Le Podcast du Foot #95 | O Monaco tem salvação?

A situação do Monaco no Campeonato Francês é calamitosa. Acumulando tropeços, alguns bem acachapantes, como uma derrota para o Strasbourg por 5 a 1, em pleno estádio Louis II, o time treinado por Thierry Henry está na vice lanterna e não parece ter forças para escapar do rebaixamento.

Até mesmo após a movimentação na janela de inverno, com a chegada de nomes pesados, como Cèsc Fàbregas e Naldo, o time não anda. Para ter uma noção, Henry treinou os monegascos em 20 jogos e perdeu 11 deles. É uma crise profunda que não parece ter fim.

Afinal de contas, o Monaco tem salvação? Para analisar os cenários e tentar responder a essa questão, Eduardo Madeira, Renato Gomes e Pedro Henrique Natário se reuniram na edição #95 de Le Podcast du Foot.

Dê play abaixo e escute a mais nova edição do programa:

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Le Podcast du Foot #90 | É hora de Le Classique!

É chegada a hora de mais um confronto entre Olympique de Marseille e Paris Saint-Germain, duelo que ficou conhecido como Le Classique. A partida válida pela 11ª rodada do Campeonato Francês está programada para o próximo domingo (28), a partir das 17h, no Vélodrome.

Apesar de ser uma das maiores rivalidades da França, Le Classique vive momento sui generis: o PSG não perde uma partida para seu maior rival há quase oito anos. São 17 partidas em que o time de Paris não sabe o que é perder para o Marseille.

A edição #90 de Le Podcast du Foot chega para analisar esse momento. Por que o PSG é tão dominante? O quanto isso reflete para a rivalidade? E que recorte pode ser feito olhando para o nível do campeonato? Isso tudo foi respondido por Eduardo Madeira, Filipe Papini e Vinícius Ramos.

Dê play abaixo e confira a edição #90 de Le Podcast du Foot:

O programa está disponível também no iTunes:

Le Podcast du Foot #89 | Crise no Monaco

Acostumado a ficar nas cabeças na tabela de classificação do Campeonato Francês, o Monaco vive realidade oposta no começo de temporada 2018/19. Com apenas uma vitória em nove rodadas, a equipe monegasca está na zona de rebaixamento. Somado a isso, o time perdeu os dois jogos que fez pela Liga dos Campeões e tem qualificação comprometida.

O reflexo inicial dessa grave crise foi no comando técnico. Leonardo Jardim foi demitido após quatro temporadas demonstrando claros sinais de perda de comando e descompasso de ideias com a diretoria. Sobrou para o lado mais fraco.

A crise no Monaco e as razões para a demissão de Jardim foram pautas de discussão da edição #89 de Le Podcast du Foot. Eduardo Madeira apresentou o programa e contou com as participações de Renato Gomes, do Footure, e Pedro Henrique Natário, do Monaco Brasil.

Ouça abaixo:

Lembrando que o programa está disponível também no iTunes:

Le Podcast du Foot #87 | Balanço da janela

A janela de transferências do Campeonato Francês teve seus altos e baixos. De perdas importantes, como Mariano Diaz, que deixou o Lyon e voltou ao Real Madrid, a contratações de impacto, como Kevin Strootman, que reforça o Marseille, e até aquelas negociações para reviver velhos nomes, como Ben Arfa e Paulo Henrique Ganso, que vestirão as camisas de Rennes e Amiens, respectivamente.

Mas, afinal, quem contratou bem? Qual time perdeu jogadores mais importantes? E quem saiu ileso aos assédios de clubes rivais? O balanço das principais negociações esteve em pauta na edição #87 de Le Podcast du Foot.

O jornalista Eduardo Madeira conduziu o programa ao lado do jornalista Flávio Botelho e do colaborador do Footure, Renato Gomes. Ouça abaixo e assine o feed no iTunes e no Google Podcasts:

Le Podcast du Foot #86 | Super guia da temporada

Vem aí a temporada 2018/19 do Campeonato Francês!

O atual campeão PSG mantém Neymar, Mbappé, Cavani e agora conta com o reforço de Thomas Tüchel como treinador. O Monaco mantém a política de buscar jovens atletas para valoriza-los e vende-los por valores maiores. Enquanto isso, Marseille e Lyon se movimentam para competir de forma igualitária com os dois.

Mas ainda tem Saint-Étienne, Nantes, Rennes e outros tantos que querem buscar um lugar ao sol.

Quer saber o que pode rolar na nova temporada da Ligue 1? Tem edição especial de Le Podcast du Foot. Eduardo Madeira, Filipe Papini e Renato Gomes projetam o torneio e contam com as participações de Vinícius Ramos e das torcidas brasileiras do Monaco, Marseille e Rennes.

Ouça abaixo o programa:

Le Podcast du Foot #85 | Lima e o terceiro ano na França: “Nantes respira futebol”

O Nantes não se contenta com migalhas. Sonha alto e trabalha para cumprir isso. Os brasileiros fazem parte desse contexto, caso do lateral-esquerdo Lima – um dos cinco jogadores nascidos no Brasil que estão no elenco verde e amarelo.

Aos 26 anos, ele parte para a terceira temporada nos Canários. O objetivo é melhorar o desempenho de 2017/18 e recolocar um dos maiores campeões do futebol francês no cenário europeu.

Convidado especial da edição #85 de Le Podcast du Foot, Lima falou um pouco do período em Nantes, dos aprendizados na França e das primeiras impressões de Miguel Cardoso, a quem considerou “excelente treinador”.

Em determinado momento da entrevista, o defensor comentou sobre La Beaujoire, a casa dos Canários. “A torcida é sensacional. Nantes respira futebol”, elogiou.

Ouça abaixo a edição #85, apresentada por Eduardo Madeira:

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Os empurradores de bola pra rede

O conceito das funções do centroavante foi mudando ao longo dos anos. Na época em que os times atuavam mais espaçados no gramado, os técnicos se davam ao luxo de deixa-los isolados na frente, aguardando uma mísera bola para empurrar para as redes e correr para o abraço.

Hoje, não ter um centroavante com capacidade de abrir espaços e participar mais ativamente da partida significa, na maior parte das vezes, jogar com um a menos.

“Na maior parte das vezes”. Como tudo no futebol, isso não é regra.

Na França temos dois exemplos de times que não seguem bem essa tendência, possuem centroavantes, digamos, à moda antiga, mas que, dentro de seus contextos, fazem temporadas dignas e apresentam ao país nomes de centroavantes que podem ajudar em ocasiões específicas.

Santini encontrou em Rodelin o parceiro ideal | Foto: SM Caen/Site oficial

Um desses caras é Ivan Santini, do Caen. Nascido na antiga Iugoslávia, o croata de 28 anos está desde 2016 na França e, pela segunda temporada consecutiva, está entregando um número razoável de gols.

No primeiro ano foram 15 em 34 jogos (2.888 minutos, ou seja, um gol a cada dois jogos e 12 minutos). Na atual temporada, os números estão um pouco abaixo: 11 gols em 30 partidas (2.598 minutos, ou um gol a cada dois jogos em 56 minutos).

Santini marcou todos os 11 gols de dentro da grande área, sendo que cinco foram de pênalti, três com apenas um toque (todos de cabeça), dois precisaram de dois (um foi quase embaixo do gol) e apenas um foi mais trabalhado.

Parte desse rendimento vem, é claro, do modelo de jogo do time e das características dos atletas que rodeiam Santini. Um deles é Ronny Rodelin. Jogador que prometia muito quando surgiu no Nantes, mas que pouco rendeu no Lille, ele está na terceira temporada no Caen e conseguiu dobrar o número de assistências: de três para seis. Quatro desses passes para gol foram para o goleador croata.

Santini está longe de ser o atacante mais virtuoso entre os times pequenos da Ligue 1 e dificilmente será a solução para um clube maior, mas graças a ele o Caen chega nas rodadas finais três pontos longe da zona de playoff do rebaixamento. Não tem como não creditar a ele esses méritos, afinal de contas, quase metade dos gols do time no campeonato (46,1%) tiveram participação dele (contabilizando a única assistência que deu na temporada).

O argentino dos Canários

Outro “empurrador de bolas pras redes” de sucesso nesta temporada é o argentino Emiliano Sala. Tratado com muito afeto no Bordeaux, clube onde chegou em 2010, foi agora no Nantes que, enfim, explodiu na primeira divisão. Já são 12 gols (mesma quantidade da temporada anterior) e quatro assistências. Num time com míseros 33 gols marcados – o terceiro pior ataque da Ligue 1 – Sala é responsável por 48,3% dos tentos, seja com passes ou assistências.

O mais interessante dos gols do argentino é o nível de decisão. Sala balançou as redes em cinco vitórias por 1 a 0, em um triunfo por 2 a 1, em dois empates por 1 a 1 e duas vezes num empate por 2 a 2. Dos 46 pontos dos Canários, 21 podem ser colocados na conta do argentino.

Assim como o já citado Santini, Sala também vive de marcar com toques únicos. Quatro dos 12 gols foram de pênalti, seis precisaram de um contato com a bola, um precisou de dois e ainda houve um sem querer, onde a zaga chutou a bola em cima dele e entrou.

Quase metade dos gols do Nantes tiveram participação de Sala | Foto: FC Nantes/Site oficial

Os números de Sala talvez só não sejam melhores porque a queda do Nantes em 2018 é algo extremamente preocupante. O time comandando por Claudio Ranieri não vence desde a 29ª rodada (dia do último gol do argentino) e ficou com diminutas chances de disputar a próxima Liga Europa.

Ainda assim, inegavelmente é a melhor fase da carreira de Sala, que dificilmente continuará no Nantes. Na janela de inverno foi cortejado por Wolverhampton, Brighton e pelo chinês Beijing Renhe. Apesar da seca de gols desde março, deverá buscar voos maiores.

Sala, assim como Santini, provam que podem ser opções interessantes para times de médio porte, especialmente aqueles que não prezam tanto por um jogo de maior posse de bola e que não se preocupam em ter um homem de frente apenas para empurrar a bola para as redes.

É a Ligue 1 provando, pela enésima vez, que há material humano de qualidades e características diferentes em todos os times. Sala e Santini são dois entre tantos exemplos. Basta garimpar.