TOP 7 – Momentos chave das oitavas-de-final

Barcelona, Bayern, Borussia Dortmund, Galatasaray, Juventus, Málaga, Paris Saint-Germain, Real Madrid são os grandes vencedores da fase de oitavas-de-final da UEFA Champions League. Os oito times citados estarão envolvidos no sorteio da sexta-feira que irá encadear os caminhos de cada um na próxima fase da competição.

Para valorizar cada feito, o Europa Football selecionou sete momentos chave das oitavas-de-final. Confira:

7 – O gol de Claudio Marchisio

Celtic x Juventus em Glasgow foi uma partida interessante de assistir. Os italianos foram eficazes e converteram em gol um terço de suas finalizações, enquanto os escoceses finalizaram 17 vezes e não balançaram as redes. Mas a partida em si foi tensa, afinal, o Celtic usou e abusou da bola aérea e do jogo físico, causando alguns apuros para a Vecchia Senhora.

Só que aos 33 minutos da etapa complementar, o meia juventino Claudio Marchisio fez belo gol e deixou a partida em 2×0. O tento italiano derrubou o Celtic que não teve mais forças para atacar e ainda sofreu o terceiro gol. Marchisio acabou trazendo toda tranquilidade que a Juve necessitaria para o restante do jogo, que com 1×0 seria tenso, e para a partida de volta em Turim.

6 – Primeiro tempo

Em Londres, o Bayern se sentiu em casa(Getty Images)

Em Londres, o Bayern se sentiu em casa
(Getty Images)

Tanto Bayern quanto Paris Saint-Germain passaram sufoco em seus jogos em casa para garantirem acesso as quartas-de-final da Liga dos Campeões. O que foi preponderante para a afirmação da vaga de ambos, porém, foi o primeiro dos quatro tempos disputados nos dois jogos.

Os bávaros massacraram o Arsenal no Emirates Stadium e levaram o 2×0 para o intervalo, complicando a missão inglesa. O placar final foi 3×1 para o Bayern, o que deu uma margem para uma – exagerada – acomodação no duelo de volta, vencido pelos Gunners por 2×0, mas que valeu a qualificação alemã.

Já o Paris Saint-Germain fez primeiro tempo primoroso contra o Valencia no Mestalla e, assim como o Bayern, foi para os vestiários com dois gols de vantagem e com a sensação de que poderia ter sido melhor. O 2×1 apontado ao término do jogo possibilitou ao PSG o empate obtido no duelo de volta, que lhe garantiu nas quartas-de-final.

Isso só aumenta minha teoria de que o jogo mais importante de um mata-mata é o de ida, pois é onde o confronto está aberto e seu time pode abrir vantagem. Paris Saint-Germain e Valencia aproveitaram bem esse fator, diferentemente do Porto…

5 – Antigas convicções deixadas de lado

Terim cumprimenta suas duas principais estrelas

Terim cumprimenta suas duas principais estrelas

Mircea Lucescu e Fatih Terim, técnicos de Shakhtar Donetsk e Galatasaray, respectivamente, foram duas figuras que abriram mão de suas convicções nas oitavas-de-final da Liga dos Campeões. Como o futebol não é uma ciência exata, ucranianos e turcos seguiram caminhos contrários.

O Shakhtar era um time caracterizado por um jogo imponente, de marcação por todo o campo e constante avanço de “homens surpresas”, como Fernandinho e Srna, porém, no duelo de volta contra o Borussia Dortmund, mesmo precisando do gol, os ucranianos decidiram esperar a equipe alemã na defesa e caíram do cavalo. O Shakhtar foi para o intervalo com 2×0 de desvantagem. No 2º tempo, com menos de cinco minutos, o time de Lucescu, mais ousado, fez mais do que toda etapa inicial, mas já era tarde e a eliminação não foi evitada.

Já Fatih Terim, mesmo com Didier Drogba e Wesley Sneijder reforçando seu time, não abriu mão de seu 4-4-2, mesmo deslocando o holandês para o lado esquerdo. Ao ver que o sistema tático não estava funcionando, Terim escalou seu time no 4-3-1-2 na volta contra o Schalke em Gelsenkirchen. Sneijder, outrora sumido, teve atuação destacável como armador e foi um dos responsáveis, ao lado de Yilmaz e Terim, pela classificação turca.

4 – Olho neles

Isco ajudou o Málaga na virada sobre o Porto(Getty Images)

Isco ajudou o Málaga na virada sobre o Porto
(Getty Images)

Durante a fase de grupos da competição, dois jogadores chamaram a atenção sem estar nos times considerados favoritos: Isco do Málaga e Burak Yilmaz do Galatasaray. Na fase de mata-mata, onde seria normal que sentissem a pressão de serem os grandes nomes de seus times, corresponderam à altura.

O espanhol Isco participou dos dois gols do Málaga na vitória sobre o Porto que lhe garantiu na fase seguinte do torneio. O meia abriu o placar com um belo chute de fora da área e deu o passe para Santa Cruz anotar o tento de qualificação. Já Yilmaz manteve a escrita de marcar desde a terceira rodada da fase de grupos e balançou as redes nos dois duelos contra o Schalke, acumulando oito dos onze gols do Galatasaray e lhe deixando com a artilharia da Liga dos Campeões ao lado de Cristiano Ronaldo.

3 – A expulsão de Nani

A partida entre Manchester United e Real Madrid ganhava contornos dramáticos. Os ingleses venciam por 1×0 e garantiam a classificação, enquanto os espanhóis precisavam do empate para forçar a prorrogação. Parecia que teríamos um restante de partida movimentado e tenso, porém, o árbitro chamou a atenção para si.

Aos 11 minutos da etapa final, após bola rebatida da entrada da área do Manchester, Nani estava soberano e tentou dominar com o pé no ar. Observando apenas a bola, o português não viu a chegada de Arbeloa e atingiu o adversário. Lance acidental, talvez para cartão amarelo, mas o rigoroso Cüneyt Çakir decidiu expulsar Nani.

A exclusão do jogador português mudou os rumos da partida. O Manchester, que já marcava mais do que atacava, teve de recuar por completo, enquanto o Real Madrid se mandou para o ataque e conseguiu o resultado que desejava, a virada. Parte da classificação deve ser colocada na conta de Çakir e na expulsão de Nani.

2 – Bola na trave de Niang

A tônica de Barcelona x Milan no Camp Nou era previsível: catalães no ataque e italianos se defendendo, esperando uma mísera chance para marcar o gol que complicaria a vida do adversário. Com o Barcelona vencendo pela placar mínimo, o que ainda era favorável ao Milan, veio a grande chance aos 37 minutos da etapa inicial. Após falha de Mascherano, o jovem M’Baye Niang escapou com liberdade e ficou cara-a-cara com Victor Valdés. O francês de 18 anos sentiu a pressão e acertou a trave. Foi a grande chance do Milan na partida toda. Para piorar, menos de dois minutos depois, Messi fez o segundo gol do Barcelona e deu sequência a goleada catalã.

O possível gol de Niang daria ares dramáticos a partida, afinal de contas, o empate milanista obrigaria o adversário a fazer três gols para se classificar para fase seguinte.

1 – Fazendo jus ao nome

Messi abriu caminho para a virada do Barcelona(Getty Images)

Messi abriu caminho para a virada do Barcelona
(Getty Images)

Cristiano Ronaldo e Messi são, indiscutivelmente, os melhores jogadores da atualidade. Na fase de oitavas-de-final do torneio eles fizeram jus a tal status e ajudaram a dupla Barça-Madrid a conquistar a classificação.

O gajo português evitou a derrota madridista na ida ao marcar um gol de cabeça semelhante ao feito na final da competição em 2008, quando defendia justamente o Manchester United. No duelo de volta, em Old Trafford, Cristiano Ronaldo, mais apagado que o normal, apareceu na hora certa e anotou o segundo tento do Real Madrid, classificando seu time para a próxima fase.

Enquanto isso, seu “rival” Messi, após nem aparecer na ida em San Siro, foi um dos grandes responsáveis pela virada no duelo de volta, quando fez os dois primeiros gols do Barcelona na goleada por 4×0 sobre o Milan.

Não bastou ter o status, mas eles fizeram justiça a tal alcunha.

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Guerra sem causa não tem vencedor

Pachecos x Eurocêntricos: uma guerra forçada

As comparações entre o futebol praticado no Brasil e no exterior estão longe de encontrar o limite. Diria até mais: o auge dessas discussões só irá chegar em uma nova era, com outras pessoas, novos modos de pensar e analisar tudo que nos rodeia, ultrapassando, inclusive, o âmbito futebolístico. Com a atual perspectiva, na qual me incluo, qualquer conversação comparativa será vazia e sem nexo. Possivelmente, os parágrafos a seguir se incluam nessa visão e nada acrescente a você, meu caro leitor.

O fato é que está cada vez mais rotineiro ver alguém perder a cabeça por ouvir que “o futebol brasileiro está no nível do europeu” ou que “Messi já superou Pelé”. Todas essas discussões não vão a lugar nenhum por serem questões de opinião e em toda questão opinativa, verdade absoluta não haverá, mas existirão diferentes pontos de pensamentos e visões. Umas mais distorcidas do que outras, mas que não deixam de ser opiniões.

Entre os paralelos dos dois continentes, o que mais têm me chateado são os momentos oportunos que fazem com que alguém rebaixe o “adversário”. Não pode ter uma invasão de campo ou uma falha técnica em um estádio europeu para que os “pachecos” não tomem a fala e já digam, de forma irônica, que “na Europa é lindo, aqui é vergonha”. Assim como os “eurocêntricos” parecem ter alguma espécie de alergia com o futebol nacional e sempre relacionem os campeonatos disputados por aqui a várzea.

Aliás, essas relações esdrúxulas que “surgem” entre os países me incomoda demais. Precisa lembrar que tal coisa acontece ou não acontece no Brasil enquanto assisto a um jogo do Campeonato Inglês e vice-versa? Se estou acompanhando uma partida na Inglaterra, dou a entender que quero saber sobre o campeonato deles e somente informações realmente relevantes de outros campeonatos vão me interessar. Saber que a arbitragem britânica também erra ou que no Brasil se dribla mais é completamente irrelevante pro contexto do momento.

Engraçado também como são poucos que tratam os “adversários” com respeito. O exemplo mais clássico está na lista dos concorrentes à melhor do mundo da FIFA com a France Football. Os “pachecos” clamam por presenças nacionais e rebaixam todo e qualquer jogador estrangeiro que não seja Messi ou Cristiano Ronaldo, como se não tivessem capacidade de chegar a tal status. Os “eurocêntricos” rebatem com ofensas atrás de ofensas, novamente relacionando o futebol jogado aqui com a várzea.

Os “pachecos”, porém, caem por terra em seus argumentos ao encherem de elogios jogadores como Falcao García, Kun Agüero e Edinson Cavani. Logo, dão a entender, corretamente, que os melhores atletas de nosso continente estão na Europa. É por essas e outras que o futebol praticado no Velho Continente é o melhor do planeta. É até uma ligação lógica, pois os atletas europeus de maior qualidade não saem de lá e os clubes tem banca pra trazer os melhores sul-americanos, asiáticos e africanos. As exceções são raríssimas, Neymar é uma delas, talvez a única, ou você acredita que tenha um Samuel Eto’o arrebentando na África e que seu clube consiga segurá-lo? Ou que exista um novo Shinji Kagawa no Japão que está tão acima dos demais atletas asiáticos que se ele permanecer mais dois ou três anos por lá irá estagnar na carreira, como fatalmente acontecerá com Neymar? Não tem! É exceção! Na América do Sul, não há uma alma que se aproxime da qualidade de Neymar, é nítido e até as exigentes FIFA e France Football notaram e colocaram o rapaz na lista de melhores do mundo.

Por Neymar estar tão acima dos demais jogadores, quer dizer que não temos bons jogos por aqui? Não! Muitos pensam que sim, mas essa parte tem o famoso “complexo vira-lata”. Eu, por exemplo, acompanho mais o futebol europeu do que o nacional, nunca neguei que troco jogos do Brasileirão por partidas do “Francesão”, mas também não escondo para ninguém que a partida Atlético Mineiro 3×2 Fluminense foi uma das melhores que vi em muitos anos.

Tento me manter o mais flexível possível, afinal de contas, só é possível fazer uma crítica decente sobre determinado assunto se você o conhece e o compreende por sua própria visão, sem a mensagem muitas vezes distorcida que uns e outros passam. Mantenho a posição de que o futebol europeu é melhor e que Messi tem capacidade de superar Pelé – selecionando dois temas que estão em constante debate -, mas mantenho o respeito pela história vencedora e pelas raízes que o futebol brasileiro criou, que mesmo tendo se enfraquecido com o passar dos anos, ainda consegue render bons frutos aos amantes do esporte bretão.

A principal dificuldade é isso entrar na cabeça da maioria das pessoas. Ainda chegará o dia em que entenderei essa obsessão terminal de querer que algo ou alguém de culturas e vivências distantes seja melhor que outro. Se isso já acontece na música, onde uma banda de rock é comparada a um grupo de pagode, imagina no futebol, onde milhares de paixões estão envolvidas? Às vezes penso se essa civilidade não entra em nossas cabeças por debilitação mental ou por desinteresse mesmo…

E por fim, essa discussão ultrapassa os limites do gramado e das salas da diretoria dos clubes e chega na sociedade, porque essa mania extremamente fútil e mesquinha existe em todos os âmbitos de nossa vida. Mesmo jovem, já convivi com diversos tipos de pessoas, de crianças que querem chegar primeiro na sala de aula a adultos que ameaçam famílias de políticos para que outro candidato saia vencedor em uma eleição.

Nessas horas, gostaria de conhecer mais o mundo, viver novas culturas e tirar a conclusão se esta abusiva mania é só dos brasileiros ou se o problema é mundial. Ao mesmo tempo, bate o medo de conhecer o mundo e perceber que essa mania é exclusivamente nossa. Como que explicarei a um estrangeiro que nós, brasileiros, somos tão mesquinhos a ponto de ter de rebaixar algo bom por acreditar que sempre tem de existir outro melhor e soberano? A imagem de povo acolhedor, feliz e simpático que ele provavelmente tem, irá ralo abaixo.

Mas voltando ao futebol, fica complicado imaginar o porquê de sempre haver alguém para encontrar defeitos. Ora bolas, quando vândalos brigam nos estádios não há o papinho de que “é um esporte, é sadio, não dá pra levar a sério”? Então por que não apreciar tudo? Honestamente, faltar com respeito e ignorar o que é produzido em outros países é tão ridículo quanto brigar com uma pessoa por torcer pro time rival, chega a ser xenofobia e completo complexo de vira-lata. Será que é tão difícil gostar do movimentado futebol alemão e do descaracterizado futebol brasileiro – sim, nosso futebol perdeu as características que tinha no passado – ao mesmo tempo? Afinal, é um esporte, é sadio, não?

E é assim que vamos cavando nosso interminável buraco no mundo para nunca mais sair. Se não podemos simplesmente respeitar, entender e analisar com coesão algo que nos faz bem e nos traz emoção a cada fim de semana, imagina assuntos mais sérios…

Começou como terminou

Texto de: Romário Henderson

Em jogo épico, Barça conquista a Supercopa espanhola

Na Espanha, embora a liga nacional não tenha iniciado, a temporada já foi aberta com o superclasico Barça-Madrid. Para variar, a temporada para os espanhóis começou como havia terminado: Barcelona campeão. O jogo foi válido pela Supercopa da Espanha, que reúne o campeão nacional contra o campeão da Copa do Rei.

No jogo decisivo, no Camp Nou, pudemos acompanhar o que cada equipe pode fazer na temporada. O Barcelona, melhor time do mundo, impondo seu estilo pra lá de invejável, no “toque me voy”, abrindo espaços e contando com um jogador que, é o único na atualidade, em minha visão, capaz de decidir uma partida sozinho, no sentido de fazer uma jogada individual driblando alguns adversários e marcando o gol ou deixando um companheiro próximo disso: Lionel Messi.

Como parar o Barça? Há estratégia para tal? Muito difícil. O fato é que José Mourinho conseguiu diminuir a diferença dos catalães que, outrora, era abissal. Mourinho resolveu mandar seus jogadores se comportarem sem a bola como faz o Barça, marcando na frente, sob pressão, diminuindo os espaços, forçando o erro de passe, com, aproximadamente, sete jogadores no campo de ataque. E conseguiu em muitas oportunidades retomar a bola.

A vantagem catalã diminuiu significativamente, mesmo assim, ainda não foi suficiente para vencer seus arquirivais. Jogadores como Di Maria e Ozil precisam aparecer mais no jogo, chamando a responsabilidade, tomando as rédeas das jogadas madridistas, e não se esconderem como fizeram vergonhosamente neste duelo. Mourinho parece não acreditar em Kaká, já que o colocou apenas aos 32 da etapa final, na vaga do inoperante e reticente Mesut Ozil.

Vejo uma vez mais o Barcelona forte. Aliás, ainda mais forte do que na temporada passada, já que tem, por exemplo, opções como Thiago Alcântara – mais maduro -, Fábregas e Alexis Sanchéz. Já o Real Madrid também é muito forte, fez uma ótima pré-temporada, e, claro, brigará com afinco nas competições. Mas, hoje, ainda é inferior ao Barcelona. Na verdade, quem não é?

Malouda salvou os Blues

Chelsea robótico–> Impressionante a postura do Chelsea no primeiro tempo contra o possante West Bromwich, em Stamford Bridge. A equipe londrina tomou o primeiro gol, no erro individual e inadmissível do brasileiro Alex, e depois mostrou-se previsível em suas jogadas. Vi um Chelsea travado taticamente, sem a mínima movimentação, com lentidão na saída de bola e uma falta de criatividade inaceitável. Villas-Boas precisa fazer esta equipe variar taticamente, escalar corretamente, até porque deixar Didier Drogba no banco é um erro de técnico iniciante e incompetente, coisa que não condiz com as façanhas conseguidas pelo luso na última temporada no comando do FC Porto.

Rolo compressor–> Como amante do futebol europeu, assisti ao jogo do Bayern, na Allianz-Arena, contra o Hamburgo, e vi uma postura extremamente agressiva dos bávaros. É óbvio que o Hamburgo é uma equipe frágil, pelo menos no início da Bundesliga, mas a imposição do Bayern, com Robben de um lado e Ribery do outro, com jogadas velozes e voluntariosas chamam a atenção, além da presença de área de Mario Gomez, a habilidade e chegada de Thomas Muller, além, evidentemente, do administrador de meio-campo: Bastian Schweinsteiger. Belíssimo jogador. Bávaros bem montados, bem treinados, com um repertório de jogadas vasto, coletivamente funcionam com eficácia e individualmente conta com atletas acima da média.

Veja como ficou a Seleção Europa Football

O amigo internauta, de boa fé participou, espalhou, votou e montou a Seleção Europa Football da temporada 2010/11.

Antes do resultado, deixa eu rasgar um pouquinho de seda. Muito obrigado a todos que votaram. Cada enquete – 12 no total – tiveram pelo menos 30 votos, o que pode parecer pouco, mas pra este humilde blogueiro é ótimo, mostra que há malucos que acessam este blog. Um muito obrigado e o resultado!

Técnico: Guardiola - 52%

Ergam uma estátua para Messi!

Melhor time que já vi! (Getty Images)

Enfim pudemos acompanhar a final da Uefa Champions League jogada no Wembley e presenciamos também mais um título de certamente mais um dos grandes times da história do futebol.

Guardiola e sua terceira Champions League. Segunda como treinador.

Não adianta empurrar pra debaixo do tapete e dizer que ainda falta muito. Isso é levar longe demais a visão saudosista do futebol, como se não fosse possível surgir um time que no duro e físico futebol moderno, pudesse jogar bonito, jogar simples, jogar enchendo os olhos de quem o assiste.

O Barcelona, de Guardiola é sim um dos maiores times de todos os tempos!

Talvez Pep não tenha tantos méritos, apenas sorte por treinar um time sensacional, mas não custa lembrar que foi ele quem resgatou Busquets e Pedro nas canteras do clube. Não custa lembrar também que foi ele quem tirou Messi da ponta direita e o colocou centralizado, mais precisamente atrás dos volantes. Ele tem sim seus méritos, mas o que me agrada é que não estão enchendo a bola de Guardiola, assim como ele não pede para que levantem sua moral com o público. Todos vangloriam o time do Barcelona, o estilo de jogo e o modo como dominam as partidas e encantam seus fãs.

A cereja desse delicioso bolo barcelonista é Lionel Messi!

Messi vibrou muito! Olhem a cara do Vidic lá atrás....

Ele não destruiu simplesmente a partida disputada no Wembley. Messi acabou com o torneio. Pela terceira vez consecutiva ele se sagrou artilheiro da competição. Nos três anos em que ‘Lio’ foi o goleador máximo da Champions League, ele somou 29 gols.

Não sei se chega a ser um exagero deste blogueiro, mas o que vimos neste sábado foi uma das maiores atuações de um time em uma final de Champions League!

Faltava pegada ao meio campo inglês. Aliás, faltava uma clareza maior ao time do Manchester. Quando vi a escalação, logo pensei que Park era quem tentaria conter as subidas de Daniel Alves. Foi isso que aconteceu nos 10 minutos iniciais, onde o United marcou pressão e foi melhor, mas nos 80 minutos restantes, o que vi foi um Park tonto no meio campo e experiente Giggs parado na faixa esquerda do campo, tentando conter as subidas de um veloz Dani Alves. O brasileiro ficou diversas vezes livre, mas pouco recebeu a bola.

Mas durante o jogo, o Barça teve dois tipos de domínio de jogo. Na etapa inicial, “dominou” o jogo. Tinha mais a bola, Messi sempre conseguia uma escapada ou outra e o lado de Evrá era o ponto onde o Barça encontrava mais espaços. Foi por lá que Pedro se enfiou para abrir o marcador. Aliás, dá para citar uma série de lances de ataque do Barça que foram por lá. Não foi culpa só de Evrá, e sim falta de alguém que lhe auxilia-se na marcação.

Um dos últimos suspiros de bom futebol do United foi aos 34 minutos, quando Rooney tabelou com Giggs e fez um golaço de pé direito. Mesmo assim, o Barça “dominou” o jogo.

Messi acabou com o segundo tempo (AP)

Na etapa final, aconteceu o segundo tipo de domínio: o DOMÍNIO. As palavras são as mesmas, mas eu quero dizer uma coisa mais ampla. O Barcelona seguiu jogando pelo lado direito de ataque, mas com ataques mais incisivos, encurralando o United. Dani Alves, antes esquecido, passou a ser mais acionado e Messi, que já vinha fazendo uma partida muito boa, chamando o jogo, deixando a marcação para trás e servindo seus companheiros, decidiu mostrar mais.

No segundo gol catalão, o argentino acertou um petardo de canhota. Dava para Van der Sar pegar? Para mim, não. A curva da bola tirou seu alcance e o holandês estava encoberto. No terceiro gol, ele deixou dois marcadores para trás e após bate e rebate, viu Villa fazer um golaço de pé direito.

Foi mágico! O Barcelona triturou o Manchester em poucos minutos. O time catalão fez o United parecer um time ruim!

Não foram dois gols que saíram por acaso, foram gols que saíram por seus méritos, pressionando e mostrando que não queriam prorrogação. Aliás, se os dois gols saíssem por acaso, acho que o United teria forças para empatar, mas os dois gols, do jeito que saíram, abalariam qualquer um.

Ferguson até escalou mal o time, mas mesmo que escalasse bem, a frase de Van der Sar define bem o Barcelona e define que mesmo bem escalado, talvez fosse difícil pro United vencer:

Eles são bons demais

Até Alex Ferguson reconheceu…

Fomos superados por um time fantástico, o melhor que já enfrentamos desde que estou à frente do Manchester. Eles mesmerizam você com suas trocas de passe e nós nunca conseguimos controlar Messi. Quando você enfrenta times que alcançam níveis como esses, fica difícil. Grandes times funcionam em ciclos e o ciclo do Barcelona neste momento é o melhor da Europa, não há dúvidas sobre isso

Messi e seus poderes alienígenas acionaram a drenagem (AP)

Deve ter batido aquela sensação que por quanto mais que tu tentasse, nada poderia fazer para bater o Barcelona. Os caras são demais! É de longe, o melhor time que vi jogar e Messi é o maior que já vi jogar.

O que esse cidadão tem feito desde que chegou ao Barcelona é algo de outro mundo, como diz o título do post, devem erguer uma estátua para esse alienígena que vive em nosso planeta!

Tenho medo de Messi. É verdade, medo. O que será desse rapaz aos 30 anos? Ele tem só 23 e joga isso tudo. Se Deus quiser, algum dia verei esse cidadão ‘in loco’. Seja na Catalunha, aqui no Brasil ou no Iraque em meio a uma guerra, ainda verei esse cara jogar em alto nível no estádio. Sem falar que em 2014 teremos (???) Copa do Mundo aqui no Brasil e durante algum tempo, eu lia piadinhas de que Messi calaria o Maracanã na final da Copa em Argentina x Brasil. Eu achava que era mais provocação e hoje acho que isso pode mesmo acontecer.

Aliás, procure outro jogador além de Messi que conseguiu dar uma caneta em Nemanja Vidic. Se encontrar, me avise, porque eu não me lembro de nenhum!

Não adianta vir com aquele papinho que a imprensa brasileira é puxa-saco do Barcelona. Não tem como não babar por esse time. O Marca, jornal tipicamente madridista colocou na home de seu site: “Um Barça de Sonhos”. O Olé da Argentina escreveu: “Deus salve o rei!”. Mas nenhuma ganha do site oficial do Manchester United:

Às vezes você tem que apenas levantar as mãos e admitir a derrota. Em Wembley, na noite de sábado, o Barcelona mostrou por que é considerado por muita gente o melhor time de futebol do planeta

Se quiserem também botar nesta estátua uma menção honrosa para Puyol, será justo também. Foi um ato muito nobre da parte dele deixar Abidal erguer a taça, depois do sofrimento que o francês deve ter passado.

Título mais do que merecido para um dos maiores times da história, que DOMINOU a partida taticamente e técnicamente. Parabéns Barcelona!

Já chegaram lá, agora é o título

Dando sequencia aos posts de aquecimento para a final da próxima Uefa Champions League, o Europa Football enfim abre espaço para os dois times finalistas e falará de como ambos chegarão para a final do Wembley. Para darmos o pontapé inicial, falo do Barcelona.
 

Perdeu? Jogasse bonito? Então (deve) está explicado!

Quantas vezes você já ouviu que “tal time joga bonito, tem um futebol alegre, vence jogos, mas na hora H falha“? Certamente não foi uma vez e nem duas. Foram diversas vezes.

Mas muitas vezes, na hora de se montar um time vencedor, os dirigentes e a comissão técnica ficam em um dilema. Montam um time jovem e cheio de garotos técnicos, porém, inexperientes e que fatalmente sentirão o peso de um jogo decisivo, ou montam uma equipe de jogadores com a idade um tanto quanto avançada, mas que na hora do ‘vamú vê’ não cedem as pressões contrárias e erguem o caneco. É uma dúvida cruel e nem sempre é capaz fazer uma boa mescla. Há por aí vários times que tem números de jovens e veteranos equilibrados, mas às vezes esse garotos acabam não tendo boa formação e se tornam atletas de nível duvidoso, assim como podem faltar pernas aos veteranos, ou simplesmente são velhos decadentes e que pouco contribuem.

Pep Guardiola mesclou bem o time do Barça

Só que o Barcelona acabou por conseguir fazer uma boa mescla.

As reconhecidas canteras do Barça sempre revelam grandes atletas. Do provável time titular que Pep Guardiola mandará a campo no Wembley, somente Dani Alves, Mascherano e Villa não são cria do clube catalão. Mesmo assim, esses três homens incorporaram o espírito barcelonista, de pacientes toques de bola, ocupação de espaço e algo que chega até a ser chato, que é a ‘finalização com liberação por escritoda prefeitura’. Essa demora para finalizar incomoda, mas é o estilo deles, é assim que eles aprenderam e ai de quem tentar mudar esse estilo.

Os times do Barcelona que conquistaram a Europa tinham um futebol simpático. Não cheguei a ver o time de 1992, mas só por ter o nome de Dream Team já dá uma noção da sua representatividade. Outra coisa que admito é que comecei a gostar do futebol europeu após ver o Barcelona de Rijkaard, campeão em 2006. O quarteto formado por Deco, Giuly, Eto’o e é claro, Ronaldinho Gaúcho, me enchia os olhos. O time campeão em 2009 também me encantou, mais pela história de sua formação. Frank Rijkaard deixava o clube aos pedaços, sem Ronaldinho, sem Deco e com Eto’o ameaçando deixar o clube. Pep Guardiola chegou cercado de desconfianças e começou a dar sua cara ao time. Busquets e Pedro, garotos que foram de certa forma renegados pelo clube, ganharam mais espaço – mais espaço para Busquets do que para Pedro. Messi ganhou papel de maior destaque, Henry, com as “sandálias da humildade”, esteve jogando muita bola e o “brigão” Eto’o estava sendo decisivo.

Mas já há muita gente dando conta que o atual Barcelona é o melhor de todos os tempos. O Dream Team de 92, que tinha Koeman, Stoichkov, Laudrup e Guardiola era considerado o maior Barcelona de todos os tempos, mas já há jogadores daquela geração que colocam o atual Barça como o melhor. Modéstia? À princípio não!

Quer eles em seu time?

Tá certo que é exaustivo e que vocês já devem ter ouvido falar disso 784 vezes, mas o atual Barcelona é um time com excelente toque de bola, mantém uma fantasmagórica posse de bola, não dá balões pro ar, envolve o time adversário com extrema facilidade e que tem Xavi, Iniesta e Messi, que são os diferenciais da equipe.

Se é o melhor Barcelona de todos os tempos, só o tempo dirá!

Se o time azul-grená vier a perder essa Champions League, pode até não pegar fama de amarelão, – até porque o Barcelona já é tri-campeão espanhol e já ganhou a Copa do Rei da temporada passada – mas perderá com aquele gostinho de quero mais, como na temporada anterior, onde obrigou a Inter a se retrancar todinha e o Barça ficou por um gol da final.

O Barcelona precisará conviver com as adversidades. Já consegue fazer um time se retrair quando está empatando ou com o placar a seu favor, imagino quando estiver perdendo…

Para fechar, não digo que o Barcelona chega para quebrar a estigma daqueles times que jogam bonito e perdem, – até porque, como disse acima, o Barça é bi-campeão espanhol – mas joga para não fazer isso realmente virar uma estigma e também para não se tornar uma equipe caseira, ou seja, um time que só vence um campeonato que tem dois times – Barça e Real – e no grande torneio, a Champions League, vai ficando no quase.

– A Última Bola é Nele!

Messi comemorou assim seu gol na final da UCL 08/09

Costumo muito acompanhar basquete. Sempre que faltam poucos segundos pro fim do jogo, o placar está apertado e o time que está perdendo tem a posse de bola, a ‘laranjinha’ acaba indo pro craque do quinteto, justamente para decidir. No futebol não há isso, até porque não há o tanto de paralisações que há no basquete e diferentemente do esporte norte-americano, qualquer maluco pode decidir uma partida de futebol, mas não custa usar o termo basqueteiro no futebol. E no Barcelona, a última bola vai para Messi!

O argentino, cria do Barcelona tem feito uma temporada sensacional. Messi foi vice artilheiro da Liga BBVA com 31 gols e além de fazer dois gols na mesma partida sete vezes e mais duas vezes fez três gols na mesma peleja. Já na Champions League, o argentino tem 11 gols e em quatro oportunidades fez dois gols na mesma partida.

Nas últimas rodadas, Messi tem caído de produção, talvez sentindo o cansaço de vários jogos, Copa do Mundo no meio do ano passado, marcação dura e lá vai… Seu último gol foi marcado há praticamente um mês atrás, diante do Real Madrid!

Mas Guardiola tem poupado o argentino e ele já fez gol em final de Champions League, em 2009, justamente contra o Manchester United. ‘Lio’ não deverá sentir o peso da peleja e por isso, entendo eu – e entende a maioria, diga-se de passagem – que a última bola do jogo tem de ser nele.

– Provável Escalação:

Victor Valdés; Daniel Alves, Gerard Piqué, Javier Mascherano e Carles Puyol; Sergio Busquets, Xavi Hernández e Andrés Iniesta; Pedro Rodríguez, Lionel Messi e David Villa. 4-3-3

Foi a escalação do Barcelona nos dois jogos contra o Real Madrid nas semifinais da Liga dos Campeões e de certa forma surpreende. Era esperada a volta de Puyol à zaga central, com a saída de Mascherano. Assim, Adriano ou Abidal entrariam na lateral esquerda. Mas pelo jeito, o Barça deve jogar com Mascherano na zaga e Puyol na esquerda. Pode ser bom, pois o capitão azul-grená pode inibir os avanços de Valencia por seu setor, mas pode ser ruim, pois Mascherano tem 1,74 de altura e será um ponto frágil nas bolas aéreas. Talvez, ele se revese com Busquets.

Dinastia Barcelonista sem data para o fim

A Dinastia Barcelonista? (AP)

O Barcelona confirmou no meio dessa semana seu tri-campeonato espanhol, 20º em sua história e 10º nos últimos 20 anos. O Barça começa a criar uma dinastia no futebol espanhol.

Desses dez títulos nos últimos vinte anos, o Barça conseguiu um tetra-campeonato – 1990/1991 até 1994/1995 –  e o atual time do Barcelona já conseguiu um tri campeonato e pelo andar da carruagem, o recorde dos anos 90 não será apenas igualado, como tem tudo para ser superado e aumentado.

O Barcelona hoje tem um treinador jovem. Josep Guardiola, ainda com 40 anos, ainda tem muita lenha para queimar e se tornar um dos grandes, se não o maior treinador da história do clube. Tá certo que trabalhar com um time que tem Messi, Xavi, Iniesta (…) é fácil, mas ele tem seus méritos. Não à toa desde sua chegada, ele mexeu bastante no time.

Outro fator que me faz pensar que o Barcelona pode realmente criar uma dinastia no futebol espanhol é o fato de seu elenco ser jovem e quando parece envelhecer, logo surge um jogador das categorias de base para me desmentir. A média de idade do time catalão é de 24,5 anos!

Jogadores como Xavi, Puyol e Abidal, são só exemplos de atletas do clube que já ultrapassaram os 30 anos e que parecem ter um prazo de validade, mas como já é de conhecimento de todos, o Barcelona tem uma forte categoria de base. Fontàs, Muniesa, Bartra, Sergi Roberto, Thiago Alcântara e Jonathan são só alguns exemplos de garotos promissores que você pouco ouve falar, porque são lançados aos poucos. Mas certamente você já ouviu falar de Xavi, Iniesta, Messi, Bojan, Pedro e Jeffren. Todos são crias da base e enquanto o rival de Madrid vai esbanjando dinheiro, o clube da Catalunha vai formando atletas.

Quando Guardiola assumiu o Barcelona, ele já usava Messi, Xavi, Iniesta, Puyol (…), o tempo foi passando e jogadores como Pedro, Busquets e Jeffren começaram a ganhar mais chances. E assim vai. Guardiola vai rodando o elenco de ano pra ano.

Messi é a grande estrela do Barça

Aos poucos, Guardiola deve ir preparando esses garotos, que hoje são coadjuvantes, para logo serem sucessores dos grandes personagens atuais. Se hoje, Messi é a estrela da companhia, daqui há vários anos, com a carreira já bem desenhada e consagrada, ele pode vir a ser mais um e “se rebaixar” a um outro grande jogador, que pode vir a ser cria do Barcelona.

Vasculhando o elenco do Barça, nota-se que apenas dez jogadores não são cria ou não jogaram nos times de base do Barça. Num elenco de 35 jogadores e levando em conta que desses dez, quatro atletas, no máximo cinco jogam com frequência, é muito pouca coisa. Mas o que o Barcelona quer mesmo é armar uma dinastia. O Barça quer ter o domínio total do futebol espanhol com sua categoria de base, com a implantação de seu já característico jogo, com paciente toque de bola e muita ocupação de espaço. É assim que o Barcelona joga, é assim que eles aprendem desde garotos!

É um contraste com o Real Madrid, que com seus investimentos malucos, com a vinda de jogadores atrás de jogadores, com garotos da base sendo dispensados a cada momento – é só vasculhar os elencos dos times da Liga BBVA que tu encontra centenas de crias do Real Madrid –  e acumulando uma escassez de títulos. O Real vai virando freguês do Barcelona, seja na Espanha, seja na Europa.

Quem quer dinheiro?

Seria um modo errado de pensar futebol de Florentino Pérez? Talvéz não. Os Merengues tem dinheiro, podem investir e montar elencos caros. Isso não é um erro, é até normal. O problema é o modo de como esse dinheiro é investido. O Real tem um time diferente a cada ano. Basta olhar o elenco dessa temporada. Ricardo Carvalho, Özil, Dí María e Khedira não estavam na temporada anterior e são peças importantes de José Mourinho, que nem era técnico do Real Madrid. Levando em conta que um time pode levar, dois, três meses para se entrosar e somar mais uns três ou quatro para beirar o limite de seu potencial, pode-se dizer que é um crime o que o Real faz ao montar vários times diferentes em anos diferentes.

Times são montados para curto prazo, para ganhar torneios de tiro curto, elencos são montados para ganhar os grandes campeonatos, as ligas de maiores importâncias e sempre acabam rendendo frutos, como o aumento da receita, um número maior de torcedores e de garotos torcedores, o que pode promover um aumento nas categorias de base.

Enfim, enquanto o Real Madrid vai com o simplório pensamento de que com dinheiro tudo pode e que assim os títulos virão, o Barcelona vai investindo na base, fazendo somente em contratações cirúrgicas e vai criando uma dinastia no futebol espanhol, que pelo que parece, vai se expandir pela Europa inteira…

Parabéns ao Barcelona! Não só pelo título espanhol, como também por recuperar um pouquinho desse charme do futebol, que é a criação de atletas!