Archive for the ‘Campeonato Francês’ Category

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Le Podcast du Foot #55 – A temporada do Marseille

28 de março de 2016
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Foto: Icon Sport

Tradicional equipe do futebol francês, o Olympique de Marseille vem tendo temporada para ser esquecida. Distante de qualquer luta por vagas em ligas europeias e afundado em uma crise interna sem precedentes, o OM não sabe até onde pode parar.

Este tema foi pauta da edição #55 de Le Podcast du Foot. Eduardo Madeira, Renato Gomes e Vinícius Ramos se reuniram e debateram o tema nos microfones do podcast.

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Le Podcast du Foot #54 – Os reflexos da soberania do PSG na Ligue 1

2 de fevereiro de 2016
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Foto: PSG/Site Oficial

Só uma hecatombe tira o título da temporada 2015/2016 do Campeonato Francês das mãos do Paris Saint-Germain. Invicto, o PSG já tem mais de 20 pontos de vantagem para o segundo colocado, Monaco, e caminha a passos gigantescos para o tetracampeonato. Melhor campanha em casa, melhor campanha fora, melhor ataque, defesa menos vazada, time mais disciplina… O desempenho parisiense é irrepreensível.

Mas em meio a este desempenho, surge o questionamento: Quais os reflexos para a Ligue 1?

Em meio a esta discussão, que coloca em xeque a competitividade do campeonato, Eduardo Madeira, Filipe Papini e Vinícius Ramos debateram este assunto na edição #54 de Le Podcast du Foot. Clique no player abaixo e ouça diretamente no MixCloud:

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Le Podcast du Foot #53 – O caso Benzema

14 de janeiro de 2016

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Foto: AFP

Le Podcast du Foot voltou! Depois de um período sabático, o primeiro, o único, o melhor e o inigualável programa de áudio voltado ao futebol francês retorna.

 

Neste período de pausa, muitas conversações sobre como poderíamos voltar em grande estilo. Então, decidimos retornar com um formato diferente. Ao invés de trazermos programas semanais, que por vezes pareciam mecânicos e pouco duradouros, decidimos pegar temas em destaque no futebol francês. Os assuntos serão destacados, comentados e amplamente analisados por toda nossa equipe.

Para começar bem esta nova fase do podcast, escolhemos o tema que agitou os bastidores da seleção francesa: a suspensão de Karim Benzema no caso de chantagem com Mathieu Valbuena. Eduardo Madeira, Filipe Papini e o estreante Renato Gomes analisaram toda polêmica.

Clique na imagem abaixo e ouça no Mix Cloud!

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Quando a casa faz diferença

4 de agosto de 2015
Foto: F3 Côte d'Azur

Foto: F3 Côte d’Azur

Trocar de casa deve ser uma atividade meio estressante. Eu, particularmente, moro na mesma casa desde que nasci, mas conheço uma dezena de pessoas que tiveram de se mudar e passaram maus bocados até se adaptarem completamente. Uma hora é um hábito que não pode ser repetido, em outra é o vizinho que é mais chato que os anteriores. Enfim, quando não é uma coisa, é outra. No futebol, há um caso assim.

O tradicional Nice, quatro vezes campeão francês, jogou de 1927 a 2013 no simpático Stade du Ray e atualmente manda suas partidas na moderna Allianz Riviera. O time rubro-negro deixou um estádio antigo e que poderia receber pouco mais de 18 mil pessoas para uma atrativa arena, capaz de receber 35 mil pessoas e que ainda será palco da Eurocopa de 2016. Em outras palavras, o clube trocou um casebre por uma super casa, com tudo que você pode imaginar.

Que coisa boa, não?! Pro Nice, não foi tão bom assim.

Foto: OGC Nice

Foto: OGC Nice

Na última temporada em que jogou no Stade du Ray, o time do sudeste da França teve o melhor desempenho do século, terminando na 4ª colocação, com 64 pontos. Ao todo, o Nice somou 38 pontos jogando em casa, sendo o quarto melhor mandante da temporada 2012/2013. Dos 57 gols, 35 foram no acanhado estádio. Na mesma época, emendou dez jogos invictos em casa – incluindo seis vitórias seguidas. Foram quase seis meses até ser derrotado em seus domínios.

Ao término da temporada, o Nice sustentou uma média de público de 10.246 pessoas, média aceitável, se levarmos em conta a capacidade do Stade du Ray – considerando a média, o estádio ficava 54,8% ocupado.

Foto: Instagram Oficial/Allianz Riviera

Foto: Instagram Oficial/Allianz Riviera

Na temporada seguinte, veio a Allianz Riviera e o Nice demorou a se encontrar. O time que surpreendeu e terminou em quarto em 2012/2013, ficou em 17º com 42 pontos, à beira da zona de rebaixamento.

A campanha em casa até ajudou bastante. Na moderna arena, somou 32 pontos e repetiu as dez vitórias como mandante, mas viu o número de derrotas mais que dobrar: de três para sete. O Nice foi uma das equipes que mais perdeu em casa na temporada 2013/2014, empatado com o Guingamp e a frente apenas de Nantes, com oito, e dos rebaixados Valenciennes e Ajaccio, com dez.

Pior ainda foi o ataque, que foi às redes em casa apenas 22 vezes. Os mesmos Valenciennes e Ajaccio, rebaixados, fizeram mais. Esse desempenho ficou retratado com a queda de produtividade do atacante argentino Darío Cvitanich. Artilheiro do time na temporada 2012/2013 com 19 gols, ele sucumbiu junto com a equipe no ano seguinte e marcou apenas oito tentos. Ele ficou, inclusive, quatro meses sem fazer um golzinho sequer.

Fase negra

Mas a primeira temporada do Nice na Allianz Riviera não foi tão ruim assim, se olharmos mais atentamente aos números. Apesar de ter ficado pertinho da zona de rebaixamento, o time conquistou a maior parte dos pontos em casa, teve a oitava melhor campanha entre os mandantes e somou as mesmas dez vitórias em casa da temporada anterior. Além disso, a média de público não foi ruim: 24.186 pessoas, ou seja, 67,8% do estádio ocupado. O Nice teve a sétima melhor média de público da temporada.

Foto: Maxppp

Foto: Maxppp

O que poucos imaginavam é que, em 2014/2015, tudo isso ruiria. Apesar da campanha razoavelmente melhor – 11º lugar, com 48 pontos –, o time teve média de público de apenas 19.309, apenas 54,2% do estádio ocupado, porcentagem menor do que no último ano no Stade du Ray. Equipes como Rennes e Bordeaux, com estádios menores, tiveram médias maiores na última temporada.

O torcedor não tinha a mínima confiança na equipe treinada por Claude Puel, não à toa, em 12 jogos não havia nem 20 mil torcedores – em três, tinha pouco mais que 15 mil.

O abandono do torcedor foi refletido em campo. O Nice teve o quinto pior desempenho como mandante entre os 20 times do Campeonato Francês. Em 19 jogos, seis vitórias, seis empates e sete derrotas. Em duas oportunidades, emendou seis jogos seguidos sem vencer em casa e o máximo de vitórias que engatou foram duas.

Em meio a tudo isso, uma investigação busca apurar possíveis irregularidades na parceria público-privada, responsável pela construção do estádio. A Allianz Riviera é gerida pelo Grupo Vinci e por empresas locais. O estádio custou 243,5 milhões de euros, incluindo 69 milhões de verba pública. O caso segue em investigação.

O que esperar?

Foto: OGC Nice

Foto: OGC Nice

Nesta sexta-feira, dia 7, começa a temporada 2014/2015 e o que podemos esperar do Nice? O time do sudeste francês logo de cara terá um clássico contra o Monaco, na Allianz Rivieira, no sábado, dia 8.

Para a temporada, o Nice perdeu três jogadores importantes: o volante e capitão Didier Digard, que estava desde 2011 no clube e fez mais de 160 partidas na equipe, não renovou contrato e se transferiu para o Bétis, da Espanha. Na última temporada, já havia jogado pouco e não era um jogador fora dos planos do técnico Claude Puel; o winger Eric Bautheac também deixou o clube e foi vendido ao Lille por 2,4 milhões de euros. Na última edição do Campeonato Francês, foram oito gols e seis assistências; a perda mais sentida foi do lateral-esquerdo Jordan Amavi, de 21 anos. Presença frequente nas seleções de base da França, ele foi vendido ao Aston Villa por 11 milhões de euros, terceira maior venda da história do clube.

Nas contratações, o clube foi econômico e apostou nos desconhecidos Jean Michäel Seri, marfinense que veio do Paços Ferreira, por 1 milhão de euros, e em Maxime Le Marchand, contratado junto ao Le Havre por 600 mil euros. Outro jogador contratado foi o atacante Valere Germain, que estava sem espaço no Monaco e chega por empréstimo.

Foto: OGC Nice

Foto: OGC Nice

Por fim, o Nice aposta suas fichas em Hatem Ben Arfa (AQUELE!). Aos 28 anos, ele retorna à França para tentar retomar o bom futebol. Após imbróglio judicial, que o impediu de jogar pelo time no começo do ano, ele agora volta após quase um ano sem jogar oficialmente – o último jogo foi em 29 de novembro de 2014, ainda pelo Hull City.

Na pré-temporada, foram seis jogos, com quatro vitórias, um empate e uma derrota. Entre os resultados, alguns interessantes, como o 4×0 sobre o Galatasaray – turcos com Sneijder, Podolski e companhia limitada – e o 3×2 sobre o Napoli. Nos seis testes, destaques para Germain e Plea, artilheiros do time com quatro e três gols, respectivamente.

Vale citar que o Nice está com uma linha de frente interessante. Germain pode não ser o melhor centroavante do mundo, mas é eficiente e conhece o ótimo Valentin Eysseric. Os dois jogaram juntos no Monaco, quando o time estava na segunda divisão, e formaram interessante dupla em 2011/2012. Essa dupla somada a Ben Arfa pode fazer algo diferente – claro, o meia precisa ter a cabeça no lugar.

Além disso, o Nice possui uma base sólida, com poucas perdas nos últimos anos. O elenco está nas mãos de Claude Puel, que ainda tem a disposição uma das melhores academias de jogadores do futebol francês. Um novo 4º lugar e um retorno para as copas europeias é inviável, mas uma campanha digna é o objetivo possível do time para esta temporada.

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LFP jogando contra a Ligue 1

16 de julho de 2015
Foto: Divulgação/LFP

Foto: Divulgação/LFP

A emoção tem um fator preponderante no futebol. Talvez seja ela que nos mantenha com os olhos atentos a qualquer jogo, mesmo nos dias atuais, onde o vínculo clube-atleta seja cada vez menor e, por consequência, a aproximação com os torcedores se torna ainda menos frequente. Porém, o futebol não pode ser organizado e delineado com emoção. Nos momentos de análises e planejamento, esse sentimento vai pra baixo do tapete e a razão precisa tomar conta do ambiente. É por isso que o argumento da emoção muitas vezes não me desce. O futebol como um todo, olhando num ponto de organização, precisa ser visto como uma série de jogos que podem prender a atenção e não como um só que pode ter grande visibilidade.

Antes que venham fazer um pré-conceito desta matéria, aviso de antemão que não estou falando sobre a velha e interminável discussão de pontos corridos x mata-mata. Falo de outro tema.

Na última semana, o Conselho de Administração da LFP, órgão que gere as duas primeiras divisões do Campeonato Francês e a Copa da Liga, anunciou que dois times subirão e dois cairão na próxima temporada da Ligue 1 e da Ligue 2. Anteriormente, três eram os rebaixados e promovidos. A decisão já era debatida há algum tempo, mas causou as mais diversas opiniões.

O colega Flávio Botelho, integrante de Le Podcast du Foot, foi um dos que manifestou opinião contrária à medida. Na página Ligue 1 Brasil, no Facebook, ele pontuou o seguinte:

Achei completamente desnecessária a mudança. Se fosse que nem na Alemanha, rolando um playoff entre o 18º da Ligue 1 e o 3º colocado da Ligue 2, tudo bem. Agora simplesmente cortar assim… – Flávio Botelho

Bruno Pessa, blogueiro do IG e também integrante de Le Podcast du Foot, foi outro que discordou da mudança, como relata no blog.

Eu, particularmente, compartilho da opinião de Pessa e não gostei da alteração pelo motivo que citei no primeiro parágrafo: a emoção. Sei que pode parecer meio contraditório justificar assim, mas trago dados que comprovam a competitividade (ou a falta dela) na briga contra o rebaixamento na França.

Tradicionalmente, a luta contra o descenso em terras gaulesas é pouco emocionante, porque das três vagas, duas são definidas com alguma rapidez. Em algumas temporadas, isso é até pior. Só para ter uma ideia, em 2014/2015, o Evian, que terminou em 18º na tabela de classificação, ficou cinco pontos atrás do primeiro time fora da zona de rebaixamento – o Toulouse. O Lens, lanterna da temporada, já estava praticamente rebaixado na 34ª rodada – precisava tirar 12 pontos em 12 disputados e tirar oito gols de saldo – e o Metz, penúltimo, caiu dois jogos depois. Ao término da penúltima rodada, já conhecíamos todos os rebaixados.

Na temporada 2013/2014 não foi muito diferente. O Ajaccio terminou a temporada com míseros 23 pontos, 19 atrás do Nice, primeiro time acima da zona de descenso. O Valenciennes já estava praticamente rebaixado na 35ª rodada. A briga só ficou pela terceira vaga – extinta pela LFP – entre cinco times – por fim, o Sochaux caiu.

A última vez em que chegamos à última rodada do Campeonato Francês com apenas um time rebaixado foi na temporada 2011/2012. Na ocasião, o Auxerre, com 34 pontos, não poderia alcançar o Caen, primeiro time fora da zona de rebaixamento, com 38. Porém, Dijon e Ajaccio tentavam sair de lá e, além de puxar o Caen, tentavam colocar no bolo Brest, Sochaux, Lorient e Nice. A vez anterior tinha sido em 2004/2005, quando cinco times tentavam fugir de duas vagas.

E outro detalhe: a temporada 2001/2002 foi a última em que dois times caíram e tivemos briga por uma das vagas até a última rodada… Mas o Campeonato Francês tinha apenas 18 times.

Para a segunda divisão, o argumento é o mesmo. É uma briga há menos. E na Ligue 2, o problema é ainda mais grave. Na Ligue 1, dependendo do caso, você ainda pode por uma Liga Europa estando em 7º nas rodadas finais, por exemplo – vai depender dos campeões das copas nacionais. Na segundona, o 7º lugar já é distante de qualquer coisa tendo três vagas em disputa, imagina com duas?

Por isso que a colocação de Botelho é pertinente: por que não rebaixar dois, mas realizar um playoff entre o 18º da primeira divisão e o 3º da segunda? Parece-me algo mais favorável à competitividade da temporada. Num linguajar popular: vai dar emoção!

Ainda não me apresentaram argumentos que me convençam que a mudança foi realmente boa. Até que me façam pensar contrário, a LFP se equivocou e jogou contra o próprio campeonato ao determinar que apenas dois subam e caiam.

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Pastore chegou! Decisivo, argentino faz melhor temporada na França

24 de abril de 2015
Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Demorou, mas chegou! Após muita instabilidade, idas e vindas entre banco de reservas e time titular e até mesmo questionamentos quanto à validade do investimento de 42 milhões de euros em sua contratação junto ao Palermo, o argentino Javier Pastore, quatro temporadas depois de ter sido contratado, finalmente mostra seu melhor futebol em Paris.

Leia a análise completa no Doentes Por Futebol

– O blogueiro Eduardo Madeira também escreve para o Doentes Por Futebol;

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Os “caras” de 2014 no futebol francês

31 de dezembro de 2014

Em troca de ano é normal que, em vários setores da sociedade, todas as ações realizadas durante os últimos 12 meses sejam revistas e avaliadas. No blog, como não tive a mesma disponibilidade de tempo como em outras épocas, não daria pra fazer um apanhado com os melhores posts, mas ainda assim dá para fazer um balanço de 2014.

Como o Europa Football tem um foco maior no futebol francês, até mesmo pelo Le Podcast du Foot, decidi levantar os nomes que foram destaque na terra dos vinhos no último ano. Seria uma lista de cinco nomes, mas enquanto vasculhava mais e conversava com alguns colegas, fui encontrando outros personagens e fechei o ranking com os dez “caras” do futebol francês em 2014.

Sem mais enrolações, vamos a eles:

 10 – Didier Deschamps

Foto: AFP

Foto: AFP

A participação mais digna da França em uma Copa do Mundo neste século foi em 2014, mesmo tendo sido eliminada nas quartas-de-final. Em 2002, caiu na primeira fase, especialmente abalada pela lesão de Zinedine Zidane as vésperas da estreia; em 2006 até ficou com o vice-campeonato, mas as eternas polêmicas do técnico Raymond Domenech chamavam a atenção (lembrando que Ludovic Giuly, em alta no Barcelona, não foi convocado. Segundo o atleta, não foi chamado porque teve um caso com a esposa de Domenech), além da expulsão de Zizou na final por dar uma cabeçada em Marco Materazzi, da Itália; em 2010, o maior vexame de todos na África do Sul, com boicote do elenco e tudo mais. No Mundial do Brasil isso foi diferente e tudo passou pela disciplina do técnico Didier Deschamps.

Com uma equipe bem armada e com atletas mais comprometidos, a França de DD terminou 2014 com apenas uma derrota (o 1×0 diante da Alemanha, que tirou os Bleus do Mundial). Foram 15 partidas, dez vitórias, quatro empates e uma derrota – 75,5% de aproveitamento.

Deschamps teve um ano pra lá de proveitoso após passar maus bocados no Marseille nos últimos anos. Ter feito à França sair da Copa do Mundo com dignidade após muito tempo já foi uma grande credencial para entrar em nossa lista.

9 – Lucas

Foto: C. Gavelle - PSG Officiel

Foto: C. Gavelle – PSG Officiel

O atacante Lucas, do Paris Saint-Germain, talvez não guarde 2014 como um de seus grandes anos, especialmente porque ficou fora do grupo que defendeu a seleção brasileira na Copa do Mundo, mas na França ele não tem do que reclamar. Após 2013 penoso, onde teve imensas dificuldades em se adaptar ao 4-4-2 britânico de Carlo Ancelotti, o menino dos 40 milhões de euros se acertou em 2014 e é um dos principais nomes do milionário PSG de Laurent Blanc.

Lucas encerrou o ano tendo participado de 54 jogos, sendo 36 como titular, anotando oito gols e nove assistências. Nesta temporada, o camisa 7 parisiense participou de 26 jogos e esteve no 11 inicial em 21 oportunidades.

Este ano ainda, o brasileiro terminou em terceiro no ranking de assistências da última temporada da Ligue 1 com dez passes para gol. O bom desempenho em Paris o levou de volta para a seleção brasileira com o técnico Dunga e o deixou como o nono lugar em nosso ranking.

8 – Alexandre Lacazette

Foto: S. Guiochon - Le Progrès

Foto: S. Guiochon – Le Progrès

Clément Grenier? Yohan Gourcuff? Não, quem responde como principal nome do Olympique Lyonnais em 2014 é Alexandre Lacazette. Apenas no primeiro turno da Ligue 1 na atual temporada, o atacante de 23 anos foi responsável por 55% dos gols do time – 17 gols e cinco assistências.

Lacazette encerrou o ano com 23 gols em 38 jogos. Foram 3108 minutos em campo, o que lhe deu uma média de um gol a cada 135 minutos, ou seja, um tento a cada um jogo e meio. O atacante do Lyon terminou a primeira metade da temporada como artilheiro da Ligue 1 e terceiro colocado no ranking de assistências.

Na edição anterior do Francesão, ele já havia sido o goleador do OL com 15 gols, sendo o sétimo na tábua geral. Os espantosos números o colocam, justamente, em nosso ranking.

7 – Franck Ribéry

Foto: Splash News/AKM-GSI

Foto: Splash News/AKM-GSI

Franck Ribéry é o único jogador que entra nessa lista mais no aspecto negativo do que positivo. Indispensável para a seleção francesa que viria ao Brasil para a disputa da Copa do Mundo, o meia-atacante do Bayern de Munique teve um problema nas costas no fim da última temporada e não participou dos amistosos de preparação, sendo cortado posteriormente.

Até aí tudo bem, não é mesmo? Problemas assim acontecem em todas as Copas do Mundo. Mas aí vieram as controversas férias de Ribéry em Ibiza, na Espanha. Enquanto a França disputava o Mundial, o atleta do Bayern dava saltos ornamentais na praia espanhola. Aparentemente, as dores nas costas foram milagrosamente curadas pelos efeitos da Marijuana. Ressalte-se também que, segundo Le Figaro, o atleta foi convidado pela Federação Francesa de Futebol para dar apoio à delegação no Brasil antes do jogo contra a Alemanha, mas teria recusado o convite.

Já era sabido, também, que aquela seria a sua última Copa do Mundo, mas o que poucos esperavam era o anúncio de sua aposentadoria da seleção aos 31 anos, tendo uma Eurocopa na própria França em 2016.

Enfim, a passagem de Ribéry pela seleção francesa acabou de forma controversa. Foram duas Eurocopas, dois mundiais, 81 jogos e 16 gols, o mais importante deles talvez tenha sido o que reproduzo abaixo, contra a Espanha, nas oitavas-de-final da Copa do Mundo de 2006.

6 – Zlatan Ibrahimović

Foto: C. Gavelle - PSG Officiel

Foto: C. Gavelle – PSG Officiel

Aos 33 anos, o sueco Zlatan Ibrahimović se sente cada vez mais em casa em Paris e até pensa em encerrar a carreira por lá. Antes disso, o atacante tentará quebrar mais alguns recordes, além dos vários que já quebrou – alguns quebrados este ano.

Com dez gols, Ibra se tornou o maior artilheiro do PSG em uma única edição da Liga dos Campeões. O recorde pode ser ainda maior se fizer dois gols no mata-mata do próximo ano. Isso significaria que ultrapassaria George Weah e se transformaria no maior goleador parisiense em torneios europeus.

O sueco também se tornou o segundo maior goleador da história do Paris em uma única temporada: 30 gols, perdendo apenas para Carlos Bianchi, que fez 37 gols na temporada 1977/1978. Além disso, Ibra foi o principal artilheiro do Campeonato Francês pela segunda temporada seguida, feito que não acontecia desde a 2005/2006 e 2006/2007 com Pedro Miguel Pauleta, também no PSG.

Além disso, Ibrahimović vai subindo cada vez mais no ranking de maiores goleadores do clube. Já são 88 gols, o quinto na tabela geral. Neste último ano, deixou para trás atletas como Safet Susić, Raí e Carlos Bianchi. Enfim, esses recordes que citei foram apenas alguns dos fatores credenciais para o sueco entrar nessa seleta lista.

5 – Lionel Mathis

Foto: Jean-François Monier - AFP

Foto: Jean-François Monier – AFP

O meio-campista Lionel Mathis pode não ser muito conhecido pelo grande público, mas em 2014 conseguiu um grande feito na carreira: foi tetracampeão da Copa da França e sempre jogando por equipes intermediárias ou pequenas. Em 2003 e 2005, foi campeão com o Auxerre e em 2009 ergueu o caneco com o Guingamp, clube o qual voltou a ser vencedor do torneio em 2014.

Feito absolutamente espetacular que o coloca a um título dos maiores vencedores. Os que mais venceram foram Marceau Somerlinck com o Lille (é o atleta que detém o recorde de partidas pelo clube), Dominque Barthenay com Saint-Étienne (três vezes) e PSG (duas) e Alain Roche com o PSG (três) e com o Bordeaux (duas).

Notou que os recordistas foram campeões com clubes grandes? Pois então, Mathis não segue essa linhagem. E ainda obteve um feito maior, sendo campeão em 2009, com o Guingamp, que estava na metade da tabela da segunda divisão, e agora em 2014, com o time na elite. Um símbolo dessa fase de ascensão do time bretão, único representante francês no mata-mata da UEFA Europa League.

4 – Dmitry Rybolovlev

Foto: HNGN

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Principal acionista do AS Monaco, o bilionário russo Dmitry Rybolovlev viu – e segue vendo – o sonho de transformar o clube monegasco em uma potência europeia ruir. Os altos investimentos foram deixados de lado e Falcao García e James Rodríguez, principais nomes do projeto, deixaram o clube.

A principal responsável por isso foi a ex-esposa do bilionário, Elena Rybolovlev. Em maio, depois de mais de seis anos de batalhas nos tribunais, o mandatário do Monaco foi condenado a pagar 4,5 bilhões de dólares de divórcio à Elena, um dos divórcios mais caros da história.

Com tamanho prejuízo, Rybolovlev deixou os investimentos no clube em stand by e vê o time distante dos líderes da tabela do Campeonato Francês.

3 – Corinne Diacre

Foto: O. Stéphan - Stade Brestois

Foto: O. Stéphan – Stade Brestois

Aos 40 anos, a ex-jogadora Corinne Diacre topou um desafio e tanto: treinar um time de futebol masculino e decidiu comandar o Clermont na primeira metade de temporada da segunda divisão francesa. Corinne, que defendeu a seleção francesa de futebol feminino por mais de uma década, se tornou a primeira mulher a obter a licença para trabalhar como técnica nas duas primeiras divisões do país.

Um dos principais objetivos de Corinne é manter o clube na Ligue 2, missão que vem cumprindo até o momento. O Clermont encerrou 2014 na 14ª colocação com 20 pontos, três acima da zona de rebaixamento.

Quanto às copas nacionais, entretanto, o time vermelho e azul já deu adeus às duas. Na Copa da Liga, a equipe até eliminou Istres e Chateauroux, mas parou no Caen, da primeira divisão, nas oitavas-de-final. Na Copa da França, eliminação na oitava fase para o Epinal.

Mas pelo simples fato de ter aceitado o desafio de encarar o futebol masculino e ainda estar cumprindo o objetivo de manter o Clermont na segunda divisão, Corinne merece estar em nossa lista.

>> Confira mais da história de Corinne Diacre na matéria especial da Vavel Brasil;

2 – Marcelo Bielsa

Foto: Pascal Pochard Casablanca - AFP

Foto: Pascal Pochard Casablanca – AFP

O Olympique de Marseille gastou bastante na temporada 2013/2014. Ao todo, o OM investiu 42 milhões de euros. Entretanto, o investimento não trouxe resultado e a equipe não conseguiu classificação para nenhum torneio europeu e ainda deixou a Liga dos Campeões na fase de grupos sem nem fazer cócegas nos adversários.

Para mudar o cenário sem precisar mexer muito no bolso, o presidente Vincent Labrune trouxe o técnico Marcelo Bielsa. O argentino pegou o mesmo elenco, mas com o desfalque primordial de Mathieu Valbuena, vendido ao Dínamo de Moscou, e fez uma ótima primeira metade de temporada, terminando 2014 na liderança do Campeonato Francês com 41 pontos, tendo vencido 13 jogos de 19.

Com um futebol ofensivo e vistoso e com personalidade forte (já bateu de frente com o presidente Labrune por não cumprir exigências prometidas e por trazer Dória, jogador que não havia pedido), Bielsa já se tornou ídolo da cidade de Marseille e faz por merecer um lugar no ranking, mesmo estando há apenas seis meses na França.

1 – Karim Benzema

Foto: FFF

Foto: FFF

O atacante Karim Benzema chegou a ficar mais de um ano sem marcar pela seleção francesa entre 2012 e 2013. Foram 16 partidas sem balançar as redes pelos Bleus. Entretanto, 2014 foi o ano de afirmação do atleta do Real Madrid.

Em 13 partidas pela seleção este ano, Benzema fez sete gols, chegando a 25 em sua carreira internacional e ingressando no top-10 artilheiros da história da seleção, ocupando a 9ª posição no ranking. Aliás, aos 27 anos, a tendência é que suba mais na lista e até mesmo ultrapasse Zinedine Zidane, quarto no ranking, que têm 31 gols. Entre os jogadores em atividade, o jogador do Real Madrid é o que tem mais gols.

Benzema também obteve destaque na Copa do Mundo. Com o corte de Franck Ribéry, foi preciso que o camisa 10 francês assumisse a responsabilidade, e o fez com maestria, sendo responsável por três gols e duas assistências. O atacante foi o único jogador de linha da seleção a participar dos 90 minutos dos cinco jogos que fez no Mundial. O outro atleta foi o goleiro Hugo Lloris.

Além desses ótimos números pela seleção, Benzema também acumula bom retrospecto pelo Real Madrid. O francês participou de 51 partidas em 2014 e fez 27 gols, se afirmando como um dos principais nomes da equipe e também ganhando o status – atribuído humildemente pelo blogueiro que vos fala – de jogador francês do ano.

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O que achou? Faltou alguém? Algum nome poderia estar melhor ou pior ranqueado? Ou teve gente que nem merecia ter entrado na lista? Comente abaixo! Vamos debater!

 

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