Ganhar do PSG é bom, mas ganhar um título em cima deles é melhor ainda

Jogadores do Marseille vibram com o gol diante do PSG

Certa vez, um “filósofo” muito conhecido de nossas bandas disse:

“Ganhar é bom, mas ganhar da Argentina é melhor ainda”.

A frase do locutor Galvão Bueno dedicada as vitórias da Seleção Brasileira sobre a grande rival Argentina podem muito bem ser enquadradas no Classique entre Olympique de Marseille x Paris Saint-Germain. Se já não bastasse ser bom demais derrotar seu grande rival, no grande clássico francês temos histórico de vitórias que garantiram títulos.

As duas torcidas se odeiam, sejam por culpa geográfica ou futebolística. Ambos não se dão e não há motivo que os faça se dar bem. O histórico de confusões entre as duas torcidas me dá a ideia de dizer que o que há entre marseillais e parisienses é um “ódio mortal”.

Mas imagina qual deve ser a reação dos torcedores após uma vitória sobre o grande rival ocasionando o título de seu time? Entusiasmo puro! Mas do perdedor? Ira, angústia e solidão.

Como todo bom clássico, no duelo OM-PSG não pode ser diferente. Sejam em campeonatos de pontos corridos ou de mata-mata, as duas equipes sempre se cruzam em momentos decisivos e volta e meia acabam se encontrando em um momento crítico, onde o vencedor pode sair com o troféu. Este caso já aconteceu em Le Classique.

A HISTÓRIA

Três dias após o histórico gol de Boli, outro histórico jogo

26 de maio de 1993. O Olympique de Marseille derrotara o Milan por 1×0 e se sagrava campeão da Liga dos Campeões. Nunca um time francês havia conseguido tal feito e até hoje, ninguém igualou o OM. O time de Barthez, Angloma, Desailly, Boksic, Voller, Abedi Pelé, Deschamps e Basile Boli ficou marcado como um dos maiores times que os franceses já viram, tendo ganho tudo em âmbito nacional e superando essas fronteiras com o inédito título europeu.

Porém, o time do Marseille não poderia relaxar. O título francês ainda estava em jogo. Após o término da polêmica 36ª rodada – foi nesta rodada que Bernard Tapie subornou os jogadores do Valenciennes para não “forçarem” muito diante do Marseille, o jogo ficou no 0x0 -, o Marseille ocupava a liderança com 51 pontos e dois pontos abaixo vinha o Paris Saint-Germain.

Nunca fui adepto do termo “final antecipada”, mas o que aconteceu na 37ª rodada da temporada 1992/93 foi uma verdadeira final antecipada. O Olympique de Marseille, empolgado com o título europeu conquistado três dias antes, enfrentara o Paris Saint-Germain, que jogava suas últimas fichas na Ligue 1, dependendo de uma vitória para tomar a ponta e jogar com vantagem na última rodada.

Poucas vezes se viu uma festa tão bela no Stade Vélodrome. O estádio recebeu mais de 37 mil pessoas e esses fanáticos torcedores recepcionaram de forma acalorada os campeões europeus, com mosaicos, cantos e as tradicionais bandeiras.

A festa estava bonita, mas o bicão foi quem começou se divertindo. Com menos de dez minutos de jogo, Vincent Guérin aproveitou rebote da trave e fez 1×0 para o PSG. Um grande banho de água fria nos torcedores do Marseille, não só pela parcial derrota no clássico, como também pelo fato do Paris assumir a liderança do campeonato com aquele resultado.

Mas logo a superioridade técnica e tática do Olympique de Marseille se sobressaiu ao time rival. Ainda na etapa inicial, Rudi Völler e o predestinado Basile Boli marcaram pro OM e deram a liderança do placar e do campeonato pros donos da casa.

Foto do Marseille super campeão de 93 (OM.net)

Na etapa complementar, o Paris Saint-Germain partiu para cima. Mas era claro que faria isso. A derrota dava o título para o Marseille. O empate não era o melhor dos resultados, mas pelo menos evitava a conquista do campeonato de forma antecipada. Porém, de nada adiantava partir para cima do time que acabara de conquistar a Europa. Era inútil. O Marseille era superior e concretizou essa superioridade com o gol de Boksic.

Após o último apito do árbitro Didier Pauchard, nada mais poderia ser adiado, o Olympique de Marseille era campeão francês em cima do grande rival!

Os quatro pontos abertos para cima do Paris Saint-Germain eram suficientes para garantir o título com uma rodada a disputar. Não podia dar em outra, festa geral, dois títulos seguidos e o grande rival com o vice-campeonato – e mais tarde tendo de se contentar com a Copa da França -, era bom demais para ser verdade.

Mas era mesmo! Dias depois veio à tona o escândalo “VA-OM” – explicado acima – e no dia 2 de setembro, o Comitê Executivo da UEFA decidiu retirar o título francês do Olympique de Marseille.

Claro que a decisão doeu para os marseillais. Ver o time ter o título nacional retirado, além de ver o Marseille ser rebaixado para a Ligue 2 – fora o fato de ter ficado 15 anos sem ver seu time campeão -, mas o fato de ter seu time campeão europeu e “campeão nacional” em cima de seu grande rival foi um alento para a grandiosa torcida do Marseille.

A HISTÓRIA (QUASE) REPETIDA

Marseille campeão de 89 e esse sim valeu (OM.net)

Engana-se quem diz que essa foi a única vez que o Olympique de Marseille tornou o PSG “seu vice”. Durante a sua curta história, o time parisiense já coleciona algumas derrotas doídas para seu grande rival, além, é claro, da derrota de 1993 – que por fim não teve um gosto tão amargo, graças ao escândalo “VA-OM”.

Na temporada 1988/89, chegávamos na 35ª rodada com a seguinte situação: o Paris Saint-Germain liderava o torneio com 65 pontos. Uma posição abaixo e com um ponto à menos vinha o Olympique de Marseille. Na rodada 35 acontecia justamente o grande clássico francês.

Após 89 minutos sem gol algum no Stade Vélodrome, Franck Sauzée, aos 45 minutos da etapa completamentar, acertou um chute de rara felicidade e fez o gol que abriu o caminho pro título do Marseille.

O OM assumiria a liderança naquela rodada e não a largaria mais até o final do campeonato. Aliás, o título veio de forma antecipada, na 37ª rodada, com a vitória sobre o Auxerre por 2×1 e o tropeço do PSG diante do Lens deram o título para o Marseille.

E não perca o post de amanhã, com algumas travessuras aprontadas pelo PSG.

O maior clássico da França

No próximo domingo (27), Paris Saint-Germain e Olympique de Marseille irão se enfrentar no Stade Vélodrome. Em campo, a maior rivalidade da França, não à toa, o duelo é chamado de Le Classique, em referência ao “Clasico” como é chamado Real Madrid x Barcelona.

No jogo próximo domingo, a rivalidade irá se sobressair a tudo que anda rodeando as duas equipes. O Marseille, única equipe da França a conquistar a Liga dos Campeões, vinha de sete jogos sem derrotas, mas acabou sendo brecado na última rodada da Ligue 1 pelo Montpellier, com uma derrota pelo placar mínimo, deixando o OM na 10ª colocação. Se no torneio nacional as coisas não andam tão boas, na Liga dos Campeões o OM tem feito uma bela campanha e no momento se classificaria para a fase de oitavas-de-final.

Assim como o Marseille, o Paris Saint-Germain também teve sua série de resultados positivos quebrados na última rodada da Ligue 1. Os comandados de Antoine Kombouaré não perdiam desde a primeira rodada, mas acabaram tropeçando na última, com uma derrota em casa diante do Nancy. Na Liga Europa a campanha não é tão boa quanto o esperado, mas não deixa de ser boa. Assim como seu rival, o PSG está se classificando para a fase seguinte do torneio.

A rivalidade, a história, as torcidas e a necessidade de uma recuperação tornarão o clássico do próximo domingo imperdível.

Como já está se tornando tradição, o blog Europa Football quando vê um grande clássico europeu se aproximando faz o “Esquenta pros Clássicos”. Este é o primeiro da temporada 2011/12, destacando o Le Classique, começando com a história do duelo.

GEOGRAFIA E USO COMERCIAL

Le Classique sempre tem grandes problemas entre torcedores

A maioria dos clássicos europeus só tem essa rivalidade por causa da localização dos times. Um é do norte e outro é do sul, ou um é de noroeste e o outro é do sudeste, e por aí vai. Naquela ânsia de querer fazer sua região e seu time ser melhor que o time da região vizinha, os ânimos vão à flor da pele e a rivalidade cresce. Com Le Classique não é diferente.

A cidade de Marseille fica no sul, já Paris fica no norte. São duas cidades muito populosas, duas das maiores da França. O duelo também marca o confronto da “província x capital”.

Mas Olympique de Marseille x Paris Saint-Germain é um classico recente. Não custa lembrar que o time da capital francesa foi fundado em 1970, já o OM foi fundado em 1899, até por isso o clássico acaba sendo “mais comercial”. Não! Não estou dizendo que tudo é uma farsa e que essa rivalidade não vale nada, porque vale. Só quero dizer que atualmente, se algo faz sucesso é porque teve uma grande divulgação. Foi mais ou menos isso que aconteceu neste clássico.

Em 1991 o Canal + tomou posse do Paris Saint-Germain e a emissora, em conjunto com o então presidente do Marseille, Bernard Tapie – um dos grandes responsáveis pela ascenção e queda do  OM – passaram a divulgar muito o clássico e os torcedores compraram a ideia. Atualmente, se espera muito pelo dia do clássico, não à toa, recentemente tivemos duelos de uma torcida só, tudo por questão de segurança.

Desde os anos 70, a rivalidade já se mostrava grande. Em outras palavras, desde o começo a rivalidade foi gigante. Há um enorme histórico de confusões entre as torcidas, de apedrejamento a ônibus, agressões e muitas prisões. No jogo do dia 26 de outubro de 2002, por exemplo, tivemos 61 prisões no clássico.

Aliás, se os torcedores de Marseille e PSG quiserem “esnobar” outros clássicos franceses, é só falarem que “Le Classique é o único clássico da França que reúne dois campeões europeus”. Em 1996, o Paris conquistou a Uefa Cup Winners’ Cup – a extinta Recopa Européia – e três anos antes, o Marseille ganhou a Liga dos Campeões. Não há mais nenhuma equipe francesa que tenha conseguido tal feito.

Sem falar do fato de Marseille e Paris serem as duas maiores cidades da França e seus times possuírem as maiores torcidas junto com o Saint Etienne.

Ou seja, não é só a divulgação feita pelo Canal + e Tapie que ajudou a aumentar o glamour do duelo. O bacana é que esse clássico só é chamativo deste jeito por causa das torcidas, do amor e fanatismo que esses fãs possuem por seus times. Pena que na grande maioria das vezes eles passam dos limites e acabam fazendo algumas besteiras. Eu gostaria de vir aqui e dizer que isso “faz parte”, mas não faz, não são brigas de “torneio escolar” que logo são resolvidos. Uma pena!

A rivalidade geográfica somada com a gigantesca divulgação do clássico fizeram com que Paris Saint-Germain e Olympique de Marseille se tornassem o maior clássico da França.

OS CLUBES – Marseille

O Olympique de Marseille não fugiu do padrão de “surgimento de times de cidades portuárias”. A chegada de estrangeiros ajudou a popularizar o futebol por lá. Assim como aqui no Brasil, foram os ingleses que chegaram com a pelota para ensinar o povo a jogar.

Mas o Olympique de Marseille só veio a surgir quando o Sportin Club Of Marseilles e o Football Club of Marseilles fecharam as suas portas. No longíquo ano de 1899, o Olympique se estabeleceu e até hoje é um dos clubes mais antigos da França que ainda está em atividade.

Marseille campeão da Copa da França de 1926 (OM.net)

O Marseille não fugiu da forma tradicional na hora de sua fundação, muito menos na hora de realmente vir à campo. No início, a equipe não dava bola para os torneios nacionais e se ocupava somente com os torneios da região. Só que na década de 1920, o pessoal mudou de ideia e o Olympique de Marseille passou a disputar a Copa da França, primeiro torneio de nível nacional disputado pela equipe. Logo notou-se que não foi uma má decisão, porque em 1924, 1926 e 1927, o Olympique viria a conquistar o torneio.

O grande nome do Olympique de Marseille nas vencedoras temporadas da década de 20 era Jean Boyer, primeiro jogador do clube a ser convocado para a Seleção Francesa. Boyer jogou durante 11 temporadas no Marseille.

Naquela época, a Copa da França já era um torneio no formato mata-mata, porém, servia de preparação para o Campeonato Francês, que iria se iniciar na temporada 1932/1933. Como um dos clubes mais antigos do país, o Marseille foi um dos fundadores do torneio.

Logo na temporada 1933/34, o Marseille perdeu a chance de fazer uma dobradinha, ao perder a Copa da França para o Sète e no Campeonato Francês, perder seus três últimos jogos e ver o seu algoz da Copa da França também conquistar o campeonato nacional.

O esforço do Marseille seria recompensado na temporada 1936/37, quando finalmente veio o título do Campeonato Francês. Na última rodada do torneio, o Olympique acabou com os mesmos 38 pontos do Sochaux, mas pelo saldo de gols, conquistou o primeiro de seus nove títulos franceses.

Então houveram mais alguns títulos da Copa da França, a Segunda Guerra Mundial e quando o Campeonato Francês voltou, o Marseille o conquistou de forma soberana, tendo perdido apenas seis jogos de 34 na temporada 1947/48. E para fechar aquela temporada, o Marseille encerrou a temporada com nove jogos invictos.

O final da década de 40 mostrava para o torcedores do Marseille que a década de 50 poderia ser fantástica e marcante, mas nada disso aconteceu. Os anos 50 talvez tenham sido os piores anos da equipe, com desempenhos beirando o ridículo e com a “coroação” do rebaixamento para a segunda divisão na temporada 1958/59.

Mas nem tudo foi lixo na década de 50. Foi exatamente nesta época que surgiu um dos maiores ídolos da torcida do Marseille, Gunnar Andersson. Ele nunca conquistou nada pelo clube, mesmo assim, passou oito anos por lá e anotou incríveis 187 gols com a camisa do Marseille. Andersson é o maior artilheiro da história do clube.

O “firme retorno” foi tardio. O Marseille subiu na temporada 1962/63, mas logo caiu de novo. Quando o OM ressurgiu na primeirona em 1966/67, finalmente figurou entre os líderes.

Marseille campeão francês de 1971 (OM.net)

Na temporada 1970/71, o Olympique de Marseille saiu de uma incômoda fila de 23 anos sem o título francês. O OM terminou aquela temporada com quatro pontos de vantagem pro Saint-Etienne. Aliás, o Marseille seguia ganhando a Copa da França. Eu pulei vários anos, mas só pra constar, em 1971/72 veio o oitavo título. O grande nome deste time era o iugoslavo Josip Skoblar.

O restante dos anos 70 não foram bons para o Marseille. A equipe voltava a lutar por sua sobrevivência na elite francesa. Em 1980/81 não deu mais e o time voltou a ser rebaixado.

Até que do nada, o foco do Olympique de Marseille não era somente subir para a primeira divisão, mas era também brilhar em campos estrangeiros. Em 1984/85 o time subiu e nessa época, Bernard Tapie se tornou dirigente da equipe e trouxe Jean Pierre Papin para a equipe. O primeiro grande passo foi dado na temporada 1987/88, quando o time chegou nas semifinais da Recopa Européia. O time francês acabou caindo para o Ajax, após perder em casa por 3×0 e vencer por 2×1 na Holanda.

Na temporada seguinte, o Marseille conquistaria não só o Campeonato Nacional – com três pontos de vantagem pro rival, PSG – como também ganharia a Copa da França – num eletrizante 4×3 diante do Mônaco.

Daquele ano até 1992 não houve outro campeão francês, a não ser o Olympique de Marseille. Bernard Tapie reergueu um time que havia encontrado no meio da lama. As grandes glórias vieram na temporada 1992/93, quando o Marseille ganhara a Liga dos Campeões, um ano depois de ter perdido o mesmo torneio para o Estrela Vermelha.

Passada a grande festa pelo maior título da história do clube, veio o banho de água fria. A justiça francesa descobriu o famoso caso “VA-OM”, onde Bernard Tapie, preocupado com a forma física de seus jogadores e querendo ganhar tanto a Liga dos Campeões como o Campeonato Francês, subornou jogadores do Valenciennes para que entregassem o jogo diante do Marseille.

Por fim, o campeonato ficou sem dono e o Olympique de Marseille acabou sendo rebaixado para a segunda divisão.

Aos poucos o OM vem tentando recuperar os prestígio conseguido no decorrer de sua história. A equipe já chegou a duas finais de Uefa Cup, mas em ambas foi derrotado por 3×0 – 1998/99 diante do Parma e 2003/04 diante do Valencia.

Na temporada 2009/10, o Olympique de Marseille saia de uma fila que incomodou o time e a torcida durante anos: 15 anos sem nenhum título. Eis que veio a vitória diante do Girondins de Bordeaux na final da Coupe de La Ligue e o time comandado por Didier Deschamps era campeão. Para completar, o Marseille viria também a conquistar o Campeonato Francês na mesma temporada.

OS CLUBES – PSG

Bem mais novo que o Olympique de Marseille, o Paris Saint-Germain surgiu da fusão do FC Paris e do Stade Saint-Germain, duas equipes pouco representativas na Ligue 1. A intenção desta fusão era colocar Paris no mapa do futebol francês. Desde as quedas do RC Paris, Estrela Vermelha de Paris e do Stade Français, Paris não tinha um time forte na divisão de elite do país.

Time de 1970 do PSG (PSG.fr)

Não demorou muito para o PSG figurar entre os times da primeira divisão. Logo após a sua fundação, o time de Paris foi disputar a segunda divisão da temporada 1970/71 e contando com jogadores de maior qualidade, venceu o torneio com facilidade e já subira a elite. Em sua primeira temporada na primeira divisão, o PSG terminara na 16ª colocação.

Após isso, parte da torcida passou a pressionar a diretoria do clube para que a referência “Saint-Germain” saísse do nome da equipe. A parte profissional do clube se separou e se juntou ao CA Montreuil. Como Paris FC, voltou a divisão nacional.

Já o Paris Saint-Germain, como time amador, foi parar na terceira divisão da França e foi subindo de divisão em divisão. Quando chegou a elite, o PSG passou a mandar suas partidas no Stade Parc des Princes, mesmo estádio onde o Paris FC mandava suas partidas.

Aos poucos a equipe foi crescendo. Em 73 estava na primeira divisão, dois anos depois se tornou profissional e aos poucos foi trazendo jogadores de maior renome. Em 1975, foi inaugurado o Camp des Loges, que é o centro de treinamento do PSG. Aliás, o clube de Paris treina neste campo até hoje.

Time campeão francês de 1986 (PSG.fr)

Em janeiro de 1978, o então presidente do clube, Daniel Hechter foi deposto de seu cargo após um escandalo de vendas de ingressos. Francis Borelli assumiu o seu lugar na presidência. Desde que Borelli chegou, o PSG conquistou duas copas da França e o Campeonato Francês de 1985/86, tendo em campo jogadores como Carlos Bianchi, Dominique Baratelli, Luis Fernandez e Dominique Rocheteau.

Nos anos 90 o clube foi arrendado pela emissora Canal +, com o objetivo de se tornar competitivo e poder fazer frente ao Olympique de Marseille, grande time francês – quiçá da Europa – da época.

Enquanto o Marseille se afundava no escândalo “VA-OM”, o Paris Saint-Germain ganhava a Ligue 1 na temporada 1993/94, conquistaria também três copas da França, além de conseguir disputar a sua primeira edição de Liga dos Campeões. Época lendária, onde jogadores como Bernard Lama, Alain Roche, David Ginola, George Weah, Youri Djorkaeff, Ricardo Gomes, Valdo e Raí vestiram a camisa parisiense.

No final dos anos 90, o Canal + começou a pensar mais alto e investiu pesado em contratações de na época, garotos como Jay-Jay Okocha e Ronaldinho Gaúcho. Porém, o sucesso não foi tão grande. O PSG se limitou a conquistas de copas e na Ligue 1 chegou a lutar contra o rebaixamento na temporada 2007/08.

Na atual temporada, o PSG foi comprado pelo grupo Qatar Sports Investiments, que botou uma grana preta no clube e trouxe jogadores como Matuidi, Lugano, Gameiro, Sirigu e o grande astro da companhia, Javier Pastore.

Hino Mania Especial: Derby della Madonnina

Dando sequencia ao Esquenta pro Derby della Madonnina, o Europa Football mostrará agora aos internautas os hinos de Internazionale e Milan. Curta abaixo
  • INTERNAZIONALE

Lo sai per un gol
Io darei la vita….la mia vita

Che in fondo lo so
Sarà una partita….infinita

E’ un sogno che ho
È un coro che sale….a sognare

Su e giù dalla nord
Novanta minuti …per segnare

Nerazzurri
Noi saremo qui

Nerazzurri
Pazzi come te

Nerazzurri

Non fateci soffrire
Ma va bene… vinceremo insieme!

Amala!
Pazza inter amala!
E’ una gioia infinita
Che dura una vita

Pazza inter amala!

Vivila!
Questa storia vivila
Può durare una vita
O una sola partita

Pazza inter amala!

E continuerò
Nel sole e nel vento… la mia festa

Per sempre vivrò
Con questi colori…. nella testa

Nerazzurri
Io vi seguirò

Nerazzurri
Sempre lì vivrò

Nerazzurri
Questa mia speranza
E l’assenza
Io non vivo senza!!!

Amala!
Pazza inter amala!
E’ una gioia infinita
Che dura una vita

Pazza inter amala!

Seguila!
In trasferta o giu’ in città
Può durare una vita
O una sola partita

Pazza inter amala!!!

Là in mezzo al campo c’è un nuovo campione
È un tiro che parte da questa canzone
Forza non mollare mai!!!

Amala!!!

Amala
Pazza inter amala!
È una gioia infinita
Che dura una vita

Pazza inter amala!!!
Pazza inter amala!!

Amala!!!!

Toda torcida que se preze tem de saber o hino de seu time e mais, cantar bem alto nos estádios. Foi o que os nerazzuri fizeram nesse vídeo:

Ontem, fiz um post com os “caras” do derby. Então, aproveitando a deixa, fica aí uma música de Ernesto Odierna sobre Wesley Sneijder.

Todo time grande costuma ter várias músicas a seu respeito. A Inter tem um rap:

  • MILAN

Milan milan solo con te
Milan milan sempre per te

Camminiamo noi accanto ai nostri eroi
Sopra un campo verde sotto un cielo blu
Conquistate voi una stella in più
A brillar per noi
E insieme cantiamo

Milan milan solo con te
Milan milan sempre per te

Oh oh oh oh oh
Oh oh oh oh oh oh oh oh
Una grande squadra
Sempre in festa olã¨
Oh oh oh oh oh
Oh oh oh oh oh oh oh oh
Oh oh oh oh oh
E insieme cantiamo

Milan milan solo con te
Milan milan sempre per te

Con il milan nel cuore
Nel profondo dell’anima
Un vero amico sei
E insieme cantiamo

Milan milan solo con te
Milan milan sempre con te

Oh oh oh oh oh …

A torcida do Milan não fica para trás e também canta o hino de seu time nos estádios:

Os clubes como o Milan também tem outras músicas relacionadas ao time. Ouça agora um Rock em homenagem ao Rossonero.

Para igualar sobre os “caras”, vamos falar de Ibrahimovic, que tem um reggae em sua homenagem. Não destaquei naquele post de ontem, pois suspenso, não pegará a Inter, mas hoje, darei uma moral pro sueco.