É hoje o dia!

Enfim chegou o grande dia! Após uma semana de ansiedade e muita espera, finalmente chega o grande dia onde Olympique de Marseille e Paris Saint-Germain irão duelar no Stade Vélodrome em busca dos valiosos três pontos.

Pela situação das duas equipes na tabela de classificação da Ligue 1, ninguém pode pensar em tropeçar neste duelo. O Olympique de Marseille, que havia iniciado mal a temporada, conseguiu engrenar uma série de jogos sem derrota – sete jogos, mais precisamente -, mas na última rodada acabou perdendo essa invencibilidade para a grande pedra no sapato das duas equipes, o Montpellier. O time comandado por Didier Deschamps caiu diante do MHSC no Stade de la Mosson, 1×0, gol contra de Diawara.

Já o Paris Saint-Germain também vinha de uma grande invencibilidade que durava desde a primeira rodada, quando o time comandado por Antoine Kombouaré caira diante do Lorient. Na última rodada, o PSG perdeu pro Nancy por 1×0 e viu o Montpellier também se tornar uma pedra no sapato. Se no caso do OM, o time comandado por René Girard só lhe tirou a invencibilidade de sete jogos, no caso parisiense, houve a aproximação do Montpellier e no último sábado (26), a ultrapassagem na tabela de classificação. Com três gols de Olivier Giroud – artilheiro da Ligue 1, com 11 gols -, o MHSC derrotou o Sochaux por 3×1 e chegou a 33 pontos, abrindo três para o PSG.

O placar de certa forma alargado conseguido pelo Montpellier, atrapalhou um pouco a vida do Paris Saint-Germain. Se o time parisiense vencer por um gol de diferença, não assumirá a liderança, pois empatará no saldo e o ataque do Paris é pior que o ataque do Montpellier – 32 gols à 26 pro Montpellier. Ou seja, se o PSG quer voltar a ponta da competição, que vença por dois gols de diferença.

Engana-se quem pensa que a vitória não importa tanto para o Olympique de Marseille. O OM viu neste sábado times como Lille, Rennes e Toulouse vencerem e abrirem uma distância cada vez maior para os atuais vice-campeões franceses. O LOSC e o SRFC tem 28 pontos, já o TFC tem 26 e eles ocupam, respectivamente, a 3ª, 4ª e 5ª colocação da Ligue 1. O Olympique está lá atrás, na 10ª colocação, com 18 pontos. Ou seja, se Didier Deschamps quer levar o seu time para mais uma edição da Uefa Champions League, precisa parar de perder pontos e tratar de iniciar uma arrancada mais consistente que a última. Daqueles sete jogos invictos, foram 4 vitórias e 3 empates.

OLYMPIQUE DE MARSEILLE

Tudo são rosas para o Marseille na Liga dos Campeões. O time depende de si para conquistar uma vaga nas oitavas de final da maior competição de clubes da Europa. Mas o mesmo não pode ser dito da equipe na Ligue 1.

O Marseille ocupa a 10ª colocação com 18 pontos e não está perto de nada. Nem tão perto da zona de rebaixamento e nem um pouquinho perto da zona de classificação para as competições européias. Até por isso, o técnico Didier Deschamps é muito questionado nos arredores do Vélodrome.

Ele já sairia no final da temporada passada graças a série de tropeços no momento final do campeonato, que acabaram dando o título ao Lille, além do normal desgaste. Foi convencido a ficar e o time tem feito bonito fora da França, mas feio dentro de seu próprio país.

Gignac e Deschamps bateram boca após a derrota pro Olympiacos

Ao que me parece, o time já está desgastado. Alguns jogadores já não rendem mais como rendiam temporadas atrás, outros mostram vontade de sair e mais alguns outros ainda nem mostraram pra que vieram pro clube, não é Gignac? Só pra constar, o atacante sempre está contundido e nunca está em sua melhor condição física. Resultado, Deschamps chutou o balde contra Gignac. Ambos discutiram e dificilmente o jogador voltará a vestir a camisa do Marseille.

Após essa briga, a diretoria do Marseille decidiu que nenhum jogador iria para a entrevista coletiva na sexta-feira. Decisão normal, não era o melhor momento para entrevistas. As perguntas seriam muito mais voltadas para a briga de Gignac com Deschamps do quê para a derrota pro Olympiacos ou o duelo diante do PSG. Talvez não seja o caso de largar de vez a temporada e pensar em uma reformulação para a temporada seguinte, mas há casos que devem ser repensados no clube.

O único desfalque na equipe do Olympique de Marseille segue sendo Rod Fanni, que está sem jogar desde a 12ª rodada da Ligue 1. O defensor está com uma lesão no dedo do pé e Jérémy Morel seguirá jogando em seu lugar.

O Olympique de Marseille também vive a expectativa de marcar o gol 100 em Le Classique. Em toda a história do duelo, o OM anotou 99 gols em cima do PSG, sendo o primeiro gol de Bernard Bosquier e o 50º de Basile Boli.

As duas equipes estão em situações delicadas neste momento. Não pela situação de tabela, mas sim pelas crises internas e a crise do Marseille me parece ser pior que a do Paris Saint-Germain. A briga de Deschamps e Gignac pode desencadear outros conflitos que talvez estejam escondidos da mídia. Pelo clima tenso que vive o Olympique, coloco o Paris como favorito no duelo.

O CARA

Neste momento conturbado do Olympique de Marseille, o peso da responsabilidade estar caindo sobre as costas de jogadores rodados, como Lucho, Diarra e Mandanda, mas ele está caindo sobre o jovem Loic Rémy, de 24 anos. O ex-atacante do Olympique Lyonnais é o artilheiro do OM com 6 gols na Ligue 1. Ele costuma se dar bem quando joga no Stade Vélodrome, já que 4 dos seus 6 gols foram anotados no estádio do Marseille.

É, Rémy! A responsabilidade agora é tua

Rémy não é um jogador brilhante, longe disso, mas faz sua parte. Não à toa esteve nas últimas convocações da Seleção Francesa. Boa parte desse sucesso se rende a seu novo posicionamento. Durante boa parte de seu carreira, ele se notabilizou como um segundo atacante muito bom. Nítidamente era um homem de lado de campo e de muita movimentação. Mas desde que chegou ao Marseille, Rémy tem sido utilizado como centro-avante. Outro motivo deste sucesso é ocasionado pelo fracasso de Gignac, que chegou cheio de pompa do Toulouse e não jogou 10% do que jogou nos seus tempos de TFC.

Por ser um jogador leve e de bastante movimentação, Rémy conseguiu sucesso como centro-avante também porque costuma trocar bastante de posição com os atacantes de lado de campo, Valbuena e André Ayew. Isso confunde a marcação e amplia a variação de jogadas do Marseille.

Rémy pode ser chamado de “herói”. O Marseille tem jogadores como Lucho González, Mandanda, Alou Diarra e Mathieu Valbuena, mas ele, Rémy, que atrás de todas essas polêmicas conseguiu sucesso e é a grande esperança de gols do Marseille.

Provável escalação (4-3-3): Mandanda; Azpilicueta, Diawara, Nkoulou e Morel; Diarra, Cheyrou e Valbuena; Amalfitano, Rémy e André Ayew (Treinador: Didier Deschamps)

PARIS SAINT-GERMAIN

Para o jogo desta tarde – noite na França – o técnico do Paris Saint-Germain, Antoine Kombouaré tem apenas uma dúvida: quem jogará ao lado de Mamadou Sakho na zaga? Milan Bisevac ou Zoumana Camará? Além desta dúvida, Antoine Kombouaré não poderá contar com seu lateral-esquerdo titular, Tiéné, que está com uma lesão no quadril e nem foi convocado para a partida. Sylvain Armand deverá ser seu substituto. Mas caso aconteça uma derrota, não será nem pela dúvida, nem pelo desfalque que Kombouaré será criticado.

Desde o empate diante de Girondins de Bordeaux, a equipe do Paris Saint-Germain tem sido muito criticada e todas as críticas pesam em cima de Kombouaré, que tem um grande elenco a disposição, mas não faz com que o time renda o esperado pela torcida e principalmente pelos qatarianos que compraram o clube recentemente. Novos nomes de técnicos surgem no Parc des Princes e embora alguns jogadores já declarem seu apoio a Kombouaré, isso parece não ser o bastante para uma permanência no comando técnico após uma nova derrota.

Kombouaré está ameaçado no comando do PSG

Me parecerá precipitado. Sempre critiquei muito o atual técnico do Paris Saint-Germain. Kombouaré sempre apostou em jogadores de nível técnico duvidoso, além de nos jogos em que uma mexida tática ou técnica se via necessária, ele estragava o time. Mas na atual temporada ele tem feito o simples e sempre manda a campo o que tem de melhor. Por ter à disposição um trio formado por Ménez-Pastore-Nenê, suas mexidas durante a partida não se viam necessárias e por isso não atrapalhava tanto o time (caso queiram ler um texto maior sobre o caso Kombouaré, acessem Os Geraldinos, onde escrevi um texto sobre o tema). Porém, Kombouaré gosta de desafios e sabe que este é o melhor momento para enfrentar o Marseille. Isso tudo para o PSG pegar confiança com uma eventual vitória.

A última vitória do Paris Saint-Germain diante do Olympique de Marseille foi ainda na temporada passada, 2×1 no Parc des Princes. Não é nenhum tabú, mas o tempo sem vitória do time parisiense em cima do grande rival em Marseille já é um pouquinho mais extenso. Foi no dia 28 de outubro de 2008. Após estar perdendo por 2×1, o PSG buscou a virada e venceu o Marseille no Stade Vélodrome por 4×2. O homem do jogo foi Guillaume Hoarau, autor de dois gols.

O CARA

Para poder quebrar este pequeno tabú de três anos sem vencer o Olympique de Marseille no campo adversário, o Paris Saint-Germain conta com Javier Pastore, maior contratação da história da Ligue 1 – 42 milhões de euros. Mesmo tendo números satisfatórios – 6 gols, 2 assistências e 35 finalizações na L1 -, o argentino tem sido muito criticado nas últimas rodadas. O PSG tem atuado abaixo do esperado nas últimas rodadas e o peso desses atuações ruins tem caído em cima de Pastore, que também está indo mal, sendo apenas sombra do enorme investimento feito em sua contratação. Porém, a decisão é unânime: Pastore está cansado!

Cansado, Pastore?

O ex-jogador e campeão mundial de 1998, Emmanuel Petit, o meio-campista do Saint Etienne e ex-jogador do Marseille, Laurent Battles e o também meio-campista Tino Costa, hoje no Valencia e que jogou no Montpellier, foram bem claros quando perguntados pela France Football: a longa sequencia de jogos somadas as viagens para a América do Sul por jogos da Seleção Argentina cansaram Pastore. Além dos jogos pela seleção “hermana”, o camiseta número 27 do PSG tem 12 jogos pela Ligue 1 e 1011 minutos jogados.

É claro que é muita coisa, mas fica também a atenção de como deve estar a forma física de Pastore. O também argentino Lionel Messi tem números mais assustadores de jogos na temporada, nem por isso mostra sentir um eventual cansasso. Claro que há a diferença técnica e de preparação física entre ambos, mas fica o detalhe.

Cansaço à parte, o Paris Saint-Germain tem motivos de sobra para depositar em Pastore toda a sua confiança para a conquista dos três pontos. Ele tem sido decisivo, isso ninguém pode negar! Seu primeiro gol com a camisa parisiense foi no apertado 1×0 diante do Stade Brestois. No confronto direto diante do Montpellier, Pastore marcou dois dos três gols do time na vitória por 3×0. Sem falar do duelo contra o Lyon, onde seu gol abriu o caminho para a vitória por 2×0.

O cara pode estar cansado e isso pode pesar contra o PSG, mas Pastore é um jogador acima da média e é quem pode decidir para o time parisiense.

Provável escalação (4-2-3-1): Sirigu; Ceará, Camará (ou Bisevac), Sakho e Armand; Matuidi e Sissoko; Ménez, Pastore e Nenê; Gameiro (Treinador: Antoine Kombouaré)

Le Classique em copas

PSG já conquistou a Coupe de France em cima do Marseille

Claro que os clássicos em campeonatos de pontos corridos são bons. Viver aquela expectativa durante uma semana, fazer projeções com possíveis resultados, além de ver se pode indiretamente prejudicar a caminhada de um outro rival. Isso cria um clima interessante para um grande clássico.

Mas talvez esses jogos não tenham o brio de um clássico em um mata-mata. A necessidade absoluta da vitória e a possibilidade de conquistar viradas heróicas acaba se sobressaindo a um jogo de pontos corridos, onde você pode jogar por um empate e pior, dependendo do resultado, pode ajudar uma equipe alheia ao clássico.. Em um mata-mata, o resultado da partida beneficiará e atrapalhará somente quem está envolvido com o jogo.

O duelo de domingo entre Olympique de Marseille e Paris Saint-Germain marcará o 77º duelo entre ambas as equipes. Dos 76 jogos já disputados, 11 foram disputados em copas, fora um que decidiu a Supercopa da França, vencida pelo Olympique de Marseille em 2011.

Mesmo que o duelo de domingo seja disputado pelo Campeonato Francês, pontos corridos, não custa repassar alguns duelos marcantes de mata-mata de Le Classique. E não foram poucos!

O PRIMEIRO

Os duelos de número 5 e 6 da história de Le Classique ficaram reservados para as quartas de final da Copa da França da temporada 1974/75.

O confronto valia mais para o Paris Saint-Germain, que não almejava muita coisa na Ligue 1, a não ser evitar o descenso. O Marseille lutava pelo troféu do maior torneio de clubes franceses. Mas nada disso evitou que tivessemos dois jogos épicos.

Um dos grandes artilheiros do PSG, M'Pelé já balançou as redes do Marseille

Naquela época, a Copa da França ainda era disputada em jogos de ida e volta, e logo na ida vimos uma grande reação parisiense. Em um intervalo de dois minutos, o Marseille abria 2×0 com Georges Bereta e Jaizinho – o Furacão da Copa – e construia boa vantagem tendo ainda mais 35 minutos de jogo. Só que quando chegaram os 25 minutos de partida na etapa final no Vélodrome, o artilheiro François M’Pelé já havia marcado dois gols e deixado tudo igual.

O congolês M’Pelé anotou 97 gols em toda a sua carreira no Paris Saint-Germain e é o quarto maior artilheiro do clube, atrás apenas de Pauleta, Dominique Rocheteau e Mustapha Dahleb.

No jogo da volta, foi só o Paris Saint-Germain fechar a conta com o 2×0, gols de Louis Floch e Jacky Laposte. 46,471 pessoas presenciaram a primeira vitória do PSG sobre o Olympique de Marseille em toda a história do maior clássico da França. Até aquela ocasião, haviam acontecido quatro jogos, com duas vitórias do OM e dois empates.

FREGUÊS

Cinco temporadas depois as duas equipes viriam a se reencontrar em uma Copa da França. Além do reencontro após sete anos na competição, a partida também ficou marcada pelo reencontro entre os dois times após três anos. Aconteceu que naquela ocasião, o Olympique de Marseille estava na segunda divisão e por isso houve esse pequeno distanciamento dos duelos.

Porém, o que aconteceu na temporada 1981/82 foi somente a confirmação da freguesia imposta pelo Paris Saint-Germain no Olympique de Marseille em copas. Logo na partida de ida, Luis Fernández fez o gol da vitória parisiense. Na partida de volta, vitória tranquila do Paris por 3×1 e o Marseille era novamente eliminado da Copa da França pelo PSG. Futuramente o time parisiense bateria o Saint Etienne nos pênaltis e conquistaria a Copa da França.

Era o quarto jogo entre PSG e Marseille em copas e o Olympique não havia conseguido vencer nenhum jogo sequer.

TABÚ QUEBRADO

Quase dez anos depois, finalmente o Olympique de Marseille conseguiria vencer o Paris Saint-Germain em uma copa francesa. Assim como no último confronto entre os dois pela Copa da França, PSG e OM se pegaram nas oitavas-de-final. A diferença é que em 1990/91, a principal copa do país já era disputada em jogos únicos.

Jogando no Parc des Princes, o Marseille não se intimidou e com gols de Laurent Fournier e Jean-Pierre Papin derrotou o Paris por 2×0. O PSG não conseguiu repetir o feito de 1975 ao empatar o jogo em 2×2 após sair perdendo por 2×0. Por causa do regulamento, o Paris caia fora da competição.

O Olympique de Marseille passou aquela temporada inteira sem perder pro Paris Saint-Germain. Além do confronto citado acima, o OM venceu por 2×1 e 1×0 os dois duelos do Campeonato Francês. A próxima vitória do PSG sobre o Marseille em qualquer confronto só viria acontecer em 1995, justamente em uma Copa da França. O time parisiense venceu por 2×0, gols de Ricardo Gomes e George Weah.

E a freguesia voltava…

SÓ EMOÇÃO… E FREGUESIA

Ronaldinho já disputou "Le Classique"

Os últimos cinco confrontos entre as duas equipes em copas foram de enorme emoção, sempre envolvendo prorrogação, placares apertados e coração na boca dos torcedores.

O primeiro desses cinco duelos aconteceu no dia 10 de fevereiro de 2002, em jogo válido pelas oitavas de final da Copa da França da temporada 2001/02. No tempo normal, 1×1, com gols somente de zagueiros: Heinze pro PSG e Van Buyten pro Marseille. Com esse resultado, tivemos prorrogação, que acabou com o mesmo resultado. Na disputa de pênaltis, o goleiro do Paris Saint-Germain, Jerôme Alonzo catou três cobranças, inclusive a de Van Buyten, já na série alternadas, dando a vaga para o time parisiense com a apertada vitória por 7×6 nos penais.

Na temporada seguinte, as duas equipes voltaram a se encontrar pela Copa da França, desta vez na fase 16avos de final. Assim como na temporada anterior, o tempo normal da partida acabou em 1×1, a diferença é que e 2003 houve vencedor na prorrogação e novamente foi o PSG, com um gol anotado por Fiorèse.

Mais uma temporada, mais um jogo pela mesma fase da Copa da França e mais uma vitória parisiense na prorrogação. Na temporada 2003/04, as 53 mil pessoas que foram ao Vélodrome viram o tempo normal acabar em 1×1 e na prorrogação, também viram o “verdadeiro Sorín” decidir o jogo para o PSG. O “lateral” argentino surgiu na pequena área para completar cruzamento de Reinaldo – aquele mesmo, ex-São Paulo, Flamengo e que hoje está no Bahia – e classificar o Paris para a fase seguinte.

O confronto da temporada seguinte não foi pela Copa da França, mas sim pela Copa da Liga. Foi o único confronto entre as duas equipes que aconteceu por este torneio, porém, foi um duelo marcante. Com 41 minutos de jogo o Olympique de Marseille vencia o PSG por 2×0 e com menos de dez na etapa final já via a partida empatada em 2×2, graças a dois gols de Boskovic. No último minuto de jogo, a zaga do Marseille falhou feio e Mendy virou pro Paris Saint-Germain.

A fraguesia era mantida…

Dhorasoo fez o gol do título parisiense em 2006

Mas a “mãe de todos os jogos” em copas de Le Classique foi no dia 29 de abril de 2006. Paris Saint-Germain e Olympique de Marseille se enfrentaram em um dos palcos sagrados do futebol francês: o Stade de France. Naquela ocasião, as duas equipes iriam se pegar na grande final da Copa da França. E só pra variar, tivemos um jogaço.

A partida foi cercada de nervosismo, entradas duras e algumas confusões entre os jogadores. Com a bola no pé, Bonaventure Kalou abriu o placar para o Paris Saint-Germain. Na etapa final, Vikash Dhorasoo acertou um chutaço à 25 metros de distância do gol e fez o tento que deixava o Paris perto do título. Segundo o próprio meio campista, foi o gol de maior distância que marcou em sua carreira. Maoulida ainda descontou, mas não evitou que o Paris Saint-Germain conquistasse o seu sétimo de oito títulos da Copa da França.

ESTATÍSTICAS

Em jogos de copas – sejam elas a Coupe de France ou a Coupe de La Ligue – tivemos 11 confrontos entre Paris Saint-Germain contra Olympique de Marseille. O time parisiense venceu 9 jogos – estou contando a vitória nos pênaltis da temporada 2001/02 – e anotou 20 gols, enquanto o Marseille teve mísera uma vitória e marcou 11 gols. Tivemos um empate, esse ainda na época dos jogos de ida e volta.

Nossa derrota, nossa alegria

Bordeaux campeão nacional... com forcinha parisiense?

Um termo tem entrado cada vez mais no vocabulário do torcedor brasileiro: “entrega de resultados”. Não há muito o que explicar sobre esse caso, a não ser o fato de um time abdicar da vitória para prejudicar uma outra equipe, geralmente um rival ou uma equipe que já foi “sacana” com seu time um dia. Com provas ou não – na maioria das vezes, somente “achismo” define o caso -, essa história já virou rotina das retas finais de Campeonato Brasileiro.

Engana-se quem pensa que somente aqui no nosso país que acontece este tipo de coisa. Aliás, na Europa, com muito mais dinheiro rolando do que aqui, essas “entregas” talvez aconteçam até com mais frequencia do que o imaginado.

Em Le Classique essa história já rolou e dá confusão até hoje. Não só pelo resultado final, como também pelas declarações de atletas envolvidos na partida.

Decidi ir fundo na temporada 1998/99, onde isso exatamente aconteceu.

PSG: O FIEL DA BALANÇA

A 32ª rodada da temporada 1998/99 o Campeonato Francês foi a grande divisora de águas para as equipes que pretendiam buscar o título nacional. O Olympique de Marseille, então líder da competição, iria para o Parc des Princes enfrentar seu grande rival, o Paris Saint-Germain, que fazia temporada decepcionante, ocupando a 10ª colocação. Enquanto isso, o Bordeaux, vice-líder da competição, jogaria fora de casa diante do 7º colocado, Lens.

Era uma rodada crítica, onde tudo poderia acontecer. Era perfeitamente normal o Bordeaux tropeçar diante do Lens no Félix Bollaert, assim como o PSG poderia muito bem derrotar o rival Marseille. Porém, a derrota não estava nos planos nem dos Girondins, nem do OM. Isso poderia significar a perda do título.

As duas partidas aconteciam simultâneamente e no andamento da rodada, o Marseille ficara na ponta da competição. Com 5 minutos no Félix Bolaert, Ivan abria o placar pro Bordeaux, mas via os donos da casa empatar menos de dez minutos depois, com Daniel Moreira. No Parc des Princes, quem mexia no placar pela primeira vez era o Marseille, com Maurice.

Em Paris, o placar não se mexia, somente em Lens, onde até o intervalo, Nyarko virava para os donos da casa e Ivan empatava pros visitantes.

PSG e OM abriu fronteiras em 1999

As quatro equipes foram para o vestiário sabendo que o Olympique de Marseille ia disparando na liderança da competição. O OM chegava aos 68 pontos e via o Bordeaux com apenas 64.

Na etapa complementar, PSG e Bordeaux partiram para cima de seus adversários com a ideia de estragar a festa do Olympique de Marseille. Mas pareceu que a dupla combinou, pois os gols saíram em momentos próximos em cada uma das partidas.

No Félix Bollaert, Sylvain Wiltord, aos 37 minutos, recolocava o Bordeaux em vantagem com um canudo do meio da rua. Dois minutos depois, Marco Simone tabelou com Mickaël Madar e mandou para as redes, empatando o jogo no Parc des Princes. Menos de cinco minutos depois, o atacante Bruno Rodríguez vencia o goleiro Porato na corrida e com a trave aberta mandava pra dentro. Após levar a virada, o Marseille ainda viu o Bordeaux fazer o quarto gol com Micoud, no finalzinho da partida.

Prejuízo gigantesco para o Marseille, que perdia o clássico e a liderança. O Bordeaux chegava a 66 pontos e o OM ficava um ponto abaixo.

Na rodada seguinte, Marseille e Bordeaux venciam Auxerre e Lyon – respectivamente – pelo mesmo resultado, 1×0, e na última rodada, os Girondins dependiam apenas de uma vitória para ficar com o troféu mais cobiçado do futebol francês.

Quis o destino que na última rodada o Olympique de Marseille dependesse do Paris Saint-Germain para ser campeão. Isso porque na rodada derradeira da Ligue 1, o Bordeaux iria até o Parc des Princes pegar o PSG, enquanto o Marseille iria até o Stade de la Beaujoire-Louis Fonteneau pegar o Nantes. Para erguer o caneco, o OM precisaria vencer e torcer para que o PSG arrancasse pelo menos um empate do Bordeaux.

Obviamente os torcedores do Marseille ficaram com os dois pés atrás. O PSG seria capaz de derrotar o Bordeaux e dar o título para o grande rival?

O fato é que o Paris Saint-Germain engrossou a partida para o Bordeaux. Se na primeira etapa os Girondins venceram por 1×0, na etapa final os donos da casa decidiram mostrar que não queriam entregar o jogo e chegaram a deixar a partida empatada em 2×2. Quando nos aproximávamos dos acréscimos e o 2×2 de PSG x Bordeaux, somados com o 1×0 do Marseille em cima do Nantes davam o título pro OM, Pascal Feindouno, que havia entrado no decorrer da partida e não havia feito nenhum gol na temporada, desencantou e fez o gol do título do Bordeaux.

Wiltord foi o grande nome do Bordeaux em 1999

A perda do título gerou revolta nos lados de Marseille. O técnico Rolland Courbois não mediu palavras para acusar a entrega do time parisiense. Jogadores como Luccin e Dugarry também tiveram a sensação de que o PSG não fez grande força para derrotar o Bordeaux. Aqueles que adoram uma teoria da conspiração, dizem que Philippe Bergeroo, técnico do PSG na época, orientou seu time para que não fizesse muita força, já que quando jogador, atuou por 7 anos no Bordeaux e seria uma espécie premiação para o time onde jogou. Quem viu o jogo com menos paixão e mais lúcidez, percebeu que as mexidas de Bergeroo foram para vencer o jogo. Tirando a entrada de Llacer no lugar de Worns, que foi por contusão, as demais alterações visavam a vitória. Os atacantes Leroy e Adaílton entraram no lugar do meio campista Okocha e do lateral-direito Algerino, respectivamente.

Só que a primeira declaração bombástica do caso veio a acontecer mais de dez anos depois. Francis Llacer, defensor do Paris Saint-Germain naquela partida e que entrou no decorrer do jogo, disse em entrevista no mês de maio deste ano que “entrou sem muita vontade e que não era só ele.” Segundo Llacer, “a preparação pro jogo já não foi das melhores e o time entrou desmotivado em campo”.

É claro que as declarações de Llacer são polêmicas e bem esclarecedoras para quem adora uma teoria da conspiração, mas aqueles que querem olhar pro lado bom até o limite extremo – que é meu caso -, sabe que o time do Bordeaux era muito superior as demais equipes do torneio. A equipe não só era melhor como tinha um diferencial, Sylvain Wiltord, artilheiro daquela edição da Ligue 1, com 22 gols.

100% HONESTOS

O Paris Saint-Germain já “tirou” um título do Olympique de Marseille de forma meio desonesta com o acontecimento citado acima. Mas o time parisiense já complicou a vida do seu grande rival de forma honesta.

Isso aconteceu na temporada 1986/87, quando a dupla que disputou o título em 99 também disputava o título da então temporada. Antes do começo da 37ª rodada, a penúltima do torneio, o Bordeaux liderava a competição com 51 pontos, enquanto o Marseille vinha logo abaixo com 49 pontos. Só que naquela rodada, teríamos Le Classique e o Paris Saint-Germain fez a festa de seus torcedores e os do Bordeaux também ao vencer por 2×0. Somado a isso, veio a vitória do Girondins pra cima do Saint Etienne.

Com 53 pontos, o Bordeaux abria quatro pra cima do Marseille tendo apenas um jogo para disputar. Foi a primeira vez que o PSG atrapalhou a caminhada do Olympique para um possível título.

No decorrer da história, tivemos outras vitórias parisienses que deram uma leve complicada na vida do Marseille, mas poucas se comparam a essa.

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Fiquem atentos, porque amanhã trarei o histórico de Marseille e Paris Saint-Germain em copas nacionais. Fiquem de olho!

Ganhar do PSG é bom, mas ganhar um título em cima deles é melhor ainda

Jogadores do Marseille vibram com o gol diante do PSG

Certa vez, um “filósofo” muito conhecido de nossas bandas disse:

“Ganhar é bom, mas ganhar da Argentina é melhor ainda”.

A frase do locutor Galvão Bueno dedicada as vitórias da Seleção Brasileira sobre a grande rival Argentina podem muito bem ser enquadradas no Classique entre Olympique de Marseille x Paris Saint-Germain. Se já não bastasse ser bom demais derrotar seu grande rival, no grande clássico francês temos histórico de vitórias que garantiram títulos.

As duas torcidas se odeiam, sejam por culpa geográfica ou futebolística. Ambos não se dão e não há motivo que os faça se dar bem. O histórico de confusões entre as duas torcidas me dá a ideia de dizer que o que há entre marseillais e parisienses é um “ódio mortal”.

Mas imagina qual deve ser a reação dos torcedores após uma vitória sobre o grande rival ocasionando o título de seu time? Entusiasmo puro! Mas do perdedor? Ira, angústia e solidão.

Como todo bom clássico, no duelo OM-PSG não pode ser diferente. Sejam em campeonatos de pontos corridos ou de mata-mata, as duas equipes sempre se cruzam em momentos decisivos e volta e meia acabam se encontrando em um momento crítico, onde o vencedor pode sair com o troféu. Este caso já aconteceu em Le Classique.

A HISTÓRIA

Três dias após o histórico gol de Boli, outro histórico jogo

26 de maio de 1993. O Olympique de Marseille derrotara o Milan por 1×0 e se sagrava campeão da Liga dos Campeões. Nunca um time francês havia conseguido tal feito e até hoje, ninguém igualou o OM. O time de Barthez, Angloma, Desailly, Boksic, Voller, Abedi Pelé, Deschamps e Basile Boli ficou marcado como um dos maiores times que os franceses já viram, tendo ganho tudo em âmbito nacional e superando essas fronteiras com o inédito título europeu.

Porém, o time do Marseille não poderia relaxar. O título francês ainda estava em jogo. Após o término da polêmica 36ª rodada – foi nesta rodada que Bernard Tapie subornou os jogadores do Valenciennes para não “forçarem” muito diante do Marseille, o jogo ficou no 0x0 -, o Marseille ocupava a liderança com 51 pontos e dois pontos abaixo vinha o Paris Saint-Germain.

Nunca fui adepto do termo “final antecipada”, mas o que aconteceu na 37ª rodada da temporada 1992/93 foi uma verdadeira final antecipada. O Olympique de Marseille, empolgado com o título europeu conquistado três dias antes, enfrentara o Paris Saint-Germain, que jogava suas últimas fichas na Ligue 1, dependendo de uma vitória para tomar a ponta e jogar com vantagem na última rodada.

Poucas vezes se viu uma festa tão bela no Stade Vélodrome. O estádio recebeu mais de 37 mil pessoas e esses fanáticos torcedores recepcionaram de forma acalorada os campeões europeus, com mosaicos, cantos e as tradicionais bandeiras.

A festa estava bonita, mas o bicão foi quem começou se divertindo. Com menos de dez minutos de jogo, Vincent Guérin aproveitou rebote da trave e fez 1×0 para o PSG. Um grande banho de água fria nos torcedores do Marseille, não só pela parcial derrota no clássico, como também pelo fato do Paris assumir a liderança do campeonato com aquele resultado.

Mas logo a superioridade técnica e tática do Olympique de Marseille se sobressaiu ao time rival. Ainda na etapa inicial, Rudi Völler e o predestinado Basile Boli marcaram pro OM e deram a liderança do placar e do campeonato pros donos da casa.

Foto do Marseille super campeão de 93 (OM.net)

Na etapa complementar, o Paris Saint-Germain partiu para cima. Mas era claro que faria isso. A derrota dava o título para o Marseille. O empate não era o melhor dos resultados, mas pelo menos evitava a conquista do campeonato de forma antecipada. Porém, de nada adiantava partir para cima do time que acabara de conquistar a Europa. Era inútil. O Marseille era superior e concretizou essa superioridade com o gol de Boksic.

Após o último apito do árbitro Didier Pauchard, nada mais poderia ser adiado, o Olympique de Marseille era campeão francês em cima do grande rival!

Os quatro pontos abertos para cima do Paris Saint-Germain eram suficientes para garantir o título com uma rodada a disputar. Não podia dar em outra, festa geral, dois títulos seguidos e o grande rival com o vice-campeonato – e mais tarde tendo de se contentar com a Copa da França -, era bom demais para ser verdade.

Mas era mesmo! Dias depois veio à tona o escândalo “VA-OM” – explicado acima – e no dia 2 de setembro, o Comitê Executivo da UEFA decidiu retirar o título francês do Olympique de Marseille.

Claro que a decisão doeu para os marseillais. Ver o time ter o título nacional retirado, além de ver o Marseille ser rebaixado para a Ligue 2 – fora o fato de ter ficado 15 anos sem ver seu time campeão -, mas o fato de ter seu time campeão europeu e “campeão nacional” em cima de seu grande rival foi um alento para a grandiosa torcida do Marseille.

A HISTÓRIA (QUASE) REPETIDA

Marseille campeão de 89 e esse sim valeu (OM.net)

Engana-se quem diz que essa foi a única vez que o Olympique de Marseille tornou o PSG “seu vice”. Durante a sua curta história, o time parisiense já coleciona algumas derrotas doídas para seu grande rival, além, é claro, da derrota de 1993 – que por fim não teve um gosto tão amargo, graças ao escândalo “VA-OM”.

Na temporada 1988/89, chegávamos na 35ª rodada com a seguinte situação: o Paris Saint-Germain liderava o torneio com 65 pontos. Uma posição abaixo e com um ponto à menos vinha o Olympique de Marseille. Na rodada 35 acontecia justamente o grande clássico francês.

Após 89 minutos sem gol algum no Stade Vélodrome, Franck Sauzée, aos 45 minutos da etapa completamentar, acertou um chute de rara felicidade e fez o gol que abriu o caminho pro título do Marseille.

O OM assumiria a liderança naquela rodada e não a largaria mais até o final do campeonato. Aliás, o título veio de forma antecipada, na 37ª rodada, com a vitória sobre o Auxerre por 2×1 e o tropeço do PSG diante do Lens deram o título para o Marseille.

E não perca o post de amanhã, com algumas travessuras aprontadas pelo PSG.

O maior clássico da França

No próximo domingo (27), Paris Saint-Germain e Olympique de Marseille irão se enfrentar no Stade Vélodrome. Em campo, a maior rivalidade da França, não à toa, o duelo é chamado de Le Classique, em referência ao “Clasico” como é chamado Real Madrid x Barcelona.

No jogo próximo domingo, a rivalidade irá se sobressair a tudo que anda rodeando as duas equipes. O Marseille, única equipe da França a conquistar a Liga dos Campeões, vinha de sete jogos sem derrotas, mas acabou sendo brecado na última rodada da Ligue 1 pelo Montpellier, com uma derrota pelo placar mínimo, deixando o OM na 10ª colocação. Se no torneio nacional as coisas não andam tão boas, na Liga dos Campeões o OM tem feito uma bela campanha e no momento se classificaria para a fase de oitavas-de-final.

Assim como o Marseille, o Paris Saint-Germain também teve sua série de resultados positivos quebrados na última rodada da Ligue 1. Os comandados de Antoine Kombouaré não perdiam desde a primeira rodada, mas acabaram tropeçando na última, com uma derrota em casa diante do Nancy. Na Liga Europa a campanha não é tão boa quanto o esperado, mas não deixa de ser boa. Assim como seu rival, o PSG está se classificando para a fase seguinte do torneio.

A rivalidade, a história, as torcidas e a necessidade de uma recuperação tornarão o clássico do próximo domingo imperdível.

Como já está se tornando tradição, o blog Europa Football quando vê um grande clássico europeu se aproximando faz o “Esquenta pros Clássicos”. Este é o primeiro da temporada 2011/12, destacando o Le Classique, começando com a história do duelo.

GEOGRAFIA E USO COMERCIAL

Le Classique sempre tem grandes problemas entre torcedores

A maioria dos clássicos europeus só tem essa rivalidade por causa da localização dos times. Um é do norte e outro é do sul, ou um é de noroeste e o outro é do sudeste, e por aí vai. Naquela ânsia de querer fazer sua região e seu time ser melhor que o time da região vizinha, os ânimos vão à flor da pele e a rivalidade cresce. Com Le Classique não é diferente.

A cidade de Marseille fica no sul, já Paris fica no norte. São duas cidades muito populosas, duas das maiores da França. O duelo também marca o confronto da “província x capital”.

Mas Olympique de Marseille x Paris Saint-Germain é um classico recente. Não custa lembrar que o time da capital francesa foi fundado em 1970, já o OM foi fundado em 1899, até por isso o clássico acaba sendo “mais comercial”. Não! Não estou dizendo que tudo é uma farsa e que essa rivalidade não vale nada, porque vale. Só quero dizer que atualmente, se algo faz sucesso é porque teve uma grande divulgação. Foi mais ou menos isso que aconteceu neste clássico.

Em 1991 o Canal + tomou posse do Paris Saint-Germain e a emissora, em conjunto com o então presidente do Marseille, Bernard Tapie – um dos grandes responsáveis pela ascenção e queda do  OM – passaram a divulgar muito o clássico e os torcedores compraram a ideia. Atualmente, se espera muito pelo dia do clássico, não à toa, recentemente tivemos duelos de uma torcida só, tudo por questão de segurança.

Desde os anos 70, a rivalidade já se mostrava grande. Em outras palavras, desde o começo a rivalidade foi gigante. Há um enorme histórico de confusões entre as torcidas, de apedrejamento a ônibus, agressões e muitas prisões. No jogo do dia 26 de outubro de 2002, por exemplo, tivemos 61 prisões no clássico.

Aliás, se os torcedores de Marseille e PSG quiserem “esnobar” outros clássicos franceses, é só falarem que “Le Classique é o único clássico da França que reúne dois campeões europeus”. Em 1996, o Paris conquistou a Uefa Cup Winners’ Cup – a extinta Recopa Européia – e três anos antes, o Marseille ganhou a Liga dos Campeões. Não há mais nenhuma equipe francesa que tenha conseguido tal feito.

Sem falar do fato de Marseille e Paris serem as duas maiores cidades da França e seus times possuírem as maiores torcidas junto com o Saint Etienne.

Ou seja, não é só a divulgação feita pelo Canal + e Tapie que ajudou a aumentar o glamour do duelo. O bacana é que esse clássico só é chamativo deste jeito por causa das torcidas, do amor e fanatismo que esses fãs possuem por seus times. Pena que na grande maioria das vezes eles passam dos limites e acabam fazendo algumas besteiras. Eu gostaria de vir aqui e dizer que isso “faz parte”, mas não faz, não são brigas de “torneio escolar” que logo são resolvidos. Uma pena!

A rivalidade geográfica somada com a gigantesca divulgação do clássico fizeram com que Paris Saint-Germain e Olympique de Marseille se tornassem o maior clássico da França.

OS CLUBES – Marseille

O Olympique de Marseille não fugiu do padrão de “surgimento de times de cidades portuárias”. A chegada de estrangeiros ajudou a popularizar o futebol por lá. Assim como aqui no Brasil, foram os ingleses que chegaram com a pelota para ensinar o povo a jogar.

Mas o Olympique de Marseille só veio a surgir quando o Sportin Club Of Marseilles e o Football Club of Marseilles fecharam as suas portas. No longíquo ano de 1899, o Olympique se estabeleceu e até hoje é um dos clubes mais antigos da França que ainda está em atividade.

Marseille campeão da Copa da França de 1926 (OM.net)

O Marseille não fugiu da forma tradicional na hora de sua fundação, muito menos na hora de realmente vir à campo. No início, a equipe não dava bola para os torneios nacionais e se ocupava somente com os torneios da região. Só que na década de 1920, o pessoal mudou de ideia e o Olympique de Marseille passou a disputar a Copa da França, primeiro torneio de nível nacional disputado pela equipe. Logo notou-se que não foi uma má decisão, porque em 1924, 1926 e 1927, o Olympique viria a conquistar o torneio.

O grande nome do Olympique de Marseille nas vencedoras temporadas da década de 20 era Jean Boyer, primeiro jogador do clube a ser convocado para a Seleção Francesa. Boyer jogou durante 11 temporadas no Marseille.

Naquela época, a Copa da França já era um torneio no formato mata-mata, porém, servia de preparação para o Campeonato Francês, que iria se iniciar na temporada 1932/1933. Como um dos clubes mais antigos do país, o Marseille foi um dos fundadores do torneio.

Logo na temporada 1933/34, o Marseille perdeu a chance de fazer uma dobradinha, ao perder a Copa da França para o Sète e no Campeonato Francês, perder seus três últimos jogos e ver o seu algoz da Copa da França também conquistar o campeonato nacional.

O esforço do Marseille seria recompensado na temporada 1936/37, quando finalmente veio o título do Campeonato Francês. Na última rodada do torneio, o Olympique acabou com os mesmos 38 pontos do Sochaux, mas pelo saldo de gols, conquistou o primeiro de seus nove títulos franceses.

Então houveram mais alguns títulos da Copa da França, a Segunda Guerra Mundial e quando o Campeonato Francês voltou, o Marseille o conquistou de forma soberana, tendo perdido apenas seis jogos de 34 na temporada 1947/48. E para fechar aquela temporada, o Marseille encerrou a temporada com nove jogos invictos.

O final da década de 40 mostrava para o torcedores do Marseille que a década de 50 poderia ser fantástica e marcante, mas nada disso aconteceu. Os anos 50 talvez tenham sido os piores anos da equipe, com desempenhos beirando o ridículo e com a “coroação” do rebaixamento para a segunda divisão na temporada 1958/59.

Mas nem tudo foi lixo na década de 50. Foi exatamente nesta época que surgiu um dos maiores ídolos da torcida do Marseille, Gunnar Andersson. Ele nunca conquistou nada pelo clube, mesmo assim, passou oito anos por lá e anotou incríveis 187 gols com a camisa do Marseille. Andersson é o maior artilheiro da história do clube.

O “firme retorno” foi tardio. O Marseille subiu na temporada 1962/63, mas logo caiu de novo. Quando o OM ressurgiu na primeirona em 1966/67, finalmente figurou entre os líderes.

Marseille campeão francês de 1971 (OM.net)

Na temporada 1970/71, o Olympique de Marseille saiu de uma incômoda fila de 23 anos sem o título francês. O OM terminou aquela temporada com quatro pontos de vantagem pro Saint-Etienne. Aliás, o Marseille seguia ganhando a Copa da França. Eu pulei vários anos, mas só pra constar, em 1971/72 veio o oitavo título. O grande nome deste time era o iugoslavo Josip Skoblar.

O restante dos anos 70 não foram bons para o Marseille. A equipe voltava a lutar por sua sobrevivência na elite francesa. Em 1980/81 não deu mais e o time voltou a ser rebaixado.

Até que do nada, o foco do Olympique de Marseille não era somente subir para a primeira divisão, mas era também brilhar em campos estrangeiros. Em 1984/85 o time subiu e nessa época, Bernard Tapie se tornou dirigente da equipe e trouxe Jean Pierre Papin para a equipe. O primeiro grande passo foi dado na temporada 1987/88, quando o time chegou nas semifinais da Recopa Européia. O time francês acabou caindo para o Ajax, após perder em casa por 3×0 e vencer por 2×1 na Holanda.

Na temporada seguinte, o Marseille conquistaria não só o Campeonato Nacional – com três pontos de vantagem pro rival, PSG – como também ganharia a Copa da França – num eletrizante 4×3 diante do Mônaco.

Daquele ano até 1992 não houve outro campeão francês, a não ser o Olympique de Marseille. Bernard Tapie reergueu um time que havia encontrado no meio da lama. As grandes glórias vieram na temporada 1992/93, quando o Marseille ganhara a Liga dos Campeões, um ano depois de ter perdido o mesmo torneio para o Estrela Vermelha.

Passada a grande festa pelo maior título da história do clube, veio o banho de água fria. A justiça francesa descobriu o famoso caso “VA-OM”, onde Bernard Tapie, preocupado com a forma física de seus jogadores e querendo ganhar tanto a Liga dos Campeões como o Campeonato Francês, subornou jogadores do Valenciennes para que entregassem o jogo diante do Marseille.

Por fim, o campeonato ficou sem dono e o Olympique de Marseille acabou sendo rebaixado para a segunda divisão.

Aos poucos o OM vem tentando recuperar os prestígio conseguido no decorrer de sua história. A equipe já chegou a duas finais de Uefa Cup, mas em ambas foi derrotado por 3×0 – 1998/99 diante do Parma e 2003/04 diante do Valencia.

Na temporada 2009/10, o Olympique de Marseille saia de uma fila que incomodou o time e a torcida durante anos: 15 anos sem nenhum título. Eis que veio a vitória diante do Girondins de Bordeaux na final da Coupe de La Ligue e o time comandado por Didier Deschamps era campeão. Para completar, o Marseille viria também a conquistar o Campeonato Francês na mesma temporada.

OS CLUBES – PSG

Bem mais novo que o Olympique de Marseille, o Paris Saint-Germain surgiu da fusão do FC Paris e do Stade Saint-Germain, duas equipes pouco representativas na Ligue 1. A intenção desta fusão era colocar Paris no mapa do futebol francês. Desde as quedas do RC Paris, Estrela Vermelha de Paris e do Stade Français, Paris não tinha um time forte na divisão de elite do país.

Time de 1970 do PSG (PSG.fr)

Não demorou muito para o PSG figurar entre os times da primeira divisão. Logo após a sua fundação, o time de Paris foi disputar a segunda divisão da temporada 1970/71 e contando com jogadores de maior qualidade, venceu o torneio com facilidade e já subira a elite. Em sua primeira temporada na primeira divisão, o PSG terminara na 16ª colocação.

Após isso, parte da torcida passou a pressionar a diretoria do clube para que a referência “Saint-Germain” saísse do nome da equipe. A parte profissional do clube se separou e se juntou ao CA Montreuil. Como Paris FC, voltou a divisão nacional.

Já o Paris Saint-Germain, como time amador, foi parar na terceira divisão da França e foi subindo de divisão em divisão. Quando chegou a elite, o PSG passou a mandar suas partidas no Stade Parc des Princes, mesmo estádio onde o Paris FC mandava suas partidas.

Aos poucos a equipe foi crescendo. Em 73 estava na primeira divisão, dois anos depois se tornou profissional e aos poucos foi trazendo jogadores de maior renome. Em 1975, foi inaugurado o Camp des Loges, que é o centro de treinamento do PSG. Aliás, o clube de Paris treina neste campo até hoje.

Time campeão francês de 1986 (PSG.fr)

Em janeiro de 1978, o então presidente do clube, Daniel Hechter foi deposto de seu cargo após um escandalo de vendas de ingressos. Francis Borelli assumiu o seu lugar na presidência. Desde que Borelli chegou, o PSG conquistou duas copas da França e o Campeonato Francês de 1985/86, tendo em campo jogadores como Carlos Bianchi, Dominique Baratelli, Luis Fernandez e Dominique Rocheteau.

Nos anos 90 o clube foi arrendado pela emissora Canal +, com o objetivo de se tornar competitivo e poder fazer frente ao Olympique de Marseille, grande time francês – quiçá da Europa – da época.

Enquanto o Marseille se afundava no escândalo “VA-OM”, o Paris Saint-Germain ganhava a Ligue 1 na temporada 1993/94, conquistaria também três copas da França, além de conseguir disputar a sua primeira edição de Liga dos Campeões. Época lendária, onde jogadores como Bernard Lama, Alain Roche, David Ginola, George Weah, Youri Djorkaeff, Ricardo Gomes, Valdo e Raí vestiram a camisa parisiense.

No final dos anos 90, o Canal + começou a pensar mais alto e investiu pesado em contratações de na época, garotos como Jay-Jay Okocha e Ronaldinho Gaúcho. Porém, o sucesso não foi tão grande. O PSG se limitou a conquistas de copas e na Ligue 1 chegou a lutar contra o rebaixamento na temporada 2007/08.

Na atual temporada, o PSG foi comprado pelo grupo Qatar Sports Investiments, que botou uma grana preta no clube e trouxe jogadores como Matuidi, Lugano, Gameiro, Sirigu e o grande astro da companhia, Javier Pastore.

Hino Mania Especial: Derby della Madonnina

Dando sequencia ao Esquenta pro Derby della Madonnina, o Europa Football mostrará agora aos internautas os hinos de Internazionale e Milan. Curta abaixo
  • INTERNAZIONALE

Lo sai per un gol
Io darei la vita….la mia vita

Che in fondo lo so
Sarà una partita….infinita

E’ un sogno che ho
È un coro che sale….a sognare

Su e giù dalla nord
Novanta minuti …per segnare

Nerazzurri
Noi saremo qui

Nerazzurri
Pazzi come te

Nerazzurri

Non fateci soffrire
Ma va bene… vinceremo insieme!

Amala!
Pazza inter amala!
E’ una gioia infinita
Che dura una vita

Pazza inter amala!

Vivila!
Questa storia vivila
Può durare una vita
O una sola partita

Pazza inter amala!

E continuerò
Nel sole e nel vento… la mia festa

Per sempre vivrò
Con questi colori…. nella testa

Nerazzurri
Io vi seguirò

Nerazzurri
Sempre lì vivrò

Nerazzurri
Questa mia speranza
E l’assenza
Io non vivo senza!!!

Amala!
Pazza inter amala!
E’ una gioia infinita
Che dura una vita

Pazza inter amala!

Seguila!
In trasferta o giu’ in città
Può durare una vita
O una sola partita

Pazza inter amala!!!

Là in mezzo al campo c’è un nuovo campione
È un tiro che parte da questa canzone
Forza non mollare mai!!!

Amala!!!

Amala
Pazza inter amala!
È una gioia infinita
Che dura una vita

Pazza inter amala!!!
Pazza inter amala!!

Amala!!!!

Toda torcida que se preze tem de saber o hino de seu time e mais, cantar bem alto nos estádios. Foi o que os nerazzuri fizeram nesse vídeo:

Ontem, fiz um post com os “caras” do derby. Então, aproveitando a deixa, fica aí uma música de Ernesto Odierna sobre Wesley Sneijder.

Todo time grande costuma ter várias músicas a seu respeito. A Inter tem um rap:

  • MILAN

Milan milan solo con te
Milan milan sempre per te

Camminiamo noi accanto ai nostri eroi
Sopra un campo verde sotto un cielo blu
Conquistate voi una stella in più
A brillar per noi
E insieme cantiamo

Milan milan solo con te
Milan milan sempre per te

Oh oh oh oh oh
Oh oh oh oh oh oh oh oh
Una grande squadra
Sempre in festa olã¨
Oh oh oh oh oh
Oh oh oh oh oh oh oh oh
Oh oh oh oh oh
E insieme cantiamo

Milan milan solo con te
Milan milan sempre per te

Con il milan nel cuore
Nel profondo dell’anima
Un vero amico sei
E insieme cantiamo

Milan milan solo con te
Milan milan sempre con te

Oh oh oh oh oh …

A torcida do Milan não fica para trás e também canta o hino de seu time nos estádios:

Os clubes como o Milan também tem outras músicas relacionadas ao time. Ouça agora um Rock em homenagem ao Rossonero.

Para igualar sobre os “caras”, vamos falar de Ibrahimovic, que tem um reggae em sua homenagem. Não destaquei naquele post de ontem, pois suspenso, não pegará a Inter, mas hoje, darei uma moral pro sueco.

Os caras do Derby della Madonnina

Todos os grandes jogos, sejam clássicos ou não, sempre tem seus destaques individuais, suas estrelas e seus jogadores mais decisivos. Na série “Esquenta pros Clássicos”, o Europa Football continua falando do Derby della Madonnina, agora listando os jogadores que podem decidir tanto para o Milan, quanto para a Inter.
  • INTERNAZIONALE

O maestro do meio campo da Inter: Sneijder

Nome completo: Wesley Benjamin Sneijder
Data de nascimento: 9 de junho de 1984, em Ultrecht (HOL)
Ex clubes:

Ajax (127 jogos e 44 gols)
Real Madrid (52 jogos e 11 gols)

Wesley Sneijder manda no meio campo da Inter. Tem grande técnica, finaliza bem com os dois pés e é decisivo. Desde que chegou na Itália tem sido assim: Sneijder e mais dez. E essa história tem sua razão. Mourinho armou um 4-2-3-1 na temporada passada pensando nele como um grande pensador do meio campo italiano, assim como atualmente, Leonardo arma um 4-3-1-2 com o mesmo pensamento. Mesmo assim, com Sneijder cumprindo com maestria essa função de “maestro”, ele mostra que não é um jogador de um único posicionamento. Sempre que é preciso uma mudança de esquema, o camisa 10 nerazzuri se desloca para os flancos, ou passa a voltar mais e buscar jogo. Ele mostra ser um jogador de grupo. Então você me pergunta: “Por que Sneijder pode ser o ‘cara’ do clássico?”. Primeiramente, uma resposta simples meio clichê. Ele é craque, e é exatamente isso que se espera de um jogador desses, que decida os jogos mais importantes. Outro ponto que pode-se destacar é que dos 21 jogos que Sneijder participou nesta temporada, ele participou ativamente de 8 gols. Foram três gols e cinco assistências.

Eto'o, o artilheiro interista

Nome completo: Samuel Eto’o Fils
Data de nascimento: 10 de março de 1981, em Duala (Camarões)
Ex clubes:

Leganés (30 partidas e 4 gols)
Real Madrid (6 partidas e nenhum gol)
Mallorca (163 jogos e 69 gols)
Barcelona (200 jogos e 130 gols)

Mesmo com a soberania de Wesley Sneijder no meio campo nerazzuri, algo todos tem de concordar: Samuel Eto’o é o melhor jogador da Inter na temporada. Já são 19 gols e 6 assistências. O camaronês tem mostrado ser mais que um simples “empurrador de bola para as redes”. Já nos tempos de José Mourinho, ele já mostrava sua versatilidade ao jogar como um winger, nessa atual temporada ele já atuou como winger, centro avante, segundo atacante, enfim, tem sido outra peça fundamental nesse elenco interista. Eto’o está muito bem desde o início da temporada sem declinar muito. Nos últimos dez jogos da Inter, ele fez 7 gols e deu 4 assistências, enquanto nos dez jogos iniciais da temporada, ele fez 12 gols e deu 4 assistências. São números diferentes, porém, respeitáveis. Esses números surgem como um “porque” de uma eventual pergunta sobre o motivo de Eto’o se um dos ‘caras’ do derby.

  • MILAN

Alexandre Pato, The Duck

Nome completo: Alexandre Rodrigues da Silva
Data de nascimento: 2 de setembro de 1989, em Pato Branco
Ex clubes:

Internacional (27 jogos e 12 gols)

O sueco Zlatan Ibrahimovic, grande destaque do Milan na temporada, está suspenso, então a responsabilidade de carregar o Milan fica à cargo de Alexandre Pato. O atacante brasileiro pode não estar vivendo uma grande temporada – grande parte disso pode ser creditada as lesões que tem sofrido -, mas tem sido importante em momentos decisivos. Vale lembrar o decisivo duelo contra o Napoli, há pouco mais de um mês, onde Pato fez um gol e deu uma assistência, fora ter tido realmente uma grande apresentação. No duelo de volta contra o Tottenham, pela Champions League, mesmo com o Milan sendo eliminado, o camisa 7 milanista teve boa atuação, não se omitindo na partida. Nessa hora surge a velha máxima do “clássico é clássico” e nessa hora também não importa muito a temporada inteira e sim os 90 minutos batalhados em campo, e Alexandre Pato pode se sobressair. O “porque” de ele ser um dos ‘caras’ vem do fato de ele ser uma grande promessa do futebol brasileiro, com grande técnica e faro de gol, já estar calejado e o principal, por este ser um momento ótimo para ele provar a que veio nesse mundo futebolístico, pois não pode se contentar em ser um coadjuvante e sem Ibra, Pato terá de chamar a responsabilidade!

O Monstro, Thiago Silva

Nome completo: Thiago Emiliano da Silva
Data de nascimento: 22 de setembro de 1984, no Rio de Janeiro
Ex clubes:

Juventus (27 jogos e 3 gols)
Porto e Dynamo Moscow (em ambos, nenhum jogo)
Fluminense (146 jogos e 14 gols)

Thiago Silva é o Monstro que comanda a zaga do Milan. Zagueiro técnico e espantosamente calmo. Dificilmente você o vê fazendo besteiras em campo. Não o vê dando carrinho tolo, dando bico pro ataque. Thiago sempre mostra categoria na saída de jogo. Seu parceiro de zaga é o experiente Alessandro Nesta. Tá certo que seu companheiro é muito bom zagueiro, um dos melhores do mundo enquanto esteve no auge, mas hoje não é mais o mesmo e cabe a Thiago Silva muitas vezes salvar a pele de Nesta. E cá pra nós, salvar a pele de um zagueiro do nível de Nesta é para poucos. Nesta temporada, o defensor brasileiro tem mostrado versatilidade e já atuou até como volante. Thiago Silva pode ser o ‘cara’ do jogo pois vai se deparar com um ataque com Eto’o em excelente temporada e o brasileiro tem tudo para brecar o camisa 9 adversário e ainda ser uma boa opção no jogo aéreo milanista.

  • COADJUVANTES (Postulantes a homens do jogo)

– Júlio César: o arqueiro da Inter pode viver uma temporada não muito boa, mas fazendo a sua parte lá atrás e ainda conseguindo alguns milagres, pode vir a ser um jogador decisivo no derby.

– Maicon: o lateral-direito é uma das peças chaves da Inter. Muitas vezes o time deixa de jogar pelo lado esquerdo ou pelo centro para focar todas as jogadas em cima de Maicon. Se estiver em dia inspirado, o brasileiro pode vir a decidir o clássico, levando em conta que as laterais são o ponto fraco do Milan.

– Cambiasso: o volante argentino parece um ser onipresente em campo. Quando você menos espera, Cambiasso aparece dentro da área para marcar um gol. Excelente peça de chegada ao ataque.

– Milito: o argentino não vive boa temporada, mas nessa hora a história pesa. Gols que valeram títulos para a Inter mostram que a estrela de Milito pode voltar a brilhar.

– Pazzini: contratado na janela de inverno, Pazzini tem jogado muito bem e tem feito gols. Talvez ele sinta a pressão de um Derby della Madonnina, mas ele jogou alguns Derby della Lanterna, que também envolve forte rivalidade.

– Seedorf: o holandês já viveu dias melhores, mas recentemente tem jogado numa espécie de primeiro volante e tem se saído bem nas suas atuações, principalmente com sua qualificada saída de bola. Seedorf é outro que tem gols importantes no currículo e os milanistas torcem para sua estrela voltar a brilhar.

– Cassano: o camisa 99 foi a grande contratação do Milan na janela de inverno e o que pode se esperar de Cassano é raça, técnica e fogo na defesa adversária, sem falar que o ex-jogador da Sampdoria tem sido um bom assistente desde que chegou ao Milan. Já foram 5 assistências!

– Robinho: após muita contestação em relação a seu futebol, Robinho se firmou no Milan. O brasileiro é uma peça chave, pois pode ser um segundo atacante, winger e numa eventual emergência, pode jogar como armador, posição em que tem jogado bem.