Seleção do primeiro turno

O primeiro turno da Bundesliga chegou ao seu final com o Bayern muito próximo do título. Apesar das dezoito rodadas que ainda faltam ser disputadas, o time bávaro lidera a competição com nove pontos de vantagem para o vice-líder, Bayer Leverkusen, e mais doze em relação com o bicampeão Borussia Dortmund. Além do mais, os comandados de Jupp Heynckes possuem o ataque mais produtivo, com 44 gols, e a defesa menos vazada, com apenas sete gols sofridos.

Apesar de ser líder absoluto, o Bayern não foi completamente dominante na seleção do primeiro turno armada pelo blog “Europa Football”. Nomes de destaque dos surpreendentes Bayer Leverkusen e Eintracht Frankfurt também figuram na lista.

Confira abaixo, os onze jogadores que fazem parte desta seleção, com alguns acréscimos abaixo:

Os onze melhores do primeiro turno da Bundesliga

Os onze melhores do primeiro turno da Bundesliga

1 – Kevin Trapp – Eintracht Frankfurt

Com a queda do Kaiserslautern para a segunda divisão, Kevin Trapp arrumou suas malas e foi pra Frankfurt defender o Eintracht. Sem grandes dificuldades, assumiu a titularidade do time de Armin Veh e se tornou um dos grandes nomes desse primeiro turno de Bundesliga com importantes defesas, sendo o homem chave da defesa. O goleiro de 22 anos atuou em todas as partidas do Frankfurt, deixando o veterano Oka Nikolov no banco. Trapp ainda não é especulado na seleção alemã, muito pela enorme concorrência, mas fica o registro de suas excelentes atuações pelo Eintracht.

2 – Daniel Carvajal – Bayer Leverkusen

Os antigos problemas nas laterais do Leverkusen foram solucionados com a contratação de Daniel Carvajal, de 22 anos. O espanhol é cria do Real Madrid e obteve destaque atuando no time B dos Merengues. Os alemães optaram por apostar no garoto e se deram muito bem. Carvajal não passa apuros defensivos e tem sido uma excelente arma ofensiva. Neste primeiro turno, o lateral-direito marcou um gol e deu cinco assistências.

3 – Philipp Wollscheid – Bayer Leverkusen

O Bayer Leverkusen também tinha problemas no miolo de zaga. Muita gente passou por lá, ninguém resolveu. Sem medo de desafios, Philipp Wollscheid chegou do Nürnberg e assumiu a titularidade com personalidade. O alemão de 23 anos participou de quase todos os jogos do Leverkusen e conseguiu manter a regularidade, tornando a defesa, antigo problema, um dos setores mais fortes do time. O Leverkusen sofreu somente 22 gols no primeiro turno, tendo a quarta melhor defesa. Além disso, Wollscheid concluiu quase 90% de seus passes neste primeiro turno.

4 – Dante – Bayern

A zaga do Bayern de Munique nunca foi aquele “senhor problema” que muitos saíram pregando na última temporada. O problema estava no fato de Boateng e Badstuber serem instáveis, mas se entendiam bem. Para dar uma sustentação maior na defesa, os bávaros foram atrás do brasileiro Dante, que vinha de excelentes temporadas pelo Borussia Mönchengladbach. Escolha perfeita! Perto dos trinta anos, Dante vive a melhor fase da carreira e se tornou titular do time com muita tranquilidade, virando peça de confiança de Jupp Heynckes. O brasileiro tem mostrado segurança e enorme frieza ao vestir a pesada camisa bávara, fazendo por merecer uma chance na seleção brasileira.

6 – Bastian Oczipka – Eintracht Frankfurt

O nome é complicado de falar e escrever, mas a participação de Bastian Oczipka neste primeiro turno de Bundesliga descomplicou a vida de seu time. Após algumas temporadas sendo emprestado de time em time pelo Bayer Leverkusen, o jogador de 23 anos se tornou titular do Eintracht Frankfurt e foi uma das principais peças ofensivas do time de Armin Veh. Além de participar de todas as partidas das Águias, Oczipka deu oito assistências, número extraordinário para um lateral-esquerdo.

5 – Pirmin Schwegler – Eintracht Frankfurt

Parte da boa campanha do Frankfurt neste primeiro turno não se deve apenas aos já citados Trapp e Oczipka, mas também passa pelos pés do volante e capitão Pirmin Schwegler. Capaz de marcar firme, o suíço tem se notabilizado pelos passes. Segundo o site oficial da Bundesliga, Schwegler tem 82% de passes completados e já tem duas assistências. Além disso, o volante ajudou o Frankfurt nas goleadas sobre Werder Bremen e Hoffenheim, marcando um gol em cada jogo.

8 – Toni Kroos – Bayern

Sou fã do estilo de jogo de Toni Kroos. Meia técnico, de bom passe, ótima visão de jogo, chegada a área e finalização. É o que chamamos de “jogador moderno”, cumpre bem suas funções defensivas e ofensivas, se tornando uma peça que qualquer técnico gostaria de ter em seu time. Sorte de Jupp Heynckes que viu Kroos marcar seis gols e dar cinco assistências nesse primeiro turno. Na opinião deste humilde blogueiro, o 39 bávaro foi o melhor jogador da Bundesliga depois de Ribéry.

9 – Thomas Müller – Bayern

Quem diria que o garoto que há um ano se prendia ao time titular do Bayern pelo simples motivo de ter sido a revelação da Copa de 2010, hoje seria um dos principais nomes da Bundesliga? Essa é a história de Thomas Müller. O meia-atacante de 23 anos se deu muito bem nesse Bayern com mais mobilidade e viu seu jogo encaixar com o novo centroavante Mandžukić. Müller deixou o primeiro turno com nove gols e nove assistências.

10 – Mario Götze – Borussia Dortmund

Livre das lesões que o atormentaram no segundo turno da temporada passada, a jovem estrela do Dortmund, Mario Götze, pôde mostrar o seu melhor futebol a Alemanha. Sem encontrar problemas para se adaptar ao time com o novo contratado Marco Reus, o camisa 10 do Borussia Dortmund fez excelente primeiro turno, onde marcou seis gols e deu quatro assistências. O tento mais importante foi contra o Bayern na Allianz Arena, onde evitou a derrota para o time bávaro.

7 – Franck Ribéry – Bayern

Dos 17 jogos do Bayern neste primeiro turno de Campeonato Alemão, o francês Franck Ribéry participou de apenas 12, número suficiente para entrar na seleção do torneio e ainda se tornar o principal nome do turno. Foram sete assistências distribuídas durante a dúzia de jogos, além de outros quatro gols marcados. Segundo a lenda bávara, Paul Breitner, que recentemente esteve no Brasil, Ribéry é o melhor jogador da Bundesliga e um dos melhores do mundo. Não consigo discordar dessa afirmação.

11 – Stefan Kiessling – Bayer Leverkusen

Stefan Kiessling começa a dar novos rumos a sua inconstante carreira. Após idas e vindas que foram marcadas por participação em Copa do Mundo e a amargura do banco de reservas no Leverkusen, o centroavante de 1,91m vai curtir suas férias como artilheiro do Campeonato Alemão. Autor de 12 gols e quatro assistências em 17 jogos, Kiessling deixa uma pulga atrás da orelha de Löw, afinal, a Alemanha tem apenas Klose e Gomez pro ataque. Será que o desajeitado atacante do Leverkusen volta a seleção?

Menções honrosas: ter Stegen (Gladbach), Klose (Nürnberg), Luiz Gustavo (Bayern), Diego (Wolfsburg), Huzti (Hannover), Juan Arango (Gladbach), Meier (Frankfurt), Holtby (Schalke) Lewandowski (Dortmund)

Está (quase) tudo errado

Já são três jogos oficiais, dois pela Bundesliga e um pela DFB Pokal e o Bayer Leverkusen segue longe de convencer. São duas derrotas e uma única vitória e Robin Dutt mostra certa dificuldade para fazer o time conseguir um padrão de jogo e consequentemente os resultados.

Se no comando de Jupp Heynckes, o problema estava na fragilidade defensiva, o Leverkusen de Dutt mostra problemas muito maiores, a começar pelo próprio treinador.

Nada de vitória com Ballack em campo... (Getty Images)

Até que ponto Robin Dutt está disposto a manter Ballack no time? O camisa 13 parece em outra ligação se comparado aos seus companheiros. Dispersivo, lento e pouco participativo. Esse tem sido Ballack, que tem jogado somente com o nome.

No duelo contra o Werder Bremen, pela segunda rodada do Campeonato Alemão, considerei que Ballack prejudicou bastante o Leverkusen. O capitão do time jogava do jeito que queria, não no sentido de mandar no jogo e sim de se posicionar do jeito que melhor entendia. Lars Bender ficou sobrecarregado na marcação. Ficou com a responsabilidade de cobrir os laterais, brecar as ações do meias do Bremen, além de organizar a saída de jogo do Leverkusen. Tudo isso porque Ballack fez pouco caso com a marcação.

Em alguns momentos da peleja, a impressão que tive era que o segundo volante era Renato Augusto. Um desperdício e tanto!

Robin Dutt precisa se impor e mostrar que Ballack não manda no Leverkusen. Vidal foi embora, mas ainda há Rolfes, o antigo capitão. O camisa 6 tem mais liderança que Ballack, além de ser um volante de grande qualidade. A impressão que tenho é que o camisa 13 deveria se tornar uma peça de pouca utilização. Ballack está em fim de carreira, não só pela idade, mas pela forma física também. Ele deveria ser utilizado nos últimos minutos das partidas, principalmente para reter a bola e passar experiência aos demais jogadores.

Aliás, o site alemão, Bild, destacou que “foi só Ballack sair que o Leverkusen fez o gol”. Está sendo rotina isso aí…

Pode parecer que o problema citado está em Ballack e não em Dutt, mas para mim, as pessoas tem medo do camisa 13, pois sabem como ele é temperamental. Numa escala de liderança, o técnico tem de estar acima do jogador.

O que fazer? (Getty Images)

O outro problema que enxergo em Dutt é o modo como é previsível em suas mexidas. No mesmo jogo contra o Bremen, ele em nenhum momento mexeu no esquema de jogo. Manteve o 4-2-3-1, que claramente não estava funcionando no citado jogo. Ele fez o feijão com arroz, trocando seis por meia dúzia.

Sorte dele que o tcheco Kadlec o salvou com o gol no fim do jogo. Naquela hora, o Leverkusen já havia desistido de criar jogadas, pois estava vendo que não estava no seu dia e partiu para a “empurrança”.

Aliás, citei acima o 4-2-3-1 e não sei se esse é o esquema certo para o Leverkusen com os três meias que Dutt tem utilizado – Sam, Renato Augusto e Schürrle. Sam e Renato tem como características a constante movimentação e troca de posições. Coisa que poucas vezes foi vista no duelo contra o Bremen. Ambos ficaram presos e encaixotados na marcação adversária, que nem era tão forte assim. Estava claro que se a dupla supracitada começasse com a constante movimentação, desarmaria a defesa do Bremen.

Além dessa movimentação, a presença ofensiva dos volantes e laterais seriam necessários para a quebra da marcação do Werder Bremen, mas nada disso aconteceu. No caso dos volantes, como foi citado antes, Ballack se tornou peça nula e Bender tinha de se preocupar com a marcação. Já no caso do laterais, Castro e Kadlec pouco subiram, algo surpreendente, pois ambos tem características bem ofensivas.

Outro ponto que quebrava essa movimentação do trio de meias do Leverkusen era a presença de Schürrle. Não! Não estou questionando a titularidade do garoto e sim o seu posicionamento. O novo 9 do Leverkusen não pode jogar tão longe da área. Schürrle é um jogador veloz e técnico, porém, de poucos toques na bola. Ou seja, tem que receber a bola pra resolver o lance, seja finalizando em gol ou dando uma assistência.

Jogando aberto pela esquerda, a movimentação do trio de meias é quebrada e Schürrle fica longe do gol. Não que ele não possa jogar por outras faixas do gramado, mas ele mostrou ontem que fica meio sem chão quando sai do lado esquerdo. O ideal é que Schürrle atuasse como segundo atacante ou até como centro-avante.

Kiessling não agradou no jogo de ontem (Getty Images)

Aí chego a outro ponto importante: o “homem-gol” do Leverkusen. Derdiyok e Kiessling são muito instáveis.

O suíço é quem tem ficado com a titularidade na maioria dos jogos, mas ainda não passa aquela confiança necessária. Basta lembrar da partida de ontem contra o Bremen, onde entrou na etapa final. Já estávamos no fim da partida e Derdiyok carrega a bola com muito espaço e treme na frente de Wiese, perdendo o gol que mataria a partida.

Já Kiessling está em decadência. Não parece mais aquele garoto que surgiu bem no Nüremberg e começou voando no Leverkusen. Na partida de ontem por exemplo, Kiessling não foi expulso porque Robin Dutt o tirou do jogo, pois com cartão amarelo, não cansou de cometer faltas. Nesse mesmo jogo, poderiamos eximir Kiessling de qualquer culpa, pois só recebeu uma bola redonda no jogo inteiro, mas não muda o fato que tenha feito uma centena de faltas e tenha matado centenas de jogadas do Leverkusen, pois saia da área e o jogador que retinha a bola não tinha a referência na frente.

Num time dos sonhos, colocaria Schürrle como homem mais avançado e deixaria um trio de meias atrás dele, formado por Renato Augusto, Sam e Barnetta ou até Castro. Além de entrosados, esses três se deslocam constantemente.

Ah, faltou falar da instablidade da defesa do Leverkusen. Seis gols sofridos em três jogos. Não é novidade se tratando do Leverkusen e Dutt sabe desse problema. Deve saber também que se o Werder Bremen apertasse mais, venceria o jogo.

Schürrle distante da área é um dos problemas do Leverkusen

Antes que me perguntem, já respondo: assisti a Leverkusen x Bremen e notei centenas de problemas no time das aspirinas, até por isso me motivei a fazer esse post.

Robin Dutt tem de abrir os olhos. O Leverkusen estará na fase de grupos da Uefa Champions League e ele não tem um time definido ainda. Dutt precisa rever conceitos como a atual formação, Schürrle distante da área, Sam e Renato Augusto presos, laterais mais presos ainda, Rolfes no banco e Ballack querendo mandar no time.

É muito trabalho para Robin Dutt!

Rebaixamento: Realidade

Fritz e cia. se lamentam pela horrorosa campanha (AP)

Nos últimos anos, os campeonatos nacionais na Europa tem proporcionado poucas zebras no quesito rebaixamento. Com os altos investimentos dos grandes clubes e a falta desses investimentos nos pequenos, essa história de “grande caindo” tem se tornado coisa mais rara. Mas acontece que a Bundesliga na temporada 2010/2011 tem feito essa velha história voltar.

Borussia Monchengladbach, Stuttgart (ambos 5 vezes campeões alemães), Kaiserslautern, Werder Bremen (ambos 4 vezes), Colônia (3 vezes) e Wolfsburg (1 vez) são os grandes “candidatos” ao rebaixamento.

Todas essa equipes podem ser chamadas de “grandes”, talvés o Wolfsburg não, já que não tem uma grande história no futebol alemão, mas o fato é que de uns tempos pra cá, o investimento aumentou. Mas voltando ao tema “grandes”, eles estão lutando contra o rebaixamento.

Começo falando da equipe que vive maior ascensão. O Colônia, de Frank Schafer, somou dez dos últimos 15 pontos e em 2011 perdeu apenas um jogo – pro St. Pauli, 3×1, no dia 29 de janeiro. O jogo que parece impulsionar os Bodes pra fuga do rebaixamento foi a vitória por 3×2 sobre o Bayern. O Colônia foi pro intervalo perdendo por 2×0 e na etapa final arrancou a virada.

Rensing (quase) catou tudo (Getty Images)

Nessa rodada, o Colônia arrancou um bom empate na Rhein-Neckar Arena contra o Hoffenheim em um jogo pegado, onde o árbitro Markus Schmidt distribuiu 7 cartões amarelos, coisa rara de se ver na Bundesliga, onde os árbitros dão poucos amarelos e sabem levar bem no papo. O que foi de anormal no jogo foi o gol de Novakovic. Com 9 gols na Bundesliga, o esloveno hoje fez contra. Mohamad empatou pro Colônia.

O grande duelo da partida foi Ibisevic versus Rensing. O goleiro dos Bodes catou tudo que o atacante do Hoffenheim tentou.

Esses pontos tem sido preciosos pro Colônia, que já está três posições acima da zona de repescagem – 16ª colocação – e três pontos de vantagem pros times que redidem nessa zona. Cabe aos Bodes saberem de duas coisas: Primeiro é aproveitar esse bom momento pra somar o máximo de pontos que puder, pra escapar de vez no rebaixamento. Segundo é “saber perder”, não se desesperar após voltar a perder na Bundesliga.

É Frings! A coisa tá feia (Getty Images)

Outra grande decepção da Bundesliga é o Werder Bremen do eterno Thomas Schäaf. Os verdes somam 9 pontos em 30 disputados, nenhuma vitória nos últimos cinco jogos e no sábado veio outra grande vergonha. Humilhante derrota num clássico local contra o Hamburgo, na Imtech Arena. O HSV não teve trabalhos pra meter 4×0, com dois gols de Guerrero, um de Petric e outro de Ben-Hatira.

Mertesacker, bom zagueiro, mas que ganhou o meu rótulo de pior jogador da temporada alemã, falhou em três dos quatro gols do HSV.

Nessa partida, o atacante Ruud Van Nistelrooy ficou no banco de reservas, assim como Jarolim. Como não tive informação de contusões de ambos e acompanhei os últimos jogos do Hamburgo, acho eu que Armin Veh colocou eles como suplentes por má fase técnica mesmo.

O Werder Bremen vai assumindo o crachá de candidato ao rebaixamento. Não tá fazendo por onde merecer uma vaguinha na primeira divisão. Os principais jogadores vivem má fase e não é de engano a ninguém que Klaus Aloffs cia. ltda. contrataram mal. O time está duas posições acima da zona de repescagem – 14ª colocação -, só um ponto acima dessa zona, com 24 pontos.

Wolfsburg ameaçados (AP)

Uma das grandes decepções da temporada é o Wolfsburg. Se juntando a base que foi mantida das temporadas anteriores, vieram jogadores como Friedrich, Kjaer e Diego e logo a chancela de candidatos ao título. Steve McLaren levou o time ao buraco e foi demitido, e Pierre Littbarski, seu substituto, mantém seu time na mesma toada.

No jogo de sábado, a reação era iminente. Os Lobos batiam o Freiburg por 1×0, gol do substituto de Dzeko, Patrick Helmes, mas cederam a virada com a ‘forcinha’ de outro contratado. Tuncay Sanli errou passe no meio campo e acabou armando o contra-ataque adversário, para a finalização de Reisinger – dois minutos após entrar em campo. Os jogadores do Wolfsburg reclamaram de um suposto toque de mão de Putsila, quando ‘recebeu’ o passe de Tuncay, mas não vi intenção. Cissé foi técnico pra virar o jogo, pois ele deu um balãozinho em Riether na pequena área, antes de mandar pras redes.

O Wolfsburg é o 15º colocado, uma posição acima da zona de repescagem e só não está lá por causa do saldo de gols superior ao do Kaiserslautern. É bom abrir o olho. São 8 pontos em 30 disputados, a quarta derrota consecutiva e vale lembrar que de 13 de novembro de 2010 – Wolfsburg 2×2 Schalke – até 15 de janeiro de 2011 – Wolfsburg 1×1 Bayern -, os Lobos emplacaram a gloriosa sequencia de sete empates consecutivos. Esses pontos fazem falta…

Vai Rodnei, tenta parar o Konan

Com menos investimento que os outros times e voltando a segunda divisão, é mais normal ver o Kaiserslautern como candidato ao rebaixamento. Os Diabos Vermelhos tem campanha muito irregular e só venceram duas das últimas dez partidas, 9 pontos conquistados de 30.

Nesse fim de semana, o Kaiserslautern caiu facilmente pro bom time do Hannover. 3×0, com grande atuação de Ya Konan. Ele não marcou nenhum gol – Schlaudraff fez dois e Abdellaoue fez mais um -, mas deu assistências pros dois primeiros gols, mostrando não só ser artilheiro como bom criador de jogadas. Me arrisco a dizer que Ya Konan é o melhor jogador da Bundesliga.

O Kaiserslautern ocupa a 16ª colocação e jogaria a repescagem no momento e o time que se cuide. São seis jogos sem vitórias e segue a velha frase: “Não há nada que é ruim que não possa piorar”.

As equipes que vivem drama maior são Borussia Monchengladbach e Stuttgart. As duas equipes estão lá embaixo desde o início da competição e quando parecem reagir…logo tropeçam.

Pelo menos o Bruno Labbadia mudou o time...

Duas rodadas atrás, o Stuttgart batia o Monchengladbach em duelo direto, mas duas rodadas se passaram e duas derrotas vieram. Hoje, os Roten caíram na Bay Arena, 4×2. O Stuttgart até deu trabalho pros mandantes, criaram grandes chances de gol, igualaram o marcador duas vezes, mas a derrota foi inevitável. Kiessling fez dois, Castro e Reinartz fizeram os outros gols do Leverkusen. Harnik e Kuzmanovic – num pombo sem asa – marcaram pros visitantes.

O Stuttgart está na vice-lanterna da Bundesliga, com 19 pontos, quatro atrás dos times que estão fora da zona de rebaixamento. Não sei porque, mas o time do Stuttgart é o que mais me inspira confiança em sair dessa zona perigosa. Bruno Labbadia deu nova cara ao time. Antes via-se uma equipe abatida e medrosa, hoje pode-se ver uma equipe determinada, aguerrida e corajosa. Assisti a alguns jogos do Stuttgart em 2011 e essa é a impressão que o time me passa. Espero que possa sair dessa situação.

Já o Borussia Monchengladbach conseguiu uma vitória de certa forma histórica. Após 12 jogos no Borussia Park, os Potros finalmente venceram sua primeira partida em casa. Exatamente! E os contemplados com esse feito foram os jogadores do Schalke 04. Os Azuis Reais até saíram na frente, com Kluge, mas com Reus – um petardo de pé direito – e Idrissou, o Gladbach virou e conquistou sua primeira vitória em casa.

O Monchengladbach ainda esboça uma reação, vive a mesma situação do Stuttgart, com os mesmos pontos. Mas diferentemente do Stuttgart, não acredito nos Potros, não.

Pra resumir toda essa ladainha, eu já admito a possibilidade de um grande ser rebaixado. Vale lembrar que times como Wolfsburg, Werder Bremen, Stuttgart e Kaiserslautern foram campeões alemães recentemente, ou seja, o tal do legado deveria ter existido, pra pelo menos sustentar essas equipes.

TÓPICOS ALEMÃES

>>Fiquei falando dos times ameaçados e deixei de lado os vencedores (no caso do Schalke, o perdedor), então lá vai:

>>O Hoffenheim, que empatou com o Colônia, está em 9º, com 33 pontos e ainda sonha com uma vaguinha na Liga Europa; O Hamburgo, que humilhou o Werder Bremen, está em 7º, com 36 pontos e está lutando com o Mainz e Freiburg por uma vaga na Liga Europa; O Freiburg, que bateu o Wolfsburg, está na 6ª colocação, com 37 pontos, vivo na luta por uma vaga na UEL; O Hannover, que bateu o Kaiserslautern, está na 4ª colocação, com 41 pontos, se fixando na zona de classificação pra Europa League e vivo na briga pela vaga na Champions League; O Leverkusen, que bateu o Stuttgart, está na vice-liderança, com 45 pontos, dez atrás do líder Dormund, sonhando com a salva de prata; O Schalke está em 10º com 29 pontos e está na lista de times que tem de ficar com o sinal amarelo acesso pra não entrar na luta contra o descenso.

>>O Borussia Dortmund segue caminhando a passos largos pro título. Bateu o St. Pauli por 2×0 e abre dez pontos na liderança. Os Piratas deram uma boa fugida da parte debaixo da tabela.

>>O Bayern segue tentando se recuperar e dessa vez bateu o Mainz por 3×1 e fica na 3ª colocação. O Mainz definitivamente está em declínio e deverá lutar por vaga nas ligas européias.

>>O Eintracht Frankfurt segue em declínio e tomou três do bom time do Nüremberg e vai se aproximando da zona perigosa.

Classificação (Bundesliga)