no gol de Daems no 1×1 diante do Stuttgart. E no jogo de hoje contra o Wolfsburg, tudo deu certo. O reserva Bobadilla, substituindo de Camargo, teve grande atuação, com um gol e uma assistência, somado a isso, dois gols de Reus e uma atuação pra lá de convincente de Arango.

E o torcedor do Gladbach pode se orgulhar e dizer que seu time não está “apenas vencendo”, mas está jogando bem.

O Gladbach triturou o Wolfsburg (Witters)

Contra o Bayern, a sua proposta de defender bem, compactar as linhas de quatro e tentar tirar a velocidade bávara deu certo, e no erro adversário, veio a vitória. Contra o Stuttgart, um jogo mais parelho, mas a vitória só não veio por causa de um único vacilo na defesa. Já contra o Wolfsburg, o Gladbach encontrou uma defesa muito frágil e mal protegida, – com Josué intocável na cabeça de área – e sem se intimidar, foi ao ataque e meteu 4 nos Lobos. Se não fosse o bom goleiro Diego Benaglio, a derrota teria sido mais elástica.

Pode ser que a aposta deste blogueiro seja uma furada, pois tenho receios. Acho o time do Gladbach bom… mas o elenco não.

Bobadilla, que acabou com o jogo na tarde de hoje, é uma atacante daqueles que está entre a exibição de gala e a de “ganhei o ingresso pra ver o jogo de dentro do campo”. Ele é o primeiro substituto do ataque. Ataque esse que tem como centro-avante Hanke, um atacante bem mediano.

Sem falar da zaga. Será que mais desfalcada, manterá essa boa sequencia de jogos?

Jogadores do Gladbach fizeram a festa com a torcida após o jogo (Getty Images)

Mas com esses problemas, não largo mão de minha aposta. O Gladbach está empolgado, está jogando bem, está vencendo e trouxe a torcida pro seu lado. Não duvido que os Potros voltem a seus bons tempos, onde conquistaram cinco títulos alemães nos anos 70, claro, sem esse nível de “viagem no tempo”, mas pelo menos fazendo campanhas dignas de time grande.

O time é bom. O técnico também. Somado a isso, vemos 11 jogadores bem treinados e empurrados por sua torcida. Dá pra ir longe!

Mas é apenas início de temporada. O Monchengladbach pode vir a ser um “novo Mainz” e triunfar com Lucien Favre no comando, mas pode ser um “novo Eintracht Frankfurt”, arrancando bem e morrendo no final.

No final da temporada, sairá a definição de minha loucura!

Vitórias que dão moral

Virada pra impulsionar o Colônia rumo a permanência na primeira divisão (Reuters)

Sábado agitado nas principais ligas europeias e com resultados que se não são surpreendentes, dão moral pro vencedor.

Começamos nosso passeio na Alemanha.

Com esse chute, Novakovic virou a partida (Getty Images)

O Colônia, time que estava na zona de repescagem contra o rebaixamento, recebeu o Bayern de Munich. Só que o primeiro tempo dos bodes foi muito ruim e o time foi pro intervalo perdendo por 2×0 – gols de Gómez e Altintop. Agora você imagina: Um time que está entre os últimos colocados está perdendo em casa para um dos primeiros colocados da competição por 2×0. Que motivação esse time teria pra virar o jogo? Pois é, o Colônia tirou forças pra arrancar uma vitória histórica por 3×2, com gols de Eichner e dois do esloveno Novakovic.

Essa vitória não tira o Colônia da zona de repescagem, mas embola toda a parte debaixo da tabela. Só para ter uma noção, o décimo colocado, Schalke, tem só 4 pontos há mais que os bodes. Ou seja, tá tudo aberto e o Colônia mostrou forças, mostrou que pode sair lá debaixo, já o Bayern…Ah o Bayern…

Eu venho falando aqui no blog. Essa história de que o Bayern engrenou é balela. Embora tenha ficado bastante tempo perdendo pouco, era um time que empatava muito e hoje ficou escancarado que não deve brigar pelo título.

Outra vitória que dá moral é a do Stuttgart sobre o Monchengladbach. Era confronto direto entre os dois últimos colocados. Era um tentando afundar o outro e por fim, vimos uma partida muito boa.  Os Potros fizeram um bom primeiro tempo, encurralando o adversário na defesa e apostando muito nos levantamentos para Idrissou na segunda trave e justamente na bola aérea o Gladbach abriu o placar com Dante. Quando a bola foi posta no chão, os donos da casa trocaram passes com perfeição e Igor aumentou. Isso com 30 minutos e nos 15 minutos restantes, o Monchengladbach decidiu dar uma recuada e até fez certo, já que o Stuttgart estava abalado e não dava seqüencia as suas jogadas.

Festa de título? Não. De vitória que mantém o Stuttgart vivo na briga pela permanência na primeira divisão

No intervalo, Bruno Labbadia deve ter dado um puxão de orelhas daqueles e o time acordou e com 10 minutos empatou com gols de Pogrebnyak e Harnik. Com a necessidade da vitória, as duas equipes iam pro ataque, deixando o duelo mais interessante. Até que aos 40 minutos, Dante derrubou Pogrebnyak na área, pênalti e o brasileiro levou o segundo cartão amarelo e foi expulso. O lance de certa forma foi polêmico, já que Dante até pegou a bola, mas acho eu que pegou “mais perna do que bola”, eu daria pênalti. Gebhart converteu a penalidade, virou o jogo e fechou a conta.

Vitória que dá uma moral gigantesca pro Stuttgart, que já havia conquistado um empate com o Borussia Dortmund no Signal Iduna Park e mostra que não tem só time, mas tem também força e garra pra sair dessa situação difícil.

Já o Monchengladbach se afunda na lanterna com 16 pontos e a torcida parece não acreditar mais. O Borussia Park que pode receber cerca de 54 mil pessoas, recebeu hoje apenas 39.132 pessoas. Mas realmente a situação dos potros é complicada. O time só tem 4 vitórias na Bundesliga…todas elas fora de casa. Aliás, essa foi a primeira vitória fora de casa do Stuttgart. Se dá pra cravar “Borussia Dortmund campeão”, dá pra cravar também “Monchengladbach rebaixado”.

Título invicto? Acho que não (PA)

Na Premier League certamente aconteceu a vitória mais moralizante e impressionante do sábado. O Wolverhampton, lanterna da competição, simplesmente derrotou o líder então invicto Manchester United. Algo glorioso e que me fez pensar: Se zombaram tanto do Chelsea por ter perdido do Wolves, por que não fazem o mesmo agora?

O fato é que a partida foi muito boa e decidida na etapa inicial. Nani abriu o placar com três minutos e dava a todos a impressão de que o jogo seria fácil, mas com gols de Elokobi aos 10 minutos e Doyle aos 39 minutos – no melhor estilo “FuteBolton” – o Wolves virou a partida no Molineaux e surpreendeu o Manchester.

Na etapa final, o United encontrou uma zaga bem postada e seu meio campo criara pouco – eliminando até uma certa discussão que vi no twitter de que “Berbatov não joga nada e some em jogos decisivos”, ora, o Wolves não tem méritos de se postar bem na defesa? Ora, o meio campo do Manchester não pode jogar mal? Ora, o búlgaro não pode passar um jogo sem marcar que vira caneleiro? Me poupe – impossibilitando uma participação maior de seus atacantes.

Magpies fazendo história (AFP)

Mas esse é o tipo de vitória que anima o time e que aumenta a ligação time-torcida. Você acha que ambos não ficaram com uma sensação ótima após bater o líder absoluto e invicto? Claro que sim e mesmo ficando na lanterna – 24 pontos, dois atrás do Wigan, primeiro time fora da zona de rebaixamento – deve conseguir tirar forças sabe Deus de onde pra sair dessa zona. Eles devem pensar: “Ora, vencemos o então líder invicto, podemos sim vencer qualquer outra equipe”. Vencer qualquer equipe é muito improvável, mas a confiança permanecerá por lá.

Outra remontada histórica aconteceu no St. James Park. O Newcastle perdia por 4×0 pro Arsenal em menos de 30 minutos de jogo – com 42 segundos de jogo, Walcott, com 3 minutos Djourou, com 9′ e com 25′ Van Persie marcaram – e na etapa final os Magpies descontaram quase na mesma moeda, 4 gols em 20 minutos. Barton fez dois, Best fez outro e Tiote, num pombo sem asa fez o que sacramentou o empate em 4×4.

Após o jogo, li no twitter torcedores do Arsenal criticando a atuação do árbitro Phil Dowd. Não vi o jogo. Não vi a expulsão de Diaby pra dizer se foi justa ou não, mas os dois pênalti me pareceram que não existiram. Mas cá pra nós, um time que abre 4×0 com 25 minutos de jogo, não pode ceder o empate de forma tão passiva.

Diferente das outras vitórias citadas acima, esse empate heróico parece não dar tanta moral assim pro Newcastle, já que os Magpies estão na 10ª colocação com 31 pontos, não almejam muita coisa, a única coisa boa que fica é o sabor de conseguir um empate inimaginável contra um adversário temível.

Rennes quer o título

A outra vitória que vou citar não tem nenhum cárater heróico, mas sim moral, daqueles de “Yes, we can”. Estou falando do Rennes. Os rubro-negros estão na parte de cima da tabela da Ligue One e não é de hoje, faz algumas temporadas que o Rennais incomoda na parte de cima da tabela. Mas acontece que o time não conseguia passar pelos grandes times franceses. Não digo que amarelava, digo que faltava aquela vitória pra comprovar que mais poderiam vir com tudo.

O Rennes empatou com o Lille (1º colocado), Saint Etienne (5º colocado), com o PSG (2º colocado), Lyon (6º colocado), Marseille (4º colocado), mas só hoje tirou essa zica. Os rubro-negros bateram o vice-líder da competição, o Paris Saint-Germain por 1×0, gol de Brahimi, num tiro potente de fora da área. O que deve preocupar a torcida é a postura do time. Após o gol, o Rennes recuou muito e deu bastante campo pro Paris, que não venceu por incompetência nas finalizações e também por causa da boa partida do também bom goleiro Douchez. O time rubro negro até puxou alguns contra-ataques e finalizando, mas nos minutos finais foi encurralado pelo PSG.

O Rennes está agora na 3ª colocação com 37 pontos e torce pro Bordeaux segurar o Lyon para se manter nessa posição.

Já o PSG começa acender suas velas e rezar pra que o Auxerre vença o Lille. Bom, o jogo é no Abbé Deschamps, então pode ser que uma vitória do AJA aconteça, mas vale lembrar, se o LOSC vencer, abre sete pontos pros vice-líderes – PSG e Rennes.

TÓPICOS ALEMÃES

>> O Dortmund vai ficando mais próximo do título, já que além da derrota do Bayern, o Leverkusen tropeçou, perdeu por 1×0 pro Nüremberg.

>>O BVB tem 12 pontos de vantagem pro Leverkusen.

>>O Mainz tropeçou de novo. 1×1 com o Werder Bremen.

>>O gol de empate do Bremen foi marcado por ele, Claudio Pizarro – sempre ele – aos 45 minutos do segundo tempo.

>>Os verdes começam a se aproximar da zona perigosa.

>>E olha o Hannover aí. Vitória sobre o Wolfsburg por 1×0 e o time se mantém lá em cima.

>>Diego perdeu um pênalti pro Wolfsburg.

>>O Wolfsburg é outro que se aproxima da zona de rebaixamento.

>>No sufoco, o Hoffenheim bateu o Kaiserslautern por 3×2, mas deve continuar na parte intermediária da tabela.

>>Rodnei marcou pro Kaiserslautern

>>Amanhã jogam Freiburg x Eintracht.

>>Rivais locais, Hamburgo e St. Pauli se enfrentariam amanhã, mas as fortes chuvas que estão acontecendo em Hamburgo forçaram o adiamento da partida.

TÓPICOS INGLESES

>>Sem dificuldades, o Manchester City meteu 3×0 no West Bromwich e segue na cola dos líderes.

>>O infeliz e deprimido Tévez, fez três gols.

>>Com dificuldades, o Tottenham passou pelo Bolton, 2×1.

>>Kranjcar, que esteve pra sair dos Spurs, fez o gol da vitória no finalzinho.

>>O Sunderland sucumbiu ao “FuteBolton” do Stoke. Na base da bola área, the Potters venceram de virada por 3×2.

>>Quem diria, o grosso Huth fez os dois gols decisivos do jogo.

>>O Wigan meteu 4×3 no Blackburn e deixou a zona de rebaixamento.

>>Se Birmingham e West Ham ficarem no empate amanhã, o Wigan permanecerá fora da zona de rebaixamento.

>>Na zona intermediária, Aston Villa 2×2 Fulham; Everton 5×3 Blackpool.

>>Louis Saha fez quatro gols pro Everton.

>>Mas sem dúvida, o grande destaque do sábado é o elevado número de gols: 41 gols em 8 jogos (5 e alguma coisa de média).

TÓPICOS FRANCESES

>>O Olympique de Marseille passou trabalho pra bater o lanterninha Arles, 1×0.

>>O OM segue na 4ª colocação com 36 pontos, cinco atrás do Lille.

>>Fora de casa o Saint-Etienne conseguiu arrancar o 2×1 do Montpellier e garantir a 5ª colocação.

>>Riviere fez os dois gols do ASSE

>>Na parte debaixo da tabela, o Caen perdeu em casa pro Lorient, 2×0, mas teve sorte, porque o Lens ficou no 1×1 com o Valenciennes e não o empurrou pra zona de rebaixamento.

>>Ainda nessa briga, podemos colocar o Nancy, que perdeu por 2×1 pro Brest e está dois pontos acima da zona de rebaixamento.

>>O Nice deu uma saída dessa briga após vencer o Sochaux por 1×0 e abrir 3 pontos pra zona perigosa.

>>Amanhã, três jogos fecham a rodada: Auxerre x Lille; Toulouse x Mônaco; Lyon x Bordeaux

O imparável Borussia Dortmund

 

Jurgen Klopp e sua esquadra invencível (Dpa)

Está cada vez mais difícil parar a equipe do Borussia Dortmund. Neste sábado, o BVB passou por cima do Monchengladbach. Foi o segundo jogo consecutivo que o líder da Bundesliga saiu atrás do marcador e foi buscar o resultado.

 

Kagawa voltando a se destacar (Getty Images)

O Borussia Monchengladbach veio com a proposta de neutralizar o jogo do Dortmund, com isso Michael Frontzeck montou um ferrolho, com duas linhas de quatro e deixando Igor e Idrissou numa ilha isolada, chamada “ataque”. Esse 4-4-2 realmente neutralizou o jogo do BVB, que com seu 4-2-3-1 viu um meio-campo congestionado e com pouco espaço de jogo. O lateral direito Piszczek foi pouco utilizado. Deveria ser mais acionado. Ele avança muito e o lado esquerdo de defesa do Gladbach é uma vergonha. Mesmo assim, o Dortmund criou pouco e o pouco que criou parava nas mãos de Heimeroth. Em um único chute, o Monchengladbach conseguiu o gol. Reus recebeu, não foi combatido e finalizou de fora da área, belo gol. Neste gol, houve uma falha de zaga. Quando Reus pegou a bola, ninguém foi em cima dele, ele estava cercado por três adversários, detalhe era que deu para ver no replay o Piszczek apontando para Subotic e o contrário também, claramente “um deixando por outro e outro deixando por um”. Só que Subotic se redimiu. Na última bola do primeiro tempo, Götze cobrou escanteio na área e o sérvio foi no terceiro andar mandar de cabeça pro fundo das redes. Na etapa final, o Monchengladbach foi um pouquinho mais ousado, apertando a saída de bola, acontece que a sua defesa é uma negação e o lado esquerdo simplesmente não existe e em bolas enfiadas em profundidade, o Borussia goleou. Primeiro Götze deu belo passe em profundidade para Kagawa, que driblou Heimeroth e mandou pro fundo das redes. O japonês estava posicionado entre Calssen-Bracker e Daems, zagueiro esquerdo e lateral-esquerdo respectivamente. Mais tarde, Götze desviou de cabeça e Barrios tocou de calcanhar para Grosskreutz, que tocou na saída do goleiro, belo gol. Jogada toda ela trabalhada no lado esquerdo de defesa adversária. Para fechar, o brasileiro Antonio da Silva deu longo e belo lançamento para Barrios, que cara-a-cara com Heimeroth não perdoou e fechou a conta. Embora Barrios estivesse posicionado entre os zagueiros, essa dá para dar um desconto pro “lado esquerdo”, pois enquanto três defensores estavam alinhados, Levels dava condição ao paraguaio pela direita. Vitória incontestável do BVB. Jogou melhor e agora lidera a Bundesliga com 37 pontos, sete pontos a mais que o vice-líder Mainz. O tradicional Monchengladbach está na lanterna do Campeonato Alemão, com 10 pontos.

 

Sam (esq.) jogando muito (Getty Images)

O Bayer Leverkusen deixou os rivais encostarem, graças a mais um tropeço. Os comandados de Jupp Heynckes venciam o Hoffenheim fora de casa até o finalzinho do jogo, mas acabaram sofrendo um gol e cedeu o empate. Uma das grandes contratações dos times alemães foi realmente a aquisição do Leverkusen em Sam. O garoto é veloz, habilidoso e tem feito golaços. Hoje fez mais um. Ele driblou dois marcadores e mandou um belo chute colocado de pé esquerdo, sem chances algumas para Haas (embora estivesse um pouquinho adiantado). Só que a malandragem brasileira foi decisiva. Renato Augusto roubou a bola, entrou na área, levou um toque de Vukcevic e… caiu. Eu não daria, acho que muita gente daria, mas para mim, foi o famoso pênalti “à brasileira”. O chileno Vidal cobrou bem e converteu. Só que erro pra um lado, erro pro outro. Thörsten Kinhofer, que deu um pênalti inexistente pro Leverkusen, ajudou o Hoffenheim. Beck tentava um passe, Vidal estava a menos um metro de distância e a bola bateu em sua braço, falta marcada. Detalhe, Vidal estava de costas. O lance foi próximo à linha lateral, por isso foi um lance mais pro assistente, que aliás, estava tão próximo do lance como Vidal estava próximo de Beck. Acontece que Salihovic foi pra bola e cruzou, a bola raspou na cabeça de Ibisevic e entrou. Ai, a arbitragem… sem comentários! Na etapa final só deu Hoffenheim. Os Hoffes acuaram o Leverkusen, que para ajudar, foi recuando. O gol ia ficando maduro e ele veio aos 43 minutos. Castro entrou solando dentro da área, pênalti. É um lance discutível, acho que esse pênalti houve. Sigurdsson cobrou e fechou a conta em 2×2. O Leverkusen chega a 26 pontos e fica estacionado na terceira colocação, vendo os adversários encostar. Diga-se de passagem, esse é o segundo empate consecutivo do Bayer e dá para botar um pouquinho de culpa no Jupp Heynckes. Tanto contra o Bayern, tanto contra o Hoffenheim, o experiente treinador recuou demais a equipe. O Hoffenheim caiu para a 6ª colocação com 22 pontos.

 

Müller vibra seu gol com Ribéry (Dpa)

Duas das equipes que encostaram no Leverkusen foram Hannover e Bayern. Falamos primeiro dos Vermelhos, que venceram o Freiburg e também porque estão à frente na tabela de classificação. Os Brasileiros de Breisgau erravam muitos passes no meio-campo e um desses erros, Konan serviu Schlaudraff que marcou. Na etapa final, a tabelinha retornou só que de Schlaudraff para Konan marcar. Aliás, o autor do segundo gol teve atuação memorável, tacou o terror na zaga adversária. Konan ainda deu uma “assistência sem querer” para Hanke fechar em 3×0. O Hannover está na 3ª colocação com 25 pontos, enquanto o Freiburg é o 8º com 21 pontos. Já o Bayern de Munich bateu o Eintracht Frankfurt na Alianz Arena. Na primeira etapa, os bávaros pressionaram e saíram na frente com Tymoshchuk, mas os adversários empataram com o artilheiro Gekas. Na etapa final, o Bayern foi o único que jogou e com gols de Müller, Gómez e Tymoshchuk matou em 4×1. O Bayern está agora na 5ª colocação com 23 pontos, enquanto o Frankfurt segue em queda, agora na 9ª colocação, com 20 pontos.

Ah, se não fosse a vaga nas oitavas de final da Champions, né Magath?

Menção Honrosa! Schalke e Stuttgart foram humilhados fora de casa. Os Azuis Reais foram arrasados pelo Kaiserslautern: 5×0, com dois gols de Lakic e um de Amedick, Ilicevic e Moravek. O Schalke tem 13 pontos e está na 15ª colocação, uma posição acima da zona de rebaixamento. Já o Stuttgart foi derrotado fora de casa pelo Hamburgo, 4×2. Os Die Roten até incomodaram o HSV, mas viu Trochowski, Pitroipa, Petric e Van Nistelrooy marcarem quatro. Boka e Gentner descontaram. O Stuttgart está na zona de repescagem.