11 na História: Bordeaux 1998/1999

Inauguramos agora mais uma seção no blog, o “11 na História”. Neste quadro, vamos recordar alguns times que marcaram na Europa – com foco, é claro, na França – seja pelos resultados ou por um legado futebolístico que tenha deixado. A ideia é valorizar os times pelos seus feitos e resgatar a história destas conquistas.

O time que abre a nossa série é o Bordeaux da temporada 1998/1999, campeão nacional depois de mais de uma década. A equipe também marcou a história do Campeonato Francês ao apresentar ao mundo um quarteto ofensivo de dar inveja a muitos times, composto por Ali Benarbia, Johan Micoud, Lilian Laslandes e Sylvain Wiltord, o astro da companhia.

Relembre mais dessa história:

Período de reconstrução

Nos anos 80, o Bordeaux se notabilizou como uma das equipes mais fortes do futebol francês ao conquistar três títulos do Campeonato Francês entre 1984 e 1987. Neste meio tempo, venceu duas edições da Copa da França e chegou a semifinal da Copa dos Campeões da Europa em 1984/1985, quando ficou por um gol de chegar à final – perdeu na ida para a Juventus por 3×0 e venceu na volta por 2×0. Naquela época, se notabilizaram no clube atletas renomados, como Jean Tigana, Alain Giresse, René Girard e Dieter Müller.

Sob a batuta do clube estava Claude Bez, presidente girondino, imortalizado pelos bons resultados no período de construção do sucesso nos anos 80. Entretanto, o que era um sonho para o Bordeaux, tornou-se em um pesadelo em pouco tempo. Ao término da temporada 1990/1991, a Direção Nacional de Controle de Gestão (DNCG, na sigla em francês) decidiu rebaixar os Girondins por causa do déficit orçamentário, que batia na casa dos € 45 milhões. Bez foi forçado a renunciar e o clube disputou a segunda divisão por uma temporada.

Com esse rápido recuo, o Bordeaux teve uma década de 90 de pura reconstrução. Novos parceiros, novos jogadores e objetivos sendo alcançados passo a passo. Foi nesta época que o clube lançou atletas como Christophe Dugarry e Bixente Lizarazu, teve no elenco Zinedine Zidane e, com eles, foi vice-campeão da Copa da Uefa em 1996, diante do Bayern – só ressaltando que os franceses fizeram a partida de ida sem o citado trio e perderam por 3×0.

O treinador: Elie Baup

Baup foi de auxiliar a campeão francês no Bordeaux | Foto: Jean Jacques Saubi

Baup foi de auxiliar a campeão francês no Bordeaux | Foto: Jean Jacques Saubi

O ápice dessa reconstrução do Bordeaux começou a ser concretizado na metade da temporada 1997/1998. Longe da briga pelo título, a diretoria optou por trocar o técnico. Guy Stephan foi embora e deu lugar a Elie Baup, que era o auxiliar-técnico. Ao término da temporada, os Girondins ficaram na 5ª colocação, com 56 pontos e Baup mantido no posto.

Sempre com seu bonezinho na beirada do gramado, Baup teria na temporada seguinte o grande desafio da carreira. Depois de uma fracassada passagem pelo Saint-Étienne entre 1994 e 1996, onde conseguiu rebaixar o clube duas vezes (na primeira vez, não caiu pelo escândalo envolvendo Marseille e Valenciennes), ele teria em mãos um elenco talentoso, que tinha como grandes expoentes os jovens Ali Benarbia e Sylvain Wiltord, além do talentoso Johan Micoud e o matador Lilian Laslandes.

Jogos chave

22ª rodada – Bordeaux 4×1 Marseille

A briga pelo título estava polarizada entre Bordeaux e Marseille. Ambos possuíam campanhas sólidas e faziam jus a tal status. O OM, líder com 48 pontos, tinha a melhor defesa e contava com uma equipe experiente, composta pelos campeões mundiais Laurent Blanc e Christian Dugarry e pelo italiano goleador Fabrizio Ravanelli. Além deles, compunham o elenco os cobiçados Willy Gallas e Robert Pirès. Rolland Courbis tinha em mãos um time bastante forte.

Do outro lado, porém, estavam os Girondins, campeões do primeiro turno, sofreram dois tropeços no início da segunda parte da competição e acabaram ficando na vice-liderança com 45 pontos. Ainda assim, tinham o melhor ataque, com 44 gols marcados.

A gana de vencer e diminuir essa diferença fez com que tivessem 20 minutos de gala. Entre os 14 e 34 minutos da primeira etapa, o Bordeaux abriu 4×0 e encaminhou a vitória que lhe recolocou na liderança. Dugarry chegou a descontar na etapa final, apenas para fazer valer a “Lei do Ex”, mas insuficiente para estragar a festa dos Girondins, que assumiram a liderança da competição.

PSG: O fiel da balança

Contra o PSG, Wiltord foi quem decidiu com dois gols | Foto: Divulgação

Contra o PSG, Wiltord foi quem decidiu com dois gols | Foto: Divulgação

Depois da vitória no confronto direto, a liderança tornou-se uma batata quente, que queimava de mão em mão. Só houve uma estabilização no posto entre a 29ª e a 31ª rodada, quando o Bordeaux acumulou três tropeços seguidos e o Marseille se aproveitou.

Entretanto, faltando duas rodadas para o término da temporada, entrou em cena o Paris Saint-Germain. Com uma péssima campanha, ocupando a indigesta 10ª colocação, a equipe da capital francesa receberia o Marseille na 32ª rodada e o Bordeaux na última. Seria o legítimo fiel da balança, que decidiria o campeonato de forma indireta.

Tudo corria de vento em popa para o OM durante a rodada 32. Vencia o clássico por 1×0 e via os Girondins empatando em 2×2 com o Lens. Com essa combinação, chegaria a 68 pontos e abriria quatro pro Bordeaux, podendo ser campeão na rodada seguinte. Essa história virou pó a partir dos 37 minutos do segundo tempo dos dois jogos.

Neste mesmo minuto, Sylvain Wiltord acertou um chute de rara felicidade, do meio da rua, e virou a partida para o Bordeaux em Lens. A vantagem, que era de quatro pontos, voltava para dois. Um minuto depois, em Paris, Marco Simone finalizou de fora da área para empatar o clássico – e também o campeonato. Não deu muito tempo para respirar, e em um vacilo na saída de bola, Bruno Rodriguez aproveitou, virou a partida para o PSG e abriu caminho para o título do Bordeaux.

O trágico 2×1 tirou o Marseille da ponta e colocou lá o time de Élie Baup, que precisava manter a regularidade para ser campeão. E assim o fez ao vencer o Lyon por 1×0 e o próprio PSG por 3×2, numa emocionante partida decidida no minuto 88 por Pascal Feindouno, garoto de 18 anos que fez naquela noite o primeiro gol como profissional.

Cabe aqui abrir parênteses: essa vitória do Bordeaux sobre o Paris é até hoje questionada, especialmente pelo Marseille, pela vontade – ou falta dela – do PSG em vencer o jogo, tendo em vista a rivalidade criada pelas duas equipes.

Para o Bordeaux, essa rixa entre marseilaises e parisienses pouco importa. O que valeu foi o título, que veio 12 anos depois, superando frustrações como um vice-campeonato europeu, campanhas ruins e até um rebaixamento.

Time-base:

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Jogadores-chave:

Lassina Diabaté: meio-campista defensivo de bom combate, Diabaté era peça de confiança de Elie Baup. Canhoto e incansável, ajudou a solidificar o meio-campo da equipe, que ainda tinha o capitão Michel Pavon e os talentosos Ali Benarbia e Johan Micoud.

Ali Benarbia: O talentoso meia argelino ficou apenas uma temporada no Bordeaux, mas fez valer a pena cada uma das 25 partidas que disputou. Ao lado de Micoud, Wiltord e Laslandes, compôs um dos quartetos ofensivos mais poderosos dos últimos tempos na França. Com destaque nas assistências, foi eleito o melhor jogador da temporada antes de migrar para a capital e vestir a camisa do PSG.

Johan Micoud: Jogador de muita classe e técnica refinada, Micoud fez sua história especialmente no Bordeaux, por onde passou seis temporadas. O título em 1999 foi a grande conquista que teve pelo clube. Ao todo, anotou nove gols e deu seis assistências na temporada, sendo decisivo para o título e também para seu ingresso na seleção francesa – em 2000, seria campeão europeu com a França.

Lilian Laslandes: Centroavante a moda antiga, Laslandes teve a melhor temporada da carreira no ano do título do Bordeaux. Esteve em campo em 33 dos 34 jogos e marcou 15 gols, incluindo um triplé diante do Metz, na goleada por 6×0. Ingressou na lista de maiores artilheiros da história do clube e cravou nome entre os ídolos girondins.

Sylvain Wiltord: Para formar dupla letal com Laslandes, nada melhor que um atacante rápido e incisivo como Sylvain Wiltord. A combinação deu certo e ele anotou 22 gols na temporada, sendo o artilheiro do campeonato. Ou seja, 37 dos 66 gols saíram da dupla. Wiltord, porém, acabou sendo mais decisivo, com dois gols importantes no jogo do título diante do PSG, na vitória sobre o Marseille e em outros jogos de placares apertados, onde seus gols aumentaram em importância. O atacante do Bordeaux acabou sendo eleito o jogador francês do ano pela revista France Football – a última vez que o premiado foi um jogador girondin foi o ídolo Jean Tigana.

Futuro

Mesmo mantendo boa parte da base, o Bordeaux não teve uma temporada 1999/2000 das mais felizes. A dupla Laslandes e Wiltord foi às redes apenas 14 e 13 vezes, respectivamente, e não conseguiram ajudar os Girondins a conquistarem mais do que um 4º lugar. Além disso, o time ficou marcado por ter sido eliminado da Copa da França na fase semifinal diante do modesto Calais RUFC, clube da quarta divisão.

O seguinte – e até agora último – título francês do Bordeaux veio apenas na temporada 2008/2009, no histórico time comandado por Laurent Blanc.

Lances:

No vídeo abaixo, você confere todos os gols da campanha do Bordeaux no título da temporada 1998/1999, os 11 na História do Europa Football:

Baup tirou o máximo do mínimo e o mínimo do máximo

Baup será substituído interinamente por José Anigo

Baup será substituído interinamente por José Anigo

Temperamento frio, poucas palavras e gestos tímidos dentro de campo. Esse é Élie Baup, que assumiu o Marseille no meio de 2012 com o objetivo de renovar o elenco esfacelado deixado por Didier Deschamps e ainda fazer frente ao milionário rival Paris Saint-Germain. Na última sexta-feira, ele foi demitido após derrota diante do Nantes e pode dizer que não cumpriu o objetivo traçado no dia que chegou. O diretor de esporte José Anigo assumirá em seu lugar.

Qualquer treinador poderia elencar vários motivos para este fracasso, começando com a desigualdade financeira. O Marseille não só não tem cacife para fazer frente à PSG e Monaco, como ainda enfrenta o drama de reformar o estádio Vélodrome, visando a Euro 2016, o que lima parte das finanças (problema que clubes como Bordeaux, Lyon e Lille também sofrem).

Se quisesse, também poderia culpar a escassez do elenco, outro motivo que lhe impediria bater de frente com os milionários rivais. Mas seria justamente ai que Baup começaria a perder a razão (sempre levando em conta que essas reclamações não passam de suposições).

Na primeira temporada no comando do Marseille, foi investido cerca de 8 milhões de euros em contratações e ficou, aos trancos e barrancos, com o 2º lugar da Ligue 1. Dos 38 jogos em solo nacional, o OM venceu 21 partidas, 12 por 1-0 e outros seis por um gol de diferença. E isso tudo com elenco escasso e cheio de jovens, já que Baup utilizou 25 jogadores na temporada, sendo que despachara uma série de atletas úteis (como Brandão, M’Bia, Azpilicueta, Diarra, Kaboré e Remy) durante a temporada.

Para esta temporada, tudo foi diferente. O Marseille investiu quase 43 milhões de euros em contratações, incluindo atletas de muito potencial como Dimitri Payet, Giannelli Imbula e o badalado Florian Thauvin. Além disso, ninguém de grande relevância deixou o clube, tornando o sonho do título palpável.

Porém, com 17 rodadas, o OM tem desempenho decepcionante e ocupa apenas a 5ª colocação com 27 pontos, 13 atrás do líder PSG e oito atrás do Monaco, primeiro time no G-3 da Ligue 1. Na temporada anterior, com as mesmas 17 partidas disputadas, o Marseille tinha 32 pontos, era o 3º colocado e estava só três pontos atrás do então líder Lyon.

Curiosamente, o OM tinha 22 gols marcados no ano passado e 23 agora. Evolução irrisória para um time que se reforçou com muitos atletas para o ataque.

Baup - Tabela

Burocrático

Muitos chamavam Baup de “treinador burocrático” pelos inúmeros placares magros. Eu considerava injusta essa marcação simplesmente por ele ter um elenco pobre em mãos, mas hoje reconheço que esse termo possui lógica quando colocada ao citado treinador. É inadmissível que um técnico que tenha a disposição Gignac, Valbuena, André Ayew, Payet, Thauvin e outros, faça o time marcar míseros 23 gols em 17 jogos.

Baup não mostrou ter grandes ideias táticas para o Marseille. Foi do 4-2-3-1 do início ao fim de sua passagem pelo Vélodrome, dando algumas passadinhas pelo 4-3-3, mas pouco diferenciando do esquema habitual.

O treinador também foi teimoso em muitos jogos ao manter Gignac no banco e insistir com o displicente Jordan Ayew, que está muito abaixo do irmão André, por exemplo.

A demissão de Baup é justificada. Ele até tem motivos para elaborar explicações contra, mas os motivos favoráveis pesam mais. O treinador, de forma curiosa, conseguiu levar o Marseille a um lugar que nunca chegaria com o elenco escasso que tinha em 2013, mas não saiu do “lugar comum” quando contava com atletas de ótimo nível.

O Marseille precisa de alguém que consiga extrair o máximo do bom elenco que tem. Alguém que não seja teimoso e traga ideias novas e capazes de igualar com os milionários clubes do país. Resumindo: o Marseille precisa de alguém que não seja Élie Baup.

Bola de segurança

Courbis volta ao Montpellier para ser o salvador do time

Courbis volta ao Montpellier para ser o salvador do time

A “dança das cadeiras” rolou solta na França na última semana. Outra mudança foi no Montpellier: Jean Fernandez não resistiu ao sétimo jogo seguido sem vitória (14º no campeonato) e foi demitido. Neste sábado, Rolland Courbis foi anunciado como substituto de Fernandez.

Courbis tem enorme experiência na França e atua como técnico desde a metade dos anos 80 (colecionando diversas polêmicas judiciais). As principais passagens da carreira foram nos anos 90, quando levou Bordeaux, Toulouse e Marseille as cinco primeiras colocações do Campeonato Francês.

Neste século passou a figurar em times de rabeira e segunda divisão. Entre 2007 e 2009 trabalhou no Montpellier. Quando chegou, evitou o rebaixamento do time a terceira divisão e, dois anos depois, colocou o clube na elite do futebol francês, dando, então, lugar a René Girard, que viria a ser o técnico mais importante da história do MHSC.

Desde então, Courbis teve passagens obscuras pelo Sion, da Suíça, e USM Alger, da Argélia.

Mesmo em baixa na carreira, a aposta do presidente Louis Nicollin é na bola de segurança. Em 17º lugar com 15 pontos, o momento do Montpellier é delicadíssimo. A ala radical da torcida cobrava insistentemente a demissão de Fernandez, alguns até pediam a renúncia de Nicollin. Os jogos no Stade de la Mosson estão cada vez mais vazios. A torcida está em clima de guerra com o elenco e a diretoria, principalmente porque o presidente não mede palavras na hora de criticar a torcida quando pensa ser conveniente.

Entre torcida e Nicollin, um lado precisava ceder nesse intenso cabo-de-guerra. Quem cedeu foi a presidência. A chegada de Courbis é a forma que Nicollin encontrou para tentar trazer os torcedores de volta para seu lado, mesmo contando com um treinador na curva descendente da carreira. A aposta é arriscada, mas tem boas chances de dar certo, vide o fato do Montpellier não ter um time ruim.
 
*Crédito das imagens: Frédéric Speich (Baup) e Franck Valentin (Courbis)

É a hora do Marseille se testar

Élie Baup terá o desafio de provar o valor do elenco do Marseille (Foto: France Football)

Élie Baup terá o desafio de provar o valor do elenco do Marseille
(Foto: France Football)

Ao cair em um grupo com Arsenal, Borussia Dortmund e Napoli na Liga dos Campeões, o Olympique de Marseille ganhou uma chance única de medir a real força de seu elenco nesta temporada. A base das últimas temporadas foi mantida e reforços pontuais (como Payet, Imbula e Mendy) foram feitos, o que só ajudará o competente técnico Élie Baup a fazer um trabalho mais sólido.

Engana-se, também, quem coloca o time francês como carta fora do baralho nessa chave. Se levássemos em conta a sempre supervalorizada tradição, o Marseille dividiria o posto de principal força com o Borussia Dortmund, já que ambos têm a mesma quantidade de finais e títulos da Liga dos Campeões.

Mas, como disse acima, a tradição é supervalorizada, logo, devemos analisar o momento atual e isso não descarta o OM.

Se levarmos em conta que os alemães são os favoritos por carregarem o status de vice-campeões do continente e permanecerem com a mesma base dos últimos anos, sobra uma vaga para três times que são equivalentes.

Sim, não me venham com história de “ah, é da França, é ruim, não presta”. Toda vez que falam isso, só ouço “blá, blá, blá” e nem levo em conta.

Sobre os adversários, começamos com o Arsenal, que passa por um momento delicado, onde o futebol apresentado não convence a torcida e o clube não consegue contratar ninguém de peso, apenas garotos de qualidade duvidosa, logo, é uma presa fácil para equipes de maior porte, portanto, enfraquecida.

Já o Napoli está vivenciando uma situação nova com Rafa Benitez no comando técnico e vários reforços badalados, como Pepe Reina, Gonzalo Higuaín e Raúl Albiol. Logo, não é correto afirmar que esse time vá dar liga imediatamente, apesar de demonstrar, ao menos no papel, força para ir longe nesta temporada.

O poder do Marseille vem justamente em algo que os italianos ainda não têm: conjunto. O time armado por Élie Baup foi construído há algumas temporadas por Didier Deschamps e vem recebendo retoques desde então.

Para esta temporada, vários reforços vieram, como o promissor lateral-esquerdo Benjamin Mendy, o atacante Saber Khalifa e o volante Giannelli Imbula, ambos opções para rechear o elenco. A contratação que mudou o patamar do Marseille foi Dimitri Payet. O ex-jogador do Lille tem dado, neste principio de temporada, a incisão que tanto faltou ao time no ano passado, tornando o jogo do time mais vistoso.

Payet mudou o patamar do Marseille (Foto: France Football)

Payet mudou o patamar do Marseille
(Foto: France Football)

Além disso, o “casamento” de Payet com André Ayew, Mathieu Valbuena e André-Pierre Gignac será de extrema importância para o time. Juntos podem formar um quarteto que nem mesmo o Paris Saint-Germain tem sido capaz de formar. Élie Baup tem em mãos um grupo de atacantes Inteligentes, velozes, rápidos e decisivos.

Essa Liga dos Campeões será o momento exato para o atual elenco do Olympique de Marseille testar sua verdadeira força. No papel, sem exagero algum, tem um time mais forte que o milionário Monaco e capaz de fazer jogo duro com o PSG, faltava mesmo um momento para se medir com adversários fortes de outros países.

O OM finalmente tem um time titular que lhe faz sonhar com grandes coisas nesta temporada. Claro, o título europeu é utopia, mas vale ressaltar que há duas temporadas, com um grupo inferior e vivendo um momento turbulento no campeonato doméstico, os únicos franceses a ganharem a Europa chegaram as quartas-de-final da Liga dos Campeões.

O elenco do Marseille agora está mais gorducho, mas ainda abaixo dos ricaços da França, é claro, mas o suficiente para mostrar que Arsenal, Borussia Dortmund e Napoli, apesar de mais nome, não terão vida fácil na Liga dos Campeões. O teste é agora e o OM tem tudo para ser aprovado com louvor.