Le Podcast du Foot #86 | Super guia da temporada

Vem aí a temporada 2018/19 do Campeonato Francês!

O atual campeão PSG mantém Neymar, Mbappé, Cavani e agora conta com o reforço de Thomas Tüchel como treinador. O Monaco mantém a política de buscar jovens atletas para valoriza-los e vende-los por valores maiores. Enquanto isso, Marseille e Lyon se movimentam para competir de forma igualitária com os dois.

Mas ainda tem Saint-Étienne, Nantes, Rennes e outros tantos que querem buscar um lugar ao sol.

Quer saber o que pode rolar na nova temporada da Ligue 1? Tem edição especial de Le Podcast du Foot. Eduardo Madeira, Filipe Papini e Renato Gomes projetam o torneio e contam com as participações de Vinícius Ramos e das torcidas brasileiras do Monaco, Marseille e Rennes.

Ouça abaixo o programa:

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Le Podcast du Foot #72 | Janela fechada

A janela de transferências de inverno enfim foi fechada na França, e alguns clubes trataram de se mexer para tentar resultados melhores na temporada. Saint-Étienne e Bordeaux são dois exemplos, já que trataram de buscar reforços para crescer no Campeonato Francês depois de inícios ruins.

Em Le Podcast du Foot #72, Eduardo Madeira e Filipe Papini analisam as principais movimentações da janela francesa e projetam os encaixas dos times com os planteis definidos.

É só dar play abaixo e acompanhar o programa:

Le Podcast du Foot #71 | 2º turno vem aí!

Após algumas semanas de pausa, o Campeonato Francês retorna com carga total a partir da próxima sexta-feira (12), com a abertura do 2º turno.

A expectativa fica para os mortais, podemos dizer assim. O poderosíssimo Paris Saint-Germain, de Neymar, Kyllian Mbappé e Edinson Cavani, é líder, com 50 pontos, e com 16 vitórias em 19 rodadas, dificilmente perderá o título.

Restam as brigas entre Monaco, Lyon e Marseille pelas vagas nas copas europeias, com a zebra Nantes, de Claudio Ranieri, correndo por fora. Além disso, fica a expectativa por Saint-Étienne, Bordeaux e Lille, equipes com nível de investimento alto para os padrões franceses, mas que estão na parte baixa da tabela.

As projeções do 2º turno estiveram em debate no Le Podcast du Foot #71. Eduardo Madeira, Filipe Papini e Renato Gomes participaram do programa, que analisou o campeonato até agora e imaginou as próximas rodadas da competição.

Ouça abaixo o programa completo:

Um barcelonista em Saint-Étienne

Garcia foi apresentado oficialmente como novo comandante do Saint-Étienne | Foto: Divulgação/ASSE.fr

Óscar García desembarcou em Saint-Étienne com um árduo desafio pela frente na equipe local. Além de ser o clube de maior expressão que coloca no seu curto currículo como treinador, o espanhol de 44 anos terá a missão de reestruturar uma equipe que passou quase dez temporadas com Christophe Galtier como técnico.

Mas além dos resultados dentro de campo, García tentará propor uma nova filosofia de jogo: o badalado modelo barcelonista.

Promissor meia-atacante, de 1,84m, e com passagens pelas seleções espanholas de base, além da olímpica, em Atlanta, 1996, ele foi formado no Barcelona, por onde atuou entre 1984 e 1999 – contabilizando tempo de base e profissionalismo. Nesse período, conviveu com grandes jogadores e, principalmente, com grandes treinadores, como Johan Cruyff. Foi da convivência com o holandês que García ganhou o incentivo para virar técnico (foi auxiliar de Cruyff na seleção da Catalunha) e propagar a filosofia de jogo barcelonista.

Em 2013, quando treinava o Brighton, na segunda divisão inglesa, o espanhol foi entrevistado pelo The Independent e deixou muito clara a citada influência de Cruyff. “Você pode ver que dos jogadores que ele teve enquanto foi nosso treinador, a maioria é treinador agora, porque aprendemos muito. Estamos tentando ensinar aos nossos jogadores o que ele nos ensinou”, disse.

“Uma das coisas incríveis que me lembro era de que antes das partidas, Cruyff explicava o que pensava que aconteceria no jogo. Os jogadores achavam que ele era louco. Mas, na maioria das vezes, acontecia o previsto”, acrescentou.

Na mesma ocasião, García afirmou que cresceu com a mentalidade e a filosofia do Barcelona, inclusive, ajudou a formar jogadores como Rafinha Alcântara, Mauro Icardi e Gerard Deulofeu, que passaram pelo seu crivo nas canteras do clube catalão.

“Você precisa da bola”

O tiki-taka, filosofia de jogo que ficou conhecida no período de Pep Guardiola no comando do Barcelona, tem como alguns dos princípios a manutenção da posse de bola, realização de passes diagonais, curtos e em todas as direções.

Como manda o figurino, García tenta fazer com que seus times apliquem este conceito e explica que sua filosofia é ter a bola e passa-la quantas vezes for possível até encontrar o espaço. “Você precisa da bola, mas também precisa saber o que fazer com ela. A bola tem que correr, mas isso não significa que o jogador tenha que correr tanto quanto ela, mesmo que seja evidente que o jogador deva estar bem preparado para entrar na dinâmica”, disse ao Independent.

Na mesma entrevista, o espanhol ainda detalhou que a proposta que apresentava aos atletas do Brighton era sempre retomar a bola o mais rápido possível – esse “rápido” tem prazo de 5 segundos.

O discurso é muito bonito e dá a entender que o Saint-Étienne terá um panorama diferente na temporada. Veremos na prática. Como já foi debatido na última edição de Le Podcast du Foot, o ASSE será um dos times mais interessantes a ser visto na próxima Ligue 1 e a razão é a chegada de um barcelonista, que promete revolucionar o time verde.

Pré-temporada

Para medir a temperatura do início de trabalho, o Saint-Étienne fará cinco amistosos ao longo da pré-temporada:

5 de julho | Saint-Étienne x Nyon (3ª divisão suíça)
8 de julho | Saint-Étienne x Ajaccio
15 de julho | Saint-Étienne x Dijon
22 de julho | Saint-Étienne x Real Sociedad
26 de julho | Saint-Étienne x Montpellier

A rodada de abertura da Ligue 1 está programada para acontecer entre os dias 4, 5 e 6 de agosto e o Saint-Étienne começara em casa contra o Nice, de Lucien Favre.

Óscar García

Clubes:

2009-10 | Seleção da Catalunha (auxiliar)
2010-12 | Barcelona (base)
2012-13 | Maccabi Tel-Aviv
2013-14 | Brighton
2014 | Maccabi Tel-Aviv
2015-17 | Red Bull Salzburg

Títulos:

2012/13 | Campeonato Israelense – Maccabi Tel Aviv
2015/16 | Campeonato Austríaco e Copa Austríaca – Red Bull Salzburg

Le Podcast du Foot #65 | Os novos técnicos da Ligue 1

A temporada 2017/18 do Campeonato Francês promete ser interessante nas casamatas dos 20 times participantes. Isso porque alguns clubes optaram por trazer novos treinadores e apostaram em nomes que prometem mudar o cenário do torneio.

O nome mais chamativo é o de Marcelo Bielsa (foto). Referendado técnico, tido como exemplo para muitos treinadores, como Pep Guardiola, o argentino retorna à França após dois anos para comandar o Lille.

Outros times que apostam em novos técnicos são Saint-Étienne e Nantes. Os Verdes trouxeram Óscar García, ex-Red Bull Salzburg, e os Canários apostam no italiano Cláudio Ranieri, campeão inglês com o Leicester City na temporada 2015/16.

Esse novo cartel de treinadores da Ligue 1 foi tema de debate em Le Podcast du Foot #65. Eduardo Madeira, Filipe Papini e Renato Gomes discutiram o assunto na nova edição do programa.

Ouça abaixo e deixe sua opinião abaixo!

Qual a origem dos nomes dos estádios franceses? (Parte II)

Na última semana, você conferiu no Europa Football a primeira parte do especial que trouxe a origem de dez nomes de estádios dos clubes do Campeonato Francês. Por uma grata surpresa, o post teve ótima repercussão, inclusive, sendo destaque no Trivela.

Mas passado o Carnaval e todo o feriadão, retorno com a parte final e explicando os últimos dez nomes. Lembrando que junto, a nomenclatura dos estádios, está a localização no Google Maps, para que vocês possam ver mais e conhecer a casa de cada equipe francesa. Vamos a eles:

  • Metz

Estádio Saint-Symphorien – inaugurado em 1923 – capacidade para 25.636 pessoas

Construído no início dos anos 20, o estádio Saint-Symphorien foi inaugurado em 1923, mas o desmoronamento de uma parte do telhado fez com que passasse por longa reforma até ser reinaugurado, de forma definitiva, em 1932. Essa reforma foi concluída exatamente na época em que o clube mandante mudava de nome de Club Atlético de Metz para FC Metz, o que segue até hoje. O estádio possui esse nome por estar situado no Boulevard Saint-Symphorien.

  • Monaco

Estádio Louis II – inaugurado em 1985 – capacidade para 18.523 pessoas

O novo estádio Louis II foi construído em 1985 | Foto: Divulgação/AS Monaco

O novo estádio Louis II foi construído em 1985 | Foto: Divulgação/AS Monaco

A casa atual do Monaco foi inaugurada em janeiro de 1985, sendo obra idealizada pelo príncipe Rainier III. O Louis II foi construído no distrito de Fontvielle, no lugar do estádio que tinha o mesmo nome. O local, que homenageava o príncipe Louis II, recebeu partidas do time monegasco de 1939 até 1985. Antes disso tudo, o ASM atuava no estádio Moneghetti, no bairro de mesmo nome, entre 1924 e 1939.

  • Montpellier

Estádio de la Mosson e do Mundial 98 – inaugurado em 1972 – capacidade para 32.900 pessoas

O primeiro clube a utilizar o estádio de La Mosson foi o AS Pallaide, clube que disputava torneios distritais em Montpellier. Com a fusão do clube com o Montpellier Litoral SC, (que jogava no estádio Richter), surgiu o Montpellier HSC, que passou a utiliza-lo em 1974. O estádio leva esse nome por estar próximo ao Rio Mosson. Já a referência a Copa do Mundo de 1998, disputada na França, foi feita pela escolha do estádio para sediar jogos da competição, o que fez com que fosse ampliada sua capacidade para 35 mil pessoas.

Os outros dois estádios em que o MHSC mandou jogos também possuem nomes fáceis de explicar. O primeiro foi o Parque de Esportes da Avenida da Ponte Juvenal, entre 1923 e 1967, que leva a mesma nomenclatura da localização, enquanto o estádio Richter, utilizado entre 1968 e 1974, também faz referência a sua localização.

  • Nancy

Estádio Marcel Picot – inaugurado em 1926 – capacidade para 20.087 pessoas

Chamado inicialmente de Parque de Esportes de Essey, a casa do Nancy foi oficialmente aberta em 8 de agosto de 1926. No começo, o estádio foi utilizado pela escola universitária local e pelo FC Nancy (clube que existiu entre 1901 e 1968). Com o surgimento do AS Nancy, em 1967, o local foi rebatizado no ano seguinte como estádio Marcel Picot.  Ele foi um empreiteiro que dedicou boa parte da vida ao FC Nancy e auxiliou no desenvolvimento do estádio. Por ter falecido em 1967, teve nome estampado na casa dos Vermelhos e Brancos em 1968, como forma de homenagem.

  • Nantes

Estádio de la Beaujoire-Louis Fonteneau – inaugurado em 1984 – capacidade para 37.473 pessoas

O caldeirão da Beaujoire é uma das armas do Nantes | Foto: Divulgação/Nantes

O caldeirão da Beaujoire é uma das armas do Nantes | Foto: Divulgação/Nantes

Um dos maiores caldeirões do futebol francês, La Beaujoire faz referência ao bairro do mesmo nome, em Nantes. Sua construção foi feita em razão da disputa da Eurocopa de 1984. Já o nome de Louis Fonteneau homenageia o presidente do clube entre 1969 e 1986. Ele foi um dos grandes idealizadores do projeto da construção do estádio a partir dos anos 70. Como morreu em 1989, o local foi rebatizado no mesmo ano.

Antes da nova casa, os Canários jogaram em alguns estádios: Saint-Pierre, Contrie e Procé. Após a II Grande Guerra, o Nantes passou a utilizar o estádio Marcel Saupin, que resistiu até a chegada de la Beaujoire. Atualmente, já houve uma parte demolida e o time reserva do time amarelo atua por lá.

  • Nice

Allianz Riviera – inaugurado em 2013 – capacidade para 35.624 pessoas

Assim como ocorre com muitas arenas mundo afora, o novo estádio do Nice, construído visando a Eurocopa de 2016, possui o naming rights da Allianz e a referência da região da Riviera. Entretanto, tivemos muitas reviravoltas até a concretização, isso porque, em 2010, o estádio se chamaria Olímpico de Nice. Em 2012, houve o acerto com a seguradora alemã, que pagará € 1,8 milhões por ano durante nove temporadas.

Antes da moderna arena, o Nice mandou jogos no estádio do Ray entre 1927 e 2013. O nome original deste estádio é Léo Lagrange, um secretário de estado de esportes, mas se tornou popular pelo nome do distrito onde está localizado.

  • Paris Saint-Germain

Estádio Parque dos Príncipes – inaugurado em 1897 – capacidade para 48.583 pessoas

Um dos maiores e mais antigos estádios da França, o Parque dos Príncipes recebeu este nome por causa da família real francesa, que utilizava o local de recreação e caça nos séculos XVIII e XIX. O estádio foi inaugurado, originalmente, para abrigar provas de ciclismo e o PSG passou a utilizar o parque em julho de 1974.

Antes da fusão do Paris FC e do Stade Saint-Germain, o clube mandava seus jogos no estádio municipal Georges-Lefévre. Atualmente, os times de base do PSG atuam ali e o clube se comprometeu a renovar o estádio.

  • Rennes

Estádio Parque Roazhon – inaugurado em 1912 – capacidade para 29.778 pessoas

O nome do estádio do Rennes sempre foi razão de polêmica. Tradicionalmente, o local era conhecido como Rota para Lorient, pela sua localização. Porém, durante vários anos, houve quem sugerisse uma mudança, incluindo naming rights ou homenagens a grandes ídolos da história do clube. Finalmente, em 2015, o presidente René Ruello realizou um referendo, que aprovou a mudança do nome para Parque Roazhon com 70% dos votos. Roazhon, para entendermos, significa Rennes em bretão, que é a linguagem local.

  • Saint-Étienne

Estádio Geoffroy-Guichard – inaugurado em 1931 – capacidade para 41.965 pessoas

Conhecido como “Caldeirão Verde”, o Geoffroy-Guichard vem sendo casa do Saint-Étienne desde sua profissionalização | Foto: Divulgação/ASSE

Conhecido como “Caldeirão Verde”, o Geoffroy-Guichard vem sendo casa do Saint-Étienne desde sua profissionalização | Foto: Divulgação/ASSE

O caldeirão verde do Saint-Étienne foi construído nos anos 30 e recebeu o nome do empresário Geoffroy Guichard. Ele foi um dos fundadores de clube e o terreno onde o estádio foi construído era de propriedade de uma de suas empresas. O estádio Geoffrey-Guichard acompanhou o ASSE durante todo o seu percurso profissional, a partir de 1933.

  • Toulouse

Estádio de Toulouse – inaugurado em 1937 – capacidade para 33.150 pessoas

Bom, a origem do estádio do TFC não tem muito segredo, até por ser um estádio que leva o nome da cidade onde está localizado. Conhecido como “pequeno Wembley”, o local era a casa do primeiro Toulouse FC entre 1937 e 1967 e depois do atual Toulouse (que apesar do mesmo nome e cidade, curiosamente, não tem relação alguma com o clube anterior), a partir de 1970.

Le Podcast du Foot #61: Resumo da janela de inverno

O PSG abriu os cofres na janela de inverno | Foto: C.Gavelle/PSG

O PSG abriu os cofres na janela de inverno | Foto: C.Gavelle/PSG

Está no ar mais um Le Podcast du Foot. Na edição #61 do programa, Eduardo Madeira, Filipe Papini e Renato Gomes se reuniram para discutir as principais movimentações da janela de inverno no mercado de transferências europeia.

Diferente de outros anos, os clubes se movimentaram bem mais do que o normal neste período da temporada. Além do Paris Saint-Germain, que já é tradicional nas gastanças, também foram às compras times como Marseille, Lyon e Lille.

Portanto, clique na imagem abaixo e confira as principais análises das contratações que mais agitaram a janela da Ligue 1:

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