Gangorra

Os alemães estão tomando o lugar dos ingleses?

Durante a última década, nos acostumamos a ver times ingleses nas semifinais da UEFA Champions League. Não à toa, quando faltaram britânicos nesta fase na edição 2009/10, chegaram a falar em declínio da Premier League, mas preferimos tratar o caso como temporada de exceção. Na última edição do torneio, a dupla de Manchester caiu na fase de grupos, sendo que esses mesmos times foram os dois líderes do Inglês ao término da temporada. Queda? Ainda deixamos essa hipótese de lado, principalmente com o Chelsea conseguindo o almejado título europeu.

Nesta nova temporada, corre-se o risco de avançarmos para a fase mata-mata, novamente, com apenas dois ingleses. O Manchester City, atual campeão nacional, parece que ainda não aprendeu a jogar a Champions League e já está eliminado com uma rodada de antecedência. Já o Chelsea precisa de um milagre para evitar o vexame de ser o primeiro campeão europeu eliminado ainda na fase de grupos.

Em outro canto da Europa, a história é completamente oposta. Mesmo perdendo o Borussia Mönchengladbach na fase prévia da competição, a Alemanha tem seus demais representantes classificados, com o Dortmund tendo assegurado a ponta do temido “Grupo da Morte”. Enquanto isso, Schalke e Bayern dependem de seus esforços para confirmar a primeira colocação de suas chaves.

Os parágrafos anteriores demonstram uma significativa mudança no cenário europeu. Os ingleses, outrora clubes dominantes do continente, não conseguem impor internacionalmente a força vista nos campeonatos domésticos, enquanto a Alemanha, antes resumida, em cenário europeu, ao Bayern, enxerga muito mais do que resultados, mas também, bom futebol.

No Borussia Dortmund, impressiona a frieza de Marco Reus nessa primeira fase de Champions League. O garoto estreou em um torneio continental nesta temporada e não sentiu nenhum peso, chegando a marcar um gol no vislumbrante Santiago Bernabéu. O Schalke 04 está bem mais amadurecido em relação o time que chegou nas semifinais da temporada retrasada e salve um equívoco ou outro do técnico Huub Stevens, tem tudo para surpreender no torneio.

O Bayern dispensa maiores apresentações e não é exagero algum colocá-lo como um dos principais favoritos ao caneco. A campanha na Bundesliga beira a perfeição, o ataque ganhou nova movimentação com o croata Mandžukić e a defesa já não é mais o grande problema, tendo sofrido poucos gols na temporada. Acima do Barcelona no ranking de favoritos? Exagero. Mas os bávaros, se não estão acima, pelo menos estão em patamar igual ao do Real Madrid.

Deposito parte considerável desse sucesso a divisão de forças dos principais times alemães. Manuel Neuer foi o único exemplo recente de jogador que trocou uma equipe de porte por outra. No restante, os clubes buscam se reforçar com atletas de equipes menores ou então revelar jogadores. É o caso de Schalke e Dortmund, que contam com nomes do calibre de Füchs, Neustadter, Draxler, Reus, Götze, Lewandowski e Gündoğan. Todos estes citados são crias dos times citados ou foram trazidos de clubes menores da Alemanha e outros países.

O Bayern, por ser um clube mais rico, se dá ao luxo de buscar jogadores renomados internacionalmente, como foi, recentemente, com Arjen Robben e Javi Martínez. Porém, o clube bávaro tem seguido as ações dos adversários e buscou novos talentos em equipes menores, caso de Dante, Mandžukić e Luiz Gustavo.

Em contrapartida, as equipes inglesas não estão tendo a capacidade de se “reforçar mutuamente”. Basta olhar o seguinte exemplo: Liverpool e Arsenal não estão brigando por títulos, logo, seus destaques trocam de clube por esse motivo. O pior disto tudo é que esses jogadores reforçam os rivais, ou seja, entre as equipes de porte do país, um perde, outro ganha. Os principais atletas ficam concentrados nos mesmos times e a circulação de bons jogadores fica menor.

Isso indica declínio da Premier League? Eu ainda prefiro esperar antes de dar uma opinião final. Se fosse para dar uma resposta agora, diria que não, mas fica aquela pontinha de desconfiança se essa opção de buscar reforços no rival é uma boa em âmbito geral. O adversário forte lhe obriga a ser mais poderoso ainda. Se você enfraquece o rival, pode lhe causar acomodação. Se isso vier acontecer, aí sim poderemos apontar uma decadência da Liga Inglesa… Decadência mental!

Mas ainda é cedo para chegarmos a uma conclusão. Na temporada passada, vimos o campeão alemão cair na fase de grupos e outro time do país chegando na final, assim como notamos a dupla mais forte da Inglaterra afundar cedo e um desacreditado Chelsea ganhando a competição. São times que adoram brincar de gangorra quando o assunto é torneios UEFA e como toda gangorra, tem o momento que desce e o momento que sobe.

*Crédito da imagem: Getty Images

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Às avessas

Agüero proporcionou uma das cenas mais marcantes de 2012

Desde que foi comprado pelo sheik Mansour bin Zayed Al Nahyan, a rotina do Manchester City é ir à forra e gastar pra valer. Segundo o site “Transfermarkt”, o clube inglês gastou 94 milhões de euros em 2011/12, 182 milhões em 2010/11, 147 milhões em 2009/10 e 157 milhões de euros em 2008/09, totalizando quase 600 milhões em quatro anos.

Se na última temporada o dinheiro investido já havia sido mais “modesto”, comparado com valores de temporadas passadas, você nem imagina o quanto que o City gastou para a edição 2012/13 da Barclays Premier League. Os campeões ingleses gastaram apenas 15 milhões de euros e em apenas um jogador, Jack Rodwell.

Caiu a ficha do sheik Mansour e de todos no Manchester City de que “gastar por gastar” não adianta muita coisa. O clube fará barulho, chamará a atenção da mídia e dos torcedores, mas criará uma pressão monstruosa sobre todos que participam deste projeto. Gastando com inteligência e com precisão cirúrgica, tudo pode dar certo.

Afinal de contas, o Manchester City foi campeão inglês, não havia muito para o que mexer. A não ser que Mansour queira, desesperadamente e a qualquer custo, vencer a UEFA Champions League, fazendo com que não meça esforços para chegar a tal objetivo. O título ele quer – quem não quer? -, mas tentando seguir a linha de raciocínio traçada na última temporada.

De que adianta a vinda de Rodwell? Simples! Yaya Touré, peça importantíssima da conquista nacional jogando como meia-armador, teve de jogar várias vezes como volante – sua posição original – para qualificar a saída de bola, que é uma pequena deficiência de Gareth Barry e Nigel De Jong. Rodwell atua nessa faixa central, fazendo o que os ingleses costumam chamar de “box-to-box”, com isso, Touré pode ser efetivado como um meia-ofensivo.

Mesmo com um único reforço, o Manchester City segue muito forte, já que não perdeu ninguém importante e mantém a espinha-dorsal, formada por Joe Hart, Vincent Kompany, Yaya Touré, David Silva e Agüero.

Além disso, o argentino Carlos Tévez tem se redimido de seus atos indisciplinares no passado e tem conquistado a confiança de Roberto Mancini. O treinador italiano já chegou a afirmar que “se tiver vontade de jogar, Tévez é um dos melhores”.

Com esses acréscimos todos, os adversários é que passaram a abrir o bolso para tentar desbancar o City. Até mesmo o vizinho United decidiu mexer-se da cadeira para contratar. Às vésperas do início da Premier League, os Red Devils investiram 30 milhões de euros em Robin van Persie, principal jogador do Arsenal. O holandês se juntará ao também recém chegado Shinji Kagawa, destaque do Borussia Dortmund.

O problema para Alex Ferguson será encaixar essa dupla com Wayne Rooney. No esquema que Fergie costuma utilizar, só caberiam dois deles, no caso, um homem de área e um segundo atacante. Fica a dúvida se o escocês colocará Kagawa como winger ou box-to-box, já que os atacantes deverão ser Rooney e van Persie.

Eden Hazard irá se aventurar em Londres

O time que mais fez apostas interessantes na hora de gastar sua grana foi o Chelsea. Os campeões europeus decidiram reforçar o setor que passava por maior instabilidade: a armação. Caracterizada como uma equipe veloz e de contra-ataque, Roman Abramovich decidiu investir em atletas dotados de maior técnica, como Oscar e Eden Hazard, ambos contratados por mais de 30 milhões de euros.

Mesmo com esses reforços vindo a peso de ouro, a maior esperança dos londrinos está depositada em Fernando “Niño” Torres. O espanhol, contratado por quase 60 milhões de euros em 2011, ainda não decolou em Stamford Bridge e com a saída de Didier Drogba, a diretoria decidiu fazer valer toda a grana investida e dar um voto de confiança a Torres.

Acredito que esse trio deverá brigar pelo título inglês. Foram os que mais investiram nas últimas temporadas e os que possuem elencos mais fortes e competitivos. Chegam forte não só para a Premier League, como para a UEFA Champions League.

A Premier League continuará com seu alto nível. Nos últimos anos, a edição que está para começar é a que tem os favoritos em maior força. O City tem a base campeã, o United se reforçou com o artilheiro da última temporada e o Chelsea trouxe dois brilhantes atletas da nova geração mundial.

É certeza de grandes jogos e emoção até o último minuto!

Entre surpresas e imprevisibilidades

Vexame de Manchester (Getty Images)

E teve encerramento na tarde/noite desta quarta-feira a fase de grupos da Uefa Champions Leeague. Esta fase do maior torneio da Europa ficará marcada por dois motivos:

– Surpresas: Quem poderia imaginar que times como APOEL e Basel se classificariam para o mata-mata? E quem poderia imaginar que campeões nacionais como Lille e Dortmund seriam tragicamente eliminados na fase inicial, sem pegar nem Liga Europa?

– Imprevisibilidade: Na maioria dos casos, ser primeiro colocado é vantagem, mas será tanta vantagem assim se você pegar um Milan ou um Napoli logo nas oitavas-de-final? E ser segundo colocado é muita desvantagem se você pode pegar um APOEL da vida? O sorteio da fase mata-mata será um dia tenso por causa disso.

Sem perder muito tempo, vamos dar uma passada geral nos grupos e comparar os palpites feitos antes do início dos jogos com os resultados:

GRUPO A

O Bayern sobrou. Quatro vitórias, um empate e uma derrota quando jogou com time misto. Os bávaros mostraram mesmo ter uma equipe forte e capaz de conquistar a Europa. O grupo era equilibrado, mas já era esperado esse domínio do Bayern.

O segundo colocado foi o Napoli, que fez uma campanha correta. Bateu o adversário mais fraco do grupo – duas vitórias sobre o Villarreal -, arrancou pontos do time mais forte – empatou com o Bayern – e não perdeu nenhum confronto direto – somou 4 pontos diante do Manchester City. O time de Walter Mazzarri está bem armado e chega no mata-mata como franco atirador. Com a queda de algumas forças, não seria exagero dizer que o Napoli pode surpreender.

O Manchester City, de Agüero, deixa a Liga na fase de grupos (AP)

A decepção foi o Manchester City. O time, instituição, clube, como queira, não tem o costume de jogar a Champions League, mas jogadores como Yaya Touré, Kun Agüero e Samir Nasri já estão cansados de jogar torneios do tipo. Ou seja, não dá pra jogar tudo em cima da inexperiência. Faltou mesmo percepção de que em torneios de tiro curto, os confrontos diretos precisam ser vencidos e os dois tropeços diante do Napoli pesaram muito na eliminação.

Como esperado, o Villarreal foi mesmo a equipe mais fraca do grupo. Talvez não fosse esperado que a equipe espanhola se tornasse o saco de pancadas do grupo, mas que era o time mais fraco, isso ninguém questiona. Seis derrotas em seis jogos.

Neste grupo, inverti as posições de City e Napoli. Apostei que os ingleses passariam de fase e os italianos ficariam na Europa League. Aconteceu o inverso.

GRUPO B

Esse foi o grupo mais maluco de todos.

A Internazionale confirmou o favoritismo e ficou com a ponta do grupo. Mas como previ, o time italiano sofreu alguns tropeços meio inexplicáveis, como as derrotas em casa para Trabzonspor e CSKA Moscow. O que salvou foram os jogos fora: duas vitórias e um empate. Claudio Ranieri tem até fevereiro para ajeitar o desarrumado time que tem em mãos.

O CSKA Moscow ficou com a segunda colocação muito por causa da incompetência do Lille. O time francês somou dois de nove pontos disputados em casa. O 2×2 diante do CSKA foi o mais doído, pois o LOSC abriu 2×0, deu um banho nos russos e em dois vacilos, cedeu o empate. O 0x0 com o Trabzonspor foi vexatório, vide que a vitória lhe qualificaria.

O CSKA, que perdeu por 2×0 pro Lille na Rússia e deu a impressão de que cairia na fase de grupos, conseguiu uma improvável vitória por 2×1 sobre a Inter e se qualificou.

Os turcos do Trabzonspor caíram de pára-quedas na UCL – o time ocupou o lugar do excluído Fenerbahçe – e fez campanha digna. O time turco sai do torneio com apenas uma derrota e com uma histórica vitória sobre a Inter por 1×0. O Trabzonspor terá a chance de continuar trilhando campos continentais na Europa League.

Errei tudo neste grupo. Lille em primeiro, Inter em segundo, CSKA em terceiro e o Trabzonspor na lanterninha.

GRUPO C

Quando fiz a prévia da Champions League, disse que Manchester United e Benfica receberam o grupo que pediram aos céus. Mas após o dia de hoje, somente os portugueses pensam assim.

Com uma campanha correta, o Benfica conseguiu com méritos a liderança do grupo. Os Encarnados não perderam pra equipe mais forte do grupo, tendo dois empates diante do Manchester. Aliás, o time português não perdeu nenhum jogo. Campanha quase perfeita, com os resultado obtidos em casa sendo satisfatórios e com alguns pontos arrancados fora do Estádio da Luz.

Marco Streller (direita) ajudou a eliminar o Man. Utd (Reuters)

O Manchester protagonizou a maior zebra do torneio, com uma irregularidade tremenda, o time inglês caiu ainda na fase de grupos. No Old Trafford, os Devils venceram um jogo e empataram outros dois. Fora do Teatro dos Sonhos, uma vitória, um empate e uma derrota. O revés veio justo no confronto direto diante do Basel na última rodada.

Já o Basel fez uma campanha muito boa. Liquidou o Otelul Galati. Arrancou um ponto do Benfica e não perdeu pro Manchester, tendo empatado por 3×3 no Old Trafford e vencido no St. Jakob Park. O time suíço só comprova como a nova geração de jogadores do país é forte. O grande xodó da equipe, por exemplo, é Xherdan Shaqiri, de apenas 20 anos.

Se há um time que pode ser chamado de “culpado” pela presença dos dois times de Manchester na Europa League, esse time é o Basel!

O Otelul Galati não fez mais do que o esperado: caiu na fase de grupos, ocupando a lanterna do grupo.

No Grupo B, só pra variar, errei. United seria o líder, Benfica o vice, Basel o terceiro e o Otelul seria o lanterna. Só nos romenos que acertei.

GRUPO D

No quarto grupo a ser visto, como esperado, o Real Madrid sobrou. Seis jogos, seis vitórias, 19 gols marcados e só 2 sofridos – por incrível que pareça, os dois gols sofridos foram do lanterninha Dínamo Zagreb. Prova de que o Real de Mourinho não é só um time que faz muitos gols, mas é também um time que se defende bem.

Os irregulares Lyon e Ajax brigaram até o fim pela segunda vaga. Franceses e holandeses terminaram com campanhas iguais: duas vitórias, dois empates e duas derrotas. As duas vitórias foram em cima do Zagreb, as duas derrotas diante do Real e os dois empates foram entre si. O que decidiu foi o saldo de gols.

O inacreditável aconteceu. O Lyon, com -4 de saldo, precisava tirar os 3 positivos do Ajax… E conseguiu. O time francês venceu o Dínamo de Zagreb por 7×1 – Gomis fez 4 gols e se juntou a Van Basten, Messi, Prso e Simone Inzaghi como maior recordista de gols em um só jogo de Liga dos Campeões – e o time holandês tomou 3×0 do Real Madrid. O Lyon terminou a rodada com 2 gols positivos de saldo e o Ajax acabou com 0 e os franceses passaram de fase.

Com seis derrotas em seis jogos, além de ter sofrido 22 gols, o Dínamo de Zagreb deixou o torneio na lanterninha.

Assim como no Grupo A, inverti o 2º com o 3º colocado. Para mim, o Ajax passaria de fase.

GRUPO E

Neste grupo, o Leverkusen confirmou sua fama de amarelão. Conseguiu a vaga com antecedência, ao bater o Chelsea na BayArena por 2×1, mas na última rodada perdeu a chance de ficar com a liderança do grupo ao empatar com o lanterna Genk. O que salvou a equipe alemã foram os jogos em casa. Três vitórias em três jogos na BayArena. Fora de casa, nenhuma vitória, mas não comprometeram muito.

Ao empatar com o Genk e perder pro Leverkusen em seguida, o Chelsea chegou a ver a sua vaga para o mata-mata ameaçada, mas no decisivo jogo diante do Valencia, mostrou sua superioridade e com o 3×0 – e grande atuação de Drogba – classificou-se.

Pro Valencia faltaram os melhores resultados fora de casa. Um empate e duas derrotas. Em fases de grupos, é essencial, que além dos bons resultados como mandantes – coisas que o Valencia conseguiu – pelo menos um bom resultado fora de casa seja obtido e isso o time espanhol não conseguiu.

O Genk só conseguiu uma coisa: atrapalhar os três rivais nos jogos na KRC Genk Arena. Foram três jogos lá e três empates.

Esse foi o primeiro grupo que acabei acertando todos os resultados!

GRUPO F

Outro grupo maluco. O Arsenal, humilhado por todos e criticado por todos os lados, não só foi o único inglês a se classificar por antecedência, como terminou em primeiro no grupo. Os Gunners fizeram a famosa campanha de “time copeiro”. 7 dos 11 pontos conquistados pelo time londrino foram no Emirates Stadium. O resto, por eliminação, foram arrancados longe da Inglaterra.

Marseille conseguiu inacreditável virada no Signal Iduna Park (AFP)

O Olympique de Marseille deu alguns sustinhos, mas passou de fase. As derrotas no Vélodrome para Arsenal e Olympiacos poderiam ter sido evitadas – principalmente a diante dos gregos, onde o Marseille poderia se classificar antecipadamente. O susto maior foi no último jogo, onde o time francês fez um primeiro tempo horrível diante do Borussia Dortmund e achou um gol com Rémy, indo pro intervalo com 2×1 contra. Na etapa final, jogo morno, mas a ruindade do Dortmund na partida foi “mais ruim” que a ruindade do Marseille, que com dois gols – fortuitos – no final, arrancou a virada e a classificação.

O Olympiacos surpreendeu. Começou a temporada “atrasado” – seu primeiro jogo na temporada foi justamente na estreia da Liga dos Campeões, diante do Marseille – e fez uma campanha digna, estando perto de se classificar. A vaga na Liga Europa foi um prêmio.

Já o Borussia Dortmund, junto com Manchester City, United e Lille foi uma decepção. Tá certo que o time é jovem e de experiência quase zero em competições internacionais, mas as atuações do BVB na Liga beiraram o ridículo. Fica o aprendizado para edições futuras.

Errei tudo neste grupo: O Dortmund passaria em primeiro, o Arsenal em segundo, o Marseille em terceiro e o Olympiacos em último.

GRUPO G

Este grupo também era equilibrado, mas todos viam o Porto como o mais forte do grupo. O time, agora sem André Villas-Boas, mexeu pouco nos jogadores. Era esperado mais do time campeão da Europa League 2010/11, mas foi visto apenas um vexatório 3º lugar.

Quem realmente surpreendeu foi o APOEL. O time cipriota, cheio de refugos brasileiros, bateu em seu país times favoritos, como Porto e Zenit e fora de casa arrancou três empates. Sabe Deus até onde este time pode ir!

Com campanha fraca fora de casa, o Zenit conseguiu se salvar graças a sua boa campanha em St. Petesburgo. Lá, somou 7 dos nove pontos que lhes qualificaram para a fase seguinte.

O Shakhtar Donetsk, de uma das grandes surpresas da última edição da Liga dos Campeões, passou de vexame nesta atual edição. O time ucraniano conseguiu apenas uma vitória e esta só veio quando já estava eliminado. Os cinco pontos conquistados traduzem bem como foi decepcionante a campanha do brasileiro time da Ucrânia.

Para entender meu erro de palpite neste grupo, é só colocar os dois primeiros como dois últimos e os dois últimos como dois primeiros. Sacou?

GRUPO H

Grupo mais previsível de todos e pouparei minhas palavras.

O Barcelona sobrou e como esperado, se saiu melhor no confronto direto diante do Milan. Assim como na definição do líder do grupo, a definição do terceiro colocado também saiu no confronto direto e o Plsen venceu na Bielorrússia o BATE Borisov e ficou a vaga na Liga Europa.

Segundo e último grupo que acertei todas as colocações.

SOMA DOS PALPITES = 13 colocações certas de 32 (pra ver como eu entendo do assunto, rs)

Como citado antes, os resultados da fase de grupos da Uefa Champions League tornaram as colocações finais como “falsas vantagens”. Afinal, seria vantajoso terminar em primeiro e pegar um Milan logo de cara? E terminar em segundo e pegar o APOEL, seria uma desvantagem?

O sorteio das oitavas de final reserva grandes surpresas. Poderemos ver um Real Madrid x Milan ou um APOEL x Basel…

Só esperando o dia do sorteio…

Contra-ataque: nova arma do Real Madrid

Texto de: Romário Henderson

Geralmente, os clubes grandes sempre se impõem perante os adversários. Com o Real Madrid não é diferente. Mas, após a aparição de Kaká, a equipe de José Mourinho ficou muito veloz e letal na retomada da bola. O primeiro gol contra o Ajax, pela Champions League, de Cristiano Ronaldo, evidencia a nova arma dos “blancos”.

Voando nos contra-ataques (Reuters)

Com Cristiano pela esquerda e Kaká no centro na linha 3 do 4-2-3-1, o Real ficou muito mais forte, pois as atenções serão divididas entre o português e o brasileiro, que tem trocado bons passes, fazendo soberbas tabelas. É lógico que Ozil, Xabi Alonso e Marcelo, por exemplo, preocupam os rivais, porém, Cristiano Ronaldo e Kaká são aqueles com maior capacidade de decisão.

Diferentemente do rival Barcelona, o Real Madrid não fica muito tempo com a bola nos pés, ou seja, proporciona o adversário ter a dita cuja e, numa marcação infalível, tenta retomá-la e sair rapidamente no contra-ataque.

Neste fim de semana, contra o Espanyol, o Real goleou os oponentes por 4×0, sendo que dois dos gols merengues foram em contra-ataques. Devido a isso, houve momentos na partida em que o Real Madrid, propositadamente, deu campo ao adversário, justamente para que deixassem espaço para os contragolpes.

Kaká vai voltando aos bons tempos (Reuters)

Não há o que discutir a qualidade do Real, e com a presença de Kaká, enfim recuperado clínica e fisicamente, se torna ainda mais forte, afinal, o brasileiro tem uma técnica soberba, uma explosão física irretocável e uma visão de jogo plausível. Mourinho o escalou nos dois últimos jogos do Real Madrid centralizado na linha 3, deslocando Ozil para a direita.

Agora, além da imposição, os merengues tornam-se também fortes no contragolpe. Sem dúvida, José Mourinho vem fazendo trabalho de força e velocidade nos contra-ataques, pois para ser letal como vem sendo os “blancos”, é necessário um excelente trabalho físico e de força.

Tévez "pedindo" pra sair do City (Reuters)

Caso Tevez – É inadmissível um profissional recusar-se a entrar em campo. O argentino não queria jogar no Manchester City nesta temporada, e está forçando a barra para poder sair. Como o City não facilitou sua saída, o guerreiro e ótimo jogador, contudo péssimo profissional, está fazendo de tudo, literalmente, para ser dispensado.

O técnico da equipe, Roberto Mancini, já disse que Tevez não joga mais nos Sky blues. Momentaneamente, o jogador está afastado. Mas, qual será a decisão da direção do City? Vai simplesmente liberá-lo? E o investimento feito no jogador não será recompensado? O fato é que creio que Tevez não mais vestirá a camisa do Manchester City, mas só sairá se pintar uma proposta financeira conveniente. A direção não cederá à sua vontade de sair e irá liberá-lo mediante alto pagamento, o que, cá entre nós, deve acontecer, já que alguns clubes, inclusive o Real Madrid, estão dispostos a desembolsar uma alta quantia.

Chance de ouro

O Lyon terminou a temporada 2010/11 aos frangalhos.

Claude Puel era criticado; jogadores do próprio elenco criticavam o técnico; haviam até casos de atletas que saiam no braço com torcedores, graças a má campanha da equipe; contratações como a de Yoann Gourcuff se tornaram verdadeiros fracassos; e a vaga para os playoffs da Uefa Champions League foi conquistada muito mais pelos vários vacilos do Paris Saint-Germain do que por seus próprios méritos.

Era normal então que os torcedores do Lyon não tivessem grandes ambições para a temporada seguinte.

Rémi Garde feliz da vida com o bom início do Lyon

A grande alegria dos torcedores foi a saída de Claude Puel. Porém, no lugar do controverso treinador, chegou o inexperiente Rémi Garde. “Patrimônio” do Lyon – Garde é cria do clube e jogou no OL de 1987 até 1993 -, Garde teria no OL seu primeiro desafio profissional como técnico. Anteriormente, ele havia sido assistente técnico de Paul Le Guen e Gérard Houllier quando estes passaram pelo Lyon. De lá pra cá, virou dirigente e mais tarde treinador dos times de base do OL.

Somada a essa inexperiência, poucos reforços chegaram para Garde, que teve que se virar basicamente com o que Puel também tinha.

Era esperado um início turbulento no Campeonato Francês, sem esquecer da Champions League. O Lyon havia caído num complicado grupo, onde bateria de frente com equipes como Real Madrid e Ajax.

Mas o início de temporada do Lyon foi totalmente diferente do que os torcedores poderiam imaginar.

Nas primeiras seis rodadas da Ligue 1, Les Gones permaneceram imbatíveis. Apenas na 7ª rodada o Lyon veio a perder – 1×0 diante do Caen. Hoje, os comandados de Rémi Garde tem 17 pontos e dividem com Paris Saint-Germain e Toulouse a liderança da liga após 8 jogos.

Não eram só os resultados que chamavam a atenção, mas também o modo como a equipe jogava e se portava dentro das quatro linhas. Era uma atitude bem diferente da vista nos tempos de Puel.

Já na Champions League, o Lyon terá nesta terça-feira uma chance de ouro de começar a encaminhar a vaga para as oitavas-de-final do torneio.

Ajax e Lyon ficaram no zero (Reuters)

Após interessante 0x0 contra o Ajax em Amsterdã, o OL receberá no Gerland a equipe mais fraca do grupo, o Dínamo de Zagreb. Chance de ouro pro Lyon vencer – e vencer bem para fazer saldo – e ir tranquilo pros dois jogos seguidos diante do Real Madrid.

O Lyon tem se mostrado uma equipe bem equilibrada. Lovren e Koné tem estado firmes na marcação, sempre contando com a segurança de Hugo Lloris na meta. No meio campo, Gonalons tem jogado muito bem e feito a torcida do Lyon esquecer Toulalan, enquanto Källstrom segue sendo o maestro da “meiuca”. Mais à frente, o brasileiro Michel Bastos e o francês Gomis tem mostrado bom entrosamento e sempre são a válvula de escape do time. A velocidade de Bastos somada com a presença de área de Gomis são fatores que contribuem para uma maior combinação entre ambos, e consequentemente, no entrosamento e evolução do time.

Jogando em casa, o Lyon tem a obrigação de bater o Dínamo de Zagreb, pois se não conseguir isso, o 0x0 conquistado na Amsterdã ArenA de nada servirá. Uma boa vitória sobre os croatas deixará o time francês mais leve e tranquilo para enfrentar o Real Madrid por duas vezes seguidas. Essas características são boas, pois tornam o Lyon um franco-atirador nesses duelos, podendo partir para cima sem aquele temor de sofrer gols nos contra-ataques.

Outro motivo para tornar a vitória sobre o Dínamo de Zagreb obrigatória. Pegar o Real Madrid por duas vezes seguidas, tendo como obrigação vencer pelo menos um dos dois jogos é difícil. Os jogadores não ficam só pressionados, como ficam também com medo de partir pra cima e estragar tudo lá atrás.

É a chance do Lyon começar a encaminhar a vaga no enroscado Grupo D!

Curtinhas da rodada:

Jupp Heynckes prepara o Bayern pra pegar o City

– O grande jogo da rodada acontecerá na Alianz Arena, Bayern x Manchester City. Os Citizens entrarão na partida com a obrigação de vencer, já que empataram na 1ª rodada. Tarefa complicada, já que os bávaros sofreram somente um gol na temporada. O Napoli receberá o Villarreal e tem tudo para vencer e começar a complicar a vida do Manchester City no grupo;

– No Grupo B, Inter e Lille jogarão fora de seus domínios, mas ambos tem a obrigação de vencer. Os italianos perderam em casa pro Trabzonspor e agora não podem pensar nem em empatar com o perigoso CSKA na Rússia. Já o Lille deixou a vitória escapar contra os russos e agora tem de perder a ingenuidade e partir pra cima do Trabzonspor;

– Rodada importante para Leverkusen e Valencia no Grupo E. Os alemães pegam o Genk e os espanhóis o Chelsea. Ambos jogam em casa e nenhum dos dois pode pensar em perder pontos antes dos confrontos diretos nas rodadas 3 e 4;

– Jogo dos renascidos no Vélodrome: O Marseille, que finalmente venceu na Ligue 1, contra o Borussia Dortmund, que voltou a vencer na Bundesliga. Os franceses podem até especular com o empate, mas o BVB nem tanto, já que empatou no primeiro jogo;

Balanço da janela: Inglaterra

Dando sequencia as análises finais das contratações, chegamos ao local onde as negociações são mais intensas, a Premier League. Na liga mais milionária do mundo, todos querem entrar pra mostrar seu valor e quem já está lá, mas se deu mal, quer sempre uma segunda chance. Vamos as principais mexidas!

Kun Agüero foi a grande contratação do City

Fazendo jûs ao apelido de “novo rico”, o Manchester City foi a equipe que mais gastou na terra da rainha. Foram mais de 81 milhões de libras investidos em contratações. A mais cara foi a de Kun Agüero, 39,6 milhões de libras. Os Citizens também gastaram uma nota preta para tirar Samir Nasri do Arsenal. Foram 24 milhões investidos. Completam a lista de chegadas no clube azul de Manchester, Gael Clichy, Stefan Savic, Costel Pantilimon e Owen Hargreaves.

Na lista de dispensados do clube, estão jogadores como Jô, Given, Boateng, Wright-Philips, Bellamy, Santa Cruz e Adebayor, todos eles com rodagem no elenco azul. Desses todos, somente os dois últimos a serem citados saíram por empréstimo. A venda mais lucrativa foi a de Jêrome Boateng, onde o City conseguiu quase 12 milhões ao vendê-lo pro Bayern.

Os Citizens fizeram altos investimentos para continuarem com o ambicioso plano de tomar conta do futebol inglês. É um dos favoritos ao título inglês e se o time encaixar, pode fazer barulho na Uefa Champions League.

Outro time que também não economizou na hora das transferências foi o Chelsea. O time londrino gastou 75 milhões de euros e acabou dando uma renovada em seu elenco. O jogador mais caro foi Juan Mata, de 23 anos, contratado por 23 milhões de libras. Por 19 milhões, veio Lukaku, de 18 anos. Oriol Romeu, Ulises Dávila, Thibaut Courtois e o brasileiro Lucas Piazón, outros contratados dos Blues estão todos abaixo dos 21 anos. Apenas Raúl Meireles – contratado por 11 milhões de libras – está acima dessa margem. O português tem 28 anos.

A diretoria do Chelsea aproveitou para se desfazer de jogadores que estavam sem espaço ou que decepcionaram em sua passagem pela Inglaterra, como no caso de Yuri Zhirkov, que foi vendido pro Anzhi por 13 milhões de euros. Jogadores como Benayoun e Mancienne foram outros a mudar de ares.

De Gea, Jones e Young são os novos Red Devils

O Manchester United seguiu a receita do Chelsea e decidiu trazer alguns jovens valores para seu elenco, como David De Gea, de 20 anos e Phil Jones, de 19. Ashley Young, que não chega a ser um jovem, mas que também não é nenhum veterano, também se juntou aos Red Devils. A grande diferença das jovens contratações das duas equipes está justamente nos valores. Enquanto o Chelsea trouxe Lukaku por 19 milhões e Courtois por 7 milhões, o Manchester United fez com que não houvesse essa disparidade. De Gea veio por 17 milhões, Jones por 16 milhões e Young por 15 milhões.

Outra diferença das negociações entre as duas equipes inglesas está nas dispensas. O Chelsea trouxe jovens valores, mas mandou poucos veteranos embora, já o United deu essa renovada. Van der Sar e Scholes encerraram suas carreiras, enquanto John O’Shea, Wes Brown e Owen Hargreaves, todos com muitos anos no clube, acabaram mudando de ares.

O Manchester ainda “se livrou” de duas apostas que não deram certo: Gabriel Obertan e Bebé. O francês nunca repetiu suas boas atuações dos tempos de Bordeaux e seleções de base de seu país, enquanto o português, contratado do nada por Sir Alex Ferguson, mostrou que do nada veio, pro nada voltará. Obertan foi em definitivo pro Newcastle, enquanto Bebé foi por empréstimo pro Besiktas.

Aparentemente, não só pelos negócios, como também pelo começo de temporada, a renovação do Manchester United tem sido mais bem sucedida que a renovação do Chelsea.

O Liverpool aos poucos tenta se acertar e nessa última janela de transferências, gastou mais de 57 milhões de libras. Os Reds não chegaram a fazer grandes loucuras e se reforçaram mais com destaques da própria Premier League do que com estrelas de fora. Jordan Henderson – negócio mais caro do clube, 15 milhões – veio do Sunderland, Charlie Adam veio do Blackpool, Downing chegou do Aston Villa, Bellamy regressou ao Liverpool após algum tempo de Manchester City e José Enrique veio do Newcastle. Completam a lista de reforços dos Reds a revelação uruguaia, Coates e o goleiro brasileiro Doni.

Mas pode-se dizer que o grande reforço do Liverpool foram as saídas de muita gente que pouco acrescentou ao time em seu tempo por lá. Paul Konchesky foi pro Leicester por 1,4 milhões, N’Gog foi pro Bolton por 3 milhões, Jovanovic foi pro Anderlecht por 704 mil euros, enquanto Poulsen, Ínsua, Kyrgiakos, El Zhar e Degen saíram de graça. Aquilani e Cole, apostas furadas dos Reds foram por empréstimo para Milan e Lille, respectivamente.

O Liverpool se mexeu bem, mesmo não tendo feito loucuras. Foram contratações pensadas e boas, além das ótimas saídas, porque o ruim de ter esses malucos no banco de reservas, é que em alguma hora eles terão de entrar.

Será que se machucará pouco?

O Arsenal gastou bastante… mas não dá pra dizer que gastou bem. Dos 54 milhões de libras gastos pelos Gunners, o investimento mais caro foi no jovem de 18 anos, Oxlade-Chamberlain, 12 milhões. O clube londrino ainda gastou 10 milhões cada em Gervinho e Arteta. Per Mertesacker veio por 6 milhões. Curiosamente, Mertesacker e Arteta gostam de um departamento médico…

Carl Jenkinson, o brasileiro André Santos, Park Chu-Young e Benayoun completam a lista de contratados do Arsenal. Nada que deixe o torcedor Gunner ansioso por títulos…

Se o Arsenal “ganhou” pouco nas contratações, perdeu demais nas saídas. Por 25 milhões de euros, Fàbregas foi pro Barcelona, já Samir Nasri, por 24 milhões, foi pro Manchester City. A saída dos dois ocasionou uma dura queda no nível do time, que já não era dos mais altos… Clichy, Bendtner, Denílson, Eboué e Vela foram outros atletas com rodagem no time titular do Arsenal que deixaram o clube.

Que ergam as mãos os torcedores do Arsenal contentes com as mexidas no seu time!

BOLA DENTRO (CHEGADAS)

– Scott Parker, bom meio campista que estava no West Ham, chegou no Tottenham. Negócio bom e barato dos Spurs, que gastaram 4 milhões de libras;

Bryan Ruíz está a disposição de Martin Jol

– O Fulham trouxe dois jogadores interessantes para esta temporada: Bryan Ruíz, ex-Twente e Grygera, ex-Juventus. Os dois devem ajudar bastante;

– O Aston Villa foi outro que se mexeu bem. Trouxe do Wigan, Charles N’Zogbia, do Manchester City o experiente goleiro Shay Given e o meio campista Jermaine Jenas veio do Tottenham. Devem dar experiência ao jovem time do Villa;

– O West Brom trouxe de volta Zoltán Gera. Gosto do futebol do húngaro. Ele havia perdido espaço no Fulham, mas acredito que no WBA ele possa não só jogar mais partidas como ser decisivo;

– O Newcastle trouxe boas peças de reposição para os lugares de Carroll e Nolan. Vieram Demba Ba e Yohan Cabaye;

– O Stoke City se mexeu bem nessa janela. Trouxe o zagueiro Upson, que estava no West Ham e tem passagens pela seleção inglesa. Trouxe também o volante Palacios, além de Peter Crouch. Não havia time mais propício para Crouch jogar! Tinha de ser no time dos laterais malucos;

BOLA DENTRO (SAÍDAS)

– O Tottenham se livrou do fraco Alan Hutton, que foi pro Aston Villa. De quebra, ainda arranjou um time para Bentley, o West Ham. Pena pros Spurs que no caso de Bentley é só um empréstimo;

– Por empréstimo, o Aston Villa mandou para a Grécia o limitado Jean II Makoun. Ele ficará no Olympiacos;

– O West Bromwich conseguiu faturar quase 2 milhões de libras mandando o frangueiro goleiro Scott Carson para o Bursaspor;

– O pessoal do Stoke City não deve ter pensado duas vezes quando viu que o contrato de Eidur Gudjohnsen estava se encerrando e decidiu: “Vá com Deus!”. E ele foi… Está no AEK Athenas;

BOLA FORA (CHEGADAS)

– O Tottenham trouxe o veteraníssimo Brad Friedel. Ele é bom goleiro, mas não sei o que os Spurs querem com um goleiro de 40 anos em seu elenco;

– O Manchester City vive emprestando Adebayor de time em time. O próximo time do togolês será o Tottenham, torcida que odeia o atacante. Junte uma torcida irada com um atacante mediano! Só pode dar coisa ruim;

– Com o passar dos anos, o futebol de Tuncay Sanli cai… e com o passar dos anos aparecem mais clubes lhe dando chances. Agora será a vez do Bolton;

– Ainda no Bolton, chegou N’Gog. Atacante horroroso!;

BOLA FORA (SAÍDAS)

– O Bolton perdeu seu principal atacante, Johan Elmander. E ainda não ganhou nenhum trocado, porque ele foi de graça pro Galatasaray. Perda total;

Até a próxima!

Quarta força… e caindo!

As derrotas se tornaram rotina para o Arsenal

Depois da Bundesliga e da Ligue 1, é a vez da Barclays Premier League se iniciar. Nesta temporada, o Campeonato Inglês tem um favorito disparado: o atual campeão nacional e vice-europeu, o Manchester United, além de times que almejam esse posto devido os grandes investimentos, como o novo rico, Manchester City e o sedento por títulos, Chelsea.

Mas a temporada 2011/12 pode culminar no declínio absoluto em algo de gosto duvidoso que é feito há anos por um dos mais tradicionais clubes do país: a política de contratar jovens valores feito pelo Arsenal.

É de conhecimento de todos que há algum tempo que os Gunners não fazem grandes investimentos nas janelas de transferências e decidem apostar mais em garotos. Claro que se investir em moleques há os prós e contras, mas a parte contrária parece pesar de forma esmagadora no clube londrino.

O Arsenal tem um longo histórico nos últimos anos de contratar garotos que se destacam na base de clubes e seleções de fora da Inglaterra, sempre mostrando que podem ter um futuro imenso. Mas quando chegam ao clube londrino, mostram exatamente o contrário: falto de preparo, nervosismo e afobação.

Adeus e até a próxima?

Mas como foi citado anteriormente, há os prós também. Cesc Fábregas e Samir Nasri estão no Arsenal desde jovens – Nasri ainda teve experiência no Marseille – e hoje são grandes pilares da equipes. Mesmo Cesc não me parecendo um líder como era Vieira ou Henry, é nítida a mudança de comportamento dos demais jogadores quando ele está em campo. Já Nasri é importante pois sempre joga e é regular.

Mas de que adianta ter os dois se não vem mais ninguém para ajudar?

De que adianta ter Fábregas e Nasri se quando van Persie não joga, a esperança de gols fica para Bendtner, mais uma aposta furada de Arsene Wenger?

De que adianta a dupla, se o lateral direito é Sagna, que acerta um cruzamento de vinte tentados?

Poderiamos ficar nisso o resto do dia…

Mas o fato é que esses negócios de gosto duvidoso vão derrubando o Arsenal. Nasri e Fábregas devem sair do clube e a responsabilidade, que já era grande, ficará ainda maior para cima dos garotos citados acima.

Menos mal que há Jack Wilshere, grande esperança do futebol inglês pro futuro.

Mas entrando de vez no tema central do post, lembro que após essa janela de transferências e o início da nova temporada, poderemos ter uma nova configuração de “forças do futebol inglês”.

Se formos olhar através dos últimos anos, colocaremos o Manchester United como principal força, graças aos títulos nacionais e as boas colocações obtidas em torneios Uefa. Logo em seguida, vem o Chelsea, que como foi citado antes, é sedento por títulos e para saciar essa sede, gasta dinheiro como se não houvesse amanhã. A terceira força deveria ser o Arsenal, mas eu não penso assim.

Já não é de hoje que os Gunners fazem boas temporadas, mas destoam em clássicos e jogos bobos, deixando a conquista do título como impossível. A gota d’água foi na temporada passada. O United começou a tropeçar em alguns jogos e o Arsenal tinha tudo para encostar, mas tropeçou mais que o rival e caiu demais na tabela. A derrocada foi tão vertiginosa, que os Gunners terão de disputar a fase prévia da Champions League, isso porque acabaram em quarto na última temporada do Campeonato Inglês, logo atrás de United, Chelsea e Manchester City.

Gervinho que se vire...

Temo pelo desempenho gunner nessa temporada. Apenas três reforços: Gervinho, Campbell e Oxlade-Chamberlain. Gosto demais do futebol do marfinense, mas não será ele que salvará a horta do Arsenal. Campbell tem feito barulho na Costa Rica, mas não é de hoje que os Gunners fracassam ao trazer jogadores daquela região do planeta. Já Chamberlain tem 17 anos e é uma promessa do futebol inglês, que jogava no Southampton. Os três negócios não animam em nada o torcedor do Arsenal…

Menos mal que o Arsenal se livrou do traste Clichy e o garoto Gibbs poderá mostrar para que veio no mundo futebolístico, mas volto a destacar a possível saída de Nasri e Fábregas. Se isso acontecer, o time “que necessitava só de amadurecimento e umas peças aqui e ali”, vai virar um time comum, com jogadores normais e um ou outro que se diferencia dos demais.

Pior ainda é ver que o posto de quarta força – que já não é algo agradável para um time 13 vezes campeão nacional – pode ser perdido.

Tottenham e Liverpool despontam como principais candidatos a essa simbólica vaga.

Os Spurs já tem uma base firmada há algumas temporadas, base essa que parece se enfraquecer através dos anos, mas não por saída de jogadores, pois a diretoria se mostra firme e não libera facilmente algumas peças, como Luka Modric, desejado pelo Chelsea. Esse enfraquecimento se deve as derrotas que sofrem e o modo como esses tropeços ocorrem.

Liverpool e o gatilho mais rápido da Inglaterra para acertar Suárez

Mas para este blogueiro, o principal time que pode tomar esse símbolo do Arsenal é o Liverpool. Na temporada passada, o time comandado por Kenny Dalglish se acertou durante a segunda metade da temporada e com o dinheiro da New England Sports Ventures, fez a contratação mais eficaz da última temporada na Inglaterra: Luís Suárez.

Se formos colocar em um contexto, poderiamos afirmar que o Ajax seria bombardeado de propostas por Suárez caso ele ficasse no clube holandês até este estágio do ano, mas os Reds foram mais espertos e o contrataram na metade da temporada 10/11. Agilidade que valeu à pena, pois o uruguaio foi muito bem naquele restinho de temporada.

Kenny Dalglish também tem seus méritos ao começar a usar mais garotos, que diferentemente do “esquema Arsenal”, são melhores aproveitados e tem a pressão aliviada. Jogadores como Martin Kelly e Jay Spearing mostraram na última temporada que tem bola para atuar entre os 11 titulares do Liverpool, sem sentir a pressão da enorme fila de títulos do clube.

Ah! Não podemos esquecer dos garotos que vieram de outros clubes, como Andy Carroll, que chegou na metade da última temporada, mas ainda não estorou, vide o grande investimento feito. Para essa temporada, chega um dos destaques do Sunderland, Jordan Henderson, de 22 anos.

O Liverpool se reforçou também trazendo o grande destaque do rebaixado Blackpool. Pode parecer redundante destacar isso como reforço, mas há de se confirmar que Charlie Adam se mostrou um jogador de grande qualidade vestindo a camisa dos Tangerines. Pode acrescentar demais ao elenco red e se tornar uma opção confiável caso demonstre no Liverpool o mesmo futebol que apresentou em seu tempo de Blackpool.

Os Reds se reforçaram bem e mantém o bom trabalho da temporada passada. É um bom modo e voltar a disputar a Champions League, que tem sido algo que não anda no cardápio de competições do clube.

Pelo jeito, Wenger terá de fazer mais consolos

E o Arsenal que se cuide. Poucos negócios feitos e esses “poucos” são de gosto duvidoso, pra não dizer ruins, com garotos que nunca estouram e fazem um jogo bom em nove, dez… Essas negociações duvidosas e a escassez de títulos faz com que destaques como Fábregas e Nasri migrem para outras ligas ou outras forças do país.

É crítica a situação! Se os reforços de peso não vierem, o Arsenal ficará naquela zona que fica entre o 6º e o 3º colocado. Pouco para um time que fica sempre almejando altos objetivos, mas nunca sai de sua zona de conforto.

Quem gosta disso é o Manchester City, que no seu plano de crescimento, desbanca um grande e ainda vai enfraquecendo esse rival.

Wenger precisa rever esse conceito dele de não gastar muito e só gastar com jovens jogadores. Claro, é de cada um o modo de dirigir o clube, mas isso não garante bom futebol, cancha, títulos e até torcida. Aliás, que garotinho vai querer torcer para um time que há anos não ganha nada?