Mundial Sub-20 – Você já ouviu falar (Parte 2)

Dando sequencia a série de posts para o Mundial Sub-20, faço a segunda parte do “Você já ouviu falar”, com jogadores que se destacaram por seleções europeias no torneio e que certamente vocês já ouviram falar (já aviso previamente que pulei o Mundial de 1993, por ter sido um torneio muito ruim para as seleções europeias e de predomínio sulamericano nos principais quesitos).

1995 – Joseba Etxeberria (Espanha)

Cria da Real Sociedad, mas que durante 15 anos vestiu a camisa do Athletic de Bilbao, Etxeberria foi o grande destaque da Espanha em uma seleção que tinha jogadores como Morientes, De La Peña e Raúl. Com 7 gols, Extebe foi não só o artilheiro de sua seleção, como artilheiro do torneio. Desses sete gols, três foram anotados nas quartas-de-final, na vitória sobre a Rússia por 4×1.

No torneio, porém, os espanhóis sucumbiram nas semifinais diante dos futuros campeões da Argentina, com uma derrota acachapante, 3×0.

Destaque também para a campanha de Portugal, que alcançara as semifinais, sendo eliminada pelo Brasil. Nos demais selecionados europeus, tivemos a já destacada Rússia, além de Holanda e Alemanha, ambas eliminadas na primeira fase.

1997 – David Trezeguet (França)

Desde garotos, Henry e Trézéguet se entendiam bem

Desde garoto, Trézéguet já mostrava seu faro de artilheiro. Com cinco gols em cinco jogos, ele foi o vice-artilheiro do torneio, ficando atrás somente do brasileiro Adaílton. Naquela época, Trézéguet fazia dupla de ataque com nada mais nada menos que Thierry Henry. 8 dos 10 gols franceses no torneio foram dos gois jogadores.

A França caiu pro Uruguai nas quartas-de-final e viu outra seleção europeia se destacar: a Irlanda. O time que tinha como grande estrela Damien Duff, chegou a deixar a Espanha para trás e só foi parada pela futura campeã Argentina nas semifinais.

Das demais seleções europeias no torneio, só decepção. A Inglaterra passou pela primeira fase com 100% de aproveitamento, mas caiu pra Argentina logo na primeira rodada dos playoffs. A Húngria saiu zerada, já a Bélgica, após se classificar na bacia das almas, foi eliminada nas oitavas de final com um indigesto 10×0 para o Brasil.

1999 – Pablo (Espanha)

Com cinco gols e duas assistências, Pablo Couñago foi o destaque da Espanha no título mundial de 1999. Desses cinco gols, podemos destacar quatro de grande importância: dois nas oitavas de final, contra os EUA, na dura vitória por 3×2 e dois na final contra o Japão, onde a Espanha venceu por 4×0 e conquistou o título. Por fim, Pablo nunca explodiu em sua carreira e atualmente vaga por clubes de divisões inferiores da Inglaterra. Não foi o caso de outros companheiros de seleção na época, como Casillas, Xavi, Yeste e Marchena.

Mesmo com a Espanha campeã, podemos dizer que foi um fiasco europeu nesse mundial. A Alemanha caiu na primeira fase em um grupo que tinha Nigéria, Paraguai e Costa Rica. Pelo menos os alemães terminaram em último tendo vencido um jogo. Não foi o caso da Inglaterra, que ficou com a lanterna de seu grupo e zerada em pontos. Das quartas de final em diante, só a Espanha prosseguiu, porque Irlanda, Croácia e Portugal caíram nas oitavas de final.

2001 – Djibrill Cissé (França)

Com 6 gols, Cissé foi o destaque francês

No time que tinha Alou Diarra e Benoit Cheyrou, quem se destacou foi Djibrill Cissé. Vestindo a 12 na época, o atacante anotou 6 gols no torneio, se tornando o artilheiro francês no torneio. Seus gols foram suficientes para levar seu selecionado para as quartas de final, graças a dois gols diante da Alemanha na vitória por 3×2 na fase anterior, mas não foram suficientes para desbancar os donos da casa da Argentina, que viriam erguer o troféu na final contra Gana.

Novamente os europeus não chegaram tão longe como o esperado. A Finlândia foi a única que caiu na fase inicial, enquanto Alemanha e Ucrânia deixaram o torneio nas oitavas de final. Nas quartas-de-final houve um verdadeiro extermínio, quando a Argentina tirou a França, o Paraguai tirou a República Tcheca e o Egito tirou a Holanda – de Robben, Huntelaar, Van der Vaart e Theo Janssen – do torneio.

2003 – Andrés Iniesta (Espanha)

A Espanha não tinha um time tão brilhante, mas era muito regular e consistente. Mesmo assim, eles tinham um diferencial chamado Andrés Iniesta. Seus três gols foram de grande importância para a Fúria. O tento vitorioso contra o Uzbequistão na primeira fase, o gol inicial do 2×1 sobre o Canadá nas quartas-de-final e o gol que levou seu time para a final, na vitória sobre a Colômbia. Na decisão, a Espanha caiu diante do Brasil.

Novamente a Espanha salvou a honra europeia no torneio…

República Tcheca, Inglaterra e Alemanha foram eliminadas na fase de grupos da competição. No mata-mata, a Eslováquia caiu diante do Brasil e a Irlanda foi eliminada pela Colômbia, dali em diante, só a Espanha prosseguiu.

2005 – Fernando Llorente (Espanha)

Llorente era a referência do ataque espanhol em 2005

Mais um torneio decepcionante para as seleções da Uefa. Nenhum semifinalista. Mesmo assim, a Espanha conseguiu ter o vice-artilheiro do torneio: Fernando Llroente, atual atacante do Athletic e que é desejado por meio mundo. Diga-se de passagem, quatro dos cinco gols que ele anotou no torneio foram marcados no 7×0 sobre o Chile, então não há muitos comentários…

É até difícil falar de um grande destaque europeu, sabendo que Lionel Messi destruiu pela Argentina!

Mas falando sobre as seleções européias no torneio, só a Suíça não passou da fase de grupos. Ucrânia e Turquia ficaram pelo caminho nas oitavas de final e nas quartas-de-final, o que havia restado se foi. A Itália caiu fora para Marrocos, a Alemanha caiu pro Brasil, a Holanda foi eliminada pela Nigéria, enquanto a Espanha caia pra futura campeã Argentina.

2007 – Martin Fenin (República Tcheca)

As seleções europeias voltaram a figurar nas semifinais de um Mundial Sub-20, mesmo não sendo as “grandes” seleções esperadas. Tivemos nas semifinais um duelo entre Áustria e República Tcheca. Os tchecos, que avançaram até a final, tinham como grande destaque do time o atacante Martin Fenin, autor de três gols no torneio. Só que assim como em 2005, todos caíram para a Argentina, que não era de mais de Messi e sim de Agüero.

Na edição de 2007, somente a Escócia caiu na fase inicial representando a Europa. Nas oitavas de final, Portugal e Polônia deram adeus a competição e na fase seguinte, a Espanha viria a cair pra República Tcheca.

2009 – Vladimir Koman (Hungria)

Vladimir "Komandou" a Húngria no último Mundial

Aos poucos o futebol húngaro vai ressurgindo. Um respiro foi no Mundial Sub-20 de 2009, quando o seu selecionado acabou na 3ª colocação. O destaque da equipe foi Koman, autor de 5 gols húngaros no torneio. O meia mandou no meio campo da Húngria e foi um dos grandes responsáveis pela surpreendente campanha húngara. A Hungria caiu nas semifinais pra futura campeã Gana.

Só pra variar um pouquinho, a Inglaterra foi a decepção europeia, sendo a única do continente a cair na fase de grupos. Nas oitavas de final, os europeus que caíram foram por causa do chaveamento, que lhes botou de frente a outro europeu, ou seja, teríamos um time da Uefa caindo fora do mesmo jeito. Espanha e República Tcheca foram as que ficaram pelo caminho. Itália e Alemanha caíram nas quartas de final, enquanto a Hungria seguia e caia pra Gana nas semifinais.

Veja como ficou a Seleção Europa Football

O amigo internauta, de boa fé participou, espalhou, votou e montou a Seleção Europa Football da temporada 2010/11.

Antes do resultado, deixa eu rasgar um pouquinho de seda. Muito obrigado a todos que votaram. Cada enquete – 12 no total – tiveram pelo menos 30 votos, o que pode parecer pouco, mas pra este humilde blogueiro é ótimo, mostra que há malucos que acessam este blog. Um muito obrigado e o resultado!

Técnico: Guardiola - 52%

Já chegaram lá, agora é o título

Dando sequencia aos posts de aquecimento para a final da próxima Uefa Champions League, o Europa Football enfim abre espaço para os dois times finalistas e falará de como ambos chegarão para a final do Wembley. Para darmos o pontapé inicial, falo do Barcelona.
 

Perdeu? Jogasse bonito? Então (deve) está explicado!

Quantas vezes você já ouviu que “tal time joga bonito, tem um futebol alegre, vence jogos, mas na hora H falha“? Certamente não foi uma vez e nem duas. Foram diversas vezes.

Mas muitas vezes, na hora de se montar um time vencedor, os dirigentes e a comissão técnica ficam em um dilema. Montam um time jovem e cheio de garotos técnicos, porém, inexperientes e que fatalmente sentirão o peso de um jogo decisivo, ou montam uma equipe de jogadores com a idade um tanto quanto avançada, mas que na hora do ‘vamú vê’ não cedem as pressões contrárias e erguem o caneco. É uma dúvida cruel e nem sempre é capaz fazer uma boa mescla. Há por aí vários times que tem números de jovens e veteranos equilibrados, mas às vezes esse garotos acabam não tendo boa formação e se tornam atletas de nível duvidoso, assim como podem faltar pernas aos veteranos, ou simplesmente são velhos decadentes e que pouco contribuem.

Pep Guardiola mesclou bem o time do Barça

Só que o Barcelona acabou por conseguir fazer uma boa mescla.

As reconhecidas canteras do Barça sempre revelam grandes atletas. Do provável time titular que Pep Guardiola mandará a campo no Wembley, somente Dani Alves, Mascherano e Villa não são cria do clube catalão. Mesmo assim, esses três homens incorporaram o espírito barcelonista, de pacientes toques de bola, ocupação de espaço e algo que chega até a ser chato, que é a ‘finalização com liberação por escritoda prefeitura’. Essa demora para finalizar incomoda, mas é o estilo deles, é assim que eles aprenderam e ai de quem tentar mudar esse estilo.

Os times do Barcelona que conquistaram a Europa tinham um futebol simpático. Não cheguei a ver o time de 1992, mas só por ter o nome de Dream Team já dá uma noção da sua representatividade. Outra coisa que admito é que comecei a gostar do futebol europeu após ver o Barcelona de Rijkaard, campeão em 2006. O quarteto formado por Deco, Giuly, Eto’o e é claro, Ronaldinho Gaúcho, me enchia os olhos. O time campeão em 2009 também me encantou, mais pela história de sua formação. Frank Rijkaard deixava o clube aos pedaços, sem Ronaldinho, sem Deco e com Eto’o ameaçando deixar o clube. Pep Guardiola chegou cercado de desconfianças e começou a dar sua cara ao time. Busquets e Pedro, garotos que foram de certa forma renegados pelo clube, ganharam mais espaço – mais espaço para Busquets do que para Pedro. Messi ganhou papel de maior destaque, Henry, com as “sandálias da humildade”, esteve jogando muita bola e o “brigão” Eto’o estava sendo decisivo.

Mas já há muita gente dando conta que o atual Barcelona é o melhor de todos os tempos. O Dream Team de 92, que tinha Koeman, Stoichkov, Laudrup e Guardiola era considerado o maior Barcelona de todos os tempos, mas já há jogadores daquela geração que colocam o atual Barça como o melhor. Modéstia? À princípio não!

Quer eles em seu time?

Tá certo que é exaustivo e que vocês já devem ter ouvido falar disso 784 vezes, mas o atual Barcelona é um time com excelente toque de bola, mantém uma fantasmagórica posse de bola, não dá balões pro ar, envolve o time adversário com extrema facilidade e que tem Xavi, Iniesta e Messi, que são os diferenciais da equipe.

Se é o melhor Barcelona de todos os tempos, só o tempo dirá!

Se o time azul-grená vier a perder essa Champions League, pode até não pegar fama de amarelão, – até porque o Barcelona já é tri-campeão espanhol e já ganhou a Copa do Rei da temporada passada – mas perderá com aquele gostinho de quero mais, como na temporada anterior, onde obrigou a Inter a se retrancar todinha e o Barça ficou por um gol da final.

O Barcelona precisará conviver com as adversidades. Já consegue fazer um time se retrair quando está empatando ou com o placar a seu favor, imagino quando estiver perdendo…

Para fechar, não digo que o Barcelona chega para quebrar a estigma daqueles times que jogam bonito e perdem, – até porque, como disse acima, o Barça é bi-campeão espanhol – mas joga para não fazer isso realmente virar uma estigma e também para não se tornar uma equipe caseira, ou seja, um time que só vence um campeonato que tem dois times – Barça e Real – e no grande torneio, a Champions League, vai ficando no quase.

– A Última Bola é Nele!

Messi comemorou assim seu gol na final da UCL 08/09

Costumo muito acompanhar basquete. Sempre que faltam poucos segundos pro fim do jogo, o placar está apertado e o time que está perdendo tem a posse de bola, a ‘laranjinha’ acaba indo pro craque do quinteto, justamente para decidir. No futebol não há isso, até porque não há o tanto de paralisações que há no basquete e diferentemente do esporte norte-americano, qualquer maluco pode decidir uma partida de futebol, mas não custa usar o termo basqueteiro no futebol. E no Barcelona, a última bola vai para Messi!

O argentino, cria do Barcelona tem feito uma temporada sensacional. Messi foi vice artilheiro da Liga BBVA com 31 gols e além de fazer dois gols na mesma partida sete vezes e mais duas vezes fez três gols na mesma peleja. Já na Champions League, o argentino tem 11 gols e em quatro oportunidades fez dois gols na mesma partida.

Nas últimas rodadas, Messi tem caído de produção, talvez sentindo o cansaço de vários jogos, Copa do Mundo no meio do ano passado, marcação dura e lá vai… Seu último gol foi marcado há praticamente um mês atrás, diante do Real Madrid!

Mas Guardiola tem poupado o argentino e ele já fez gol em final de Champions League, em 2009, justamente contra o Manchester United. ‘Lio’ não deverá sentir o peso da peleja e por isso, entendo eu – e entende a maioria, diga-se de passagem – que a última bola do jogo tem de ser nele.

– Provável Escalação:

Victor Valdés; Daniel Alves, Gerard Piqué, Javier Mascherano e Carles Puyol; Sergio Busquets, Xavi Hernández e Andrés Iniesta; Pedro Rodríguez, Lionel Messi e David Villa. 4-3-3

Foi a escalação do Barcelona nos dois jogos contra o Real Madrid nas semifinais da Liga dos Campeões e de certa forma surpreende. Era esperada a volta de Puyol à zaga central, com a saída de Mascherano. Assim, Adriano ou Abidal entrariam na lateral esquerda. Mas pelo jeito, o Barça deve jogar com Mascherano na zaga e Puyol na esquerda. Pode ser bom, pois o capitão azul-grená pode inibir os avanços de Valencia por seu setor, mas pode ser ruim, pois Mascherano tem 1,74 de altura e será um ponto frágil nas bolas aéreas. Talvez, ele se revese com Busquets.