Le Podcast du Foot #84 | Champions du monde!

O mundo é azul mais uma vez!

A grande expectativa criada em cima de um elenco talentosíssimo, repleto de ótimos jogadores, se converteu em título mundial para a França. Na grande decisão, brilhou mais forte a estrela do trio Paul Pogba, Antoine Griezmann e Kyllian Mbappé e os comandados de Didier Deschamps desbancaram a Croácia por 4 a 2, erguendo a taça mais cobiçada do mundo das seleções.

Como foi rotina em toda a Copa do Mundo, a turma de Le Podcast du Foot se reuniu na edição #84 para analisar o título mundial. O editor do Europa Football, Eduardo Madeira conversou sobre a campanha vitoriosa com Filipe Papini, do C’est Le Foot, no Sportv, e Renato Gomes, do Footure.

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Le Podcast du Foot #83 | A um passo do título

A Copa do Mundo enfim chega a seu momento mais grandioso. No domingo (15), França e Croácia definem quem ergue a taça de campeão mundial na edição da Rússia.

Le Podcast du Foot vem no embalo da decisão com a edição #83. O editor do Europa Football, Eduardo Madeira bate um papo sobre a campanha francesa com Filipe Papini, do C’Est Le Foot, e Renato Gomes, do Footure.

A equipe do podcast analisa o desempenho francês, os pontos fortes e fracos e projetam o que Luka Modrić e companhia podem aprontar para os comandados de Didier Deschamps.

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Le Podcast du Foot #82 | De volta às semifinais

Todos os sul-americanos que cruzaram o caminho da França na Copa do Mundo deram adeus ao torneio. Primeiro foram os peruanos, que derrotados na segunda rodada da fase de grupos, foram precocemente eliminados. Nas oitavas vieram os argentinos, que voltaram para casa com um 4 a 3 na bagagem. Para fechar, os uruguaios não levaram perigo e foram embora nas quartas com uma derrota por 2 a 0.

Com esse caminho, os Bleus chegam às semifinais. Só que o esperado confronto diante do Brasil, será contra a Bélgica, que despachou Neymar e companhia nas quartas-de-final.

Os franceses retornam a uma semifinal de Copa após 12 anos e, diferentemente de 2006, onde chegou desacreditado, hoje os comandados de Didier Deschamps carregam certo favoritismo desde o começo do Mundial e nutrem grande expectativa para a partida diante dos belgas.

Para analisar a classificação diante dos uruguaios e projetar a semifinal contra a Bélgica, Eduardo Madeira, Filipe Papini (do C’est Le Foot) e Flávio Botelho se reuniram na edição #82 de Le Podcast du Foot.

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Le Podcast du Foot #81 | No tango de Mbappé

Se apenas for olhado o contexto das duas seleções, dá para dizer que a classificação da França diante da Argentina foi, nada mais, nada menos, do que a lógica. Mas como “lógica” e “futebol” raramente se encontram na mesma oração, o que vimos em Kazan foi um dramático tango, que teve como grande dançarino Kyllian Mbappé.

Em uma atuação brilhante, o camisa 10 dos Bleus marcou dois gols, sofreu um pênalti, provocou algumas faltas que resultaram em cartões amarelos e deixou os argentinos de cabelo em pé com suas arrancadas e dribles insinuantes. Certamente, Mbappé foi o fator decisivo para a vitória por 4 a 3, nas oitavas-de-final da Copa do Mundo.

Em Le Podcast du Foot #81, o editor do blog Europa Football, Eduardo Madeira debate a partida e a classificação francesa com os jornalistas Flávio Botelho e Vinícius Ramos. Também esteve em discussão a projeção para as quartas-de-final, onde a França terá o Uruguai pela frente.

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O dia em que França e Argentina se encontraram na Bahia

França e Argentina se encontram neste sábado (30), em Kazan, na Rússia, a partir das 11h (Horário de Brasília), abrindo a fase de oitavas-de-final da Copa do Mundo. O confronto entre gauleses e Hermanos não é dos mais frequentes, mas a vantagem sempre foi sul-americana – em 11 partidas foram seis vitórias argentinas, três empates e apenas duas vitórias francesas.

Alguns desses jogos entraram para a história, como o primeiro entre as duas seleções, em 15 de julho de 1930, pela Copa do Mundo do Uruguai. O jogo disputado no Parque Central, em Montevideo, foi o primeiro da Argentina na história dos mundiais – a França havia estreado antes – e logo com vitória por 1 a 0, gol de Luis Monti.

Outro duelo que certamente entrou para a história foi em 8 de janeiro de 1971. A França foi conhecer o mítico estádio de La Bombonera e, num eletrizante amistoso, venceu por 4 a 3, com dois gols do lendário Hervé Revelli, na época defendendo o Saint-Étienne.

Mas foi em 1972 que um dos duelos entre França e Argentina teve como ápice da curiosidade o local onde foi disputado. Longe da badalada Paris ou da charmosa Buenos Aires, as duas seleções disputaram uma partida de campeonato aqui no Brasil!

O palco? A Fonte Nova, em Salvador.

A partida foi válida pela Taça Independência, ou Minicopa, como ficou conhecida. O torneio, hoje pouco lembrado, foi promovido pela antiga CBD (Confederação Brasileira de Desportos), com a ideia de celebrar os 150 anos de independência do Brasil.

Apesar de o torneio ter um caráter de “Copa do Mundo fora de época”, já que reunia o Brasil, outras 17 seleções e dois combinados continentais, havia a clara intenção de mostrar a força do governo militar em uma época de forte repressão e do mais eloquente “ame ou deixe-o”, como explica Francisco Milhorança. “A Minicopa era uma maneira da ditadura mostrar sua capacidade em organizar um evento do porte de uma Copa e uma oportunidade de continuar usando o futebol para alegrar a população”.

Campeã mundial em 1970, a seleção brasileira, amada pelo povo, começava a ser usada mais intensamente pelo regime militar como forma de propaganda de seu governo.

Além disso, João Havelange também já exercia forte influência política e iniciava sua campanha visando a presidência da FIFA. Em função disso, potências como Alemanha, Inglaterra e Itália rejeitaram o convite para disputar o torneio. Por isso que, da Europa, apenas seleções de segundo escalão vieram – a França estava longe de ter a influência atual.

E foi exatamente nessa minicopa que o destino de franceses e argentinos se cruzou. As duas seleções caíram no grupo A do torneio, ao lado de Colômbia e dos combinados da África e Concacaf.

O confronto realizado em Salvador (que foi uma espécie de QG da França, já que fez a maioria dos jogos lá) foi exatamente na rodada final da chave e com caráter decisivo. Invictas e com 9 pontos, as duas seleções definiriam na Bahia quem avançaria no torneio, sendo que o empate era vantajoso para a Argentina.

E assim foi. Ao término dos 90 minutos, um 0 a 0 morno, que serviu para mandar a França de volta para a casa sem perder e classificar a Argentina.

Curiosamente, 42 anos depois, o caminho das duas seleções esteve perto de se cruzar de novo no Brasil. A França estava no grupo E da Copa do Mundo e a Argentina no F. O encontro só não aconteceu nas oitavas-de-final porque ambas cumpriram seus papeis e terminaram em primeiro em suas chaves.

E agora na Rússia? A Argentina supera a turbulência da primeira fase e elimina a França? Ou será que os Bleus mostram a razão de tamanha badalação e despacham Lionel Messi e companhia?

Depositem suas fichas.

Le Podcast du Foot #79 | Classificados!

Duas rodadas, duas vitórias e classificação garantida para a França. Os Bleus corresponderam ao favoritismo no grupo C e não deram sopa para o azar na Copa do Mundo ao vencer os jogos contra Austrália e Peru.

Em Le Podcast du Foot, a vitória sobre a seleção de Paolo Guerrero esteve em discussão. O editor Eduardo Madeira recebeu Bruno Pessa, Flávio Botelho e Renato Gomes, que analisaram a vitória sobre os peruanos e projetaram o jogo contra a Dinamarca, na rodada final.

Ouça abaixo:

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Deschamps quer neutralizar o jogo pelos lados

Deschamps fará duas mexidas na França | Foto: AFP

Depois de uma estreia vitoriosa, mas com atuação decepcionante, a França já encara jogo decisivo contra o Peru, nesta quinta-feira (21), às 12h, pela segunda rodada do Grupo C da Copa do Mundo. Decisivo por poder garantir a classificação antecipada e também por colocar o time a prova contra um adversário que precisará da vitória caso queira manter vivo o sonho de disputar o mata-mata.

Para este jogo, mexidas importantes. Olivier Giroud ingressa no lugar de Ousmane Dembélé e o time volta a ter um centroavante de mais porte físico. Já na faixa central, Corentin Tolisso dá espaço para Blaise Matuidi.

A entrada do jogador da Juventus aponta para o detalhe mais importante da estratégia francesa de Didier Deschamps. A imprensa francesa, incluindo veículos importantes como L’Equipe, RMC e Le Parisien, informa que ele deverá atuar aberto pela esquerda, num 4-2-3-1 que pode variar para um 4-4-2. Com isso, Kyllian Mbappé é deslocado para a direita.

A ideia de Deschamps é nítida: neutralizar o lado direito peruano, forte pelas associações entre Luís Advíncula e André Carrillo, da mesma forma, explorar as fragilidades defensivas de Miguel Trauco no lado oposto com Mbappé – que fatalmente teria dificuldades para conter as subidas do lateral-direito se fosse mantido na posição anterior.

Essa preocupação com o lado direito peruano se faz necessária, especialmente pelo que foi visto na estreia dos sul-americanos contra a Dinamarca. Muitas das jogadas ofensivas do Peru saíram por aquele lado, geralmente com Advíncula aprofundando e Carrillo fechando na área.

O próprio lance do pênalti em cima de Cueva, assinalado pelo VAR, é um exemplo disso, como mostra a imagem abaixo: 

Carrilo se desloca para o centro e abre espaço para um livre para Advíncula acionar Cueva, que seria derrubado por Yurary Poulsen | Foto: SportvA entrada de Matuidi busca brecar essas jogadas. Tendo em vista que Mbappé não tem a recomposição como ponto forte, seria um tanto arriscado deixar Lucas Hernandez exposto a esse tipo de ataque. Matuidi é veloz e tem imposição física, podendo brecar essas ações.

Além disso, a França poderá executar melhor o pressing, tão criticado por Deschamps na estreia. Matuidi fornece mais recursos a pressão e roubada de bola se comparado com Dembélé.

A tendência é que neutralizando essa arma peruana, o adversário francês aposte ainda mais suas fichas em Paolo Guerrero, que deve ser titular. Como bem explicou Joza Novalis, em Le Podcast du Foot, além da qualidade técnica, o atacante serve como um desafogo para o meio de campo, recebendo bolas em profundidade e prendendo os zagueiros para a chegada de outros companheiros de time. Isso já foi explorado na derrota por 1 a 0 contra a Dinamarca, tendo Jefferson Farfán na frente. Com Guerrero, isso deve ser ainda mais utilizado.

Aí é esperar que Raphaël Varane e Samuel Umtiti estejam em dias iluminados para segurarem um Guerrero sedento para mostrar que a luta para disputar o mundial não foi em vão.

Será um jogo estratégico. Frente a frente, uma França precisando mostrar serviço contra um Peru que precisa vencer. Só que diferentemente do que sugere o senso comum, são os franceses que vão entrar para neutralizar os peruanos. E essa é uma bola dentro de Deschamps.

Prováveis formações