Sem Cavani, PSG corre maiores riscos contra o Lille

No Uruguai, Cavani não pega o Lille

No Uruguai, Cavani não pega o Lille

O ano de 2013 será fechado com chave de ouro na França: confronto direto entre Paris Saint-Germain e Lille no Parque dos Príncipes. O time da capital lidera o Campeonato Francês com 43 pontos e pode abrir cinco para o vice-líder Monaco, que perdeu para o Valenciennes na sexta-feira. Enquanto os visitantes poderão ultrapassar os monegascos em caso de vitória.

O desafio para a equipe do norte da França não é difícil apenas por enfrentar o líder da competição fora de casa, mas também pelo retrospecto do adversário de Paris. Nos últimos cinco jogos em casa pelo Campeonato Francês, o Paris Saint-Germain venceu todos, marcando 20 gols e sofrendo somente um. Também é válido lembrar que o PSG ainda não foi derrotado na capital: sete vitórias e dois empates.

A campanha do Lille como visitante não deixa a desejar, mas empolga pouco para o confronto deste domingo. Em nove partidas, os Dogues venceram quatro, empataram três e perderam dois. O que motiva é o número de gols sofridos, apenas três. Em casa, o PSG fez 26 gols, ou seja, frente-a-frente estará o time que mais fez gols em casa e o que menos sofreu fora.

Mas um fator pode ser preponderante para a partida de domingo: a ausência de Edinson Cavani. O uruguaio está em seu país natal, onde iniciou os trâmites envolvendo seu divórcio. Sem saber se o atacante chegaria a tempo, o técnico do PSG, Laurent Blanc, optou por deixa-lo de fora da lista de convocados para a partida. Com isso, a tendência é que o brasileiro Lucas ganhe vaga no time titular.

E é justamente nessa mudança que René Girard, treinador do Lille, deve trabalhar para conseguir vencer o aparentemente imbatível Paris Saint-Germain (não me venham relatar a derrota diante do Evian, no qual os parisienses estavam com time misto).

Souaré poderá ser peça chave no duelo

Souaré poderá ser peça chave no duelo

Um dos pontos fortes e de desequilíbrio dos times de Girard é a presença de um lateral agressivo no ataque. No Montpellier, era Garry Bocaly pela direita. No título em 2012, ele foi um dos grandes responsáveis pela conquista por sempre aparecer como elemento-surpresa no ataque. No Lille atual, esta peça está no lado oposto e atende por Pape Souaré.

Presença constante no jogo ofensivo do Lille, o senegalês já marcou três gols na atual temporada, dois em vitórias por 1-0. Em um time que atua com losango no meio-campo, a presença do lateral se torna ainda mais importante por ocupar uma faixa do gramado que não é preenchida pelos meio-campistas.

Para este jogo de domingo, as características de Souaré podem ser deveras importantes justamente porque quem lhe acompanhará não será Cavani. O uruguaio, na composição tática do PSG, seria o responsável por fechar o lado direito, este ocupado pelo senegalês quando vai ao ataque. Normalmente, Cavani exerce essa função com maestria.

Com Lucas substituindo o camisa 9 parisiense, a história muda totalmente de figura. O brasileiro ainda não aprendeu a recompor a marcação, além de ter imensas dificuldades em exercer a marcação por si só. Seu acompanhamento do adversário se dá até determinada parte do gramado e isso será o que Souaré mais vai querer.

No jogo contra o Ajaccio, ainda na 2ª rodada da Ligue 1, Lucas mostrou um pouco das dificuldades que tenha. Observe nos frames abaixo (clique nas imagens para ampliar):

Lucas - Frame 1

 

Lucas - Frame 2

 

Lucas - Frame 3

>> Assista ao gol de Pedretti:

Por fim, a maior dificuldade será bater de frente com Gregory van der Wiel. O holandês teve o bom futebol recuperado por Laurent Blanc, faz boa temporada em Paris e deve ficar bem atento às subidas do lateral adversário. Além disso, van der Wiel também é extremamente veloz, podendo ser um problema há mais para Souaré tanto na defesa, quanto no ataque.

Porém, creio que esta será a menor das dificuldades, já que a aproximação de um meia ou até mesmo de um atacante, pressionará o defensor holandês e deverá provocar a abertura de maiores espaços.

Voltando a falar do substituto de Cavani, ainda existem as chances das entradas de Jérémy Ménez e Javier Pastore (este último com chances remotas), mas é bem provável que Lucas entre e cause essa dor de cabeça para o Paris. Ele será peça chave na partida e é justamente no espaço ocupado pelo brasileiro que Girard deverá fazer seu time jogar, mesmo com a possibilidade de Blanc inverte-lo com Ezequiel Lavezzi. É um ponto frágil do PSG, e é justamente o que o Lille quer, já que entrará em campo para jogar no erro do adversário.

O que muda no ataque?

A principal mudança está na característica dos jogadores que desempenharão as funções em campo. Apesar de o PSG estar desenhado no 4-3-3, o time se apresenta no 4-3-1-2 em várias partidas. Ibrahimović, pela qualidade de passe e inteligência em campo, recua e atua com armador em diversas oportunidades. Com esta movimentação, Cavani sai da direita e ocupa o espaço do sueco na área. Considero essa uma das grandes armas do Paris de Blanc, algo que pode fazer o sonho do título europeu se tornar mais concreto.

Com Lucas, o Paris pode até continuar com o mesmo deslocamento, mas perde um grande finalizador. Aliás, não há nem comparação. Enquanto o uruguaio já balançou as redes 12 vezes e é um dos atacantes mais letais da Europa, o brasileiro é motivo de chacota por ter poucos gols (apenas três). Nesta semana, inclusive, Blanc criticou Lucas ao dizer que ele precisa melhorar a finalização.

Resumindo: o PSG troca um dos melhores finalizadores do planeta por um dos mais promissores atacantes do mundo, mas que ainda peca nas finalizações.

Por fim, apesar do elenco recheado, quem sai ganhando nessa história toda é o Lille, já que bateria de frente com a forte dupla formada por Ibrahimović e Cavani, e agora irá encarar apenas um, sendo este auxiliado por dois finalizadores medianos (Lavezzi também deixa a desejar). Vale lembrar que o time de Girard sofreu apenas seis gols no campeonato todo.

Não creio que será uma partida aberta e repleta de oportunidades, mas sim um jogo estudado em que um episódio extracampo (a ausência de Cavani) pode decidir, já que credito essa ausência como a colocação do Lille em novo patamar no jogo.

Ficha técnica (clique nas imagens para ampliar):

PSG FormaçãoLille - Formação

Últimos confrontos em Paris

27 de janeiro/2013 – Paris Saint-Germain 1-0 Lille

18 de dezembro/2011 – Paris Saint-Germain 0-0 Lille

21 de maio/2011 – Paris Saint-Germain 2-2 Lille

30 de agosto/2009 – Paris Saint-Germain 3-0 Lille

9 de novembro/2008 – Paris Saint-Germain 1-0 Lille

*Imagens: Páginas oficiais de PSG, Lille e Ligue 1 (YouTube), Football User;

Origi e Ruiz: As esperanças do Lille

Em 2011, o Lille uniu futebol vistoso com títulos

Em 2011, o Lille uniu futebol vistoso com títulos

Landreau – Debuchy, Chedjou, Rami e Emerson – Mavuba, Cabaye e Obraniak – Hazard, Sow e Gervinho

A formação citada acima foi a utilizada por Rudi Garcia no dia 21 de maio de 2011. Com esses onze atletas, mais Frau, Gueye e Túlio, o Lille empatou com o Paris Saint-Germain na capital e conquistou o Campeonato Francês, título que não vinha há mais de 55 anos.

Mais do que o caneco levado para casa, os Dogues se livraram do estigma de time que praticava um futebol bonito e vistoso, mas que sempre saia de campo derrotado. Além da técnica apresentada dentro das quatro linhas por Hazard, Cabaye, Gervinho e companhia, os números também fizeram com que aquele título se tornasse incontestável. O Lille foi a equipe que mais venceu naquela temporada (21), a que menos perdeu (4), a que mais fez gols (68) e a que menos viu suas redes serem balançadas (36).

Dois anos e alguns quebrados se passaram e daquele time só restam as marcantes lembranças. O Lille começou a temporada 2013/14 com apenas seis remanescentes daquela conquista: Franck Béria, Rio Mavuba, Florent Balmont, David Rozehnal, Idrissa Gueye e Túlio de Melo. Desse sexteto, apenas Mavuba pode ser considerado um jogador de vital importância naquela equipe, afinal, era o capitão, mas dos demais, apenas atletas que flutuavam entre o time titular e reserva.

Até mesmo Rudi Garcia, que havia assumido o comando técnico em 2008, se transferiu para a Roma ao término da última temporada. René Girard, treinador campeão nacional em 2012 com o Montpellier tornou-se o substituto.

Como se essas mudanças não fossem o bastante, hoje o Lille joga no moderníssimo estádio Pierre Mauroy (após muita confusão com os tão falados naming rights) e não mais no simpático Lille Métropole.

Diante de tantas mudanças e com a perda do jogador que tinha tudo para ser o grande astro da equipe nos próximos anos (Dimitri Payet, transferido para o Marseille), o Lille passa a apostar todas as suas fichas na garotada que sabe garimpar tão bem.

Aos 18 anos, Origi tem sido o titular de René Girard

Aos 18 anos, Origi tem sido o titular de René Girard

Para o ataque a grande esperança é Divock Origi, jogador de 18 anos. Sua chance é fazer o que nem Nolan Roux e Túlio de Melo foram capazes de fazer: substituir Moussa Sow a altura. Desde que o senegalês foi contratado pelo Fenerbahçe, o Lille sofre com atacantes irregulares e de poucos gols. Em dois anos no clube, Sow balançou as redes 32 vezes, enquanto isso, Roux e Túlio marcaram juntos 24 gols nesse período sem o senegalês.

O queniano Origi sempre teve o futebol na veia, já que seu pai, Mike Origi, foi atacante por mais de dez anos na Bélgica e sua família mora lá há muito tempo, até por isso Divock defende as seleções de base do país belga. Porém, a federação queniana já se mexe para tentar convencê-lo a defender a nação que Mike defendeu.

Com apenas 12 jogos no Campeonato Francês, Origi já tem dois gols com a camisa do Lille, sendo o primeiro em fevereiro, contra o Troyes. Na ocasião, o garoto entrou em campo aos 23 minutos da etapa final e balançou as redes menos de dez minutos depois. Com Garcia, nunca teve muito mais do que 20 minutos em campo, mas com Girard foi titular nos dois jogos e fez o gol da vitória do Lille na estreia da temporada.

Ruiz fez sucesso em sua rápida passagem pela segunda divisão belga

Ruiz fez sucesso em sua rápida passagem pela segunda divisão belga

A outra aposta vem da Costa Rica: John Jairo Ruiz de 19 anos, também atacante. O garoto revelado pelo Deportivo Saprissa chegou a receber uma proposta formal do Barcelona em 2011, mas tornou-se um Dogue no ano seguinte. Ainda “verde”, Ruiz passou uma temporada no Royal Mouscron, clube da segunda divisão belga.

O costarriquenho foi grande destaque da equipe que quase subiu a elite do país, anotando 15 gols em 26 partidas, sendo o artilheiro do Mouscron na temporada, antes de voltar ao Lille.

Em entrevistas a imprensa da Costa Rica, Ruiz comentou que conversou com Girard e o técnico lhe pediu calma para desenvolver seu futebol e que costuma dar oportunidades aos jovens, servindo de alento para o segundo costarriquenho na história do futebol francês (Joel Campbell no Lorient foi o precursor).

Talento, Origi e Ruiz têm de sobra. Além da juventude, o que dá uma margem gigantesca para evolução, ambos ainda contam com a sustentação de alguns pilares como Mavuba e Balmont, jogadores experientes e de forte relação com a exigente torcida lillois. Mavuba, aliás, é o jogador que mais conversa com Ruiz, segundo destaca o próprio costarriquenho.

O que falta mesmo ao Lille é que essa pressão não recaia somente sobre a dupla. É preciso que Marvin Martin volte ao planeta Terra e demonstre o futebol que o levou à seleção francesa jogando pelo inexpressivo Sochaux, assim como Salomon Kalou precisa definir sua situação no clube para se tornar mais uma alternativa para Girard.

UM CASO A PARTE

Você deve estar se perguntando o motivo de não ter citado Florian Thauvin, principal reforço do Lille para esta temporada (contratado ainda no início deste ano). Considero o atleta um caso a parte. Toda novela envolvendo sua possível transferência para o Marseille ou até mesmo para o futebol inglês me deixa com a nítida impressão de que não ficará muito tempo nos Dogues.

Não digo isso por causa das especulações, mas sim por um caso muito parecido que envolveu um jogador que viria a vestir a camisa do Lille: Dimitri Payet. Na temporada 2010/11, o meia-atacante estava voando pelo Saint-Étienne e despertando interesse de várias equipes, entre elas o, na época “pobre”, PSG.

Poucos dias antes do fechamento da janela de transferências, Payet começou a forçar a barra para conseguir uma negociação, chegando a deixar de treinar e até de jogar. O Saint-Étienne bateu o pé e não vendeu o atleta no meio da temporada. Seis meses depois, Payet foi transferido para o Lille com um valor parecido ao proposto pelo PSG, com alguns detalhes mínimos persuadindo o Saint-Étienne.

Foi apenas um reforço da tese “quando o jogador bate o pé, não tem dirigente que dê jeito” e com Thauvin a situação parece ser a mesma. Ele pode até vestir a camisa do Lille e mostrar seu talento em alguns jogos, mas não o coloco como personagem central de um novo cenário pro clube. Deveria ser, é verdade, mas toda novela envolvendo sua saída faz com que não coloque minhas fichas nisso.

Imagens: Losc.fr

Treze anos para o prato de vingança esfriar

29 de maio de 1999. Este era um dia que ficaria marcado na história do futebol francês. Era a decisão de mais um campeonato nacional. Na última rodada, o Bordeaux, com 69 pontos e o Olympique de Marseille, com 68 eram os candidatos ao título daquela temporada. Mas havia um “pequeno” problema.

Para se sagrar campeão, o OM dependia de um tropeço dos Girondins diante do seu grande rival Paris Saint-Germain, que estava no meio da tabela e não brigava por nada na rodada derradeira da competição. Obviamente, em um confronto que envolvesse o líder e o nono colocado de um campeonato, era normal que o time mais bem qualificado vencesse, mas como diriam aqueles: “o futebol é uma caixinha de surpresas” e não seria nada de outro mundo se o time da capital vencesse. Mas a rivalidade veio à tona.

O Marseille fez sua parte no Stade de La Beaujoire-Louis Fonteneau e venceu o Nantes pelo placar mínimo, gol de Robert Pirès, na época com 26 anos. Bastava uma forcinha do rival de Paris para o clube que anos antes havia sido rebaixado por causa do escândalo VA-OM se reerguesse e novamente conquistasse a Ligue 1.

Nesse tapinha de canhota, Feindouno fez o gol do título do Bordeaux em 99

Todo esse sonho foi pro espaço quando no Parc des Princes, aos 44 minutos do segundo tempo, Pascal Feindouno, de apenas 18 anos – hoje, com 31, se aventura no Sion da Suíça – recebeu um belo passe de Laslandes e mandou pras redes, na saída de Lama. Foi seu terceiro jogo naquela edição da Ligue 1 e seu primeiro gol.

Para os Girondins, vitória e título épicos; pros parisienses, um motivo de riso da cara dos rivais; pros marseillais, ira com o possível descaso do time da capital. Ninguém nunca vai saber da verdadeira história. Uns acusam, outros defendem, mas fica tudo no disse me disse, nas provas simbólicas e nas atitudes suspeitas.

Anos mais tarde, o defensor do PSG naquele jogo, Francis Llacer chegou a declarar “que não deu tudo de si naquele jogo e que outros jogadores também não estavam 100% focados na partida”. Se há um fundo de verdade nessa declaração eu não sei. Llacer pode ter dito a verdade, como pode ter sido uma provocação aos torcedores do Marseille, já que a entrevista foi a uma rádio de uma região próxima.

Mas o fato é que se ficarmos revirando o passado, não iremos a lugar algum. O Bordeaux ergueu a taça, o Olympique seguiu na fila e o PSG segue nela até hoje, mas como diriam os mais antigos, “a vingança é um prato que se come frio”. O OM esperou treze anos para este prato esfriar!

O Marseille não tem grandes aspirações no Campeonato Francês. O time de Didier Deschamps acabou de perder o clássico contra o Paris e estacionou na 9ª colocação – olha o nono colocado podendo decidir a Ligue 1 de novo – com 40 pontos, longe de Lille – 56 pontos – e Lyon – 53 -, times que ocupam as últimas vagas para Champions League e Europa League, respectivamente. Para piorar a situação, o Marseille, que recentemente foi eliminado da Liga dos Campeões pelo Bayern e da Copa da França pelo Quevilly da terceira divisão, não vence na Ligue 1 desde janeiro e está em uma crise interminável.

Em contrapartida, o PSG joga mal, não convence, rasga dinheiro em jogadores de nível técnico duvidoso, mas ainda assim é um time “cascudo” e ganha seus jogos no sufoco, se mantendo vivo na briga pelo título com o Montpellier.

O problema parisiense é que o MHSC – que está empatado em pontos na liderança – tem um jogo a menos e essa peleja é justamente contra o desanimado, amargurado e em crise, Olympique de Marseille. Este jogo é na quarta-feira e só Deus sabe o que pode acontecer no Vélodrome.

Em grande forma, o Montpellier bateu o Sochaux no fim de semana (mhscfoot.com)

Para mim, normalmente, o Montpellier venceria. O time de René Girard vive grande momento, com Younes Belhanda, John Utaka e Olivier Giroud em ótima forma, enquanto o Marseille está em uma temporada para ser esquecida – a vaga nas quartas-de-final da Champions League não representa nada para um clube que se acostumou a chegar entre os quatro melhores no início dos anos 90 – e agora vive seu pior momento.

O natural é o MHSC vencer. Principalmente se tirarmos o “fator PSG” de campo. O Marseille precisa partir para cima e conquistar a vitória que alivia um pouco a pressão que há sobre jogadores e Deschamps, com isso, daria campo pro veloz time do Montpellier encaixar seu jogo. É tudo que Girard quer vide as recentes dificuldades com times que jogam fechados.

Mas como citei nos parágrafos anteriores, é “normal” e “natural” que Giroud, Belhanda e companhia vençam a peleja, só que para os torcedores do PSG e do OM não será nada normal. Os marseillais querem mais é que seu time entregue a partida, enquanto os parisienses torcem a contragosto pelo rival, tendo a certeza de que eles não farão força para vencer a partida.

É uma chance e tanto pro Marseille reescrever uma história antiga do futebol francês, manchando seu nome como o PSG supostamente fez em 1999.

Mas é um caso complicado de escrever e palpitar. Estamos falando de ações internas de um time de futebol. Se eu não sou capaz de saber o que uma pessoa que está a dois metros de mim está pensando, imagina saber de um grupo de jogadores, que está em outro continente pensa? É complicado! Você e eu poderemos ver a mesma coisa e interpretar de forma diferente. O Olympique de Marseille pode entregar a partida ou ajudar o Paris Saint-Germain, mas o fato é que ninguém vai entender o que se passará na cabeça dos atletas e nem o porquê daquelas ações. Será mais uma história com final em branco no extenso livro futebolístico!