Os 12 franceses que estiveram no álbum, mas não na Copa

Copa do Mundo é época de grandes jogos, de craques se enfrentando representando seus países e nações nas ruas para torcerem por suas seleções. Só que outro fenômeno recorrente dos mundiais envolve os famigerados álbuns de figurinhas. Quem é criança se diverte, quem é adulto vira criança e se diverte junto e todos vão à caça das estrelas da competição.

Por questões comerciais e logísticas, a Panini, empresa responsável pelo álbum, o lança meses antes da competição. Acaba sendo inevitável que jogadores que não participem da Copa tenham suas figurinhas rolando por aí. Por vezes, eles levam azar e o atleta se lesiona. Em outras, a aposta foi furada e o técnico não convocou o jogador.

Fiz um levantamento e descobri que 12 jogadores franceses estiveram no álbum, mas não disputaram o Mundial. Há casos de lesão às vésperas do torneio, como Robert Pirès, em 2002, e Djibril Cissé, em 2006, mas houve ausências por escolhas de técnicos, casos de Karim Benzema, em 2010, e Ibrahim Ba, em 1998.

Confira os nomes:

1978 – André Rey

Histórico goleiro do Metz, André Rey assumiu a titularidade da seleção francesa em 1977, um ano antes da Copa do Mundo que seria disputada na Argentina. Porém, um mês antes da disputa do torneio, ele fraturou o pulso e teve de ser cortado da lista final.

1982 – Jacques Zimako

O atacante Jacques Zimako tem duas razões para estar na história da seleção francesa. A primeira delas é porque se tornou o primeiro jogador nascido na Nova Caledônia a defender a França, mas a segunda foi exatamente por estar no álbum da Copa de 1982, na Espanha, e não ter sido convocado. Não participar do Mundial se deu apenas por escolha do técnico Michel Hidalgo.

1986 – José Touré

Fatalmente, José Touré seria titular na brilhante seleção francesa de 1986. Craque do Nantes, ele ficou conhecido como “brasileiro”, devido a refinada técnica que possuía. Porém, ele não desfilou nos gramados mexicanos devido a uma grave lesão no joelho, às vésperas da Copa do Mundo. Ele até defendeu a seleção até 1989, mas como a França só voltaria a jogar um mundial em 1998, nunca vimos o mágico atacante dos Canários na competição.

1998 – Ibrahim Ba, Florian Maurice e Lionel Letizi

A edição de 1998, que consagrou a França como campeã mundial, foi a mais curiosa no sentido de gafes do álbum. Foram três jogadores listados que não jogaram a Copa, sendo que os todos eles ficaram fora por opção do técnico Aimé Jacquet.

Um deles foi o atacante Ibrahim Ba. Após surgir muito bem no Bordeaux, ele se transferiu para o Milan, em 1997. Porém, apesar da badalação, ele ficou apenas na lista de pré-selecionados e não foi campeão mundial. A ausência na Copa foi traumática para Ibou, que admite até hoje o quanto sentiu mentalmente aquela decisão.

História mais dolorida foi a de Lionel Letizi. Goleiro titular do Metz, ele disputava para ser o reserva de Fabien Barthez. Porém, meses antes da Copa, em amistoso contra a Rússia, falhou feio no gol russo e o episódio pesou para que também ficasse na lista de espera.

Já Florian Maurice acabou sendo uma opção mais óbvia. Com poucos jogos e vindo de temporada com poucos gols pelo PSG, o atacante foi descartado e ficou fora da lista de convocados.

2002 – Robert Pires

Campeão mundial em 1998, Robert Pirès foi ausência duríssima para a França na fracassada defesa do título na Coreia do Sul e do Japão. Ele sofreu uma grave lesão no joelho a poucos meses do Mundial e foi um duro desfalque para o técnico Roger Lemerre, que penou para encontrar um substituto – e não encontrou.

2006 – Djibril Cissé

O caso do atacante é um dos mais emblemáticos pela forma que foi. No último amistoso antes da estreia, faltando menos de uma semana para o primeiro jogo, Cissé quebrou a perna contra a China e teve de ser cortado. A imagem da lesão até hoje choca.

2010 – Lass Diarra e Karim Benzema

Em 2010, apenas a não aparição de Lass Diarra foi por razão clínica. Com problemas estomacais, foi aconselhado por médicos a não jogar para se recuperar. Por isso, não foi à África do Sul participar do fiasco francês na Copa.

Já a escolha pela ausência de Karim Benzema foi puramente técnica. Raymond Domenech nunca morreu de amores pelo atacante e optou por deixa-lo na lista de espera.

2014 – Samir Nasri e Franck Ribéry

Na Copa do Brasil, em 2014, a França buscava se reerguer especialmente no ambiente interno. Por isso, Didier Deschamps optou por descartar Samir Nasri, na época no Manchester City. DD comprou briga com muita gente e com o próprio Nasri, mas passou uma Copa sem sustos ou problemas de ambiente, como em 2010.

Já Franck Ribéry, principal jogador francês na época, foi cortado com uma lombalgia e desfalcou os Bleus naquela que seria a sua terceira e última Copa do Mundo.

E para 2018, será que alguém ficará de fora? A Panini preparou figurinhas de Hugo Lloris, Raphael Varane, Lucas Digne, Djibril Sidibe, Samuel Umtiti, Layvin Kurzawa, Laurent Koscielny, Blaise Matuidi, N’Golo Kanté, Thomas Lemar, Adrien Rabiot, Paul Pogba, Olivier Giroud, Antoine Griezmann, Alexandre Lacazette, Kylian Mbappe, Ousmane Dembele e Anthony Martial.

Alguns desses nomes são confirmados e só serão ausência em casos de lesão. Agora, tem alguns que não carimbaram passaporte. Dá para arriscar?

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O Mago da Floresta Negra

Christian Streich mudou a visão em cima do Freiburg(Getty Images)

Christian Streich mudou a visão em cima do Freiburg
(Getty Images)

Por mais de quinze anos, o Freiburg conviveu com um técnico que tinha grande identificação com o time e a torcida, Volker Finke. Foram 16 anos com Finke no comando técnico, saindo da terceira divisão, chegando à elite do futebol alemão e dando breves passadas pela Copa da UEFA – sendo que em 2002, deu trabalho ao futuro campeão Feyenoord – em menos de dez anos. Finke nunca se abalou com um resultado ruim, não à toa, caiu três vezes e subiu mais duas pelo Freiburg. É uma lenda no clube.

Em 2007, Volker Finke entregou o bastão para Robin Dutt, que assim como seu antecessor, levou o Freiburg para a primeira divisão e ainda quase chegou a Liga Europa em sua primeira temporada na elite do país. Dutt topou o desafio de assumir o Leverkusen e o sucessor foi Marcus Sorg, que estava no time sub-17 do Freiburg.

Diferentemente de seus antecessores, Sorg não teve vida fácil e durou apenas um turno no clube, largando o Freiburg em situação delicada na tabela da Bundesliga. Após mais de duas décadas sem demitir técnicos, o clube da Floresta Negra “provou” desse gostinho ao mandar Sorg embora.

Christian Streich, que era assistente de Dutt e também de Sorg, chegou para apagar um incêndio maior do que o imaginado. Semanas após assumir o comando do time, Streich teve uma péssima notícia: Papiss Demba Cissé, um dos poucos, senão único jogador que se salvava em todo elenco do Freiburg, foi vendido para o Newcastle e disputaria a Premier League. Na época, cheguei a comentar que esse foi o atestado de óbito do Freiburg. Mero engano! O “mago” Streich surpreendeu a todos.

O Freiburg fez uma impensável reconstrução de seu elenco na metade da temporada. Oito jogadores chegaram e outros oito deixaram o clube antes do início do segundo turno. Entre os contratados da época, veio Fallou Diagne, zagueiro de 23 anos. O senegalês tomou conta da zaga, antes, muito vasada do Freiburg e é, até hoje, uma das peças de confiança de Streich.

As diversas mudanças em si foram apostas de alto risco e com grande chance de dar errado, mas o pequeno percentual que dava vantagem ao clube da Floresta Negra prevaleceu e o clube teve a sétima melhor campanha do segundo turno, encerrando a Bundesliga em 12º e sem grandes sustos.

Para essa temporada, pouca coisa mudou. O Freiburg seguiu investindo pouco e apostando na juventude de seu elenco. Streich, que ficou conhecido por lapidar atletas como Dennis Aogo, Jonathan Pitroipa, Daniel Schwaab e o ótimo Oliver Baumann ainda na base, tem o segundo time mais jovem da Bundesliga – atrás apenas do Werder Bremen – com 24,2 de média de idade. Entre todos os atletas que entraram em campo com a camisa do Freiburg, onze estão abaixo dos 23 anos.

Schmid é um dos grandes nomes do Freiburg na temporada(Getty Images)

Schmid é um dos grandes nomes do Freiburg na temporada
(Getty Images)

Entre a garotada, dois nomes chamam a atenção: o já citado Oliver Baumann, goleiro titular do Freiburg desde a temporada 2010/11, quando tinha apenas 20 anos, e Jonathan Schmid, meia-atacante franco-austríaco que se tornou titular absoluto desde a chegada de Streich ao clube. Os dois, ao lado de Max Kruse – outro jovem destaque, mas criado no Werder Bremen – e Oliver Sorg – esse sim criado no Freiburg – são os jogadores com maior número de atuações pelo clube na Bundesliga.

Aliás, já que citei Baumann, vale dizer que ele é o jogador mais caro do clube, tendo um valor de mercado de cinco milhões de euros*. Para tomar de exemplo, dez jogadores do Bayern valem menos que isso, porém, são atletas que quase nem jogam ou que acabaram de subir para o time profissional. Isso dá uma dimensão de quão grande é o feito de Streich, que com um elenco barato e pouco badalado, está brigando por vaga nas competições internacionais.

Outro mérito de treinador é saber trabalhar a cabeça do jovem elenco. O natural seria que o time se vislumbrasse com o atual momento e começasse a planejar voos mais altos, quem sabe uma vaga na UEFA Champions League ou o título da Copa da Alemanha – o Freiburg é semifinalista –, mas o próprio técnico deu entrevistas recentes dizendo que pouco se importa com uma disputa internacional e que mais uma temporada na elite do futebol do país seria de bom grado.

Pés no chão: essa é uma das grandes mágicas de Streich. Boa parte do elenco trabalha com ele desde os anos finais da última década e são atletas que já criaram até mesmo vínculos emocionais pelo largo tempo de convivência. Em partes, seu trabalho lembra muito o de Jürgen Klopp no Borussia Dortmund, aonde chegou sem rumo, fez uma “limpa”, puxou garotos da base e fez um bom serviço de garimpagem de talentos em outras equipes, formando uma base sólida e, no caso borussiano, vencedora.

Não podemos deixar de mencionar a estabilidade interna que os treinadores que por lá passam, recebem. Durante 37 anos, Achim Stocker foi o presidente do Freiburg, se tornando o profissional mais duradouro no citado cargo em toda história do futebol alemão profissional. Ele foi o responsável pela vinda de Volker Finke e também pela passagem de bastão a Robin Dutt. Já falecido, Stocker não pôde ver seu pupilo Fritz Keller, vice-presidente no princípio dos anos 90, trazer Christian Streich para uma situação emergencial e ditar novos caminhos para o clube.

A confiança do elenco com Streich é mútua e o carisma do treinador é gigantesco. Esses fatores trazidos pelo Mago da Floresta Negra podem fazer com que o Freiburg chegue longe nos próximos anos, sempre responsabilizando Christian Streich, o homem que caiu de paraquedas no clube, mas com a consciência de onde e como pousar, para levantar logo e seguir em frente. Esse é o Mago da Floresta Negra.

*Dados obtidos no site http://transfermarkt.de/

Gols e fracassos

Basile Boli é ídolo do Marseille; Seu irmão Roger foi figura importante do Lens, mas sem o mesmo brilho

Todo atacante tem uma meta quando pisa em um gramado: marcar gols. Até por isso, todos os atletas da posição batem no peito com o maior orgulho quando são os goleadores máximos de um determinado campeonato. Um feito desses atrai respeito, mídia e cobiça de outros clubes.

Porém, engana-se quem pensa que ser artilheiro de um campeonato é um feito para poucos. Aqui no Brasil, por exemplo, sempre surge um Dimba ou um Keirrison para nos iludir. Na Europa não é diferente. Lá como cá, aparecem os ‘matadores’ imperdoáveis, que estão próximos do topo da tabela de artilheiros temporada após temporada, mas também surgem aqueles “zés” que, de algum modo, conseguem alcançar o status de goleadores. Logo, suas máscaras caem e todos veem o jogador que realmente é.

Neste texto, trarei alguns exemplos da França, que é um país que exporta muitos atletas e recentemente despachou Olivier Giroud, artilheiro da última Ligue 1, para a Inglaterra.

É normal um atleta brilhar no país da Torre Eiffel e conseguir uma transferência para as grandes ligas. Muitas vezes, os clubes de fora acertam em cheio, como nos casos de Zidane, Trezeguet e Pirès, outras vezes, quebram a cara.

Confira abaixo alguns jogadores que conseguiram alcançar a artilharia da Ligue 1, mas que fracassaram na carreira.

Nossa saga começa com uma dupla de irmãos, ambos descobertos por Guy Roux no início dos anos 80 e levados ao Auxerre: Basile e Roger Boli. Basile era defensor e logo chamou a atenção por seu físico, mas Roger pouco aparecia para o público. Cansado da reserva, conseguiu um empréstimo para o Lille, onde teve passagem discreta.

Em 1989, Roger Boli se transferiu para o Lens, clube onde passaria a ser adorado pela torcida. Em 90/91, o time sangue e ouro terminou em segundo no grupo B da segunda divisão e conseguiu o acesso, com Boli sendo um dos destaques

Na temporada 1993/94, o Lens ficou no meio da tabela da primeira divisão, sem feder nem cheirar, mas teve Roger Boli como um dos artilheiros do campeonato, com 20 gols. Era a consagração da família Boli, já que no ano anterior, Basile entrou para a história do Marseille ao marcar o gol do título europeu do clube. Roger está entre os dez maiores goleadores da história do Lens, com 40 gols.

Após perder espaço no próprio Lens, Boli começou a rodar por algumas equipes sem obter grande sucesso. Primeiro no Le Havre – onde chegou a marcar um gol no Lens – e depois nos britânicos Walsall, Dundee United e Bournemouth.

Nicolas Ouédec fez parte do “Trio Magique” do Nantes

Na mesma época em que Roger Boli foi artilheiro da Ligue 1, um trio surgiu em Nantes: Nicolas Ouédec, Patrice Loko e Reynald Pédros, o “Trio Magique”. Nenhum dos três teve uma carreira esplendorosa, mas os dois primeiros conseguiram, pelo menos, alcançar a parte mais alta da tabela de artilheiros do Campeonato Francês.

Ouédec foi um dos três goleadores de 1993/94 – ao lado do citado Boli e Djorkaeff – e no ano seguinte, ajudou o Nantes a erguer o seu penúltimo título francês. Naquela época, surgiram no clube futuras estrelas da França, como Karembeu e Makélélé, mas obviamente, o Trio Magique, que foi responsável por boa parte dos 71 gols dos Canários, era o mais badalado.

Após algumas lesões, Ouédec conseguiu uma transferência para o Espanyol da Cataluña. Por lá, conseguiu jogar com regularidade, mas pouco marcou, voltando em 1998 para a França, onde defendeu o PSG. O atacante durou seis meses na capital francesa, até ser transferido para o Montpellier. Foram três temporadas de poucos jogos e raros gols na equipe do folclórico Louis Nicollin. Após alguns meses na Bélgica, Ouédec decidiu encerrar a carreira jogando na China.

Patrice Loko teve carreira regular, mas sem conseguir grande brilho como o início de jornada indicava. Surgiu quieto no Nantes até explodir em 1994/95, sendo o artilheiro do Campeonato Francês com 22 gols. Meses depois, o atacante já estava na capital para defender o Paris Saint-Germain, onde teve história invertida em relação o Nantes: começou muito bem – tanto que foi a Euro 96 -, mas caiu demais.

Depois de deixar o PSG, Loko passou a jogar em equipes menores, como Montpellier, Troyes, Lorient e Ajaccio – ele ainda teve uma passagem obscura pelo Lyon -, tendo bons números, é verdade, mas sem justificar a aposta do início de carreira.

*Confira abaixo, um dos gols mais marcantes de Loko no Nantes

O próximo jogador citado me dá motivos para não entrar na lista: Stéphane Guivarc’h foi artilheiro do Campeonato Francês em duas oportunidades e ainda se sagrou campeão mundial em 1998. Porém, depois desses feitos, o centro-avante acabou dando os tais motivos para colocá-lo na listagem.

Guivarc’h foi mais uma descoberta de Guy Roux, isso após boas temporadas pelo pequenino Guingamp. Considerado o “anti-Ronaldo” – grosso, com pouca técnica e alto -, conseguiu ser o artilheiro do campeonato nacional duas vezes: em 1996/97 quando atuou por empréstimo do Auxerre no Rennes e no ano seguinte, já no AJA, substituindo Lilian Laslandes, que se transferira pro Bordeaux.

Presença constante na Copa de 98, Guivarc’h conseguiu, após a competição, se mudar para a Inglaterra e jogar no Newcastle. As várias lesões e as mudanças no comando técnico dos Magpies não ajudaram o francês, que não atuou nem cinco vezes pelo clube e foi considerado por um tabloide britânico, como o pior atacante da história da Premier League.

Guivarc’h ainda atuou no Rangers, antes de retornar ao Auxerre e encerrar a carreira no Guingamp. O curioso é que seu substituto no EAG foi justamente Didier Drogba, atacante que fez muito sucesso na Inglaterra.

Campeão mundial em 1998, Guivarc’h nunca agradou a grande massa francesa

Quando o Monaco foi campeão francês em 2000, a grande estrela do time era David Trezeguet. Depois dessa conquista, ele se transferiu para a Itália e um vazio no ataque durou por algum tempo. Esse espaço só foi ocupado na temporada 2002/03, quando um congolês de 25 anos finalmente explodiu no Principado.

Shabani Nonda vinha de temporadas regulares por Rennes e Monaco, mas o auge foi em 2003, quando anotou 26 gols na liga e se tornou o artilheiro do Campeonato Francês.

No ano seguinte, o Monaco foi longe na UEFA Champions League, mas sem Nonda, que sofreu grave lesão no início da temporada – um carrinho criminoso de Pierre-Fanfan do PSG – e demorou para voltar a velha forma. Suas temporadas seguintes pelo time monegasco foram fracas, mesmo assim, conseguiu transferir-se para Roma e Blackburn, onde passou sem ser notado.

De 2007 a 2010, Nonda defendeu o Galatasaray, onde teve temporadas regulares, nada de outro mundo. O congolês encerrou a carreira após o término de seu contrato com o clube turco. Nonda surgiu como uma das esperanças do futebol africano, mas uma série de imprevistos acabaram atrapalhando sua carreira.

Outros nomes que mereceriam entrar na lista são os de André-Pierre Gignac e Djibril Cissé, mas os dois ainda tem lenha pra queimar e calar a minha boca (ou não).

Esqueci de alguém? A caixa de comentários está aberta para qualquer sugestão!

 

Atestado de óbito

Cissé deixa o Frreiburg, que agora fica sem referência no ataque (DPA)

A Bundesliga só retorna na sexta-feira (20), mas esse início de semana já parece anunciar o caminho do Freiburg: o rebaixamento!

O clube da Floresta Negra teve praticamente seu atestado de óbito oficializado após vender Papiss Demba Cissé, seu principal jogador, para o Newcastle, por 10 milhões de euros.

O time do Freiburg é muito fraco. Na última temporada, Robin Dutt conseguiu tirar leite de pedra e formar uma equipe consistente na defesa e eficaz no ataque. Mas essa eficácia só era efetuada por causa da presença de Cissé na frente. Jogando de forma “pragmática”, o Freiburg conseguiu um honroso 9º lugar, longe da zona de rebaixamento e em alguns momentos, até brigou por vaga na Liga Europa. Cissé foi o grande nome do time, tendo marcado 22 gols na campanha.

Robin Dutt se transferiu pro Leverkusen e Marcus Sorg chegara tentando dar uma nova cara ao time do Freiburg. Pois é, ele conseguiu: de time arrumadinho, a equipe da ensolarada região de Breisgau mudou para fraco na defesa, lento e improdutivo no meio-campo e ultra-dependente de Cissé. Recebendo somente tijolos – não que fosse muito diferente na temporada 2010/11, mas o conjunto contribuía – o senegalês conseguiu anotar nove gols na primeira metade de temporada.

A sua venda para o futebol inglês era completamente previsível. O Freiburg não faria outra ótima campanha como ano passado… Mesmo que Dutt permanecesse, era quase impossível que o feito se repetisse. Para somar com esse pouca perspectiva de crescimento, Cissé poderia ver que o time tem um dos orçamentos mais baixos da Bundesliga, ou seja, ora ou outra ele seria vendido. Só que para mim, isto aconteceu na hora errada.

Se era pra perder Cissé, não era melhor tê-lo vendido antes do início da temporada? Times como Bayer Leverkusen e até Bayern de Munich estavam de olho no atacante. Quem sabe até o Freiburg conseguiria vendê-lo por algo maior que 10 milhões de euros. Com essa grana, obviamente não daria pra montar um elenco forte, mas jogadores bons e baratos poderiam ser catados e uma base “de meio de tabela” poderia ser montada.

No atual estágio da temporada, o Freiburg está afundado na lanterna da Bundesliga, com um elenco fraco, contratações ruins, trocas de técnico – Marcus Sorg foi demitido e Christian Streich, então auxiliar-técnico, assume o time – e sem seu grande jogador. É queda (quase) certa!

O destino do Freiburg já parece traçado: o descenso. A venda de Cissé poderia ter sido antecipada, para uma melhor organização de seu elenco assim ser feita. Mas nada disso foi realizado! O senegalês permaneceu, o elenco não foi reforçado, pro lugar de Dutt veio um técnico fraco e no meio da temporada, o time de Breisgau precisa se reinventar se quiser continuar na primeira divisão alemã.

Os fãs do Freiburg precisam torcer para que os 10 milhões de euros conseguidos na venda de Cissé sejam bem gastos…

NOVA VIDA NA INGLATERRA

Cissé já foi apresentado no Newcastle (nufc.co.uk)

Demba Ba tem feito um sucesso enorme na Inglaterra. Desde que chegou ao West Ham e posteriormente ao Newcastle, tem feito gols atrás de gols. Mas admito que sempre achei Papiss Cissé melhor do que o ex-atacante do Hoffenheim. Não me surpreenderia se Ba, do nada, entrasse em uma seca de gols. Mas acho que a diretoria dos Magpies não tirou Cissé do Freiburg com a intenção de substituir o artilheiro do time em um eventual momento ruim, e sim de trazer alguém para ocupar a lacuna de “parceiro de Ba”.

Ben Arfa continua sem estourar. Assim como em seus tempos de Marseille e Lyon, faz jogos bons e jogos horríveis, mas sempre se acha “O Craque”. Cissé e Ba podem formar uma bela dupla de ataque.

Mas o ex-atacante do Freiburg não chegará logo como titular. Primeiro terá de se ambientar ao futebol inglês, que é mais pegado e menos corrido que o alemão, pra depois sim pensar na titularidade.

Quem sai ganhando é o Newcastle!

Mundial Sub-20 – Você já ouviu falar (Parte 2)

Dando sequencia a série de posts para o Mundial Sub-20, faço a segunda parte do “Você já ouviu falar”, com jogadores que se destacaram por seleções europeias no torneio e que certamente vocês já ouviram falar (já aviso previamente que pulei o Mundial de 1993, por ter sido um torneio muito ruim para as seleções europeias e de predomínio sulamericano nos principais quesitos).

1995 – Joseba Etxeberria (Espanha)

Cria da Real Sociedad, mas que durante 15 anos vestiu a camisa do Athletic de Bilbao, Etxeberria foi o grande destaque da Espanha em uma seleção que tinha jogadores como Morientes, De La Peña e Raúl. Com 7 gols, Extebe foi não só o artilheiro de sua seleção, como artilheiro do torneio. Desses sete gols, três foram anotados nas quartas-de-final, na vitória sobre a Rússia por 4×1.

No torneio, porém, os espanhóis sucumbiram nas semifinais diante dos futuros campeões da Argentina, com uma derrota acachapante, 3×0.

Destaque também para a campanha de Portugal, que alcançara as semifinais, sendo eliminada pelo Brasil. Nos demais selecionados europeus, tivemos a já destacada Rússia, além de Holanda e Alemanha, ambas eliminadas na primeira fase.

1997 – David Trezeguet (França)

Desde garotos, Henry e Trézéguet se entendiam bem

Desde garoto, Trézéguet já mostrava seu faro de artilheiro. Com cinco gols em cinco jogos, ele foi o vice-artilheiro do torneio, ficando atrás somente do brasileiro Adaílton. Naquela época, Trézéguet fazia dupla de ataque com nada mais nada menos que Thierry Henry. 8 dos 10 gols franceses no torneio foram dos gois jogadores.

A França caiu pro Uruguai nas quartas-de-final e viu outra seleção europeia se destacar: a Irlanda. O time que tinha como grande estrela Damien Duff, chegou a deixar a Espanha para trás e só foi parada pela futura campeã Argentina nas semifinais.

Das demais seleções europeias no torneio, só decepção. A Inglaterra passou pela primeira fase com 100% de aproveitamento, mas caiu pra Argentina logo na primeira rodada dos playoffs. A Húngria saiu zerada, já a Bélgica, após se classificar na bacia das almas, foi eliminada nas oitavas de final com um indigesto 10×0 para o Brasil.

1999 – Pablo (Espanha)

Com cinco gols e duas assistências, Pablo Couñago foi o destaque da Espanha no título mundial de 1999. Desses cinco gols, podemos destacar quatro de grande importância: dois nas oitavas de final, contra os EUA, na dura vitória por 3×2 e dois na final contra o Japão, onde a Espanha venceu por 4×0 e conquistou o título. Por fim, Pablo nunca explodiu em sua carreira e atualmente vaga por clubes de divisões inferiores da Inglaterra. Não foi o caso de outros companheiros de seleção na época, como Casillas, Xavi, Yeste e Marchena.

Mesmo com a Espanha campeã, podemos dizer que foi um fiasco europeu nesse mundial. A Alemanha caiu na primeira fase em um grupo que tinha Nigéria, Paraguai e Costa Rica. Pelo menos os alemães terminaram em último tendo vencido um jogo. Não foi o caso da Inglaterra, que ficou com a lanterna de seu grupo e zerada em pontos. Das quartas de final em diante, só a Espanha prosseguiu, porque Irlanda, Croácia e Portugal caíram nas oitavas de final.

2001 – Djibrill Cissé (França)

Com 6 gols, Cissé foi o destaque francês

No time que tinha Alou Diarra e Benoit Cheyrou, quem se destacou foi Djibrill Cissé. Vestindo a 12 na época, o atacante anotou 6 gols no torneio, se tornando o artilheiro francês no torneio. Seus gols foram suficientes para levar seu selecionado para as quartas de final, graças a dois gols diante da Alemanha na vitória por 3×2 na fase anterior, mas não foram suficientes para desbancar os donos da casa da Argentina, que viriam erguer o troféu na final contra Gana.

Novamente os europeus não chegaram tão longe como o esperado. A Finlândia foi a única que caiu na fase inicial, enquanto Alemanha e Ucrânia deixaram o torneio nas oitavas de final. Nas quartas-de-final houve um verdadeiro extermínio, quando a Argentina tirou a França, o Paraguai tirou a República Tcheca e o Egito tirou a Holanda – de Robben, Huntelaar, Van der Vaart e Theo Janssen – do torneio.

2003 – Andrés Iniesta (Espanha)

A Espanha não tinha um time tão brilhante, mas era muito regular e consistente. Mesmo assim, eles tinham um diferencial chamado Andrés Iniesta. Seus três gols foram de grande importância para a Fúria. O tento vitorioso contra o Uzbequistão na primeira fase, o gol inicial do 2×1 sobre o Canadá nas quartas-de-final e o gol que levou seu time para a final, na vitória sobre a Colômbia. Na decisão, a Espanha caiu diante do Brasil.

Novamente a Espanha salvou a honra europeia no torneio…

República Tcheca, Inglaterra e Alemanha foram eliminadas na fase de grupos da competição. No mata-mata, a Eslováquia caiu diante do Brasil e a Irlanda foi eliminada pela Colômbia, dali em diante, só a Espanha prosseguiu.

2005 – Fernando Llorente (Espanha)

Llorente era a referência do ataque espanhol em 2005

Mais um torneio decepcionante para as seleções da Uefa. Nenhum semifinalista. Mesmo assim, a Espanha conseguiu ter o vice-artilheiro do torneio: Fernando Llroente, atual atacante do Athletic e que é desejado por meio mundo. Diga-se de passagem, quatro dos cinco gols que ele anotou no torneio foram marcados no 7×0 sobre o Chile, então não há muitos comentários…

É até difícil falar de um grande destaque europeu, sabendo que Lionel Messi destruiu pela Argentina!

Mas falando sobre as seleções européias no torneio, só a Suíça não passou da fase de grupos. Ucrânia e Turquia ficaram pelo caminho nas oitavas de final e nas quartas-de-final, o que havia restado se foi. A Itália caiu fora para Marrocos, a Alemanha caiu pro Brasil, a Holanda foi eliminada pela Nigéria, enquanto a Espanha caia pra futura campeã Argentina.

2007 – Martin Fenin (República Tcheca)

As seleções europeias voltaram a figurar nas semifinais de um Mundial Sub-20, mesmo não sendo as “grandes” seleções esperadas. Tivemos nas semifinais um duelo entre Áustria e República Tcheca. Os tchecos, que avançaram até a final, tinham como grande destaque do time o atacante Martin Fenin, autor de três gols no torneio. Só que assim como em 2005, todos caíram para a Argentina, que não era de mais de Messi e sim de Agüero.

Na edição de 2007, somente a Escócia caiu na fase inicial representando a Europa. Nas oitavas de final, Portugal e Polônia deram adeus a competição e na fase seguinte, a Espanha viria a cair pra República Tcheca.

2009 – Vladimir Koman (Hungria)

Vladimir "Komandou" a Húngria no último Mundial

Aos poucos o futebol húngaro vai ressurgindo. Um respiro foi no Mundial Sub-20 de 2009, quando o seu selecionado acabou na 3ª colocação. O destaque da equipe foi Koman, autor de 5 gols húngaros no torneio. O meia mandou no meio campo da Húngria e foi um dos grandes responsáveis pela surpreendente campanha húngara. A Hungria caiu nas semifinais pra futura campeã Gana.

Só pra variar um pouquinho, a Inglaterra foi a decepção europeia, sendo a única do continente a cair na fase de grupos. Nas oitavas de final, os europeus que caíram foram por causa do chaveamento, que lhes botou de frente a outro europeu, ou seja, teríamos um time da Uefa caindo fora do mesmo jeito. Espanha e República Tcheca foram as que ficaram pelo caminho. Itália e Alemanha caíram nas quartas de final, enquanto a Hungria seguia e caia pra Gana nas semifinais.

Rebaixamento: Realidade

Fritz e cia. se lamentam pela horrorosa campanha (AP)

Nos últimos anos, os campeonatos nacionais na Europa tem proporcionado poucas zebras no quesito rebaixamento. Com os altos investimentos dos grandes clubes e a falta desses investimentos nos pequenos, essa história de “grande caindo” tem se tornado coisa mais rara. Mas acontece que a Bundesliga na temporada 2010/2011 tem feito essa velha história voltar.

Borussia Monchengladbach, Stuttgart (ambos 5 vezes campeões alemães), Kaiserslautern, Werder Bremen (ambos 4 vezes), Colônia (3 vezes) e Wolfsburg (1 vez) são os grandes “candidatos” ao rebaixamento.

Todas essa equipes podem ser chamadas de “grandes”, talvés o Wolfsburg não, já que não tem uma grande história no futebol alemão, mas o fato é que de uns tempos pra cá, o investimento aumentou. Mas voltando ao tema “grandes”, eles estão lutando contra o rebaixamento.

Começo falando da equipe que vive maior ascensão. O Colônia, de Frank Schafer, somou dez dos últimos 15 pontos e em 2011 perdeu apenas um jogo – pro St. Pauli, 3×1, no dia 29 de janeiro. O jogo que parece impulsionar os Bodes pra fuga do rebaixamento foi a vitória por 3×2 sobre o Bayern. O Colônia foi pro intervalo perdendo por 2×0 e na etapa final arrancou a virada.

Rensing (quase) catou tudo (Getty Images)

Nessa rodada, o Colônia arrancou um bom empate na Rhein-Neckar Arena contra o Hoffenheim em um jogo pegado, onde o árbitro Markus Schmidt distribuiu 7 cartões amarelos, coisa rara de se ver na Bundesliga, onde os árbitros dão poucos amarelos e sabem levar bem no papo. O que foi de anormal no jogo foi o gol de Novakovic. Com 9 gols na Bundesliga, o esloveno hoje fez contra. Mohamad empatou pro Colônia.

O grande duelo da partida foi Ibisevic versus Rensing. O goleiro dos Bodes catou tudo que o atacante do Hoffenheim tentou.

Esses pontos tem sido preciosos pro Colônia, que já está três posições acima da zona de repescagem – 16ª colocação – e três pontos de vantagem pros times que redidem nessa zona. Cabe aos Bodes saberem de duas coisas: Primeiro é aproveitar esse bom momento pra somar o máximo de pontos que puder, pra escapar de vez no rebaixamento. Segundo é “saber perder”, não se desesperar após voltar a perder na Bundesliga.

É Frings! A coisa tá feia (Getty Images)

Outra grande decepção da Bundesliga é o Werder Bremen do eterno Thomas Schäaf. Os verdes somam 9 pontos em 30 disputados, nenhuma vitória nos últimos cinco jogos e no sábado veio outra grande vergonha. Humilhante derrota num clássico local contra o Hamburgo, na Imtech Arena. O HSV não teve trabalhos pra meter 4×0, com dois gols de Guerrero, um de Petric e outro de Ben-Hatira.

Mertesacker, bom zagueiro, mas que ganhou o meu rótulo de pior jogador da temporada alemã, falhou em três dos quatro gols do HSV.

Nessa partida, o atacante Ruud Van Nistelrooy ficou no banco de reservas, assim como Jarolim. Como não tive informação de contusões de ambos e acompanhei os últimos jogos do Hamburgo, acho eu que Armin Veh colocou eles como suplentes por má fase técnica mesmo.

O Werder Bremen vai assumindo o crachá de candidato ao rebaixamento. Não tá fazendo por onde merecer uma vaguinha na primeira divisão. Os principais jogadores vivem má fase e não é de engano a ninguém que Klaus Aloffs cia. ltda. contrataram mal. O time está duas posições acima da zona de repescagem – 14ª colocação -, só um ponto acima dessa zona, com 24 pontos.

Wolfsburg ameaçados (AP)

Uma das grandes decepções da temporada é o Wolfsburg. Se juntando a base que foi mantida das temporadas anteriores, vieram jogadores como Friedrich, Kjaer e Diego e logo a chancela de candidatos ao título. Steve McLaren levou o time ao buraco e foi demitido, e Pierre Littbarski, seu substituto, mantém seu time na mesma toada.

No jogo de sábado, a reação era iminente. Os Lobos batiam o Freiburg por 1×0, gol do substituto de Dzeko, Patrick Helmes, mas cederam a virada com a ‘forcinha’ de outro contratado. Tuncay Sanli errou passe no meio campo e acabou armando o contra-ataque adversário, para a finalização de Reisinger – dois minutos após entrar em campo. Os jogadores do Wolfsburg reclamaram de um suposto toque de mão de Putsila, quando ‘recebeu’ o passe de Tuncay, mas não vi intenção. Cissé foi técnico pra virar o jogo, pois ele deu um balãozinho em Riether na pequena área, antes de mandar pras redes.

O Wolfsburg é o 15º colocado, uma posição acima da zona de repescagem e só não está lá por causa do saldo de gols superior ao do Kaiserslautern. É bom abrir o olho. São 8 pontos em 30 disputados, a quarta derrota consecutiva e vale lembrar que de 13 de novembro de 2010 – Wolfsburg 2×2 Schalke – até 15 de janeiro de 2011 – Wolfsburg 1×1 Bayern -, os Lobos emplacaram a gloriosa sequencia de sete empates consecutivos. Esses pontos fazem falta…

Vai Rodnei, tenta parar o Konan

Com menos investimento que os outros times e voltando a segunda divisão, é mais normal ver o Kaiserslautern como candidato ao rebaixamento. Os Diabos Vermelhos tem campanha muito irregular e só venceram duas das últimas dez partidas, 9 pontos conquistados de 30.

Nesse fim de semana, o Kaiserslautern caiu facilmente pro bom time do Hannover. 3×0, com grande atuação de Ya Konan. Ele não marcou nenhum gol – Schlaudraff fez dois e Abdellaoue fez mais um -, mas deu assistências pros dois primeiros gols, mostrando não só ser artilheiro como bom criador de jogadas. Me arrisco a dizer que Ya Konan é o melhor jogador da Bundesliga.

O Kaiserslautern ocupa a 16ª colocação e jogaria a repescagem no momento e o time que se cuide. São seis jogos sem vitórias e segue a velha frase: “Não há nada que é ruim que não possa piorar”.

As equipes que vivem drama maior são Borussia Monchengladbach e Stuttgart. As duas equipes estão lá embaixo desde o início da competição e quando parecem reagir…logo tropeçam.

Pelo menos o Bruno Labbadia mudou o time...

Duas rodadas atrás, o Stuttgart batia o Monchengladbach em duelo direto, mas duas rodadas se passaram e duas derrotas vieram. Hoje, os Roten caíram na Bay Arena, 4×2. O Stuttgart até deu trabalho pros mandantes, criaram grandes chances de gol, igualaram o marcador duas vezes, mas a derrota foi inevitável. Kiessling fez dois, Castro e Reinartz fizeram os outros gols do Leverkusen. Harnik e Kuzmanovic – num pombo sem asa – marcaram pros visitantes.

O Stuttgart está na vice-lanterna da Bundesliga, com 19 pontos, quatro atrás dos times que estão fora da zona de rebaixamento. Não sei porque, mas o time do Stuttgart é o que mais me inspira confiança em sair dessa zona perigosa. Bruno Labbadia deu nova cara ao time. Antes via-se uma equipe abatida e medrosa, hoje pode-se ver uma equipe determinada, aguerrida e corajosa. Assisti a alguns jogos do Stuttgart em 2011 e essa é a impressão que o time me passa. Espero que possa sair dessa situação.

Já o Borussia Monchengladbach conseguiu uma vitória de certa forma histórica. Após 12 jogos no Borussia Park, os Potros finalmente venceram sua primeira partida em casa. Exatamente! E os contemplados com esse feito foram os jogadores do Schalke 04. Os Azuis Reais até saíram na frente, com Kluge, mas com Reus – um petardo de pé direito – e Idrissou, o Gladbach virou e conquistou sua primeira vitória em casa.

O Monchengladbach ainda esboça uma reação, vive a mesma situação do Stuttgart, com os mesmos pontos. Mas diferentemente do Stuttgart, não acredito nos Potros, não.

Pra resumir toda essa ladainha, eu já admito a possibilidade de um grande ser rebaixado. Vale lembrar que times como Wolfsburg, Werder Bremen, Stuttgart e Kaiserslautern foram campeões alemães recentemente, ou seja, o tal do legado deveria ter existido, pra pelo menos sustentar essas equipes.

TÓPICOS ALEMÃES

>>Fiquei falando dos times ameaçados e deixei de lado os vencedores (no caso do Schalke, o perdedor), então lá vai:

>>O Hoffenheim, que empatou com o Colônia, está em 9º, com 33 pontos e ainda sonha com uma vaguinha na Liga Europa; O Hamburgo, que humilhou o Werder Bremen, está em 7º, com 36 pontos e está lutando com o Mainz e Freiburg por uma vaga na Liga Europa; O Freiburg, que bateu o Wolfsburg, está na 6ª colocação, com 37 pontos, vivo na luta por uma vaga na UEL; O Hannover, que bateu o Kaiserslautern, está na 4ª colocação, com 41 pontos, se fixando na zona de classificação pra Europa League e vivo na briga pela vaga na Champions League; O Leverkusen, que bateu o Stuttgart, está na vice-liderança, com 45 pontos, dez atrás do líder Dormund, sonhando com a salva de prata; O Schalke está em 10º com 29 pontos e está na lista de times que tem de ficar com o sinal amarelo acesso pra não entrar na luta contra o descenso.

>>O Borussia Dortmund segue caminhando a passos largos pro título. Bateu o St. Pauli por 2×0 e abre dez pontos na liderança. Os Piratas deram uma boa fugida da parte debaixo da tabela.

>>O Bayern segue tentando se recuperar e dessa vez bateu o Mainz por 3×1 e fica na 3ª colocação. O Mainz definitivamente está em declínio e deverá lutar por vaga nas ligas européias.

>>O Eintracht Frankfurt segue em declínio e tomou três do bom time do Nüremberg e vai se aproximando da zona perigosa.

Classificação (Bundesliga)

Pragmático, Hannover vence Kaiserslautern fora

Gol de Abdellaoue coloca Hannover entre os líderes (Witters)

Não foi uma grande atuação do Hannover. Não deu para dizer que foi melhor que o Kaiserslautern, nem que tenha sido pior, mas o seu pragmatismo lhe deu a vitória. Foram poucos chutes à gol do Hannover, mas um gol veio e aí bastou segurar a pressão do Kaiser.

O Kaiserslautern começou melhor a partida, tendo mais posse de bola, mas tinha dificuldades em armar jogadas, por isso apostava muito nas jogadas aereas, sua grande maioria não davam sucesso. À partir dos 20 minutos, o Hannover começou a perder a timidez e a sair pro jogo, começando a tocar mais a bola, até que veio o gol, aos 33 minutos, com Abdellaoue, de cabeça. Os Diabos Vermelhos começaram a se desesperar durante o restante da primeira etapa e ficava claro que se o Hannover apertasse poderia matar o jogo. Na etapa final, o Kaiserslautern decidiu ir mais ao ataque, empurrando o Vermelhos pro campo de defesa, que facilitaram ao desistir de atacar. Os Diabos Vermelhos pelo menos começaram a botar a bola no chão, mas mostravam uma certa deficiência em criar jogadas, por fim, sempre acabava jogando a bola na área. O Hannover parou de criar chances e teve de ficar segurando o ímpeto adversário, que nas bolas altas sufocava, mas não adiantou. Com 13 pontos, o Hannover sobe para a 3ª colocação da Bundesliga. Após bom começo, o Kaiserslautern começa a declinar e é o 11º com 7 pontos.

Voltando aos velhos tempos (AFP)

Relembrando a temporada 2008/2009, Grafite foi decisivo pro Wolfsburg. Neste domingo o brasileiro marcou dois gols e deu a vitória aos Lobos contra o Freiburg. Na primeira etapa, os donos da casa abriram o placar com Grafite de cabeça, mas após um bombardeio ao seu gol, o Wolfsburg sofreu o empate, gol de Cissé. O próprio Cissé perdeu um gol inacreditável na etapa final, com a trave completamente aberta ele chutou para fora. Bem feito, já que  Grafite fez mais um de cabeça. O detalhe dos dois gols de Grafite foram em cruzamentos de Diego. O Wolfsburg subiu na tabela da Bundesliga e agora ocupa a 6ª colocação com 9 pontos. Uma posição abaixo e com os mesmo 6 pontos está o Freiburg.

Classificação

Pos Time P J V E D GP GC SG
1 Mainz 18 6 6 0 0 14 5 9
2 Borussia Dortmund 15 6 5 0 1 16 5 11
3 Hannover 13 6 4 1 1 11 7 4
4 Hoffenheim 11 6 3 2 1 11 6 5
5 Bayer Leverkusen 11 6 3 2 1 13 10 3
6 Wolfsburg 9 6 3 0 3 11 10 1
7 Freiburg 9 6 3 0 3 8 9 -1
8 Hamburgo 8 6 2 2 2 10 10 0
9 Bayern de Munich 8 6 2 2 2 5 6 -1
10 St. Pauli 7 6 2 1 3 7 8 -1
11 Kaiserslautern 7 6 2 1 3 8 11 -3
12 Werder Bremen 7 6 2 1 3 9 14 -5
13 Eintracht Frankfurt 6 6 2 0 4 9 8 1
14 Nuremberg 6 6 1 3 2 5 7 -2
15 Colônia 5 6 1 2 3 5 10 -5
16 Borussia M’gladbach 5 6 1 2 3 10 19 -9
17 Schalke 04 4 6 1 1 4 7 12 -5
18 Stuttgart 3 6 1 0 5 11 13 -2

ATLÉTICO NÃO PERDE O RITMO

Cansou de decidir pros pequenos... (AP)

O brasileiro Diego Costa já jogou por meio mundo, e é garoto ainda, e na temporada passada ele fez gols decisivos pro Valladolid e voltou ao Atlético e hoje foi seu dia de decidir pros Rojiblancos contra o Zaragoza.

O único gol do jogo saiu após uma bela trama de brasileiros. O lateral esquerdo Filipe Luís foi a linha de fundo e tocou pro meio da pequena área e Diego Costa jogou pro fundo das redes e deu a vitória ao Atlético. Os Colchoneros saíram no lucro. Embora tiveram mais posse de bola, tiveram menos finalizações e De Gea teve de fazer mais intervenções que o goleiro adversário. Fora o fato do Atlético ter perdido 100 bolas durante a partida inteira. O Atlético tem 10 pontos é o 4º colocado e o Zaragoza é o lanterninha, com 2 pontos.

O velho e bom Trezeguet (AFP)

E olha o Hércules surpreendendo. A mesma equipe que derrotou o Barcelona rodadas atrás, bateu neste domingo o Sevilla e Trezeguet mostrou que ainda sabe fazer gols. O artilheiro francês abriu o placar de pênalti e mais tarde, ainda na etapa inicial, fechou a conta em 2×0. O Sevilla teve mais posse de bola, mais finalizações no total e em direção do gol, fez o goleiro adversário trabalhar mais, só que de um tempo para cá parace um time sem sal, que não empolga. O poderoso Hércules sobre para a 8ª colocação com 7 pontos e com 8 pontos na 7ª colocação está o Sevilla.

Demais Resultados

Espanyol 1×0 Osasuna
La Coruña 0x2 Almería
Mallorca 2×0 Real Sociedad
Racing 0x1 Getafe
Málaga x Villarreal – Amanhã