Sem sentido

Lewandowski no Manchester: tem sentido?(Foto: Getty Images)

Lewandowski no Manchester: tem sentido?
(Foto: Getty Images)

Nunca foi de meu feitio comentar as especulações que tanto aparecem na mídia. A maioria é rasa em informações e feita apenas para vender mais jornais e ganhar mais cliques em portais na internet. Mas uma das mais comentadas atualmente me soa tão absurda, porém, possível que seja concretizada, que me senti obrigado a abrir o blog pra comentar. O rumor em questão envolve o atacante do Borussia Dortmund, Robert Lewandowski, que estaria migrando para o Manchester United.

Mas o que o polonês deseja fazer em Manchester? Pegar chuva? Pergunto isso porque jogar não me parece ser um dos principais objetivos com uma eventual mudança. Ainda assim, muitos veículos de imprensa falam com tanta clareza que essa transferência pode ser efetuada, que me soa absurdamente estúpido – dos dois lados – que isso aconteça.

Um primeiro ponto de estupidez seria pela grana gasta pelo Manchester United em um curto espaço de tempo para jogadores de funções semelhantes. Robin van Persie foi comprado por 30 milhões de euros no começo da temporada e segundo a imprensa inglesa, a contratação de Lewandowski superaria a marca dos 20 milhões. Gastar mais de 50 milhões em menos de seis meses para dois atacantes não é uma das ideias mais sensatas que se pode ter.

Essa contratação teria sentido maior se o Manchester United tivesse a pretensão de formar uma dupla de ataque com van Persie e Lewandowski, não me parece ser esse o caso. Alex Ferguson ainda tem a disposição Wayne Rooney, que, convenhamos, não é um atacante que possa ser desprezado. Além disso, o mexicano e pouco badalado Chicharito Hernández vem fazendo seus gols e tem se tornado uma espécie de talismã do técnico escocês.

E com a Premier League virando uma espécie de passatempo para o Manchester – principalmente se passarem “ilesos” dessa incontável série de jogos entre o fim de 2012 e início de 2013 –, a UEFA Champions League vai se tornar o sonho principal do time e Lewandowski não poderia disputar a competição por já ter jogado pelo Dortmund.

Jornais ingleses afirmam categoricamente que Lewandowski jogará no time de Ferguson

Jornais ingleses afirmam categoricamente que Lewandowski jogará no time de Ferguson

Veículos de imprensa da Inglaterra defendem a ideia de que o polonês sairá da Alemanha por ainda não ter renovado seu contrato. Detalhe: seu vínculo com o clube do Vale do Ruhr vai até o meio de 2014, ou seja, o fato de ter rejeitado uma renovação no passado, não significa que não possa mudar de ideia nos próximos 18 meses.

Honestamente, ninguém sairá ganhando com essa troca. Olhando pela ótica do Lewandowski, ele sairá de um clube onde é titular absoluto e que fará muita falta – ainda me explicarão o que Julian Schieber faz em Dortmund – para disputar posição com dois dos melhores atacantes do mundo e com um jovem confiante e que vem sendo lapidado por Ferguson. Enquanto o Manchester United gastará demais em um setor bem abastecido de jogadores e nem poderá utilizar o polonês na Liga dos Campeões. É claro que tanto Rooney quanto van Persie podem atuar em outras posições, mas não vão render o máximo e nem fazer os gols que tanto esperam que façam. Além do mais, Chicharito deverá perder espaço e ganhar novo status em outra equipe, possivelmente, em um rival do United.

Nada faz sentido nessa especulação. O dinheiro não seria gasto conscientemente pelo Manchester, Lewandowski não teria a mesma estabilidade que tem em Dortmund e o clube alemão ficaria órfão de seu principal artilheiro. Pode ter coelho nesse mato – alguém conseguirá tirar Rooney da Inglaterra? – mas enquanto não surgir algo mais concreto, não darei tanta ênfase a essa especulação. Se todas as afirmações categóricas da imprensa inglesa forem confirmadas, poderemos soar as cornetas, pois essa transferência só tem lógica pra quem quer vender jornal, mas no campo, nada.

Gangorra

Os alemães estão tomando o lugar dos ingleses?

Durante a última década, nos acostumamos a ver times ingleses nas semifinais da UEFA Champions League. Não à toa, quando faltaram britânicos nesta fase na edição 2009/10, chegaram a falar em declínio da Premier League, mas preferimos tratar o caso como temporada de exceção. Na última edição do torneio, a dupla de Manchester caiu na fase de grupos, sendo que esses mesmos times foram os dois líderes do Inglês ao término da temporada. Queda? Ainda deixamos essa hipótese de lado, principalmente com o Chelsea conseguindo o almejado título europeu.

Nesta nova temporada, corre-se o risco de avançarmos para a fase mata-mata, novamente, com apenas dois ingleses. O Manchester City, atual campeão nacional, parece que ainda não aprendeu a jogar a Champions League e já está eliminado com uma rodada de antecedência. Já o Chelsea precisa de um milagre para evitar o vexame de ser o primeiro campeão europeu eliminado ainda na fase de grupos.

Em outro canto da Europa, a história é completamente oposta. Mesmo perdendo o Borussia Mönchengladbach na fase prévia da competição, a Alemanha tem seus demais representantes classificados, com o Dortmund tendo assegurado a ponta do temido “Grupo da Morte”. Enquanto isso, Schalke e Bayern dependem de seus esforços para confirmar a primeira colocação de suas chaves.

Os parágrafos anteriores demonstram uma significativa mudança no cenário europeu. Os ingleses, outrora clubes dominantes do continente, não conseguem impor internacionalmente a força vista nos campeonatos domésticos, enquanto a Alemanha, antes resumida, em cenário europeu, ao Bayern, enxerga muito mais do que resultados, mas também, bom futebol.

No Borussia Dortmund, impressiona a frieza de Marco Reus nessa primeira fase de Champions League. O garoto estreou em um torneio continental nesta temporada e não sentiu nenhum peso, chegando a marcar um gol no vislumbrante Santiago Bernabéu. O Schalke 04 está bem mais amadurecido em relação o time que chegou nas semifinais da temporada retrasada e salve um equívoco ou outro do técnico Huub Stevens, tem tudo para surpreender no torneio.

O Bayern dispensa maiores apresentações e não é exagero algum colocá-lo como um dos principais favoritos ao caneco. A campanha na Bundesliga beira a perfeição, o ataque ganhou nova movimentação com o croata Mandžukić e a defesa já não é mais o grande problema, tendo sofrido poucos gols na temporada. Acima do Barcelona no ranking de favoritos? Exagero. Mas os bávaros, se não estão acima, pelo menos estão em patamar igual ao do Real Madrid.

Deposito parte considerável desse sucesso a divisão de forças dos principais times alemães. Manuel Neuer foi o único exemplo recente de jogador que trocou uma equipe de porte por outra. No restante, os clubes buscam se reforçar com atletas de equipes menores ou então revelar jogadores. É o caso de Schalke e Dortmund, que contam com nomes do calibre de Füchs, Neustadter, Draxler, Reus, Götze, Lewandowski e Gündoğan. Todos estes citados são crias dos times citados ou foram trazidos de clubes menores da Alemanha e outros países.

O Bayern, por ser um clube mais rico, se dá ao luxo de buscar jogadores renomados internacionalmente, como foi, recentemente, com Arjen Robben e Javi Martínez. Porém, o clube bávaro tem seguido as ações dos adversários e buscou novos talentos em equipes menores, caso de Dante, Mandžukić e Luiz Gustavo.

Em contrapartida, as equipes inglesas não estão tendo a capacidade de se “reforçar mutuamente”. Basta olhar o seguinte exemplo: Liverpool e Arsenal não estão brigando por títulos, logo, seus destaques trocam de clube por esse motivo. O pior disto tudo é que esses jogadores reforçam os rivais, ou seja, entre as equipes de porte do país, um perde, outro ganha. Os principais atletas ficam concentrados nos mesmos times e a circulação de bons jogadores fica menor.

Isso indica declínio da Premier League? Eu ainda prefiro esperar antes de dar uma opinião final. Se fosse para dar uma resposta agora, diria que não, mas fica aquela pontinha de desconfiança se essa opção de buscar reforços no rival é uma boa em âmbito geral. O adversário forte lhe obriga a ser mais poderoso ainda. Se você enfraquece o rival, pode lhe causar acomodação. Se isso vier acontecer, aí sim poderemos apontar uma decadência da Liga Inglesa… Decadência mental!

Mas ainda é cedo para chegarmos a uma conclusão. Na temporada passada, vimos o campeão alemão cair na fase de grupos e outro time do país chegando na final, assim como notamos a dupla mais forte da Inglaterra afundar cedo e um desacreditado Chelsea ganhando a competição. São times que adoram brincar de gangorra quando o assunto é torneios UEFA e como toda gangorra, tem o momento que desce e o momento que sobe.

*Crédito da imagem: Getty Images

Às avessas

Agüero proporcionou uma das cenas mais marcantes de 2012

Desde que foi comprado pelo sheik Mansour bin Zayed Al Nahyan, a rotina do Manchester City é ir à forra e gastar pra valer. Segundo o site “Transfermarkt”, o clube inglês gastou 94 milhões de euros em 2011/12, 182 milhões em 2010/11, 147 milhões em 2009/10 e 157 milhões de euros em 2008/09, totalizando quase 600 milhões em quatro anos.

Se na última temporada o dinheiro investido já havia sido mais “modesto”, comparado com valores de temporadas passadas, você nem imagina o quanto que o City gastou para a edição 2012/13 da Barclays Premier League. Os campeões ingleses gastaram apenas 15 milhões de euros e em apenas um jogador, Jack Rodwell.

Caiu a ficha do sheik Mansour e de todos no Manchester City de que “gastar por gastar” não adianta muita coisa. O clube fará barulho, chamará a atenção da mídia e dos torcedores, mas criará uma pressão monstruosa sobre todos que participam deste projeto. Gastando com inteligência e com precisão cirúrgica, tudo pode dar certo.

Afinal de contas, o Manchester City foi campeão inglês, não havia muito para o que mexer. A não ser que Mansour queira, desesperadamente e a qualquer custo, vencer a UEFA Champions League, fazendo com que não meça esforços para chegar a tal objetivo. O título ele quer – quem não quer? -, mas tentando seguir a linha de raciocínio traçada na última temporada.

De que adianta a vinda de Rodwell? Simples! Yaya Touré, peça importantíssima da conquista nacional jogando como meia-armador, teve de jogar várias vezes como volante – sua posição original – para qualificar a saída de bola, que é uma pequena deficiência de Gareth Barry e Nigel De Jong. Rodwell atua nessa faixa central, fazendo o que os ingleses costumam chamar de “box-to-box”, com isso, Touré pode ser efetivado como um meia-ofensivo.

Mesmo com um único reforço, o Manchester City segue muito forte, já que não perdeu ninguém importante e mantém a espinha-dorsal, formada por Joe Hart, Vincent Kompany, Yaya Touré, David Silva e Agüero.

Além disso, o argentino Carlos Tévez tem se redimido de seus atos indisciplinares no passado e tem conquistado a confiança de Roberto Mancini. O treinador italiano já chegou a afirmar que “se tiver vontade de jogar, Tévez é um dos melhores”.

Com esses acréscimos todos, os adversários é que passaram a abrir o bolso para tentar desbancar o City. Até mesmo o vizinho United decidiu mexer-se da cadeira para contratar. Às vésperas do início da Premier League, os Red Devils investiram 30 milhões de euros em Robin van Persie, principal jogador do Arsenal. O holandês se juntará ao também recém chegado Shinji Kagawa, destaque do Borussia Dortmund.

O problema para Alex Ferguson será encaixar essa dupla com Wayne Rooney. No esquema que Fergie costuma utilizar, só caberiam dois deles, no caso, um homem de área e um segundo atacante. Fica a dúvida se o escocês colocará Kagawa como winger ou box-to-box, já que os atacantes deverão ser Rooney e van Persie.

Eden Hazard irá se aventurar em Londres

O time que mais fez apostas interessantes na hora de gastar sua grana foi o Chelsea. Os campeões europeus decidiram reforçar o setor que passava por maior instabilidade: a armação. Caracterizada como uma equipe veloz e de contra-ataque, Roman Abramovich decidiu investir em atletas dotados de maior técnica, como Oscar e Eden Hazard, ambos contratados por mais de 30 milhões de euros.

Mesmo com esses reforços vindo a peso de ouro, a maior esperança dos londrinos está depositada em Fernando “Niño” Torres. O espanhol, contratado por quase 60 milhões de euros em 2011, ainda não decolou em Stamford Bridge e com a saída de Didier Drogba, a diretoria decidiu fazer valer toda a grana investida e dar um voto de confiança a Torres.

Acredito que esse trio deverá brigar pelo título inglês. Foram os que mais investiram nas últimas temporadas e os que possuem elencos mais fortes e competitivos. Chegam forte não só para a Premier League, como para a UEFA Champions League.

A Premier League continuará com seu alto nível. Nos últimos anos, a edição que está para começar é a que tem os favoritos em maior força. O City tem a base campeã, o United se reforçou com o artilheiro da última temporada e o Chelsea trouxe dois brilhantes atletas da nova geração mundial.

É certeza de grandes jogos e emoção até o último minuto!

17 anos de um dos chutes mais precisos da história

A reação dos torcedores atrás é o ponto alto da foto!

Ao ver o título do post, você deve estar imaginando que estou falando de algum gol de longa distância que realmente ficou marcado na história do futebol.

Mero engano de quem pensou isso.

Há exatos 17 anos, não eram apenas os paulistas que comemoravam o aniversário da sua cidade, mas acontecia também um dos golpes mais bem dados da história… do futebol.

Estávamos no dia 25 de janeiro de 1995, o Manchester United foi até o Selhurst Park enfrentar o Crystal Palace. A partida se encaminhava para o final e o placar marcava 1×1. Após bola longa, Cantona atingiu um jogador adversário e foi expulso. Enquanto o árbitro contemporizava com os jogadores do United, Cantona se dirigia lentamente para a lateral.

Eis que quando o francês chegara próximo ao banco de reservas, ele ouviu um torcedor ofender sua mãe e o próprio Cantona. O camisa 7 não se conteve e aplicou um golpe de kung-fu e mais uns tapas.

O torcedor em questão era Matthew Simons, que na época tinha 20 anos. Mesmo jovem, Simons já tinha seu histórico de vandalismos em estádios ingleses e foi punido.

Já Cantona foi inicialmente suspenso por nove meses pela FA – Football Associaton – e multado em 12 mil euros e logo, o valor foi aumentado para 25 mil. Já a justiça comum sentenciou Cantona a duas semanas de cadeia, substituídas por 120 horas de serviços comunitários.

Nunca viu o lance? Não perca a chance e veja!

Atestado de óbito

Cissé deixa o Frreiburg, que agora fica sem referência no ataque (DPA)

A Bundesliga só retorna na sexta-feira (20), mas esse início de semana já parece anunciar o caminho do Freiburg: o rebaixamento!

O clube da Floresta Negra teve praticamente seu atestado de óbito oficializado após vender Papiss Demba Cissé, seu principal jogador, para o Newcastle, por 10 milhões de euros.

O time do Freiburg é muito fraco. Na última temporada, Robin Dutt conseguiu tirar leite de pedra e formar uma equipe consistente na defesa e eficaz no ataque. Mas essa eficácia só era efetuada por causa da presença de Cissé na frente. Jogando de forma “pragmática”, o Freiburg conseguiu um honroso 9º lugar, longe da zona de rebaixamento e em alguns momentos, até brigou por vaga na Liga Europa. Cissé foi o grande nome do time, tendo marcado 22 gols na campanha.

Robin Dutt se transferiu pro Leverkusen e Marcus Sorg chegara tentando dar uma nova cara ao time do Freiburg. Pois é, ele conseguiu: de time arrumadinho, a equipe da ensolarada região de Breisgau mudou para fraco na defesa, lento e improdutivo no meio-campo e ultra-dependente de Cissé. Recebendo somente tijolos – não que fosse muito diferente na temporada 2010/11, mas o conjunto contribuía – o senegalês conseguiu anotar nove gols na primeira metade de temporada.

A sua venda para o futebol inglês era completamente previsível. O Freiburg não faria outra ótima campanha como ano passado… Mesmo que Dutt permanecesse, era quase impossível que o feito se repetisse. Para somar com esse pouca perspectiva de crescimento, Cissé poderia ver que o time tem um dos orçamentos mais baixos da Bundesliga, ou seja, ora ou outra ele seria vendido. Só que para mim, isto aconteceu na hora errada.

Se era pra perder Cissé, não era melhor tê-lo vendido antes do início da temporada? Times como Bayer Leverkusen e até Bayern de Munich estavam de olho no atacante. Quem sabe até o Freiburg conseguiria vendê-lo por algo maior que 10 milhões de euros. Com essa grana, obviamente não daria pra montar um elenco forte, mas jogadores bons e baratos poderiam ser catados e uma base “de meio de tabela” poderia ser montada.

No atual estágio da temporada, o Freiburg está afundado na lanterna da Bundesliga, com um elenco fraco, contratações ruins, trocas de técnico – Marcus Sorg foi demitido e Christian Streich, então auxiliar-técnico, assume o time – e sem seu grande jogador. É queda (quase) certa!

O destino do Freiburg já parece traçado: o descenso. A venda de Cissé poderia ter sido antecipada, para uma melhor organização de seu elenco assim ser feita. Mas nada disso foi realizado! O senegalês permaneceu, o elenco não foi reforçado, pro lugar de Dutt veio um técnico fraco e no meio da temporada, o time de Breisgau precisa se reinventar se quiser continuar na primeira divisão alemã.

Os fãs do Freiburg precisam torcer para que os 10 milhões de euros conseguidos na venda de Cissé sejam bem gastos…

NOVA VIDA NA INGLATERRA

Cissé já foi apresentado no Newcastle (nufc.co.uk)

Demba Ba tem feito um sucesso enorme na Inglaterra. Desde que chegou ao West Ham e posteriormente ao Newcastle, tem feito gols atrás de gols. Mas admito que sempre achei Papiss Cissé melhor do que o ex-atacante do Hoffenheim. Não me surpreenderia se Ba, do nada, entrasse em uma seca de gols. Mas acho que a diretoria dos Magpies não tirou Cissé do Freiburg com a intenção de substituir o artilheiro do time em um eventual momento ruim, e sim de trazer alguém para ocupar a lacuna de “parceiro de Ba”.

Ben Arfa continua sem estourar. Assim como em seus tempos de Marseille e Lyon, faz jogos bons e jogos horríveis, mas sempre se acha “O Craque”. Cissé e Ba podem formar uma bela dupla de ataque.

Mas o ex-atacante do Freiburg não chegará logo como titular. Primeiro terá de se ambientar ao futebol inglês, que é mais pegado e menos corrido que o alemão, pra depois sim pensar na titularidade.

Quem sai ganhando é o Newcastle!

A história de um dos técnicos mais promissores da Europa

Texto de: Romário Henderson

Villas Boas tem um grande futuro pela frente (Reuters)

Com apenas 33 anos, André Villas-Boas é um dos mais promissores técnicos. A história do Português, que aprendeu à partir de dois grandes mestres, como Bobby Robson e José Mourinho, é muito particular.

Depois de deixar uma marca indelével no Porto, enfrenta agora o desafio de liderar o Chelsea, um dos clubes mais prestigiados do mundo.

A vida de Villas-Boas teve uma mudança fundamental em 1994, quando o treinador do Porto na época, Bobby Robson, se mudou para um edifício no mesmo quarteirão. O jovem português de 16 anos, um fã do jogo Championship Manager, decidiu escrever uma carta ao DT Inglês para explicar como explorar o desempenho do atacante Domingos Paciência.

Sir Bobby ficou tão impressionado com sua maneira eloqüente de falar de futebol e sua compreensão detalhada do jogo, que o convidou para treinamento e, em seguida, foi contratado como olheiro do Porto. O assistente de Robson na época era José Mourinho, e Villas-Boas teve a sorte de aprender a partir de dois especialistas na área.

“Bobby era instrumental em meus primeiros dias com as suas recomendações, e cresceu a paixão. Comecei a ser mais prático e dar meus primeiros passos como treinador”, disse o Português em uma entrevista com seu novo clube, o Chelsea.

“Ele abriu algumas portas para entrar no mundo do futebol. Eu estava feliz no Porto e por trabalhar com Mourinho, e ele estava satisfeito com o meu profissionalismo”, disse ele.

Em sua adolescência, Villas-Boas deslumbrou seus professores com o seu conhecimento tático, e ajudou na formação. Robson sentiu o amor de futebol que teve este jovem, e usou seus contatos na Inglaterra para começar sua carreira na Academia de Lilleshall.

Em seguida, desembarcou em Ipswich, no Robson Club, onde ele tinha 13 anos e ganhou a UEFA e a Taça da Inglaterra e, finalmente, completou seus estudos na Escócia para obter a licença. Em 2000, com apenas 22 anos, Villas-Boas foi uma experiência marcante como treinador das Ilhas Virgens na tentativa de qualificação para a Copa do Mundo Coréia-Japão. Mas os resultados eram muito pobres e um ano depois deixou o cargo após admitir sua idade real.

Em 2002, Mourinho lhe ofereceu um emprego como treinador de jovens no Dragons, e juntos formaram uma equipe formidável. Por sua visão para analisar cada detalhe, Villas-Boas mudou de emprego e se tornou responsável por estudar os adversários e, em seguida, entregar relatórios para os jogadores e comissão técnica.

Villas-Boas vibrou com o título da Europa League (Reuters)

Nas temporadas seguintes, o Porto viria a ser conhecido em todo o mundo, conquistando o trevo em Portugal (Liga, Taça e UEFA Super Cup). E o final do ano seguinte para confirmar o seu poder para levar o título da Liga dos Campeões, deixando o caminho para o Manchester United.
Em 2004, Mourinho foi contratado pelo Chelsea e mudou toda sua equipe, incluindo os jovens Villas-Boas. Sua experiência na Inglaterra foi um sucesso retumbante. The Blues começou a encher seu armário de troféus com bicampeonato da Premier League em 2004/05 e 2005/06, além de ganhar dois Carling Cup (2005 e 2007), a Community Shield (2005) e da FA Cup (2007) .

Mou se tornou o treinador mais vitorioso na história do clube e disse adeus a Stamford Bridge depois de transformá-la em uma força imbatível.

Após este período de sucesso na Inglaterra, os serviços de Mourinho foram obrigados por uma das equipes mais poderosas da Itália, Inter de Milão. Villas-Boas ouviu de Mou que seu atendimento foi perfeito. Ele descreveu como seus olhos e ouvidos. E quando ele foi para a Inter também continuou a contar com a sua mão direita. Mas então, o jovem assistente tinha suas próprias ambições. Depois de compartilhar no nerazzurro, decidiu deixar um de seus mentores para regressar a Portugal e assumir a Academica de Coimbra.

Aos 31 anos, Villas-Boas teve sua primeira experiência como treinador em uma equipe complicada. Em outubro de 2009 veio a acadêmicos, e em apenas dois meses poderia corrigir o curso da equipe que ficou longe de acabamento na parte inferior do meio da tabela e alcançou as semifinais da Taça de Portugal.

Poucos meses depois, ele chamou o mais esperado. Porto, que era um fã clube desde a infância queria contratá-lo como chefe do principal grupo para substituir Jesualdo Ferreira. A imprensa questionou a inexperiência do jovem treinador em um clube tão poderoso, mas os resultados foram tornando uma realidade.

Ele voltou para casa para reviver o espírito de Porto vencedor, com figuras de desempenho no pico como Falcão e Hulk, o clube voltou a obter um trevo memorável invicto vencendo o campeonato, com apenas 3 empates e 21 pontos de diferença com o Benfica sendo sua escolta. Aos 32 anos, o Português levantou a Taça UEFA e se tornou o mais jovem treinador a vencer uma competição europeia.

Depois de uma temporada perfeita com o FC Porto, Roman Abramovich não hesitou em pagar a cláusula de rescisão do seu contrato (15 milhões de euros) e colocado no comando do Chelsea, um dos maiores clubes da Inglaterra, onde há uma grande pressão para ganhar títulos. O Português é muito claro, e sabe que é a equipe certa para implementar uma filosofia agressiva de jogar. “Você não pode escapar o sucesso”, disse ele em uma entrevista com seu novo clube.

Por que o Milan tem sofrido para vencer?

Texto de: Romário Henderson

O Milan jogou no Estádio San Siro nas duas últimas partidas da Série A. Na primeira delas, suou para empatar com a organizada e perigosa equipe da Udinese, que vai brigar, no mínimo, por uma vaga na Champions League, pois o técnico Francesco Guidolin vem fazendo um bom trabalho, armando seu time no 3-5-1-1, com o brasileiro Danilo, ex-Palmeiras na sobra dentre os zagueiros, liberando os laterais, com Pablo Armero como meia pela esquerda, Asamoah Kwadwo pela direita e o veterano e ágil Antonio Di Natale no ataque.

Depois, o rossonero enfrentou o Cesena, e venceu no sufoco por 1×0, sem se apresentar bem. Por que o atual campeão italiano neste início da Liga Nacional tem encontrado dificuldades para engrenar?

Romário não gosta das formações de Allegri (Reuters)

Em minha opinião, a formação escolhida pelo técnico Massimiliano Alegri, o 4-3-1-2, e a presença de alguns jogadores como Abate e Nocerino, além da ausência do sueco Zlatan Ibramovich, explicam tal situação. Por que atuar somente com Seedorf na armação? Por que improvisar Zambrotta na lateral esquerda sendo que há um lateral esquerdo de ofício e qualidade como Taiwo? Deveria sacar Abate e colocar o nigeriano, deslocando Gianluca Zambrotta para a direita, sua posição de origem.

Na linha de três, questiono a presença de Nocerino, que tem sido ineficiente na marcação e impreciso na transição. Seria conveniente atuar com apenas dois volantes: Van Bommel e Aquilani; dois meias: Seedorf e Emmanuelson; e dois atacantes: Cassano e Inzaghi.

Eu optaria pelo 4-2-2-2, um time mais leve, onde teria um ala esquerdo que apóia com freqüência, dois volantes eficazes na marcação, sobretudo o holandês, e Aquilani com certa liberdade para sair para o jogo. À frente, Seedorf teria a companhia de Emmanuelson para dividir a responsabilidade da armação, além de Antonio Cassano, que tem muita mobilidade e daria opção aos meias. E, claro, Pippo Inzaghi como referência, prendendo os zagueiros. O ídolo da torcida do Milan, após voltar de lesão, encontra-se clínica e fisicamente bem, portanto, deveria ocupar uma vaga no time titular.

André Villas-Boas tomou uma atitude em relação o mal futebol de Lampard (Reuters)

Villas-Boas faz o que Ancelotti não fez – São poucos os técnicos que barram atletas renomados, quando estes estão mal. No Chelsea, o meia Frank James Lampard, desde a temporada passada, vem tendo atuações reticentes, no entanto, nunca foi sacado por Carlo Ancelotti, certamente por ter uma história nos blues e presença freqüente na Seleção Inglesa. O português Villas-Boas pensa diferente para a escalação de um jogador. Crê que o nome não ganha jogo, e que é necessário ser produtivo, e não inoperante como Lampard. O jovem e competente treinador sacou Frank no intervalo do jogo contra o Manchester United, quando uma vez mais o inglês era peça nula, literalmente apagado. De acordo com relatos da imprensa inglesa, já há um clima desconfortável do jogador com o treinador.