Dossiê Benzema

Era março de 2007. A França olhava fixamente para a Eurocopa de 2008. Após um vice-campeonato mundial em 2006, com uma seleção já bastante envelhecida, o polêmico Raymond Domenech tentava renovar a seleção. Nomes hoje calejados, como Patrice Evra, Jérémy Toulalan, Rio Mavuba e Lass Diarra começavam a ganhar espaço especialmente em amistosos.

E foi exatamente em um desses jogos teste que começou a história de Karim Benzema na seleção francesa. Para encarar a Áustria, no dia 28 de março, no Stade de France, Domenech fez diversas experiências. Dos 11 da formação inicial, sete não tinham sequer dez jogos pelos Bleus, sendo um estreante: o prodígio, que tornaria-se mais tarde um garoto-problema, Samir Nasri.

Benzema, na época com 19 anos, assim como Nasri, era um prodígio francês. Desde que havia estreado entre os profissionais do Lyon na temporada 2004/05, não tinha números estrondosos. Mesmo assim, já ia para a segunda convocação. A primeira havia sido em novembro de 2006, ainda com 18 anos, quando somava meros quatro gols e 32 aparições no Campeonato Francês. Não debutou em função de uma lesão.

O azar não se repetiu naquela noite parisiense. No intervalo da partida, Domenech fez três alterações. Ao lado do veterano William Gallas e do companheiro de clube Eric Abidal, Benzema ingressara no time na vaga de Djibril Cissé.

O menino franco-argelino não precisou nem de dez minutos para mostrar do que era capaz. Em falta na linha de fundo pelo lado direito, Nasri, inteligente, cobrou rasteiro e para trás. Livre, Benzema acertou um chute ao seu estilo: colocado, de pé direito, nem muito forte, nem tão fraco, mas o suficiente para ser impossível de defender.

Era um amistoso, é verdade, mas já foi um belo cartão de visitas para um expoente de 19 anos: ali residia uma esperança de gols.

A partir dali, Benzema passou a sempre ser lembrado por Domenech e, constantemente, entrava no time. Com Thierry Henry e David Trezeguet em rota descendente da carreira e Nicolas Anelka longe de ser o nome dos sonhos, ter uma via alternativa se fazia necessário para aquele momento. Domenech sabia que Benzema era essa via.

Euro 2008: Primeira decepção

Com a explosão na temporada 2007/08, onde fez 20 gols em 36 jogos no campeonato nacional – 33 gols em 63 ao todo – tornou-se inevitável assumir a titularidade. E assim foi até a estreia na Eurocopa disputada na Suíça.

No debute contra a Romênia, Henry foi desfalque em função de um problema no nervo ciático. Com isso, Benzema formou dupla com Anelka. A partida foi decepcionante, fraca tecnicamente, e o placar não saiu do zero, em jogo que, definitivamente, não está na história da Eurocopa.

Foi o indício de que dias ruins viriam. Sem vencer diante da seleção mais fraca da chave e com Itália e Holanda pela frente, os Bleus precisariam mostrar mais caso quisessem avançar.

Nada feito. Com Benzema no banco e sem sequer entrar na reta final da partida, a França foi atropelada por uma irresistível Holanda de Sneijder, Robben e Van Persie, perdendo por 4 a 1. O atacante acabou sendo lembrado pela imprensa – ou aliviado por ela.

Na época, porém, Benzema já causava os primeiros furdunços internos. A imprensa francesa noticiava na época que o comportamento considerado arrogante e individualista incomodava outros atletas.

Ainda assim, bastava uma vitória diante da Itália para os franceses se classificar e Domenech acionou o garoto para iniciar o confronto. Entretanto, a expulsão de Eric Abidal, com menos de 25 minutos, selou o início da derrocada gaulesa. A Azzurra, assim como em 2006, mandava os franceses para casa decepcionados, desta vez, com o 2 a 0 no marcador.

Benzema atuou durante 90 minutos. Inclusive, no segundo gol italiano, anotado por Daniele De Rossi, a bola desviou nele, que estava na barreira, e saiu do alcance de Coupet. Ofensivamente, a participação mais efetiva foi em um chute rasteiro de fora da área, aos 13 minutos, com o placar ainda zerado, que saiu levemente a esquerda de Buffon. Apesar da frustrante participação, foi uma experiência válida para o atacante que tinha, na época, 20 anos.

Benzema participou de dois jogos da Euro 2008 | Foto: Reprodução

Boa parte do fracasso daquele time já se devia as convicções de Domenech. Foram três escalações diferentes em três jogos e um 4-4-2 muito engessado. No ataque, não havia uma clareza sobre os posicionamentos dos atacantes e Benzema, que nos dois jogos que fez atuou mais afastado da área, muitas vezes se embolou com companheiros exatamente por essa confusão do time.

Benzema, ainda garoto e começando a enfrentar jogos de maior peso, era o menor culpado disso.

Caso Zahia e a Copa da África

Quem sabe em 2010? Primeira Copa em continente africano, França sedenta para afastar a má impressão deixada em 2008, cenário favorável para Benzema explodir. Somado a isso, veio a transferência para o Real Madrid, por 36 milhões de euros. Jogar ao lado de Cristiano Ronaldo, Kaká e outros tenderia a potencializar ainda mais suas qualidades. Entretanto, as polêmicas extracampo começaram a entrar na rotina do atacante.

Tudo começou em 5 de setembro de 2009. Naquela noite, a França enfrentaria a Romênia, em Paris. Os Bleus passavam maus bocados nas Eliminatórias para a Copa, com vitórias magras diante de seleções pouco expressivas e atuações nada convincentes. Para quem adora propagar o discurso de vitórias obrigatórias, essa partida diante dos romenos se encaixava aí.

Benzema, entretanto, começou no banco. Foi chamado para entrar aos 28 minutos da etapa final, no lugar de Yoann Gourcuff. A partida estava empatada por 1 a 1 e assim ficou até o fim. A polêmica pegou porque o atacante teria mostrado certa má vontade para entrar no jogo.

A atitude foi considerável inadmissível para Domenech. Para completar, meses depois, Benzema foi indiciado por, supostamente, ter tido relações sexuais com Dehia Zahar, uma prostituta menor de idade. Ele foi absolvido apenas em 2014, o que foi suficiente para que fosse descartado definitivamente pelo treinador e ficasse fora da Copa do Mundo de 2010. Nem mesmo o surgimento de André-Pierre Gignac no Toulouse poderia explicar aquela decisão.

Sete anos depois, Benzema pode até se dizer aliviado, já que não compôs o elenco que promoveu uma grande rebelião contra o próprio Domenech e protagonizou o maior fiasco da história dos Bleus.

Volta e seca

Passado o vexame no África do Sul, Domenech se foi, Laurent Blanc chegou e Benzema voltou. No primeiro jogo pós-Copa, entrou aos 16 minutos do segundo tempo, na vaga de Guillaume Hoarau. A titularidade, porém, veio apenas na vitória por 2 a 0 sobre a Bósnia, na qualificação para a Eurocopa.

A confiança de Blanc foi recompensada em grande estilo. Aos 26 minutos da etapa complementar, a partida estava empatada em 0x0, quando Benzema recebeu cruzamento rasteiro da esquerda. De costas para o gol, ele girou bonito, deixou o zagueiro para trás e mandou um lindo arremate de canhota para as redes.

Foi dali para cima. O começo de 2011 foi empolgante e Benzema dava pinta de que seria “o cara” tão procurado desde as aposentadorias de Zidane e Henry (da carreira e da seleção, respectivamente). Em amistosos ‘cascudos’ contra Brasil e Inglaterra, fez gols e ajudou nas duas vitórias, que deram cancha a um time que ainda estava desacreditado.

O que viria em diante, porém, foi decepção para o atacante. Depois da vitória contra os algozes brasileiros, em fevereiro de 2011, Benzema passou cinco jogos sem marcar, voltando a marcar em setembro do mesmo ano, na vitória por 2 a 1 sobre a Albânia. Seis partidas depois, às vésperas da Euro 2012, dois gols diante da Estônia, chegando a marca de 15 gols pela seleção francesa.

A empolgação de recuperar o respeito perdido na Copa de 2010 era grande, mas a Euro disputada na Polônia e na Ucrânia foi apenas mais um capítulo da turbulenta carreira de Benzema pela França.

Eliminado nas quartas-de-final, o atacante madridista deixou a competição de forma discreta, sem ter marcado um gol sequer e muito questionado pela imprensa local. O único jogo em que conseguiu se destacar foi no 2 a 0 diante da Ucrânia, onde deu as assistências para os dois gols.

Benzema deixou a Euro 2012 sem gols | Foto: Reprodução

Não havia dúvidas, Benzema era a grande decepção da França. Não apenas pelo nome que possui, tampouco por jogar no Real Madrid, mas estávamos falando do atacante que teve na temporada 2011/12 o período mais prolífico em gols na carreira. Em 64 jogos, marcou 35 gols, recorde máximo desde que surgiu em 2004/05.

A imprensa francesa valorizou o esforço, pontuou que o jogo dos Bleus fluía mais quando saia da área e ajudava a criar jogadas, mas não foi capaz de perdoar a ausência de gols.

Neste meio tempo, surgiram as críticas mais covardes, as direcionadas a sua origem argelina. Partidos de ultra-direita tentavam diminuí-lo e pediam sua expulsão da seleção. O fato de não cantar o hino nacional incomodava também. Não bastasse a falta de gols, havia a xenofobia em cima.

A seca, aliás, foi tenebrosa. Lembram dos dois gols contra a Estônia, ainda antes da Euro? O gol seguinte seria marcado quase 500 dias depois, 16 jogos seguintes, na goleada por 6 a 0 sobre a Austrália, em outubro de 2013.

Afirmação para 2014

Passada a decepção da Eurocopa de 2012, chegava o ciclo para a Copa do Mundo de 2014, no Brasil. A novidade era a presença de Didier Deschamps como treinador. Campeão do mundo em 1998 como jogador, DD já possuía uma sólida carreira na casamata nos comandos de Monaco, Juventus e Marseille.

A França seria o ápice de seu período como treinador, e logo o disciplinador Deschamps sabia que precisaria ter como ponto chave a recuperação de Benzema. Na época em que o madridista sofria sem gols, Olivier Giroud explodia no Montpellier e seguia para a Premier League, trilhando os campos ingleses com a camisa do Arsenal. Nem por isso abriu mão de Benzema.

Medida acertada. A França seguiu para a Copa e no jogo em que mais era preciso de Benzema, ele apareceu.

Na repescagem, após perder para a Ucrânia na ida por 2 a 0, um turbilhão de emoções cercava o jogo de volta no Stade de France. A França estava entre o medo de ficar fora da Copa do Mundo e o temor de conseguir a vaga como em 2010, diante da Irlanda, com uma mãozinha de Henry.

Antes dos 25 minutos, o zagueiro Mamadou Sakho colocou a França em vantagem. A primeira palhinha de Benzema veio aos 29. Em retomada de bola no setor ofensivo, Ribéry cruzou fechado da esquerda e encontrou o camisa 10, quase embaixo da trave, para marcar. Mesmo em posição legal, a jogada foi invalidada.

Se foi por peso na consciência ou pura incapacidade não sabemos, mas minutos depois, em impedimento flagrante, Benzema fez o gol que explodiu o Stade de France. O 2 a 0 forçava a prorrogação, mas, naquele momento, todos lá dentro sabiam: a classificação viria – e veio na etapa final, novamente com Sakho.

Passados os apuros das eliminatórias e da repescagem, veio uma Copa do Mundo que não foi exitosa, mas que ajudou a recuperar o caráter competitivo perdido em torneios anteriores. Benzema, zerado em gols nas duas Euros que disputou, deixou o Brasil com três tentos – e só não fez mais, assim como não foi mais longe que as quartas-de-final, por causa de uma defesa surreal de Manuel Neuer, da Alemanha.

Sextape e os capítulos finais

Se 2014 foi o torneio para a retomada da autoestima, 2016 seria o momento da afirmação francesa. Anfitriã da Eurocopa daquele ano, os Bleus teriam um Benzema cada vez mais amadurecido ao lado dos ótimos Antoine Griezmann e Paul Pogba, cada vez mais ambientados ao cenário internacional.

Tudo corria muito tranquilamente, sem grandes percalços, apenas no aguardo dos jogos da Eurocopa. Eis que vem a tona o escândalo que pôs capítulos finais a passagem de Benzema pela seleção francesa.

Em junho de 2015, conta Le Figaro, Mathieu Valbuena, na época concentrado com a seleção francesa para amistosos contra Bélgica e Alemanha, recebe um telefonema de alguém que dizia ter um vídeo íntimo do atleta com a namorada. Para não divulgar o vídeo, a pessoa pedia 100 mil euros.

O atleta, na época no Lyon, apresentou queixa à polícia e as negociações com os chantagistas passaram a ser feitas por um agente da polícia que se fazia passar por Valbuena.

No fim de outubro, a história ganhou outros contornos e jogadores começaram a abordar Valbuena sobre o vídeo. Benzema teria, inclusive, incentivado a pagar o resgate. A bomba explodiu quando Djibril Cissé foi detido por ter abordado o atleta. Ele foi liberado no mesmo dia quando disse que conversou com o meia-atacante na condição de amigo.

No fim de outubro, o jornal La Provence revelou que um homem chamado Axel Angot, próximo de vários jogadores franceses, estaria no centro da extorsão. Ele teria confirmado que o vídeo chegou até ele por um outro atleta e que, com a ajuda de outra pessoa, tinha decidido contatá-lo para extorquir 150 mil euros.

Chegava novembro e o caso se desdobrava. Uma pessoa que seria próxima de um dos irmãos de Benzema foi detida. Essa proximidade com os suspeitos, juntamente com a conversa entre os dois atletas em outubro, fez com que a polícia detivesse o madridista sob a suspeita de que tivesse tentado convencer Valbuena a pagar ao chantagista, o que faria dele cúmplice.

Benzema chegou a ser detido em 2015 | Foto: AFP

Desde então, o caso vem se arrastando. Na justiça, Benzema chegou a ver seu primeiro recurso ser rejeitado pela justiça francesa, mas em julho deste ano, o Supremo Tribunal de França concedeu razão ao madridista na sua luta contra a atuação da polícia durante o processo de investigação. Foi determinado que a investigação é ilegítima, mas a defesa do atacante continua com a briga para que o caso seja arquivado.

Se a justiça ainda não decidiu que rumo dar a essa história, dentro das quatro linhas o caminho parece bem traçado. Benzema, que foi suspenso, mas depois liberado a vestir a camisa da seleção francesa, não joga pelos Bleus desde outubro de 2015, na goleada por 4 a 0 sobre a Armênia. Curiosamente, fez dois gols naquela noite, provavelmente, os últimos dois com a camisa azul.

Com a renovação de Deschamps até 2020, difícil crer que volte a ser convocado, encerrando seu ciclo com 81 jogos e 27 gols (nono maior da história). O pior disso tudo é observar que, em tão pouco tempo, um dos atacantes franceses mais bem-sucedidos da história recente tenha conseguido ter uma passagem tão tumultuada pela seleção. A França merecia mais… Benzema merecia também. Nessa queda de braço, todos perdem.

Mutante, França tem prova de fogo para buscar o bicampeonato

Foto: FFF

Foto: FFF

Não há seleção na Copa do Mundo que seja mais mutante que a França. Há um ano, muitos acreditavam que a ausência no Mundial era algo provável de acontecer. Após a histórica vitória sobre a Ucrânia na Repescagem, os franceses começaram a ser colocados no bloco de coadjuvantes.

O triunfo sobre a Holanda (2×0), em março deste ano, trouxe novos horizontes para a equipe comandada por Didier Deschamps. Os então personagens secundários começaram a ser apontados como potenciais surpresas da Copa. Entretanto, o corte de Franck Ribéry, semanas antes do debute na competição, fez muitos darem passos atrás com os Bleus.

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É a hora do Marseille se testar

Élie Baup terá o desafio de provar o valor do elenco do Marseille (Foto: France Football)

Élie Baup terá o desafio de provar o valor do elenco do Marseille
(Foto: France Football)

Ao cair em um grupo com Arsenal, Borussia Dortmund e Napoli na Liga dos Campeões, o Olympique de Marseille ganhou uma chance única de medir a real força de seu elenco nesta temporada. A base das últimas temporadas foi mantida e reforços pontuais (como Payet, Imbula e Mendy) foram feitos, o que só ajudará o competente técnico Élie Baup a fazer um trabalho mais sólido.

Engana-se, também, quem coloca o time francês como carta fora do baralho nessa chave. Se levássemos em conta a sempre supervalorizada tradição, o Marseille dividiria o posto de principal força com o Borussia Dortmund, já que ambos têm a mesma quantidade de finais e títulos da Liga dos Campeões.

Mas, como disse acima, a tradição é supervalorizada, logo, devemos analisar o momento atual e isso não descarta o OM.

Se levarmos em conta que os alemães são os favoritos por carregarem o status de vice-campeões do continente e permanecerem com a mesma base dos últimos anos, sobra uma vaga para três times que são equivalentes.

Sim, não me venham com história de “ah, é da França, é ruim, não presta”. Toda vez que falam isso, só ouço “blá, blá, blá” e nem levo em conta.

Sobre os adversários, começamos com o Arsenal, que passa por um momento delicado, onde o futebol apresentado não convence a torcida e o clube não consegue contratar ninguém de peso, apenas garotos de qualidade duvidosa, logo, é uma presa fácil para equipes de maior porte, portanto, enfraquecida.

Já o Napoli está vivenciando uma situação nova com Rafa Benitez no comando técnico e vários reforços badalados, como Pepe Reina, Gonzalo Higuaín e Raúl Albiol. Logo, não é correto afirmar que esse time vá dar liga imediatamente, apesar de demonstrar, ao menos no papel, força para ir longe nesta temporada.

O poder do Marseille vem justamente em algo que os italianos ainda não têm: conjunto. O time armado por Élie Baup foi construído há algumas temporadas por Didier Deschamps e vem recebendo retoques desde então.

Para esta temporada, vários reforços vieram, como o promissor lateral-esquerdo Benjamin Mendy, o atacante Saber Khalifa e o volante Giannelli Imbula, ambos opções para rechear o elenco. A contratação que mudou o patamar do Marseille foi Dimitri Payet. O ex-jogador do Lille tem dado, neste principio de temporada, a incisão que tanto faltou ao time no ano passado, tornando o jogo do time mais vistoso.

Payet mudou o patamar do Marseille (Foto: France Football)

Payet mudou o patamar do Marseille
(Foto: France Football)

Além disso, o “casamento” de Payet com André Ayew, Mathieu Valbuena e André-Pierre Gignac será de extrema importância para o time. Juntos podem formar um quarteto que nem mesmo o Paris Saint-Germain tem sido capaz de formar. Élie Baup tem em mãos um grupo de atacantes Inteligentes, velozes, rápidos e decisivos.

Essa Liga dos Campeões será o momento exato para o atual elenco do Olympique de Marseille testar sua verdadeira força. No papel, sem exagero algum, tem um time mais forte que o milionário Monaco e capaz de fazer jogo duro com o PSG, faltava mesmo um momento para se medir com adversários fortes de outros países.

O OM finalmente tem um time titular que lhe faz sonhar com grandes coisas nesta temporada. Claro, o título europeu é utopia, mas vale ressaltar que há duas temporadas, com um grupo inferior e vivendo um momento turbulento no campeonato doméstico, os únicos franceses a ganharem a Europa chegaram as quartas-de-final da Liga dos Campeões.

O elenco do Marseille agora está mais gorducho, mas ainda abaixo dos ricaços da França, é claro, mas o suficiente para mostrar que Arsenal, Borussia Dortmund e Napoli, apesar de mais nome, não terão vida fácil na Liga dos Campeões. O teste é agora e o OM tem tudo para ser aprovado com louvor.