17 anos de um dos chutes mais precisos da história

A reação dos torcedores atrás é o ponto alto da foto!

Ao ver o título do post, você deve estar imaginando que estou falando de algum gol de longa distância que realmente ficou marcado na história do futebol.

Mero engano de quem pensou isso.

Há exatos 17 anos, não eram apenas os paulistas que comemoravam o aniversário da sua cidade, mas acontecia também um dos golpes mais bem dados da história… do futebol.

Estávamos no dia 25 de janeiro de 1995, o Manchester United foi até o Selhurst Park enfrentar o Crystal Palace. A partida se encaminhava para o final e o placar marcava 1×1. Após bola longa, Cantona atingiu um jogador adversário e foi expulso. Enquanto o árbitro contemporizava com os jogadores do United, Cantona se dirigia lentamente para a lateral.

Eis que quando o francês chegara próximo ao banco de reservas, ele ouviu um torcedor ofender sua mãe e o próprio Cantona. O camisa 7 não se conteve e aplicou um golpe de kung-fu e mais uns tapas.

O torcedor em questão era Matthew Simons, que na época tinha 20 anos. Mesmo jovem, Simons já tinha seu histórico de vandalismos em estádios ingleses e foi punido.

Já Cantona foi inicialmente suspenso por nove meses pela FA – Football Associaton – e multado em 12 mil euros e logo, o valor foi aumentado para 25 mil. Já a justiça comum sentenciou Cantona a duas semanas de cadeia, substituídas por 120 horas de serviços comunitários.

Nunca viu o lance? Não perca a chance e veja!

Atestado de óbito

Cissé deixa o Frreiburg, que agora fica sem referência no ataque (DPA)

A Bundesliga só retorna na sexta-feira (20), mas esse início de semana já parece anunciar o caminho do Freiburg: o rebaixamento!

O clube da Floresta Negra teve praticamente seu atestado de óbito oficializado após vender Papiss Demba Cissé, seu principal jogador, para o Newcastle, por 10 milhões de euros.

O time do Freiburg é muito fraco. Na última temporada, Robin Dutt conseguiu tirar leite de pedra e formar uma equipe consistente na defesa e eficaz no ataque. Mas essa eficácia só era efetuada por causa da presença de Cissé na frente. Jogando de forma “pragmática”, o Freiburg conseguiu um honroso 9º lugar, longe da zona de rebaixamento e em alguns momentos, até brigou por vaga na Liga Europa. Cissé foi o grande nome do time, tendo marcado 22 gols na campanha.

Robin Dutt se transferiu pro Leverkusen e Marcus Sorg chegara tentando dar uma nova cara ao time do Freiburg. Pois é, ele conseguiu: de time arrumadinho, a equipe da ensolarada região de Breisgau mudou para fraco na defesa, lento e improdutivo no meio-campo e ultra-dependente de Cissé. Recebendo somente tijolos – não que fosse muito diferente na temporada 2010/11, mas o conjunto contribuía – o senegalês conseguiu anotar nove gols na primeira metade de temporada.

A sua venda para o futebol inglês era completamente previsível. O Freiburg não faria outra ótima campanha como ano passado… Mesmo que Dutt permanecesse, era quase impossível que o feito se repetisse. Para somar com esse pouca perspectiva de crescimento, Cissé poderia ver que o time tem um dos orçamentos mais baixos da Bundesliga, ou seja, ora ou outra ele seria vendido. Só que para mim, isto aconteceu na hora errada.

Se era pra perder Cissé, não era melhor tê-lo vendido antes do início da temporada? Times como Bayer Leverkusen e até Bayern de Munich estavam de olho no atacante. Quem sabe até o Freiburg conseguiria vendê-lo por algo maior que 10 milhões de euros. Com essa grana, obviamente não daria pra montar um elenco forte, mas jogadores bons e baratos poderiam ser catados e uma base “de meio de tabela” poderia ser montada.

No atual estágio da temporada, o Freiburg está afundado na lanterna da Bundesliga, com um elenco fraco, contratações ruins, trocas de técnico – Marcus Sorg foi demitido e Christian Streich, então auxiliar-técnico, assume o time – e sem seu grande jogador. É queda (quase) certa!

O destino do Freiburg já parece traçado: o descenso. A venda de Cissé poderia ter sido antecipada, para uma melhor organização de seu elenco assim ser feita. Mas nada disso foi realizado! O senegalês permaneceu, o elenco não foi reforçado, pro lugar de Dutt veio um técnico fraco e no meio da temporada, o time de Breisgau precisa se reinventar se quiser continuar na primeira divisão alemã.

Os fãs do Freiburg precisam torcer para que os 10 milhões de euros conseguidos na venda de Cissé sejam bem gastos…

NOVA VIDA NA INGLATERRA

Cissé já foi apresentado no Newcastle (nufc.co.uk)

Demba Ba tem feito um sucesso enorme na Inglaterra. Desde que chegou ao West Ham e posteriormente ao Newcastle, tem feito gols atrás de gols. Mas admito que sempre achei Papiss Cissé melhor do que o ex-atacante do Hoffenheim. Não me surpreenderia se Ba, do nada, entrasse em uma seca de gols. Mas acho que a diretoria dos Magpies não tirou Cissé do Freiburg com a intenção de substituir o artilheiro do time em um eventual momento ruim, e sim de trazer alguém para ocupar a lacuna de “parceiro de Ba”.

Ben Arfa continua sem estourar. Assim como em seus tempos de Marseille e Lyon, faz jogos bons e jogos horríveis, mas sempre se acha “O Craque”. Cissé e Ba podem formar uma bela dupla de ataque.

Mas o ex-atacante do Freiburg não chegará logo como titular. Primeiro terá de se ambientar ao futebol inglês, que é mais pegado e menos corrido que o alemão, pra depois sim pensar na titularidade.

Quem sai ganhando é o Newcastle!

A história de um dos técnicos mais promissores da Europa

Texto de: Romário Henderson

Villas Boas tem um grande futuro pela frente (Reuters)

Com apenas 33 anos, André Villas-Boas é um dos mais promissores técnicos. A história do Português, que aprendeu à partir de dois grandes mestres, como Bobby Robson e José Mourinho, é muito particular.

Depois de deixar uma marca indelével no Porto, enfrenta agora o desafio de liderar o Chelsea, um dos clubes mais prestigiados do mundo.

A vida de Villas-Boas teve uma mudança fundamental em 1994, quando o treinador do Porto na época, Bobby Robson, se mudou para um edifício no mesmo quarteirão. O jovem português de 16 anos, um fã do jogo Championship Manager, decidiu escrever uma carta ao DT Inglês para explicar como explorar o desempenho do atacante Domingos Paciência.

Sir Bobby ficou tão impressionado com sua maneira eloqüente de falar de futebol e sua compreensão detalhada do jogo, que o convidou para treinamento e, em seguida, foi contratado como olheiro do Porto. O assistente de Robson na época era José Mourinho, e Villas-Boas teve a sorte de aprender a partir de dois especialistas na área.

“Bobby era instrumental em meus primeiros dias com as suas recomendações, e cresceu a paixão. Comecei a ser mais prático e dar meus primeiros passos como treinador”, disse o Português em uma entrevista com seu novo clube, o Chelsea.

“Ele abriu algumas portas para entrar no mundo do futebol. Eu estava feliz no Porto e por trabalhar com Mourinho, e ele estava satisfeito com o meu profissionalismo”, disse ele.

Em sua adolescência, Villas-Boas deslumbrou seus professores com o seu conhecimento tático, e ajudou na formação. Robson sentiu o amor de futebol que teve este jovem, e usou seus contatos na Inglaterra para começar sua carreira na Academia de Lilleshall.

Em seguida, desembarcou em Ipswich, no Robson Club, onde ele tinha 13 anos e ganhou a UEFA e a Taça da Inglaterra e, finalmente, completou seus estudos na Escócia para obter a licença. Em 2000, com apenas 22 anos, Villas-Boas foi uma experiência marcante como treinador das Ilhas Virgens na tentativa de qualificação para a Copa do Mundo Coréia-Japão. Mas os resultados eram muito pobres e um ano depois deixou o cargo após admitir sua idade real.

Em 2002, Mourinho lhe ofereceu um emprego como treinador de jovens no Dragons, e juntos formaram uma equipe formidável. Por sua visão para analisar cada detalhe, Villas-Boas mudou de emprego e se tornou responsável por estudar os adversários e, em seguida, entregar relatórios para os jogadores e comissão técnica.

Villas-Boas vibrou com o título da Europa League (Reuters)

Nas temporadas seguintes, o Porto viria a ser conhecido em todo o mundo, conquistando o trevo em Portugal (Liga, Taça e UEFA Super Cup). E o final do ano seguinte para confirmar o seu poder para levar o título da Liga dos Campeões, deixando o caminho para o Manchester United.
Em 2004, Mourinho foi contratado pelo Chelsea e mudou toda sua equipe, incluindo os jovens Villas-Boas. Sua experiência na Inglaterra foi um sucesso retumbante. The Blues começou a encher seu armário de troféus com bicampeonato da Premier League em 2004/05 e 2005/06, além de ganhar dois Carling Cup (2005 e 2007), a Community Shield (2005) e da FA Cup (2007) .

Mou se tornou o treinador mais vitorioso na história do clube e disse adeus a Stamford Bridge depois de transformá-la em uma força imbatível.

Após este período de sucesso na Inglaterra, os serviços de Mourinho foram obrigados por uma das equipes mais poderosas da Itália, Inter de Milão. Villas-Boas ouviu de Mou que seu atendimento foi perfeito. Ele descreveu como seus olhos e ouvidos. E quando ele foi para a Inter também continuou a contar com a sua mão direita. Mas então, o jovem assistente tinha suas próprias ambições. Depois de compartilhar no nerazzurro, decidiu deixar um de seus mentores para regressar a Portugal e assumir a Academica de Coimbra.

Aos 31 anos, Villas-Boas teve sua primeira experiência como treinador em uma equipe complicada. Em outubro de 2009 veio a acadêmicos, e em apenas dois meses poderia corrigir o curso da equipe que ficou longe de acabamento na parte inferior do meio da tabela e alcançou as semifinais da Taça de Portugal.

Poucos meses depois, ele chamou o mais esperado. Porto, que era um fã clube desde a infância queria contratá-lo como chefe do principal grupo para substituir Jesualdo Ferreira. A imprensa questionou a inexperiência do jovem treinador em um clube tão poderoso, mas os resultados foram tornando uma realidade.

Ele voltou para casa para reviver o espírito de Porto vencedor, com figuras de desempenho no pico como Falcão e Hulk, o clube voltou a obter um trevo memorável invicto vencendo o campeonato, com apenas 3 empates e 21 pontos de diferença com o Benfica sendo sua escolta. Aos 32 anos, o Português levantou a Taça UEFA e se tornou o mais jovem treinador a vencer uma competição europeia.

Depois de uma temporada perfeita com o FC Porto, Roman Abramovich não hesitou em pagar a cláusula de rescisão do seu contrato (15 milhões de euros) e colocado no comando do Chelsea, um dos maiores clubes da Inglaterra, onde há uma grande pressão para ganhar títulos. O Português é muito claro, e sabe que é a equipe certa para implementar uma filosofia agressiva de jogar. “Você não pode escapar o sucesso”, disse ele em uma entrevista com seu novo clube.