Dia 7 está aí! Faça sua escolha!

Diriam os mais ufanistas que no domingo, 7 de outubro, será realizada a “festa da democracia”. Outros já diriam que é uma chata obrigação, que atormenta a cada dois anos. O povo vai às urnas, pressionará uma meia dúzia de botões e escolherá quem irá representá-lo na prefeitura nos próximos quatro anos. Enquanto isso, na Europa, outro tipo de eleição, que não é obrigatória, mas que pelo menos não incomoda ninguém, irá acontecer.

Essa eleição não envolve compra de votos, placas de vereadores, adesivos de prefeito e muito menos, carros de som com grudentas músicas de candidatos. Para falar a verdade, não existem perdedores nessa eleição, somente vencedores, que somos nós, admiradores do bom futebol e dos grandes clássicos do velho continente.

Poucas vezes teremos a oportunidade de ver tantas rivalidades sendo afloradas no mesmo dia e nós teremos a condição de escolher qual assistir. Dependendo dos recursos que você tiver em mãos – televisão, computador, tablet, celular -, poderá acompanhar mais de um ao mesmo tempo. Mas se você é da moda antiga e gosta de assistir apenas uma partida, confira nos parágrafos abaixo, motivos para escolher pelo menos um dos clássicos que teremos no próximo dia 7 de outubro:

Novo embate: Messi x Cristiano Ronaldo

A Espanha vai parar para acompanhar o primeiro grande jogo entre Real Madrid e Barcelona no Campeonato Espanhol – lembrando que as duas equipes já se enfrentaram pela Supercopa. Mesmo levando em conta que “clássico é clássico e vice-versa”, podemos afirmar que o time catalão é favorito neste duelo.

Com seis vitórias nos primeiros seis jogos da temporada, o Barcelona tem o melhor ataque do Campeonato Espanhol com 17 gols. Embora tenha 100% de aproveitamento, o time de Tito Vilanova passou sufoco nas partidas contra Osasuna, Valencia, Granada e Sevilla na liga. Além disso, as atuações blaugranas na UEFA Champions League não foram das melhores, com uma vitória de virada diante do Spartak Moscou e outro triunfo, esse por 2×0, diante do Benfica.

Vilanova tem alguns problemas para a partida de domingo. Primeiro no meio-campo, com o brasileiro naturalizado espanhol, Thiago Alcântara, que lesionou o joelho e deverá ficar um bom tempo fora de combate. Já o outro problema está na defesa, onde Puyol e Piqué estão contundidos, fazendo com que a zaga seja formada por Mascherano e Song, dois volantes. Porém, esses problemas são totalmente contornáveis se compararmos com os que andam acontecendo nos lados de Madrid.

Depois da “tristeza” de Cristiano Ronaldo e da indefinição do futuro de Kaká, eis que surge a notícia de que, na partida contra o La Coruña, o defensor Sérgio Ramos jogou com a camisa 10, de Özil, debaixo do seu uniforme para dar apoio ao alemão, que havia sido substituído por José Mourinho. No momento, fala-se mais do clima tenso entre jogador e técnico do que do grande clássico.

Além disso, o Real Madrid está numa preocupante 6ª colocação, com 10 pontos. Uma eventual derrota para o Barcelona o deixaria onze pontos atrás do rival e tornaria a conquista do título quase impossível, mesmo se tratando de início de temporada. Para tentar evitar essa cena, Mourinho talvez lance a campo o brasileiro Kaká, que teve boa atuação diante do Ajax e pode figurar entre os titulares.

Cafézinho pra assistir ao jogo?

De um lado, uma Inter de nova cara, agora treinada por Andrea Stramaccioni, do outro, um Milan enfraquecido e que ocupa a parte debaixo da tabela do Campeonato Italiano. Essa será a formatação do Derby della Madonnina.

A Inter vem conquistando bons resultados e com seus 12 pontos, sonha com um tropeço da líder Juventus para poder encostar no topo da tabela. A característica do time de Stramaccioni está no encaixe que a Inter faz com o adversário, tentando fazer com que seu esquema anule o do oponente, opção que, por enquanto, tem dado certo.

Uma das novidades do clássico deverá ser Rodrigo Palacio. O atacante argentino estava lesionado, mas já voltou a treinar com o grupo na segunda-feira e até foi poupado no confronto da Liga Europa, contra o Neftçi, visando o clássico.

Wesley Sneijder tinha tudo para disputar o clássico, mas o holandês está lesionado e ficará fazendo tratamento, se ausentando da partida

Se a Inter sonha em encostar nos líderes, o Milan pretende sair da parte inferior da classificação. Os Rossoneros conquistaram apenas 7 pontos e no momento, ocupam a 11ª colocação. Além disso, na UEFA Champions League, os comandados de Massimo Allegri, mesmo invictos, ‘penaram’ para derrotar o Zenit no último meio de semana.

O brasileiro Alexandre Pato voltou a treinar e pode ser escalado no domingo. O tempo que ele aguentará, só Deus sabe. Façam suas apostas!

A partida do domingo também deverá marcar o reencontro de Pazzini e Cassano com seus ex-clubes. O primeiro era interista, enquanto o segundo defendia o time milanista, hoje, atuam nos lados contrários. Não se surpreendam caso um dos dois decida a peleja.

O clima esquentou entre Fournier e Ravanelli em 1998

Historicamente, talvez seja um exagero chamar o duelo Marseille x PSG como o maior clássico da França, mas nos últimos anos, é sim o grande confronto do país. Partidas marcantes, finais de campeonato, confusões… É isso que podemos esperar no próximo domingo.

O clássico promete porque o Marseille teve seu intenso ritmo quebrado na última rodada, enquanto o PSG vai se afirmando como grande favorito ao título. Quem vencer termina a rodada no ponto mais alto da tabela de classificação.

Antes do confronto contra o Valenciennes, na 7ª rodada, o Marseille tinha 100% de aproveitamento, seis vitórias em seis jogos. Nunca em sua história havia conseguido tal feito. Porém, o jogo diante do VAFC proporcionou uma dura queda, com uma goleada por 4×1.

Fica a dúvida do quão pesado será o valor desse tropeço. Na última temporada, o OM ficou invicto de novembro/2010 até fevereiro/2011, mas após perder o primeiro jogo, ficou até maio sem vencer. O elenco atual é praticamente o mesmo da temporada anterior e cabe ao novo técnico, Élie Baup fazer um trabalho psicológico melhor do que foi feito por Didier Deschamps.

Já o Paris Saint-Germain é uma das três equipes invictas na Ligue 1 – Lorient e Bordeaux são as outras duas – e já acumula cinco vitórias seguidas. Como ponto positivo da vitória sobre o Sochaux, por 2×0, foi participação discreta de Ibrahimovic. E onde há positividade nisso? Simples. Ficou provado, ao menos parcialmente, de que a dependência do sueco não é tão grande assim.

Para este clássico do primeiro turno, fica a lembrança do jogo da última temporada, onde o Marseille recebeu o novo milionário e badalado PSG e nem tomou conhecimento, ao vencer por 3×0, com show de Loic Rémy. Será que a história irá se repetir?

Fener e Besiktas mostra bem como é quente o futebol turco

Além das empolgantes torcidas, parte da minha admiração pelo futebol turco vem destes clássicos. Neste domingo, teremos mais um Fenerbahçe x Beşiktaş, o 333º encontro das duas equipes em toda a história. O Fenerbahçe é da parte asiática da cidade de Instanbul, enquanto o Beşiktaş fica na parte europeia da cidade, ou seja, ainda há uma questão cultural que envolve o clássico.

No confronto do próximo domingo, as duas equipes visam se aproximar do topo da tabela. Embora ocupem posições intermediárias – o Fenerbahçe é 6º e o Beşiktaş é 10º -, a distância de ambos para o líder, Galatasaray, é curta e para um início de temporada, completamente reversível.

Porém, o clima nos lados do Fener não é dos melhores. Com um elenco estelar – para o nível do Campeonato Turco -, o técnico Aykut Kocaman conseguiu arrumar confusão com um dos jogadores mais antigos do elenco: Alex. O brasileiro foi afastado e os indícios dão conta de ciúmes do comandante, que também jogou no clube e hoje vê Alex batendo seus recordes.

Além desse problema interno, o Fenerbahçe tenta se livrar da sina dos empates. Em seis jogos pelo Campeonato Turco, foram três partidas com placares iguais, sendo dois zerados. Para completar a sina ruim, o time de Kocaman vem de uma derrota para o Kasimpaşa, 2×0, completando dois jogos sem vitória no torneio nacional.

A primeira reação do time após essa polêmica foi boa e veio à vitória sobre o Borussia Mönchengladbach, na Alemanha, pela UEFA Europa League. O brasileiro Cristian Baroni, que chegou a dizer que estava triste com a saída do amigo Alex, fez dois gols na partida contra os germânicos.

Nos lados do Beşiktaş, as coisas andam mais tranquilas, mesmo com a decepcionante 10ª colocação. Ainda assim, começam a pesar as críticas em cima do técnico Samet Aybaba, que acostumado a treinar times menores na Turquia, agora terá de se virar com um elenco mais ‘cascudo’.

O Beşiktaş vem de duas derrotas seguidas, uma para o Gaziantepspor, que ‘namora’ com a zona de rebaixamento, e outra jogando em casa, diante do Sivasspor, em um confronto direto. Fatalmente, o time de Aybaba ocuparia a atual posição do então adversário – 4º lugar – se vencesse aquele jogo.

A outra missão do Beşiktaş será quebrar a série de nove jogos sem vencer o Fenerbahçe como visitante. O último triunfo foi na final da Copa da Turquia de 2006, 3×2 na prorrogação, no estádio İzmir Atatürk – a última vitória no Şükrü Saracoğlu foi em 2005. Desde então, foram três empates e seis derrotas, sendo duas vitórias seguidas nos últimos duelos.

Spartak x CSKA na luta para desbancar o bicampeão (e mal colocado) Zenit

Também teremos clássico na Rússia neste dia 7: Spartak x CSKA, o derby moscovita que movimentará a 11ª rodada do Campeonato Russo.

O Spartak, time da classe trabalhadora na origem soviética do clássico, visa encostar no próprio CSKA com uma vitória. A equipe de Unai Emery ocupa a 4ª colocação com 19 pontos e caso vença a partida, empata em pontos com a equipe rival, que no momento, se posiciona em 2º.

No Campeonato Russo, o Spartak vem de uma sequência de três jogos invictos, contabilizando um empate e duas vitórias. A principal aposta da equipe é o nigeriano Emmanuel Emenike, autor de quatro gols no campeonato. Além disso, o atacante deixou duas vezes sua marca na derrota diante do Celtic na Champions League.

A grande ausência será Rômulo. O brasileiro já estava se fixando no meio-campo do time ao lado de Källström e do compatriota Rafael Carioca. O ex-jogador do Vasco se lesionou e ficará alguns meses no estaleiro, fazendo com que o holandês De Zeeuw assuma a titularidade.

Já o CSKA, time dos militares na origem do clássico, chega com uma pequena dor de cabeça. Após seis vitórias seguidas, o time do experiente Leonid Slutsky foi derrotado em outro clássico moscovita, contra o Dínamo e acabou perdendo a liderança do campeonato para o Anzhi de Samuel Eto’o.

Por não disputar nenhuma competição europeia, o CSKA acabou investindo pouco para esta temporada, por isso o time é basicamente o mesmo de anos anteriores, com o acréscimo de muitos garotos. Um deles é o nigeriano Ahmed Musa, de 19 anos e que já tem três gols na temporada. Georgi Schennikov e Ravil Netfulin, ambos abaixo dos 22 anos, também estão recebendo suas oportunidades no time principal.

Embora esses garotos tenham seus papeis de destaque, o protagonismo do time ainda está a cargo dos ‘experientes’ Dzagoev e Honda, de 22 e 26 anos, respectivamente. A dupla anotou 7 dos 16 gols marcados pela equipe no Campeonato Russo.

O Porto em festa, o Sporting em crise. Promessa de clássico nervoso em Portugal

Domingo também é dia de clássico português, com certeza! O Porto, atual campeão de Portugal, irá enfrentar o Sporting Lisboa, clube que está em uma fila de dez anos sem conquistas do principal campeonato do país.

Os dois times vivem momentos opostos no torneio. Os Dragões dividem a ponta com o Benfica, ambos com 11 pontos e invictos, enquanto os Leões ocupam a indigesta 8ª colocação com seis pontos e apenas uma vitória.

Além de não ter sido batido em terras nacionais, o Porto chega com o moral alto, pois no complicado duelo diante do Paris Saint-Germain, pela UEFA Champions League, a equipe de Vítor Pereira venceu por 1×0 e manteve os 100% no torneio.

Outro ponto a se destacar deste confronto diante do time francês é que o Porto saiu com seus jogadores ilesos do embate. Embora fosse uma partida difícil e que exigisse demais dos atletas, nenhum saiu lesionado, propiciando ao técnico Vítor Pereira, as melhores escolhas para o clássico.

Já o Sporting vive situação dramática. O técnico Ricardo Sá Pinto, de tão pressionado, acabou sendo demitido às vésperas da partida. O treino desta sexta já foi cancelado e Oceano, treinador do time B do Sporting, comandará a equipe no clássico do domingo.

O fato de ter somente uma vitória no campeonato está incomodando tanto, que o presidente do clube, Godinho Lopes, pediu desculpas a todos os torcedores após a humilhante derrota por 3×0 diante do Videoton da Hungria. Além deste tropeço, o Sporting já havia empatado com o Basel em sua estreia na UEFA Europa League.

Caso consiga quebrar a série negativa na competição, o Sporting irá se igualar ao Porto no histórico do clássico com 77 vitórias cada.

Standard e Anderlecht é um dos grandes clássicos belgas

Clássico dos opostos em Portugal… Clássico dos opostos na Bélgica.

O Standard Liège, terceiro maior campeão do país, vem de quatro derrotas consecutivas no Campeonato Belga e no momento, ocupa a 12ª colocação com dez pontos, quatro a mais que o Waasland-Beveren, primeiro time dentro da zona de rebaixamento. Enquanto isso, o Anderlecht, principal equipe e maior campeão da Bélgica, está uma posição atrás do líder Club Brugge, com dois pontos de desvantagem.

Assim como outros clássicos mencionados, existem fortes marcas culturais. O Anderlecht, da capital Bruxelas, é considerado o time dos burgueses, enquanto o Standard seria o proletariado. Também seguindo exemplo de Real Madrid x Barcelona, o encontro entre Anderlecht x Standard é chamado de “O Clássico”.

Mesmo com esse peso dado ao confronto, o valor histórico dos roxos acaba pesando mais, por isso, lideram o confronto com 83 vitórias contra 54 do Standard. Além disso, já são quatro jogos de invencibilidade do Anderlecht, contabilizando três vitórias, um empate, dez gols marcados e somente um sofrido. O último triunfo do time de Liège foi em maio de 2011, pelos playoffs do Campeonato Belga, 2×1.

Para o confronto do próximo domingo, o técnico Ron Jans depositará suas esperanças em uma dupla estrangeira: no uruguaio Ignacio González e no nigeriano Imoh Ezekiel. 9 dos 18 gols marcados pelo Standard no Campeonato Belga foram da dupla.

Em contrapartida, o Anderlecht é uma das três equipes invictas do torneio, porém, uma das que mais empatou, quatro vezes. Fica o alento de o time vir de duas vitórias seguidas, com Mbokani, artilheiro da equipe, começando a decolar, marcando três dos seis gols marcados nos últimos jogos. O atacante congolês já balançou as redes seis vezes e é o vice-goleador do campeonato, se tornando assim, a grande esperança de gols do Anderlecht.

Por que o Milan tem sofrido para vencer?

Texto de: Romário Henderson

O Milan jogou no Estádio San Siro nas duas últimas partidas da Série A. Na primeira delas, suou para empatar com a organizada e perigosa equipe da Udinese, que vai brigar, no mínimo, por uma vaga na Champions League, pois o técnico Francesco Guidolin vem fazendo um bom trabalho, armando seu time no 3-5-1-1, com o brasileiro Danilo, ex-Palmeiras na sobra dentre os zagueiros, liberando os laterais, com Pablo Armero como meia pela esquerda, Asamoah Kwadwo pela direita e o veterano e ágil Antonio Di Natale no ataque.

Depois, o rossonero enfrentou o Cesena, e venceu no sufoco por 1×0, sem se apresentar bem. Por que o atual campeão italiano neste início da Liga Nacional tem encontrado dificuldades para engrenar?

Romário não gosta das formações de Allegri (Reuters)

Em minha opinião, a formação escolhida pelo técnico Massimiliano Alegri, o 4-3-1-2, e a presença de alguns jogadores como Abate e Nocerino, além da ausência do sueco Zlatan Ibramovich, explicam tal situação. Por que atuar somente com Seedorf na armação? Por que improvisar Zambrotta na lateral esquerda sendo que há um lateral esquerdo de ofício e qualidade como Taiwo? Deveria sacar Abate e colocar o nigeriano, deslocando Gianluca Zambrotta para a direita, sua posição de origem.

Na linha de três, questiono a presença de Nocerino, que tem sido ineficiente na marcação e impreciso na transição. Seria conveniente atuar com apenas dois volantes: Van Bommel e Aquilani; dois meias: Seedorf e Emmanuelson; e dois atacantes: Cassano e Inzaghi.

Eu optaria pelo 4-2-2-2, um time mais leve, onde teria um ala esquerdo que apóia com freqüência, dois volantes eficazes na marcação, sobretudo o holandês, e Aquilani com certa liberdade para sair para o jogo. À frente, Seedorf teria a companhia de Emmanuelson para dividir a responsabilidade da armação, além de Antonio Cassano, que tem muita mobilidade e daria opção aos meias. E, claro, Pippo Inzaghi como referência, prendendo os zagueiros. O ídolo da torcida do Milan, após voltar de lesão, encontra-se clínica e fisicamente bem, portanto, deveria ocupar uma vaga no time titular.

André Villas-Boas tomou uma atitude em relação o mal futebol de Lampard (Reuters)

Villas-Boas faz o que Ancelotti não fez – São poucos os técnicos que barram atletas renomados, quando estes estão mal. No Chelsea, o meia Frank James Lampard, desde a temporada passada, vem tendo atuações reticentes, no entanto, nunca foi sacado por Carlo Ancelotti, certamente por ter uma história nos blues e presença freqüente na Seleção Inglesa. O português Villas-Boas pensa diferente para a escalação de um jogador. Crê que o nome não ganha jogo, e que é necessário ser produtivo, e não inoperante como Lampard. O jovem e competente treinador sacou Frank no intervalo do jogo contra o Manchester United, quando uma vez mais o inglês era peça nula, literalmente apagado. De acordo com relatos da imprensa inglesa, já há um clima desconfortável do jogador com o treinador.

Pirlo: Um maestro na Juventus

Texto de: Romário Henderson

Pirlo já se destaca na Juventus

Ao final da temporada 2010/11, Andrea Pirlo não era o jogador mais importante do Milan. Em tese, era titular, mas pouco conseguiu jogar devido a uma temporada cheia de lesões. Seu contrato estava no fim e o rossonero, que acabava de conquistar o Scudetto, não mostrara muita disposição para renová-lo. Pirlo, por sua vez, não fez muita questão de continuar em Milanello. E depois de muita especulação, acabou seguindo para a Juventus, que ainda tenta se reconstruir.

Um novo começo para o meio-campista, de 32 anos, mas já com status de veterano, seja no clube, seja na seleção italiana, onde ainda é peça importante para o técnico Cesare Prandelli. Muitos torcedores da Juventus queriam a contratação em definitivo de Alberto Aquilani, que ficou a temporada passada em Turim emprestado pelo Liverpool. A chegada de Pirlo, porém, amenizou as preocupações sobre o meio-campo, que já tinha perdido também Felipe Melo.

No primeiro jogo oficial pelo novo clube, Pirlo formou o meio-campo com Claudio Marchisio, companheiro de seleção, em um 4-4-2 clássico, com Simone Pepe de um lado e Emanuele Giaccherini de outro, além de Matri e Del Piero no ataque. Uma formação que se mostrou bastante ofensiva, a ponto de alguns chamarem de um 4-2-4, um exagero, já que o Parma era um adversário fraco e os esternos, como são chamados os jogadores de lado do campo, puderam avançar mais.

Por sinal, a Juventus entrou em campo com nada menos do que dez italianos entre os onze titulares. Apenas o lateral direito Stephan Lichtsteiner, que é suíço, como estrangeiro. Historicamente, a Vecchia Signora é o time que mais aposta em jogadores italianos entre os grandes do país, mas a formação contra o Parma é um sinal interessante.

Voltando a falar de Pirlo, o meia fez a primeira assistência para gol no Juventus Stadium, nova casa dos bianconeri. Primeiro, colocou o lateral Lichtsteiner na cara do gol com uma cavadinha atrás da zaga dos Ducali, e o suíço aproveitou para marcar. Já no final da partida, quando a Juve já vencia por 3 a 0, o meia mais uma vez deu uma cavadinha por trás da zaga, desta vez deixando seu companheiro de meio-campo, também na cara do gol – e o camisa 8 teve categoria para marcar.

Duas assistências que mostraram do que Pirlo é capaz e como pode ser importante na campanha da Juventus, que, é bom lembrar, terá apenas a Serie A e a Coppa Italia para se preocupar na temporada. Claro que seria melhor jogar a Liga dos Campeões ou até a Liga Europa, mas o único aspecto positivo de não participar destas competições é justamente ter mais datas livres para treinar e preparar o time, para que Antonio Conte, o novo comandante, dê a sua cara a ele – e Pirlo deve exercer um papel fundamental, assim como outros veteranos, como Buffon no gol e Del Piero no ataque. Sem contar que o número de jogos é menor, o que é ótimo para manter o time em bom estado físico.

Se é bom para a Juventus, é bom também para a seleção italiana. Pirlo terá mais tempo de jogo em campo, mas não tanto a ponto de desgastá-lo demais para o que pode ser a sua última competição oficial pela Azzurra, a Eurocopa de 2012. Com o talento que tem, pode ser o toque de experiência ao time de Prandelli, que mostra, aos poucos, que vai montando um time competitivo. Pirlo é um maestro que a Juve talvez precisasse. É esperar para ver.

Resumo da janela: Itália

Já estamos quase acabando a passada geral no que rolou na janela de transferências das principais ligas européias. Chegamos agora ao país que tem formato de bota, a Itália!

Matri se destacou na Juve

Na Itália, a equipe que mais gastou foi a Juventus. A Vecchia Senhora investiu mais de 85 milhões de euros em contratações, porém, não trouxe nenhum nome que balançasse as estruturas. Por 500 mil euros à mais que Vucinic, Alessandro Matri foi o investimento mais caro da Juve. Ele já havia atuado na equipe de Turim na última temporada, só que por empréstimo. Só que seus 9 gols em 15 partidas fizeram os dirigentes da Juventus gastarem 15,5 milhões de euros para trazê-lo em definitivo. Como foi citado anteriormente, por 15 milhões de euros, Vucinic veio pro 15 milhões de euros. A Juventus completou seus reforços de ataque com Quagliarella – outro que já estava na Juve por empréstimo e agora vem em definitivo -, Giaccherini, Estigarribia e Elia – os dois últimos são mais homens ofensivos do que atacantes propriamente ditos.

Além de Quagliarella e Matri, Simone Pepe, Frederik Sorensen e Marco Motta, que já estavam por empréstimo na Juventus, foram contratados em definitivo.

Stephan Lichtsteiner, Arturo Vidal, Michele Pazienza, e Andrea Pirlo completam a lista de chegadas na Vecchia Senhora. De todos esses, Vidal foi o mais caro, 10,5 milhões de euros.

Uma série de figuras conhecidas dos torcedores da Juventus deixaram o clube. Sissoko foi pro PSG, por empréstimo Felipe Melo foi para o Galatasaray, Salihamidzic foi pro Wolfsburg, Giovinco ficou no Parma, assim como Tiago permaneceu no Atlético de Madrid, Grygera foi pro Fulham e Jorge Martínez foi pro Cesena.

A Juventus deu uma bela reformulada em seu elenco. Investiu bastante, mas não trouxe nenhum grande nome – daria pra considerar Pirlo, mas ele teria de estar inteiro, coisa rara ultimamente – e terá de focar suas atenções em Del Piero, que talvez já não tenha pernas. Mas vale lembrar que já faz uns dois anos que falo que Ale não terá pernas pra carregar a Juventus e ele me desmente…

Um grupo de investidores liderado pelo executivo Thomas DiBenedetto comprou a Roma e botou dinheiro no clube. Até por isso, mais de 78 milhões de euros foram investidos nesta janela de transferências. Mas assim como a Juventus, o time da capital italiana não fez nenhum negócio de parar o trânsito.

Érik Lamela saiu logo cedo da Argentina para se aventurar na Roma

O jovem Érik Lamela foi a contratação mais cara do clube. Ele veio por 15 milhões de euros. Por uns trocados a menos, Pablo Osvaldo, ex-Fiorentina e que era o grande destaque do Espanyol, também chegou à Roma.

Os Giallorossi também trouxeram alguns garotos que querem mostrar serviço. Sem chances no Chelsea, o garoto de 20 anos, Fábio Borini vem por empréstimo do Parma; aos 21 anos, Miralem Pjanic tentará uma melhor consolidação no time titular da Roma, coisa que nunca conseguiu no Lyon; fiasco no Wolfsburg, Simon Kjaer, de 22 anos, terá uma grande chance de mostrar o bom futebol que apresentou nos tempos de Palermo; cria do Nantes, Loic Nego, aos 20 anos foi outro a migrar para a Roma. Sem falar de Bojan, contratado por 12 milhões de euros. O garoto de 21 anos gerou muita espectativa no Barcelona, mas perdeu muito espaço. José Ángel, de 22 anos foi outro garoto vindo da Espanha para a Roma. Dedo de Luís Enrique!

Mas com certeza, a melhor contratação da Roma foi para o gol: Maarten Stekelenburg, 6 milhões de euros. Foi relativamente barato e é muito bom goleiro. A Roma que tanto sofreu com Doni’s e Júlio’s Sérgio’s durante os últimos anos, finalmente terá um grande goleiro em sua meta.

Deixaram a Roma alguns jogadores que se desgastaram com o passar do tempo, como John Arne Riise, Doni e Jérémy Ménez. Mexès e Vucinic foram outras duas peças carimbadas do time titular da Roma que deixaram o clube.

Mas vale lembrar que o que anda fazendo barulho na Roma não são as contratações e sim o novo técnico, Luís Enrique, que não só trouxe um caminhão de jogadores da Espanha, como tem comprado briga com Francesco Totti…

Quem se mexeu bem mesmo foi o Milan. Só contratações cirúrgicas!

Taiwo tem tudo pra dar certo no Milan

Pra problemática lateral-esquerda, chegou de graça, Taye Taiwo. Bem na defesa, eficiente no ataque e dono de uma patada de canhota. Belo reforço! Pra não passar problemas na defesa, Mexès foi outro que veio de graça. Em tese, ele é banco de Nesta e Silva, mas com três boas opções, a rodagem no elenco será melhor executada. Alberto Aquilani veio por empréstimo do Liverpool. É mais uma chance a ele. Jogadores como Ibrahimovic, Amelia e Boateng, que estavam por empréstimo no clube, foram contratados em definitivo.

As saídas que ocorreram no elenco do Milan não causaram tanto barulho. Jogadores como Jankulovski, Sokratis, Borriello, Onyewu, Oddo e Legrottaglie estavam sem espaço e vão embora sem deixar saudade.

O Milan deu uma bela reforçada em seu elenco. Já não é mais tão velho e as opções estão em maiores quantidades. Massimo Allegri poderá fazer um rodízio maior em seu elenco, sem perder a qualidade do time.

Tá certo que a dupla de Milão está um pouco escondida em relação a dupla Juve-Roma, que contratou de montão, mas a timidez da Inter nessa janela foi algo notório.

A equipe perdeu Eto’o pro Anzhi da Rússia e esteve perto de perder Sneijder pro futebol inglês, mas nunca se posicionou com firmeza diante das diversas especulações. Era só aquele papinho do “não sai”, “ele quer ficar”, só o feijão com arroz mesmo.

Como de costume, muitos sulamericanos reforçando a Inter. O argentino Ricardo Álvarez veio por quase 12 milhões de euros – negociação mais cara do clube -, o brasileiro Jonathan chegou por 5 milhões, o uruguaio Forlán, contratação de mais destaque da Inter, veio por 5 milhões, enquanto o argentino Zárate chega por empréstimo da Lazio. Apenas Viviano, Nagatomo – estava por empréstimo, agora em definitivo – e Castaignos são os reforços “estrangeiros”.

Além de Eto’o, as outras duas saídas de destaque são as de Davide Santón e Goran Pandev. O primeiro acabou fazendo uma temporada ruim e mesmo quando era titular nos tempos de Mourinho, nunca havia convencido. Agora respirará ares ingleses no Newcastle. Já Pandev foi emprestado ao Napoli e lá poderá ser mais importante do que estava sendo na Inter, onde era diversas vezes criticado por seus sumissos dentro da partida.

A Inter não fez muito barulho na janela e até por isso a coloco no mesmo nível de Juve e Roma. Mas você pode pensar: “Como no mesmo nível se Juve e Roma contrataram bastante?”. Tá certo, contrataram de montão, mas não trouxeram nenhum grande jogador e contratações em massa não são sinônimo de resultado imediato. Por isso coloco a Inter no mesmo patamar de Juve e Roma. Em outras palavras, a chance de sair de mãos cheias ou mãos vazias é quase a mesma.

BOLA DENTRO (CHEGADAS)

– Contratado por 17,5 milhões de euros, Gokhan Inler chega com muita moral no Napoli. E tem tudo para se dar bem por lá. Suas boas temporadas na Udinese me passam essa sensação;

– O promovido Novara trouxe o japonês Morimoto. Esse caiu demais de uns tempos para cá, mas já mostrou no Catania que pode dar uma forcinha e evitar um rebaixamento;

Klose quer ser o homem-gol da Lazio

– Artilheiro no futebol alemão, Klose terá a chance de mostrar seu valor na Itália jogando na Lazio. Bola dentro dos Biancocelesti, isso se tiverem paciência com a adaptação de Miro, que pode demorar. Varia de atleta para atleta;

– O Bologna perdeu o selecionável Viviano, mas trouxe Gillet. Bom goleiro e que há um bom tempo estava no Bari;

– A Fiorentina trouxe Santiago Silva, que estava no Vélez. Atacante matador e tem tudo pra dar certo no Calcio;

BOLA DENTRO (SAÍDAS)

– O uruguaio Chevantón migrou pro futebol argentino, deixando o Lecce. Esse teve muitas chances no futebol europeu e nunca aproveitou;

– Do Napoli saiu José Sosa. Ainda é promissor, mas não estorou. Não foi no time napolitano que o estouro acontece e sai sem deixar saudades;

– O Parma vendeu pro Sporting o rodado Valeri Bojinov. Muito nome, pouca bola;

– A Lazio fez um belo negócio ao vender Muslera. Goleiro fraco, mas que fez uma bela Copa América. Os Biancocelesti conseguiram 6 milhões de euros ao vendê-lo pro Galatasaray;

– Adrian Mutu deixou a Fiorentina. Já estava sem clima depois dos diversos problemas de dopping;

BOLA FORA (CHEGADAS)

– Será que vale a pena pra Atalanta dar mais uma chance para Germán Denis? Foi mal no Napoli e na Udinese e nunca fez grande coisa em campos italianos;

– O Bologna trouxe Alessandro Diamanti. Esse passa de time em time e nunca é lapidado;

– A Fiorentina trouxe Rômulo, ex-Cruzeiro e Atlético/PR. Desde o início, o achei bem fraquinho. Típico lateral que ataca feito louco e dá muitas brechas na defesa;

– Outra jogador mediano que a Firenze trouxe foi Kharja, que estava na Inter;

– O Genoa trouxe Zé Eduardo, ex-Santos. Atacante medíocre e sabe-se lá como foi arranjar uma vaguinha no futebol italiano;

Até a próxima!

Manchester United, Milan e Barcelona favoritos

Texto de: Romário Henderson

A temporada 2011/2012 já começou em alguns países. Após poder acompanhar alguns jogos amistosos, pude definir meus favoritos aos torneios da Premier League, Serie A e Liga BBVA.

Começando pela Premier, penso que os Diabos Vermelhos, atuais campeões, são novamente favoritos. Por fora, correm Chelsea e Manchester City, ou seja, descarto Arsenal e Liverpool.

Cleverley e Young são boas apostas do United

Um grupo jovem foi montado, e esses parecem não sentir o peso da camisa do United. Ashley Young e Cleverley, por exemplo, já se encaixaram no time titular. O primeiro se posiciona como fazia no antigo clube, o Aston Villa, aberto pela esquerda, ora cortando pra dentro, ora indo ao fundo, e sempre propondo perigo ao adversário. Já Cleverley tem um estilo mais cadenciado, de toque de bola e armação de jogo, e o faz com bastante brilhantismo.

Ao fim da primeira rodada, apenas o Manchester conseguiu vencer, enquanto Chelsea, Liverpool e Arsenal empataram. Não estou considerando o City como grande devido aos últimos torneios, cujo desempenho foi patético, digno de um pequeno, por isso os Sky Blues necessitam se afirmar dentre os pujantes.

Na Serie A, o Milan aparenta estar encaixado e preparado para conquistar o segundo scudetto consecutivo. A equipe, em minha visão, tem apenas um problema: lateral direita. Antonini, Abate, Oddo e Zambrotta são limitadíssimos tecnicamente. É um setor que preocupa, sobretudo na parte defensiva. No mais, com Thiago Silva e Nesta na zaga, Taiwo na esquerda, Van Bommel, Gattuso, Seedorf no meio e Cassano, Robinho, Pato, Ibra, Emanuelson para o ataque. São muitas opções. Enquanto isso, seus rivais estão mal servidos em quantidade e em qualidade.

Novela encerrada: Fábregas no Barcelona

Bem, na Liga BBVA, mesmo com o Real Madrid gastando fortunas para a temporada, aposto no tetracampeonato do Barça. Afinal, os catalães são os melhores do mundo. Juntando-se aos excelentes atletas do Barcelona, mais dois excepcionais jogadores: Alexis Sanchez e Cesc Fábregas.

Acompanhar jogos do Barcelona é extremamente prazeroso. Eu gosto de desfrutar do futebol brilhante, e o Barça nos proporciona de maneira sublime isto. Times com essa proposta merecem nossa torcida, pois buscam e se empenham em se apresentar cintilantemente.

É óbvio que o maior adversário do Barcelona é o Real Madrid, que tem um ótimo treinador e um plantel de dar inveja. Mas precisam colocar em prática o que podem desenvolver. É o momento de José Mourinho explorar as magníficas qualidades de seus jogadores. Mourinho pode até conseguir por ser um manager fora do comum, mas Pep é bom o suficiente para também explorar o talento dos fantásticos catalães.

Procura-se um técnico

E aí? É você?

Após passar quatro anos nas mãos de Roberto Mancini e mais dois nas mãos de José Mourinho, conseguindo uma vasta galeria de troféus, a Internazionale se vê na obrigação de buscar de forma certeira um novo treinador, após ter fracassado com dois ‘professores’ na mesma temporada.

Rafa Benítez foi o treinador na primeira metade da temporada 2010/11, mas fez a Inter desaprender a jogar. Usando a mesma base campeã da Europa, o espanhol não agradou e não durou a temporada inteira. Na segunda metade de temporada, veio Leonardo, ídolo do rival Milan. O brasileiro mexeu e mexeu nesse time, que acabou transformando uma defesa outrora sólida em uma verdadeira peneira, se dando ao luxo de tomar 5 do Schalke no Giuseppe Meazza. Ao que tudo indica, Leonardo deverá se mudar para Paris e ser diretor do Paris Saint-Germain.

O presidente da Inter, Massimo Moratti, já está de olho em novos nomes. A cada dia, a imprensa italiana surge com um possível treinador. Mas a pergunta é: quem virá?

Nomes não faltam. O que realmente falta é analisar se esses nomes realmente podem ser do agrado da diretoria e da torcida interista.

Ancelotti ganhou a Champions League com o Milan

Um dos melhores nomes certamente é de Carlo Ancelotti. O italiano foi dispensado do Chelsea no final da última temporada e títulos não faltam para comprovarmos sua alta capacitação. Com o Milan, Ancelotti foi bi-campeão europeu e uma vez campeão italiano, da Copa Itália e do Mundial de Clubes. No Chelsea, faturou uma Premier League e uma FA Cup.

Mas duas coisas podem atrapalhar essa negociação. Primeiro e mais simples, é o fato de Ancelotti ter dito que quer “umas férias”. Nada que uma boa negociação não resolva. Muricy Ramalho é um exemplo nacional. Ao sair do Fluminense, disse querer “férias”, hoje pode conquistar a América com o Santos.

O segundo e complicado ponto é a alta identificação de Carlo Ancelotti com o Milan. Foram cinco anos como jogador e oito como treinador do time Rossonero. É alto risco para Carlo e para a Inter. A diretoria interista talvez não queira passar pelo constrangimento de trazer novamente um ídolo da equipe rival para um cargo importante, como foi Leonardo. O brasileiro fracassou, o que representaria outro peso na vinda de Carlo. Tá certo que Ancelotti é muito mais experiente que Léo, mas esse fracasso brasileiro sempre seria lembrado ao italiano pela imprensa e torcida. Para Carlo, complica pois pode passar pelo que o próprio Leonardo passou. Para quem andou passeando em outro planeta e não ficou sabendo, no derby della Madonnina do 2º turno da Série A, a torcida do Milan chamou Leonardo de “Judas Interista”. Será que Ancelotti levaria isso numa boa? Não sei. Talvez fosse melhor ficar em sua zona de conforto.

Ancelotti pode até ser um excelente nome, mas honestamente, não apostaria minhas fichas nele.

Já se sabe que El Loco Bielsa não será técnico da Inter. Bom pro clube. O treinador argentino tem costume de armar times loucamente ofensivos e com uma fragilidade de um cristal fino na defesa. Seria melhor Leonardo do que Bielsa.

Além de Bielsa, nomes como os de Fábio Capello e André Villas-Boas foram descartados – até porque Villas-Boas acertou com o Chelsea. Fala-se também em Sinisa Mihajlovic, Guus Hiddink, Luciano Spalletti, Delio Rossi, Rudi Garcia e Gian Piero Gasperini.

Rudi Garcia é cogitado na Internazionale

Sigo achando que a melhor opção, sem levar em conta o passado e as identificações, é Carlo Ancelotti, mas reconheço que descartar aspectos como os citados anteriormente é praticamente impossível. Mas me surpreendi quando falaram em Rudi Garcia, técnico do Lille. Por que não ele? Garcia fez o LOSC jogar um futebol veloz e vistoso, sem se comprometer na defesa. Na temporada em que o Lille saiu da fila, o time teve o melhor ataque, com 68 gols anotados e a segunda melhor defesa, sofrendo somente 36 tentos.

Mas também há o seguinte: Rudi Garcia está ingressando na lista de técnicos vencedores agora. Talvez seja um salto maior do que a perna para ele, mas valeria o desafio. Bastaria a Inter ter paciência com Garcia, que levou certo tempo para fazer do Lille o belo time que é hoje. Começou com um time somente de futebol vistoso, acabou com um time que joga bem e vence.

Enfim, a Inter conviverá com esses percalços. Um tem identificação com o rival, outro é muito jovem, outro não é lá grande coisa, etc.. Cabe agora a Massimo Moratti – que hoje disse que pode ser que Leonardo fique – e a diretoria analisarem bem os nomes e saberem exatamente qual escolher, para não darem bolas foras como foi na última temporada.

PS: O Cuca está sem clube, hehe.

Video Parade: Um gol em homenagem ao Milan

Para homenagear o Milan, que no último sábado foi campeão italiano após ficar no 0x0 com a Roma, escolhi um vídeo para homenagear o clube Rossonero, botando no ar um dos gols de um dos grandes ídolos milanistas: Paolo Maldini.

O defensor fez quase 650 jogos com a camisa do Milan e fez quase 30 gols, então, desfrute de um desses gols, no jogo contra o Avelino, na temporada 87/88.